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                    <text>REVUE
HISPANIQUE
Rm,til ccmacré d l'it11tle dts l,mg11es, du /i/Nralures el de fbistoir,
des pays mslillaris, catalans tl pt,rt,igais
DIRIGÉ

R.

PAR

FOULCHÉ-DELBOSC
Tome XIV. -

Numéro 45.

NEW YORK
THE HISPANIC SOCIETY OF AMERICA
AUDUBON PARK, WEST 1 56

th

STREET

PARTS
LIBRAIRIE C. KLINCKSIECK,
1906

II, RUE DE

LILLE

��\
'

SOMMAIRE

PAGES

Julio MoJŒIRA. R.

Factos de symaxe do português popular. IV-\'Ill ..

FouLCHÉ-DELBOSC. -

La traduction latine des Copias de Jorge

9

Mrmriquc................................................. ..
Guillermo

ANTOt i. ·.

- Sobre

L'I

tr,1ductor !.ttino dt: bs Ci,p!.rs de JorgL'

Manrique. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

22

TEXTES

Ferran l\'u5;EZ. -- Tr.Kt,tdo Je ami~içia, publi.:ado por A. Bonilla y
San M,1rtin... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
J&gt;oésics attribuées it GONGORA.. • . . . . • . . . . . • . . . . . . • • • • . • . . . • . . • • . .
Contos popuhtrcs portuguczt's. rl'colhidos por Z. Consiglicri P~droso. . .

34
71
1 rS

JBibliotheca hist,anica
Voir à la page 3 de la couverture.

•BIBLIOTECA CEN l"RA!__..,...__...;;u•._A..;.;.;.N...._L._ _ _ __

�TOI .J

~.H A.U

REVUE HISPANIQUE

�REVUE
HISPANIQUE
l&lt;ecuei/ co11sacri à /'it11dt dts /a,l[ties, des liltiraturts (/ dt l'histoire
dts pay.1 casti/la11s, cntalaUJ tl portugais
DIRlGÉ PA.R

R.

F o uLCHÉ- D ELBOSC

TOME XIV
MACO)-;, PROTAT F RÈRES, IMPRIMl!.lJRS.

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NEW YORK
THE HISPANIC SOCIETY OF AMERICA
AuoueoN

PARK ,

W EST r56 th

STREET

PARI
LIBRAIRIE C. KLINCK IECK, n , l{m:

1906

DE LI LLE

�FACTO

DE SYNTAXE

DO PORTUGUÊS POPULAR

IV
A linguagem do povo português construe as oraçôes relativas
de mu modo muito differeote da Iingua litteraria. Esta, como é
sabido, possue os pronomes relativosqt1e~ quem, invariaveis, o(a)
q11al e o plural os (as) quaes e c11jo e quanto corn flcxôes para o
genero e para o numero. De rodas essas forma o português
popular, em rigor, s6 conheceque, empregando tambem algumas
vezes quem, mas quasi s6 quando quem esta com o valor de
aquelle, que, como nos seguintes excmplos: cc quem fizer isso sera
castigado &gt;&gt; ; - cc da-se um premio a q11em fizer isso ,. .
era raro cncontrar no fallar do povo esta forma referida a um
antecedente, como: « o homem a quem eu entrecruei o lino &gt;i.
A forma cujo apparece uma ou outra vêz, todavia usada apenas
por pessoas &lt;le limirada leitura e prerensiosas. A sua con rrucçâo,
porém, afasta-se da que é ensinada pelos grammaticos. Perdeu
completamente o valor possessivo, passando sempre de adjectivoa
substantiva, e ficando a equivaler no pronome que, como na
phrase os homens cujos eu ·vi, em vez de os homens que eu, vi. Quasi
sempre aquella forma se reforça juntando·se-Jhe o antecedentc ou
o demonstrativo este, ou ainda outras palavras, por exemplo: os
homens ettjos homens eu vi ou cujos estes eu vi.
0 romancista Camillo Castello Branco attribue a um prctendente ao cargo de vereador do municipio portuense trechos como
Rmu

bûJltlnÏi•••

XIV.

�2

JULIO

M0REIRA

os seguintes, em que frisa este vicio de construcçâo: &lt;&lt; Trabalbe
V. • com os cartistas, que Barào eu o farei logo que estejam em
cima o meu particubr amigo José Bernardo c o mano Conde,
cujos sào meus intimas, e a rninha filha Baroneza vae tomar cha
corn a condessa de Thomar' »; cc Tens razio, mas lembra-te qut:
mna familia respeitavel como n6s estamos sendo nesta cidade do
Porto, &lt;levemos evitar cscandalos rnjos possam affectar a nossa
seriedade• »; cc Min ha fil ha, se nào quer comratos corn a Felicia,
é porque é honrada de cujo eu muito a louvo 3 )).
Tal construcçào occorre até, de certo pordescuido, ernescritos
de pessoas que devem suppor-se illustradas. Assim no PORTUGAL
ANTIGO E MoD1m.'o, de Pinho Leal, vol. V, pag. 40, o autor
escreveu: « 0 sen officia ( dos meiorinos) se exprimia pela palavra
tenms, que vem de tenemenlum, cuja palavra, na infima latinidade , sionificava
terriloriwn seu destrictus alicu7·us loci ».
iO
Corno acima dissemos, cujodesigna posse, equivalendo portanto a
do quai, dos quaes, de quem, mas em um trecho da linguagem
popular imitada por Gil Vicente, vol. II, pag. 506, apparece com
uma rdaçâo differente da possessiva, a de origem ou proveniencia, que tambem costuma exprimir-se pela preposiçâo de:
Eu sou o mor namorado
Homem, que nunca se achou;
Porem um cxcommungado
Que o diabo excommungou,
Nunca foi tào dcsamado,
A dama cujo nasci,
0 maior pr.uer que sente,
É dizcr-mc mal de mi :
Se vcnho, foge d'alli,
Se me vou, fica contente.

1.

A.CORJA,pag. 13.

z. Jam., pag. 62.
3•

ÎlllD.,

pag.

IJ4.

F.\CTOS

...

DE

Y

'T.\XE

DO

PORTUG

'ÊS POPULAR

3

Cujo, aqui, significa doqual, de quem, e a sua syntaxe neste lugar
resulta da analogiacom outra construcçào, hoje cahida em desuso,
como seria por exemplo a dama cttjo sou, como no exemplo
seguinte, do mesmo escritor, volume citado, pag. 493:
E coin esta concrusâo
Vamo-lo cmpresentar
Porque se devem dar
As cousas a rnjas sào.

Iseo é: Devem-se dar aquelle eujas sào, ou aqutlle t:k quemsào, a
quem pertencem.

*

**
Nas oraçôes relativas em que o relativo deveria ser precedido
de uma preposiçâo, omine-se frequentemente essa preposiçao,
que é depois empregada corn um pronome pessoal, para exprimir
a mesma relaçâo, no meio ou no fim da phrase. Ouvem-se a cada
passo construcçôes como as seguintes : « 0 homem que eu fui com
elle, em lugar de&lt;&lt; o homem com quem eu fui »; - « este é o vestido que eu hei de andar agora sempre com elle » em vez de « o
vestido com que eu hei de andar » ; - « o navio que ella veio
nelle &gt;&gt; em vez de c&lt; o navio em que ella veio »; - « as pessoas
que elle tem confiança nellas », por « as pessoas em quem elle tem
confiança » ; - « o rueoino que eu lhe dei um livro &gt;&gt;, em lugar de
cc o menimo a quem eu dei um hvro ».
Neste ultimo exemplo desappareceu a preposiçào, porque a
relaçào que ella exprimia esta representada pelo caso do pronorne.
Do AUTO DA AVE-MARIA, de Antonio Prestes, pag. 28 da ediçào
de I 87 I, transcrevemos o seguinte exemplo:
Sempre ncstos choupos ha
Um rato que o qucijo é ,l'elle.

�JULIO M0REIRA

4

FACT0S DE SYNTAXE DO PORTUGUÊS POPULAR

Observaremos que esta construcçào da nossa linguagem popular é a construcçào regular da lingua arabe. Se tivessemos de tradu~ir para este idioma a phrase: cc o homem de quem nos fugimos »,
sena necessario dar-lhe a ordem seguinte : o homem que nos fugimos d'elle.
Nào queremos de maneira alguma dizer que este modo de formar as oraçôes relativas no arabe, lingua que se fallou no nosso
pais durante seculos, fosse a origem da construcçào popular do
português, pois concebe-se sem difficuldade que independentemente d'essa influencia a rigorosa precisào &lt;las proposiçôes relativas se que brasse por uma tendencia para a simplificaçâo e generalizaçào, tendencia que resultaria de ser muito mais frequente o
emprego do pronome que como sujeito e como complemento
directe, isto é, nâo precedido de preposiçào. E para fixar essa construcçao concorreria ainda a circunstancia de ser mais emphatica do que :1 litteraria. De resto o exemple das linguas semiticas
mostra que ha no espirito uma disposiçào pira facilmente a acceitar. Compare-se tambem a syntaxe de oraçôes relativas em inglês
como as seguintes: the house chat I live in, a place wbich we hœue
long heard and read of; - this is a thing I cannot accozmt for
1 •

**
Pratica semelhante com o pronome quem e o possessivo seu
encontra-se em Gil Vicente, vol. I, pag. 109:
Justo é que imagine eu,
E que estê muito turbada :
Querer quem o mundo he seu,
Sem merecimento meu
Entrar em minha morada.

Veja-se o que dizemos a este respeito na
GLESA, 5a ediçao, § 288, zc.

equivale a aquelle que o mzmdo é seu ou
aquelle que o mundo é d'elle, e esta portante em vez de aquelle de
que ou de quem o mundo é.
ii

*

**

Os adverbios relatives onde, aonde e donde substituem muitas
vezes nestos casos o pronome relative, sem terem de exprimir
circunstancia de logar, e referindo-se mais ao sentido de uma
oraçào do que a uma determinada palavra. De mna carta vamos
transcrever um trecho em que occorrem exemples do que affirmamos: cc Parteçipo a V. que onte de tarde para aqui esteve
mna treboada junta com uma tempestade de berito aonde meteu
um furacâo de bento pela emxertia de bastardo e depois foi a
quinta aonde deitou a bidraça de cima da porta do armazem
grande toda inteira pela sala adeante ficou apenas tres bidros
inteiros e as outras estiverâo tambem a suseder-lhe o mesmo onde
( corn o que, em virtude do que) a M. ficou cuaijo morta. &gt;&gt;
De textos antigos citaremos o seguinte passo &lt;las CANTIGAS
DE MARIA:
et dentro no seu corpo cuydaua e creya
que tragia coobra do11de (= do que) nos espantamos.

*

1.

« Quem o mundo é seu

5

GRAMMATICA DA LINGUA IN-

e um trecho de um fragmente da DEMA!i!DA DO SANTO GRAAL
publicado pelo Dr. Otto Klob na REVISTA LosITANA, vol. VI,
pag. 340: « E rei Arturo er fez tam bern aquel dia, que todolos
seus filharom en fazanha, e nunca mais cansava de ferir despada,
unde Lucan que estava preto del e que via as maravilhas que fazia,
dise a Giflet. »

*

**
Os relativos o (a) qual, os(as) quaes e quanto (a, os, as) nào sào
empregadas na linguagem popular, que so usa aquellas formas
como pronomes interrogativos.

�6

PACTOS DE SYNTAXE DO PORTUGUÊS POPULAR

JULIO MOREIRA

7

VI
V

E' frequente o emprego da combinaçâo ambas daus (dois), e
ambas os dous (dois) (emespanhol ambosa dos), comono exemplo
seguinte, extrahido do MONGE DE ÛSTER, de Herculano, vol. I,
pag. 99 da 6• ediçào: (( 0 certo é que ambos os dous manges
caminhavam juntos )&gt;. Mas na linguagem popular ha ainda ambas
e dous, ambos a daus e amlws de dous. Esta ultima locucao vem
jade longe coma se vê pelas seguintes exemplos :
·
N6s viemos praticando

Ambos de dous.
(AUTOS de Antonio Prestes, pag. 153
da ediçao de 1871.)

D' ambos de dom a fronte coroada
Ramos nao conhecidos e hervas tinha.

(Lus1ADAS, IV, 72.)

Em Camillo, CoRJA, pag. 4 5, encomrase este passo : « Quebradas tivesse eu as pernas ambas de duas, q uando casei com este
rnoiuante. &gt;&gt;
Em cerros logares do paîs occorre ainda a expressao amas par
ambos, coma amas dous e amos de dous.

*
**
Em uma comedia intitulada IsmoRo o VAQUEIRO de Joaquim
Augusto d'Oliveira, em que se imita o fallar dos saloios, acha-se
tambem a locuçao todosdais (cfr. o francês tous lt.s deux):
É por ella que largando
Minhas vacas e rnê bois,
Ajoelho e peço a Deus
Que nos una a to.dos dois..

As expressàes que designam numeros fracciouarios sao muito
limitadas na linguagem popular. Quasi s6 se ernpregam fracçàes
que o denominador tem apenas mais uma unidade do que o
numerador, mas sem se usarem os nmùeraes ordinaes, que sao
substituidos pelo substantivo partes. Assim, diz-se duas partes,
tres partes, etc., em lugar de dois terças, tresquartos, quatr_o quintos.
Esta pratica vetn ja do latim, que dizia eguarmente : duae par'"
tes agri,
2/ 3 do campo; - t-res par/:es = 3/4, etc. A lingua
popular conservou-a sem alteraçâo algurna.
Em virtude d'este uso, para indicar as differentes partes de um
todo ou de um mixto diz-se tambem, por exemplo : tres partes
de vinho e urna parte de agua, isto é, 3/4 de vînho e r/4 de
agua.
Outras fracçàes como-tres qttintos, cinco setimos, sete 1Wnos, etc.,
nâo se encontrarâo no fallar do povo.

=

VII
Os numeraes proporcionaes duplo, tripla, quadrupla, etc., nâo
pertencem alinguagem popular, que suppre a falta do primeiro e do
segundo empregando as vezes as palavras dobro e h'esdobro, mas
p.referîndo usar as expressàes dois tantos, tres tantOJ, e para os outras
numeraes proporcionaes -qu.atro tantos, cinca tantas, etc.
Em Gil Vicente acham-se até locuç5es coma sete tanto e dez.
tanto, estando tanto no singular, de forma que sete tanto coma
que estâ abreviadamente por sete vezes tanto.
Olhae, flores, nao me espanto
Que me digaes sete tanto.
(Vol. I, 267 .)
Oh! e tu gabas-te e fazes-te santo ?
Juro-te, amigo, que hypocrita és,
Torna-te monge, descalça esses pés,
E seras fino nessa arte dez. /anto.

(IBID., pag. 513.)

�...
8

JULIO M0REIRA

.

VIII
Os numeraes distributivos do latim desappareceram no português ( como em geral nas linguas romanicas ), mas nâo sem que
ficassem vestigios d'elles. Perdendo o valor e o emprego de adjectivos numeraes, transformaram-se quasi sempre em substantivos,
como novena, dez.ena, centena, etc . .
De singulos ficou-nos senhos, que se usou muito no português
archaico e ainda posteriormente. Mencionaremos um exemplo de
Gil Vicente, II, 412:
E irâo suas criadas
N'hum !agar d'azeite todas
Sem crenchas ', descabelladas,
Como selvagens pasmadas
De tâo altissimas vodas.
E sahirâo as janellas
Com senhas tochas de palha
Debrùadas amarellas,
Se nâo olharem par ellas
Nâo lhes dara nemigalha.

0 substantive terno, resultante de um destributivo latîno,
usa-se geralmente na significaçào de grupo ou conjuncto de tres
pessoas ou coisas; mas na linguagem popular de Tras-os-Montes
tem ainda o sentido de talhàes, glebas. De uma carta reproduziremos este trecho : « Nâo întendo como possa fazer a plentaçâo
como V. quer. Aqui ninguem planta em ternos separados, é tudo
junto branco corn tinto e outras especes, porque as sementes
vem sempre calabreadas. »
Observaremos que naquella regiâo se chama sementes aos gar-

LA TRADUCTION LATINE
DES

COPLAS DE JORGE MANRIQUE

L'existence, à la bibliothèque de l'Escurial, d'une traduction latine des
célèbres Copias de Jorge Manrique, a été signalée par Amador de los Rios,
Gallardo, Menéndez y Pelayo. Malgré cette notoriété, ce texte n'a pas encore
trouvé d'éditeur. Je répare cet oubli en imprimant l'œuvre si remarquable d'un
latiniste jusqu'ici inconnu et en reproduisant en fac-similé la relinre du précieux manuscrit qui fut offert en 1540 au futur Philippe II.

R. FouLCHÉ-DELBosc.

Hyspana Georgij Manrrici
CARMINA, qme in Latinum
carmen nuperrime conuersa seremss1mo
Hyspaniarum
principi
PHILIPPO
dedicata sunt.

fos da enxertia.
Julio MoREIRA.
Cre11cbas significa tra11ças de cabello; representa um deminutivo latino crinicula, de crinis. De;cabelladas equivale aqui a desgrenhadas; tem, pois, aproxima damente o sentido de sem crenchas. Nesta accepçâo nâo occorre aindanos diccionarios.
I.

I
Euigilet stertens animus, tenebrisque relictis
Me1is resipiscat hebes, alto experrecta sopore,
Contemplata quidem vita hrec ut prreterit instans,

�ro

LA TRAbUCTION LA TINE

Vt tacite. obrepit mors, quam cita gaudia migrent,
Vtque recordanti sint urgens causa doloris,
Vt melins semper quod prreterit esse putemus.

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

Vt sine dispendijs prauisque erroribus vllis
Peruerriamus eo ; nati proficiscimur illuc,
Pergimus at nitre spacijs, accedimus autem
Cum nos vita finit, cum morte quiescimus ipsa.

II
Cernimus isse breui q uoniam prresentia puncto,
Si bene censemus, iam pneterijsse futurum,
Exhaustumque sirnul prorsum reputabimus esse.
Nemo sui oblitus credat diuturna per reuum
Esse futura magis quam qure iam uiderat ante,
Omnia quandoq uidem sic ire humana necesse est.

III
In mortem properat mortale hoc viuere nostrum,
Non secus ac properant labentia flumina in altum;
Illuc regna quidem tendunt abolenda potentum,
Flumina magna, sed hue mediocria, denique parua,
Illuc ingressi latitant discrimine nullo
Qui victum manibus qu.:erunt, qui et diuite gaza.

IIII
Non ego falsorum mihi numina vana deorum,
Laurigeri ut uates, oratoresque celebres
Inuoco; pulchra sino figmenta poetica eorum,
Nanque venena fauis insu nt; sed torditus ilii
Vni me credo, tantmn illius inuoco numen
Quod non nouerunt homines, dum uenit ad ipsos.
V
Hac iter est aHam in vitam, lreti retheris vrbem ;
T ramite sed recto uigilan tius expedi t ire,

VI
Si modo abusus abest, humana hrec uita probatur,
Vtpote qure ad uitam uenturam rite parandam
Sit data, credulitas ut nos uera admonet ipsa.
Filius ille Dei qui et nos inferret olympo,
Inter nos nasci descendit ab rethere summo,
Hac uicturus humo, vitali ubi lumine cassus.

VII
Reddere si faciem pulchram possetnus, ut ipsam
Possumus egregie speciosam reddere mentem,
(Namque fauente Deo quis nos id passe negabit ?)
Ouam viuax, quam prompta eadem solertia nabis
Semper in ancilla decoranda nocte dieque
Esset, hera incornpta captiuœ more relicta !

VTil
Cernere quando licet mortales, cernite mente
Qure gressu et cursu sequimu.r, quam vilia prorsum
Sint, q uippe ante diern delusi a!1}ittimus illa :
Partim tempus edit, partirn violentia casus,
Pars etiam illorurn natura ac mole suapte
Deficit excelsam fortunam, pressa ruitque.

II

�12

LA TRADUCTION LA TINE

IX
Peruenit ut senium, q ualis (rogo) permanet ille,
Ille nitor pulcher faciei, grata cutisque,
Sanguinis ille color diffusus, candor amœnus ?
Dexteritas, vires, velocia rnembra iuuentre,
Omnia su □ t pœnre no bis, vbi lreta iuuentus
Peruenit in senij sperata suburbia nostri.

X
Gothornm sanguis, genus, augustissima quondam
Nobilitas, summi qu::e nacta est culmina regni,
Quot qui bus atque modis hoc obliterantur in orbe!
Pars quoniam vilis, sordens, abiecta putatur ;
Pars autem, nimia quia paupertate coacta est,
Indignis alitur munijs, hoc degener reuo.

XI
Qure nos diuitire subito fastusque relinquunt,
Nulla (quis dubitet?) stabilita sede fruuntur,
Inconstantis herre cum sint; ea nempe caducre
Sunt bona fortun.e celeri vertioine fessa·
b
'
Nam rota nunquam eadem, nunquam rota firma in eodem
Siue bonos prauosue beet, seu pauperet urgens.

XII
Sed fac vt hrec hominem comitentur adusque sepulchrum;
Non tamen incautos ideo nos fallere debent ·
Euanescit enim vita hrec, ut somnia uana '
Ac ueluti siren qua nos, humana voluptas,

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

Decipit illecebris, iamiam peritura fatiscit;
At uolupi uit::e tormenta ::eterna parantur .

XIII
Sunt uitre anxiferre solatia dulcia nostrre
Improuisi equites campum procurrere missi;
Mors uero insidi::e latebris inopina locatre
In quas incidimus ; nos nostra haud damna uidentes
Currimus incauti propere, neque sistimus usque,
Postquam redire dolis frustra conamur apertis.

XIIII
Namque Monarcharum legimus quos ante fuisse
Hystorijs priscis, aduersis casi:bus actre
Fortunre pessumque dat::e de alta arce fuerunt;
Nil etenim Papre, prrelati ipsique monarch::e
Arcis habent tristi non expugnabile morti,
In quos creca ruens pecudum pastoribus requat.

XV
Nunc Troes misses faciamus, prospera quorum
luxta ignota iacent oculis ac tristia nostris,
Lectaque in historijs mittamus facta Quiritum;
Sit curare nephas quod s.ecula prisca tulerunt.
Nunc modo ad hesternum venio, vestigia cuius
Vt priscam deleuit edax obliuio vitam,

XVI
Quo tandem noster magnus Rex ille Ioannes?
Et Regum geniti post prirnum Tarraco vestri ?

13

�LA TRADUCTION LA TINE

Quotque tulere proci dari ? spectacula ? equestrns
Concursus? sa!uis simula'4,que pnelia gyris?
Plumatre uestes? et ephîppia? &amp; alta chimera?
Instar delyrij fuerunt, pratique virentis.

XVII
Quo illustres nymphre queis regia claruit aula?
Quo nitidre uestes ? velamina? arornata? gemmre?
Flammaque amantis edax, flagrantibus ignibus ardens?
Metrificandi ardor? Musœ concordia discors
Instrumentalis ? saltatio nobilis illa?
Impositoque aura vestes gemmisque coruscre?

XVIII
Jam uero Enrricus heres Rex ille Ioannis
Quid (rogo) non poterat? quam, quam indulgentibus ipsi
Muneribus Fortuna bifrons se prrebuit olim!
Post eadem (infandum dictu) quam diriter eidem
Exhibuit se hostem ! cui cum prius esset arnica,
Quam iguere breui, dederat qure munera Regi !

XIX
Munifici Regis quonam illa ingentia clona?
Aedificata ab eoque aurata palatia luxu ?
Adfabre argentum crelatum ? gaza superba ?
Tot phalerre? tot egui? fastusque ac pompa suorum ?
Quonam abiere, rogo ? quonam nuncibimus illa
Quresitum ? Veluti ros prati absorpta fuerunt.

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

XX
Pr~terea infantem qui, fratre superstite, dictus
Successor fuerat, quam curia clara sequuta est,
Quamque frequens Princeps. Sed quum mortalis hic esset,
Fornaci improuisa sure mors intulit ipsum.
Sed tu, o judicium diuini numinis, vndas
Insuper induxti, quum plus flagrauerat ignis :

XXI
Iam uero stabilem comitem pariterque magistrqm
Acceptum prre alijs Regi, quem nouimus ipsi,
Vidimus et truncum, quid multa? cruore fluentem.
Quid fuit huic tandem congestum aurum, oppida, pagi,
Imperium in multos? quid nam nisi luctus acerbus
Ilia relinquenti fuit atque molestia magna ?

XXII
Iainque duo fratres alij sublimia nacti,
Sorte rnagisterij regali &amp; more beati,
Subiecere sibi primates atque minores:
Prosperitas tam euecta tamen sublimiter illa,
Quid? nisi clara fuit lux qure, dum lietior ardens
Splendicat atque quatit radios, extincta repente est.

XXIII
Torque Duces, tot Marchiones, Comitesgue virosque
Eximios, oculis quos his tarn uidimus auctos,
Die ubi detrudis? quo mors traducis amara.?

•

�16

LA TRADUCTION LATINE

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

Die ubi prreterea qure fortia facta patrarunt
Militire atque togre, sane cum dira superbis
Exigis ac deles hree talia mole menti?

XXIIII

.

Quid numerosa manus tandem ? quid bellica signa
Contulerint ? aquilre., vexilla minora? quid arces
Quas uix expugnare queas? quid mœnia? vallum?
Prresidiumque antemuralis? lata quid altae
Irremeabilitas fossre ? quid talia ? quot sunt ?
Cum tu irata uenis, transfigis cuspide cuncta h:ec.

XXV
Est tuus ingressus luctu, sed semper amarus
Exitus, ingratus, mediumque labore repletum,
Et quibus indulges, pœna est, diuturnius reuum.
Prospera uix nacti morimur, sudore parantur,
Dasque ea mortali, sed cursu aduersa latenti
Adproperant durantque magis quam prospera uitre.

XXVI
Quandoquidem nos, munde, necas falsissime, certe
Quam tribuis vitam reuera vita fuisset,
At sic nos uexas vt nil optatius ipsis
Sitque minus mœstum quam creca profectio uitre,
Vtpote qure tam plena malis, tam septa dolore,
Tarn deserta bonis &amp; tam dulcedine cassa est.

XXVII
Quid, Roderice; canam tua, nunc Manrrice magister,
Bellica gesta, tuos qui charus vbique fuisti
Omnibus ob mores sanctos, qui dulce honorum
Prresidium, virtute simul qui &amp; nomine clarus ?
Quid coner tua facta parens efferre canendo,
Quum pateat cunctis tua qualia facta fuerunt?

XXVIII
Qualis erat dominus famulis et amicus amicis
Et consanguineis laus et decus, hostibus hostis,
Fortibus atque viris doctor fortissimus idem,
Consiliumque sophis, sal erat lepido ore facetis !
Quamque benignus erat subiectis ! quamque superbis !
Denique terribilis laniator more leonis ! ·

XXIX
Augustus Cesar fortuna, Julius alter
Cesar in euentu bellandique arte sagaci,
Nam conferre licet mediocria grandibus actis ;
Scipio sed virtute animi, ferus Annibal astu,
Traianus probitate, Titus donando, sed Hector
Robore, ut Attilius promissis stare paratus.

XXX
Pectore clementi pius hic Antonius alter
Et uultu Fabius constanti, Adrianus amici
Viribus eloquij, Theodosius alter ad omnes
Rrottt. h,'spa.111·91tt..

XJV.

17

�18

LA TRADUCTION LA TINE

Dum condescend1t, Macedo Aureliusque rigore
Et disciplina Martis, pietate fideque
Constantinus erat patrireque Camillus amore.

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

Militis atque ducis (pro tempore) munerefonctus.
Huius gesta sua si gratificata fuerunt
Legitimo Regi, sit, Portugalia, testis
Rex mus atque eius qui in nostris signa secuti.

XXXI
Haud reliquos fecit thesauros optimus hic dux,
Diuit_ias ne habuit, non illi copia ridens
Crelati argenti fuit, at Mahumetibus impijs
Oppida cum castris cœpit, bellum intulit redeno,
Et strages hominum multorum &amp; victor equorum :
Sic sibi iure datos census populosque parauit.

XXXII
1am decora alta mens qualem se gesserat olim,
Quum fere desererent omnes heroa celebrem,
Fratribus ac fid.is stetit inconcussus alumnis ?
Post uero a::gregie tot facta celebria, hello
Hoc quod iam gessit, quas pacis conditiones
Accepit, populis a Rege pluribus auctus.

XXXIII
Historias ueteres juuenis quas pinxerat hasce
Cuspide non calamo, renouare recentibus idem
Longœuus potuit prreclaris atque trophreis.
Vt meritis plenus, beneque actis pluribus annis
Tanta animi ei virtus fuit &amp; solertia mentis,
Ense suo clarurn ru bri ensis adeptus honore est.

XXXIID
Oppida chara inuenit qure capta tyrannis,
Fortibus hic prrelijs atque obsidione recepit;

XXXV
Postquam in discrimen toties 'caput obtulit idem
Veridica pro lege Dei, diademaque Regis
Extulit obsequijs claris bellique togreque,
Post tot gesta ducis qure uix numerare queamus,
Ocannam tandem, Roderici mœnia, uenit
Pulsatum mors iussa fores, sic comit r urgens.

XXXVI
Sic adfata quidem Mors est: &lt;&lt; Eques inclyte, mu11dum
Falso adridéntem uultu iam linquere tempus;
Nunc duras animi chalybes tua Mania virtus
Hoc in agone nitens animose prrestet oportet,
Et fam.e studio suetum non parcere vice
Te recreet uirtus qua hrec nunc discrimina vincas.

XXXVII
« Nec tibi terribilis sit nunc conflictus hic instans

Formidolosus; siquidem vel Nestoris annis
Est diuturna magis multo tibi fama superstes;
Nam si reterna quidem 00·11 est qu.e constat honore
Sed nec uera, tamen rnulto prrestantior extat
Quaro peritura cito qua corpora uestra· fruuntur.

19

�20

LA. TRADUCTION LA TINE

DES COPLAS DE JORGE MANRIQUE

XXXVIII

Et qui tam rigidos cruciatus ipse tulisti
Haudque reluctanter, non ut mea facta merentur,
Verum ignosce mihi, tua qure est cle1;11entia summa.

« Non fastu ac luxu vita illa reterna paratur,
Sed neque delicijs vitre properantis in orcum;
Iugibus at precibus, lachrymisque perennibus illa
Relligione parat clerus, monachatus, beremus,
Sed celebres equites· illam per mille la bores,
Aduersusque parant per mille pericula mauros.

XLII
Mente igitur tali tamq ue alta praeditus, inter
Vxorem, gratos, fratres interque ministros,
- Omnibus illaesis morienti sensibus, altum
Obtulit illi inimum dederat qui cœlitus, is nunc
Addat cum cœlo gaudijsque repleat al mis;
Nempe sui memores reficit nos mortuus heros.

XXXIX
« At quoniam hostilis ac tantum sanguinis impij
Tum gladio tum consilio, vir clare, fudisti,
Expectanda tuo qure hic prremia Marte parasti
Sunt tibi; qua fretus nunc credulitate fidéque
Quœ tibi magna quidem, migra hinc spe plenus adeptum
Iri te egregiam vitam qure te manet altis.

XL
Amplius haud opus est uerbîs consumere tempus
Hac miseni in vita; supplex mea nunc ut oportet
Assentitur enim diuinœ ac prona voluntas,
Amplectorque meam mortem candore lubenti;
Est et enim stultum, cum vult Deus ut moriamur,
Veterius uitœ cupidos nos viuere velle.
&lt;&lt;

XLI
« 0 Tu, qui formam vulgarem ob crimina nostra
Et puniti hominis subijsti inamabile nomen,
Humano includi dignatus corpore numen,

•
•

Finis
latinre
translationis

21

&gt;:

�EL TRADUCTOR LATINO DE LAS COPLJ.S

SOBRE EL TRADUCTOR LATINO
DE LAS

COPLAS DE JORGE MANRIQUE

23

eruditos é investigadores, publidndola para beneficio de todos.
La diligencia y laboriosidad de M. Foulché-Delbosc regala ahora
los hispanistas con la publicaci6n esmerada de ella, y gracias
su amabilidad voy yo contribuir aqui con algunas notas recogidas sobre el probable traductor latino de las celebérrimas Coplas

a

a

a

de Jorge Manrique.

*

**
Amador de los Rios en su Historia critica de la Litera tura espanola,
toma VII, pa.g. r2r, en la nota 1, da cuenta por primera vez de
la traducci6n latina de las Copias de Jorge Manrique que posee la
Real Biblioteca del Escorial. No se ba de entender que hasta entonces se ignorase la existencia de clicha traducci6n, puesto que
aparece registrada en los catalogos anteriores de la Biblioteca que
aun se conservan, sino en el senti do de que no se habia publicado
la noticia en las historias literarias, ni en las monografias referentes las Copias de Manrique : ésta ha sido la causa de que
hayan sida muy pocos los que conocieron la traducci6n. Pero
desde entonces se puede asegurar que cuantos se han dedicado al
estudio é investigaci6n de la literatura espaîiola han conoddo,
6 han podido conocer su exisrencia, y algunos, muy pocos, la
han examinado par si mismos. Gallardo, en el tomo tercera,
col. 619, del Ensayo de una Bibliote.:a espa11,0la de Libros raros y
curiosos &lt;lice : « La traducci6n es franca, valiente y · nerviosa. »
Menéndez y Pelayo en el toma de su preciosfsima Antologia, en
que de un modo magistral y con provechosa amplitud habla de
Jorge Manrique y de su tiempo, pondera también la bondad de
esta traduccion latina.
Dado, pues, el tiempo transcurrido desde que la noticia de la
traducci6n figura en la historia de la Literatura espanola, y conociendo el parecer de los criticos mas eminentes sobre su verdadero
valor, es inexplicable que no se hayan fijado antes en ella los

a

y

Hace ya b.1stante tiempo, al hacer la papeleta bibliografica del
manuscrito de esta traducci6n latina, que me pareci6 muy
extraii.o que, siendo tan notable por una parte y por otra de
época relativamente moderna, fuese el nombre del traductor desconocido de todos. A fin de completar en lo posible la papeleta
realicé algunas investigaciones, cuyo resulta _o voy a exponer
la consideracién y juicio de los lectores de la Revue Hispanique.
En Die Handschnjtenschenkung Philipp II an den Escorial vom
]ahre r576, publicado en 1903 por Rudolf Beer, esperaba yo
que se encontrase registrada, puesto que con toda seguridad
habia pertenecido
la famosa libreria de Felipe IL Y en la
pag. LXVII de esta obra sè lee : c&lt; In octavo. N° I J 5, r. Carmina
Georgi Manrrici translata de hispano latine »; y, después de copiar
las palabras de Amador de los Rios, aîiade Beer el siguiente
titulo: c&lt; Johannis Hu,riado de Mendoz.a libellm carmine latino com -

a

a

positus, ea continens carmina, quae vulgari sennone las copias de
don Jorge Manrique dicuntur. tnembr. VI. k. 3. » Este ultimo
titulo esta copiado del indice mas antiguo de la Biblioteca del
Escorial que se conserva, y que hoy lleva Ja signatura H. I. 5 •
Dos veces aparece registrado en él el manuscrito de la tra.ducci6n
latin a : fol. XL, v 0 : Joann . Hurtado de Mendoça. Libellus carmine

latino compositus ea continens Carmina quae 7Jttlgari sermone, Las
Copias de Don George Manrique dicuntur. numbr. VI. k. J., y en
el fol. 57 v. : Jorge Manrrique. - las mismas (las Coplas) en
romance y latin VI. k. J. N6tese que la ùlt;ma signatura de los

�GUILLERMO ANTOLÎN

EL TRADUCTOR LATINO DE LAS COPLAS

dos titulos es la misma, y por tanto que ambos se refieren al
mismo manuscrito. Si las aotiguas signatur.is se conservasen en
él, entonces no podia caber duda de que el traductor era Juan
Hurtado de Mendoza, pero hoy no las tiene, y es posible que
desaparecieran con la hoja que le han cortado. Gallardo supone
que en &lt;licha hoja se encontraria el nombre del traductor; no
niego la posibilidad, pero, a mi juicio, debia con mas raz6n
encontrarse al pie de la dedicatoria que va en el reverso de las
tapas. El titulo que ll~va el manuscrito es : Hyspana Georgii

(Alcali, Juan Brocar, r50) se encuentraen latin larespuesta de
Juan Hurtado de Mendoza a dos poesias latinas de Dona Catalina de Paz. En la Publica Laetitia, qua Dominus Joannes Marlinus

Manrrici Carmina, quée in Latinum carmen nuperrime conuersa
serenissimo Hyspaniarum principi Philippa dedicata sunt.
Acerca del valor y autoridad de las anteriores citas, tomadas
del Catalogo primitivo, he de advenir, que si bien una de ellas
- tiene membr. puede no obstante admitirse, a pesar de estar en
pape! el manuscrito, porque sus dos primeras hojas fueron de
vitela, y en este caso es explicable la equivocaci6n; que no transcribe los titu!os literalmente, sino tan solo de concepto ; y, por
ültimo, que varias ·veces constan en él los nombres de los glosistas y autores, aunque no se encuentran en los manuscritos. Son
averiguacioues 6 conocimiento del autor del Catalogo.
No ha existido otra traducci6n latina de las Coplas de Jorge
Manrique en esta Biblioteca del Escorial, ni tampoco se consigna
en la historia de la Literatura espafiola, y por tanto, a mi juicio,
se puede concluir, no en absoluto, pero con suficiente y fundada
probabilidad que el traductor fué Juan Hurtado de Mendoza.

Silicaeus Archiepiscopus Tolelanw ab Schola Cornplutensi susceptus
est ... ( 1 546) figuran también varias poesias latinas suyas. En la
Biblioteca Nacional de Madrid existe un epitafio latino que hizo
S. Isidro y escudo de armas que le apropi6. Ademas en el
manuscrito e. II. I 5 de esta Biblioteca Escurialense he encontrado una larga poesia latina, escrita de mano de Ambrosio de
Morales, y dirigida por Juan Hurtado de Mendoza a su maestro
Juan Petreyo, prnfesor de ret6rica en Alcali. Mas adelante pueden
verla los lectores juntamente con otras dos poesias inéditas castellanas. Tenemos, pues, que en la historia literariade Juan Hurtado de
Mendoza apareceo varias poesias latinas, lo que, a mi entender,
confirma la suposici6n de que él sea el traductor latino de las
Copias de Jorge Manrique.
Las dos poesias castellanas que se publican se encuentran en un
cuaderno de letra de ültimos del siglo xvm, que boy forma
parte del manuscrito H-I-9, reunido y eocuadernado en tiempo
del bibliotecario D. Félix Rozanski. He de advertir que en el
mismo cuaderno y de la misma letra existe una copia de la trad ucci6n latina de las Coplas. Es un detalle cuyo valor pueden
apreciar los lectores.
La copia esta hecha del manuscrito d. IV. 5. Voy a transcribir unos versos que no tiene este, y tal vez se encontrarian en la
hoja que ha desaparecido.

a

*

**
He hecho también investigaciones acerca de las obras que
escribi6 Juan Hurtado de Mendoza, y prescindiendo de las castellanas, que no pueden servir para formular una raz6n, apuntaré
las que he encontrado en latin, y creo que todavia permanecen
inéditas y ocultas bastantes de sus poesias. En los preliminares
del Buen plazer lrobado en trece discantes de quarta rima Castellana ...

Inclytus Hesperit contingat sidera Princeps
Hesperif sidus nostre prospectet agrestes
Contingat nostr~ radians penetralia Musf
Sydera prospecter penetralia nostra lucratus
Princeps agrestes Mus~ lucratus amores.

Contiene ademas dicho cuaderno otras traducciones latinas
que pudieran ser también del mismo Juan Hurtado de_Mendoza.

�GUILLERMO ANTOLlli

*

**
Merecia la pena de hacer una extensa biografia del poeta Juan
Hurtado de Mendoza, mas ni dispongo de tiempo, ni tengo a.
mano los materiales. En el Archivo municipal de Madrid, de
donde fué Regidor, y principalmente en el de la Casa de Mendoza se han de conservar papeles interesantîsirnos de su vida.
Tal vez en alguno_de ellos conste ciertamente que es el traductor
latino de las Coplas de Jorge Manrique. Y o voy â excractar aqui
las pocas noticias que de él trae Alvarez y Baena en el tomo
tercero, pag. ro8, de los H-ijos de Madrid : cc D. Juan Hurtado de
Mendoza, tercer Seiior del Fresno de Torote, fué hijo de D. Juan
Hurtado de Mendoza y de D• Maria de Condelrnnrio. En Madrid
posey6 la antigua casa de Mendoza, perteneciente a la parroquia
de San Ginés y situada en la calle de Bordadores. Dicha casa
desapareci6 cuando los Padres de San Felipe Neri construyeron
a!H su convento. Pué Regidor de la Villa de Màdrid, que le
nombr6 por su Procurador de Cortes, para las que el Emperador
Carlos V celebr6 en Valladolid, en el afio r554; ·y concluidas,
mand6le el Cesar pidiese merced y solo pidiô concediera S. M. al
escudo de armas de su patria la Corona Imperia!, que usaba en
las Reales, como lo hizo. Cas6 con D• Nufla de Bozmediano,
hija de D. Juan Bozmediano, secretario del Ernperndor, y de
D• Juana de Barras; y tuvo en ella â D. Juan que sucedi6 en la
Casa, a D. Fernando, escritor, y a D• _Maria, muger de D. G~spar Ramirez de Vargas. Su aplicaci6n a todo género de letras y
esmdios fué tanta, que era llamado el- Fil6sojo. Esta preciosa cualidad hizo que le tratasen los hombres sabios, y le remitiesen sus
obras, coma Eugenio de Salazar hizo con la graciosa carta que
escribi6 pintando la vida de los Catarriberas, y que Marineo
Siculo hiciese de él honrosa menci6n con estas palabras : « Cuyas
obras elegàntemente escritas leimos, aunque hasta ahora no son
publicadas. »

EL TRADUCTOR LATINO DE LXS COPLAS

27

Su bibliografîa ademas de lo indicado anteriormente es
1. Vida de San Isidro.
2. Un sooeto al lector en los prelirninares de los Morales de
Plutarco traduz.idos de lengua Griega en Castellana ... Alcali, Juan
Brocar, 1548.
3. Un soneto en los preliminares de El Monw. La moral emuy
graciosa historia del Momo : Compuesta en latin por el docto
varan Le6n Baptista Florentin. Trasladada en Castellano por
Agustin de Almazan. Alcala, Juan de Mey Flandro, 1553.
Guillermo ANTOLiN) O. S. A.
De la Biblioteca del Escorial.

APtNDICE

POESÎAS INÉDIT AS DE
D. JUAN HURTADO DE MENDOZA
Magistro loanni Petreio Complutensis Licii Rhetorices professori, Poetae
singulari, suu.s discipulus Ioannes Mendocius salutem plurimam dicit.
Stultus.ego, Petreie, tuo qui carmine jamjarn
Persuadebar homo, diuas me bac ualle morari
Raniferi nostri gusarapi ferique Torotis
Ridiculum, quum emersa caput, qu9 obtundere ripas
Rana solet nostras, mihi sese objecit eunti
Quaesitum properata Tui vestigia vates.
Laudibus immo dicis utqui me impune beasti :
Ilia repente oculos acreis jaculata, caputque
Muri bus et simi1is picae, incukauit in aures
TaJia uerba mihi : Quamuis jam seduJus, inquît.
Te nisi ducit amor, nosque improbus agricolanmi
Piscandi ranas, ta men bue concede parumper,
Obstreperae vocis patiens hic siste viatoi:,
Namque etenim rip(' dominum fus noscere Ranae,
Si potens est nimio pluuias praedicere cantu
Et quamuis possit praenoscere Rana poetas,
Non ego sum Phoebus non sum Cumea Sibilla.

�GUILLERMO ANTOLrN

EL TRADUCTOR LA TINO DE LAS COPLAS

Corpore monstrifico uerum simulata syren sum.
Nostra quidem praeclara sacris cum rnuribus olim
Bella Poetarum cecinit fios, Dius Homerus.
Et consul Cicero nostro quoque jure poeta est,
Nostra etenim exametris cecinit prognostica rhetor.
Et non dignetur noster Parrochius ille
Doctor loaunes Ramirez, arduus alter
Rhetoricae artis apex, nos tandem uisere, quando
Gutture de tremulo bene declamare peritas.
Sed me obiter docuit Petreius carmina nolens.
Quid ni ? Qui faceret dumos, lapidesque syrenes ?
Ille Petreius, ajt, cujus vestigia lust ras,
Ille Petreius erit, cursu cui lampada tradat
Inter Apollineos celeberrimus Aluar Gomez,
Qui Gellameleis Musis &lt;ledit esse disertis.
Me miseram, at postquam rapuit mors frigida vatem.
Obrriguere gelu
uiduaeque Camaen\!
Ut queis disertis pariter dedit esse Repressus.
At Petreius erit magico qui carmine fretus
Ut pullos gallina suos excluserit ouïs,
Sic gellameleis Musas educat ab hortis,
Sic gellameleis Phoebum excaotet in antris.
Et quocumque feratur, eo sua musa feratur,
Seu petat egregiam patriam, Magni Herculis urbem.
Qua nimio studio musarum accepimus usum.
Siue velit vacuum musis Helycona beare.
Siue Cygni doceat, fiectatque juuetque licium
Praesulis eximii. Seu fontes, pascua, riuos,
Genistas, ulmos, salices, salicumque sodales
Fraxineos visat juncos, frntices, loporesque
Siue Toroticolas spectavit .deoique ranas .
Nae ille imprudens, quem cum pater almus Apollo
Aonidumque cho rus penitus comitetur, et usque
Excubet ingenio vatis peregreque domique,
Dicat ab occeano nostro hoc se hausisse furorem
A.ethere delapsum, quo mens adflata repente
Sublimis rapitur. Quo non contendere prorsus
Quo non aspirare queo, salieusue natansue,
Rana loquax. Licet innatum mi ex tempore carmeo.
Prograe.:iiarque licet Satyrorum more coaxans,
Quorum antiqua nimis pater Ennius carmina vidit.

Verum tale mihi carmen contingere nosti,
Quale solet Nymphis ausis certare camaenis.
Quale etiam Anipedes qui garrulitate sequuntur
Effutire soient. Non autem quale Petreius
Complutum hac rediens docuit me nuper amusim.
Namque quod is cecinit misso ad te carmine dudum
Nouimus, an ranas Phoebi praeseruolet aura?
Huc migrasse sacras musas Helycone relicto
Perpetuam sacrasse sibi haec ad flumina sedem,
Hincque sibi venisse novas in carmina vires.
Numine correptus, pulchre et nugatur amice
Quod si illi ex animo sic delirarc volupe, et
Quesitum musas Compluto contulit hue se,
Ille quidem nobis similem se prçbet ad unguem
Ruricoli juuenis, qui nymphae captus amore
Undique querit eum scicitabundum asellum,
Anxius atque vagus, cui presens insidens ipse
Preterea, indicibus precium magno ore futurum
Pollicitus. Tandem monitus quumque inuenit ilium
Indicibus grates agit, et refferre paratur.
Haec misit chi cum caneret moranti garrula nympha
Atque viden:tur plura bis garrire parata,
Se nisi uisceribus riui insinuasset amici, ·
Frux caepisset eam nigrae experientia parcae.
Indignabar enim, me praeter hic esse Poetas,
Qui mihi dissuadere queant meme esse poetam .
Et mihi praerripiant, tibi quod respondere possem.
Fors, celeber vates, celebrem nam reddere p·ergit
Carminibus, Petreye, tuis celebrantla per orbem
Patre Deo geniti Dilectrix inclyta Christi.
Inficias vix ire potes. Nam te fore vatem
Arguit agricolis docta abs te rana poesim.
Yale.
(Bibliote-ca del Escorial e-ll-15 fols. 92 v.-94 .)

0

29

Al muy reverendo Sefior Alvar Gomez catedratico de Griego en la Universidad de Alcala respuesta en metro yambico de D. Juan Hurtado.
Dichosa tecla del Latina vando
y de la musa argolica dechado
y de 1a Castellana nuevo chantre
y lo que habia primero de decir

�30

GUILLERMO ANTOLIN

en el christiano cora digno preste.
A ti salud de alla' do nunca mengua
alla donde la larga affiuencia
de gustos mana i gustos impression
de vida desmolida, y reganada
no llamo yo ni es regafiamiento
al pesar justo que a las esperanzas
de gustos que no cumplen desencona
mal debito tormento, y gran tormenta
del purgatorio do las Aimas hierben
friendose en las penas de las Hamas
por do de grado en grado van trepando
cocidas en la absencia de la glôria
briosas, encogidas, lastimosas
pero con un hidalgo sufrimiento
con que van promoviendo en las limpiezas
Dios sabe en quantos lustras, quantos passos
mas mejor es salir tarde que nunca
al gusto, y gozo que con tu elegante
y viva carta recibi no el
de los emmascarados que da el vulgo
entiendo vulgo no por los menudos
sino por los que en viles menudendas
de vicios yacen como yo enfrascados
por mucho que lo estoy mas lo estuviera
sino porque escuche medio aturdido
el mucho mormorio que las aguas
de gracias davan en sus arcaduces
por do la gracia viene, y va encaû~da
que son las almas de varones santos
a este esteril y seco desierto
donde las fuentes de los Sacramentos
por la misericordia inagotable
de la salud que espera siempre manan.
Aq ui la falsa sed se desengafia
si la fe desalterada le da via
y nos bace dexar la cantarilla
de nuestro ardid, consejo y entimemas
como acaescio en el pozo de Jacob
do la Samaritana argumentaba
el grande amor que en tus cartas me muestras

EL TRADUCTOR LATINO DE LAS COPLAS

me da salvo conduto a disparar
quanto a la boca se me viene
aunque despues y antes que lo diga
con mi flaco juicio lo registra
y del ageno espero enmienda, y lima
para mis desembueltos disparates
porque ni yo soy digno de imitar
los sacrosantos saltos de David
ni las bondas celadas de Thebaoo
ni el muy sublime y gracioso pretexto
del sabio valentin Osias March
ni de la muy illustre y bonda musa
del granadin la mascara dichosa
ni de tu Musa la tranquilidad
maûosa que al lector atarantado
con alterada sobrehaz le llama
bien con el avisado y buen cabrero
con la cabra que va de cerro en cerra
de breûa en brefia el que vaya quejada
que el la reduce al competente pasto
•con alentado y manso corazon
pero con voz briosa, y pies de gamo
creida tengo la invisible fuerza
del amor que en los bmtos, y. en las plantas
y en los duros mineras hace mella
y mucho mas en quien tiene caudal
como es el alma racional del justo
la causa oculta de la dissonancia
so consonancia va en constellaciones
so complexiones no sin el gobierno
de luz divina que le da sus rayos
y los hermana a un fin, y deshermana,
segun la paz 6 guerra les conviene
que no seria de su grande franqueza
do cumple sobresalto dar reposo
y no gastar la paz que nos combate
·tambien se traba buena paz, o guerra
por el guiamiento que el Angel que en gracia
de aquél esta que nos le dio por guarda
pero otras veces nacen sentimientos
de hombres como yo que siempre yacen

JI

�32

GUILLERMO ANTOLIN

en iras, y apetitos mal mandados
que alla se van donde les lleva el soplo
como los milanillos de alcarciles
quandolas noches, y tareas crecen
de Jas cuidosas mozas hilandcras
y la cuerda hormiga se bastece
sin amar~arse de ello el buen villano
asi me vea yo bien entrastado
corno me duelo de rui entrastamiento
y como creo que quanto agui digo
lo sobrepujas con vuestro y seso
pero mientras mexor cosa no hago
oso parlando desfrutar la musa
de tus viexas lecciones y experiencias
en cspecial siguicndo tus pisadas
a quien asi siguiesse en la destreza
y letras, y bondad y gran mesura
como es signo en el amor debido
dubdoso estuve si responderia
sin consonantes 6 en metro espa:âol
coma me acometiste con tu carta.
Mas vi que el canto comenzabas
y porque aora se usa entre poetas
y en el primer troba es usa en Espafia
y porque entre otras trobas se sufrian
y porque es descansada esta poesia
y porque no se sabe entonar bien
quien no se desentona donde cumplc
y porque los que vienen al trobar
entrar no dubden por menguado vado
y par dar mejor tono a Jo entonado
quise escrevir assi siquiera aquesta
aquesta letra ; é Ley rigurosa
del trobar nuestro metro desatada
coma tu hondo Pindaro hacia
no sin rnysterio segun yo sospecho,
bien assi coma madre cariciera
que al tiemo niiio entr~a las galas
le pane mano de texon è higa
porque se le (en blanco) en ella el mal ojo
es porque las rnuy utiles senteucias

EL TRADUCTOR LATINO DE LAS COPLAS

•

se miren con desocupada vista
mal ojo digo al que se esta en las galas
y por las flores dexa el dulce frnto
como lo creo y bien sanctos doctores
confuso destas verdades aunque malo
oy dia de la dulce y limpia sangre
de aquellos que muriendo y no bablando
hicieron confession a Dias accepta
en vuestro de la sangre rcdcmptora
de quien primera que se Je agotasse
la sangre nueva cobra hidalguia
primeras en la escuela del martyrio
que no solo par Christo padecicrou
mas e~1 lugar de Christo degollados
quien fuera aora tanto faborecido
de la christiana musa que pudiera
decir no como tordo y papagaio
la hidalguia desta nueva gente
y &lt;lf-1 cruel la brutedad villana
y la paciencia del que nos espera
y la obediente y sagrada partida
de la sierupre doncclla y santa Madre
del hijo de Dios Padre para Egypto
doude la gran llaneza de la tierra
descubre el hondo fin de astronomia
por la serenidad del ayre y cie\o
y la delicadez de los ingeuios
Quien te dixera Egypto la ,·entura
en receptar en ti al sol de justicia
embuelto corno en nubes en paiiales
nifio pero Seiior de tus planetas
ni pienso que faltara ingenio ni arte
no espiritu no nombre de poeta
que auuque sufria temporal pobreza
no fuera menester otro Mecenas
no febos para fecuudar la mente
y concebir crecidas intenciones
dentro de fe y mesura governadas
y levantar con gran roaguificencia
los pies del Griego y del Latina verso

33

�34

GUILLERMO ANTOLfN

y de las nuevas rimas Castellanas
a quien tambien ayudas y vandeas
entres tus sacras oras, é Iecciones
estudios y domesticos cuidados
que solo bastarias para salvarlas
si el mundo nuevamente se anegasse
aunque condenas a tu octava rima
sin ser oyda y sin justa causa
como arte desdefiosa que aborrece
los dulces paxaricos que criaba
porque Ios cazadores los miraron
pero mayores cosas esperamos
de tu christiana musa en el latin
y sino conjetura mal mi musa
veran los que vivieren de la tuya
generacion que sea bien recivida
de la musa dav1dica por lo alto
a mano (en blanco) Geronymo y Ambrosio.
(Bibl. delEscorial, H. I. 9 fol. 27.)
En alabanza de las cuatro Canticas del sublime y gracioso Osias March antiguo Poeta Valenciano Soneto de su observantissimo ritnador D 0 Juan Hurtado
de Mendoza.
De sano amor secretos encantados
de hondo aviso moral disciplina
ricas ganancias de la libitina
divinos gustos al alma inspirados
Veras agui Lector atesorados
con musa dulce casta fuerte fina
en Iengua obscura, viexa, valenciana
tarde entendidos, y tarde escuchados
El loco precia el retinente alambre
Por el retinte, y resplaudor agudo
mas que oro fino, sino es relucido
El oro en su retinte es algo mudo
quien va por oro a las minas con hambre
del precio y sefias va bien advertido.
(Bibl. del Escorial, H. I. 9 fol. 26 v.)

TRACTADO DE AMIÇIÇIA
Entre los c6dices de la Biblioteca Osuna ·que fueron adquiridos por el Estado
espafiol para la Nacional de Madrid I figuran dos de no despreciable interés
para la historia filos6fica del Renacimiento. Nos referimos al Tractado de Amiçiçia y al Tractado de la bie11aue11htrança, escritos por el Doctor Ferran Nûfiez a
ûltimos del siglo xv.
El Tractado de Amiçiçia !leva hoy la signatura Hh. 78, y es un c6dice de
190 X 136 mm., escrito en pape! (excepta la primera y tlltirua hojas, que
estan en virela), de hermosa letra de fines del siglo xv. Consta de doce folios,
en los cuales el numero de renglones oscila entre 3&gt; y 38 por pagina. Tiene
algunos reclamos. En el folio 1° r. hay una inicial hermosamente iluminada en
oro, azul, rojo, rosa y verde, y la pagina (exceptuando el margen derecho)
ostenta una preciosa orla de flores y animales. En la parte inferior esta dibujado el escudo del Marqués de Santillana, con la leyenda : Ave Maria, gratia
plena. El titulo de la obra (en rojo) es como sigue :

•

Prohemio i: declaraçio11 del verdadero 11onbré de a111or, i111itulado al tracta JI do
de amiçiçia, conpuesto f;lt vulgar lengua por el doctor Ferra11 Nuii~z. para, el Il illustre i serenissimo sefior su se1ior el duque del I11Jantadgo, coude del Real.
E. : « Muy illustre i serenissimo duque sefior ». A. : suplan qualquier defecto
que buen juyzio dictare que deuen enmendar )&gt;.
El Tractadc de la bienauentitrança !leva actualmente la .signatura : Reserv. 6•.13, y es un codice de r32X87 mm., escrito en pape!, con algunas hojas en
vitela, de grande y buena letra de fines del siglo xv. Consta de setenta y nueve
hojas, en las que cada pagina suele tener 18 renglones. Hay algunas notas marginales, de la época. En el folio ro r. va una orla en colores, con el escudo del
Marqués de Santillana dibujado en la parte inferior, y la palabra lii.s en la superior. La inicial de la rnisma pagina esta lluminada en oro, azul, rojo, rosa, verde
y lila. Al folio 60 v. hay otra inicial iluminada. El t/tulo de la obra ( en rojo)
&lt;lice as!:
·

Principio i ilitroductio1t a 1m exceleute tracta do Il de la bienauenltlrança, copillado
por el doctor Je Il rrant mtiiez., del consejo del rrej t rreJna 11ros Il se1îores, para el

r. Catdlogo abreuiado de los numuscritos de la biblioteca del Exmo Setîor Duque
de Osuna é Injantado, hecbo por el conservador de ella Don José Maria Rocamora
(Madrid, Fortanet, 1882). Ntimeros 163 y 164.

�FEltRAN NUNEZ

illustre z ser6'1iissi1110 seiwr 1u se Il 1ior don ynigo lopez. de mendoça, duq" del injà Il
tadgo, marques de santillana, Conde del Real.
E. : « Por muy clam conosçirn1eato tengo conosçido, illustrissimo sefior
duque ». - A. : cc E gloria e honrras z graçias infinitas den aquel hazedor que
lo administro sin meritos mios, a! quai con quantas fuerças yo puedo las do,
z a la gloriosa madre suya, que syn nenguna macula meresçio ser madre suya.
Deo graçias. ,,
De la personalidad del autor, totalmente ignorada hasta ahora •, sabemos
tan solo que se cai-ificalx1 de Doctor, que pertenetio al Consejo Real y que sirvio al Duque del lnfantado. Escribia sin duda d ûltimos del siglo xv, pues los
dos opûsculos descritos (ûnicas producciones suyas que conocernos), van dcdicados a Don Ifügo Lopez de Mendoza, segundo Duque del Infantado, Marqués
de Santillana y Conde dèl Re3l, qu.ien vivia por aquel tiempo. Don Yfügo fué
hijo de Don Diego Hurtado de Mendoza, primer Duque del Infantado, el cual
testo en 14 de Junio de 1475, y 1,ieto del famoso autor de la Co111edieta de Ponça.
Los opüsculos rt'feridos, sin ser de primer orden, constituyen una buena
muestra de lo que eran la erudicion y el estilo, no precisamente en los renacientes, si:no en los aspirantes d renacientes del sig-lo xv. El doctor Ferran
Nui'iez, como Pedro Diaz de Toled,o, corn0 Gracia Dei, como Juan de Lucena,
como Fernin Pérez de Guzman, como Mosén Diego de Valera y tantos otros,
(&lt; c-aresçiendo de las formas, era contenta de las matetias &gt;), y asi se ve aquél
su anhelo de resucitar el saber antiguo, citando a diestro y siniestro a los clasisicos que pudo conocêr, y emreverando su diccion con horridos latinisruos. Su
confesion, al final de la dedicatoria del Tri!ctado de la bienauenturança, es harto
ingenua: c, -z ante que comiençe - le dlce al Duque -crea uuestra senoria que,
con tan grand pena se escriue en roh1ançe, que non Jnœde ser cosa mas pe11osa z:
de mayor 1rabajo. &gt;) Y esto se afirmaba por los mismos aôos en que salia à luz
la Comedia de Calisto i Mûibeal
Reprodudmos acontinuacion el Traclado de Alll-içiçia, sin otrns cambios que
deshacer las abreviaturas del original, escribir los nombres propios con rnayusculas, sustituir las ss [argas por cortas, y pouer la puntua:ciôn. El autor (coma
indica él mismo al principio de su trabajo) toma por base las opiniones de distintos juôsconsultos, romanistas y canonistas, lo cual no deja de contribuir a
la ingrata sequedad de su estilo. No seria dificü tampoco tacharle de alab:ir en
demasia los méritas de su protector, si no supiési::mos cuan general era esto en
su tiempo y siguio siéndolo en los posteriores.
A. BONILLA y SAN MARTfN.
i . Hablamos por vez primera del Doctor Ferran Nuiiez en nuestro estudio :

El Re11aèimiento y

Stt

inftuencia literaria en Espaiia (La Espaiia Modema; Febrero

de 1902), pags. 98-99.

TRACTADO DE A.MIÇIÇIA

37

.
PROHEMIO Z DECLARAÇJON DEL VERDAD.ERO NONB'RE DE AMOR,
INTITULA.DO AL TRACTA

Il Dô

DE AMIÇIÇIA, CONPUESTO EN VULGAR

LENGUA POR EL DOCTO.R FERRAN NUNEZ PARA EL

il ILLUSTRE z SERE-

NISSlMO SENOR SU SENOR EL DUQUE DEL YNFANTADGO, CONDE DEL
REAL x.

Muy il1ustre z sere111ss1mo duque sen.or : en el comienço de
cada obra, segund la opinion de los antiquissimos z christianissimos doctores z de los modemos, el aux.ilio diuino se deue
pedir, porque la obra o intinçion buena con que se haze se protraygua a buen fin, ca syn este adjutorio del sumo bien; ninguna
rrazon se entiende, ni menas. natura se puede substentar, ni
acçion alguna se puede expedir. Asy lo dize aquel diuino orador
Plato 2 , z aquesto pretermisso, non se puede començar buen prinçipio, nin menos Haher a buen fyn. E, segun dize el prinçipe de los peripatheticos, el Aristotelis, del sabra es ordenar z
con grande studio en orden paner. E eJ Seneca, en el quatto de
sus Declamaçiones : toda honesta obra la voluntad la prinçipia z
la ocasion o causa de la coh1ençar le da fin. E acatando esto,
ylustre sen.or, mi habla tomara z riene prinçipio de aquel non
generado paclre que da ser a todas las casas, z a los balbuçientés
da eloquençia z pane audaçia par su bondad marauillosa, z a los
debiles flacos les da osadia z foerça, z del vnigenito fijo suyo
que, sin varonil simiente., dela virgen purissima, virgen quedando,
naçio, del qual es todo saber z de quien proçede tacla sapiençia
z sçiençia, sera la prosecuçion &lt;leste comienço, pues que èl solo
r. Estas lineas van en rojo en el codice.
Cuyos diilogos Axioco, Pedro y Fedon puso en castellano, traduciéndolos
del latin, el Doctor Pedro Diaz de Toledo, del Consejo del Rey Don Juan II.
La version Jel Fedon va dedicaja al Marqués de Santillana, y parece anterior al
aüo 1445. Hemos dado noticia detallada de estas traducciones en nuestro: leJN,
didlogo plat611ico, traducido del griego por Afanlo Uca.lego : Madrid, M. C. M. I.
2.

(paginaSJx-xxv).

�FERRAN NUNEZ

es hermosura z decor de todas las gentes z uerbo de Dios.
Debaxo de la qual doctrina prosiguo, z con su lumen, quod est
lux vera z- eterna, este camino agredior, z el efecto &lt;lesta rrazon
o ornçion z prinçipio trabe el Paraclito, proçediente de amos, z
aquella conluzida infusion &lt;leste sacra don puesto en la via o
camino. Comienço, e a la perfecçion &lt;lesta s&lt;1ntissima trinidad,
que indiuidua tiene essençia, loor z gracias z laudes ynfinitas con
todas mis fuerças ofresçiendo, de su inhefable misericordia
teniendo firme esperança, mi balbuçiente lengua en este vulgar,
que pierde eldulçor de la eloquençia zen que ningun buen stillo
se puede tomar como en la sacra lengua latina, quiero començar,
dezir z loar, z mejor dedarar las ynnumerables virtudes z exçelençias de vuestra perssona i nobilissima progenie, z prosapia
donde proçede. E porque a otro asy conuinientemente como a
vuestra y lustre persona se pudo adoptar sermon de noblen, ni a
otra persona alguna pudo conuenir de se 11:imar noble como (fol.
1° v.) vuestra seôoria, porque en verdad ninguno tiene abraçado z vnido a si mesmo por quatro costados la generaçidn de
nobleza sinon solo vuestra ylustre perssona, e en todo modo o
genero della. E porque el philosofo, en el quinto de la Ethica 1 ,
persuade z dize que a Ios nobles es dado hazer merçedes, z para
las bazer dize que deuen ser atraydos z persuadidos, z esto dize
ser honor e gloria, a vuestra sefioria, que desde la juuentud z
niiiez todos los tiempos syn cansar de continuo trabaja en tan
magnificas cosas, asi de grandeza destado como de gentes continuas z marauillosos hedefiçios e de virtuosa gouernaçion, zen
virtud colocar en persona. La qua!, segun el gran Basillio, varon
exçelente z de admirabile nominaçion, non piensa que en esta via se
puede arbitrar, nin men os estimar ni llamar de vtilidad o prouecho,
sinon la via de la virtud, porque, segun el dize, nin la dignidad, nin

I.

Don Carlos, Principe de Viana, tradujo al castellano los &lt;liez libros de la

Etica d Nicomaco en el siglo xv (v. el ms. S, 15 3 de ]a Biblioteca Nacional de
Madrid, y los P, 191; S, 72; S, 20; S, 9 ; y T, 127).

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

.,

39

la grandeza de los mayores, nin las fuerças del cuerpo, nin la forma
del, nin la honrra dada de todos los honbres, ni el ynperio, ni otra
cosaque se pueda dezir en esta vida, exçelente z: longeuasperança
nos da para alcançar la eterna synon la virtud. E pues desta tan
dottado esta vuestra nobilissima perssona, que con &lt;ligna rremuneraçion seria honor z gloria, porque honor, segun lo dize el
philosopha In prirrw Ethicor., mas esta çerca del dador de la
honrra que non del que la rresçibe, mas yo, ylustre sen.or, con
ynmensa alegria z gozo me alegro, conosçiendo, par çierto z
auiendo aprehendido z visto lo que a muchôs antes oya, z
que por esperiençia ellos auian conosçido, z con vn spiritu
de verdad que penetro mis entraiias z coraçon en vna forma
marauillosa, me mostro quel honor de vuestra serenidad es el
bien propio z virtud rradicada en su ilustre persona, que es muy
difiçille z avn quasi ynposible que della se aparte. E la gloria,
quanta mas la mundana, como sea jnane z: vana z syn fructo,
dizelo aquel c01isolado Boeçio 1 , en el terçero, adonde dize que
el tragico la llama injuria. i Que cosa es gloria en los millares de
los bonbres synon vna inflaçion grande de los oyentes? La merçed z honor z gloria de vuestra sefioria, non es nin puede ser
synon aquella que de si mesma es estable z por si mesma es
sufiçiente bien. z esta es digna de contar z numerar de vuestra
ylustre persona. Porque sy vn poco mas alto vuestra senoria z
los que lo acataren los ojos alçaren z eleuaren, en aquel lugar
la hallaran asentada z colocada, en el qua! todas las cosas son, z
1. Del Tratado de consolacwn de Anicio Manlio Torcuato Severino Boecio,
muy conocido y mencionado en la Edad Media, hay varias versiones castellanas del siglo xv (véase, por ejemplo, el ms. li. 35 de la Biblioteca Nacional
de Madrid).
También tradujeron esa obra, en el siglo xvn, el gran poeta D. Esteban
Manuel de Villegas y D. Agustin Lapez de Reta. La versiôn de este ultimo,
que a nuestro juicio es la mejor de todas, fué publicada por D. Vicente Rodriguez de Arellano en 1805 (Madrid; por Gomez Fuentenebro y C•; xxrv+
231 pags en 80).

�FERRAN NUNEZ

donde se colocan los preclarissimos varones. Ca esta gloria mundana, avnque paresçe bien para alguna parte del anima, muy
peque11a z de poco durar es. Por eso, sen.or, aquella que es muy
mas exçelente z que dura donde esta la perpetuidad, esta aparejada a vuestra exçelençia, en la qual fruyen los bienauenturados,
que es la, eternal silla z morada, la qual non se da a los que
esperança en los honbres tienen, nin a los que atienden z siguen
la boz del pueblo, nin a los que su premio en lo mundano ponen,
saluo a los que la virtud corho vuestra sen.aria tiene, z este
premio z gloriosa corona en grandissima copia vos esta en
los çielos rrepuesto; a lo qual sala la yleçebre virtud de vuestra
(Fol. 2° r.) persona exçelente vos traxo a esta verdadera fama z
honrra, porque de vuestra senoria siempre se dixo, z par obra
paresçe z se vehe, z fuy buen testigo, porque! honor deuido a
los que gouiernan z rrigen la rrepublica, corho vuestra exçelençia lo haze z quiere, este honor se deue, ~ quanto mas se dara a
los que la virtud tienen ? Ca, co:fuo el Çiçero dize, en el Sopno
del Sçipion, sola la virtud haze al honbre bien auenturado, z por
otra nfoguna via este nonbre de bien auenturado se alcança. E
yo, queriendome rreduzir al proposit0, sy el alegado prinçipe de
los filosofos dize z persuade que a los ·nobles deuemos de atraher
a hazer merçedes, quanta mas determina z se ha de creer que se
deue de persuadir a los ylustrissimos, como es vuestra seûoria, z
toda su progenie &lt;lande proçede z de donde se diriua z desçiende, que desde los godos aca non se lee generaçion tan nobilis-sima nin donde tanto numero de virtudes z marauillosos actos z
tan insignes varones ayan proçedido. ~ Quien podra contar nin
en escriptura alguna paner las exçelençias, virtudes z nobles
actos z de gran marauilla de aquel de memoria digno del stipite
donde proçede vuestra senoria, el sefior don Pero Gonçalez de
Mendoça? Que avnque es puesto por grandi~simo loor z exçelençia z muy gran osadia la quel rrey Saul hizo, que sabiendo
queauja demorir, el z sus fi.jas podiendo fuyr, vino a labatalla
donde murio, segun se lee Reg1m-t. primo. vlti1110. c., mayor exçe-

TRACTADO DE AMlÇIÇIA

•

.

lençia fue la que fizo z de mayor osadia, en lugar de tanto peligro, que con marauilloso esfuerço saco z libro al rrey su sen.or,
z puesto en lugar &lt;londe se pudiera librar su persona z ganar
grandes tierras z gran sefiorio por tan gran seruiçio como auia fecho,
sabiendo que non podia escapar, todo pospuesto, corho vn leon
brauo, pensando el solo vençer z rrecobrar lo perdido, boluio a
pelear donde murio. ~-Que podre dezir nin narrar, nin menas
podria avnque mucho trabajase, en escriptura poner los belicosos
actos del glorioso avuelo vuestro don Yfügo Lopez de Mendoça,
cuyo nonbre en vuestra sefi.oria esta rrecobrado ? Ca son tan ynumerables batallas z cosas en que non themio c0sa que se pudiese
dezir temer, z a que su persona non pusiese, z tan &lt;lignas de
loor, que es mas loor suyo z de vuestra sefioria, segun son notorias, dexallas, que dezilbs; pero vna cosa sola non podria callar,
mas mucho z mucho se deue escreuir, que fue ser en singular
modo sapiente, z escreuir tan marauillosas doctrinas, todo por lo
natural, que par graçia le fue dada mas que por arte, que nunca
aprendio ; ~ de quien se podra dezir nin menos escreuir, que
fuese tan sabio z tan exçelente z esforçado varan en todas las
estorias que discurrir se pueden ? solo vno se hallara a quien le
sernejar pueda, que fue _el grandissimo varon z de gran exçelençia Jullio Çesar, de quien todos se nominaron por su exçelençia,
que de audaçia z fortaleza mucho acabado se falla., zc touo z la
sapiençia en exçelente manera, que por su sapiençia fallo el visiesto
del afi.o, z antes nin despues del otro ouo que tanto alcançase.
Pues (Fol. 2° v.) ~ que dire del y lustre senor duq ue, padre de
vuestra senoria, don Diego Hurtado de Mendoça, que fue doctado de ynumerables graçias, tales que en las quatro çiuili4ades o
maneras de sefiorear que escriue el filosofo en el primero de los
Retoricos, todas quatro touo z muy cognosçidas en el?; pues jn
espeçie viniendo la prudençia, avnque por exçelençia se adapta
a Noe, çerca de su sefioria en mayor exçelençia se podria poner,
z por mas singular, segun la fama z obras que par ella hizo,
mayormente en la lealtad z ~uarda de las cosas que prometia z.

�42

FERRAN NUNEZ

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

daua. Pues la confidençia, la begninidad z amor a los que le siruieron, syn cuento se muestra; la stabilidad z firmeza muy
mayor que en Josue, segun por sus actos paresçe; la perfecçion
mas perfecto fue que orro alguno en todas sus obras. El seso z;
prudençia de Salamon non fue tan acabado ; ya la paçiençia esta,
avoque se adapta a Job, muy mayor la touo en grandes cosas su
exçelençia ; la fecundidad z; perseuerançia, la deuoçion, todas
segun l0s tiernposen que su setioria las exerçito paradesatargrandes lazos z ligaduras z sostener la rrazon, ningun goueroador la
alcanço tan acabado como su sefioria. Pues ~ que se podra dezir
de otros muy y lustres z; serenissimos 5efiores que &lt;lesta prosapia z;
projenie han proçedido, de donde agora en ivuestra exçelençia se
memora todo ? Pues bien con rrazon, por la breuedad que es
plazer de los modern os, dire, tomando la doctrina del philosopho,
que a tan y lustre sen.or como es vuestra seiioria deuo persuadir z
atraber que faga merçedes z las fechas conserue como continuo
lo haze, queriendo tomar exemplo de aquel inmenso dador Dios
nuestro, que sienpre da z; nunca rresçibe. Ca si acatare a lapersona de vuestra sefioria, tantas z; tan ynumerables virtudes z
exçelençias vy z; estan el rradicadas, que non puedo otra cosa
dezir, segun el amor que a tan pequeîio z indigno sieruo mostro, synon lo que dize él Posio' del Tito emperador, que paresçe
vuestra serenidad amor z deleyte, z en algo mas quiero estender. Que sy mirare a la prestançia z nobilissima projcnie ~ quien,
entre todos los cabdillos z; duques del mundo semejable se halle,
que, por venustad de los mayores z; por gloria de los padres z
parientes, a vuestra linpidissima sangre z tan clara se pueda llegar? E sy de la epulençia de rriquezas bastare, anplissimos son
los sefiorios que tiene de potençia singular, los çibdadinos i subditos z de firme amor z beniuolençia. Sy de la vinud z grandeza
de coraçon opinare z acatare, tanto grande z de tal manera, que

es marauilloso, mayormente en la singularidad de los hedefiçios,
que non se, mirandolo, a que lo pudiera adaptar, nin menos
similar, synon aquel hedefiçio que de la talla z Hellion que
hedifico aquel notable rrey z muy memorado Priamo, que mirando su forma z sotileza, creheran (Fol. 3° r.) ser verdad lo que
desto se escriue. ( Que dire de la virtud de la justiçia, que tanto
ama z quiere, de la rreligion z liberalidad, de la clemençia z piedad, de la fe, z constançia, z moderaçion z prudençia que vy en
vuestra sefioria, z de que esta doctado z continuo exerçita z vsa,
synon requerir al philosofo que nueuamence paresca, z me de
audaçia para persuadir a tan nobilissimo varon z de tanta exçelençia que me faga merçed, pues indigno de la resçebir me fallo?
z pues este jnfiel, avnque muy memorado z que non tiene esperança, boluerme he aquel solo dador que a prinçipio inuoque,
pues aquel solo es el que da a los flacos z debiles fuerça, z a los
ygnorantes sçiençia, z este guiador me demuestra que tenga fiuzia
en tantas z tan ynumerables virtudes como en la ylustre persona
de vuestra seiioria estan, que aquellas vos atraheran .a lo conçeder, pues la virtud esta en el dar, z non en el que rresçibe; z
queriendo non ser prolixo z dar fyn en este prinçipio, serenissimo sen.or, muy conuiniente cosa fue que a tan graçioso sefior,
z de taotas virtudes doctado, que tanto amor me mostro, siruiendo escriuiese, z en perpetuydad pusiese por comienço z cognosçimiento de todos este tractado de amor, porque por esta
amiçiçia vuestro exçelente z magnifico estado mucho mas se
ahumentara cada dia, solo por querer z amar lo honesto z bueno,
que es el propio amor, segun adelante en este tractado paresçe,
z por quedar la amiçiçia con quien vuestra seiioria la puso. E
por esto, con gran rrazon mouido, por que a todos fuese noto
este nonbre de amigo de que me yntitulo, que tan rradicado
vuestra sefioria tiene, foe conuiniente cosa, por començar a
seruir, que en esta lengua vulgar escriuiese, para saber que cosa
es amiçiçia z amor z beniuolençia. E por esto, mouido con aquel
modo z acatamiento que deuo, suplico a Yuestra exçelente magoi-

1. l Poggio Bracciolini, el autor de la Historia de Flormcia y eximio humanista ?

43

�44

FERRAN NUNEZ

fiçençia que non acatando a la flaqueza z poco saber de mi rrudo ·
juyzio z non buen estilo desta mi obra, pues lo causo la nesçessidad de la lengua, z al desseo z fyn que me mu eue a lo copillar,
vuestra sciioria con esto lo quiera rresçebir gratamente, a exeoplo
del rredenptor nuestro Iesu, que le pluguo mas el exiguo don z
pequefro de buena yntinçion que lo muy mucho mas ; z lo
defectuoso vuestra exçelençia lo supla z lo superfluo quite, z en
todo a enmienda z correcçion lo mande traer, z non mirando a
los emulos, como ninguno dellos caresca; ·Z como quiera que es
noto a todos, pero asento mi animo aqui enxerir algunos doctores z santôs de santissima vida, z otros que los touieron, z
començare de los poetas, por ser antiquissimos que los storicos z
oradores z que otro genero de scriptores. Homero, que fue
duque z cabdillo de la filosofia, z fuente z ynuentor z origo de
las cosas dioinas, este en la posteridad de su studio touo tantos
emullos, que dormitante, z yncredulo, z otras jnjurias en su
nonbre z escriptura pusieron, en espeçial Zoylo, que fue maestro
de toda Maçedonia z Alexandria, le llamo Homeromastis en lo
que escriue a Tholomeo rrey contra yliaden, z era ya pasado desta
vida Homero en aquel tienpo mil! aiios auia. Maro mantuano,
cognosçedor de toda disçiplina, que, segun dize el Flaco, non se
hallo en tierra alguna (Fot. 3° v.) otro mas rresplandesçiente,
rnuchos emulos touo, que le cQnonbran ladron publico, z le
dizen feos denuestos. Esto mesmo padesçio Pedro ' Terençio,
de los comicos e! mas exçelente. i Quien puede pensarnin dezir lo
del Tullio z Sçiçero, que son luz de la eloquençia z doctrina 2
de los quales grandes loores se dizen, gran emulation touieron,
que ouo quien de tantos z tan sumos oradores oso dezir que
locamente z como escurras auian hablado ?i Que dire de Demostenes, en taota grauedad tenido, z eminente en el arte oratoria z
Asi, por Publio.
Corno se ve, cor,sidera
lidadés.
1.

2.

a Tulio y a Cicer6u como

dos distintas pcrsona-

.

...

.

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

45

en el vso z majestad de dezir, que Epicuro z los que lo siguen,
en espeçial Metodoro z Ermachus, z otros filosofos, mucho lo
laçeraron, z el mesmo Epicuro a Platon continuo muerde z maltracta el philosofo Aristotiles? z el Eusebio, en vn libro que hizo
de preparatione euangelica, en vn capitulo que comiença Elearcus,
dize quel Aristotelis fue judio z de su generation ' . ~ Quien podra
escreuir la emulaçion del Fauio contra Seneca, z Seneca contra
Phauio z contra Quintiliano, z el Quintiliano contra el, que
avnque son exçelentes en doctrina, z varones de gran jngenio,
nunca su propio nonbre se llaman? Pues dexados estos de tanta
sapiençia, viniendo a los santos, lea la contençion del glorioso Ieronimo con Rufino Aquiliensi, con J ouiniano, con Vigilancio. ( Quien
vido las epistolas del Jeronimo con Agustina, z Agustino con el
Jeronimo, que coma quiera que santissimos varones z de marauîllosa sapiençia z de tanta santidad z doctrina ensefiados, que
a todos exçeden en sus escripturas z vidas, mas de emulaçion no
poca, antts grande, es visto tener? i Que dire del Çipriano, en
toda arte 2 oratoria admirable, fue de muchas acusado z escarnesçen del, llamandole Capriano por la jnuidia z emulaçion, z
oy los Tomatistos z Escotistos en las opiniones tanto diuerssos?
E assy, serenissimo sefior, vuestra sei'ioria non se marauille que
contra mi, pusilo z flaco honbre, z yndocto, algo se diga, mas
suplico a vuestra sefioria con la exçelente virtud de nobleza lo
supla, z a los lectores suplico que lo lean con yntinçion de lo
emendar cada que lo leyeren, z si leyendo hallaren lo que yo
ygnore, lo su plan z enmienden z syn detracçion a correcçion lo
trayan, tomando la doctrina z sentençia del papa Melchiades, que
primero todo diligentemente lo ynquiran, z con justiçia z caridad
difinan, a ninguno co11depnen hasta hallar justo z verdadero
juyzio, z a ninguno judguen par suspiçion de arbitrio, mas pri- .
1. Desde. : i el Eusebio hasta geuerntion, esta subrayado, y con una cruz en
forma de aspa al margen.
2. Borrado: &lt;&lt; de ».

�FERRAN NUNEZ

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

mero prueuen z despues caritatiuamente condepnen, z lo que
quieren para sy quieran para otro. È ynuocando el auxilio del
que a prinçipio por auxiliador tome como dador de las graçias,
comiença el Tractado z dize asy '

que sera cosa nueua, z lo que los doctores en estos casos ponen
z determinan, yntrexiriendo algo de los dichos de algunos singulares filosofos z poetas, z algo de la sacra escriptura en el lugar
do conuiene. E porque en estos casos ay algunos vocablos que
non bien se rromançan, perd.one vuestra sefioria si alguna obscuridad touiereo, que yo entiendo de trabajar de los poner en el
mejor vulgar que pudiere. E primeramente se ha de saber que
los juristas hazen diferençia, z dizen que ay beniuolençia, z benifiçençia, z amor, z amiçiçia, z esto trahe entre sy diferençias, porque la beniuolençia es acto de la voluntad, por el quai a alguno
bien queremos, de la qual habla la ley inperialis en el prinçipio ;
z la benifiçençia es vna acçion o acto beniuolo que da gozo al
que lo rresçibe, z asi se difine en los feudos, en el .c. primera, z
asy consta que la beniuolençia esta en la voluntad, z non es operatiua de cosa buena, porque non obra. E tienen diferençia estos
vocablos de amor, porque amor rrequiere deliberaçion del
coraçon z voluntad de obra, z por eso el amor proçede ex animo,
segun se nota en la ley terçera de donationibus, z la beniuolençia
muchas vezes sin deli beraçion z rrepentina z arrebatadamente z de
supito viene, segun muchas vezes por experiençia vehemos en dos
perssonas que peleen z jueguen o hagan otros actos, que subito
viene al honbre querer que vno vença o gane, avnque non le ama,
tiene beniuolençia supita z presta, z algunas vezes ama a quien
no es su amigo, z por esto non se puede dezir todo bien querer
o amor ser amiçiçia. Ca este amor de amiçiçia ha de ser deliberada bien querençia entre dos, z ha de ser mutua, z a cada
vno manifiesta, conuiene a saber quel amor de amiçiçia ha de
estar çerca del amante z del amado como vna cosa clara z manifiesta, sin mezcla alguna, z por esto dize la ley : a los amigos
auemos de llamar amigos, non por leue z ligero cognosçimiento,
mas antiguo z grande, z honesta familiaridad, por rrazon adquirida, z que sea auida con los padres o parientes, non de voluntad presta, synon deliberada; (Fol. 4° v.) assi lo quiere la ley
latt., do la glosa, alegando al Tulio, dize: el amigo el mesmo

I
Para uerdadera not1ç1a &lt;lesta palabra am1ç1ç1a, primeramente
deuemos saher -por cognosçimiento que cosa es. Lo segundo de
donde se diriua z quantas maneras ay de amistad. Lo terçero
a quien es deuido, z (Fol. 4° r.) quanto el amigo deue amar
a su amigo. Lo quarto que fruto trahe amar. Lo quinto por que
causas se pierde o deue perder la amistad. Lo resto z vltimo,
que prouecho trahe tener amigos, z &lt;lestas mateûas tracta asaz
plene el filosofo, en el octauo z 110110 Ethicor., z el Tulio in libro
de amiçiçia 2, z en el primero z terçero de ofiçiis, mue ho por ynstenso el santo doctor en la segunda del segundo, en la quistion
veynte z seys z veynte z siete z veynte z ocho, tractando de la
caridad por todas las questiones. Esta bien por ynstenso por todo
el titulo veynte z siete de la quarta partida; pone algo çerca
dello el Sabio, prouerbiorum, çiento z veynte z siete ; mas porque en estos lugares esta muy vulgar, dexando las rrazones z
opiniones z diferençias destos actores, por euitar la prolixidad,
solamente por lo rreduzir z traher al proposito por mi ya yniçi:ado,
entiendo proseguir en este tractado sola la opinion de los juristas,
1.
2.

Hay un espacio en blanco de dos Hneas en el c6dice.
Hay versi6n castellana de este opusculo, hecha en el siglo xv, en el ms.

IL 21 de la Biblioteca Nacional de Madrid (es el n° 54 del Catdlogo abreviado
de los 111anuscrilos de la Biblioteca del Excmo. Seno,· Duque de Osuna é Infantado,
becho por el co11-servador de ella Don José Mada Rocamora; Madrid, ·Fortanet,
1882).
D. Fernando Casas public6 en Cidiz, en 1841, una nueva traduccion, con el
texto latino y notas, de: Lelio, 6 didlogo de Marco Tulio Cicer6n sobre la Amistad
(xxrv+214 pigs en 8°).

47

�FERRAN NUNEZ

querer z non querer en las cosas liçitas z honestas ha de tener de
su amigo o amado, que quiere dezir que avnque dos sean en
espeçie, ban de ser vna voluntad, vn querer, vn amor en las cosas
1içitas, z por esto propriamente se dize amigo, que guiere dezir custos
o guardador del coraçon del amigo ; de la qual ley z glosa se
concluyen dos cosas : que la perfecta z verdadera amiçiçia es
por lo honesto z bueno solanieote, z non por lo delectable, z
que tiene aparençias de ser bueno z non lo es, nin por el querer,
synon por la rrazon z honestad ; z por esto dize la ley vna muy
marauillosa habla, que los nuestros mayores antiguos z doctos
siguieron rrazon, z los padres donde proçedemos extimaron z
dixieron aquel amor o amiçiçia ser buena que proçede de solo
coracon z voluntad buena z sinple, z non la que proçede por
lucr~ o i,oanancia
o y-nterese z prouecho, como oy por nuestras
,
'
culpas vehemos que no ay amor ni bien querer, ni la beniuolençia ni amiçiçia, synon por el lucro o prouecho que della procuran o esperan o han, non que proçeda de la voluntad nin del
coraçon, que es presçipua causa par donde las cosas estan como
vehemos, porque en todos fallesçe la substançia de la virtud que
ha de ser en el amiçiçia o amor, que ha de proçeder ex aninw z de
voluntad, z non por rrazon del ynterese ; asy lo dispone la ley
allegada, que es terçera, z por esto dizen los doctores que inpropio
trahen oy z par muchos tiempos se ha tenido este vocablo de dezir
amiga a las que aman, porque non las aman par lo honesto z
bueno, synon par lo deleitable, z la verdadera amiçiçia es por lo
honesto z bueno, z con pocos z non con muchas, porque para
ser el querer z non querer vno, non puede diuertirse z estar çerca
de muchos, porque es natural cosa el disentir z non perrnanesçer ni estar en vn querer los muchos, segun lo dize la ley
Iten si vnus, z aqui se auia de traher çerca de la vnidad nrnch~s
cosas que par la breuedad omito, z desto se sigue que vera am~çiçia non puede estar çerca de muchos, z teniendo esta quel am1çiçia ha de estar en lo honesto z bueno, z se han de querer z
amar los amigos antiguos, z que se ouieron con deliberaçion.

TRACTADO DE AMIÇIÇlA

49

Dizelo el sabio : a tu amigo z al amigo de tu padre non lo dexes;
z porque este es mi motiuo z la causa que me mouio a este tractado
escreuir, para lo -corroborar esto, sera nesçessario traher z fundarlo con dichos extrahordinarios avnque singulares z exparzidos
en muchos lugares, con este desseo de traher a esta vera amiçiçia
a vuestra seii.oria. z para ello dize el Seneca en la terçera epistola, z el Inoçençio, famosissirno papa quarto, fablando &lt;lesta
amiçiçia que es perfecta: Con el amigo toda casa se ha de fablar z
deliberar z primera ver, z asse de fablar tan osado como consioo
::, '
porque muchos muestran engaii.ar con themor de ser enoaii.ados
b
&gt;
que es dulçe dezir bien acatado; z el Socrates en sus exonaciones
en el capitula primero, dize: non solamente' (Fol. 5° r.) al. ami-'
go se deue el honbre todo z claro comunicar, mas ha de tener en
la mesma amistad z comunicaçion a los que nasçen de su amigo,
coma herederos en la substaoçia del padre. De que se sigue que
p~r la abseuçia o reparaçion del anima z del cuerpo, o decaym1ento destado, nunca la amistad ha de çessar de obrar z tenerse
pues es virtud. E el filosofo, en el libro seauudo de los rretorico/
b
'
d.
1ze : apartarse de los amigos antiguos z acostunbrados es miserable confusion z .flaqueza, z miseria de coraçon; i o coma esto es
inbusitado, que a terçero dia muy fastidiosa paresçe en todos la
amistad, siguiendo en esta el prouerbio malo vulgar, que las
nueuas casas aplazen ! z contra estos fue lo que dize el Sabio en
el Eclesiastico : a tu amigo antiguo non lo dexes, quel nueuo non
puec.le ser semejable a el, de que resulta que cada dia non se deue
tornar nueua amistad, z el verdadero amigo non solamente asi
ha de comunicar, z esta comunmente es auido por façile,
avnque nuestro saluador lo ouo par dificile, que non balla
mayor amor. qu_e poner su anima por la de su amigo, que
es la comumcaç1011 de sy mesmo, z darse en sus nescessidades, mas anle de comunicarle sus bienes z cosas, lo · qual
segun el tiempo es dificultoso, z desto es orieao prouerbio que
. d
i,
i,
'
d1ze
e los amigos es ser comunes rodas sus casas z el Tulio 1o
dize en el primero de los ofiçios. En los amigos ha de ser vn estuRtvue hùpatu'que.

Xl v.

4

�FERRAN NUNEZ

dio, vna voluntad, vn tener, en manera que cada vno sea el otro,
z cada vno aya la mesma delectaçion z plazer honesto del otro,
'I: sea el vno z el otro su amigo mesmo, en que paresçe dezir lo
que Pitagoras dize : Quel arnigo ha de ser fecho de rnuchos vno,
z con esto concuerda el Valerio en el libro quarto, en el titulo
de nwderaçione phor., que como oyese que Xenocrates su disçipulo
muchos males dixiesse del, con inpetu menospreçiando z criminando, z con cara z vulto cruel z saii.oso, acato al que lo dizia,
el quai començo a jurar z dezirle que por que non le daua fe
como el le amase, z cosas creybles le dizia, .z con grandes juramentos dixo ser verdad que Xenocrates su disçipulo auia dicho
del lo que le dizia. Luego le respondio que nunca los dioses quisiesen nin podria ser que Xenocrates su amigo tal dixiesse, sy
non fuesse nesçessario z conuiniente, de que paresçio amarle de
coraçon, pues le escuso z non creyo loque de su amigo se dezia 1 ;
z tal ha de ser el amigo que quando algo oyere dezir de su amigo,
non lo deue creher, antes escusarlo ; z a esto el Socrates en sus
exortaçiones, en el segundo capitulo, dize : Sy elegante z bueno
quieres ser con tu amigo, quando algo del oyeres, presto lo redarguye, z quando nesçessidad ouiere, le socorre z le ayuda; z el
Aristote!, en el libro segundo de los rretoricos : El fecho del amigo
uerdadero z non fingido es, syn que lo pda 2 nin requiem, prouer. &lt;&lt; Por lo qual menos me maravillo porque tue (Platon) moderado tan
constantemente en Xenocrates su dicipulo. Avia oido que el avia hablado muy
mal muchas cosas de el, luego tuvo en poco la acusacion. El que se lo avia
dicho porfiava sin mudar el senblante, buscando la causa por que no le dava
credito, afiadio que no creya que no le amase en igual grado aquel a quien el
amava en tanta manera. A la postre, como aquel mal onbre que senbrava las
enemistades, uviese dicho que juraria que era ansi lo que dezia, porque no se
disputase sobre su juramento falso, afirmb que Xenocrates nunca avia de dezir
aquellas cosas, si no juzgara le convenia que las dixese. » Valerio Maximo,
traduccion de Diego Lopez; Sevilla, Francisco de Lyra, 1632; al fol. 79· Otra version, delsiglo xv, puede verse en el ms. Kk. 17 de la Bibl. Nacional
de Madrid.
2. Escrito: lo que puede.

TRACTADO DE AMIÇlÇIA

51

erle; z el mesmo filosofo (Fol. 5° v.) en el octauo libro Ethicor .
dize : segun la perfecta amiçiçia por muchas razones se ha de
ganar mucho el amigo z non amar a muchos de vna amistad, synon plazer aquel muchas vezes. E el Seneca, en la epistola que
comiença longum rnichi, segun lo reza el Baldo, doctor muy sotil,
en vn tractado que hizo de la amistad, quel amigo se ha de poseber en el coraçon, c: nunca se ha de apartar del, z ha de ser desseado continuo uerle. E assy dizia el Sçipio Africano nengun peste '
ser tan firme nin mayor quel amigo z su honor. Ca muchas vezes
entre los muchos amigos vebemos grandes enemistades, c: non
quiere otra cosa dezir, sinon quel amigo, con quantas fuerças pueda, procure el bien c: honrra de su anùgo por que non le pierda,
c: esto faziendo le sera firme peste 2 z que non le esperimente por
nesçessidad z miseria. Segun quiere la sentençia de aquel varon
que dizia: Sy quieres prouar al amigo, ponte en neçesidad c: miseria. Ca esto es herror manifiesto dexar el amigo de tener amistad
por ninguna causa. Assy lo muestra c: dize el Socrates, donde
dize : con los amigos luenga amistad c: breues oraçiones, z obras
z no palabras; z el Tulio, en el primero de los ofiçios, dize que
ninguna conpafiia o soçiedad es ta! como con los buenos z virtuosos amigos en obras z costunbres tener luenga amistad z familiaridad mucho conjunta. E el Boeçio, in tercio de consolacione, en la
fabula de Orfeo, dize : no ay mayor ley de amor que amar luengamente a su amigo. z el que ama ha de tener themor, porque! amor
con el themor, han de tener conjunçion z conpafiia, z han destar
conjuntos en vno, ca non es amor donde no ay themor, nin se
puede llamar perfecto.
Asi lo muestra Salamon en el Eclesiastico, ecle. xxv. : en tres
cosas foe plazible mi spiritu, las qua.les delante de dios son
aprouadas z por los honbres queridas z tenidas: La concordia de
~os parientes; El amor c: themor de los amigos, z el varon z la
I.
2.

Tal vez : poste.
Tal vez : poste.

�53

FERRAN NUN EZ

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

muger que se dan a consentirniento. E todo esto es querer mostrar la perfecçion del amiçiçia z yerda&lt;lera vnion z arnor, de b
que este tracta&lt;lo prosigue. Ca, como dize el Tulio in lib1'0 de
amiçiçia, i!_ que cosa tan stable, que çibdad tan firme es que con
odio z discordia non se hunda z destruya z diuierta? z el Salustio,
in ]ugurtino: con la amistad z concordia todas las cosas juntamente z yguales creçen. z con la discordia o odio maxime se deshazen z pierden. E segun dize el Jeronimo en el primero libro
contra Jouiniano, que los griegos entre sy discordes, loauan a
Malamoro su enemigo, porque concorda a tres en vna casa: concorda al marido, z a la muger, z la sierua, z dize que si este par
tan poco es de loar, quanta mas seria z meresçe ser en exçelençia
loado el que al prinçipe con sus su bditos, z a vn pueblo con otro,
z muchas vnos con (F. 6° r.) otros en amor z vnion concordase,
z con esta concuerda el Iulio Çesar, i se trabe in Policrato11e ',
libro. x. capÏo. iij., que non se pnede ilamar cauallero el que non
trabaja que los caualleros esten en amor, z en paz z concordia, z
desto le loan que siempre allego a si gentes, z dixo: venid, z
nunca despidio nin dixo yd, queriendolos allegar a si con aquella
amistad honesta z buena de que propiamente se dize amiçiçia,
que avnque enperador z de grandissimo estado, siempre
quiso seguir la virtud del amiçiçia, z ponerse con sus
caualleros i gentes en ella, non vsurpando la vana gloria,
que es inproprio a los grandes sen.ores z de grao estado. i 0
quan digno de Joar se puede dezir el cauallero, que apartada
toda cobdiçia z interese en lo honesto z bueno, procura z

obra ta! ofiçio como este, que es amar z vnir z concordar los
muchas! z para mayor fuodameoto desto, el santo doctor, en el
lugar alegado, en la question veynte z seys, en el articula
segundo, dize, rrefiriendo al filosofo en el nono: Que çinco cosas
se rrequieren para verdadera amiçiçia: La primera, quel amigo
quiera para el amigo bien. Lo segundo, que quiera que sea z
tenga ser z biua. Lo terçero, que se tracten z biuan juntos delectablemente. Lo quarto, que con deliberaçion elegido el amigo,
non se pierda z se conduela con el i con el se gaze, que quando
su amigo rouiere mal, que lo sieota z tenga, z guando bien z
plazer, assi mesmo. Lo quinto, que dure la amistad z par casa
aigu no se pierda, pues es virtud ; z asi concluye el santo doctor
con el filosofo en el alegado lugar quel amar es propio acto i
muestra de la dilecçion, que es acto de la voluntad tendiente en
bien, con vna vnion al amado que non esta en la beniuolençia ;
z lo que pertenesçe al amiçiçia prouiene del amor que tiene el
honbre consigo, z ta! lo ha de tener al amigo, porque ha de ser
talque lo quel mesmo guiere para sy, eso mesmo quiera para el
amigo, z esta es la vnion del afecto; z en el primera qsito 1 dize
que no ay mayor virtud del amor i verdadera amiçiçia, que
preuenir al amado que ame el honbre primern, i obre por que
sea amado z con el obren. Asi lo dixo el glorioso padre de vuestro
progenitor en sus prouerbios: ama e serar amado 2 • Catad aqui la

r. Alud:e al Opus preclarum de nutis mrialium et vesl(!fiis philcsophorum, q11od
Policralicon dicitur, compuesto por Juan de Salisbury (1r10-1180 ?), obispo de
Chartres. La primera edici6n de esta obra se imprimi6 en Bruselas, hacia 148o,
segun La Serna Santander (Dictionnaire bibliographique choisi du qui11ziè111e sircle,
III, 340).
El PiJlicratiëoii fué libro conocidisimo en los sigles xm, xrv y xv: Pedro
Diai: de Toledo y Clemente Sânchez de Vercia!, entre otros rnuchos, lo mencionan.

1.

Quaesito (?).

" Fijo mio mucho amado,
para mientes,
e non contrastes Jas gentes
mal su grado;
an1a e seras amado,
e podras
fazer lo que non faras
desamado. )&gt;
(Obras de Don bïigo Lopez. de M.endoz.a, Marquis de Santillana; ed. Amador de
los Rios, Madrid, 1852; pag. 29).
2.

�TRACTADO DE AMIÇJÇIA

probaçion quel santo doctor &lt;lize t esto mesmo dize sant Agostin
en el libro que hizo de catbez.izandis 1 rudibus, z; en esto concuerda
el filosofo en el octauo, que tiene que ma ·or z; mas verdadcra
esta la amiçiçiaenamar, que nser amado. Eavnquecnalgodcsto
salga del proposiro començado z me detenga, porque paresçe
por ello la vcrdadera amiçiçia, non passarc sub silençio lo que
arriba dixe de tan noble enpcrador z; de sus marauillosos :mos z; de
su gloriosa memoria que ta! amiçiçia con LOdos renia faziendo las
causa (F 1. 6° v.) agenas . uyas, pro ·ur;1ndo vnion z; amor z concor&lt;lia, que ofiçio tan mar,milloso quien lo podra dezir, pues que
este mesmo fuedesde ab e/erno de nucstro Dios infiniro obrado z;
querido; por sto nuestro rredemptor rresçibio carne humana z
sufrio crudeli ima passion querîendo hazer Ynion z; paz entre
Dios z honbrc, i entre hoobr z; honbre, z entre ange! z; honbre
t de dos pucblos diuisos vno, z; quitar las di ensiones z; di.cor&lt;lias de todos, z ponerles en verdadera amiçicia, .: de~to innumerables autoridades se podrian rraher de b sacra scriptura, ë:
paresçen en sus marauillosas obr~ des&lt;lel prinçipio de la creaçion
ë: rreparaçion fasta oy, que dexo de contar por la prolixidad t
por non distraher a los lectores del comienço t medio por mi
prinçipiado. Pero solo vn poco dire, en que se mostr:1.ra mucha
esta \'era Yera amiçiçia, que es \'n decreto del glorioso Jcronimo,
que mucha rrcprueua a· Ios que ponen odios z- sien bran zizania
en la mies de Christo t entre los proximos coma Luçiferos, queriendo vsar por su ofiçio por gue cayo, t es decreto marauilloso
,dize que los que sienbran odio z ziz;miaen la mies de Christo,
por contençones la queman, z- faze en ella jnçendio, tomando el
ofiçio dd cncmigo del honbre, querien&lt;lo diui&lt;lir la inconsutille
vcstidura suya, z- corho fue yndiuisa la despedaçan t rronpen, t
disierpan la vina coma rraposos en los lagos escondidos syn ~"Ua;
donde concluye que es qua i inposible que estos cales alcançen
nin vean aquel dulçor de la gloria empircrna, , ynuocando con
el sal mista en cl almo setenta i rres, dize : Ieuantese dios todo
pod roso, t jud!,'1.le su caus:t, pue estas tales quieren disipar z;

S5

destruyr la vnion christiana quel vino, queri.eodo fazer vera
amiçiçia por su sagrada pasion. Asi lo dize el Apostai : el es ese
mesmo pars nos/ra que hizo de dos cosa vna, desatando la pared
que en medio staua, z; sacando la materia dcsaco las enernistades,
z Je tanta diuj ion paz z vn nueuo honbre, rr conçiliando a dos
en vn cuerpo. E en los ctos de los postales dize : Dio non
es ac ptor de personas, mas en toda gente obra. E sant Juan, en su
canonica, marauillosas cosas de paz z; dcsta rnion z amor escriue.
z; scgun el Prosper escriue, por eso fizo Dias todas las cosas rredon·
&lt;las z- a figura çircular, por que se demostrase su vnidad ë: amor.

Il
E dexando esto, tornando a mi proposito, pues es ya declarado
lo primera, que fue que cosa es amiçi ia, vengamos .a ~esçidir lo
segundo. z; a esto trahere la opinion de los docrores 1unstas, pues
fue este mi fundamento, z auemos primera de saber de donde se
diriua la beniuolençia, z la benifiçençia, z la amiçiçia, t esta
dizen que se diriua o tiene prinçipio deste aduerbio bene, z non
del prononbre bueno, del quai desçiende z: se di~iua la beniuolencia. Ela amiçiçia es diriuada o (Fol. 7° r.) se &lt;liriua deste verbo:
; 1110, o auwr, que es nonbre, t esta conprehende en sy todo lo
otro, z es perfecto en el, z ase de rregular que se ame o se de
serrun la rrazon z- la medida de los meresçimientos que presçeda~, z- non vitra nin mas de lo que mer ·çen, ta quien se deue
dar este amor o amiçiçia z; ha de hazerse bien aquel que bien
quiere z dessea bien hazer, segun el merito. E dizen los docto.res
que si des ea o da bien a quien non lo meresçe, non_ es bien
qm:rer ni segun el rrecto juyzio si rrazon se puede dezir amor,
porque bien querer o bien fazer a los que lo meresçen, es_loable;
asi lo detenninan. z lo otro, que es amar o querer a qu1en non
lo meresçe, es perder t non amar. Asi se trabe en la ley jilius
familias. De que se sigue que la beniuolençia z la benifiçençia
non e ta en b rrazon o en la mentè, saluo el amiçiçia z amor,

�FERRAN NUNEZ

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

porcJUe es virtud, lo qual es habito z acto firme de que se viste
la voluntad, acatando en el juyzio de la rrazon. Ca la virtuJ
siempre esta en el anima del virtuoso varon, z las virtudes del anima hacen virtuoso cuerpo, z las operaçiones
del, segun el autentico de monachis, en el parrafo si vero; z asi
determinan el cognosçimiento de donde se deuen diriuar la beniuolencia z benefiçençia z amiçiçia, en que non es nesçessario de
mas alargar, porque es sin vtilidad.

nin con ellos tenemos fruyçion (Fol. 7° v.) ni bien comun,
saluo solamente el prouecho que dellos conseguimos para nuestra
sustentaçion, z por esto non puede caher en ellos este amor que
es amiçiçia, mas solamente la beniuolençia. Ca nosotros, con
sola ia criatura razonable, que es seîiora de todo, somas thenidos e deuemos comunicar z fruyr z partiçipar en bien, que es
amor de amiçiçia. Assi lo dize el enperador christianissimo en la
ley alegada: porque la humana natura entre todos los honbres z
criaturas rrazonables constituyo vna cognaçion, por la qual nos
deuemos bien querer z comunicar z fruyr en bien. Assy lo determina la ley viij, z entre los bonbres z criaturas rrazonables conuiene por benefiçios ser ligados z tener comunion de bien z virtud, que es la amiçiçia, segun la ley serutts z la ley incomendato.
z por esta rrazon, que es singular en la humana natura, constituyo cognaçion entre las c, iaturas rrazonables. Asi lo determina
el Bal. z el Bartulo en sus tractados que desta materia hizieron,
z mueuen la quistion si a los infieles moros z judios auemos
de amar, z determinase que a todas las criaturas rrazonables,
avnque sean infieles z alarabes, z a los enemigos es deuida
humana beniuolençia z amor, por la rrazon de la cognaçion que
la naturaleza constituyo entre las criaturas rrazonables. E el santo
dotor santo Thomas dize que les es deuida vna dilecçion que proçede de la viçeral caridad, que es amor de anùçiçia. E dize que
somos thenidos a les subuenir en sus nesçessidades, porque son
partiçipes z comunican en nuestra naturaleza. E esto ha fundamento de vn decreto q ne comiença caritas, de que los doct&lt;;&gt;res
notan z concluyen que por esta rrazon el hijo christiano z fiel es
thenido de alimentar z subuenir en las cosas nesçessarias a su
padre, avnque sea ynfiel z de qualquier seta, e dize que avnquel
ynfiel sea malo z contenptor de la verissima ley nuestra z fe de
Christo nuestro dios infinito, non por eso dexa de ser padre,
segun el testa de la ley Si uero contingerit. E avnque en esto algunos doctores tengan diuerssas opiniones, la verdadera es quel hijo
christiano o fiel es tenido de alitnentar z subuenir antes a su

III
Porque veamos lo terçero, que fue a guien es deuido el bien guerer c amar, zen estoconuiene hazer algun rrepos0, paraauer verdadera notiçia della, porque esta es 1o mas nesçessario a mi proposito
z al bien comun de todos, z en esto asy mesmo, dexadas las opiniones de los otros doctores z que en esto algo hallaron, seguire
solamente la de los juristas z lo que en esto determinau, avnque
algo dire de otros. E lo que los doctores juristas dizen çerca desto,
es quel bien querer z el humano amor o beniuolençia, es deuido
a aquellos a que la rrazon humana nos dicta o enderesça a bien
quererz amar, porque, segun derecho, deuemos querer z seguir
loque la bu mana rrazon nos dize o dicta z enderesça a bien q uerer,
segun se nota en la ley non tantum, z en la ley si cui, z en la ley
humanitatis z quedam. E interrogan los doctores sy por esta rrazon deuemos bien querer z terrer beniuolençia a las animalias
brutas, z dizen que por que son para sustentaçion de la nuestra
humanidad, a la quai es prouechoso, z fueron criadas por Dios
para vtilidad de la nuestra humanidad las brutas animales_, z aues,
z peçes, z las otras plantas, segun la ley pecudum, por eso que
largo modo se puede dezir que les es deuida humana beniuolençia, avnque con ellos non pueda estar amiçiçia, porque non tenemos ni participamos con ellos en comunicaçion alguna, nin les
deuemos querer bien por ellos mesmos nin por ellos ser buenos,

57

�FERRAN NUNEZ

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

padre infiel z non creyente verdadera fe, que non a otro que sea
de su fe o christiano. E la rrazon desto es lo que dize el cardenal Hostiense, que dize que dederecho natural es que los hijos a
los padres z parientes, quando son pobres o menguados, son thenidos de les alimentar z subuenir, z en esto nioguna ley haze
diferençia de fiel e jnfiel. De que se sigue que la ynfidelidad non
libra al hijo de ser thenido de subuenir al padre z parientes en
las nesçessidades, z de les alimentar. E por esto dize Inoçençio,
papa quarto, singularissirno doctor, en el capitulo (Fol. go r.) quod
super, que como todos los ynfieles îudios z moros z otras gentes,
por la creaçion son ouejas '.de nuestro rredemptor Iesu, el qual,
con este amor, sinplemente z sin distinçion alguna, dixo a sant
Pedro, prinçipe de los Apostoles: apasçienta las mis ouejas, en que
· se entienden, segun la c_rebaçion, por los ynfieles assy como por
lus fieles, z sin causa non les deuen nin podemos priuar nin tomar
sus bienes z cosas que poseen, z en esto ay larga contention
entre los doctores, z por el tiempo ser tal que para la guerra de
los mores conuiene, detenerme vn poco a lo determinar, avnque
algo salga del proposito. Esta quistion se mueue por los doctores
en diuerssos lugares, z disçidela el Oldraldo, doctor famoso 1 , en
vn consejo suyo, z arguyela por la parte negatiua, que non les
pueda ser fecha guerra sin pecado, nin tomarles lo suyo, por
estas autoridades z rrazones: Dize que estando los rnoros, enemigos de nuestra fe, en paz z en quietud, coma estan los que
entre nosotros moran, non les deue ser ynduzida guerra ni tomado
lo suyo, segun el teste de la ley. z lo que nota el Ynoçençio
papa en el alegado capitulo super hiis, porque non deuen ser conpellidos nin menos forçados a que rresçiban 1a fe nuestra nin se
bautizen, z allega lo que dize el Apostai a los rromanos, que ya

59

nunca guerra nin batallas carnales se han de hazer. E lo que dize
Malachias profeta: desdel nasçimiento del sol fasta donde se pone,
grande es el mi nonbre en las gentes, z en todo lugar es santificado z me es ofresçido sacrifiçio linpio. E lo que dize Tholomeo
en el prologo, i lo que se dixo por los santos Apostoles : constituye los prinçipes sobre toda la tierra, z su poder non fue
artado o limitado, mas dilatado z aopliado del mar fasta la mar
z del rrio fasta en fin del mundo . z dize que, segun la opinio~
de algunos, los prinçipes z rreyes christianos pecan en rresçebir
dellos tributo; mas por la parte afirmatiua, que sea liçita la
guerra z santa, z que se deue bazer avnque ellos quieran paz,
trahere muchas auctoridades, z breuemente, por me reduzir al
proposito. E la primera es de Ordo' en vn sermon, z es vn
decreto. Don de dize que todas estas tierras que los moros z jnfieles tienen, asi la parte de oçidente como en el oriente, todas
fueron de cbsistianos z siruieron a Christo hasta el tiempo de
aquel seudo z de mu y suzia simien te Mahomad. z asi por lo rrecuperar , aver es liçita z muy permisa la guerra. La otra rrazon
es que, avnque esten en paz, hazenlo por non poder mas. Ca
segun enemiga tienen de prinçipio contra nuesta fe, quando
pudieren non la çessaran de hazer crudamente, z porque es premissa la defenssion, liçitamente los jnpugnan. Porque, segun dize
el maestro de las estorias scolasticas 2, sobre la fuga de Agar que
se escriue en el Genesi, a los &lt;liez z seys, de su padre o prinçipio,
que fue Ysmael, lo traben profetizado, que le fue dicho: la su
mano (Fol. go v.) contra todos z todos contra el, z en la region
o prouinçia de sus hermanos finco o puso tiendas, lo qua! todo
se dize por los mores, z asi paresçe que ellos guerrean comra todos
z todos contra ellos. E por esto es liçita z permissa la guerra
contra elles, porque se espera que, quando elles puedan, turbaran
la paz z non la guardaran. La otra rrazon es' z muy- suficiente
. ,

1. Oldradou Olrado, celebre jurisconsuJto de la escuela de Bolonia (siglo
xrn). Muriô en Avignon, en 1335.
Consultese sobre las cuestiones en cuyo examen entra ahora el Doctor, el
excelente libro de E. Nys: Les origines du droit international (Harlem, 1894).

t. ?
2.

•

Pedro Comestor, el autor de la Historia scholastica .

�60

FERRA.

NUNEZ

porque es muy çierto que toda la prouinçia que ellos posehen en
Espaôa tiranameote la tienen, porque primero fue de cbristianos,
z par batallas z guerra la ocuparon z tienen, z alli ouo yglesias
&lt;lande Dias nuestro sei'ior se siruia, z las destroçaron z perdieron z despojaron por nuestros pecados, por permission diuina. E
coma los fieles christianos bagan la guerra para recobrar lo perdido z de qne por violençia somas despojados, liçita guerra z
santa (es] z todos los testas z santos doctores la aprueuan, pues
que justamente se haze qualquiera cosaque par defeusion se haze.
z esta tiene el Ynoçençio en el lugar alegado. Otra rrazon es z
muy sati! porque estas moros non se pueden dezir ouejas de
Christo, sinon bueyes z bestias canpesinas. z por ellos se dixo,
pues que coma bestias que caresçen de rrazon, dexado el verdadero Dias, adoran z honrran propiamente ydolos. Asi la dize el
maestro jn storia, z propiamente los moros se han de llamar bestias, pues quel padre suyo Ysmael fue Uamado por dios onager,
que significa bestia, y fue muy rrazonable, segun lo dize Merodio, porque despues del auia de ser que los que del proçediessen
toda rrabie o yra, z sana, o furor de todas las bestias auian ùe
tener, z toda mansedunbre de otras naçiones auian de ser conquistados dellos, z dize. E assi ha seydo ; en los lugares sanctos
han mueno z truçidado a muchas, z fecho grandes crueldades
como bestias fieras. E por esta se dize que lo que dixo Abraham
a Ssarra quando se le quexo de su sierua Agar, que dixo : tu
sierua en tu mana es, vsa della. Assy lo dixo Moysen
en el Genesi, xvij., z figuratiuamente por Sarra se entiende la
santa yglesia militante, que sirue a Christo z es libre, z por la
Agar sierua la maldita seta de Mahomad, pues que della traxo
origen o nasçimiento. E asi la yglesia puede vsar z ma.ndar esta
como a sierua maldita, dexandola z menospreçiandola coma
Sarra hizo a agar, z asi se tiene por conclusion ser muy liçita z
santa z premissa la guerra, z par.1 ella qon solamente las cosas
profanas se deuen z pueden tomar z œnder, mas las dedicadas
al culto diuino, z asi &lt;lesta quistion me expido, avnque ocra

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

61

razon se dize que non pueden tener dominio o sefi.orio nin menos
juridiçion en lo que posehen z tienen, z quien quiera ge la
puede ocupar, que es contra la opinion del allegado papa, que
dixo que posehen z que non (Fol. 9° r.) ge los pueden priuar,
porque el Hostiense cardenal, z la comun opinion de los doctores
siguen aquesto. Contra el Ynoçençio, dondeel dize que si alguna
tierra de algun seiiorio todos fuessen moros, z se tornasen a la fe,
deuian obediençia al seôor moro z subjecçion, en esto le contradizen, z tienen que non, porque non tienen Jominio ni juridiçion, ni son capaçes della, z dexando esto, tornando al proposito,
avnque les sea deuida a los ynfieles esta beniuolençia, que se
toma en larga manera, espeçial beniuolençia es deuida z se deue,
z somos tenidos de bien querer a los que son fieles z participan
en nuestra fe, a los quales primeramente z mayor z mejor es
deuido el amor t beniuolençia, z mas a los de vna patria o lugar
que non a los estranos ë: de otra tierra, avnquel Baldo dize que
por ser todos obedientes a la madre santa yglesia, non deue auer
diferençia de vna tierra o de otra, salua ser fieles z christianos, z
escos todos se pueden llamar de vna patria çibdadanos, z ha fundamento &lt;leste dezi r de la ley primera en el prinçipio de la suma
Trinidad, z asi mesmo entre los fieles z de vna fe, ay perssonas
a quien es deuida mas espeçial beniuolençia z amor, z estas son
los parientes o conjuncos por conjunçion de sangre, o que son
de vn linaje z debdo, z mas a los mas propincos que a otros, por
la mayor partiçipaçion z conjunçion. z a estos somos mas tbeniùos &lt;le amar z tener beniuolençia, por mayor vnion z porque
todos los de vn linaje hazen z representan vn cuerpo segun la
ley. Ela honrra z la ynjuria fecha a vno de vn linaje z de los
pariences, es fech I a todos z a cada vno dellos, z por esto esta
de ùerecho çiuil que los parientes auian de consentir en el casamiento o matrimonio de su pariente, z auian de ser llamados
a ellas, ë: el fijo non podia casar sin consentimiento de su padre,
segun la ley j11 bellv. E assy, ocurriendo nesçessidad, antes somas
thenidos de subuenir z socorrer z amar a los parientes que a los

�FERRAN NUNEZ

l

j

estrafios, z mas presçipio ' amor de beniuolençia les es deuido.
z esto se ha de entender z limitar a los buenos i virtuosos, z
non a los viçiosos z malos, porque mas deuemos amar z
tener beniuolençia al amigo que tenemos en verdadera amiçiçia
'l amor, z es bueno z virtuoso, que non al pariente z muy propinco. z es la rrazon desto, porque la amiçiçia ha de ser por
razon de la virtud i de lo honesto i bueno, segun que arriba es
dedarado, z esta es la vera amiçiçia, la que es por rrazon de la
virtud. Porque aquella es la mas perfectissima z- mas obtima z
mejor que ninguna cognaçion nin debdo, z el que ama a tal
amigo, es amor de mayor perfecçion que non la cognaçion o
debdo, z assi de mayor querer z- amor, porque el que ama a
su amigo ama a sy mesmo bien z buena cosa, segun la ley alegada late z ay la glosa, z a esta dilecçion z amor que proçede
(Fol. 9° v.) z desçiende z se deue de la cogn:1çion, es deuido solamente a los desçendientes por lignea recta, z a los naturales, z
non a los bastardos z por ylliçito coyto auidos, porque es natural nonbre, segun lo dize el cnperador z lo nota el Bartulo en la
ley pronunçiaçio, de donde quieren dezir i ynferir quel bastardo
non se puede dezir de la casa nin generaçion del legitimo, porque en esta cognaçion que se deue o proçede a los bastardos,
muchas vezes interuiene fraude 'l mistura d; otra sangre; assy lo
presume la ley, avnque desto es larga contençion en derecho, z lo
dexo por seguir lo començado. z viene la quistion -a quien es
deuido esta beniuolençia o amor de amiçiçia, i como auemos
dicho que espeçial beniuolençia es deuida a los de vna generaçion, z entrellos ay personas mas conjuntas, a las quales se deue
rnuy mayor beniuolençia z arnor, como es entre el padre z el
bijo, z entre los herrnanos, entre los quales es mayor conjonçion
'l vnion·de sangre. Ca el padre 'l el hijo son vna perssona; assi
lo quiere la ley; z- los hermanos, segun la opinion de los logicos,

I.

Asl, por preâpuo.

TRACTADO DE AMIÇIÇXA

cada vno dellos es el otro, i entre si mesmos son vna cosa. i
esto ha fundamento de derecho en la ley frater a fratre. z es de
saber quel padre mas ama al hijo z en mayor dilecçion z amor,
que non el fijo al padre, porque el padre lo ama con10 cosa suya,
z es mas çierto i sabe la causa mas cierta del amor, que sabe auer
engendrado al fijo, que non por contrario. t el padre, assi corho
de quien proçede, ama al fijo, z el fijo al padre cori10 de quien
salio, que es menor dilecçion; assi lo quiere la ley. z por estas
dos postrimeras rrazones tienen algunos que la madre ama mas
al fijo quenon al padre, porque es mas çiertaser madre, ide la
madre salle el fijo en entera forma, i antes que salga es parte
de sus entranas, z esta ha fundamento de la ley primera, i amos a
dos, el padre z- la madre, aman al fijo luego en el stante que
nasçe, i el fijo non ama a los padres fasta que es capaz i ha los
an.os de pubertad, en que puede amar, porque antes es ignorante
de todas las cosas que crehe. i assi los parientes son mas thenidos de amar que non ser amados, z avn porque! amor desçiende
'l non sube. E en esfa dilecçion z amor esta quel honbre se deue
amar a ssi mesmo z de mas perfecto amor que non a otro. z por
esto, z porquel ser natural del honbre se conserua en los hijos,
deuen ser masamados que otra cosa.
E en esto mueuen los doctores vna quistion siDgular, i es si
el padre viese a su fijo en estrema nesçesidad de morir, z a su
padre mesmo en aquella nesçessidad extrema, a qual auia de
subuenir z acorrer z librar. E rresponden i dizen assi : que antes
deue librar z subuenir al fijo propio que al padre, avnque este
en extrema nesçessidad, z esto por la virtud del amor de amiçiçia, z dizen que acatados los benefiçios que del padre se rresçiben, que es el ser, que es (Fol. IO r.) la mas perfecta z mas
noble cosa delhonbre, deuria antes subuenir al padre z- lo librar,
'l antes le ayudar que al hijo, z antes al padre que non a la rnadre
deue amar, porque en el natural origen o nasçimiento, muy mas
poderoso es el prinçipio del padre que non otra cosa, porque es
agente o hazedor, z la madre padesçe, z por simiente del padre

�FERRAN NUNEZ
TRACTADO DE AMIÇlÇIA

que da forma a la cosa z da el ser. E por esto dizen los actores
que suele semejar el fijo antes al padre que a la madre, segun se
nota en la ley quot si nolit, z por esta sufre el padre por el hijo muy
mayores cargos que la madre, z avn de derecho non es tanta
vnion o conjunçion entrel marido z la muger como es entre el
padre z el hijo, excepta copulla. z por esta rrazon la ley consiente
juyzio entre marido z muger, z non entre! padre z el hijo sinon
en caso singular, z es marauillosa doctrina para acatar z mirar el
debdô que es deuido del 6jo al padre z por contrario. E aqui se
nota vna breue question que ynterrogan los doctores : Si el fijo es
tenido mas de obedesçer al prinçipe z a su mandado que al padre
z a su mandado, z determinan que en las cosas que pertenesçen
a la gouernaçion de la casa, deue obedesçer antes al padre, z en
las cosas que pertènesçen a la cosa publica z gouernaçion della,
antes al prinçipe z a su mandado, segun se nota en la ley penultima de postulando, z notando por singular exenplo de vn senador
que se llamo, que ' estando en el senado su padre, se asento
ençima del z foe redarguido del padre, z escusose, z Jixo que
alli como senador mayor que su padre era en la gouernaçion ùe
la cosa publica, z en la casa mayor su padre, z asi fue escusado
de la jncrepaçion.

çipio, quel fruto es que bien queriendo seamos bien queridos, z
rresçibamos bien de aquellos a quien lo fazemos . E asi se nota en
la ley set z silex, zesta tal rremuneraçion se haze sin coherçion nin
premia sinon de voluntad libre, z por eso se haze al querer o arbitrio del rremunerador, z non del da&lt;lor, porque aq uel que rresçibe el
don o es bien querido, mejor cognosçe el fruto o prouecho z vtilidad de loque rresçibio o bien quiso, que non el dador. E por
esto en la ley de la benifiçençia sienpre se ha de mirar que se
conpense el bien z don rresçebido o amor z buena voluntad por
ygualdad . Desto es testo de ley en la ley sinero non remunerandi,
de lo qual se collige z concluye la disçision de la quistion que
abaxo se ' proporna, que antes deue socorrer o ayudar al ome
que libra al (Fol. IO v .) ome de morir, que no al padre, avnque
esten amos a dos en vn peligro, porque en le auer librado de la
muerte primero, meresçio que le rremunerase z librase de otro
tal peligro, z asi se deue conpensar z pagar. Ca como meresçio
en le librar primero a el del tal peligro, assise con pensa z paga, z
asi como meresçio deue ser pagado, como seria pugnido en loque
delinquiere, segun se nota en la ley ne quis. z asi se desçide lo
quarto, quel fruto del amor es ser bien querido, bien queriendo
z amando.

IV
E asi, tornando al proposito, auemos de tener quel amor antes
es deuido a los conjuntos que a los estraii.os, z antes a los amigos virtuosos que non a los conjuntos en sangre, porque por
razon de la virtud esta entrellos mayor conjunçion de amor,
z por lo honesto z bueno, z non por lo delectable segun
es alegado. z asi fasta dezir z declarar çerca de lo quarto, z es
que efecto trabe el amar o la beniuolençia, z que prouecho della
se consigue, z a esto rresponden los actores de quien tome prinI.

Hay un espacio en blanco en el codice.

V
Lo quinto, que fue sy, mudada la condiçîon o estado del
amigo, se puede dexar su amistad, en que se conprehende si la
mutaçion viene por aduersidad o por otra manera, si sera causa
de dexar al que ama z perder la amistad o amor. En esto di~en
los doctores, alegandome a la conclusion por la prolixidad, que
si el amigo mudo la condiçion enuilesçiendo su perssona, z corron_pio las buenas costunbrés que renia, z se mudo de . bien en
non tan buenas obras, z non se quiere corregir ni tornar a bien
r. Despues de se, testado : (( prueua ».
Rt11ue hispa11ïqw.

XJ\1 •

�66

FERRAN NUNEZ

obrar, que en este caso se puede apartar z quitar la amistad z
amor, i dexarlo, z non en otra manera nin causa nin modo
buscado. Ca sy lo puede corregir el amigo, z ouiarlo z apartarlo
del mal o viçio,, es tenido de le ayudàr z sostener, como seria si
menguado fuese de bienes. Ca por la ynopia o pobreza o miseria
en que cayese, en n.inguna manera lo puede dexar nin se apartar
de su amistad; es caso de ley en la ley terçera. E asi mesmo
separada el anima del cuerpo, z fallesçido quanta a este mundo,
z passado &lt;lesta vida el amigo, preguntan si es justa causa por
que se deue dexar su amistad, z si son tenidos los amigos de tener
aquella mesma con sus herederos del amigo. E a esto responden,
en espeçial el Bartulo en la ley vnius, donde non mucha bien lo
disçide, mas de lo ya dicho se nota que passa la amistad a los
herederos del amigo, en aquel grado que estauâ con el defunto,
en quanta se llama vïrtud de amiçiçia z amor que ha de durar,
z es deuida la rremuneraçion del padre de ley natural, segun se
nota en las leyes alegadas. z assi se desçide la quinta interrogaçion. z porque antes de la conclusion los doctores mueuen vna
singular guistion, de que ya hize mençion, conuiene aqui jnxerirla, z la quistion es si. acaesçiese que vn ome estouiese en tan
gran peligro que non se pudiese escusar de morir, z alguno le
diese rremedio z librase, z por casa este que asi le libro, puesto
en estrema nesçessidad, z su padre de aquel que fue librado o
eximido de la muene en aquella mesma neçessidad, segun ley
de amor z beniuolençia, aquel seria mas thenido de subuenir z
librar al padre que lo engendro o a este que le libro ,de la muerte.,
z porque es hermosa question para saber quanto somos thenidos a aquellos de quien bien rresçebimos, oue causa de la disçidir agui, z avnque en algo los lectores se detengan, les suplico
sin yncrepaçion nin fastidio lo acaten, pues que non falle vn
punto de la materia i uiçiada; z lo que los doctores en esta question en lugares bien ignotos dizen para la disçidir, presuponen
primeramente que ninguno pueda ser conpellido (Fol. I I r.) ni
apremiado judiçialmente a defender a otro, z par la defenssa liçi-

TRACTADO DE AMIÇIÇIA

tamente se puede exigir z lleuar dinero; est testo de ley. Mas
segun vna humana beniuolençia, de la qual asaz vezes auemos
dicho, si non lo defiende peca. Glosa es hordinaria que lo determina, z segun ella se entiende z limita la ley, avnque dizen los
doctores que par· ayudar o defender a otro ninguno es tenido de
se poner a peligro de muerte, z a esto solamente es thenido el
sieruo al sen.or, z non a otro alguno. Ca al sieruo se
jnputa culpa de derecho, z grande, si non defiende a su seiiot
poniendose por ello a peligro de muerte, segun s_e trahe en
la ley primera ad Sellenianimi, porque, segun es ya dicho z
declarado, cada vno es thenido de se amar a si antes que a otro,
en tanto que a ninguno conuiene ponerse a peligro de morir sin
grandissimo cargo z pecado, avnque sea permitido que en su
defension, con aquel moderamen permiso, puede, se defendiendo,
matar. Esta tracta el santo doctor en la segunda parte del segundo, en la quistion sesenta z nu eue, en el articulo final ; z
dexando esto z tornando a la quistion rnouida, en la disçision
della dize que paresçe que non es thenido de subuenir al padre,
antes deue ayudar z librar al que le escapo de tan gran peligro;
z han fun&lt;lamento &lt;lestas rrazones: ninguno puede dar nin fazer
con otro mayor heniuolençia nin amor que darse a si z ponerse
a peligro de muerte par el. zeste es el mayor amor z beniuolençia.
Bien se signe que le es deuida mayor rremuneraçion que non al
padre, de que se collige que si sin peligro de muerte le libro,
antes deue subuenir al padre que non al que le saco de aquel
peligro. E ponen otra razon o exenplo el patrono o el seîior que
libra al esclauo de la seruidunbre, z le da libertad; este asi libertado, en caso de nesçessidad, deue socorrer z ayudar al que asi
le dio libertad que non al padre proprio. E quanta diferençia sea
librar de la muerte o de la seruidunbre, muy notorio es que
mucho mas se deue al que libra de la muerte. E la diferençia del
tal liberador coma es el que le libro de la muerte, muy mayor
z mas de loar es que la benificençia del padre o quel benefiçio
resçebido del padre, ca los animales brutos la tienen, que quieren

�68

FERRAN N(JNEZ

bien ~us hijos z los libran de qualquier peligro que pueden, z este
non t1enen a 1os estrafios. Iten dizen que mas liberal beniuolençia es z de volunta~ esta librar de la muerte que la del padre, porque el padre por s1 mesmo i por fazer a si gracia engendra z le
haze, z da ser al fijo, z el que le libra del peligro de su libera
voluntad, le saca de tanto peligro como era morir. z por eso es
mas vo!~nta:ia, porque muchas vezes engendra el padre por la
concup1ç1enç1a mas que par voluntad de generar. z asi mesmo
han fundamento, porque librar de tanto peligro coma es la muerte,
que es el vltimo -c mas terrible mal. Asi es mas o-raciosa benjuolençia z mas gozosa que non la del padre, porq0ue ~n la muerte
todo s~. consume (Fol. I I v.) z assi mesmo porque entre el padre
'l el h110 es vna gemma piadad que non es en el estrafio z asi
se determina 'l tiene par conclusion que antes es tenido de
subuenir al que le libro de la muerte que non al padre, z avn
dan por fundamemo que lo que se haze açidentalmente es
mas fuerte que lo que haze natura. par su curso z com.o
si . non fuera librado de la muerte ex jnpetu, todo quant~
a~1a obrado. natur~ 'l fecho yor distançia de tienpo se per. dia en aquel Jnstantt, mas es temdo de ayudar al que asi le libro,
que non al padre. z asi se despiden de la q uistion z di1ïçision della.
i _O quan marauillosa dotrina 7i exenplo se puede tomar de la
d1sçission &lt;lesta quistion, para conclusion &lt;leste breue tractado z
para exenplo de los que oy biuen, si sanamente lo miraren ! Ca en
los benefiçios
z dones z rnerçedes que de otros rresciben
.
. , rremuneraç10n que con pensa que seruiçios son thenidos de hazer, z
i quan~o z coma son obligados !, z j quanta ingratitudo z quan
mal cnmen es ser n?n cognosçidos a los bien fechotes z amigos,
z a aquellos de qmen han rresçebido benefiçios, mercedes z
dones !
·

VI

z tornando al proposito, detetminare Io vltimo z postrimero

TRACTADO DE AMIÇIÇlA

del tracta.do, que prouecho es thener amigos . E este prouecho los doctores dizen que es lo ya declarado, que bien queriendo seamos bien queridos, z dando 'l bien faziendo lo rresçibamos, z en esto nos rredugamos a ssimilar al prinçipio z buen
fin que esperamos, que es ofiçio del ynmenso Dios, que sienpre
da 'l nunca rresçibe. Ca este es el fin a que todos nos deuemos
dirigir. j O que fructo tan marauilloso ! i o que dulçor tanto
suaue como es amar, 'C aman do sienpre dar ! ; z con esta es loado
z tenido en veneraçion aquel marauilloso enperador Tito, que
dixo con grand amor a sus caualleros, vn dia que non auia hecho
merçed nin dada casa, dixo : este dia he perdido, en que non di
a ning1,.mo algo. j O dicho tan noble, z tan digno de memoria
coma este para los prinçipes, z duques, -c sefiores &lt;leste nuestro
tienpo ! E cognosçiendo yo, serenissimo z ylustre sen.or, z par
muchas esperiençias ya prouado, segun el prinçipio ya propuse,
quanto vuestra sefioria tiene &lt;lesta virtud de la amiçiçia z amor,
z: quanta 1a comunica cada dia con los que ama z como se da
todo a ellos, z com.o susçedio en el amor de los gloriosos padres
z progenie de donde viene, z como tiene en aquel amor a los
hijos de aquellos que sus padres quisieron z amaro~1, z commo
rtemunera los seruiçios passades z dura este amor par luengos
tienpos, z ha ofresçido z ofresçe su grandissimo estado a la deliberaçion de aquellos que ama, z para que cognosçiessen quanto
se deue por esto a vuestra exçelençia z son then.idos, z quanta
deuen seruir par rremunerar aqueste amor que vuestra sefioria
por sola la virtud cada dia obra, fue muy conuiniente casa z nesçessario a mi, que, continu.ando el seruiçio de vuestra jlustre
sefioria, si digno de me llamar sieruo puedo, de paner esta virtud en perpetuydad de memoria, par seguir esta doctrina de siruiendo rremunerar tanta merçed como en el amor que me mostro me hizo, 'l porque en otro modo tan exçelente non lo podia
memorar coma en escreuir, como sea (Fol. 12 r.) casa muy
çierta que entre todas las cosas de obras z actos mundanos non
se puede paner en perpetuidad de memoria, si se puede dezir

�70

FERRAN NUNEZ

como es en las letras. E por esto se diriuan las letras z se dizen
camino para los leyentes. z para esto fu ron buscadas, para perpctuar la memoria z parn los absentes hazer presentcs. z por esto
los primeras jnuentores de Jas letras se dizen juez s de las casas
passadas i signa o seiial de las futuras. A las qualcs fue dada
tanta fuerça, que por los abs ntes syn boz hablan, z el vso de Jas
1 tras foc haJlado para memoria de toda la variedad de las casas
queen oluidança se trahen. z por sta causa las letras se dizcn
elementos, z corho quicra que en los ynuentores ay diferençia,
porque son rres o quatro, entre los quales fue Yno Feniçes, por
mcmoria del quai los griegos, de quien fuc primera ynuentor,
comiençan las letras z I turas , carras, egun la opinion del glorioso Jeronimo, por non oluîdar su memoria, n color fenîçeo.
Aqui solamente dire, porque haz al proposiro: j o quan notable
gradesçimiento de memoria digno ! j como duran n esta gente
los seruiçios z buenas obras, z nunca lo quicren traher 1.:11 oluidança ! ; z dexo los otros ynuentores porque es muy noto en
muchos lugares. E por sto busque est modo en que tan exçelente vinud como esta que vuestra sefioria tiene publi ase, , en
escrîpto z Yulgar lengua pusicse para mas se diuulgar z memorar,
porque a todos fuese muy noto esta debda que a vuestra ser nidad por esta virtud se deue. E suplîco a la cxçelente virtud de
vuestra scfioria que comigo baga como dador de la b niuolençia.
E lo rresçiba gratanter, mandando suplir con su magnifiçcnçia
qualquier defecto que en este brcue tractado ouiere, , en mi, que,
como humano, en el seruiçio de vuestra exçelençia aya omitido.
i: el dador de las graçias i bicnes, a quien en esto vuestra gran
scnoria ·mita en lo assi fazer, por su grandissima bondad lo qu iera
a vuestra cxçclcnçîa rremuncrar. E assi mcsmo a los lectores
suplico que, sin yncrepaçion, porque a su corrccçion se omete,
suplan qualquier defccto que buen juyzio dictare que deuen
enmendar.

POÉSIES
ATTRIBUÉES A GO GORA

Les poésies qui constituent le présent recueil sont a~~ribuées
à G6ngora dans les manuscrits' où nous les avons copu:es. Ces
attributions seront discutées dans une tu&lt;le ultérieure.

R. FouLcHÉ-DELBosc.
SOlETOS

i
A LOPE DE VEGA
EN OCASION DE ESCRIVIR
LOS AUCTOS SACRAMENTALES

Embutistc, Lopillo, a Sabaot
en un mismo soneto con Ylec,
y hechandosèle acuestas a Lamec,
le diste un muy mal rato al justo Lot.
Sacrificastc al ydolo Vehemor,
que matan mal coplon Melquisedec,
y trayga para el fuego a Abimelec
s:irmil:ntos de la \;na de abot.
Guardate de Jas !anzas de Joab,
de tablazos del arca de Jafet,
y leiios de la escala de Jacob.

1. A moins d'indication contraire, tous ces manuscrits se trouvent à la
Bibliotcca Nacional de Madrid.

�72

POÉSIES

ATTRIBUÉES À GONGORA

No temas con el rey Acab,
ni en lugar de Bethlen me digas Bet,
que con tus versos cansas aun a Job.
Y este soneto a buenas manas va :
hay del alfa, y omega, y Jeoba.
Pap. cur. 35 KK, f. rnr. es i oterverti.

el alguazil solicito a question,
el amador a donde quiere mas,
a balsa descuidada el cicatero,
el avariento a vozes de « Jadron ! »,
al treyntà y nuebe del fullero· un as,
assi acuden las putas al dinera.

M.$, f. 94; dans ce dernier ms., l'ordre des deux tercets

2

4

CONTRA LOPE
SONETO BURLESCO A LOS DIOSES

Despues que Apolo tus coplones vido
salidos por la voca de un pipote,
insolente poeta tagarote,
en su delphico trono la a sentido.
La satirica Clio se a corrida
en ver que la frequente vn neçio çote,
y de que tantas leguas en un trote
la ayas echo carrer ( crueldad a sido).
Deja Jas damas, deja a Apolo, y tente;
pide perdon al pueblo que enojaste,
que aunque corrida el cortesano vanda,
no carras tanto, corredor valiente,
que si un sonbrero por carrer ganaste,
mira no ganes
jubon trotando.

Aquel que en Delfos tubo gloria tanta,el ciego dios temido en toda parte,
el velicoso e yracundo Marte,
que a los demas en fuerças se adelanta;
Neptuno, que el mar rige y leuanta;
el rubio Titon que su luz nos reparte;
Yris que en su presencia nos departe
la tenpestad que tanto al mundo espanta;
Vulcano y sus çiclopes, que a porfia
trauajaron por dar a la red cauo,
celosa indu stria que forjado auia;
Mercurio cuia sciencia inmensa alauo,
y el lector de esta eroyca poesia,
todos juntos me besen en el rabo.

vu

Ms. 3796. f.

201

r.

Ms. 3796, f. 185 v.

3
A LAS PUTAS

Corno acude el ambriento gato al mis,
y el ayuno mastin al toma o tao,
el pobre mendicante al bacalao,
los muchachos golosos a el anis,
el buen olor, o malo, a la nariz,
el Indio :i su maiz o a su cacao,
el taro en coso de la plebe al hao,
y al reclamo la simple codorniz,

5
IŒSPUESTA

De haçer de vuestro cula jubileo
algunos del lugar an sospechado,
que no vioo a la patria jubilado
del reyno de Neptuno a Prometeo.
Considerad, sefior, que es casa feo
llegar ante Bulcano arremaogado,
de mero lujurioso y arriscado
que podra ejecutar vn mal deseo;

73

�74

POESIES

ATTRIBUÉES A GONGORA

demas que con esotros del conuhe
podran juntarse los demas planetas,
o el sumo y poderoso Joba solo,
y os la a : : : al primer enuite.
Prevenios de atacar las abujetas,
que es Marte griego, y sicilia.no Apolo.

deja el alma, traidor, que en vna casa,
oratorio y amiga juntarnente
pareçen a toda alma cosa inpropria.

8

Ms. 379'i, f. 185 y.

Quatrocientas mil putas) y cornudos
menos los no casados otros tantos,
muchos ypocritones, pocos santos,
infinidad de caluos melenudos;
botos de injenio en opinion de agudos,
ninas que piden, tias con encanto,
virgos postiços, y prestados rnantos,
que ellos celosos y maridos mudos,
esperanças en flor, virtudes pocas,
promesas justas, obras infernales,
sobornos a el del dij o y el del fallo,
volsas vacias, vacilantes vocas,
coches, frayles, vasura, y ospitales,
esto es Madrid, y lo demas que callo.

6
A LA VIDA DE ESTUDIANTES

Volsa sin alma, pereçoso arriero,
sol y moneda a peso de oraciones,
ama que circuncida las rraciones,
sanguijuela del gusto y del dinero;
anbre perpetua, pediguefio artero,
de~das perpetuas, tristes camaleones,
portes de cartas y quemar ringlones,
pobre inportuno llanto de echiçero;
el murmurar y sarna de por uida,
sabafiones y nieue y maestre escuela,
casa de esgrimidor, falsos criados;
muerte ciuil, miseria no creida,
de la comida y can ... centinela,
sin ser al rey traidores desarmados.

Ms. 3796, f.

200.

9
Seôor Guadalquiuir, estese quedo;
vasta lo que me deja ya arruinado,
no se Ieuante a mas, vaste un estado,
que yo confieso que le tube rniedo.
Pero, de quando aca tanto denuedo?
Sin duda que de hueco y de inchado
con el oro y la plata que me a dado,
se me viene a las varbas cada credo.
Vuelua, y vera que no conoce padre,
sino un humilde y pobre nacimiento,
y que su inchaçon toda es locura.
No tarde en el correr hacia su madre,
que en pena de su loco atreuimiento
le cargaran de palos de Segura.

Ms. 37~, f. 197 v.

7
Clerigo calabres, o calba trueno,
discipulo del falso caluinista,
vasilisco cruel de mala vista
que p0r ojos y voca das veneno ;
vaso no de eleccion, de maldad lleno,
del sexto mandamiento coronista,
sacerdote de Venus que conquista
a el cuerpo gusto para el alma çieno;
cara mas natural de caluarrasa
que el hermano de Antonio de la Fuente,
oficio de Jinebra en lengua propria,

Ms. 3796, f.

201.

75

�POESIES
ATTRIBUEES A GONGORA

iO

El duque mi seiior se fue a Francia,
y tu musa a la tuia o a su estancia,
ynpertinente alaja fuera en Francia,
pues tiene por prouincia a Picardia.
Demas que en el Penon de Andaluçia
an echo sus dictamenes ganancia,
que musa que asi agarra una distancia
menos tiene de musa que de arpia.
Sea lo uno o lo atro, el tieopo lo a acauado,
pues muestras por las ingles que ya orina,
que era vena que seca, a Dios sea dado.
Deje su gracia la piedad diuina,
pues la humana en tus versos a espirado,
reç,. o escriue en copias la dotrina.
Ms. 3796, f.

101

entre lo negro y blaoca pareçia
alba tu rostro, aubes tu cauello.
En su ecliptica el sol paro por uella,
y en los laços que el alba le ofrecia
en uno se enrredo que no podia,
si el color estraiiar negar lo vello.
Viendose pues en la prision suaue
el padre de Phaeton de Cloris vella
« Daphne, dijo, depanga el tosca ~ello,
pues por restituirme a desden graue,
segunda Daphne en sus cauellos sella,
si grillas a la luz, carcel al cido. »
Ms. 3796, f.

201

v.

i3

v,
A ESGUEUILLA

H
Predico el prouincial ma ... ardia,
Apolo de oradores y poetas,
aqud que entre quadrillas de discretas
vucaros quiebra y vierte melodia.
Fue todo su sermon de argenteria,
fiel minado de rayos y cometas,
desgajando del cielo los planetas
con diuerso follaje, con uoz fria.
Entre nuue de çelos y temores,
amagos de su amor y pecha tierno,
descubrio toda el juego entre las manas.
Rindaole parras los predicadares,
pues nos muestra el camina del infierna,
que lo demas es casa de cristianos.
Ms. 3796, f.

Cayo enfermo Esgueuilla de opilado,
y es lastima de ver la que padece :
el da muestras segun el daiio crece,
que lo a vn manjar particu!ar causado.
Otros dicen que esta bien empleado,
y que el tiepe la culpa y lo merece,
que gusta de las damas y se ofrece
por seruidor, y entre ellas le an aojado.
Vio vn medico de camara la orina,
y juzgo que purgarse le .:onuiene,
y antes siruio de reuolber humores.
Causo aquesto en el pueblo gran moina,
y como en el sus of os puestos tiene,
fueronle a visitar sus seruidores.
Ms. 3759, f. 77.

202.

i2
A UNOS CAl:ELLOS NEGROS

Libres canpeanda en el neuado cuello,
crespas de amar prisiones, Cloris mia,

i4
Rodeada de platos y escudil!as,
en la mugrienta mano vn estropajo,
sudaodo grasa con el gran trabajo
de no poder estar sino en cuclillas ;

77

�POESIES

baii.adas de agua, puercas las faldillas,
metido entre las piernas vn dornajo,
apegado con las nalgas el çancajo,
meneando a compas culo y rodillas ;
anoche vide estar a nù morena
quando al fin de sus platos yo llegaua,
no poco alegre de toparla sola;
y al decirme: &lt;&lt; Vengs1is en hora buena ,,,
como aquelia postura la aiudara,
soltosele voa pluma de la cola.
Ms. 3795, f. 77 v.

:t.5

ATTRIBUEES A GONGO

10

La fuente enterneçida
murmurando repite quejas tantas,
I5
y de sierpes vestida,
lamiendo arenas y·vistiendo plantas,
de perlas y coràles
lenguas hace los mas de sus cris tales.

A VNOS BORRACHOS

Para poner en paz ~a pesadumbre
que tuuieron Contreras y Pad:ierna,
se haçe vn asamblea en la taberna
do miden seis quartillos p0r açumbre.
Bebiose con mojama, que es legumbre
que auiua, atiza, ençiende la !interna;
trabo la lengua Marafion, y a Sema
le bino por la boca su costumbre.
Olmos rindio la taÇil, -y Auto.fia ya
cayo sobre la sangre de Camacho,
y la taberna conuirtio en zahutda.
Queda en pie Caii.izar y no desmaya,
y no dio otra sefial de estar borracho
que brindar Ios tapizes con la zurda.
Ms. 3ï9S, f. 87.

CANCIONES

El trajico lamento,
suspension dulce de la sefua amena,
aun no fiado al uiento,
desataua sonoro Filomena
Ilamando armoniosa
maculado pudor frustrada rosa.

20

Prestole atento oido
nimpha del valle al paxaril!o tierno,
oyendo repetido
en pico de marfil su mal ihterno,
y a sus acentos grata,
diuidiendo vn rnbi la voz desata.

25

De la atenie.ose ponpa
a tu regio explendor cuia d ulçura
aclama eterna tronpa,
hiperbole maior de la hermosura
que afecto fugitiuo
30 aud,1z viol6 si p,rof:in6 lasçibo.
Si de la fe jurada
Jibidinosa acdon ronpio el asumo
a un jobea destinada,
infausto amer me construira trasunto
35
de tu pasada pena,
si la propria se absuelue conJa agena .

i6
En vo aliso verde,
mura del vasque a lagrimas del cielo
cuios humores pierde
por lo condensa del frondoso belo,
5
eccos distimos suma
daria alado, çitara de pluma,

Finjiome 1a esperança
epitalàmio al prospero himeneo,
quando la con.fiança
40 riendas imponga a barbaro deseo,
siendo a su arcjiente filo
el mas subtil c.iuello el menor hilo.

79

�80

POESIES

No tanto fue el exceso
de virginal no meritoria ruina,
45
que me quita~e el scso
a cl instrumcnto que mi mal termina,
pues para maior mengua
en cada agrauio me dej6 vna lengua.
Tu duke compafüa
50 dcsmentira las mas de mis qucreUas,
si al rosicler del dia
muro da luz al circulo de estrcllas,
alibias con tu canto
tanta desdicha, desconsuelo tanto.

i7
Lustraua el cuemo de oro
el fulminante de la luz !uçero,
antes de ver de Jeminis los Jaços
que a Iuces lisongeros
borda la pie! del triunfante toro,
cuios celestes laços
a estas mura llas donde est an pendientes
cristalinas serpientl!S
rompieron atreuidos,
10
y al punto conducidos
por canpos que de plata son, i perlas,
do salen a cojerlas
los espumantes de aquel mar tritones,
que aljofarados dones
1 5 ofrecen ricos si no son cristale ,
que canbiaron la luz por ser corales.
Quando de la riuera
frondosos olmos atalaias mudas
alegres son y de racimo copia,
20
y a las plantas desnudas
autoriça la hermosa primauera,
y el fertil cornucopia
arroja Ceres q_ue junt6 Amaltea,
y el celiro recrea

ATTRIBUÉES A GO GORA

81

25

con soplos mas suabes
vocifcrantes aucs
que en el intense dulces cant:111 prado,
y alumbra con dorado
candor el sol los oriçontes,
30 luminando las cumbres de los montes.
Del cristalino Tormes
ponposo marjen maciçado hacia
flores de espuma liquidas corrientes,
que a ucr la luz del dia
35 jiraua por los sauces mas disformes
donde dos claras fuentes
'
formauan dos confuses Iauerintos
couardes tereuintos,
rnurtas que anima cl malo,
40
emulas son al rayo
de Bamijero Febo con sus sombras
'
que menudas alfoubras
argenta y dora si tapetes Yellos
como espejos radiantes se ue en ellos.
45

Quando esmaJtando flores
ninpba salio dentre la elada plata,
la mal vella que al sol presto caueUos
venerando escarlata,
lauros_purpureos, ojos rouadorcs,
50
copos de nieue vellos
esparce al uiento si las manos toca
dulce y conpuesta voca
'
que perlas aposenta,
donde el marfil se afrenta,
55 emulacion del rubicundo oriente,
. oroscopo es su frente,
su haliento flores, rosas, y alelies,
en dos opuestos puntos cam1esies.
Entre las esmeraldas
6o de rosiclen..&gt;s el candor teiiido
postr6 el diuino cucrpo, donde apenas
fauonio conpelido
6

�82

POESIES

al sueiio dulçe aconpaiiô guirnaldas
con blancas açuçenas,
y
en
quanta al ocio treguas le dio blando,
65
vn ruiseiior cantando
desde vn olmo responde,
el niii.o Amer se absconde,
ydolatrando su maior belleça,
quando de la aspereça
70
joben salie tan hello, que bastara
a ser rayo del sol su rubia cara.
Del idole dormido
apenas uio los raies que brillando
75 a el alma libre cautiuaron luego,
olores lanbicando
el can po verde del abri! florido,
quando abrasado en fuego
tocar intenta la neuada mano
del angel soberano ;
80
mas inuidioso el uiento
rompio su suefio lento,
al fatal tienpo que la hirio Cupide,
y viendo tan lucido
al nueuo amante abraça
85
yedra que a mure de cristal se enlaça.
Murmuran iouidiosas
las aguas claras y el vndoso rio
de sus raudales y sus vrnas bellas
lleno de aljofar fric
90
y coronado de amarante y rosas
con mas purpura en eUas
que ostenta Tiro, que Chorioto haçe,
el verde margen naçe
en carres espumosos,
95
por ver lm, amorosos
laços de amor que a su deidad le quitan,
las aues los inmitan
con dulce acento, con arrullos ronces,
IOO en mirtos tieroos, en robustes troncos.
Ms. 3796, f. 187.

ATTRIBUEES A GONGORA

i8
Quitaua el belo a sus cabellos rojos
Phebo, que del Aurora el liante bebe
y ocupa a Morfeo ansi...
mis desbelados ojos,
5 quando vestido de color de rossa
y lises duro de subtil recamo,
ver pareciome la enemiga hermosa
que tan de ueras amo :
como el abri! la llubia
IO suelta lleuaba la madeja rubia
con quien el biento, porque alegre lidia,
si no me daua celos daua ynbidia.
En vn prado florido que mostraua
que siempre su berdura defendida
15 olgando abia sido entr~tenida,
flores cogiendo estaua,
y el prado ameno del fabor vfano
pareçe que las flores adelanta
a los marfiles de la blanca mano,
20
y de la airosa planta
que el prado restituie
quantas flores la nunc le destruye
para tejer despues de rico el seno
vna guimalda en sitio mas ameno.

25 Eran seis laures, cada quai frondoso,
cuios troncos bistiendo mas en selba
la rosa carmesi, la madreselba,
y el jazmio oloroso,
que gustoso al espejo fugitibo
30 de vn arroyuelo enriça su meleoa,
y el lisi claro bulliçioso y viuo,
mas su corriente enfrena
mientras mas le dilata
pasto que en pies de brilla dora plata
35 le escapa a las prisiones de aquel prado
armada espioo y en binculo cercado.

83

�POESIES

ATTRIBUEES A GONGORA

Aqui de las cojidas varias flores
vna guirnarda teje en laços bellos,
con que dobl6 la gracia a sus cabellos
40
la causa a mis,,amores
y en oçio blando y en descuido enbuelta,
ya en el agua se mira, ya se laba,
ya ( como monstruo) de cantàr resuelta,
su viguela tocaua
45
y el aire suspendia
de la voz instrumento la armonia,
quando vn si]bestre satiro la asalta
que los espinos de la çarça salta.

75 sigue la ninpha que socorro pide
· a los dioses supremos ;
mas biendolos tan sordos a sus voçes,
como alentado su enemigo fiero
ya de las plantas de marfil veloçes
80
falta el vigor primero,
y ya a las ebras de oro
de Arabia, inbidia del amor thesoro,
el amante grosero mueue y toca
con el haliento espeso de su voca.

Nunca la garça del nebli baliente
50 hui6 turbada en mas presto buelo
que la ninpha gentilclamando al çielo
del satiro insolente,
que del primer asalto èntre sus braços
y entre la selba de su inculto pecho
55 la que me tiene en diamantinos laços
cogiera a mi despecho,
si no le detubiera
al monstruo la guirnalda en la carrera,
caiendo a tienpo del dorado asiento
60 que a su duefio gen,ùl le falta aliento.

85 Quando a mi triste que bolar quisie,ra
a defender mi ingrata, pareçia
que en circulos ceruleos me tenia
vna serpiente fiera,
cuio anhelar el torpe yelo inrnita ;
90 entre los globos que mi pecho enlaça,
no solo el mobimiento me enuaraça,
mas el alien_to quita,
y tanto me fatiga
viendo casi triunfante a-mi enemigo,
95 que despertaron y de un mar bafiados
de lagrimas mis ojos del belados.
Ms. 3796, f. I 78.

ROMANCES
Alço del prado la guirnalda bella
el satiro veloz, y el corso buelbe,
y a 1a que huiendo en llanto se resuelue
dice por detenella :
65 « Ninpha gentil, jamas por enojarte
tus soledades açeché lasçibo ;
muero mil siglosa por agradarte,
para seruir,t e viuo,
y soy si no lo saues
70 aunqu.e vencido de tus ojos graues.
La suprerna &lt;licha de aqueste monte
sosiega el pecho, y a mi amor disponte. »
Ansi lo diçe, y rapido qua! vemos
plomo que el_ bronçe con horror despide,

i9
Amenaçaua los canpos
del cielo el mayor rubi,
prolijos terminos dora
suspenso en nuestro çenid.
5 Rugi ente animal de Julio
muestra la crespada crin,
que aun transformado eu estrella
resiste al Tebano ardid.
Del canicular ladrido
IO despejo a sido infeliz,
si lo B.orido del Mayo
lo ponposo del abri!.
Palidas premisas dan

los valles a Çeres si

1.5 mano foculta tosca abarca
granos conuoca sutil.
Frondoso honor de los olmos
paloros suele vestir,
reuocando abraços tiernos
20 de la sienpre festa vid.
En dcsnudo :rronco ocupan
ruyna iodiçiando la vil,
mirmi9onios esquadrones
que aposenta su raiz.
2 5 El nocturno orror ·rrecoje·
de sus sonbras nudos mil,
corriendo cortinas negras

�86
a çirculos de çaphir.
Quando pastora Diana
30 deidad en Ios montes ui,
no se si madre segunda
de un dios jigante y ruin.
No a ... un exercicio atenta
desmiente lo- femenil,
35 porque a Ios ojos reserua
flechas que a flojado en mi
sin arcos no, porque asisten
en su frente de marfil
dos lisonjas de Io negro,
40 ponpa de este seraphin.
Vn argos en la pestafia
desu hermoso cuerpo fui,
con talares de un deseo
y las alas de un delphin.
45 Seguila y vi que a una fuente
que coronaua vn jazmin,
para liquidar su aljofar
humillaua la ceruiz .
Audacias me inspira el ualle
5o y la soledad, que al fin
ardientes infunde anhelos
vna hermosura jentil.
Politicas regulando
quai cortesano ciuil
55 de espaiiol echo frances,
en rromance y no en latin.
A el coturno a el pie argentado,
entre uno y otro aleli,
contacto dieron mis lauios
60 quantas vesos al chapin.
Respondiome agradecida
purpureando el matiz
que fio a jiros de nueue
dos terminas de carmin.
65 Las armas de la eloquençia
retorico al viento di,
asta que con mis terneças
hice las aguas reir.

POÉSIES

ATTRIBUEES A GONGORA

Prometi a su blanca mano
70 la plata del Potosi,
y de adornar sus cauellos
con todo el oro de Ofir.
Çedro remontada garça
sino couarde perdiz,
75 rayo de pluma en Noruega
del sienpre anbriento nebli.
Dejose vencer de ruegos,
y el pudor perdiendo alli,
laços la ofrecio Himeneo,
80 y io ni un marauedi.
Estinguio Amor sus poderes,
que lo suele hacer ansi,
y gustos que son biolemos
sienpre prorneten mal fin.
85 Tributela cortesias
para inuentiba en Madrid,
enojose quai si fuera
yo Jadron, ella alguaçil.
Dijome vna arniga suya
90 que estaua rnala, y fue asi,
pues estaua la seiiora
en uisperas de parir.
Pregunte su casa entonçe5
para darla algun loatrin,
95 y dijeronme que ocupa
la del noble Anton Martin.
Admireme del suceso,
y buelto a Francia en Abril,
aile a Roldan en mis braços,
rooy erro mi caueça a Turpin.
Ms. 3796, f, r98-199 .

20
ADONIX Y VENUS

Rosas desojadas· vierte
a un valle que las recoje
el mas venruroso amante,

el mas desdicbado joben.

5 Con su sangre las infunde
nueuo spiritu a las flores,
tanto que de ella animadas
cada .flor es vn Adonix.
Robusta fiera ejecuta
JO la voluntad de los dioses,
inbidia de su bentura
y escanniento de los hombres.
Rayos de marfil fulmina
sobre el vèllissimo joben,
15 cibil castigo de un dios
por un delito tan noble.
Ay fieraenerniga, dices
qu·e laço tan dulçe rronpes,
si yerros de arnor castigas,
20 a Jupiter no perdones.
Mide al fin las yeruas dando
vltimas respiracioncs,
cuerpo jentil que ]o muda
era el alma de los vasques.
25 Quando por 9culta senda,
fina esmeralda de un monte,
rnuerta de amores venia
la diosa de los amores.
Los rayos de los cauellos
30 cinta encarnada rrecoje,
que quiere prender los rraios
por no abrasar coraçones .
De transparente cristal
linpio pie en la yerna pone,
35 desnudo porque no a allado
coturno que asi le adorne.
Y entre cristalinas sierpes
que a darla la nueua corren,
al idolo de su gusto
40 profanado reconoce.
Y aunque no duda que es el,
de la duda se socorre,
que para engaiiar el alma
le ynporta dudar entonccs.

45 Mira aquel lustroso oriente
que illuminauan dos soles,
y alla que en el a tomado
ya su posesion la noche.
Mira aquella hermosa uoca
50 jardin que aspiraua flores,
y a donde cojio clabeles
destroncados lilios coje .
Estatua de oro y marfil
vaga vusca y tit'nta torpe,
55 y alla enbuelta en poluo y sangre
estatua de jaspe y bronce.
Dulces lamentos repite,
fieras rnueue, piedras ronpe ;
mas mientras mas se lamenta,
60 solo el eco la responde.
« Ay, dioses crueles, diçe,
que quereis que se malogre
con la maior hermosura
la voluntad mas conforme.
65 A, Jupiter enemigo,
quando amante te transf~rmes,
cisne o lubia o toro, quente
tus robos el mundo progne.
Y tu, Apolo, quando sigas
70 veldad con plantas veloçes,
corteçudo tronco abraces,
arbol ingrato cnamores. »
Dijo, y al cadaver frio
amante yedra enlaçose,
75 y prestandole la uida,
silencio a sus quejas pone.
Ms. 3n6, f. r99. En tête, les mots • de
D. Luis de Gongora • ont été biffés et
remplacés p:µ l'indication « Zar:tte »,
d'une écriture distincte.

2{
Malo estaua don Tasajo
de tercianas de Paris,

�88
que vnos hurnores monssures
le juraron por delphin.
5 Titulo del Rey de larça
le dio el obispo Turpin,
en virtud de su agua fuerte
y a fuerça de su raiz,
a puro sudar el triste
10 las maiianitas de abril :
tan gato de Algalia esta
que sufre un çape y un rniz.
Despues de sus magistrales
aguardaua el paladin
I 5 de su salud el despacho,
por la camara salir,
y por no gastarlo todo
en suspirar y gernir,
a la causa de sus males
20 asi la en peço a decir :
cc O tu, de mis aspereços
delinquente y alguacil,
y con manto de soplillo
ospital de Anton Martin,
25 sirena en quanta pescado
del pielago de Madrid,
de media arriua muger,
de media auajo esmeril,
si de mi te as oluidado
30 nunca te acuerdes de mi,
que es vastante tu memoria
a inficionar un pais.
Desdichada de la casa
donde pones el chapin,
35 si acaso no la defienden
los pocos marauedis.
Si tanto engaiian quince aiios,
tanto encubre un faldelJin;
mal vbiese el cauallero
40 que caualgasin candi!.
Y pues la salud no es cosa
que se a de echar por ay,
quien mira para veber

POESIES

ATTRIBUEES A GONGORA

que mire para viuir.
45 Colegio an de ser mis calças,
si Dios me saca de aqui,
donde an de prouar linpieça
asta las hijas del Cid.
Prouea Dias de un letrado,
50 donde puedan acudir
a informar de dofia Sota
como suelen de un rrocin.
Pues quantas con ella topan
salen despues de subir,
5 5 peones de Colomera,
caballeros de Moclin.
Justicia, sefiora sala,
que no se puede sufrir,
estando en el mundo vos,
60 que viua Arnaute Mami.
Agradezca, dofia puta,
que un magistral biene alli
que me sirue de mordaça,
que mas tenia que deçir.
Ms. 5796, f.

200

v.

2i bis.
Doliente està don Tasajo
de tercianas de Paris,
que unos dolores monsiures
le han jurado por deltln.
5 A puro sudar el triste
las mafianitas de abri!,
tan gato de algalia està
que supe un zape y un miz.
Por divertirse .. .

IO

Toda es sudar y gemir;
a la causa de sus males
comienza a culpar asi :
« 0 tu, de mis desventuras
delinquente y alguacil,

y con manto sevillaoo
5 Hospital de Anton Martin ;
sirena en cuanto pescado
del pielago de Madrid,
por medio arriba muger,
de media abajo esmeril ;
20 pildora de seda y oro,
veneno con ambar gris,
cometa que se anda en pie,
demonio que anda a pedir ;
si de mi te has olvidado,
25 nunca te acuerdes de mi,
porque bastan tus memorias
a inficionar un pais .
Desdicbada de la casa
do tu panes tu chapin,
30 si no es ya que la defieode
falta de maravedis.
Si tanto engafian quince afios,
tanto cubre un faldellio,
mal hubiere el caballero
35 que cabalga sin candi!.
Pues la salud no es alhaja
que se ha de echar por ahi,
quien mira para beber,
que mire para vivir.
40 Çolegio han de ser mis calzas,
si Dios me saca de agui,
donde han de probar limpieza
hasta las hijas del Cid .
Provea Dios de un albeitar
45 donde se pueda acudir
a inforrnarse de dofia Alda
coma suelen de un rocin;
que yo sé que la sefiora
(perdone el terso marfil)
50 podrà prestar alifafes
al cerro de Potosi.
Aqui de Dias y del rey,
que cautivan en Madrid,
que la salud me capean,
I

_ 55 que me la toman de orin.
Justicia, sefiora sala,
que no se puede sufrir,
viviendo vuesa merced,
que viva Arnaute Mami.
6o Tres meses ha que ando hacienda,
sin poderlo resistir,
carambanas de esqueleto,
mud::mzas de matacliin.
Agradeced, dofia' Urganda,
65 que un magistral viene alli,
que me slrve de mordaza;
que mas tenia que decir.
Bibliothèque privée.

22
Montes, valles, canpos, selbas,
amenaça el pardo otubre,
fulminando rayas de agua
enbueltos en nectas nubes.
5 Despefiabanse las fuentes,
los arroyuelos conduçen,
dando espejos a Jas aguas
que 1a blanca arena cubren .
Adornauanse los prados
10 de ofidosa muchedumbre
de flores, a quien dio Flora
en nectar alternas lustres.
Entonçes de Çelia bella
Jas dos mas hermosas lunbres
I 5 terminauan fuego a I ielo
de las aimas que reduçen.
Criminal amor arrojan
de sus dos ojos açules
flechaços, que si no matan
20 suauemente consumen.
A un balcon naçiendo Aurora
el blanco marmol descubre,
emulando a la açuçena
a quien mas candor induçe.

�POESTF.S

5 Las doradas ebras fia
al biento, por que dibuje
alguna prision lasçiua
para las aimas que urten.
La mano, entre laços de oro,
30 anbiçiosa, los confunde,
neutro el sol en las colores
que ansi caobiado reluçen.
Argos traducido estaua
al pie de un olmo que sube
35 a coronar con sus ojas
vn berdinegro açebuche.
Phiniso, cuio balor
no es justo la enuidia oculte,
adorando en su hermosura
40 los esplendores que anunçie.
Viole Çelia, y con desden
amorosamente dulçe,
corrio el belo a la ventana
y a los ojos rojas nubes.
45 No tanto aspiran olor
aromaticos perfumes
quanto le dejo a Fabonio
y a las flores que el produçe.
2

Ms. 3796, f. 1ï6 v .

23
A la Luna el Tajo ofreçe
espejos de cristal puros,
a donde sus cuernos vea
y el Sol sus cabellos rubios.
5 Lo_s pies argenta de vn monte,
que como Olimpo segundo,
porque a los cidos se atrebe,
las aguas son grillas suyos.
Su bientre prodigo enuia
1o por en 1re troacos ad ustos,
sino candidos corales,
corales rojos y rubios.
Deidad venera en el rio

la noche y su maoto oscuro,
15 pues deja en su margea verde
nectar y aljofar difuso.
Por boobas de piedra salen
espaciosos aqueductos,
para cnriquecer con ellos
20 de flores copioso vulgo,
donde, si no ninpha casta,
Venus de aquel monte inculte
salio a coronar el prado
con laços de su coturno.
2 5 El contacto de su planta
purpurear hlço muchos
clabeles, que vistio el alba
de rosicleres purpureos.
La açuceua no desmieute
30 de sus candidos dibujos
quando binculo candores
a los lirios ama tuntos.
A la vid lasciua y fertil
indibiduamente junto
3 5 se bio el olmo que a Jerarda
dio admiracion, sino gusto ;
que su condicion esquiua
aquellos frondosos nudos
aborrece porque son
40 de conforme amor trasumpto;
y no puede ver la yedra
abraçada a el tosco muro,
ni entre reciprocos braços
las verbenas y los juncos,
45 que qua□ to desden e □cierra
de su pecho el marmol duro
que de las cabaûas huye
inquiriendo el balle oculto.
Joven le adora que a Pbebo
50 lauros no le cede algunos
sonorosos versos haga
o cante sin sus inpulsos.
De arpones y saetas
con que Amor le da tributo

ATIRlBUEES A GONGORA

55 tiene el coraçon pasado
y de libertad desnudo.
Pero viendo que el rigor
del diuino objeto suyo
injustamente le acaua
60 a manos de un dios injuste,
afectuoso se queja
de su desden inportuno,
dando aljofar a Jas aguas
y al biento exalando huma.
Ms. 3796, f. 177.

24
A las orillas del Betis,
inquieto cristal sino
espcjo de maior vrna,
de sierpes digo maior,
5 al son de su lefio corbo
estaua Fabio pastor
del Tajo dandole al biento
loque el biento le nego.
Tan dulce y tan numeroso
10 el valle claro volbio
en repetidos acentos,
que le confundio la voz.
« Tu, dijo Fabio, que auscnte
luctuoso pabellott
I 5 ereges a mis e.-xequias
dignas de tu estimaçiou,
tres anos a que pendiente
de las luces de Phaeton
fue mi vida inquieto pi □ o
20 entre la aljaoa veloz.
Si mi pecho lo fue entonces
,onpe los echiços oy,
maraifa que desatada
veatura encubre menor.
25 Y si son rus ojos causa
de brillante confusion,
muera la enuidia, y con ellos

viua siempre emulaçion.
Suelta si eres cielo, suelta
30 al que tienes eu prision,
cautibo no, sino preso
entre respectes de amor.
Al Marte conparo iasano,
al Marte conparo yo,
35 que si inconstante te muestras,
inconstante es tu rigor.
Oprima el tiempo a mis da.fios
desenpei'ios del temor,
maquinas que a costa mia
40 desaçen caudillos oy .
No des olas con que muera
quien aduertimie:ntos dio
a tus veldades que apenas
penas en penas fundo.
4 5 y ausente de ti no puedo
en amagos de dolor
mostrar seutimientos, quando
no balen clichas que son .
Duenna el silencio, y mi pcna
50 despierte mi coraçon
en pies de niebe, que el yelo
grilles graues le calço.
Limalos tu, si merezco
o tu gracia o tu fabor,
55 que de agradecidas aras
qualquier deidad se pago. »
Ms. 3796, f. rn v.

25
Despefiauase atreuida
de lo excelso de rn escollo
vna fueoteçilla humilde
por Jlegar a ser arroyo.
Tan soberuios sus cristales
se precipitan furiosos,
que en menudo aljofar bueltos,
riegan mucho, inund.:m poco.

�92
Murmurar intenta y tanto
ro la desea el valle vnbroso,
que entre ·çespedes y juncias
le inplica murmureos troncos.
Con_ducida, pues) al prado
Je su cierço pereçoso,
15 en sierpes de plata obstenta
lirios y claueles rojos.
Vn s_itial que oculta verde
la eminencia de dos troncos,
las çagalas requïrian
20 dulce suspension de Apolo.
Feniçio y Jacinto entonces
saeteados de plomo
que en vn arpon suio copia
el nieto_ del mar vndoso,
25 a las veldades que miran
si aras no erigen deuotos,
laços dan de amor suaues
çdados aun de si proprios.
Cama les presenta Flora,
30 induçidora del ocio,
ocultandose por verlos
&lt;let.ras de vn neuado chopo.
Doraua el luciente pelo
entonces el sol del taro,
3 5 verde juuentud del afio
a quien alienta Fauonio,
que con seiias apacibles,
sino con susurras solos,
lisonjeaua las vides
40 en Ios braços de los olmos.
No larga estaçion de tienpo
les concede Amor reposo,
a pesar del prado ameno
y a pesar del valle sordo;
45 celosa el vno le obliga
a que, desmentido a el otro,
las veneraciones deje
deuidas a un pecho hermoso.
Propicio responde el eco

ATTRIBUEES A GONGORA

POESIES

50 con acentos no sonoros
a las quejas del amante,
frustrado el color del rostro.
El rubi del lauio suelta,
depuestos fulgores de oro,
S5 que canuio en biolas blancas
del recurso de vn enojo.
La vrujula soliçita
quando numero coploso,
del vasque y de la riuera
60 teatro hiço no corto.
Ms. }796, f. 1.89.

26
AL REY D, PHELIPE

3.

Si de antecesores tantos
vuscas eternas memorias,
reliquias son de cristales
pues en· su pecho estan todas.
5 Si de los reyes de Espaiia
rebuelues tantas historias
cuyos despojos al tenplo
en mil! vanderas tremolan,
mira el valor de Philipe,
10 pues que con su vista sola
es tri den te a todo el mar
y es raya en la tierra toda.
Si al pie de esta virgen vella
que estas montaiias corona,
1 S tan altas que se leuanta
entre sus plantas la aurora,
tan en los cielos sus cunbres,
la ymagen tan en su gloria,
que es el mas viuo traslado
20 del original que adoran,
pub li cas afoctos pur os,
afectas Iucientes ponpas,
en marmoles entallados,
en desatadas aromas.

25 Nuestra Rey viniendo a uella
con presencia generosa,
el mayor culto a su fe
erigio en sus aras proprias.
El solo a uer sus altares,
30 el a su naue gloriosa,
desde su grandeça vino
con la grandeça espai'iola,
en cuias memorias pias
deuotamente lustrosas,
35 en dos pirarnides altas
que los yndios montes moran,
arden encendi4os fuegos,
luçen eternas antorchas
que la luz del cielo esconden,
40 que los rayos del sol rouan.
Espira en humos fragrantes,
suue en Hamas olorosas,
quanto la Feuiçia suda
y quanto la Arauia llora.
45 Gran Rey, cuya monarchia
el Sol que naçe en las ondas
y en las m.ismas ondas muere
ni la abr&lt;!uia ni la toca,
oy que a este sagrado alcaçar
50 volbeys las plantas deuotas,
trayendo a el sol de Maria
vuestras estrellas famosas,
las dos perlas digo a quien
an de cei'iir mas coronas
•
55 que los pocos mayos suyos
que abriles muchas desfloran.
La veldad de nuestra infanta
que nacio con la que goça
a la tierra por deidad,
60 a los .cielos por lisonja,
Carlos y Fernando, en quien
porque a sus nombres respondan,
terror crees glorioso
de las naciones remotas.
65 Oy en fin que aveis dejado

93

sin alma a toda Lisb0a,
famosa en vuestras entradas,
en vuestra vista ostentosa,
esta admitid que esas plantas,
70 relijion afectuosa,
en reciniros festiua,
aplausos hurnildes postra.
Ms. 3796; f.

190.

27Llegose tanbieo mi bora,
como hace a todos los-necîos,
y enamoreme a lo rubio
de quien me paga a Io negro..
A hacer la primer visita
fue mi alma en unos- versos,
porque menos se cansase
caminando en pies agenos.
Papeles la ynbie tan blandos,
10 que su escritorio con ellos
fue camarin de conservas,
tan dulçes eran y tiernos.
Al proprio Sol cara a cara
llegue a perderle el respecta,
15 y le dije que era sonbra
delante de sus cauellos.
De perlas llame a sus dientes,
y quisiera, a lo que entiendo,
mas las pt':tlas en sus mafios
20 que en sus dicutes el concepto.
Ay de mi, que me muera
mas por vna muger que por dinera;
y ella que no me quiere,
mas que por mi por el dinero muere;
25y asi la fama con raçon pregona
que soy yo neçio y ella socarrona.
Vna moçuela picante
de aleuissimos ojuelos,
cayman es de coraçones
30 pues los engullen enterns.

�94

POESIES

De reues me dio en el alma,
porque al tienpo de voluerlos
supo hacer muy bien su herida
que ella rie y que yo siento.
-35 Ya ella vbiera consolado
mis fatigas y tormentos,
si no tubiera en su :asa
dos biejos de su consejo.
Quando la doy memoriales,
40 a ellos los remite Juego,
y hacen tan mal la consulta
que mal despachado buelbo.
0 quanta falta me haçe
aquel ruerai maçilento,
45 pues con estos pies y manos
diera alcançe a mi remedio.
Por hablar curiosidades,
sudaua sienpre, el ingenio
hasta que vi la agradauan
50 mucho mas las de un platero.
Ay de mi, que me muera
mas por vna muger que por dinero;
y ella que no me quiere,
mas que por mi por el dinera muere;
55Y asi la fama con raçon pregona
que soy yo neçio y ella socarrona.
Ms. 3796, f.

191.

28
AL RIO DE HENARES

Henares el de Siguença,
liquida no, puro si,
si acasso puro y sin agua
lo ruismo quiere decir,
5 que no nacistes en Piscis
de vn astrologo entendi,
y yo se que esta ta! signo
lexos de vuestro pais.
Y aunqlle aquario ~staba en duda,

viendo que en seco viuis,
... os vi ser Ganimedes
si es Jupiter vn rocin.
Yo soy el primer poeta,
entre quatrocientos mil,
15 que os dio nombre de cristal
y Dios sabe si menti.
Yo la !lame plata al agua
con que soberuio viuis,
111as ya me e desengafiado,
20 y me atengo al Potosi.
Escuchad treinta coplones,
si enojo no receuis,
ansi os toquen mas rabeles
que a Esgueba en Valladolid.
25 Conmigo os enojareis,
pero que se me da a mi,
aunque os precieis de la oja
por que espadaiia os reiiis.
Si platicais para rio,
30 bien como Guadalquibir,
no murmureis que es de arroyos
como de gente ruin.
No se yo si os acordais
de vna mafiana de abri!,
35 quando la aurora salia
sin llorar y sin reir;
q uando llegaba el faro!,
lanterna, antorcha o candi!,
a la ventana de Oriente,
• 40 balcon o zaquizami;
que Iloraba en vuestra margen
vn zierto amante infeliz
con camaras en los ojos,
injurias del dios machin.
45 Desenterro las memorias
de vn gusto pasado en fin,
ridiculo espectaculo
sin spectar ni reddil.
Atacosse, y fuesse a vn prado
50 de esmeraldas y rubis,
10

ATTRIBUEES A GONGORA

que &lt;lestas piedras ay muchas
en el thesoro poetil.
Suspiros baxos hechando,
que al viento hicieron gemir,
55 si no dixo de otra suerte
es çierto que dixo anss\:
cc Anssi tengas, noble rio,
mas riuera que Genil,
mas agua que el de Toledo,
60 mas puente que el de Madrid.
Si haçiendo la tarde :rnrora,
Jabare mi ninpha en ti
o a ti te labare en ellas
sus dos plantas de marfil,
65 hazte espexo de su rostro,
y enamorada de si,
conocera que son fuertes
sus mexillas de carmin.
Dile que por sus crudeças
70 agora me an dado a mi
camaras en los tres ojos,
y al fin me abre de morir.
En dos de sufrir desdenes
de su labio carmessi,
75 en vno de serenatme
a las boras del dormir. &gt;&gt;
Pasmose en esto pensando
en su bello seraphin,
y est ubose assi q uatro ho ras
80 y estubiera quatro mill,
si vn asno tambien paciera
no muchas passas de alli,
no se acordara a este tiempo
de su ninpha vorriquil,
85 hecho vn suspiro su lengua,
aunque, segun entendi,
fue rebuzno en buen romançe
y suspiro en mal latin.
Al son del clamor tan ronco
90 boluio nuestro amante en si,

95

quando le encanto el olfato
Merlin no, pero merdin.
« La de Caco, aquel ladron,
anda, dixo, por aqui,
95 que es de tales enemjgos
atalaya la nariz.
Perros muertos son violetas,
humo de azufre es jazmin,
si an bar gris es am bar frio,
100 suçiedad es esta gris.
Yo me quiero lebantar,
que si acaso bien oli,
no esta la yerba sin zera
si al simple llaman ansi. »
105 Para lebantarse pusso
la mano sobre vn patin,
camara en que hecho su pan
traspalado otro Amadis.
Guardaba oculto la yerba
1 10 el riguroso matiz,
bien ansi como las flores
suelen al aspid cubrir.
Sintio ligada la diestra
que libre solia sentir,
I 1 5 y alçose prouido no,
pero proueido si. ·
Llegose a labar a Henares,
dando a su planta jentil
la liga como en Segouia
120 quando la quieren batir.
Iba a otro sitio, y vio en el
otra prouision mas vil,
que en vn prado de esmeraldas
era muy poco vn rubi.
125 Dos falsas si deoiguales
no distantes entre si,
que en aquel prado naçiera
del culantro perejil.
Espantado del successo,
130 huiendo se fue de alli,

�97

ATTR!l3UEES A GONGORA

que para tales contrarios
no ay oler sino es huyr.
Ms. 3796, f. 175-176 v. En tête, le mot
• Gongora • a été biffé et remplacé par
" Francisco Lopez de fa Torre • • d'une
écriture différente.

29
AL TRAJICO SUCESO DE LUCRECIA

Era vicario Tarquino?
Soy sala de competencias
que me mandan que declare
si hizo fuerza, o no hizo fuerza?
S Y contrastar la opinion
que a la matrona conserva
en la posesion de casta,
no sera facil empresa.
Pero la accion apurada,
10 si hazen conjeturas prueba,
el suceso mas yoduce
voluntad, que no violencia .
Que ospedar vn rey ausente,
Colatino, no hay albeytar
1 S que por sano lo declare,
que por seguro lo tenga.
Demas que hizo mucho al caso
bauer quedado la puerta,
sin tranca, llabe, o zerrojo,
20 ni vo picaporte siquiera.
Solo admito por disculpa,
si a cargo de alguna dueiia
estubo, que sobornada,
fue origen de la tragedia.
25 Vamos refiriendo el caso:
del campo el monarcha Uega;
engafiada o maliziosa,
le da posada Lucrecia.
Si zenaron de consuno,
30 no haî viviente que lo sepa,
las estancias del reposo

fueron sin duda diversas.
En la sala el rey a escuras,
vigilante zentinela,
3 5 el sosiego en la familia
esperando estaba alerta.
Impacieote en los antojos,
de saber con quantas entra
la fiel romana donde
40 hazer vn peso desea.
Ya todo en sosiego mudo,
la bordada cama deja,
su gaban toma·y espada,
los zapatos por chinelas .
4 5 Parte pues pisando errores,
llega tentaodo tinieblas,
y entra por la misma causa
que los perros en la iglesia.
Ella en su:i.be tributo,
50 pagando forzosa deuda
a Morfeo estaba, quando
las plantas puso en la pieza.
Entre esperanza y temor,
confuso al lecho se azerca,
55 y a luz de lampara escasa
dormida Venus contempla.
Al desenfrenado ympulso
que al precipicio le lleba,
rriendas al respecto pone,
6o la ocasion aprieta espuelas.
Mas vencieodo cl apetito,
la sed amorosa intenta,
templar con alientos puros
entre oacares y perlas.
65 Temerario se avalanza,
y de amor lasciva aveja,
al fino coral del lavio
le bevio el sabroso nectar.
Ella despeno asustada,
70 y apartando la caveza,
de la olanda desembaina
dos christalinas defensas.

En el lecho mal sentada,
alterada y descompuesta,
7 5 faccion yndolente acusa
con lagrimas y con quejas.
Intentando reducirla,
a requiebros, a teroezas,
dulzes amores·y alagos
80 aiiade a ricas ofertas.
Mas viendo que persuadirla
no ha podido en ora y media
el rucgo blando y humilde
en fuerza villana trueca.
85 Por cubrirla la descubre,
y ya sin terliz la yegua
que a menester a la brida
vio que estaba a la jineta.
Tan embuelta en la camisa,
90 que fue forzoso romperla,
obstcotando el tanto monta
gran machina de belleza.
A esto sigue el amenaza
de ponerle al lado muestra
95 de vn esclavo, que sin alma
declare su ynfame afrenta.
Disculpa para vna tonta,
mas no para quien se precia
de varonil y entendida,
100 como en matarse lo mucstra.
Ni esta ronca, ni son sordas
sus criadas : a que espera,
si lanze tan apretado
dando vozes se remedia ?
105 Ma~ c-0n cl ansia de darlas
trabada tiene la lengua,
y a potente afecto humano
rendidas las dos potencias.
Ya los brazos no embarazan,
110 dando tacita lizencia
los ojos como dormida,
los gustos como despierta.
Viendo en la ocasion el joben
R,i,,,. lmpaniqut.

XIV.

que no ha meoester la fuerza,
dos med1as rramas di vide,
que vida y reyno le cuesta.
Ya Su Magestad se va
con cl abuja desecha,
a ser dulce Magallanes
120 del que estrecho considera.
Quiza que no lo sera
disculpa de que el no buelva
a oabegar l:ictitudes
que el mayor :iliento anegan.
125 Ancho u estrecho, el lleg6
con dulze y frcsca marca
al norte que yman con alma
tantos dias a que aoela.
Mar en leche, la matrona
r 30 con el corrieote se deja
surcar, y seria milagro
si agitado no se altera.
Poco a poco con buen ayre
va el rey hasta que refresca
135 el viento, y en obras vivas
crujieron las obras muertas.
Los concabos resonaron,
retumbaron las cavemas,
y en golfo de espumas cano
140 amayno la incbada vela.
Que el cumplio con su negocio
no hai duda ; sobre si ella
vino en ello voluntaria,
es roda la cootroversia.
145 Mas visto el caso, fallamos
ser constante, que pues ella
no huyo quando el escurria,
ayud6 a la concurrencia.

115

Ms. 4044 1 f. 266-269.

30
Siempre lo he oido decir
asta las piedras se encuentran,

�POÉSIES

porque al fin no ay San Martin
que a cada puerco no llega.
Por mi lo digo, que estando
cierto dia en cierta feria
que se hace en Escalona,
vn lugar sin escalera,
llegando a mercar vn pollo,
10 repare, mas que en la venta,
que me pidieron por el
ciento y dos, y tres potencias.
Dijele : c&lt; Moça, esta gordo ? »
y respoodiome risueüa :
r 5 « Alcele la rabadilla,
vera que torreçno enseûa. &gt;&gt;
Era voa moçuela, de oro
el vello de la cabeça,
la frente messa de plata,
20 la boca coral y perlas .
Quando la vi tao hermosa
vender vn polio de chresta,
que apenas le habran salido
plumas por entre las piernas,
25 $aquele dos plumas solas,
dijele dos mil endechas,
porque le hice saltar
la sangre de la primera.
« 0 mi malogrado polio,
30 o Jesus, quien tal supiera,
criandolo vos, mi padre,
para gallo del aldea ! »
Despedime, y al partirme
hiçome vna reuerencia,
3 5 con vn suspiro del alma
y los ojos en la tierra.
Hasta que el martes pasado,
no aciago (ni Dios lo quiera
q Lie yo a tal martes le !lame)
40 sino de carnestolendas,
llegando a Çocodober
a echar mi dinero en medias,
vi vna moça que vendia

vna pardilla coneja .
45 Dijele: " ~oça, a parido
la coneja? » y rostrituerta,
me respondio a lo mohino
e&lt; Ya a parido la coneja .
Vaia, que no es para eJ
50 que la querra moça y recia,
que cori el duerma en la cama;
y con el coma en la messa.
Haora vn aiio era ansi,
como sabe alguna de ellas,
5 5 pero como ya a parido,
desecharaJa por vie ja . »
Diome vn salto el coraçon,
y en el alma vna sospecha
en que era lo que decia
60 methapbora de si mesma.
Preguntela su lugar,
y apenas me dijo que era
natural de Fuensalida,
quando luego cai en ella.
65 Lleuemela a mi posada,
hicele poner la messa,
asen teme yo a los pies,
pusela a la cabeçera,
y pusela por principio
70 dos çiruelas amaçenas,
y luego vn pastel ecbiço,
con vna caiia y dos yemas,
y por po:;tre vna patata,
con dos limas en conserua .
7 5 Comio tanto de lo dulce
que la dio dolor de muelas,
y una alteracion de madre
que entendi que se muriera,
porque angustiada en la cama
80 estu bo toda vna siesta,
los ojos bueltos en blanco,
y en la mana vna candela.
Y quando bolbiera en si,
de esta manera dijera :

ATTRIBUÉES A GONGORA

85

e&lt; Ea, seiior, que ya es hora;
si ha de tomar là coneja,
saque vn pu~o de reales. "
Y dixe : « Paguese ella »;
y ella, como -sabe el precio,
90 tomo tres y fue contenta.

Ms. H95, f. 174.

3i
AL PALAÇ[O DE LISIS

5

10

15

20

25

Desesperado de uer
las maleças en que nace,
se precipità vn arroyo
i!esde vnos riscos a un valle.
El le reciue, y ofreçe
en corteses ospedajes
sitio hermoso en que se albergue,
blando lecho en que descanse.
Sierpe de cristal se arrastra
por la sombra que le haçe,
flores que el cristal fomenta,
yeruas que la sierpe lame.
De uh edificio souerbio
pisa humilde los vmbrales,
pagandole en obediençia
los honores de su màrgen.
De un edificio ·que el sol
ponpa del çïelo arogante
dexara el sér sol por ser
cinborrio a sus omenajes.
Si lo escuchas, no te admires
que dejaras de adm"irarte,
si saues. que.rie.ne a .Lisis, .
y si quien es Llsis.saµ,es,
La deydad de aquestos montes
es, en cuias prendas graues
no hallo escrupulos la inuidia,
ni aiiadio gracias el arte,
De su beldad se detienen

99

30 a los inperios suabes
los inpetus de las ondas,
las èoleras de los ayres .
Libre no uio su hermosura
que captiuo no quedase,
3 5 amante despues de verla,
fuese asta verla diamante.
Ay de quien lo esperimenta,
y entre respectes cobardes
no se quexa aunque se muere,
40 no suspira aunque se arde,
que en sus ojos· y ên su frente
er.quentra efectos notables,
fuego en calor que le yela,
nieue el calor que le abrase.
45 Si el carcax al hombro fia,
si en la maria el arco trae,
Amor, deponiendo el suio,
ya no es Amor sino amante.
Auu las fieras solicitao,
50 desmintiéndo naturales,
el que su mana las yera,
por que su pie los alcance.
Es ~l fin comun echiço·
entre suspensiones graues,
5 5 o mate las fieras hombre,
o fiera los hombres mate.
Alegre el canpo la sirua
.quando a uer el canpo sale,
en mesa de alaxas verdes,
60 dulçes lisonjas fragaot s,
que mucha quando son medras
que deµen sus prados antes
que del arroyo al cristal
de su planta a los cristales.
65 En virtud de prendas suyas
goçan prt!bilegios tales
q1Je verdor petpetuo visten,
cruxa el Euro, el Autro brame.
De este duefi.o el edificio
70 es el templo de su imagen,

�IOI

A 1 TRIBUEES A GONGORA
POESIES

100

vello oriente de dos soles,
hermoso cielo de un ange!.
0 tu, arroyo, a ti los ojos
de Lisis nunca te falten,
75 que la risa de tus bienes
diga el llanto de mis males.
Seran en sonantes musas,
si tus musicas sonantes
mi mortal ardor le acuerdan,
80 tus acuerdos inmortales.
Ms. 3796, f. 179.

32
- Decidme vos, pensamiento,
donde mis malt!s estan,
que alegrias eran estas
que tan grandes voces dan :
si libran algun cautivo
o le sacan de su afan,
o si biene algun remediodonde mis suspiros van.
- No libran ningun cautivo,
10 ni lo sacan de su afan,
ni viene niogun remedio
donde tus suspiros van ;
mas venido es un ta! dia
que llamao seiior San Juan.
15 Cuantos los que estan contentos
con placer comen su pan,
cuando a los desconsolados
mayores dolores dan.
No digo por ti, cuitado,
20 que por muerto te tendran
los que supieren tu vid·a
y agora te veran ;
los mas te habran envidia,
los otros te Uoraran ;
25 los que la causa supieren
tu firmeza lcaran,

viendo menor tu pecado
que d castigo que te dan.
Bibliothèque privée.

33
Regalanme con favores
Jas damas de mi lugar,
porque ya de monacillo
he venido a sacristan;
5 y pues que taiio campanas,
bien me pueden codiciar,
pues para moneda de obra
tengo bastante metal.
No reparan en si tengo
10 canongia o dignidad,
esperanza de capelo
o de mitra arzobispal.
Pues para que sea querido
al uso de Portugal,
1 5 basta que tenga la boisa
franca como gavilan.
Porque pienso hacer ogaiio,
si hay tantica mortandad,
mas milagros con mi oficio
20 qœ con su espada Roldan;
porque para mi regalo
entiendo que me daran
las vinageras el vino,
las sepulturas el pan,
2 5 las velaciones los polios,
los responsos el agraz,
las campanas las gallinas,
los ciriales el caudal.

Si con este prometido
30 y con esta voluntad
hay alguna damichuela
que se quiera aventurar,
desde ahora le aseguro

y la digo en puridad
35 que en las .... me remato
y en la que me diese mas.
Las condiciones que saco
a la que por bien de paz
aceptase mi partido
40 son las que pueden contar.
La primera que, pues yo
soy provisor general,
y no quiero que en su cueva
érttrè ageno medio real,
45 no· ha de ser antojadiza
como paloma torcaz
que por poner sobre espuerta
deja el mismo palomar;
no ha de ser muy andariega,
50 pues nos avisa el refran
que gallinas y mugeres
se pierden por mucho andar;
tampoco ha de ser golosa,
porque no haga otro Satan
55 que la tiente por la gula
como a la muger de Adan.
Mientras le doy con mi pico
el sustento na tural,
no ha de admitir en su casa
6o otra cafia de pescar.
Iten saco por partido
Bibliothèque privée.

34
A la posada de ausencia
Bego el Amor una noche,
despues de haber caminado
catorce leguas atroces.
5 Son los celos una espuela
que a los pechos mas harones
les hace salir de paso,
porque el deseo los pone.

Con esto llego temprano,
aunque tarde le responden,
que en el meson de la ausencia
a las cinco son las doce.
Pensà que Agradecimiento
en oyendole su nombre
15 bajara descalzo a abrirle,
mas ya nadie le conoce.
Todos estaban dormidos,
y a los gritos y a las voces
levantàse el Desengafio
20 y a la ventana asomàse.
« Por quien preguntais, Amor?
Que dais en vano esos golpes?
Que Ausencia esta con Olvido ;
ella no ve, y el no oye.
25 Agradecimiento es muerto;
y aun pienso, Dios le perdone,
que por casar con Ausencia
le matà Olvido una noche.
Los que fueron a su entierro
30 vienen a que se despose,
que el pesame y parabien
iguales parejas corren.
Ocho dias ha que os fuistes,
tantos ha que tierra corne,
35 que el uno mu rio a las diez
y el otro partio a las once.
Aqui hay colgadas muletas
y aun algunos cartelones,
que a los males mas de asiento
40 cura Ausencia si los coge.
Y vos, Amor, id con Dios,
que a un mozo tan genrilhombre
no le faltarà posada,
aunque sea en esos montes. »

10

Bibliothéque privée.

35
Despertad, hermosa Celia,
si por ventura dormis,

�ATTRIBUÉES A GO. 'GORA

POESIES

ro2

que vida que ha muerto a un
hombre
no es justo que c.luem,a asi.
5 Si no temeis la justicia,
por mi,;ericordia oid
a un alma del mismo cuerpo
que vienc a pcnar aqui.
Ahrid esas celosias,
1 o ya q Je las pucrtas no abris,
si no quereis qus entredentro,
como sombra del que foi.
Acuerdome que Ull3 noche,
sin descansar ni dormir,
t s o hallaba el sol en cllas
y vos en la calte a mi.
Para el malo y para el bueao,
sale el sol y a un mismo fin,
y aunque mas me aborrezcais
zo salio tambien para mi.
Agora que e tais durmiendo,
contenta en verme morir,
holgareis que el cielo llue,·a
y que yde sobre mi.
z 5 Si os detiene algun dichoso,
decidle que yo lo fui

············ ···············
que en vuesrros brazos estuve ;
mas no hay que fiar al fin
del sol claro por febrcro,
30 ni flot de almendro en abril.
Triste del, cuando os conozca
como yo cuando os perdi,
que teneis de piedra cl alma
y el rostro de un serafin .
3 S Celia, pues no despertais,
fo rzoso serà el sufrir ;
dormid y velen mis ojos
cntretnnto que dormis.
Bibliothèque privée.

36
En los carrillos 1as palmas,
y los codas en los muslos,
y del alma por los ojos
derramando todo cl zumo,
su duro pecbo otros caiios
hecho puchero de engrudo
desleido con mil heces
por zelos de un mozo zurdo

.. ....................
...... ............. " .. .
esrnba el pastor Gaspacho
apacentando unos mulos,
ganado que a puras coles
se desfajaba cl meoudo.
Blasftmaba del amor
que titne trcrns de puto,
1 5 que nos be ·a y no eogaiia
como Ganasa a Trastulo

10

............ .......
Al lin cl pastor Gaspacho
con su pastora saiiudo,
que porque llorar Je hace
zo la llama niiia del humo,
empuiiando un morteruelo
en que machaca sus gustos,
asi cant;1)&gt;a hacicodo
de su gargant.i un embudo :
:25 « Aunque yo foera mas feo
que las nalgas de un tarugo,
y mas ligero de cascos
que es de vuclo un aguilucho,
aunque vistiera de fiesta
30 camisa de angeo crudo,
y por echarte requ iebros
te hubiera echado un rebuzno,
uo me hubieras arrojado
a mancra de trabuco,
35 o como bodo~ue al aire

de buen brazo y arco duro.
Plegue a Dios, pastora falsa,
pues que por ti me chamusco,
te azote Amor con mas sagas
40 que tienen rabo die1. pulpes ;
que, cuaodo casarte quieras,
a.unque mientan, digan muchos
que al talamo te acompaiiau
mas de cuatro mil estupros,
45 y que en la villa probaron
muchos hombres tus besugos,
y que de nochc en la calle
bulle caza y andan bultos;
que tu solaz sca la rueca,
50 tus castaftctas el buso,
y que por coralcs rraigas
majuclos y escaramujos;
que las berzas de tu huerto
oo las riegue mi aguaducho,
55 y que para tu tinaja
faite derecho tarugo. »
Con esto se fuc Gaspacho,
porque de rabia se puso
mas sucio que doùa Esgueva,
6o la madre de los mas sucios.
Bibliotbêque privée.

37
Mudanzas del tiemp.o
y glorias caducas
en mis dias claros
me han dejado a obscuras.
5 ublosos cuidados
que gustos enturbian
tcndieron el velo
de tri tezas muchas.
Quedo obscuro todo,
10 y hecho yo lechuza,
de la luz me guardo
que no me deslumbra.

A lo hipocriton
desde esta mi funda
I 5 saco la cabcza
como la tortuga.
1iro si me v&lt;!ll,
oyo si me escuchan,
atientome mucho
20 por andar en dudas.
Ya no me conozco
d1:spues que cntrè en moda,
que muchos estados
a qualquiera mudao .
2 5 La pcs.'lda pied ra
del cuidado empuiia
mi alma entre suciios
en pie como grulla .
Ï:t no cual solia
30 sucna mi bandurria,
que la ensordecicron
del gr:m Tajo azudas.
De lo$ ojos mios
viendo las alcuzas
35 por memorias tristes
que el alma me estrujan,
muerto ando debajo
dd paiio de tumba,
que limpia las calles
40 que aqui me embadurnan.
El cuello metido
por corta r las u iias
sombrero de borlas
muy a lo de cura ;
4 5 rapado por fucrza
sujeto a la tunda,
como si yo fucra
de los de la chusma.
fü lienzos tendidos
50 cual otra v1Uda,
sobre mi sotaoa
puesta su blandura;
hecho s:icristan

ro3

�1

IOS

ATTRlBUEES A GONGORA

1

104

1'

1

cantando alduyas,
55 los bultos rocianùo
de las scpuhuras;
rcducido al fin
a c ta t.tl fortuna,
despucs de haber daJo
60 mas vucltas que gruJ;
vivo deseando
como infernal furia
abstinente en toJo
y a cl ojo la fruta.
65 Amo y reverencio
la que m: s me injuria,
maldigo las veras,
bl!ndigo las burlas.
füome al espejo,
70 no me veo arrugas,
y hacelas el tiempo
en mis aventuras.
Libertad amad:i,
tu consuelo acuda
75 al que al son de grillos
entona su musa.
Pcrdite, o cuitado,
por mi desventura,
siendo tu la joya
80 que mas todos buscan.
obrc el oro puro
y perfas te encumbras,
mal haya quien quiere
gloria sin la tuya.
85 Coma quicn quisicre
la gustosa trucha,
pues que no se pcsca
a brag:ts cnjutas.
Guste ser mirado
90 aquel hidcputa
del que a su pesar
se nota y murmura.
Que todo es, al fin,
canto Je la cuna,

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POESIES

95 que para en el llanto
de la sepultura.
Si algun coJicioso
sacarc de puja
la vida que compro
100 yo la doy por suya.
Mas de que me quejo,
si es mia la culpa,
pues cavè la fosa
dondc me sepultan 1

2

s

y bodigos al vicario.
El capon del al acil
ha gastado sus alhajas,
la chacona a las sooajas
y el villano al tamboril.

38
0 que bien que baila Gil
con las mozas de Barajas,
la chacona a las sonajas
y el vi!lano al tamboril l

JO

Fue a Madrid por San Miguel
y el demonio se soltb
que chaconero volvio
si iba villano el.
Salgan cuatrocientos mil
que con t0das se harà. rajas,
la chacona a las sonajas
y cl villauo al tamboril.

Un olmô que el son agudo
en mcdio el egido oyo,
J s con Ias ojas le bailô
ya que con cl pie no pudo.
Con airecillo sutil
las altas movio y las bajas,
la chacona a las sooajas
20 y el villano al taml&gt;oril.
Baile tan extraordinario
nadie le ha visto de balde;
varas le costo al alcalde

Quien tiene el tejado de bidrio
no tire picdras al del vecino.

Ms. 3795, f. 1 77·

40

fübliothèque privée.

B:iilad en el corro, moçuelas,
pues os haçe la gayta cl son,
que yo os mando vnascastaiiuelas
guarnecidas con su cordon.

39
Quicn tiene el 1cjado de bidrio
no tire picdras al del vccino.

Bibliothëquc privée.

LETRILLAS

30 de retratos vn poquito.

Vecin.a, pues ueis que somos
de la carda y del officio,
5 procurad que uamos horras
yo con vos, y vos conmigo.
Sabed que si sois nabaja,
que me precio yo de rico,
y se de puota jugar,
JO si jugar sabeis de filo.
Quien tiene cl tejado de bidrio
no tire piedras al del vecino.
Si teDgo marido yo,
tambico vos teneis marido,
1 s y se que no es sordo el vuestro,
si tiene oidos el mio.
Lo que os ymporta es callar,
que si vistis uos, yo he visto;
si abri mi puerta a las seis,
20 vos la abristis a las cinco.
Qµicn tiene el tejado de bidrio
no tire piedras al del vecino.
Si dcjais las faldas sanas,
no abra eo las mias peligro,
25 que si de saia e medrado,
uos de saia y de corpiiio.
No mireis tan cuidadosa
a quil'n pareçen mis hijos,
que a las dos se nos enticnde

No es bien que el conçejoogaiio
pague al gaytero de balde,
yo fui Ji! Castaiio Alcalde
y como alcalde y castaiio.
Si en mi fruta haceis d:iiio
10 yo os pcrdono quatro pares,
rornpeldas con los pulgares
y vosotras con las muelas.
Baylad en el corro, moçuelas,
pues os haçe la gayta cl son,
15 que yoosmandounas castaîiuelas
guaroecidas con su cordon.
Yo se quando era la sala
de los saraos el egido,
el palenque de Cupido,
20 y el tbeatro de la gala,
el dio marido a Paschuala
y a Toribio muger taoto,
y el zapatero el disaocto
haçe su pascliua de suela.
25 Baylad en el corro, moçuelas,
pues os baçe la gayta el son,
que yo os mando unas castaiiuelas
guarnecidas con su cordon.

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ATTRIBUÉES A GO.'GORA

106

POESIE

4i
Este mundo es vna cscala:
vnos la su ben y otros la bajan.

La cayada de m baquero
sirua a esta escala de paso,
5 por donde al imperio acaso
• sucçeda vn Tartaro fiera.
Y vn Rey en berjas de açero
le trae la persona pressa,
y a los pcrros de su messa
10 en las migajas le iguala.
Este mundo es vna escala:
vnos la suben y otros la bajan.
De vn corde! esta cscalera
la subio alguno tirado,
15 que va la bajo Ucbado
del collar de vna bencra,
y a.brirle hiço carrera
este lisongero falso,
al luto de vn cadahalso
20 desde el dosel de su sala.
Este mundo es vna escala:
vnos 13 suben y otros la bajan.
El caduco pareccr
de las damas paja sca,
25 pues oy, mal sana v bien fea
pluma no puedc mouer,
quien loca pisando ayer
las nubes de sus chapines
desafio serafines
30 a bolar ala por ala.
E te mundo es vna escala :
,;,os la -suben y otros la bajan.
Yo vi lebantado çiento
que la embidia derribo
3 5 y a cada cual I s toco

como pelota de viento,
la vna le da con tieoto
la orra con fu rça aprièta,
la lisonja con ,·aqueta
40 pero. la embidia con pala.
Este mundo es vna escala :
vnos la suben y otros la bajan.

Jj. 1o8, f. :1.2;.
42
Salud y vida scpades,
que vengo a dccir verdadcs.

10

Del Tajo vengo a cantar
a orillas de Mançanarcs,
aunque para mis pessares
remedio quiero tomar.
Mas ya me quiero alegrar
porque se que os doy contenta
quandoal son de mi ynstrumento
salgo a cantar noucdades.
Salud y vida scpades,
que vengo a decir verdades.

Ay doctores afamados
que son doctores famosos,
1 5 ay do-:tores ymbidiosos
que presumen de ymbidiados;
a y otros menos letrados
que presumen de criollos,
y que alegan por cr polios
20 pollinas authoridades.
Salud y vida sepad ,
que vengo a decir verdades.
Ay casada vergonçosas
porque son taças penadas,
25 ay donçellas encaladas
y caladas melindrosas,
ay corte anas briosa~

y entre lienços de paredes,
ay viejas con que lloredes
30 y ninas con que riades.
Salud y vida sepades,
que vengo a decir verdades.
El marido al u o rine
con su muger doful Gueca,
3 s porque en lugar de la rueca
cintura de perlas ciîie ;
cl gusta de que se aliîie,
y quando mas disimula,
compafiero es de la mula
40 que pintan las nauidades.
Salud y vida sepades
que vengo a decir verdades.
Ay corrieotes mormurantes,
ay corridos mormurados,
45 ay peoitentes casados
que trahen cruces de diamantes,
y discretos maleantes,
en cuias conbersaciones
ay onças de discreciones
5o y arrobas de necedades.
Salud y vida sepades,
que vengo a decir vcrdades.
Busconas vercis tapar
de quien todos haçen cruçes,
SS que pa an entre dos laces
como quartos por scllar ;
van de noch.: a campear,
porque se gastaa a escaras
sus pimeas estaturas
6o y sus gigaotas edades.
Salud y vida sepades,
que vcngo a decir verdades.

La viudita vergonço sa,
toca y monjil de picaça,

•

65 con lagrimas de mostaça
sale picante y Jlorossa,
mas en su messa vicioss.1.
ay gigote de seiiores,
pepitoria de priores
70 y picadillo deauades.
Salud y vida sepades
que "engo a decir verdades.

Ms, 3795, f. Ii3 v.

VARIOS
43
SATIRA

A que grande desuentura
vino al mundo por su mal
que no se hnlcança vn re:il
sin leuantarse figura.1
5 Este mal no tieae cura
ni se puede remediar ;
todos quieren estafar
en faltando plus de argen.
Remedielo Dios. Amen.
Van las seiioras casadas
que tienco nccesidad
a cierta paternidad
que remedio las pasadas,
con el marido enojadas
15 porque le sienten paçiente
y el linge ser ynoçente
y aun hace que no lo uen.
Remedielo Dios. Amen.

10

20

Esta la casi doncella
labrando en su bastidor,
y â bueltas de su labor
anda cl moçuelo con ella ,
Va cl seiior dotor auell.t,

�I08
porno decir la comadrè,
25 y sin saberlo su padre,
s □ elen datle el parabien.
Remedielo Dios. Amen.
La mozuela de seruicio,
luego que deja el esparto
30 se sale· con s'u lagarto
a darse vn poco de vicie,
y echa luego dé juizio·
como lo i::emediara,
y que mentira dara
35 porque no la den vaiben .
Remedîelo Dias. Amen.
La viuda jàlbegada
con su toca reuereoda
que hace de su cuello tienda
40 y gusta de ser tocada,
mas quando la muy taimada
con esta resolucion
no admite conuersacion
ni quiere ·que se la den,
45 Remedielo Dias. Amen .

Con fingida debocion
esta là monja reçando,·
de pensamiento pecando
con el que tiêne aficion ; ·
50 maldice su religion
porque no puedê salir
y su deseo cumplir,
aunque mil traças se den.
Remedielo Dios. Amen.

SS Ya_este mundo va perdido
y las cosas en peor,
ya priua el mormurador
con el que· nunca lo ha sido;
a ta! miseria ha beni.do,
60 que si no se ua a la mano

POESIES
ATTRIBUE"ES A GONGORA

no se ha de hallar vn cristiano
que llamen hombre de bien .
Remedielo Dios. Amen .
Ms. 3795, ~- 1 77 v.

44
Que entre los gustos de amores
la ooche se estime tante,
no me espanto,
que es capa de peccadores ·
5 y de peccadoras mante.

10

Que este el padre confiado
en que su hija es doncella,
porq ~e siempre ha bisto en ella
vn termine muy honrrado,
pero que viua engafiado
porque ubo quien a pie enjuto
cojio flor y dejo fruto,
trocando tanto por tanto,
no me espanto.

Qµe en la yglesia le amanezca
a la beata jergona,"
35 y que apeoas ay persona
a quien santa no parezca,
y que apenas auochezca,
quando 1 dejando el jergon,
· sepa gozar la ocasion
40 y olbldar tristeza y llanto,
no me espanto.
Que olbidada de su voto
de dia en el librador
tenga firmezas de amor
45 la monja con su deuoto,
y que ande todo tan _roto,
que picada en este çeuo
gaste mas belas de seuo
que peces tiene Amaranto,
50
no me espanto.
Ms. 3795, f. 177.

45
15

20

Que eu la noche mas elada,
estando el ntarido ausente,
que busque quien là caliente
la bellisima casada
y remanezca prefiada,
y el marido este seguro
de que su mujèr es mura
formado de cal y canto,
no me espanto.

Que la viuda ensàbanada,
. 25 los ojos en el sagrario,
tenga en la mano el rosario
y se nos muestre eleuada,
y que la noche llegada
la visite el clerigon
30 por hija de confesion,
sin ser el el Padre santo,
no me esparuo.

Antes que el suei'io me venza
y se me apague la luz,
escrib1r q_uiero mis males :
memoria, ayudame tu .
Mejor a cantar m.e aplico,
quiero tomar mi laud ;
mencster serà templarlo ;
tiutin, tararan, tantus .
Vencido llegà el amor,
herido con arcabuz,
desde cuando me azotaban
los hermanos de Jesus.
Amaba a una zagalilla
mas !ioda que un cielo azul,
I 5 cuya dulce boca excede
lamedores de orozuz.
Con versos la conquistaba :
ved que barras del Piru !

IO

109

Conocio de mi flaqueza
estar falto de salud .
Valiose. del iateres,
y au nq ue me enseii6 ttl 11.011 pltis,
lleguè a vista de su estrecho,
tanto puede mi virtud !
25 Y con ser padre de casta
como caballo andaluz, ·
la yegu-a no me consiepte
tintin, tararan, tantus.
20

Soy en el juego de amores
30 tan desgraciado tahur,
que cuando ha bia primera
mis desdicbas bacen flux.
En naciendo hizo milagros
por ·obra de Belzebu,
35 y para tante embeleco
no se qulen le ha dado a luz.
Aprendio las. falsas letras
con tanta solicitud,
qu.e de be supo hacerme
40 infinitas veces m.
En. habieodome ofendido
èn llegando a hacerme el buz,
de rendido pago y trago
sus hierros ·coma avestruz.
4 5 Haceme andar con rodela
y espada de Sahagun,
coma si acaso yo fuer_a.
Sacripante o Ferragut.
Martirizame con cdos
50 coll no ser mas que un run run,
casamiento me demanda,
tintin, tararan, tantus.
Bibliothcq ue privee.

46
El desdichado que logra
sus dos cueroos peligrosos,

�ATrRIBUÉES A vO.'GORA
POÉSIES

IIO

co11 el tiem po de la ropa
y la \'Ïda con t:l odio.
5 Hurtasele cl cuerpo al zelo
taro, a quien engaûan pocos,
comctio su bote al viento
y a su sombra sus enojos.
Cuelga tu imagcn de cera
10 a e1 cscarmieoto, de,·oto,
y antes que vcnga el olvido,
ponte, miserable, en cobro.
Prcgono, pregono ...
Escarb:mdo cstà en la areoa,
vedrandoscla en el lomo,
porque a 1:1s e paldas becha
memorias vueltas en polvo.
lmpt:rios y monarquias
le ticnen los cuernos rotos;
20 la fama sol:1 le ha hecho
las hurlas que tieocn ojos.
Dejale agradecimi~tos
que cual lcbrel generoso
se Je cuelguen de fa oreja
25 si tiene orejas un sordo.
l\ias ya le encomienda al aire
su rigor no sufre modo;
quiera Dies no des cuitado
largo ejcmplo en anas conos.
30
Pregono, pregono ...

15

Biblio1h~que privce.

47
Despues que la riuera
pisas de nue tro rio,
haçc con el estio
paçes la prima vera,
5 y nuestros lahradores
tantas espigas siegan como flores.
El otofio a jurado

de consentir que acoja
qualquier; seca oja
1o en verde yerba cl prado
de l.1s que çiento a çicnto
deriba de los arbolcs el viento.
No esta el iovicrno caoo
menos agradecido,
15 y rejubencscido
nos da la fe y la maao
de que seran al suelo
plara las oieves y christal cl yclo.
Al fin, dulce seûora,
el tiempc te obedeçe
y al Betis faborece,
micotras cl Tajo liera
y que yo le acompaûo,
cl intiendo tu ausencia y yo mi daào.
20

Jj. xo8 eu 4• f. 180.

48
DECIMAS DE

on LUIS DE GONGORA
A VNA

DAMA St;îA QUE SE \'BA A ROMA

Mariana, si a Roma vas,
en jornada semejante
ni te absuelbo por delante
ni aseguro par detras;
tu hermosura agraviaras
a quien con fineza rara
adore, desdicha clara !
pues te vas, quando te alavo,
donde han de mirar ta rabo,
10

c1 1 n • · • n 1

Ya que no te vas a estrecha
religion, donde S3lvartc,
al menos te vas a part

donde hasta cl culo aprovecha :
1 5 si aigu 11 espa.ûol te llecha
y compite algun romano,
tener zelos serà en vano,
pues podran besar tu sol
en la voca el espanol
20 y en el culo cl italia no.
Ya te miro, niiia, andar
sin alerte el culo a algalia,
mas tornada por ltalia
que vna espada por la mar.
2 5 • li fe te quise eatregar,
rnmo, ni11a, mi amor fue ;
mas desde oy retire
fo tan vana, pues regulo
que quien no guarda su culo
30 menas guardara mi fe.
Si llego a neccsitar,
grande falta me bas de ha er,
porque al 60 cres muger
q uc hasta el culo sabcs dar ;
35 va consejo has de Uevar,
pues par.t aquesta jornada
de mi no bas lle\'ado nada,
y es que mires por tu vida
que no vuelvas descosida
-10 ya que vuclbas dcsculada.
. ls. 40#, f. 257.

49
Si atrcuimiento tubicra
como os c teoido amor,
fuera menos mi dolor
y mayor el premio fuera.
5 Esta el coraçon dudando,
hablar y callar querria,
y entre el miedo y la osadia
hablan mis ojos llorando.

Que cotre firmes coraçones
que s:iuen de amor constante,
ya es leaguaje del amante
lagrimas y no raçooes.
Y t:n \'li honbre que es prudente
y ia perfccto en la ed:id,
15 es m:iyor dificultad
llorar que hablar cuerdamente.
Como hace el ciego dios
este loco disconçierto
que sea yo, sefiora, el muerto,
20 y que yo llore por vos ;
y m s que,silo mirays
hace que Jlore mi suerte
por vos que me dais la mucrte,
y no porque me!Ja days.
25 Que Amor, dios rapaz y ciego,
para que abrasado muera,
echa toda el agua fuera
y va acreçcntaudo el fuego.
Huelgome suceda ansi,
30 aunque ofenda mi paçiençia,
porque os jure la experiençia
que ya os quiero mas que a mi;
que -entre quantos an amado
con naturaJ aficioD,
35 puedo hacer obstentacion
del mas firmeeDamorado .
Fuera d l alma no encuentro·
mi amor en otro lugar,
porque el alma os quiere amar
40 desde sus puertas adentro.
Tan honesto le a criado
la raçon que le coD ierta,
que de la voca a la puerta
hasta agora DO a Uegado ;
45 viuio bien de esta manera
mienrras fue ni110 meoor,
pero ya como es maior,
se muere por salir fuera.
Por soscgar sus amojos,
JO

�ATTRIBUEES A GONGORA

POESIES

lI2

50 le ofrezco, sefiora mia,
que le e de sacar vn dia
al campo de vuestros ojos.
Pero no se pierda en el
y me echen la culpa a mi,
55 que a donde yo me perdi,
no es mucho se pierda el.
Si no es que vuestra velleça
despierte a tener pieda4,
hacieodoos con su humildad
60 perder la naturaleça.
Pero de qualquiera suene
el alma esta a vos rendida ;
para vos quiero la vida
y por vos quiero la muerte.
Ms. 3976, f.

I9I

A UNA DAMA
EN OPINION DE DONCELLA
Y NO LO ERA

Viendo tu grande inchaçon,
apostaron ma vez
tus deudos que era prenez,
tus padres que opilacion.
Ventilaron tu maldad
quando salie, Madalena,
vn Jonas de tu vailena,
que "predico la uerdad.
Ms. 3796, L 196.

v. _

53

50

A VNA DAMA QUE RONPIA

QUlN'l'JLLAS A VNA TABERNERA
QUE VENDIA MAL Vl'l\O

Esta vende de contino
tabemera vn infepial
vino que nunca combine,
porque con vino y con cal
nos vuelbe el vino Cal-vino.

Ms. 7Ô44,

f. 258.

5t
REDONDILLA

Dejad madurar las hubas,
no las cojais en su flor ;
si quando nifia soys puta,
que sereys quando mayor?
Ms. 4044, f. 269 r.

a quedarse quando tiene
tu vejiga candilillas.

52

LOS JUBONES l'OR DETRAS

Por detras das en ronper,
Juana, ese jubon que traes ;
deue de ser que si caes,
de espaldas deue de ser.
Ya roto tu honor, cscuchas,
no vengas a deleytarte
en ronperte en una parte,
si as de quedar rota en muchas.
Ms. 3796, f. r96.

54
A UN l'OEïA CON MA1- DE ORINA

Mal poeta y no orinar,
Castro, querras que te diga
que a tu vena y tu vejiga
ya no les queda que dar.
Vien las dos dos marauillas,
que tu vena a escuras viene

Ms. 3796, f. 196.

55
A ONA DAMA PRENADA

IIJ

eso es armarte dcspues
que la pendencia a pasado.
Con amorosas rencillas
ya con dos armas te ballas :
broquel para repara!las
y peto para cubrillas.
.Ms. J796, f. 196.

Por encubrir tu preiiado,
gran peto te as puesto, Yn~s;

INDEX ALPHABÉTIQUE
A la luna el Tajo ofrece. 23 .
A la posada de ausencia. 34.
A las orillas del Betis. 24.
A que grande dcsventura. 43 .
Amerntçaua los campos . r9.
Antes que el sueiïo me venza. 45.
Aquel que en Delfos tubo gloria tanta. 4.
Bailad en el corro, moçuelas. 40.
Boisa sin alma, pereçoso arriero. 6.
Cayo enfermo Esguevilla de opilado. 13.
Clerigo calabres o calba trueno. 7.
Corno acude el hambriento gato al i{1is: 3.
De hacer de vuestro çulo jubileo. 5.
Decidrne vos, pensarnicnto. 32.
Dejad madurar las ubas. 51.
Desesperado de ver. 3I.
Despeiiauase atrevida. 25.
Despertad, hermosa Celia. 35.
Despues que Apolo tus coplones vido. 2 .
Despues que la rivera. 47.
Doliente esta don Tasajo . 21 bis.
El desdichado que logra. 46.
El duque mi seiior se fue a Francially tu musa a.la tuia o a su estancia .
Embutiste, Lopillo, a Sabaot. I.
En los carrillos las palmas. 36.
En un aliso verde. 16.
Era vicario T arquino? 29 .
R-tuut bispaniq1u . xiv,

10.

�114

POÉSIES

Esta vende de contino. 50.
Este mundo es una escala. 41.
Henares el de Sigt1ença. 28.
Libres canpeando en el ueuado cuello. 12 .
Lustrava el cuerno de oro. 17.
Llegose tan bien mi hora. 27 .
Mal poeta y no orinar. 54.
Malo estava don Tasajo. 2r.
Mariana, si a Roma vas. 48.
Montes, valles, campos, selvas. 22.
Mudanzas del tiempo. 37.
0 que bien que baila Gil. 38.
Para paner en paz la pesadumbre. I 5.
Por detras das en ronper. 5 3.
Por cncubrir tu preiiado. 55.
Predico el provincial ma ... ardia . r 1.
Qµatrocientas mil putas, y cornudos. 8.
Que entre los gustos de amores . 44.
Quien tiene el tejado de vidrio . 39.
Quitava el vela a sus cabellos rojos. 18.
Regalanme con fa vores. 33 .
Rodeada de platos y escudillas. 14.
Ros.'lS deshojadas vierte. 20.
Salud y vida sepades. 42.
Sen.or Guadalquivir, estese quedo. 9.
Si atrevimiento tuviera. 49.
Si de antecesores tantos. 26.
Siempre lo he oido decir. 30.
Viendo tu grande hinchaçon. 52.

CONTOS POPULARES
PORTUGUEZES

f. 0 GRILLO E O LEA.0

Uma vez o leâo encontrou-se corn o grillo gue estava na sua
toca a cantar: rei, rei (som imitativo). 0 leâo disse-lhe: "Oh!
compadre, entâo tu és rei? &gt;&gt; 0 grillo disse: « Sou, sim, sou o
rei dos bichos com azas. &gt;&gt; 0 leâo que tambem é rei dos ani•
maes, disse: &lt;( Pois eu tambem sou. rei, e se tu és rei e eu sou
rei, como é que ha de haver dois reis num paiz? &gt;&gt; Responde o
grilla: &lt;( Pois tu, prepara as tuas tropas, que eu te mostrarei o
motiva porque sou rei. &gt;&gt; 0 leâo preparou logo um exercito_ de
gatos para ir ter corn o grilla ao monte. 0 grillo preparou um
exercito de mosquitos, e deu uma coça nos gatos do leâo. 0 leao,
visto que perdeu os gatos, preparou um exercito de câes. 0
grillo botou-lhe um éxercito de moscas que derrotaram os câes.
Depois o leâo preparou um exercito de raposas para a batalha do
grillo. 0 grilla entâo soltou um exen:ito de vespras amarellas, e
assim estragaram o exercito das raposas, que s6 escapou uma,
que se botou a nado a um regato de agua. 0 leâo entao preparou
um exercito de labos e mandou-os para o monte ba.talhar corn
o grilla. 0~ lobas corn as unhas desenterravam os grillas, masos que
escapavam, foi um s6, mandou uro exercito de abelhôes sobre os
lobas, e o grilla que tinha escapade sempre a clamar: rei, rei, rei.
Nisto escapou um dos lobos, e foi fugindo pela serra abaixo, procuraodo um logar sombrio. Os vespros saltaram-se nelle, e
foram-no perseguindo. A raposa que estava do outra lado do

�C0NT0S P0PULARES P0RT0GUEZES

116

C0NT0S P0PULARES P0RTUGOEZES

regato e cornençou a gritar para o lobo : cc A' agua, compadre, a
agua ! » Nisto o lobo deitou-se a agua e affogou-se. 0 leàoque se
viu perdido em todas as batalhas que deu ao grillo, foi ter corn
elle para que lhe dissesse o motivo porque era rei. 0 grillo respondeu-lhe: « Tu, leâo, nào sabes que eu sou rei dos bichos, e
tu rei dos animaes, e Cupido rei dos amantes ? Sào tres cabeças
reaes. » E assim entâo é que o leâo caiu na razào sabendo que
erarei dos anirnaes, que até entâo nào sabia.
(OPORTO)
2. A RAP0SA

Era mua vez um pescador que ia apanhar lenha pela c6sta do
mar e ·encontrou um tubarâo mettido numa rede. 0 tubarâo
mal 'o viu, disse-lhe: cc Oh! bicho homem, tiras-me d'esta rede? »
0 homem teve pena do tubarâo e tirou-o da rede. Mas o tubarâo,
que havia uns poucos de dias que esta va preso na rede, tin ha
f6me, e botou-se ao homem para o corner. 0 hornern disse-lbe
muito afl:licto: « Oh ! tubarâo, ent:io eu tirei-te da rede e tu
agora queres-me corner? » 0 tubarâo respondeu-lhe: « Corno,
porque tenho f6me. &gt;i O homem disse-lhe : « Pois nâo me
comas sem primeiramente tornarmos tres conselhas, dos tres
prirneiros folgos vivos que encontrarmos. Se todos fallarem por
uma bocca, esta o juramento (sic) approvado. Ese fallar um por
uma bocca e dois por outra, a maioria é que vence. &gt;) Mas o
tubarâo nào queria largar o homem, e nâo largou, mas estava
sempre corn elle agarrado. Chegâram .i areia de terra e avistaram
um burro velho, e perguntaram-lhe: « Oh ! burro, por bem fazer,
mal haver?» Responde o burro: cc Sernpre foi e ha de ser. ))
Preauntou
o homem: « Porque dizes tu isso ? &gt;&gt; - c&lt; Porque eu
v
quando era cavallo (sic) novo, meu amo até numa rede me trazia por via &lt;las moscas, quando elle ia a cavallo, eu ia todo contente a saltar. Hoje que me acho cavallo velho botou-me :i margem. Pagou-me o hem com o mal. JJ Diz o tubarào: cc Vês,

homem, o primeiro ja esta a meu favor. » D'ahi a bocado passa
um 0aalao
tambem velho ,· diz o homem: cc Oh ! galgo., por bem
0
fazer, mal haver ? » 0 galgo respondeu : « Sempre foi e hà de
ser. &gt;J Diz o homem: « Porque dizes ru isso? » - « Porque
quando era galgo novo, rneu amo ia para o monte a caça, e eu
corria aquella serra toda sobre a caça. Tinha-me o meu amo
tanto amor, que me nào dava por dinheiro nenhum. Hoje estou
cançado e velho, e meu amo para me nao matar, botou-me
para o monte a margern, cheio de pancadas, e aqui esta como
elle me pagou o hem com o mal. ,, 0 tubarâo abriu entao a
bocca para comer o homem. 0 homem disse: &lt;&lt; Alto M, que
ainda falta um. i&gt; Nisto apparece uma raposa. Diz o homem :
cc Ah 1 comadre raposa, por bem fazer, mal haver? J&gt; Diz a
raposa assim: cc Nâo, que eu nâo posso lavrar sentença sem ver
o crime. ii Responde o ho1.11em : cc Entao como é que se ha de
agora formar crime? » Responde a raposa: cc Torne o tu.barâo
para a rede. &gt;l O tubarao isso é que nao gueria, mas nâo teve
remedio e sempre foi. 0 homem mal o viu lâ, ainda o segurou mais do que elle estava. A raposa entâo disse : cc Agora
salte o homem câ para terra. » A raposi entào voltou-se para
o tubarâo e disse-lhe:
Por bem fazer, mal haver,
Sempre foi e ha de ser ;
Quem quizer fugir que fuja,
Que eu assim vou fazer.

Depois o homem fugiu para um lado, a raposa para outro, e o
tubarâo ficou preso dentro da rede. Depois a raposa foi-se pôr
adiante nurn caminho a fingir-se mona. 0 pobre homem que
andava apanhando a leuha, encoutrou a raposa c disse: &lt;&lt; Ah!
coitadinha, pobre raposa, ainda agora me valestes, quem te
mataria? » Nisto pegou nella e tirou-a do caminho, nâo viesse
algum carro que a traçasse. A raposa levantou-se sem o homem
ver, e foi pôr-se outra vez mais adiante fingindo-se morta outra

�II8

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

vez. 0 homem ainda teve pena d'ella e tornou-a a arredar do
caminho . Mas ella tornou a ir deitar-se outra vez no caminho
mais adiante. 0 homem a terceira vez disse: « Que diabo, tanta
raposa ! &gt;&gt; e pegou num cip6 e começou a dar na raposa. Diz a
raposa: « Vês, homem, em gue instante pagas o bem corn o mal?
Por bem fazer, mal haver . » 0 homem tornoua bater-lhe mais,
e a raposa foi a correr e metteu-se em casa do hornem. 0 homem tinha uma capoeira de gallinhas, mas a capoeira tinha uma
ratoeira na porta. A raposa entrou para dentro e ficou presa dentro da capoeira e comeu as gallinhas rodas, que eram sete. 0
homem guando chegou a casa viu a raposa dentro da capoeira e
as gallinhas todas comidas. Pegou num cip6 e foi a capoeira, e
começou a barer na raposa. A raposa começou a pedir misericord ia : « Perdoe-me, seu lavrador honrado, gue eu sete le corni, e
quat0rze le darei, nem que eu a fome morra, nâo quero andar
debaixo da sua cachaporra. »
(ÜPORTO)

3.

0 FILHO DO PESCADOR

Era uma vez um pescador que vivia muito pobre. Um dia gue
nâo tinha nada que dar de corner aos filhos, disse a mulber gue
ia para o mar a vêr se pescava alguma cousa. Chegou la e lançou a rede tres vezes, e de tres vezes nao tirou nada, e depois avistou
um navio muito rico e todo embandeirado. E ouviu uma voz de
dentro do navio : c&lt; Pescador, das-me esse menino que ahi
trazes ? 1&gt; 0 pescador respondeu : cc Corno te hei de eu dar este
menino se é da mâi ? » A voz disse: &lt;&lt; Pois vae a terra e diz a
ella se t'o dâ, que eu te encho este barco de dinheiro. » 0
pescador veiu para terra e disse para a mulher : « Mulher,
nào trouxe peixe nenhum, mas encontrei la um navio
muito rico, e ouvi la uma voz de dentro do navio, se eu lhe
&lt;lava este menino que me enchia o barco de dinbeiro. E tu,
en tao, que dizes, mulber? » A mu lher respondeu-lhe: « Pois

1

II9

entâo, da. » Pegou o pescador e foi para o mar com o menino
outra vez. La encontrou o navio no mesmo sitio. Tornou a
deitar a rede no mesmo costume e nao tirou nada. Depois
ouviu outra vez a voz de dentro do navio a dizer-lhe: « Pescador, &lt;las-me esse menino? que eu te encho ecse barco de dinheiro. )) Opescador disse:« Dou. »- c&lt; Poisentào, trazdobarco
ao navio. » 0 pescador assim fez. Diz a voz depois: « Assobe,
menino. &gt;&gt; Apenas o menino saltou a bordo, começou logo a
cair dinheiro no barco do pescador. Mas o pescador disse que
nâo queria mais dinheiro, que tinha medo que o barco fo~se ao
fundo. Nisto o navio alvorou por outro lado com o memno, e
o barco foi para terra . Chegando o navio a uma cidade, o menino
ouviu a voz dizer: c1 Menino, salta nesse escaler. &gt;) 0 escaler e
a cidade estava armada· com toda a riqueza . 0 menino depois
foi para terra . Quando chegou, viu uma carruagem muito rica,
puchada por seis cavallos. E ouviu a ~oz diz~r-lhe: c&lt; Men~no,
entra naquella carruagem. &gt;&gt; 0 menmo ass1m fez. Depo1s a
carruagem partiu pela cidade f6ra. Chegou f6ra da cidade e foi
até um bosque, doode estava um cavallo to&lt;lo apparelhado. Depois
ouviu a mesma voz dizer: « Menino, salta dessa carruagem e
monta-te no cavallo. &gt;&gt; 0 menino montou-se no cavallo e
entrou pelo bosque dentro. Estava no meio do bosque um
palacio todo muito rico e embandeirado. Ali dentro do palacio,
encontrou tudo q uanto era preciso para comer. Para entrar
encontrou portas, mas para sair o menino nâo encontrou nenhuma. S6 via o dia, e a noite nâo via nada, porque naquelle palacio nâo havia luz. Assim esteve um anno. Ao fim do anno lhe
appareceu a voz, e disse-lhe: « Menino, como te achas neste
palacio? » Respondeu o menine : cc Acho-me bem, que nâo me
falta nem corner nem beber. S6 a maior paixâo que me accompanha é de nâo ver niogurm, nem ter luz, nem saber quem
falla para mim . &gt;&gt; A voz entâo disse-lhe: cc Ahi tens dentro d'este
palacio seis q uartos, tres de cada um lado. Tres têm fatos e ou_tros
tres têm muito dinheiro . Entre esses faros escolhe o que mais te

�I20

121

CONTOS POPULARES PORTUGUEZtS

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

agradar. » 0 menino escolheu logo um fato de rei. 0 fato èra de
encanto e mal elle o vestiu, ficou-lhe logo muito certo no corpo.
0 menino escolheu tambem uma espada das melhores. Depois
disse o menine que q ueria ir ver o seu pai e a sua mâi. Responde -lhe aquella voz: cc 01ha tu, se te obrigas a estar aqui neste
palacio outro anno, seras muito feliz, e se nào entâo seras desgraçado. Vai ver a tua mâi e o teu pai. &gt;&gt; Metteu-lhe dentro do
bolso isca e fuzil sern o filho saber. 0 menine assim que acabou
o nurnero de &lt;lias que tinha tratado, rnarchou para o palacio.
Foi o pai leva-lo no barco aomar. Assim que chegou li, avistou
o navio, mas ja muito velho. Diz o pai : cc Oh ! rnenino, aquelle .
navio n:io é o mesmo ! » Diz o filho: cc Pois nao
nào, que
quando eu aqui o deixei, estava elle muito rico. » 0 barco foise approximando ao navio e ouviu a voz dizer : cc Menine, salta
para bordo, nâo receies nada . ,&gt; 0 menino subiu para o navio.
Depois o pai veiu para terra corn o barco. Corno o pai ji estava
muito rico com o dinheiro que lhe deu o navio, esqueceu-se do
filho. 0 navio approxirnou-se da cidade, mas estava tarnbem
ji muito velha. Desembarcou e foi para a carruagern: os cavallos que puchavam a carruagem ji estavam muito lazarentos e
meios mortos e velhos. Chegou i beira do tal bosque, e estava
la o cavallo i espera delle, mas muito velho. Entrou pelo
bosque dentro, chegou a beira do palacio e ficou muito triste,
por ver que o palacio estava a quasi a cair, e disse: cc Ora eu
quando d'aqui sahi,. estava este palacio tao rico, e agora esta
tudo velho, a cair ! » No mesmo instante ouviu a voz dizer-lhe :
&lt;c Nâo te disse que nâo trouxesses lume contigo nem cousa que
fizesse lume? &gt;&gt; 0 menino, muito adrnirado, disse : cc Nâo
trago ! &gt;&gt; Responde-lhe a voz: cc Pois o que te vale é tu nâo o
saberes ! Trata de te pôr d'aqui ja para fôra, e agradece â tua
mai o tu perderes a tua fortuna. » 0 menino pegou em si e
alvorou logo pelo palacio f6ra. Foi andando e dirigiu-se para
umas montanhas, sem dinheiro nem uada paracomer nem vestir,
todo roto e esfraugalhado. Chegando la por essas monta-

nhas dentro, encontrou um burro mono; a beira do burroestava
um leào, um galgo, uma aguia, uma pomba e uma formiga.
0 menino passou e nâo fez cas9. D'ali por um bocado
olbou para traz e viu o galgo na corrida. 0 men~no teve
medo pensando que o galgo o iria matar. 0 galgo mal chegou
ao pé d'elle, disse-lhe: &lt;c Bicho homem, toma atraz. &gt;&gt; Diz o
menino: et Que é que quereis v6s? i&gt; Diz o galgo: &lt;c Anda atraz,
la t'o diremos. &gt;&gt; Omenino cheio de medo tornouatraz. Chegouse ao pé do burro morto e diz-lhe o leào: &lt;c Mandamos-te chamar para ver se te _atreves a fazer uma partilha, que nos encontramos aqui ha uns poucos de &lt;lias â. beira &lt;leste animal e nào
sabemos o que havemos de camer. » 0 menino partiu o burro
e deu a cabeça à formiga: &lt;c Ahi tens tu, formiga, para comeres
e casa para viveres. » Deu o peito ao galgo e diz- lhe : &lt;c Ahi tens,
galgo, para comeres, e como és o animal que pucha mais
pelo peito, precisas de peito. » E deu o fato (o bandulho) a
pomba e a aguia e disse p:ira ellas: cc Ahi teem para corner e
para se divertirem vocês corn as unhas. » Depois &lt;leu as côxas ao
leâo. E nisto foi-se embora, e os biches ficararn cornendo o
burro. Chegou ao principio de uma serra ja cansado, e olhou
para traz e viu outra vez o galgo a corru. Diz o galgo : &lt;&lt; Bicho
homern, toma atraz. » 0 menino atemorisou-se porque julgou
que nâo tinha partido bem, e que o queriam rnatar. E disse
para consigo : &lt;c Ai, Jesus !· que eu nào parti bern, e agora morro ! »
Tornou outra vez ao pé do burro mono, e elles tinham ja
comido e estavam muito satisfeitos. Diz o leâo: cc Bicho homem,
estarnos tâo satisfeitos com a tua partilha, que vamos-te tambem agora dar cada um uma prenda. » - &lt;c Pobres bichos, disse
elle, que prenda me haveis de dar? » Fallou a formiga : cc Sou
eu a prirneira a dar-te a ininba prenda . Quando quizeres entrar
em algurna parte que te nao vejam, diz assirn : ai de mim ! formiga ! que entraras aonde queres sern ninguem te ver. » Diz o
galgo: &lt;c Pois tambem, quando quizeres subir urna serra sem te
cançares, diz assim : ai de mim ! galgo ! » Diz a aguia: cc Pois

e,

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

tambem, quando tu quizeres passar alguma lagôa e nào passas,
diz assim : ai de mim ! aguia ! 1J Diz a pombinha : ,, Pois tambem,
q □ ando tu quizeres entrar nalgum jardim, diz assim: ai de mim !
pombinha ! &gt;! Diz o leao: cc Pois tambem, quando tu te quizeres
defender d'alguem ou fazer alguma valentia, diz assim: ai de
mim ! leiio ! que foras tudo o que pretendes. &gt;J O menino foi-se
embora e nisto chegou a beira de uma serra, e viu o sol a fugir
e nao via senâo montanhas, e entendeu que fazia noite e elle
fi.cava nas montanhas. Lembron-se entâo dos bichas, e disse: ai de
mim ! galgo ! Formou-se logo num galgo e passou a serra num
momento. Assim que passou a· serra chegou a uma lagôa e disse:
ai de mim ! aguia ! Formou-se numa aguia e passou a lagôa.
Ass-im que passou a Iagôa, avistou logo um alvoredo e um jardim, e dentro do jarclim um palacio, don de andavam tres damas
a passearem pelo jardim, a brincarem corn umas pombinhas. 0
menino disse : ai de mirn ! pombinba ! Fez-se loge numa pom binha
e foi para o jardim brincar corn as outras. As damas começaram a
brincar corn a pombinha, a ver se a podiam apanhar. Nâo poderam agarra-la e deixaram-na fi.car. Assim que anoiteceu,
foram-se as damas deitar. A pombinha formou-se numa formiga
e entrou para o palacio e foi-se metter corn uma dama na cama.
Depois disse : ai de mim / homem ! A dama que deu fé do homem
sua beira acordou e poz-se a gritar pelas irmâs. As irmâs levanraram-se e foram ver o que a mana tinha. Neste comenos o
homern fez-se outra vez na formiga. Ellas perguntaram-lhe que
era. Ella disse que era um homem, mas ellas nào viram nada.
Tornou depois outra vez ella a gritar e as irmâs coma nào
viram nada tornaram-se a deitar outra vez, e a dama ja nâo gritou. Quando viu o homem na cama, pregunrou-lhe: « Que qualidade de homem és tu ? ,i Elle disse-Hie que era o filho de um
pescador, que andava pelo rnundo a desencantar damas, e que ja
tinha desencantado algumas. Ella disse-lhe : « Pois ja que tu és
desencantador, se te atreveres a desencantar meu pai, que é rei,
e esta encantado num leâo. » 0 menino perguntou : « Que é

preciso fazer para o desencantar ? » A menin a mostrou-lhe no meio
de uma sala um leâo de ouro, e disse-lhe que se houvesse quem
se aventurasse a levar aquelle leao e entre as onze e a meia noite
a deita-lo a lagôa, que o rei ou morria ou ficaria desencantado,
mas que a pessoa que fôr deve deita-lo s6, porque se fôr agarrada a elle, ficam ambos 'perdidos. 0 menino deixou-a adormecer e foi ao sitio a onde esta va o leâo de ouro. Depois, como tinham passado ja as boras, fi.cou no palacio até a noire seguinte.
Chegou-se a noite, as haras das onze horas formou-se num leâo
e foi empurrando o leâo de ouro para a borda da lagôa. Assim
que deram as onze horas e meia, preparou-se para o atirar
agua; empurrou-o e s6 o leâo d'ouro molhou os pés. Mal mol hou os pés, fez-se logo num homem e o rei fi.cou desencantado.
0 menino que estava feito num leao formou-se num homem ao
mesmo tempo. Disse-lhe o rei: cc Que qualidade de homem és
tu? &gt;i O menino respondeu : &lt;&lt; Sou o filho de um pescador, que
aprendo e tenho anima para andar a desencantar pelo mar e
pela terra. &gt;J Disse-lhe entào o rei; « Pois tu has de ser feliz e
has de casar corn uma de minhas filhas, ja que me desencantastes. &gt;J Foram para o palacio escolher &lt;las tres a que mais lhe
agradava. 0 rei queria que elle escolhesse a mais velha. Mas o
menino escolheu a mais nova que era aquella com quem elle
tinha ficado de noite.

122

a

123

a

(ÜPORTO)

4.

MARIA DO PA.O

(Variantes)
A madrinha que da :1 menina o conselho de pedir os vestidos
ao pai, é a Fada dos Lirios.
Os vesti&lt;los é um côr do sol, outra côr da lua, o terceiro côr
do dia, o quarto côr da noite, e o quinto côr &lt;las estrellas.
- Ha d'este canto em portuguez uma versiio intitulada Pelle

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

124

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

de burra, ern que as coincidencias corn o conto de Perrault sâo
muito grandes. Mas nâo sera uma infiltraçâo literaria?

5• OS

DOIS IRMA.OS QUE FORAM AO INFERNO.

Eram dois irmâos, urn pobre e outro rico. 0 pobre f9i pedir uma
esmola ao rico. Elle deu-lha, mas prohibiu-lhe que lhe chamasse
irmâo. Um di.a o rico &lt;leu uma festa. 0 pobre ainda la tornou a
pedir-lhe uma esmola. 0 rico mandou-lhe dar urn carneiro
muito morrinbento, que disse estava para dar ao diabo, mas
entâo que o &lt;lava a elle. 0 pobre como ouviu isto, foi leva-lo
ao inferno. 0 diabo quando o la viu, disse-lbe que ja o esperava,
e em paga deu-lhe muito dinheiro, mais ainda do que o que
tinha o irmâo. 0 pobre vdu para f6ra, mandou fazer um palacio
ainda mais rico do que o do irmâo . 0 innâo rico quando soube
de quem era o palacio, foi ter corn elle e perguntou-lhe corna
tinha feito aquillo. Elle contou-lhe que tinha sido por causa do
carneiro morrinbento. Diz o mais rico : « Quando elle te deu
tanto por urn carneiro podre, o que me nâo dara por um gordo ! &gt;&gt;
E levou ao diabo um gordo. 0 diabo quando o apanhou no
inferoo, cortou-lhe as mâos e os pés e metteu-o numa caldeira
de pez.
(ÜPORTO)

6.

0 PORCO ESPINHO.

Um homem pobre que ia carrer mundo chegou a uma praia
de areia e cuidava que ella nào tinha fim. Atravessou e metteu-se
ao monte. Encontrou um burro morto. Junto d'elle leào, galgo,
aguia, formiga. Galgo chamou-o. 0 homem partiu. Cabeça â
formig1, peito ao galgo, tripas â aguia, e ancas ao leâo. Deramlhe uma prenda. Disseram-Ihe o mesmo de um conto anterior
(n. 3). Viu um palacio muito longe. Formou-se em galgo e
foi la. 0 palacio appareceu no rneio do mar. Fez-se numa aguia .
Viu lâ uma princeza a janella. Formou-se numa formiga, e foi
0

r25

ter com ella. A noite o mesmo na cama. As mesmas peripecias
do conto anterior. A terceira vez jâ nâo gritou. Ella disse-lhe
que o pai estava encantado num porco espinho. Denrro do porco,
Iebre; dentro da lebre, pomba; dentro da pomba, um ovo, e dentro do ovo, o encanto do meu pai ( o rei). &lt;&lt; Se Uie quebrares o
encanto, casas comigo. Quem trouxer o ovo entre as onze e a
meia noite e lhe bater com o ovo na testa, ou elle morre ou fica
vivo, mas -casa cornigo. i&gt; Foi ter a casa de um lavrador para
guardar gado. Junto havia o porco espinho. Foi para la corn o
gado. Repete-se a scena de elle pedir o beijo da douzella e a copa
de vinho para o vencer. 0 resto é identico ao dos contos sernelhantes.
(ÜPORTO)

7.

A MENINA FINA.

(Variantes)
Rei corn très filhas. A fada dos jasmins foi ser madrinba dellas
todas, e o conde de Bello-haver padrinho. A mais nova chamouse fina, a segunda Jalladeira, a primeira preguiçosa. A preguiçosa
principiava-se a deitar; e era rneia noite, ainda esta va por deitar;
quando era para se levantar, ainda era meio dia e nào estava
levantada. A falladeira a janella sempre a fallar para todas. Ajina
conservou a sua finura, sempre, sempre, até casar. Tiuha quinze
atl!los. A fada foi di zer ao rei que fizesse uma torre para as metter, que arreceava algum naufragio (sic). 0 rei assim fez e metteu-as la. A comida ia pela janella. 0 conde Bello-haver, feito
caçador, foi ·a torre. Ajalladeira arranjou para elle entrar. Convidou-as ( defl.orou-as) a am bas, a preguiçosa e a jalladeira. Tambem queria convidar a fina. Mas ella pegou num cutello e defendeu-se. 0 conde disse o que queria d'ella, para ella se nâo rir &lt;las
outras. Ella disse que outro dia, para ter o quarto muito bem preparado. Arraujou a cama do conde por cima da retreta. No tal
dia o conde foi , e caiu no buraco . Depois o conde foi ter a beira

�r27

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

do mar. Os pescadores salvaram-no. 0 conde foi muito zangado
para palacio, donde tinha um irmao chamado Anatâo '. 0 conde
foi procurar um feiticeiro. Contou e pediu uma coisa para la
entrar dentro para se vingar. 0 feiticeiro disse-lhe que comprasse
uma arvore corn fruto (fruiteira, sic) e que a prantasse defronte
da torre, que ellas sairiam a vir buscar a fruita. 0 conde assim
fez. Depois foi-se pôr a espreitar e adormeceu. Falladeira veiu a
janella, e disse as irmàs. A fina desceu e apanhou-a. Quando o
coude acordou, nâo estava ja a fruita. Tornou zangado para casa
do feiticeiro . Disse-lhe que comprasse outra arvore de outra
fruita . Elle assim fez . Veiu a fina e o coude agarrou-a . Levou-a
para a cidade para a justiça. A justiça deliberou que ella fosse corrida a uma roda de navalhas. Ella disse que elle é que a haviade
ir metter, e elle se havia de metter primeiro porque ella uâo
sabia como era. 0 conde metteu-se, e ficou todo cortado. A justiça licou satisfeita, que elle nao fosse tolo. A fina foi outra vez
para a torre. A fada um dia foi ter corn o rèi, e disse-lhe que
mandasse tres rocas de vidro para a torre para experimentar as
filhas. As rocas dariam o signal se ellas algum dia perdessem a
sua honra. 0 rei assim fez. Como as duas ji estavam desfruitadas (sic), quebraram as rocas . 0 rei foi passar uma revista a torre,
e a fada dos jasmins disse-lhe que as pedisseas filhas. Assim fez.
A fina foi emprestando a sua a todas. 0 rei ficou muito contente
julgando que estavam puras. As duas completavam o tempo de
parir. 0 Bello-haver estava muito doente por causa da roda das
navalhas. Pariram as duas. Ellas souberam que Bello-haver
estava a marrer. A fina mandou fazer dois caixoeszinhos. Metteu dentro os meninos, e mandou-os pôr em cima d'uma cavalgadura, e ella vestiu-se d'homem, e montou-se noutra, e foi ao
palacio do conde, feita cirurgiâo, e perguntou por elle, queestava
ali um medico. Subiu, tomou o pulso ao conde, e perguutou-lhe
o que era que tinha. Elle contou-lhe. Ella mandou buscar os

caixoes que estavarn na cavalgadura. Levaram-os para o quarto
do conde. Disse que era onde ella trazia as suas boticas (remedios). Disse-lhe que the tinham esquecido as chaves. Foi buscalas e fugiu na cavalgadura e levou a outra, e foi para a torre. As
creanças começaram a chorar. Diz o criado que eram ratos. O
conde mandou-os arrombar, e viu os dois menines e um bilhete
que dizia: &lt;&lt; Am ra-os que sâo teus · filhos. &gt;&gt; 0 con de logo viu
que era a fina. Disse ao irmâo que ia morrer e que elle casasse
corn a jina para a rnatar. 0 conde morreu, e o irmâo foi
pedir ao rei para casar corn a jina. 0 rei disse que sim. Casaram-se. No dia do casamento, a fina foi ter corn a aia, pedindo
uma bexiga de sangue. Fez a fina uma figura corn a bexiga, e
deitou-a na cama onde havia de dormir. Quando o marido se foi
de'tar, ella metteu-se atraz de uma porta. 0 marido veiu e foi
co 1 uma espada e atirou a boneca. Ao tempo que bateu na
boneca, arrebentou a bexiga, e fi.cou todo sujo de sangue. Depois
ia para se matar corn a espada, julgando que tinha morto a mulher. A mulher entâo saiu e agarrou-lhe no braço. Elle ficou
muito contente por ella ser tâo fina e perdoou-lhe.

1.

Reparar neste nome, oâo provara a origem litteraria do conto ?

(ÜPORTO)

8.

A RAPOSA E O GALLO.

la uma raposa por um campo e depois encontrou um rebanho
de gallinhas e gallos. Uma occasiâo que as oaallinhas
avistaram
.
a raposa, esvoaçaram e foram para cima de um carvalho. A
raposa tratou logo de botar terra ao ar, para as gallinhas pensarem que era milho. 0 gallo começou a affagar as gallinhas, para
ellas uao saltarem abaixo. Nisto a raposa disse para o gallo: &lt;c Oh!
compadre, bota-me d um filho dos teus abaixo, ou senâo anda
tu, que 116s agora temos feito uma composiçâo de nâo fazer mal
uns animaes aos outres. » Diz o gallo de cima do carvallo : « Abre
a boca, que eu li te boto um filho. » Nisto o gallo fragueou
(sujou) e a raposa de baixo aparou corn a boca, cuidando que era

�I28

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

um frango. Como nâo gostou, botou f6ra e diz : c&lt; Ah! compadre,
que m'enganastes ! &gt;i O gallo de cima respondeu-lhe: «Ah! cuidavas que era bago, e saiu-te frago ( escremenro). » Diz a ra posa:
&lt;&lt; Ah! compadr~, anda ca baixo que n6s agora estamos todos bem,
oem n6s fazemos mal as aves, nem os câes fazem mal a n6s. n
Diz o gallo de riba : « Ah l ah ! ah! poe-te ahi muito tempo, que
vem ahi um caçador com uma guadrilha de càes, que
te estraga (mata). » A raposa perguntou: c&lt; Ah! compadre, de
que lado é que elles vêem? •&gt; 0 gallo, se lhe havia de dizer a
verdade, enganou, a raposa e disse-lhe: cc Olha, é d'ali. n A ra posa,
julgando que era verdade, fugiu para o outro lado e foi metterse na boca dos dies. 0 gallo, como a raposa lhe tinha dito que
tinha uma ordem para os animaes lhe nâo tocarem, gritou para
ella : &lt;c Eh I comadre, moslra-!he a ordem, nwstra-lhe a orde-m ,&gt;
( e ainda hoje o galJo canta assim). Respondeu a ra posa: cc Nâo !
que nâo tenho tempo. &gt;&gt; A raposa, conforme poude, foi muito
estafada e escondeu-se numas silvas onde os câes lhe nâo poderam chegar. Audava por ali um melro morto por enganar a
raposa e enganar o lavrador. Andava o lavrador e mal a mulher
a lavrar o campo com os bois, e o melro ia aos saltinhos adiante
d'elle. Uma filha que tinha o lavra&lt;lor chorava que queria aquelle
mel,inho, donde a mai da pequena foi correndo sobre o melro
para o agarrar. 0 melro fugia sempre, como o lavrador via que
nâo o podia apanhar e se esta va a atrazar o serviço, disse para a
filha que deixasse o melro. A pequena poz-se a cborar mai .
Foram outra vez sobre o rnelro, mas elle fogiu outra vez e foi
pousar-se em cima da cabeça da mulher do lavrador. 0 lavrador foi com a vara e para o agarrar deu mua pancada na cabeça
da mulber que licou toda maltratada, e o melro fugiu para o si1vado aonde stava a raposa. A raposa, como est:wa com muita
fome) ia para comer o melro e elle disse-lhe: (&lt; Alto lâ, cornadre,
que eu arranjo-te Jogo agui muito de corner; nao me mates . »
A ra posa diz-lhe: &lt;&lt; Onde é que tu me has de arranjaro comer?))
- cc ao tarda que venha ahi o jantar para o lavrndor, e tu podes

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

129

come-lo mais o teu compadre lobo. » D'ahi a pedaço vinha a
filha do lavrador corn o jantar, e o melro começou a saltar &lt;liante
d'ella no caminho. A pequena poz o jantar no châo e tratou de
i~ atraz do melro. este comenos veiu a raposa e estava principiando de corner o jantar. Passa o lobo na occasiào e queria
corner a raposa. Mas a raposa disse-lbe: cc Ob! compadre, temos
agui muito de corner. » Vae d'ahi o lobo como mais ofotào
t,
'
comeu o jantar todo, e bebeu o vinho tambem que ia para 0
lavrador, e nâo deixou nada para a raposa. O labo, como bebeu
muito vinho, embriagou-se, e caiu no mesmo sitio onde comeu
o jantar, e fi cou dormido. A raposa tratou logo de fogir corn medo
qu_e v!ess~ o lavrador. 0 ~elro assim que viu a raposa fugida,
vem a beira do açafate do pntar camer as migalhinhas que estavam por fora. Depois assim que encheu o papo, fugiu para 0
alvoredo, cantando de contente, por enganar o lavrador e a
raposa e o lobo. Nisto a filha voltou ao açafate para ir levar o
jantar ao pai, e viu tudo esperdiçado e o lobo deitado a. dormir
ao pé. 1:ratou de ir para o pé dopai a chorar, e contou-lhe que
estava ah um lobo estendido a dormir. 0 pai pegounogadanho
e_ marchou para onde estava o lobo. A raposa que esta.va metuda no vallo (silvado) grirou para o lobo: « Fage, compadre !
foge, compadre 1 » Maso lobo, como estava a dormir niio fugiu.
0 lavrador foi e tanta pancada deu no lobo até que o matou. O
melro, assim que viu isto, principiou a cantar. 0 lavrador disse
para o melro : cc Anda ca abaixo, que nâo te faço mal. » O melro
entào respondeu-lhe: &lt;&lt; Raposo velho nâo cae em laço - mata~tes.
lo, cruel-tira-lhe agora a pelle. n
(ÜPORTO)

9.

0 MOCHO E O LOBO.

0 lobo andava no matto e o mocho estava em cima de um
pinheiro no ninho. 0 lobo enroscou o rabo no pinheiro como
quem o queria serrar . 0 mocho de cima disse-the: « Oh! com9

�130

CO TOS POPULARES PORTUGUEZES

padre, nào me serres o pinheiro, senâo ~s me~s filhos caem
abaixo e morrem. ,, Responde o lobo: « P01s se nao qu~res que
eu 5 rre O pinheiro, anda m 'd baixo. » 0 mocho oâ~ qu_ena, mas a
final sempre \·eiu vindo de galho em galho, e dep01s disse para o
lobo: &lt;&lt; Lobo, que queres de mim? &gt;&gt; 0 lobo respondeu: « Anda
ci mais abaixo, que quero dizer-te um recado. » 0 mocho_ respondeu: « Diz d'ahi, que eu ouço bem. » 0 lobo t~raou a dizer:
« Anda c:i, que eu nâo te faço mal.&gt;&gt; 0 mocho desc1Udou-se e desceu, e O Iobo passou-Jhe os den tes e metteu-o na hoc:. 0 mocho de
demro da boca do lobo disse: « Eh I compadre, nao me comas,
que eu quero fazer testamento. &gt;&gt; 0 lobo disse-lh:: « . ao I q~e
agora no galheiro estâs tu. » Diz o mocho : « En tao de1xa-1:1e 1~
despedir-me lâ acima da arvore dos meus filhos. » 0 lobo d1s_se •
« âo te deixo ir, comp:.tdre, que tu foges-me. » 0 mocho disse
entâo: « Olha, ao menos has de dizer tres vezes, que é para eH~s
saberem: mocho cvmi. &gt;&gt; O lobo disse muito baixinho, para nao
abrir a boca: cc 11wcho comi. )&gt; 0 mocho disse-lhe: « Oh compad'.e,
falla mais alto, senào nào ouvcm. » 0 lobo tornou a ~epcm:
« macho ccmi »,jamais alto. Responde o mocho: « Mais ait~,
senâo elles nâo ouvem . » Nisto o lobo escachou a boca para gntar mais alto e ia a dizer « nwcho comi &gt;&gt;. 0 mocho mal _apaohou
a boca aber~a, abalou para cima do pioheiro e d1sse-lhe :
« Outro, que nâo a mim. »
(ÜPORTO)

IO. 0 MENlNO SEM OLIIOS.

Uma mâi te,e dois filhos. Elles foram pedir esmola, que
nâo tin ham nada. Ella deu-lhe um farnel. Ella preguntou-lhe se
queriam ambos corner da mesma vasilha ou levar cada um o seu
faroel. O mais velho disse que era melhor cada um levar o seu
farncl. Assim foi. No camioho o irmâo mais oovo preguotou ao
irmào se era melhor comerem cada um do seu farn~l, ou merem primeiro um e depois o outro. 0 mais v lho disse que era

CO TO

POPULARES PORTUGUEZES

I

3I

melhor assim. Assim foi. No primeiro dia comeram ambos a
comida do mais novo. o segundo dia eram j:i boras de almoç,tr, &lt;lisse o mais novo: cc Oh! irmâo, vamos agora comer? i, 0
mais velho respondeu-lhc: cc âo, que ainda é cedo. i&gt; Depois ia
comendo e o mais novo nào comia nada. Ao jantar o mesmo,
em fim o irmào mais novo ja levava tanta fome que lhe
tornou a p dir ao meoos um bocadinho de pào. 0 mais velho
disse-lhe: cc Se me deixas tirar um olho, dou-ce ! » 0 mais novo
como cstava desesperado com f6me, obrigou-se a deixar tirar um
olho. Mas o innào mais velho tirou-Ihe o olho, mas nào lhe deu
o bocadinho de pào. 0 mais novo tornou a pedir-lhe ao menos
metade. 0 irmâo disse-the: cc Pois s6 te dou metade se me deixares tirar o outro olho ! » 0 mais novo tin ha tanta f6me, deixou
tirar o outro olho. Depois o mais velho foi-se embora e deixou
o irmâo ali s6 e desamparado. 0 menine vendo-se cego, deixousc por la andar a ver se encontrava alguem que o guiasse no
caminho. Chegou baixa de um mon te e ouviu cantar a agua de
um rio, e ali parou dizendo coosigo: « ada, d'aqui nao passa
eu, qu como nào vejo nada, posso metter-me ao rio e morrer
afogado. » Conheceu que era noute e foi indo as apalpadellas e
encontrou uma arve (arvore) e abanou com ella, e ouviu cantar
as folhas e depois atrepou para cima e ali ficou n'aquefü an'e.
Proxima a arve estava uma ponte, adonde costumava air o demonio corn as bruxas fazer audiencia. D'ahi a pouco vieram rodas,
conforme é costume, e estavam preguntando umas as outras o
que tinham feito naquelle dia. Uma d'ellas respondeu ao demonio que tinha cortado as aguas a capital da França, adonde que
ao fim de tres &lt;lias que morria tudo a sede. 0 demonio preguntou-lhe o que tinha ella feito para cortar essas aguas. Diz ella:
« Eu, no espaça de quatro a cinco legoas, por onde passa a agua,
encantei uma cobra, e metti-a no canal da agua, donde a cobra
esta presa de cabeça e rabo dentro de um aoel, e a agua esta presa
no mcio do rolo da cobra. » 0 &lt;lemonio preountou : « Entào nâo
haverâ outra vez remedio para soltar essa agua para a cidade? »

a

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES
CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

A bruxa disse: « Ha, mas eu nao o digo a ninguem. » 0 demooio disse: &lt;( Entào, nem a nim? » A bruxa respondeu: &lt;( A tisim,
coma mestre. 0 remedio é havendo quem se aventure a la ir
com uma lança de ouro e tirar o anel d'antre (sic) a cobra sem a
ferir; tanto carre a cobra para o monte, como_a agua para a fonte. »
0- menino que estava em cima da arve aprendeu isto tudo. Uma
outra bruxa disse: &lt;&lt; Eu tambem enfeiticei o rei da ltalia, que
esta encrangado ( entrevado, perro dos nervos do corpo) de todos
os membros do corpo, que se nao pode mover para lado algum.
E toda a familia real morre d'esta affiicçào &gt;&gt;. 0 demonio preguntou: &lt;( En tao, que lhe fizestes tu para elle estar assim encarangado ? » Respondeu a bruxa: ( t Cosi os olhos a um sapa, corn
a mesma linha apertei o sapa de pés e maos e tudo, e metti-o
debaixo da cama de Sua Magestade. » 0 demonio preguntou :
« Enrao nao havera remedio para dar outra vez saude a .este
rei ? &gt;&gt; A bruxa disse: (&lt; Ha, bavendo quem va d'aqui a ltalia ao
jardim do rei, tem um marmeleiro em cima de um chafariz, e
havendo quem lhe colha o primeiro ranco ( arranco, rama) que
faz uma S em cima do chafariz, e lhe aguçar a ponta do feitio de
uma lança, e pescar corn ella um peixe azul que anda dentro do
tanque, e derrete-lo numa bilha que nao tenha levado nada, e
levantando o pé esquerdo do leito do rei, e tirando o sapo que
esta mettido debaixo, e descosendo-lhe os olhos e desamarrando-o
de modo que nao se fira o sapa, e deitando depois o sapo ao
jardim. Estando o peixe derretido, dar depois uma untura ao
rei, e d'ahi a pouco logo o rei esta corn a sua saude,
mas de certo o rei marre porque eu nao o canto a ninguem. &gt;&gt; 0 menino que estava em cima da arve a escuta, aprendeu tudo. IDepois uma outra bruxa disse ao demonio: « E tu, o
que é que fizeste? &gt;&gt; 0 demonio respondeu: (&lt; Eu ja fiz obra
maravilhosa, ja fiz corn que tirasse os olhos um irmao ao outro;
tambem ji ha tres dias que tenho feito corn que uns bem casados
se deem mal. &gt;&gt; A bruxa preguntou-\he: ( &lt; Entâo, que fizeste tu,
para um irmâo tirar os olhos ao outra? » 0 demonio respondeu :

1 33

« ~ttentei-o para o 1:1ais velho nâo dar um bocadinho de pâo ao
rr:_a1s novo,sem lh~ t1rar os olhos. » A bruxa preguntou: « Emao
nao havera remed10 para esse menino fi.car outra vez com vista ;&gt; &gt;&gt;
0 demon!o disse : « Ha, mas coma o ha de elle saber se eu nia
canto a nmguem? &gt;, A bruxa disse: « Mas deves conta-la a n6s
co~o n6s te contamos tudo a ti. » 0 demonio emao disse: « Esti
aqm perto uma arve; cortaodo-lhe tres folhas e escupindo-lhe
tres vezes, antes de amanhecer, e pisando estas folhas na mao,
corn o sumo da folha e c~m escupo da boca, untando as capellas
dos olhos ( palpe bras), ah1 se fica coma vista natural. &gt;&gt; - « E para
s: darem outra vez os bem casados, coma se davam? ,&gt; O demo1110 respondeu : « Indo a uma egreja matriz, colhendo urna bilha
de agua benta da pia do baptismo, e colhendo umas ervinhas que
lhe chamam os christâos alecrim ». A bruxa preguntou: (&lt; En tao,
que fi.zestes tu para esses casados se darem mal? » O demonio
respondeu: « Aqui ao cimo d'este montt morava~ uns bem
casados, e eu fui-me metter debaixo da cama. O homem quando
entra:7a de f6ra para dentro, olhava para debaixo da cama, e via~ne la e ~gurou-se que era um horuem, e começou logo a antraiar (ultraiar, maltratar)amulherde mas palavras. Assimsecomeçou de d:r m~l, julgando que a mulher andava amigada. A
mulher nao faz1a senâo chorar e dizer que tal causa nào fazia. &gt;&gt;
A bruxa preguntou: « Entào nao havera outra vez remedio para
el~es ~carem bem '. &gt;&gt; 0 demonio respondeu: « Sim, entao ja te
nao ~isse que em ir buscar a bilha de agua benta e o raminho de
alecn_m, e bo:ar dentro da casa em cruz, quando me li vir, que
eu fui~, e ass1m se tornam elles a dar bem coma eram. » Nisto
o menmo que estava em cima da arve aprendeu tudo; depois
pegou nas ~olhas da arve, que era a mesma aonde elle estava, e
o_ que disse a bruxa. Depois fi.cou logo com vista. Assim que
fo1 dia, desceu pela arve abaixo e tratou logo de procurar a casa
dos mal, c~sados. Fez tudo q uanto o demonio disse e elles ficaram
b.em. D ali p.assou a França e deseocantou a cobra e deu agoa
cidade. 0 re1 de França lhe deu logo uma porçào de dinheiro.

fe:

a

�1 34

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

Depois elle foi para a Italia e fez tambem o mesmo que a bruxa
tioha dito ao demonio. Quando o peixe estava derretido, o me·
nioo fallou para o rei e disse: « Real senhor, tenha a bondade de
mandar todos os medicos embora, que Vossa Real Mastade hoje
aioda os ha de ir visitar a casa. » 0 rei assim fez. Depois o
meoino esfregou-o corn o oleo do peixe e ficou o rei logo curado.
Depois que o rei se achou bom, levou o menioo para palacio e
depois elle casou corn a filha do rei. 0 rei morreu e elle ficou
senhor do reinado. Nisto o irmâo mais velho andava pedindo
pelo mundo; foi andando de terra em terra, até que foi dar ao
reino do irrnâo, mas sem saber. Um dia esta va o rei a janella mal
a rainha, e viu aquellP. homem e conheceu que .era o irmâo, e
disse para a sentinella que estava a porta do palacio: « Oh ! sentinella, prenda-me aquelle homem, e traga m' o ca a min ha presenca. &gt;&gt; Neste comenos foi-se o rei fardar com as suas insignias
co~o rei, e assentou-se no tbrono. 0 sentinella levou o preso a
presença do rei. Depois o rei começou a preguntar ao homem de
que terra elle era ? 0 preso esta va sem saber o que ha via de dizer.
A final la contou a sua vida. Depois o rei preguntou-lhe: &lt;&lt; Que é
feito da tua mâi ? » Elle disse : &lt;&lt; Eu nâo sei, porque desde que sahi
de casa, nâo tornei la a voltar. » - &lt;c E que é feito de teu irmâo? »
-« E11tâo Vossa Mastade co11hecia meu irmâo? » 0 rei disse que
sim, e preguntou-lhe porque é que elle lhe tinha tirado os olhos.
O irmao começou a negar. 0 rei entào disse-lhe que bem sabia
que tinha sido por tentaçao do diabo, e que elle era o seu irmao.
Depois ficou 110 palacio corn o rei, que lhe perdoou.
(ÜPORTO)

I I r TORRE DE BABYLONIA

CONTOS P0PULARES PORTUGUEZES

Os dois irmaos saem ao mesmo tempo e chegando a um cam1n)10 que se dividia em dois, cada qual segue pelo seu.
Um dos innâos encontra uma. princeza que esta para ser comida
por uma bicha de sete cabeças (repete-se o episodio).
Os irmâos disseram uro para o outro: ,, Se alguma vez vires o
astre (o tempo) demudado, precura por mim que estou em
perigo. »
Na torre estava uma velha e uma meoina. Depois de o irmào ir
ver a torre, a nova (menina) disse-lhe que havia de ir ter mna
lucta e venceu-o. 0 irmao chegou ao castanheiro e viu o astre
demudado, e depois foi ao palacio do irmâo. Corno elle era muito
parecido, a mulher nâo o conheceu, e elle ao outro dia foi a torre
onde venceu a filha da velha.
Depois o irmâo qua11do sou be que elle tinha dormido corn a
mulher, queria-o matar. Nâo matou, e foram a um conselho. A
justiça disse que fossem ambos a correr num cavallo a roda da
praça, e o que cançasse primeiro era o criminoso. Foi o casado
que cançou. Depois ficaram amigos.
(OPORTO)
I2. OUTRA VERSÀO DAS TRES CIDRAS.

Era uma vez um rei que encontrou uma menina num
monte, muito linda, que andava a guardar gado, mas muito mal
trajada. 0 rei agradou-se muito d'ella e disse-lhe para a levar
consigo. Ella deixou ficar o gado e accompan hou o rei. Chegaram a uni chafariz, e o rei disse-lhe que ficasse ali, em quanto
elle ia ao palacio buscar fato para ella, e uma carruagem. Neste
comeoos veiu uma preta e começou a olhar para a agua (Segue
a versâo conhecida).
(OPORTO)

(Varia 11 tes)
Os filhos quando vâo corn o leào e a lança etc., deixam um copo
de agua ao pai, e dizem: « Se este copo d'agua algum dia deixar
de ser agua, va-nos procurar que estamos em afflicçào. »

1 35

!3.

A GATA BORRALHEIRA

Era uma vez um viuvo que tinha uma filha muito linda, e

�136

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

casou-se corn uma viuva que tambem tinha uma filha muito feia.
0 homem tinha uma vaquinha, e cada um dia mandava uma
vez a filha, outra vez a enteada a guardar a vaquinha para o
monte. Mas a madrasta nào queria que a filha d'ella fosse para o
monte, e mandava s6 a enteada. Um dia appareceu um caçador no
monte e lhe preguntou
filha : :c Donde és, n1enina ? n Ella
disse de quem era fil ha. Depois o caçador perguntou-lhe: &lt;c _Entâo
tu, porque é que choras? &gt;&gt; - &lt;&lt; E' porque o meu pai quer que
eu venha um dia corn a vaquinha, e o outra dia a fil ha da.minha
madrasta, mas a minh.a madrasta tem-me raiva por eu ser mais
bonita do que a fil ha, e por isso manda-me s6 a mim para agui.)&gt;
0 caçador disse-lhc: cc Deixa estar, minha menina, que eu hei de
ira rua casa um dia e levar-te comigo. » Um dia o pai mandou
rnatar uma porca, donde mandou lavar as tripas a enteada. A
madrasta mandou a enteada, porque nào q.ieria que a fi.lha d' ella
fosse, e disse-lhe que fosse depressa e que se perdesse alguma
tripa, que ella lhe daria a conta (pancada). A menina, coitadioha, n:io teve outro remedio e foi lavar as tripas. Corno a agua
do rio corria muito, fugiu-lhe uma tripa. Corn medo da madrasta
foi a carrer pelo rio abaixo para a agarrar, mas nâo poude. Ficou
muito triste e saltou para o outro lado do rio, chorando pelo
abrigo da sua mai. Nisto encontrou um palacio corn as portas
abertas, mas sem gente de qualidade nenhuma. Tinha as camas
desmanchadas, e estava todo cheio de lixo por barrer. A menina,
como era muito presumida (arranjada), foi compôr as camas e
barrer o palacio, e depois saiu e foi -se esconder. Nisto chegaram
tres passaros e entraram pelo palacio dentro, e viram tndo bem
arraujado, e subiram outra vez para o telhado e começaram a
dizer: « Oh! quem arranjaria tâo boa obra no nosso palacio ? Se
soubessemos quem era, haviamos de lhe dar cada um a nossa
prenda. » A menina que isto ouviu, appareceu e disse : « Foi eu
(sic)». Os passaros perguntaram: « Entào tu quem és, menina? »
Ella contou a sua vida. Um dos passaros disse entào : « Eu te
sortejo, que quando tu fallares corn alguem te saiam flores de

a

CONTOS POPULARE

1 37

PORTUGUEZES

ouro pela boca f6ra. » 0 outro disse: et E eu te sortejo que tudo
quanta vestires se tome no que haja .:ie mais rico. » 0 terceiro
disse : (&lt; E eu te sortejo que os sapatos que tu cakes se tornem em
chapins de ouro. » A menina foi-se embora, e os passaros largaram a voar. A tripa que tinha fugido pela agua abaixo, q uando a
menina la cbegou ja estava junta corn as outras . Quando chegou
a casa, a madrasra ralbou corn ella por se ter demorado tanto,
e perguntou-lbe: « Don de é que vens tu agora? » A menina nâo
queria fallar, corn medo; a madras ta ia para lhe bater, e ella ia
para fallar, para dizer que a tripa lhe tin ha fugido. Mas ao tempo
que ia para fallar, saiu-lhe um ramo de ouro pela boca . A madrasta nào a deixou fallar mais. 0 pai tinha-lhe feico um faro e
outra igual para a enteada, que era para quando fossem guardar
a vaquinba ou urna ou outra irem mais limpinhas. No outra dia
quando ella ia para o monte, a madrasta mandou-lhe tirar ofato
que ella levava e vestir uns farrapos todos esfrangalhados. A
menina mal que os vestiu, tornaram-se em fina nobreza (sic),
e a cousa mais rica que havia no mundo. Os sapatos tornaram.:se
tambem logo em chapins de ouro. A ma&lt;lrasta logo que viu isto,
mandou a menina para a cozinha para ficar coma gata borralheira
i chaminé. Depois a enteada perguntou-lhe quem lhe tinhadado
todas aquellas prendas. A menina contou-lhe tudo pelo contrario. Disse que tinha ido a um palacio, e que o que tinha visto
limpo sujou-o, e desarrumou as camas que estavam compostas, e
deitou o lixo para o meio da casa. No dia seguinte, a madrasta
mandou outra vez a menioa ao rio la var umas tri pas. A filha, que
tarnbem queria ter as mesmas prendas da meoioa, pediu mâi
para ir ella. Depois foie aconteceu-lhe o mesmo, corn a differença
que foi esbandalhar o que estava feito. Os mesmos passaros vierame viram o palacio estragado, e disseram: cc Oh! quem seria
que fez esta obra tâo ma ? » Appareceu-lhe entào a filba da
madrasta e disse: « Foi eu (sic) ». Disse entâo um : cc Eu te sortejo
que quando fallares, sejam caganitas de cabra que te saiam pela
bocc.1.. )) 0 outro disse: t&lt; Eeu sortejo-te que todo o fato que vis-

a

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

tas se faça em pelle de gata borralheira. )&gt; 0 terceiro disse :
« E eu sortejo-te que todos os sapatos que tu vistas se façam em
ferraduras . )&gt; Ella foi-se embora, e quando chegou a casa, a mâi
perguntou-lhe aonde ella se tinba demorado tanto . Ella ia a contar-lhe e principiou logo de deitar caganitas de cabra pela bocca.
A mai que viu aquillo nao a deixou fallar mais. A menina disse
a filba da madrasta que tinha encontrado um caçador no monte
que lhe disse que um dia a havi.a de ir buscar . A madrasta tratou
logo de nào deixar mais a filba fallar, aceiou-a (sic) de fatos
muito ricos e mandou a rncnina para a cozinha chamando-lbe
gata borralheira. Depois foi dizer ma] da enteada ao marido. 0
marido fiava-se em tudo e acreditava no que a mulher lhe dizia.
Um dia levou a filha da madrasta ao theatro muito aceiada, e a
:filha ficou em casa por a madrasta lhe chamar gata borralheira .
Quando se viu s6, a menina começou de chorar muito, e ouviu
uma voz pergumar: &lt;&lt; Tu, que tens, menina? &gt;&gt; Ella respondeu :
« Corno na.o hei de chorar? Meu pai foi para o theatro coma
filha da minha madrasta e a mim deixou-me em casa s6zinha. &gt;&gt;
Logo lhe appareceu um carro feito de uma abobora puchado a
ratos. D'onde ouviu aquella voz que lhe disse: . « Tu entra no
theatro e toma este relogio e a meia noite em ponto recolhe- te
ao carro. &gt;) Ella assim fez. Ora quem havia_ella de la encontrar?
0 mesmo caçador que a tinha encontrado no monte. 0 caçador
assim que a viu entrar tao rica, deu-lbe logo o braço e foi dansar com ella, porque era a melhor dama que estava no theatro
para dansa. A menina de vez em quando olbava para o relogio .
Quaudo faltava ja. pouco para a meia noite, fogiu do braço do
caçador e foi para o carro que estava a espera della . Nem o pai,
nem a madrasta, nem ninguem a conheceu. 0 carro, mal ella
poz pé nelle, logo alvorou e foi-se embora . Quando o pai e a
madrasta chegaram a casa, ja ella estava no borralho. Na segunda
noite, o mesmo. Na terceira noite, tornaram para o theatro e o
caçador que era um principe, estava ja preparado para a agarrar
bem e nào a deixar fugir. Mas a menina assim que viu no relo-

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

139

gio que eram horas de se ir embora, deu um grande lacào
(puchâo) no braço do caçador e fugiu . 0 caçador foi sobre ella
a correr para ver se a podia conhecer. A menina com a pressa
corn que ia a fugir, quando ia a saltar para o carro deixou cair
um chapim de ouro . 0 caçador agarrou-o . Nisto o carro alvorou e foi-s~ embora. D'ahi passado muito tempo o principe mandou um decreto por toda a sua naçào, que rodas as damas fossem
·a palacio e levassem um chapim de ouro, que elle la tinha outro,
e que aquella que o trouxesse igual e lhe servisse no pé, que lh'o
dava e que casaria corn ella. A primeira que foi, quem havia de
ser? Foi a filha da maJrasta, corn a mâi, e o pai tambem foi . A
menina que via que tinha perdido um chapim de ouro, poz-se
chorando tambem em casa para ir. Ali lhe appareceu logo um
carro puchado a dragoes e se apresentou em palacio, ainda mais
bre\'e que o outro em que ia a madrasta e a filha. Chegou ao
palacio e foi a presença do principe. 0 principe pediu-lhe o pé
para lhe metter o chapim, mas mal o principe lb'o metteu no pé,
logo se transformou numa ferradura. 0 principe ficou muito
admirado e perguntou-lhe o que era. Ella ia para fallar, e começou de botar caganitas de cabra pela bocca, e o vestido que ella
trazia fez-se logo nurna pelle de gata cheia de borralho, corn um
letreiro dizendo : Tu és gata borralheira. Nisto a madrasta ficou
muito triste. A menina que est~va tambem no palacio, quando
viu aquillo, ·deu-se a conhecer ao pai as escondidas da madrasta.
0 pai ficou muito admirado por a ver vestida toda de ·ouro, e por
a ver botar flores de. ouro pela bocca f6ra, e vê-la calçada corn um
chapim de ouro, e o outro pé descalso. Perguntou-lhe quem lhe
tinha dado aquillo tudo. Ella contou-lhe o que se tinha passado .
Depois foi ter com o principe, e mal principiou de fallar corn
elle, en trou a botar ramos de ouro ~ela bocca. 0 principe dea-lhe
o chapim e viu que lhe servia, e depois disse-lhe que ella havia
de casar corn elle. A menina disse que nao, que era com o caçador que ella tinha promettido casar. 0 principe entao declarou-se
que era elle mesmo que era o caçador. A menina entâo calçou o

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

chapim de ouro e foi para o carro, dizendo que se elle a queria,
que havia de air buscar a casa, que era o promettimento que elle
tinha feito. O principe metteu-se logo numa carruagem para vêr
se a podia alcançar, mas nâo alcançou e voltou para o palacio.
Um dia o principe vestiu-se de caçador e foi la para o mesmo
sitio para a ir buscar. A madrasta como sou be, sonegou a menina,
e apresentou a filha. 0 principe começou a fallar corn ella, e ella
a deitàrcaganitas de cabra pela bocca.'O principe, muito zangad~,
foi-se embora e nâo a quiz. A menina continuou outra vez a 1r
para o monte. 0 principe ia sempre a caça, e um dia enc~ntrou-a
toda esfarrapada. Ficou muito contente e levou-a cons1go, e a
madrasta nunca mais a tornou a vêr.

outro relogio e mandou-o metter no altar-m6r. Na terceira noite
o mesmo. Encontrou a velha que lhe deu o relogio e mandou-o
metter as onze e meia no baptisterio. Elle foi, veio a tal cousa, e
foi ter corn elle, mas elle, como a velha lhe tinha dito, começou a puchar por ella, e ella a puchar por elle, até que passando a
meia noite elle metteu-se na pia, e no mesmo instante a ta!
cousa ficou transformada na princeza viva, e toda a tropa que ali
tin ha morrido ficou viva outra vez. Depois a princeza casou com
elle, e foram todos para o palacio.

141

(ÜPORTO)

15.

0 SACRISTAO QUE CASOU COM UMA VELHA.

(ÜPORTO)

J

4.

0 SOLDADO PULHA.

Era um rei casado ha quinze annos sem ter filhos. Tinha uma
mulher que era fada. Houve uma filha do rei, e a fada foi ser
madrinha e disse que aos quinze annos havia de morrer a prînceza. Aos quinze annos morreu, mas antes tinha pedido ao pai
para ter sempre uma sentinella a sua sepultura. Todas as sentinellas que iam, por mais de um anno morria tudo, até que cheaou avez de um soldado muito pulha. Elle nâo queria ir, mas
b
d
.
nâo teve outro remedio. Quando chegou a igreja on e a prmceza
estava enterrada, poz-se a pensar e fugiu. Ia por uma serra acima
e encontrou uma velha, que lhe perguntou onde ia. Elle contoulhe, e ella deu-lhe um relogio e diss~-lhe que voltasse e que as
onze e meia se mettesse no confessionari9, e que visse o que nâo
visse, nao fizesse caso. Elle voltou, metteu-se no confessionario e
as onze e meia, sentiu sair uma coisa da sepultura, e correr toda
a igreja a chamar: &lt;&lt; Oh! sentinella ! oh ! sentinella ! » Elle nâo
semecheu. E a ta! cousa, passada a meia noite, en trou na sepultura outra vez. Ao outro dia o rei ficou muito admirado de o
vêr vivo. Mandou-o na outra noite. 0 mesmo. A velha deu-lhe

Era um sacristâo ha uns poucos de annos. Uma velha que ia
fazer oraçao igreja. 0 ~acristâo, um dia, chegou-se a ella e
offereceu-lhe rapé e perguntou-lhe: « Mulher, que devoçâo tens
tu aqui corn esta igreja? » - « Tenho muita. » Começaram
depois em conversas particulares; mais adora va o sancristâo (sic)
a velha do que a velha ao senhor. Um dia o sacristào disse-lhe:
« Nào era melhor que n6s tomassemos amores um corn outro? &gt;&gt;
A velha respondeu : « Ah ! que diria o mundo, se n6s agora
tomassemos amores um corn outro ? &gt;&gt; 0 sacristâo disse-lhe que
deixasse fallar quem falla. Depois os dois velhos casaram-se. Elle
deixou a igreja, e ella deixou a oraçao. Foram viver ambos para
uma casa, pedindo uma esmola. 0 povo todo aperreavam-nos,
por elles serem velhos e tomarem estado de novos. 0 sacristào
descorçoou e veiu para casa e disse para a velha: « Mulher,
fugimos d'aqui pra f6ra, ja nào posso aguantar as apupadellas do
povo. ,i Responde a mulher que para onde elle fosse, ella tambem ia. Pegaram num cesto, numa corda, num alviào e numa
fouce, e fato nâo o levaram, porque o nâo tinham, e foram para
uma montanha que se chamava Monte Maninho. Corn a fouce
cortaram paos e fizeram estacas, e espetaram-nas em volta
d'aquella montaha, e amarraram uma corda de estaca corn estaca

a

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

ate donde a corda poude chegar. Depois fizeram uma barraca
de terra e ali viviam. De noite iam pedir esmola. Por rnilagre
de Deus a mulher alcançou (ficou gravida). No espaça de nove
mezes botou uma menina a este mundo. 0 sancristao ficou
muito admirado. Nào queria ir convidar ninguem para padrinho
da menina. Foi para o monte a vêr se via alguem. Assim que
o sol arraiou, avistou um caçador no alto da serra. 0 sacristâo
quando o viu botou-se de joelhos &lt;liante d'elle, por vêr que o
caçador era um frade. 0 frade ficou muito admirado, e o sacristào disse-lhe que elle era mandado por Deus para ser padrinho
de uma me~ina que lhe tinha nascido. 0 frade disse-lhe que sim,
e que se apresentasse no convento de tal parte. 0 velho pediulhe para elle tambem lhe arranjar madrinha, e o frade disse-lbe
que sim, que la houve de encontrar tudo. 0 velho foi muito
contente para casa, mas muito trü.te por nào ter fato. 0 frade
costumava ir fallar com uma menina que morava defronte do
convento. 0 pai corcou-lhe o cabello e fechou-o dentro de uma
gavera. Naquelle dia o frade foi para lhe fallar para air convidar
para ella ser madrinha, e viu-a fechada a chorar. Elle disse-lhe :
« Tu, que tens, que tanto cboras ? &gt;&gt; Ella contou-lbe que por via
d'elle o pai tinha-lhe cortado o cabello e fechado-a. 0 frade abriu
a porta e foi ter corn ella. Ella disse-lhe que estava a chorar por
causa do cabello. 0 frade foi a gaveta, abriu-a, e poz-lhe o
cabello outra vez na cabeça. A menina ficou muito contente. 0
frade disse-lhe que queria que ella fosse madrinha de uma
menina. « Corno hei de eu ir, que meu pai nao me deixa? »
Elle disse : « Deixa, e até te ha de dar para tu levares a offerta
aos compadres. » Nisto o frade foi-se embora. Chegou-se ao dia,
o sancristao e mais a sua mulher embrulbar:1111-se nos farrapinhos e marcharam para o convento, cobertos de vergonha. Eutraram e pozeram-se num canto. 0 povo escarnicava (sic) dos velhos. D'ahi a pedaço veiu o frade chama-los. Elles foram, e vestiram-se corn um fato muito born que tinha o padrinho para
elles. Bapt-izou-se a creança e puzeram-lhe o nome de Joanna. 0

143

fradc den ao velho mu pinta e disse-lhe que lhe havia de durar
sete an nos, para pagar a mestra, para a vis tir etc., etc. 0 sacristao ficou muito admirado corn aquillo, mas nâo disse nad.a. 0
frade disse-lhe: cc Ha de cbegar-lhe para os sete an nos e ainda
lhe ha de sobrar, e eu ao fim dos sete an nos hei de la ir buscar a
menina. &gt;1 A menina, o que houve de crescer num anno, crescia
nu111 dia, e o que havia de aprender num mez aprendia-o numa
semana. Ao fim dos sete annos estava uma mulher creada. 0
homem quando queria alguma cousa ia a caixa para trocar o
pinto, e sempre achava o dinheii:o que precisava fora o pinto.
Chegou ao fim dos sete annos, tinha ainda o pinto inteiro. Vivia
muito contente por a menina crescer tanto e aprender tanto. No
dia em que completou os sete annos, a menina estava na mestra e mâi andava na lavoura, e o pai estava em casa. Chegou o
padrinho da menina. Assaudou-se (saudou-se). 0 sacristâo ficou
muito triste. A menina quando veiu conheceu loge;&gt; o padrinho
e pediu-lbe a bença (sic). 0 padrinho levou-a e &lt;leu ao pai sete
crusados novos e disse-lbe que lhe haviam de durar to&lt;la a vida,
que lhe ha viam de durar tantos a1mos como os que jà tinha. Foi
para o convento dos fra&lt;les o e padrinho disse-lhe que se chamasse
d'ahi em diante Joào. Os outras frades perguntaram quem era e o
padrinho disse que era um seu afilhado. Um dia passou pela palacio
do rci, e elle perguntou-lhe quem era aquelle rapaz. 0 padrinho
respondeu o mesmo. 0 rei pediu ao padrinho para elle ficar
como criado. Elle disse que sim, mas coma condiçâo que havia d.e
ter uma alcova s6 para elle, e que o nào havia de mandar fazer
nada que elle nâo podesse. b rei disse que sim. 0 padrinho
disse-lhe: cc Quando te mandarem fazer alguma cousa que tu
nào passas, fecha-te no teu quarto e chama por mim no coraçâo,
que eu logo te appareço. A rainha agradou-se d'elle. Elle nao
quiz. Quando o rei veiu, a rainha disse-lhe que o Joào tinha
dito que era capaz de ira uma quinta onde ha via muitos bichas,
e trazer a caça toda que la estivesse. 0 rei chamou-o e disse-lhe
que sob pena de morte que bav.ia de la ir. Joâo foi para o seu

a

�144

CONTOS l'OPULARES PORTUGUEZES

quarto e chamou pela padrinho. Elle appareceu-lhe . Elle ~ontou-lhe. Elle disse: « Diz ao rei que te mande apparelhar qumze
cavalo-aduras, das mais ferozes que houver em palacio, e quinze
b
.
criados, e que se preparem para amanhâ virem ter ~o monte, e_tu
vai tam bem, que eu la te appareço, e toma esta vannha. » Ass1m
o Joâo fez. Foram no outra dia os criados para o monte e d'ahi a
bocado cheo-ou o Joâo . As~entou-se numa pedra e cada rebanho
de passaros° que passava pela ar, elle ia com a varinha e fazia
uma cruz no astre, e logo os passaros que caiam as canastras,
cada canastra corn sua qualidade de passaro. D'ali a dias o rei
foi a uma festa. A rainha nem o criado nâo foram. 0 mesmo.
A rainha disse- lhe que o Joâo lhe tinha dito que era capaz de
ir buscar ornas laranjas ao reino da China, que marinheiro nenbum nem nino-uem era capaz de la ir buscar. 0 rei foi ter com
elle. O' mesmo . b O padrinho disse-lhe que fosse ao re1,. que li1e
mandasse preparar um navio, que elle depois lbe apparecia. Elle
assim fez. No dia seguinte metteu-se na embarcaçâo e mandou
saltar a maruja roda em terra. 0 Joâo assim que se apanhou _s6
no navio, conou os cabas e foi s6zinho. Ao fim de tres d1as
entrou pela barra dentro carregado de laranja. Todos ficaram
muito admirados. Tornou a haver outra caçada. 0 Joâo e a
rainha ficaram no palacio. A rainha outra vez. Elle o mesmo.
Quando o rei veiu, disse que Joâo era capaz de ir aos mares vermelhos, buscar uma embarcaçâo de peixe, que pescador nenhum
era capaz de trazer. Foi ao quarto chamar pela padrinho. 0
padrioho disse-lhe que fosse dizer ao rei que preparasse as mesmas cavalgaduras e que fo~sem ter a beira-mar. E tu leva esta
variuha. Elles foram, e o Joâo apenas cbegou asseotou-se numa
pedra, e corn a varinha batia na agua, e d: cada pancada ~ue
dava cada canastra de peixe que trazia. Assan encheu as tnnta
cana~tras de peixe. D'ali a &lt;lias houve outra festa. A rainha
ficou outra vez mais o Joâo em casa. A rainha disse ao rei que
0 Joào era capaz de ir desencantar tres filhas que elles tinham
encantadas e que ninguem era capaz de ir buscar. 0 rei man-

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

145

dou-o chamar. Elle foi ao padrinbo. Elle disse-lhe que dissesse
ao rei que mandasse fazer um navio todo novo para lhe dar. O
rei assim fez. Assim que esta va feito o rei chamou o Joâo. Depois
elle foi ao padrinho. 0 padrinho disse-lhe que mandasse saltar
toda a guarniçâo em terra. Assim foi. Elle fugiu corn o navio
s6zinho. E foi aos mares vermelhos. Chegou as !agas bravas (sic)
dos mares vermelhos, e o padrinho deu-lhe um punhal de ouro,
e disse-lhe que nunca o tirasse da mâo, e que nunca tirasse do
pensamento e do coraçâo o nome do teu padrinho, e segue para
onde te levar a tua inclinaçâo. Joâo foi seguindo por uma montanha f6ra. Chegou a noite a uns alvoredos, e seguiu sempre
sem descansar. Nisto â meia noite deu-lhe o somno e descansou um bocadinho . Ouviu cantar um passaro, e o passaro dizia
que perto d'ali estava uma princeza encautada, e se houvesse
um menino que a desencantasse, que seria feliz. Joâo encheu-se
de anima e foi ao ta! sitio onde o passaro disse que estava 0
encanto, e encontrou um chafariz. la para beber agua, e seccou a
bica e se abiram umas portas. Joâo entrou par aquellas portas
dentro. Eram umas minas la por dentro, de ouro e brilhantes.
Elle
chegou dcntro e viu uma princeza adornada de bITTandes
.
nquezas. Perguntou-Ihe: cc Que fazeis aqui? » Ella ~espondeu:
cc E v6s que vindes aqui fazer? &gt;&gt; Elle disse que a vinha buscar. A
princeza disse-lhe: cc Pois entâo accompanha-me, pois senâo vem
ahi o meu encanto; a ti encanta-te e"amim dobra-me o encanto . »
Elle perguntou-Ihe quem era o seu en canto. A princeza disse que
era um carneiro que tinha sete pares de gaitas (cornos), e a
princeza deu-lhe um relogio e disse-lhe : « Quando forem onze
boras até onze e meia esta proximo o meu encanto. » Joâo agarrou na menina a toda a força e trouxe-a pelas minas fora. Ao
sair das portas do chafariz, fecharam-se as portas corn tanta valentia que ainda trincaram um bocadinho do vestido da princeza.
Depois veiu o carneiro dos sete pares de gaitas. Joâo com o
punhal de ouro matou-a. E pegou na princeza e levou-a para
bordo da embarcaçâo. A pri"nceza virou-se para terra e deu urn
Rtt'flt hispa.niqut. xrv.

JO

�146

CONT05 POPULARES PORTUGUEZES

ai. E d'ali ficou muda logo. 0 navio logo · &lt;leu bordo para
outra terra . Avistaram uma cidade. 0 padrinho disse:
cc Joào, salta em terra, corn o mes_mo punhal, e nunca te
esqueças do teu padrinho. )&gt; Joâo foi, ~ntrou dentro de u~a
citerna, dentro da citerna estava um palac10, e dentro do palac10
um jardim. Tinha um chafariz no meio, e um grande tanque e
um gradeamento de bronze em volta, rodeado de serpentes, e a
princeza encantada a lavar no tanque. Joao foi chamado ~or :lla
a beira do gradeamento, por nâo poder saltar dentro ao 1ard1m.
Ella foi conversando corn elle, e disse-lhe : « Ide-vos embo:a,
que senào vem por ahi o meu encanto, e faz-me grandes sacnficios (sic). » Joâo disse-lhe que nâo se assustasse, que onde ella
morresse, morria elle. A princeza disse-lhe que o seu encanto ~ra
uma bicha de sete cabeças. Quando forem onze horas e me1~,
esta proxima. A princeza depois sahiu p~ra fora do tanque e vern
para dentro do palacio que estava na c1terna, e ~echou-se num
quarto, e disse para o Joâo: « Aqui é que ha _de sa1r a s~rpente. »
Joao esperou a bicha e cbamou pela padnnho. Ass1m ~ue a
bicha appareceu, cravou-lhe o punhal num~ cabe~a; a ~1cha,
quando se viu cravada, deu c~m o rabo_ para ~1ma. ~1sto abnr~mse as porta~ do quarto e a pnnceza fugm. Joao, ~ss1m que vrn a
princeza sol ta, accompanho~-a pel: citerna, e d:1x~u o pun~al de
ouro cravado na cabeça da bicha. A bora do me10 dia, appareceulhe O punhal. O Joâo levou esta princeza para bordo._ A outra
irmâ que esta va muda abraçou-a, mas nao fa~ou. 0 na_v10 botouse outra vez ao larao. E avistaram a Turquia. No me10 de umas
0
- o Joa~
~
montanhas esrava um
palacio . 0 navio nâo 1evava senao
e
as duas princezas. O padrinho disse-~he :_« Vês_ aque~le palac10,
dirige-te a elle. » Joâo foi. No p~lac10 nao h:1:1a senao passaros
e sardôes e sarJ.magaotas, centope1as e outras bichos. ~lie _entrou
pela palacio dentro. O palacio fecho~-se n~ mesmo ms~aote de
maneira que nào tinha portas para sai_r. Ab_nu-se uma mma d:ntro do palacio. Ouviu â bora da me1a no1te uma voz: ~&lt; Vai-te
embora, que nào logras o que desejas. &gt;&gt; Respondeu o Joao: « 0

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

motiva?» A voz respondeu : « Porque nâo trazes armas para
pelejar comigo? » Joâo disse: « Appareçam as tuas, que as minhas eu t'as amostro », que era o punhal. No mesmo instante,
apparece um gigante. Joâo, cheio de animo, puchou pelo punhal
e amostrou-o ao gigante . 0 gigante assim que avistou o punhal,
afastou-se e disse: « Oh! que arma tao pequena com tanta
força! i&gt; 0 gigante corn medo do punhal foi buscar a princeza,
depois disse para o Joào: « Mas tu nào a levas sem armar lucta
comigo. •&gt; A lucta principiou â meia noite e acabou ao meio dia .
Joâo abraçou o nome de Deus e do padrinho e atirou corn o
punhal ao gigante, e o gigaote cahiu atordoado . Joâo pegou na
princeza e fugiu pelo palacio fora, e levou-a para o navio . Logo
que ella saltou na embarcaçào, ficaram todos muito contentes.
Chegaram depois ao sitio aonde tinham desencantado a primeira,
virou-se a primeira para a terra e deu outro ai. Depois foram até
ao reino do pai. Quando desembarcou em terra, &lt;leu a princeza
outro ai. Foram depois para palacio. 0 rei muito contente por
as filhas estarem desencantadas, muito triste por a mais nova
estar surda e sem fallar. Nisto houve outra festa . A rainha
e Joâo ficaram no palacio . A rainha outra vez. Joâo nâo
quiz. A rainha ficou muitou zangada. A rainha disse ao rei
quando elle veiu, que mandasse matar o criado, porque
elle tinha dito que a filha mais nova que era muda, s6 fallava a
ordem d'elle. 0 rei mandou-o chamar e disse-lhe que a havia
de fazer fallar ùebaixo de pena de morte . Joào foi ao quarto, e
chamou o padrinho. 0 paùrinho disse que fosse ao rei e que mandasse fazer um banquete para todos, e que no dia em que estiYesse toda a gente reunida, que chamasse por elle. 0 rei assim
fez. No dia do banquete, Joao chamou pela padrinho . Elle disselhe que fosse ao rei, e que lhe pedisse para ficar ao pé do rei a
mesa. Um rei que estava a mesa perguntou se aquella princeza
nào fallava . Joâo disse: « 0 cantador, quando entra para a praça,
antes de cantar, considera na cantiga. » Quando muito lhe pareceu, virou-se o Joâo para a menina que estava ao pé de si, e

�CONTOS POPULARES PORTüGUEZES

perguntou-lhe: cc Princeza, que quer dizer aquelle ai, que deu a
entrada da embarcaçâo ?» A princeza respondeu: « Aquelle ai
quer diur, que se ponha aqui um cutello bem agudo, para dar
a quem o merecer. &gt;&gt; 0 rei mandou buscar o cutello e pô-lo em
cima da mesa. Depois a princeza callou-se e nào fallou mais.
Depois
continuaram a corner. Outro rei tornou a preountar
se a
.
b
pnnceza nào fallaYa mais. 0 Joâo respondeu: cc O cantador que
canton, ha de acabar· a cantiga. &gt;&gt; D'ali a bocado tornou Joâo a
preguntar-lbe: cc Princeza, que quer dizer aquelle ai que &lt;lestes
no meio do mar? &gt;&gt; Ella respondeu : cc Aquelle ai que dei no
mar, quer dizer que se encontraram quatro donzellas no mar a
navegar. » Depois callou-se outra vez. Um outro rei tomou a preguntar: c&lt; Entào a princeza nào falla mais? » 0 Joâo disse: cc 0
cantador que começou a cantiga, dari tambem o remate, e
depois cantara sempre. » Joâo entâo voltou-se para ella e disselhe: cc Princeza, o que quer dizer aquelle ai que &lt;leu quando saiu
para terra ? » A princeza disse : cc O ai queria dizer que se
Joanna fosse Joao, ha muito tempo que meu pai era cabrâo. &gt;&gt;
Mataram entào a rainha, e a Joanna casou corn o rei.
(ÜPORTO)

16.

0 RIO DE SANGUE.

Tres irmâos. Foi o primeiro correr mundo. Encontrou uma
velha que era Nossa Senhora. Elle pediu-lhe que lhe inculcasse
uma casa para servir. Ella disse que sim, mas que s6 havia de
fazer o que elle lhe dissesse, e mais nâo. Elle foi. 0 amo tomou-o.
Fez-lhe a recommendaçâo, e escreveu uma cana e disse ao rapaz
que nâo parasse por mais que visse no caminho. Deu-lhe um saco
para tirar de corner quando tivesse f6me. Deu-lhe um cavallo e
disse-lhe que entregasse a carta onde o cavallo ajoelhasse. Elle
foi, viu um pomar, apeou-se para ir buscar a fruta, e o cavallo
sumiu-se, e elle ficou s6. Foi o segundo irmâo, tudo o mesmo.
Passon o pomar, mas a -mais adiante viu uma fonte de leite.

•

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

Parou para o beber e nisto o cavallo foi-se embora. Foi o terceiro irmào. Encontrou a velha, que era Nossa Senhora, recommendou-lhe tudo, e disse-lhe que aquelle amo estava muito zangado pelo que tinham feito os irmâos. Elle foie passou o pomar.
Quando o passou, encontrou Nossa Senhora, que lhe deu uma
oraçâo para quando elle se visse affiicto. Foi adiante e viu a
fonte de leite. Depois encontrou um rio de agua. 0 cavallo 11ào
o queria passar. Elle lembrou-se da oraçâo, rezou-a e passou.
Depois um rio de lei te. Rezou, passou. Depois um rio de sangue:
o cavallo nao queria passar. Rezou, passou. Encontrou depois
dois penedos a baterem um no outro. Rezou. Os penedos pararam e elle passou. Depois encontrou dois leôes a bater um com
o outro. Elle rezou a oraçâo e elles separaram-se e elle passou.
Depois encontrou uns· pretos a cortarem lenha com uns machados, e outros a botarem para uma fornalha. Rezou e elles suspenderam os macbados e elle passou . Depois encontrou umas
pombas muito gordas com pouca comida, outras muito· magras
corn muita comida. Umas gardas a descerem do ar para baixo,
e outras magras a voarem do chào para o ar. Depois uma rua
muito estreita e suja, ao fim d'esta rua estava uma grande claridade, e muitos passarinhos a cantarem. No meio da claridade
uro palacio, e dentro do palacio um homem assentado em cima
de um throno. Donde o menino se dirigiu a elle a entregar-lhe a
carta. Nisto saiu para fora, e ja nao viu o cavallo. Ficou muito
admirado a olhar para o canto dos passarinhos. Chegou um
menino ao pé d'elle e preguntou-lhe o que estava elle ali a fazer.
Elle disse-lhe que estava a ouvir cantar os passarinhos. 0
menino disse-lbe: cc Vai-te embora, que ja aqui estas ha um
anno e um dia. &gt;&gt; 0 rapaz ficou muito admirado. 0 menino
disse-lhe: « Vai-te embora, que quem vive corn gosto um dia
parece uma hora. &gt;&gt; Foi-se o menino embora, e depois veiu um
homem e preguntou-lhe : « Que fazes ahi ? » - cc Estou a
ouvir cantar os passarinhos », disse elle. 0 homem disse: cc Vaete embora, que ja aqui estas ha dois annos e dois &lt;lias. &gt;&gt; 0 rapaz

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CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

fi.cou rnuito admirado. 0 homem disse-lhe que lhe havia de
dizer o que tinhaencontrado pelo caminho. « Pomar de frncta. &gt;&gt;
Elle respondeu : « Sim, eram as maças do paraiso, mas quem as
comer morre, como aconteceu corn teus irmàos. » - « Fonte de
leite. » - « Pois nào era leite, eram os dernonios que estavam
derretendo chumbo, para beber quem ali passasse para morrer. »
&lt;c Rio de leite &gt;&gt; « E' o leite que Nossa Senhora derramou
pelos peitos f6ra, quando lhe arrastaram o filho para o Calvario. » - c&lt; Rio de agua. &gt;&gt; - cc As lagrimas que Nossa Senhora chorou pelos seus olhos f6ra, quan&lt;lo lhe arrastaram seu
filho pelas ruas da amargura. » - « Rio de sangue. &gt;&gt; - « Foi
o sangue que derramou Nosso Senhor Jesus Christo pelo seu
corpo f6ra. » - « Penedos. » - « Erào as lingoas &lt;las murmuradeiras, que estavam a dizer mal da sorte da tua mâi. •&gt; « Os leôes. » - cc Erao os teus dois irmàos, que como se viram
perdidos, queriam-te perder tambem a ti. » - cc Quatro pretcs
a cortar lenha, e outros quatro a botar para uma fornalha. 1&gt; « Erào os diabos do inferno que estavam a cortar as aimas e a
botar para os fornos. 1&gt; - &lt;c Pombas. » - « Nào eram pombas, eram as al mas que tinham morrido ha pouco tempo, e que
ainda nào tinham pago os peccados. » - c&lt; As magras que iam
para cima ? » - &lt;&lt; As almas que vem do purgatorio ja livres para
o ceo. 1&gt; - « A rua muito escura? &gt;J - (c Era a rua d'amargura, onde Christo bebeu o fel. &gt;&gt; - &lt;&lt; A claridade, etc ... ? &gt;&gt; « Claridade, paraiso; os passarinhos a cantarem, os anjos do
paraiso; o palacio, o ceo; e o homem, era DeL1s. » 0 homem
( que era Deus) depois disse-lhe: &lt;&lt; Agora vae-te embora, e dizeme o que queres. » 0 rapaz disse: &lt;&lt; Queria ter de comer e beber
neste mundo, e a salvaçào para a min ha alma no resto da vida. 1&gt;
&lt;&lt; Pois vae-te embora, e vae ter corn tua mai, e a salrnçào
faz por ella, e corner e beber ahi tens para ti e tua mai. »
(ÜPORTO)

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17.

LAME BAIS.

Era um rapaz que vivia corn a mai pobremente. Fugiu de casa.
Encon trou um lugar e pediu donnida. La disseram-lhe que nâo
tinham camadas, mas de-ram-lhe as chaves de um palacio para
elle la ir dormir se quizesse, mas que costumava la ir dormir
gente, e que desapparecia. 0 rapaz disse que nào se importava. Foi la, e apparecia-lhe corner e beber e tudo _q uanto era
preciso, mas nào podia sahir porque o palacio nao tin~a p~rtas.
Esteve là um anno, e rodas as noites vinba uma cmsa fna ter
com elle a cama. 0 rapaz dizia: « Quem està ahi que se retire
de ao pé de mim, que eu estou quente e nào quero arrefecer. »
Ao fim do anno aquella cousa fallou, e disse : &lt;&lt; Se te obrigares
a estar aqui outro anno da mesma maneira que estiveste este,
seràs feliz; ficarâs senhor d'este palacio, casaràs com uma de
minhas filhas, escolheras quai quizeres. » 0 rapaz, como tinha
qae comer e beber, alise deixou fi.car mais um anno. 0 rapaz
assim que acabou o anno, foi para f6ra. Chegou a um monte e
encontrou um gigante a corner um boi inteiro assado, que era
a sua sobremesa. 0 gigante preguntou-lbe: cc Onde vaes, oh
homem ? » O rapaz respondeu: cc Vou para aquelle reino casar
corn a filha do rei. )&gt; 0 gigante disse-lhe: cc Espera ahi, que eu
tambem vou, deixa-me corner a sobremesa. n O rapaz disse que
aquillo levava muito tempo, maso gigante abriu a b_occa ~ enguli_u
o boi logo de uma vez. E foram ambos de dois (sic). Mais
adiante encontraram outro a tapar um ribeiro d'agua e a beber.
-Preguntou ao gigante onde elle ia. 0 gigante respondeu : &lt;&lt; Este
rapaz vai casar corn a filha do rei e eu vou accom?anha-lo. » _O
bebe-agua disse-lhe: cc Queres ~ue eu tambem va?_ n Elle~ drsseram : &lt;c Pois anda. &gt;&gt; - « De1xa-me beber uma pmga d agua
que eu ja vou. 1&gt; E bebeu uma presa d'agua de um s6 tra?o.
Foram todos tres. Mais adiante encontraram uro corn o ouv1do
pousado no chào. Perguntaram-lhe o que elle estava a fazer, e
elle disse que esta va a ouvir arrebentar as arvores em sete leguas

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CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

de redondeza. E foi com elles. Depois mais adiante encontraram
outro que estava ,l botar um oculo e corn uma lança na mao.
Preguntaram-lhe ; « 0 que estas a fazer? » - &lt;&lt; Estou agui a
vêr se ouço um mosquito que esta d'aqui sete leguas na janella
de um pal::tcio. &gt;&gt; E atirou corn a lança e veiu com um mosquito
esperado na ponta. Foi corn elles. Depois mais adiante encontrararn outra homem corn umas peias de ferro. Perguntaram-lhe
para que era aquillo, e elle disse que andava assim melhor peado
que os outras sem peias. Assim foram para o tal reino. 0 rapaz
quando chegou li, disse para elles: cc Vocês, agora, sigam o seu
destino, que eu venho para o palacio casar coma filha do rei. »
Elles disseram: « Nada, nos accompanhamos-te até vir o casamento, e ficarnos â porta. » Elle en trou, e foi a presença do rei.
0 rei mand,m chamar as tres filhas para elle escolher urna. Elle
escolheu a mais bonita. 0 rei disse-lhe : c&lt; Ai ! que escolhestes
mal! » 0 rapaz preguntou porque? 0 rei disse : cc Porque
esta tem um vesüdo de azas e foge-te. » A princeza disse entao
para o rei: « Nào, que eu nào o quero. » 0 que ouvia arrebentar as arvores, e que estava corn o ouvido a escuta, disse para
os companheiros: « Ai! o que ella esta a dizer? » Diz o
gigante: « Ella que diz? » - « Diz que nao casa com elle. &gt;&gt;
Nisto o rei disse : c&lt; Oh filha, tu has de casar corn elle, que
palavra de rei nao volta atraz. » Diz elb: « Pois eu s6 caso
com elle, se elle corner os bois que nos ternos para corner nurn
mez. » 0 que ouvia arrebentar as arvores disse para os companheiros: cc Ai! o que ella esta a dizer ! &gt;&gt; E contou. Diz o
gigante: « Eu ja ha muito que nao comi, tenho uma fome damnada. &gt;&gt; 0 rapaz veiu chama-los, os bois ja estavam promptos, e o
corne-bois no fim dos outros comerem, comeu os bois todos. O
rei disse : cc Fil ha, agora tens de casar, ja la vao os bois. &gt;&gt; Ella
disse : « Nào caso corn elle, s6 se elle beber o vinho todo que
ternos na adega. &gt;&gt; 0 bebe-ribeiros bebeu-o. 0 rei disse outra
vez o mesmo. A princeza disse que s6 casava corn elle se o
rapaz dentro de uma bora lhe fosse levar uma ::arta a cern legoas

de distancia a um principe e trouxesse a resposta. 0 que ouvia
rebentar as arvores contou aos companheiros. Depois o andarilho deram-lhe a carta e foi. Ficou o que via ao longe corn o
relogio na mao. Faltavam cinco ruinutos para acabar a hora, e o
que estava corn o oculo deitou o oculo, e viu-o estar deitado
num monte, cançado de carrer tanto. Agarrou em tres limôes e
deu-lhe com elles no peito. 0 andarilho levantou-se de repente,
veiu a carrer, c quando cbegou ainda faltava urn minuto para acabar a hora. Entregaram a respostaa princeza. Ella nao teve mais
remedio senâo casar. 0 rei disse ao rapaz: cc Agora ella é que te
ha-de levar ao teu palacio, corn o vestido de azas a voar. Mas
toma cuidado, tira-lhe o vestido, e faz urna torre de bronze e
fecha dentro o vestido, senao ella foge. &gt;&gt; Assim foi. 0 principe
anda.va s6 a caça. Nisto veiu a mai do rapaz. Ella começou a
chorar e a dizer a mai, que naquella torre estava fechado um vestido muito rico que ella tinha. A mâi comprou um diamante, e
foi cortando a torre por detraz. Até que chegou a tirar o vestido.
A princeza mal o apanhou, vestiu-o para mostrar a mâi como
lhe estava bem. E assim que o poz fugiu. 0 rapaz quando
veiu, a mâi contou-lhe, e elle fugiu tambem, e nunca mais se
soube d'elle.
(ÜPORTO)

r8.

O LADRAO DA MAO CORTADA.

Um homem foi viajar, e deixou na terra a mulher e tres filhas.
Morreu a mulher, e elle veiu tomar conta d'ellas. Poz loja de
contrabandista. Quando as filhas ja estavam casadas, abalou e
deixou fi.car as filhas com o negocio. Elias eram muito esmoleres,
e naquella terra andava mna grande manada de ladrôes. 0 capitâ.o dos ladrôes fez um conselho a manada para ir roubar as
meninas. 0 capitào tratou de se vestir de mulher velha, e um
dia quasi a noite, foi pedir dormida as meninas, ficando a manada
escondida ali perto. As meninas responderam que nào lhe podiam

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CONTOS POPULARES PORTùGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

dar dormida. Elle ateimou, e pediu que lhe dessem nem que
fosse na cozinha ao lado do lume. A mais velha, e a do meio
nâo lhe quizeram dar agasalho, mas a mais nova teve pena, e
deu-Jh'a. 0 ladrào entrou para dentro e deu tres maçàs, uma a
cada uma. As duas mais velhas trataram de camer as maçàs, mas
a mais nova guardou a sua no seio. Fizeram a ceia, e deram de
cear ao ladrao. Depois as duas mais velhas foram-se deitar. Diz a
mais nova : &lt;&lt; Voçês deitem-se, que eu fico acordada para vêr o
que a velha faz ao pé do lume. » As duas mais velhas, coma tinham comido as maçàs, que eram de encanto, adormeceram logo.
A mais nova, coma nào comeu a sua, estava deitada mas acordada . 0 ladrào quando deu tempo de ellas estarem a dormir, levantou-se, e foi ter com ellas à cama para vêr se estavam dormindo. As duas mais velhas, por via das maçàs, estavam ferradas
a dormir; a mais nova esta va acordada, mas fingiu que estava a
dormir. 0 ladrâo poz entao uma cesta que trazia, e tirou d'ella
uma mao definhada (de finado) e accendeu-a e po-la no meio da
sala. (A mao de finado emquanto esta accesa, ninguem mais
acorda naquella casa, e para a apagar é preciso ser corn vinagre.)
Depois abriu a porta e tocou numa trombeta para chamar a manada dos ladroes que estava escbndida . Neste comenos a mais
nova que estava acordada, fechou-lhe a porta, e fi cou deotro corn
a luz (a mio) accesa, e o ladrào de fora. A porta tinha um buraco gateiro, e o ladrâo nào fazia senào gritar que ella lhe desse a
mao de finado, e o mais que elle la tin ha deixado. Mas ella o que
fazia era grirar pelas irmâs. Elias nào podiam acordar por
causa das maçâs que tinbam comido. 0 ladrâo pediu que apagasse a mào c que lha desse. Ella apagou-a corn vinagre, e depois
quando o ladrào rnetteu o braço para ella !ha dar, a mais nova
foi corn uma espada e cortou-lhe a mâo. 0 ladrao depois foi-se
embora sem a mâo e foi-se curar. As duas - irmàs assim que a
mais nova apagou a mâo de finado, acordaram logo, e ja nâo
chegaram a vêr ella cortar a mâo ao ladrào. Depois a mais nova
pegou na mào e enterrou tudo. 0 ladrào disse para os compa-

nheiros que as havia de matar todas tres. 0 ladrâo fez uma luva
para vestir, fingindo que trazia mâo. Alugou depois uma casa
defronte da casa onde as meninas tinham o seu negocio, e foi
p6r tambem negocio de contrabaodista. Depois namorou-se da
mais velha. Casou corn ella. Um dia disse a mulher que ella
havia de ir com elle
terra vêr uma grande fu1icçao que la
havia . 0 ladrào quando chegou a mna serra, viu um chafariz, e
foi beber agoa mais ella. Depois mais adiante cbegou a uma
pedreira e disse : « Abre-te, perola! » Abriu-se logo uma mina.
A mulher ficou coma a ternura da noute (sic) quando viu aquillo,
por se vêr debaixo do chào. Depois o ladrào disse : « Fecha-te,
perola », e ~ mina fechou-se, e elles fi.caram debaixo do chào.
Foram andando e foram ter a mnas salas muito grandes. Depois
d'abi a bocado ouviu-se a manada dos Jadroes. Disse o ladrâo
para elles : « Aqui esta a primeira! » Depois perguntou a mulher quem lhe tinha cortado aquella mâo, e tirou a luva. Ella disse
que nâo sabia. 0 ladrào entào deu-lhe uma maçà e tres chaves, e
disse-lhe que ab risse dois q uartos, mas nào abrisse o terceiro, e visse
o que estava nelles, e que quando elle viesse que lhe ha via de dar
a rnaçà. Ella guardou a maçâ no seio. Foi vêr o primeiro quarto.
Eram barricas de ouro em p6. 0 segundo estava todo cheio de
brilhantes e toda a especie de riqueza. Ella fi.cou muito admirada,
e disse : &lt;&lt; Quando isto é nestes dois quartos, o que far:i naq uelle
que elle me prohibiu de vêr ! » Depois foi ao terceiro quarto e
abriu a porta. Ao tempo que abriu a porta, caiu-lhe a maçâ do
seio e pisou-se. Ella apanhou outra vez a maçà e tornou -a a
metter no seio. 0 quarto estava cheio de gente morta. 0 ladrào
que estava corn os companheiros, mal a mulher abriu a porta do
terceiro quarto, sentiu logo e voltou para traz. Chegou a mina e
perguntou a menina se tinha ido vêr os quartas. Ella disse que
tin ha ido vêr os dois. 0 ladrao pediu-lhe a maça. Ella deu-lh'a,
e elle mal a viu pizada, disse : « Ai! que me és falsa ! » Matou-a
logo, e po-la no terceiro quarto com os outros mortos. Depois
tratou de se dirigir para onde estavam as outras duas meninas,

a

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CO TOS POPULARES PORTUGUEZES

na loja. As irmàs perguntaram-lhe pela irmà, e elle disse que
ella tinba gostado muito da terra e elle que a tin ha deixado lâ
ficar. Depois o ladrâo, para as enganar, escrevia por mâo d'elle
ca11as, como se fosse ella. D'onde veiu uma carta, em que a mais
velha con vida va a segunda para ir la. Ella acreditou e foi. E o ladrâo fez o mesmo que corn a mais velha e matou-a e botou-a ao
mesmo quarto. Depois tornou-se a dirigir para a loja onde esta va
a mais nova. Elle tornava a escrever cartas das duas para a 'mais
nova. Mas ella nào acreditava. 0 ladrao dizia-lhe que ella tioha
um !!l'ande
casarnento na terra. A mais nova nâo se queria fiar,
I:&gt;
mas tantas erarn as cartas que ella sempre foi. 0 ladrâo fez
quando la chegou o mesmo que corn as outras irmâs. Quando
chegou a pedreira, ella ouviu dizer : &lt;&lt; Abre-te, peroJa », e depois :
« Fecha-te, perola. » Ella logo aquillo ficou-lhe no ouvido para
lhe nâo esquecer. Quando chegou tal sala, o ladrào perguntoulhe se ella sabia quem é que lhe tinha cortado a mâo. Ella disse
que nào sabia, que talvez fosse alguma &lt;las suas irmâs. 0 ladrào
entâo deu-lhe as tres chaves e a rnaçà, e disse-lbe o IJ]esmo.
Ella viu o primeiro, depois viu o segundo, mas ao terceiro nâo
foi. O ladrâo como nâo sentiu que ella foi ao quarto, nâo voltou
a pedreira, e continuou a andar pelas serras. Andava um principe caça e trazia grandes joias consigo. Os ladrôes deixaram-no
muito ferido para o roubarem, e depois deitaram-no por um buraco, donde elle foi ali pelo subterraneo ao terceiro quarto
donde cstavam as mortas. A menina que estava no subterraneo,
nâo fazia senâo a limpeza, fazia as camas, e fazia o comer para os
ladrôes, e nas horas vagas, ia para a bocca da mina dizer :
« Abre-te, perola. Fecha-te, perola », para vêr se ella tambem se
abria. No dia seguinte o ladrao e os companheiros arrecolheramse a mina. Elle preguncou :i menina quantos quartos tinha visto.
Ella disse que dois. 0 ladrâo pediu-lile a maçâ, e ella estava
inteirinha. 0 ladrào entâo disse para os companheiros, que
aquella é que havia de ser a sua mulher verdadeira, e que se
alguem lhe tocasse, que o mandava matar. Elle de dia ia roubar

a

a

CO. TOS POPULARES PORTUGUEZES

1 57

e ella fi.cava no subterraneo a fazer o corner e a tratar de tu&lt;lo.
Um dia a menina foi ao terceiro quarto, e viu as irmàs mortas.
Foi seguindo depois pelo quarto dentro, e sentiu uns gemidos
que era o principe, que os ladrôes tinham roubado. Ell':_ pr~guntou-lhe o que elle tinha e elle contou-lhe tudo. 0 ladrao unbalhe rnostrado um unguento, que diz que era um balsamo para
curar toda a ferida. Ella disse para o principe· que se elle guardasse segredo, ella curava-o, e dava-lhe de corner. Ella disse-lhe
que se os ladrôes ali fossem, que elle se fingisse morto. Tratou de
cura-lo e todos os &lt;lias lhe ia ao quarto darde corner. Ella, um
dia, qu~n&lt;lo viu que o principe ja estava bo_m, arranjou dua~
cavalo-aduras, rou~ou tudo quanto os ladrôes trnham, e chegou a
pona°e disse : &lt;&lt; Abre-te, perola &gt;&gt;. Depois ~ugiu c?m o princ~pe.
O ladrâo mal ella fugiu, conheceu que hav1a nov1dade na mma,
e voltou corn os companheiros, mas ja ella tinha fugido. Eram
tres caminhos que iam pela serra, e o principe e a menina f~ram
por um d'elles. Os ladrôes depois foram pelo rnes~o cammho
atraz d'elles. Ella olhou para traz e viu os ladrôes, e dtsse: « Que
ha de ser de nos? &gt;&gt; Desceram a u ma baixa num alvoredo, amarraram os cavallos, e ia um lavrador corn tres carros de palha, e
ella pediu-lhe se os deixava esconder naquella palha. 0 l~vrador
disse que sim, e mandou parar os carros, e amarrou os bois a um
pinheiro. · O principe e a menina esconderam-_se nu~ carro. ~
ladrâo cht&gt;gou ao lavr-ador e perguntou-lhe se tmha vtsto por ah
pa sar um homem e uma mulher. 0 lavrador disse que _nâo. 0
ladrao começou a vêr o ::arro detraz da palha e o do me10, mas
como nâo encontrou ninguem, nâo foi vêr o da frente. Depois
foram para o outro caminho. Depois o principe e a
menina sairam da palha, montaram a cavallo, e foram para
a cidade. O rei como lhe faltasse aquelle fi.lho ha uns poucos de dias vivia muito triste. 0 principe chegou e foi-se apresentar ao r~i corn a menina, e contou ao pai o que lhe tinha
acontecido. O principe casou logo com a menina. 0 rei maudou
logo por decretos annunciando o casamento. 0 ladrào da mào

�59

CONTOS POPULAR.ES POR.TUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

cortada mal ouviu o decreto, vestiu-se e veiu para a capital para a
matar. 0 ladrio em segredo escreveu a menina. A menina chegou-se ao principe, e pediu-lhe uma graça naquelle dia : que lhe
desse o melhor leào e a rnelhor espada, e que nâo fosse dormir
corn ella naquella noite. 0 principe disse que sim. Ella poz o
leào ao pe da cabeceira. Depois a cabeceira para os pés, e pegou
na espada. 0 ladrâo quando viu que ella estava deitada, deu-lhe
com a espada para a matar, mas ella que estava do outra lado
chamou o leâo, e o leào agarrou-se a elle, e ella corn a espada
matou-o. 0 principe que sentiu aquelle barulho, veiu e viu-o
morto. Foram dar parte ao rei. 0 rei mandou uma divisâo ao
outra dia para a serra. Os ladrôes estavam dentro da mina. A
menina chegou e disse : &lt;&lt; Abre-te, perola. &gt;&gt; A tropa entrou, e
dei cou fogo as pedreiras, e elles rnorreram todos debaixo do châo,
e eu era soldado no tempo e quando vi isto vî-me embora.

rem. Vieram duas macacas, mna velha e outra nova e fizeram-no
ir para a mesa a comer tambem corn os rnacacos. Elle comeu, e
depois a macaca velha foi buscar uma avelâ e entregou-lh'a. A
macaca nova nunca o desamparou e nào fazia senào fazer-lhe
festa. 0 principe um dia veiu para a janella, e viu muita tropa,
mas tudo eram macacos, e muitos trens e carruagens, mas todos
puchados a macacos. A macaca velha e a nova saltaram para
dentro de uma carruagem e fizeram com que elle fosse tambem.
0 principe vinha muito admirado, mas ao rnesmo tempo muito
triste porque nâo via senâo macacos por toda a parte. Os irmâos
estavam na serra a espera d'elle, quando o avistaram, corn aquelle
grande exercito de macacagem. Elles queriam fugir corn medo,
mas ao final sempre foram vêr o que era. 0 irmâo entào saiu do
carro aonde vinha e foi abraçar os irmâos. A macaca velha ficou
na carruagem, mas a macaca nova sain com o principe accompanhada por muitos macacos corn armas. Os irmâos mostraram a
espada de ouro e o ramo, e elle muito envergonhado mostrou a
avelà. Os irmàos foram para o palacio a cavallo, e elle metteu-se
na carruagern e foi tambem com os macacos. Quando chegaram
perto do palacio, o exercito fi.cou parado, e a macaca velha e a
nova e o principe foram ter corn o rei. Os principes entregaram
cada um ao rei a sua prenda. 0 rei foi ter corn o mais nova e
perguntou-lhe o que elle trazia. Elle disse-lhe a chorar que lhe
trazia sé aquellâ avelâ e aquellas macacas. Depois pediu licença
ao rei para deixar entrar o exercito dos macacos. 0 rei disse que
sim. Entâo todos os macacos que eram officiaes, mal chegaram ao
pé do palacio logo se tornaram em gente, ea macaca velha fez-se
numa rainha, e a nova numa princeza mais· linda do que o sol.
0 rei fi.cou muito contente e ne:,se dia deu um grande banquete
a toda aquella cône. Depois naquelle dia haviam de se apresentar as prendas para se vêr qual era a melhor. 0 mais velho apresentou a espada de ouro; o do meio apresentou o ramo de
ouro corn a corôa; o mais nova como tin ha dada a avelâ ao pai,
nâo apresentou nada. 0 pai disse entâo que a prenda d'elle tam-

(ÜPORTO)
I 9, OS MA CA COS
(VARIANTE)

Era um rei corn tres filhos. Todos tres queriam o reiuo. O rei
mandou-os carrer terras, e disse que o que lhe trouxesse a melhor
prenda seria o senhor do reino. Chegaram a uma montanha e
viram tres caminhos. Cada um foi pela seu. 0 mais velho encontrou uma espada de ouro. Corno tinham combinado que logo
que achassem alguma prenda haviam de voltar atraz e esperar
pelas outros, o mais velho assim fez. 0 segundo achou um rama
de ouro corn uma. corôa tambem de ouro no mesmo ramo. Voltou para traz e veiu encontrar-se corn o innâo mais velho. 0 mais
novo uâo encontrou nada. Foi indo, foi indo, e ao fim de uns
poucos de &lt;lias entrou numa cidade onde tudo eram macacos.
Entrou por um palacio dentro, e chegou a um salào e viu uma
mesa posta com tudo quanta era bom, e muitos macacos a come-

1

�160

CO~TOS POPULARES PORTUGUEZES

hem havia de apparecer. Foram buscar a avelà e pozeram-na em
cima da mesa. A macaca disse entào para o rei: « Vossa Magestacle é que deve partir a avelà pela sua propria mâo. &gt;&gt; 0 rei partiu-a e logo sahiram de dentro sete corôas de ouro. Depois o rei
chamou o conselheiro mais antigo, para vêr quai das preodas era
a mais rica. 0 conselheiro disse que as sete corôas da avelâ erâo a
prenda mais valiosa, mas que se devia dar ao mais velho, o da
espada, o reino, porque o do meio tinha uma corôa no ramo,
que era um reinado; o mais nova tinha sete corôas q~e eram
sete reinados. Ficaram todos muito contentes, e o mais nova
casou corn a princeza, que era a macaca.
(ÜPORTO)

20. 0 PALACIO DOS ESPINHOS

(Versâo portugueza de La Belle ati bois dormant : é perfeitamente fiel a versâo de Perrault, e creio que dir ctamente d'elle
tirada, ainda que o homem que m'a contou nàosabia Ier.)
Encontra-se o episodio de uma fada lhe pronostic.1r que morr ria por causa de um fuso. Por mais que se eyita ella fere-se.
Encancada a dormir por cem annos. Fica tudo e~cantado com
ella. 0 castello fica ro&lt;lea&lt;lo de espinhos. Um principe a caça,
peraunra o que é aquillo. Elle vae a entrar, e a medida que entra
vâo~se os espinhos afastan&lt;lo. Chega ,lO palacio, vê a menina a
dormir, e arraoca-lhe o espinho do fuso da mâo. Ella ressuscita,
e elle casa corn ella.
(ÜPORTO)
2I. 0 GlGA TE

m pai tinha tres fiJhos. 0 mais velho quiz a sua parte e foi
correr mundo. Foi servir para casa d'um mercador. Um dia o
irmào segundo quiz ir ter corn elle. Como o pai nâo qu ria
deixa-lo, foram os dois irmàos e o pae. Chegararn, aaventura, a

CONTOS POPULARES POR'I'UGUEZES

161

casa do mercador. Li perguntou o pai pelo filho, até que elle
lhe appareceu. Depois foi o pai, quando o achou~ corn os tres
filhos para casa. Perderam-se no carninho e metteram-se a um
alvoredo. Corno ja era noite, ficaram ali a dormir aquella noite.
Mas o mais novo nâo dormiu. Sentiu cantar umas ràs, e logo
viu que ali havia lenteiros (terrenos humidos). Dirigiu-se para la,
mas as râs cantavam sempre cada vez mais longe. Até que foi
dar a um paJacio que tinha tres Juzes. Viu uma menina estar ao
pé da janella, e elle pediu-lhe um copo d'agua. Ella deu-lh'o e
&lt;lisse-lhe se elle era capaz de a desencantar e mais as tres irmàs e
ao pai, que o seu encanto era urn giganre. 0 rapaz volrou para o
monte e la no fundo de uma cova viu estar um gigante a assar
um boi. 0 rapaz foi-se a elle e pergunrou-lhe para que cra
aquelle frango que elle esrava a corner. 0 gigante ficou muito
admirado de elle chamar aquillo um frango. 0 rapaz disse-lhe
que costumava corner tr s d'aquelles ao jantar. 0 gigante entào
disse que elle havia de corner agnelle senào que o matava. O
rapaz disse que sim, e como nâo podia mecher o boi, disse ao
gigante que elle é que o havia de voltar. Quando o viu assado,
comeu um bocado até se fartar e depois disse ao gigante que o
nâo queria, que estava mal feito. 0 gigante comeu-o. Dl!pois
disse-lhe que fossem vêr quem era capaz de subir mais depressa
a escada do palacio. 0 rapaz disse que sim; mal la cheuou, subiu
muito depressa, agarrou numa grande bôla de ferro, e atirou-a
a cabeça do gigante que o matou. Logo a primeira princeza se
desencantou. Ella disse que o encanto da segunda era um mocho.
0 rapaz matou o macho e a segunda licou desencamada. Dcpois
a primeira disse-lhe que o tncanto da terceira era um galgo. O
rapaz armou-lhe um laço e desencancou-se a terceira, e o rci,
pai d'ellas. Depois o rapaz voltou para onde estava o pai e os
irmâos ainda a dormir. Quando acordaram foram a uma estal
lagem, onde ja estavam o rei e as tres filhas desencantadas. A
primeira casou com o rapaz e as outr:J.S casaram cada uma corn o
seu irmào, e ficaram depois todos juntos e muito felizes.
(ÜPOR,TO)
Il

�162

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

22. 0 FEITICEIRO.

Era um pai e quatre filhos. Os dois mais velhos eram carvoeiros. O terceiro foi correr mundo: chegou a uma terra para servir e foi ter a uma casa. 0 douo preguntou-lhe se elle sabia lêr;
elle disse-lhe que sim, e o amo mandou-o embora, e disse-lhe
que nâo lhe servia . 0 rapaz veiu para casa e contou ao irmâo
mais uovo. Elle sabia muito bem lêr, mas foi a tal terra procurar o mesmo amo. Elle preguntou-lhe se elle sabia lêr e o rapaz
disse-lhe que nao. Depois ficou. 0 amo era feiticeiro e tinha muitos livres debaixo da cama. 0 rapaz começou a lê-los, e quando
.o anno do ajuste estava quasi a acabar, fugiu e levou consigo o
livre melhor que encontreu. Em casa nâo fazia senâo estudar.
Os irmâos que ganhavam muito dinheiro nao queriam repartir
corn elle. O rapaz quando se viu prompto, fez-se num galgo e
pediu ao pai que o levasse a uma feira para o vender, mas que
nâo vendesse a coleira que elle levava. 0 pai assim fez. Vendeu-o par muito dinheiro, e o galgo depois fugiu dos homens que
o tinham comprado e fez-se outra fez em gente e veiu ter corn o
pai. Quando o dinheiro se acabou, o rapaz fez-se num cavallo,
e disse ao pai que uào vendesse o freio, que era nelle que estava
a virtude. 0 pai assim fez; como lhe deram muito dinheiro
pelo freio, vendeu-o tambem. Um dos homens qu~ o tin~1an~
comprado era o feiticeiro, que sabia que o rapaz hav1a de 1r al1
feito em cavallo, e foi elle quem quiz comprar o freio. 0 feiticeiro nâo lh'o queria tirar, mas um dos companheiros quando
chegou a estallagem, e em quanta apanhou o feiticeiro enterticlo
tirou o freio ao cavallo para lhe darde corner. 0 cavallo mal se
viu sem o freio fèz-se logo numa ra e atirou-se a um regato de
agoa; o feiticeiro fez-se num peixe para ir corner a râ; a râ
fez-se num passarinho e assubiu ao ar; o feiticeiro fez-se num
gafranhoto (milhano) para corner o passarinho; o passarinho foi
para o beiral de um telhado e fez-se num anel que se enfiou no
dedo de uma menina que e~ta va a janella. 0 gafranhoto fez-se uro

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

homem e pediu a menina para lhe vender o anel, que lhe dava
muito dinheiro. A menina ia a dar o anel ao feiticeiro, e elle
caiu-lhe no chao e fez-se ern milho; o feiticeiro formou-se numa
gallinha para corner o milho ; o milho depois formou-se numa
rnposa e comeu a gallinha que era o feiticeiro. E assirn o rapaz
venceu e ficou corn t0da a riqueza do feiticeire e veiu para casa
do pai.
(ÜPORTO)

23.

0 GATO MIS MIS.

Versâo fidelissirna do Chat botté de Perrault. Todos os pormenores os mesmos. 0 dono é chamado marquez de Caramba.
0 gato tem medo do verdadeiro marquez que era feiticeiro. Elle
vai visita-le. 0 marquez faz-se numa onça e o gato foge para
cima de uma trave todo assustado. Depois o gato pede-lhe que
se faça num rato, e elle come-o. No fim depois do moleiro ter
casado coma filha do rei, o gato andava sempre dizendo que se
nâo fosse elle o amo nào tinha sida feliz. A princeza um dia
ouviu, e preguntou-lhe o que era que o gato lhe dizia. 0
moleiro contou-lhe. Ella muito zangada escreveu ao rei contandolhe tudo. 0 rei veiu, mandou matar o moleiro e fi.cou outra vez
corn tudo e levou a filha para o palacio. (Esta ultima parte é da
versào portugµeza.)
(ÜPORTO)

24.

0 RAPAZ E O GIGANTE.

Era uma vez dois irrnaos. 0 mais velho foi carrer mundo e
foi servir. 0 amo fez corn elle o ajuste que o pritneiro que se
zangasse perdia as soldadas, e o que ganhasse havia de tirar ao
outra uma correia de pelle das costas. 0 rapaz acceitou. 0 arno
ao principio dava-lhe de camer, e mandava-o pastar ovelhas para
um monte. Depois cada dia lhe ia dando menos de corner, até
que a final nào lhe dava nada. 0 rapaz jà nâo podia, até que se

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

zangou com o amo. 0 amo entao tirou-lhe uma correia das costas e nâo lhe pagou a soldada. Depois mandou-o embora. 0
rapaz veio rntlÎto triste para casa, e contou ao irmào mais novo.
0 irmâo disse que elle é que la queria ir, para vingar o irmâo.
Foi, ajustou-se e passou-lhe o mesmo. Mas o rapaz, como o
amo nâo lhe dava pâo, cada dia matava no monte uma ovelha e
comia-a assada. A' noite o amo &lt;lava por falta do carneirn, mas
nâo se queria zangar. Até que a final o amo, como lhe iam faltando sempre as ovelhas, zangou-se corn o criado. 0 rapaz queria que elle lhe pagasse a soldada, e queria tirar-lhe a correia das
costas. Mas o amo disse-lhe que o mandava a casa de um compadre para elle lhe pagar. Corno o rapaz disse que nâo sabia
escrever, mandou-o corn uma carta ao compadre que era um
gigante, para elle o matar. 0 rapaz no caminho Jeu a carta, mas
nâo disse nada. 0 gigante quando o viu depois de lêr a carta,
começou a mandar-lhe fazer serviços muito pesados, como o
compadre lhe tin ha dito. Deu-lhe uma corda muito grande para
elle a trazer cheia de lenba. 0 rapaz foi para o pinhal e começou a atar o pinhal todo c disse ao gigante que era para o trazer, que escusava de andar sempre aos caminhos. 0 gigante,
quando viu isto, -ficou assustado, e nâo quiz, e o rapaz disselbe entâo que trouxesse elle o feixe, que elle por isso nào se
incommodava. Depois o gigante mandou-o buscar uma pipa de
agua a uma fonte. 0 rapaz começou a ca var a fonte, e o gigante
ficou muito assustado e nào quiz. 0 rapaz entâo disse-lhe que
levasse a pipa, que elle por isso nâo se incommodava. Depois
o rapaz furou um pinbeiro, e tapou o buraco. Foi dizer ao
gigante que elle nào era capaz de furar o pinheiro corn o dedo.
0 gigante foi e partiu o dedo. 0 rapaz foi ao buraco e fingiu
que o furou. 0 gigante ficou muito espantado e mandou o
rapaz embora e pagou-lhe a soldada. Depois o rapaz foi a casa
do amo antigo, apanhou-o e tirou-lhe a correia &lt;las costas. Foi
entâo para casa e mostrou ao innào e foi pôr-lha nas costas.

2 5. A MORTE QUE FEZ UM HOMEM RICO.

(ÜPORTO)

Um homem tinha m·uitos filhos, e ja todos os homens da
freguezia eram seus compadres. A mulher alcançou outra vez,
e ~ront_a estava para parir; o homem que nâo queria pedir a
mais mnguem abalou de casa. Encontrou no camiuho um
homem muito desfigurado, que lhe perguntou onde elle ia. Elle
contou-lhe, e o homem disse-lhe que voltasse para traz, que elle
era o seu_ padrinho. Assim foi. Quando acabou o baptizado, 0
homem disse: cc ~ompadre, repare bem para mim, para me conhecer onde quer que me encontrar. Eu sou a Morte. Tu,
muda de casa e faz-te meJico, que has-de ganhar muito dinheiro. Em tu me vendo aos pés da cama de qualquer doente, é
porque elle escapa. Ern tu me vendo a cabeceira, é porque elle
morre. » 0 homem assim fez; começou a ter muita fama, e
ganhava muito dinheiro, e jâ estava muito rico mais os filhos.
Num dia a Morte chegou-se ao pé d'elle e disse-lhe : « Bern
agora ja te fiz rico, mas hoje chegou a tua vez e venho matar-te. &gt;:
0 homem pediu muito que o deixasse viver mais um anno. A
Morte consentiu. 0 homem entào mandou fazer uma torre de
bronze, corn as paredes muito grossas, para a Morte la nâo
entrar. Quando o anno estava quasi a acabar, elle mandou fazer
um anel de ouro, metteu-o no dedo, e fechou-se na torre.
Estava lâ a jantar, e appareceu-lhe a Morte ao pé d'elle. Elle
muito assustado, perguntou-lhe: cc Ob ! comadre Morte tu por
onde éque entrastes ? &gt;, A Morte disse que pela buraco dafe~hadura.
Elle entào disse-lhe: &lt;c Ja que tu te mettestes pelo buraco da
fechadura, has-de metter-te pelo buraco d'esta cabaca. » A Morte
metteu-se e · elle tapou a cabaça com urna rolh~, e disse â
Morte: &lt;c Agora sae d'ahi para fora se és capaz. &gt;&gt; A Morte disselhe: « Oh! compadre, pois eu fiz-te tanto beneficio e tu acrora
' a rolba
o
q~eres-me aqm. deixar dentro d'esta cabaça? Tira-me
que eu nâo te faço mal. » 0 homem tornou a penmntar-Ihe s;
ella nâo lbe fazia mal. A Morte disse que nâo. Elle destapou a

�r66

CONTOS P.Ol&gt;ULARES PORTUGUEZES

cabaça e ao t~mpo que d~stapou, caiu ~as nào mprto, e a morte
roubou-lhe o anel. Elle disse: cc Oh! co01adre, entâo tu promettestes-me que me nâo matavas, e agora queres-111e matar. Deixame ao menos rezar um padre nosso e uma ave-maria pela rninha
alma. » A Morte consentiu. Elle que faz? Começou a rezar o
padre nosso até ao meio , e depois tornava começar. De modo
que a Morte nào o podia matar. 0 homem entâo saîu da torre,
e começou outra vez na sua vida. Um dia andava elle a caça e a
Morte fingiu-se de morta no meio do monte . 0 bomem chegou,
iulgando q_u e era um homem morto, disse : « Oh! pobre
homem, quem te matou? Deixa-me ao menos rezar um padre
nosso e uma ave-maria pela n11 alma. » Rezou, mas ao tempo
que acabou, a Morte levantou-se e matou-a.

a

(OPORTO)

26. JOAO PELLUDO

Lavrador casado e sem filhos. Tinha uma amiga que lhe disse
que matasse a mulher. 0 homen perguntou como a havia de
matar sem crime. A amiga disse-the que lhe desse fiaçâo ao guardar o gado . 0 marido deu-lhe dois arrateis de linho para ella fiar,
e que se o nào fizesse, que a mata va corn pancadas. A mulher
foi a chorar, e encontrou uma menina com uma roca. Ella perguntou-lhe o que tinha, e a mulher contou-lhe. A menina tirou
a sua fiaçào da roca, e ajudou a fiar a fiaçâo da mulher. A mulher
ficou com tudo fiado e foi-se embora corn o gado. 0 homem
quando a vin disse-lhe : c&lt; Vês o que vale o medo, pois amanhà
has-de fiar quatro arrateis. » No outro dia a mulher foi para o
monte, e corn a canceira da fiaçao perdeu o gado. Aquelle monte
onde a mulher ia chamava-se o « monte do urso ». A mulher
começou a procurar o gado e nâo o aèliou. Ella começou a chorar
e disse que nào ia para casa, porque o marido a matav,il,
e ficou aquella noite no monte. 0 gado chegou a casa, mas faltava
uma toura. 0 bicho urso tinha- a vindo buscar a.o monte e levou-

C0NTOS PdPULARES P0RTUGUEZES

167

a para a cova. Depois de noite veiu buscar tambem a mulher e
levou-a para a cava. Depois teve copia (sic) com ella coma se
fosse um homem. A comida d'elles no -1.mraco era sernpre came,
que o urso todas as noites ia buscar. A mulher ao fün de nove
mezes teve um filho, que tambem era filho do urso. O fil ho foi
crescendo e quando tinha tres mezes, perguntou-lhe : cc Minha
mâe, que estamos n6s aqui a fazer debaixo do châo nesta cava ? »
A mulher respondeu-lhe : cc }{6s nâo podemos sair d'aqui, porque
teu pai é o bicho que esta aqui nesta cova. &gt;l O rapaz ficou muito
zangado e disse para a mai : « Minha mài, nâo me diga que meu
pai é um bicho, meu pai é um homem. &gt;) A mulher disse-lhe
que nâo, que era um bicho. 0 filho disse : cc Pois deixa estar,
que eu vou rnatar o bicha, e escacho-o de meio a meio. E se
elle toma aqui a vi.r outra vez a lamber-me ou {t rninha mae eu
escacho-o de meio a meio. &gt;&gt; Ao fün d'este tempo o menino 'poz
os bombros â pedra que tapava a cava e virou-a, e depois sahiu e
mais a mài. ·A mâi ia quasi nua, e elle ia todo coberto de pello,
porque era muito pelludo. Foram esconder-se numas devezas de
castanheiros, até chegar a noute. 0 bicho assim que chegou ao
buraco e que os nâo encontrou, clava berros que se ouvia mais
de uma legoa. Assim que veiu a noute, o filho disse para a
mulher: cc Mînha mâe, vamos para casa de meu pai . &gt;&gt; Passaram
a porta de uma vizinha, que perguntou à mulher donde ella
vinha, que ha tanto tempo que a nâo tinha visto. Ella disse:
cc Eu venho do buraco do bicho urso, e este filho é o que eu la
fui buscar. » A vizinha disse : cc Entâo o teu homem ao-ora
nao
0
te quer, que tem la casa outra mulher. &gt;&gt; 0 filho disse : (( Nao
que elle ha de querer, senào é porque o escacho de me10 a
meio. &gt;&gt; A vizinha deu fato a mulher para ella se vestir. Foram
depois para a porta do lavrador, e bateram â porta tres vezes, sem
ninguem responder. A' quarta vez, o homem perguntou de fora
muito zangado quem estava ahi. Responde o filho : cc E' o seu
filho e a sua mulher, e abra a porta. &gt;) 0 homem nâo queria
abrir a porta, e disse que nâo tinha filho nenhum. O filho disse-

�168

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

lhe : cc Abra a porta, rneu pai, senào escacho-o de meio a meio . »
0 pai vinha para bater no rapaz, mas elle botou-lhe as unhas, e
.disse-lhe que os deixasse entrar, senào que o matava ali. A outra
mulber fugiu. 0 homem nao teve outro remedio senào deixa-los
entrar, e desde ali ao futuro fez vida com a mulher, e tratou-a
bem e mais ao filho. 0 filho nào fazia senào crescer. 0 que havia
de crescer num anno crescia num mez, e estava todo coberto de
cabello, de modo que nào precisava de faro . 0 pai tinha muito
medo d'elle. 0 pequeno andava a brincar corn os outros rapazes.
Os outros rapazes, como o viam tào cheio de cabello, nâo faziam
senâo dizer-lhe : cc Oh! pelludo, oh! bicho . ,, Elle um diazangouse e disse para os outros rapazes: « Oh! meus amigos, olhai que
se me tomais a chamar pelludo, eu escacho-vos de meio a meio. »
Foi para casa e disse para a mâi : cc Oh! min ha mâi, eu quero-me
baptizar. ,, A mâi disse : cc Pois sim. ,, Foram-no baptizar e pozeram-lhe o nome de Joao. Porém os rapazes, como elle era muito
pelludo, chamavam-lhe Joào Pelludo. Elle zangou-se e um dia
foi-se a elles, e moeu-os de pancadas. Joâo Pelludo quiz ir para a
escola. Disse a mài que os mais rapazes sabiam lêr e entâo que
elle tambem queria aprender. A mâi disse que sim. Joâo Pelludo
foi para a escola, mas os rapazes nào faziam senâo chamar-lhe
pelludo. Elle moia-os de pancadas. Um dia num campo havia
uma pereira muito ramalhuda, e jantararn todos a sombra
d'aquella pereira os rapazes e o Joâ:o Pelludo. Trataram de fazer
ali uma comida, e cada um havia de dar a sua cousa. Perguntaram ao Joâo Pelludo se elle queria dar alguma causa. Elle disse
que sim. Foi a màe pedir-lhe alguma cousa, e a mai deu-lhe
um focinho de porco. Foram para debaixo da pereira e ali comeram tudo. Depois os rapazes disseram uns para os outros: cc Oh!
rapazes, n6s havemos de matar aqui o Joâo Pelludo. F.ingimos que
queremos trepar a pereira e nâo podemos, depois elle vae, e quando
a gente o v.ir la matamos-lo a pedradas. &gt;&gt; Assim foi. Mal elles la o
pilharam, entraram a dar-lhe pedradas. Elle de cimacomeçou agritar: « Estai quietos, senao desço e mato-vos a rodos. ,&gt; Elles nao fize-

ram caso. J oào Pellu do desceu, arrancou a pereira, efoi-se aosrapazes
e matou-os todos. Foi para casa e contou a mai o acontecido. A mai
ficou muito triste a chorar o que havia de ser ·d'ella. As mais dos
mortos e os pais juntaram-se todos em casa da mâi a clamarem
justiça. 0 Joao Pelludo foi-se a elles e matou-os todos. E depois
foi para a escola sem se importar corn a justiça. Donde nessa
escola andavam os filhos do rei e muitos fidalgos. Nao faziam senâo
chamar-lhe pelludo e bicha. Joào Pelludo tornou a avisa-los.
Como elles cominuaram, foi-se aos dois fi.Ibos do rei e matou-os.
0 outra que ficou fugiu e foi dar parte ao rei. 0 Joâo Pelludo
chegou a casa e disse para a mâi : « Minha mai, eu matei os filhos
do rei, agora vou para o monte, para uma cava. Diga a meu pai
que me mande fazer umà bengala de quatro quintaes de ferro de
peso, e se alguem aqui me procura, que va ter comigo ao monte,
que eu la estou . » 0 rei tratou logo de mandar muita tropa para
prender o Pelludo. Foram ter com elle ao monte. Joao Pelludo
encostou-se a um pinheiro, e deixou chegar a tropa a beira d'elle,
e assim que elle viu que vinham ao pé, botou a mào ao pinheiro, arrancou-o e deixou-o cair par cima da tropa, onde matou
a maior parte d'ella. Arrancou outra pinheiro e deixou-o cair para
outra lado. Alguns que escaparam trataram de fugir para palacio
a dar parte ao rei. 0 rei disse que nào lhe queria fazer mal
nenhum, que s6 queria que lh'o levàssem a sua presença para vêr
que qualidade de homem elle era. 0 Joâo Pelludo, assim que deu
cabo da tropa foi para casa outra vez, e perguntou ao pai se tinha
a bengala prompta. 0 pai disse que nao. Joao Pelludo disse ao
pai que tratasse de lh'a arranjar, senao que vinba e que o escachava. Neste comenos, foi outra força de tropa procura-lo ao
monte. Mas como o nào encontraram, foram-se embora. 0
homem que o Joào Pelludo queria por força que fosse o pai, foi
ter corn doze ferreiros, para lhe fazerem a bengala. Juntaram-se
os doze ferreiros, cada um deu o ferro que tinha e juntaram-no
num monte a vêr se cbegava ao peso da bengala. Fizeram-na, e
depois perguntaram os ferreiros : cc Entâo quem é que ha-de agora

�170

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

vir buscar a bengala? » 0 Joâo Pelludo disse logo : « Ora essa !
quem a ha-de levar, sou eu mesmo. » Os ferreiros ficaram muito
admirados e disseram : « Pois entâo nés somos doze e nâo
podemos corn ella, e tu sé é que a bas-de levar? » Joâo Pelludo
perguntou : « Quanto costou a bengala? &gt;&gt; - cc Doze moedas »,
disseram os ferreiros. &gt;&gt; - « Pois se eu a nâo Jevar, perce vinte e
quatro. » Fizeram a aposta, e o Joào Pelludo pegou e metteu o
dedo mendinho debaixo da bengala e voltou-a logo. Depois o
Joâo Pelludo pegou na bengala e foi-se embora. Foi
correr terras. Chegou a beira de um rio, onde estava um
gigante deitado. Pregunta elle ao gigante : « O que estas
tu ahi a fazer ? &gt;&gt; Responde-lhe o gigante : « Escou aqui
para passar gente neste rio, porque eu chamo-me rio bom e rio
mau. &gt;&gt; Perguntou-lhe o Joâo Pelludo : « Entâo porque é que tu
te chamas assim? &gt;&gt; - « E' porque eu quando quero ponho este
rio bom, e quando quero ponho-o mau. » Diz o Joâo Pelludo:
« Ora, anda d'ahi e vem comigo, que eu pago-te a soldada. &gt;&gt;
Chegaram ao cimo de um monte e encontraram outro gigante a
arrancar pinheiros. Arrancava um de cada vez. Preguntou-lhe o
Joào Pelludo: « Que andas tu ahi a fazer, oh ! gigante ? &gt;&gt; Elle
respondeu : cc Eu ando aqui a arrancar estes pinheiros. &gt;&gt; 0 Joâo
Pelludo agarrou na bengala e arrasou logo o pinhal de uma vez.
Depois disse-lhe : « Agora jâ nâo tens que fazer, pega em ti e vem
comigo, que eu pago-te a soldada. &gt;&gt;Chegaram a outra montanha,
e andava outro gigante a arrasar as serras dos altos para os
baixos. Donde o Joâo Pellu&lt;lo pegou na bengala e arrasou logo
uns poucos de montes todos juntos, e disse ao gigante : « Anda
d'ahi, vem comigo, que ganbas o mesmo que os outras, e vamos
por ahi adiante. » E foram todos os quatro e chegaram a uma
vilJa e pediram quarte! para dormirem. Uma mulher onde elles
foram bater, disse que nâo tinba agasalho para lhe dar, mas que
lhe dav:a a chave de uma casa para elles la irem fi.car. Mas que lâ
naquella casa iam la dormir muitos passageiros, mas que nâo
tornavam a apparecer. 0 Joào Pelludo respondeu : « Ora, nessa

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

171

casa me quero ir. &gt;&gt; E disse para os companheiros para la irem
fi.car, e foram todos quatro. Entraram para dentro, e o Joâo Pelludo disse : c&lt; Olâ, meus arnigos, um ha-de fi.car aqui e os outros
vâo procurar comida. &gt;&gt;_0 rio bom foi o que fi.cou. Eiles foram a
comida e demoraram-se até muito tarde. 0 rio bom estava deitado
e ouviu uma voz dizer : « Eu caio, eu caio. » 0 gigante fi.cou
loao muito assustado, e nâo respondeu nada. A mesma voz toruiu a dizer : « Eu caio. &gt;&gt;A' terceira vez que repetiu cc Eu caio »,
o gigante disse : « Pois cae, mas nâo caias ca por cima de mim »,
e estava todo cheio de medo. Assim caiu aquella abentesma, com
a figura de um homem velho, e disse para o gigante : « Levantate d'ahi, que temos de ir jogar um jogo. &gt;&gt; E foi buscar uma duzia
de espadas, codas num molho, que reluziam como prata, e uma
s6 ferruaenta. Chegou ao pé do gigante e disse-lhe : &lt;&lt; Tu qual
0
.
l'a
com estas doze ou com esta s6 ? &gt;i 0 g1gante
queres , 1· oaar
b
'
entendeu que as doze tinham mais força que uma so, e
escolheu as doze. Foram jogar. A espada ferrugenta era de
ferro e as doze luzidas èram de vidro. 0 abentesma foi despedaçand~ todas, e depois matou o gigante, e partiu-o aos pedaço~ e
metteu-o numa bacia, e metteu a bacia dentro de um armano.
Chegaram os outros de féra, nào viram luz accesa. 0 }oâo Pelludo começou a chamar por ~lie tres vezes. Como elle nao resp?n;
deu, disse para os companhe1ros : « Querem ver que elle fugrn_Pois se o encontro, nâo lhe deixo senâo as orelhas. &gt;&gt; Depo1s
foram fazer a comida para os tres. Na outra noute seguinte, disse
0 Joâo Pelludo para os dois companheiros: cc H~je fica u~, mas
nao faca como fez o outro, e 116s vamos arranpr a com1da. »
ficou ; arranca-pinheiros. A' meia noite ouviu a vo_z a ?izer : « Eu
caio &gt;&gt; ( o mesmo). O arranca-pinheiros logo .â pnme1ra vez lhe
disse, ainda corn medo, mas com menos medo do que o outro :
« Pois cae para ahi ! ii (Depois o mesmo até a morte dentro da
bacia.) Chegou-se a terceira noite ( o mesmo); fi.cou o arras~-se~ras.
Aconteceu O mesmo e morreu. Chegou o Joâo Pelludo a n01te e
começou a chamar por elle. Como elle lhe nào respondeu, jul-

�r72

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

gou que elle tinha fugido como os outros, e fi.cou desesperado.
Depois foi accender o lume para fazer a comida para elle s6.
Ouviu a mesma voz a dizer : « Eu caio. » Diz elle : « E's tu Rio
bom? anda la que eu ci te espero. » Ouviu outra vez a voz a
dizer: cc Eucaio ». Dizelle: cc E'stuArrancapinheiros?anda la que
eu câ te espero. » Ouviu a voz terceira vez : « Eu caio. &gt;&gt; Diz elle
c&lt; E's tu Arrasa serras? anda la que eu câ te espero. &gt;&gt; Tornou a
voz : cc 'Eu caio. » Diz elle: cc Cae ou nào cae, seu f .... de p.... ,
olhe que o racho corn a bengala. » Caiu entào um braço. A'
segunda vez, caiu outro braço. 0 Joào Pelludo disse entào todo
desesperado : « Cae por uma vez, seu f .... de p .... » Caiu o resto,
e fez-se tudo na mesma abentesma corn a figura do homem velho.
Ao tempo que caiu a abentesma disse : cc Olâ, estas a cozinhar,
levanta-te, que quero ir pelejar contigo. &gt;&gt; 0 Joào Pelludo
poz-se a assobiar, e nem sequer olhou para o velbo. 0 velho vae e
poz-se-lhe a mijar no turne para lh'o apagar. 0 Joào Pelludo
zangado arrumou-lhe corn a bengala, que o espernegou logo. 0
velho disse: cc Ola, tu tens assim valentia, pois havemos de jogar
mn bocado de espada. Diz o Joào Pelludo : &lt;c Eu nào preciso de
espada, tenho aqui a minha bengala para jogar corn ella. Talvez
fosses tu, que me &lt;lestes cabo dos meus companheiros. » 0
velho disse : cc Fui, e faço-te a ti o mesmo se tu nao te habilitares
a jogar a espada comigo. &gt;&gt; 0 Joào Pelludo disse : « Pois sim,
vamos la jogar corn uma espada. » 0 velho foi buscar as espadas
para elle escolher. 0 Pelludo escolheu a ferrugenta. 0 velho
queria que elle escolhesse as outras, mas o Joào Pelludo nào
quiz. Joào Pelludo foi jogar e venceu o velho que era o demonio. Cortou-lhe uma orelha. Corno o demonio nâo podia ir
para o inferno sem a orelha, queria que o Joào Pelludo lh'a
désse. Elle disse-lhe : cc Dou-t'a, se me apresentares aqui os meus
companheiros. &gt;&gt; 0 demonio, como queria a orelha, foi ao armario, tirou as bacias, e deu-lhe os companheiros vivos. Depois o
Joâo Pelludo foi-se ao demonio e em logar de lhe dar a orelha,
cortou-lhe a outra, e metteu-as ambas de duas num bolso. Depois

o demonio deitou a fugir por um corredor subterraneo, e o Joâo
Pelludo e os companheiros foram sobre elle pelo rasto de sangue
que elle ia deixando. Foram ter a um jardim. No jardim estava
um poço e o rasto de sangue ia a entrar pelo poço dentro. 0 Joào
Pelludo disse para os companheiros : « Elle esta aqui dentro,
quai de n6s é que la ha-de ir primeiro? &gt;&gt; Disse o Rio boni que ia
elle. 0 Joào Pelludo metteu-o dentro de um cesto e deu-lhe uma
campainha, para elle tocar quando quizesse vir para cima. 0 gigante
foi descendo, mas eram tantas as balboretas (borboletas), assalamagantas e lumi-cus asaltarem-lhe a cara, que elle atemorizou-se e
veiu para cima de caminho. Logo foi o Arranca-pinheiros, aconteceu-lhe o mesmo. Foi s6 mais abaixo uma braça. 0 Arrasaserras foi, chegou ao fundo do poço, mas viu tamanba escuridâo
que voltou para cima com toda a pressa. Foi entâo o Joao Pelludo. Elle disse: « Agora vou eu; quanto mais eu for tocando a
campainha, quanto mais vào arriando, que eu quan&lt;lo chegar ao
fundo do poço, calo a campainha, e d'aqui a pouco, quando eu
tornar a tocar, puchai-me para cima. » Metteu-se dentro do cesto,
e mais a bengala. Elle ia tocando sempre. Chegou ao fundo e encontrou umas minas, e foi indo sempre por ali fora atraz do rasto de
Sangue. Chegou ao fon, e viu uma sala, e mna princeza muito
linda assentada num trono. Diz-lhe o Joâo Pelludo : cc Que
fazeis aqui? Visteis aqui passar um velho que eu procura?&gt;&gt; Diz
ella : c( Nào; mas passou agora um redemoinho de vento e talvez
fosse corn elle. Ide-vos embora, que eu estou aqui encantada. &gt;&gt;
cc Quem é o vosso encanto? &gt;&gt; pergumou o Joào Pelludo?
Ella respondeu : « E' o leào de ouro. Tem força de quatro cavallos; ide-vos embora, senào elle dobra-me o meu encanto e
encanta-vos tambem. » 0 Joâo Pelludo &lt;leu corn a bengala no
leào d'ouro, que elle partiu-se em dois, e a princeza ficou logo
desen_cantada. Joào Pelludo pegou nella e veiu mettê-la no cesto~
e tocou a campainha. A princeza deu-lhe um anel muito rico
com o nome d'ella e do rei da Asia. Joâo Pelludo disse-lhe que
esperasse lâ em cima do poço, e que botassem depois o cesto.

1 73

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CO.'TOS POPULARES POkTUGUEZES

Assim que ella chegou acima, o Rio bom queria logo fugir com
ella, mas ella nâo quiz e disse que uâo se ia embora, sem virem
tambem as outras duas princezas que ainda estavam encantadas . .
0 Joâo Pelludo foi por outra mina, e ao fundo vin outra jardim.
No jardim estava asseotada uma princeza. Elle perguntou se ella
tinha visto passar o velho. Ella disse que s6 tinha sentido um
redemoinho de vento. Elle perguntou-lhe o que fazia ella ali. Ella
respondeu que estava encantada numa aguia. Joao Pelludo perguntou se nào se podia matar a aguia. Ella disse que sim. cc Quem
colher uma setta de diamantes e apontar corn ella ao sol,
a aguia vem, pousa-se nella e alli morre. » A princeza tinha a setta,
&lt;leu-a ao Joâo Pelludo; elle amarrou-a na bengala, apontou corn
ella ao sol; veiu logo a aguia, pousou na setta, e ficou atordoada,
e o Joào Pelludo corn a bengala acabou de a matar. A princeza
fi.cou logo des.:ncantada. Elle pegou nella e foi leva-la ao cesto.
Ella deu-ll1e um lenço bordado a ouro, corn dois coraçôes de ouro
no meio, corn o nome do rei da Austria. Tocou a campainha e
elles ruindaram-na plra cima. Chegou a cima e o Arra11capi11heiros queria tambern fugir corn ella. Ella dis e que nâo ia sem
vir a terceira, que ainda Iâ estava. 0 Joâo Pelludo foi seguindo
par outra mina e foi a uma sala, toda de ouro aonde cstava uma
outra princeza, muito triste, por as duas companbeiras estarem
desencantada e ella nâo, por o seu encanto ser muito bravo. Joâo
Pelludo Jhe p rguntou quem era o cncanto d'ella. A princeza
respondeu que era uma bicha de sete cabeças, que clava berros
debaixo do chiio que se ouv.iam a umas poucas de legoas . Joâo
Pelludo d.iss que a havia de desencantar, e esperou pela bicha. A
bicha veiu, e elle coma bengala matou-a. Depois foi leva-la ao
cesto. Ella deu-lhe um lenço corn quatro coraçôcs de ouro, um em
cada ponta. Tocou a campainha, e ella foi_ para cima. Os tres que
estavam em cima queriam fugir, mas as tres nâo quizeram sem vir
a quarta que faltava. Joào Pelludo foi par outra mina fora. Foi dar a
um jardim, corn um gradeamento de bronze em volta., dentro do gradeamento estava um chafariz, dentro do chafar.iz estava um nicha, e

CO 'TOS POPULAk.ES PORTUGUEZES

1 75

dentro &lt;lon.icho èstava uma princezamettida.JoâoPelh,idoqueria vêr
se li estava dentro, mas nào poude por o gradeamemo ser muito
alto e todo de brom:e. A princeza disse-lhe que se fosse tmbora
que vinha ali o encanto della que o mata va. Elle preguntou quen~
era o encanto. Ella disse que era o diabo do inferno. Joâo Pel ludo
disse : « Oh! oh! oh ! atraz desse filho de puta ando eu ha bastante tempo. » o mesmo instante appareceu o demonio. O Joào
Pelludo tirou as orelhas da algibeira, e trincou-lli'as. O demonio
disse logo : « Que queres tu, homem? » Joâo Pelludo disse :
cc Quero esta prinœza la f6ra ja ao pé das outras. » 0 demonio
disse : « Isso nâo faço eu, sô se tu me deres as minhas orelhas. &gt;l
Joâo Pdludo disse : &lt;( Bem, mas ha-de ser depois de ella la estar
em cima. » Joâo Pelludo d.isse-Ihe que se elle nào pozesse la a
princeza, que o moi.a com a benga.la. 0 demonio nâo quiz, maso
Joâo Pelludo foi-se a elle e deu-lhe uma pancada corn a bengala.
Ao tempo que elle lhe deu, a princeza fi.cou desencantada, e foi a
correr pela mina adiante até ao fundo do poço. Joâo Pelludo mett u-a no cesto, e ella foi-se. Esta princeza nâo deu prenda nenhuma
ao Joào Pelludo. Cbegaram a cima, e deitaram o cesto. Elle
em baixo pegou na bengala dentro do cesto. Elles foram puchando
o cesto até meio, e depo.is deixaram-no cair julgando que era o
Joâo Pelludo. Depois pegaram nas princezas, e foram-se embora.
Joao Pelludo ficou so no fundo do poço. Andou a vêr tudo, e
depois quando jâ estava farta de andar, de enraivecido metteu a
mào na algibeira e trincou as duas orelhas do demonio. Appareceu-lhe logo o demonio, e perguuto □ -lhe : cc O que queres tu ? »
(&lt; Quero que me ponhas li f6ra d'esta mina. &gt;i ~ cc Sim, se me
das as minhas orelhas ll, disse o d monio. Joâo Pclludo disse :
« Dou. &gt;i O demonio disse : cc Mas nào te levo a bengala. &gt;l
Joâo Pelludo disse : « Pois a bengala é que tu li has-de
ir pôr primeiro.
0 demonio levou-lhe entiio a bengala
e depois veiu busca-lo a elle. Quando chegou a cima, nào encontrou ja os corupanheiros nern as princez..'ls. Joâo Pelludo disse
para o demonio : cc Se me pôes agora onde estao os meus campa-

i,

�CONTOS POPULAlŒS PORTUGUEZES

176

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

nheiros, clou-te as orelhas. &gt;&gt; 0 demonio foi po-lo ao pé dos
companheiros. » Mas o Rio bom ja tinha passado para o out~~
lado, e depois fez o rio bravo. 0 demouio passou-o, mas elles 1a
tinham fuo-ido para o reino da primeira princeza. 0 Joâo Pelludo
nâo lhe de:as orelhas ao demonio. Depois o Joao Pelludo foi para
a capital da Asia, e hospedou-se la numa estallagem. 0 Rio boni
esta va casado corn a primeira princeza. 0 Arranca-pinheiros foi
para a capital da Austria e casou corn a segunda. 0 da terceira foi
para a Africa, e casou corn a terceira, e a solteira foram-na pôr na
India. Depois o Joâo Pelludo vestiu-se de cavalleiro e foi passear
pela capital da Asia, levando o anel que a princeza lhe tinha dada
no dedo. Esta va ella a janella quando elle passou. Ella deu fé, e
disse para o rei : c&lt; Oh ! meu pai, que vae ali o gigante que me
desencantou. &gt;&gt; 0 rei mandou logo um camarista chama-lo. Mas
elle no entretanto fugiu para a estallagem . No segundo dia, trincou de novo a orelha ao demonio e elle apresentou-lhe outro
cavallo e outra fato de outra qualidade. Passau e aconteceu-lhe o
mesmo. Ao terceiro dia, tornou a passar. 0 rei poz sentinellas
pela rua, e disse-lhes que quando passasse aquelle cavalleiro, que
o fossem acompanhar para vêr aonde se recolhia. Elle passou;
foram as sentinellas atraz d'elle, e foram dar corn elle i estallagem. Elle apresentou-se e o camarista disse-lhe que estava ali da
parte de Sua Magestade, para o levar a palacio, que lhe queria dar
uma pensâo, por elle ter desencantado a princeza. Elle disse que
fossem adiante, porque elle la ia ter. Quando o camarista se foi,
Joâo Pelludo trincou a orelha do diabo, e elle appareceu-lhe logo,
e Joao Pelludo pediu-lhe um cavallo mais rico que o do rei.
Apresentou-se li, e foi fallar ao rei. 0 cavallo era o demonio
mesmo. 0 rei perguntou-lhe quem elle era. Elle disse que era um
guerreiro. 0 rei perguntou-lhe se tinha sido elle que tinha
desencantado a filha. A princeza que estava a ouvir, disse logo
para o rei que era e agarrou-se a elle. Joiio Pelludo disse i princeza que fosse para o pé. 0 marido da primeira princeza foi casar
com a quarta que estava solteira. Depois o Joao Pelludo encon-

177

trou a segunda, ella reconheceu-o, e elle mandou r~etter o
marido dentro de uma torre. Depois encontrou a terce1ra, ella
reconheceu-~ o marido foi posto noutra torre. Neste cornenos
0 primeiro q~e es~va casado corn a solteira, ~esafiou o J ~ào
Pelludo e elle ia para se bater corn elle. Mas o d1abo para se vmgar do 'Joao Pelludo, deu-lhe armas de fogo, que foi quando
foram inventadas, e elle matou o Joâo Pelludo.
(ÜPORTO)

27.

0 SENHOR DA CRUZ.

Era uma vez uma mulher casada e era muito pobre e tinha um
irmao muito rico. A mulher era casada, e um dia foi a um monte
onde esta va mna capella do senhor da Cruz, e disse-lhe que fosse
elle jantar corn ella no dia seguinte, que ella ~inha uma gallinh~
morta e preparada. 0 senhor disse-lhe que s1m. A inulher fo1
para casa e no outro dia arranjou tudo. Logo pela manhâ appareceu-lhe um pobr~ dizendo-lhe que tinha muita fome. A mulh:r
teve muita pena, e deu-lhe a moella. D'ahi a bocado tornou a vu
outra pobre com muita fome e pediu-lhe alguma cousa de corner.
A mulher com muita pena de encetar a gallinha que era para o
senhor da Cruz, deu-lhe o figado. D'ahi a bocado veiu outra pobre
corn muita fome e pediu que corner. A mulher nào tendo ja mais
que dar, deu-lhe o coraçào. Depois poz-se a espera ~o s:nhor_ da
Cruz, mas elle nào veiu. No outra dia a mulher f01 mu1to tnste
a capella e disse-lhe : « Meu senhor da Cruz, tu tinhas-me promettido que vinhas jantar comigo; eu tinha a gallinha prampta
e tu nâo viestes ! » 0 senhor respondeu-lhe : « Nào fui, mas
mandei. Vai para casa: vai a arca, que a has-de achar cbeia de
trigo; vai ao forno, que o bas-de achar cheio de broa; e vai a tua
balsa, que la has-de achar dinheiro, e nunca te ha-de faltar. » A
mulher foi muito contente para casa, contou tudo ao marido, e
achou o que o senhor da Cruz lhe tinha dito. D'ahi por &lt;liante a
mulher tinha tudo o que precisava, e ja estava muito rica. 0
irmâo rico perguntou-lhe um dia muito admirado coma é que
ella sendo tao pobre, estava agora tao rica. A mulher contou-lhe
Revue hispanique. xrv.

12

�1 79

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

tudo. 0 irmao disse : « Bem, coma o senhor da Cruz te fez isso
par tu o teres convidado para ir camer uma gaUinha, o que nâo
me fa.ra a mim, q11e o vau convidar para corner uma vitella ! »
E foi, matou a vitella e andou-se a convidar o senhor da Cruz
para no outra dia ir jantar corn elle. 0 senhor disse que sim. 0
homem veiu para casa, preparou a vitella e poz-se a espera.
Appareceu-lbe um pobre corn muita fome a pedir-lhe alguma
causa. 0 homem muito zangado mandou-o pôr f 6ra de casa,
que nâo partia a vitella, que estava guardada para o senhor da
Cruz. Veiu segundo, o mesmo. Terceira, o mesmo . Esperou
pela senhor depois, mas elle nâo veiu. No ouu·o dia o homem
foi a capella e disse-lbe : « M.eu senhor da Cruz, entâo tinheis-me
dito que irieis a minha casa com.er a vitella, e eu tinha-a preparada e v6s nâo fosteis ! » 0 senhor muito zangado respondeu :
« Nâo fui, mas mandei; e quando tu nâo attendestes os que iam
em meu nome, que me farias a mim ! )&gt; 0 homem foi-se muito
triste para casa, e d'ahi par &lt;liante começou a fortuna a andar-lhe
para traz, a ponta que veiu a ser pobre.

porque tinha os filhos quasi a marrer de f6me . 0 cava~leiro, que
era o diabo, disse-lhe que lhe dava tudo quanta elle qmzesse, mas
que em troca elle havia de lbe deixar tirar tres gotas de sangue do
dedo mendinho da mâo direita, e que dèpois em qualquer
occasiâo que elle o mandasse chamar que fosse, estivesse aonde
estivesse. O ferreiro da maldiçâo disse que sim, deixou tirar as
tres gotas de sangue do dedo rnendinho, e foi-se embora. Mal
chegou a casa, contou tudo a mulher. A mulher, que conheceu
que era o diabo, ficou muito affiicta e disse para o marido: « Ai !
homem, que te perdestes ! » 0 ferreiro respondeu-lhe : « Tenho
fé, que me hei-de salvar. &gt;) D'ahi par diante, nunca rn~1s _lhe tornou a faltar nada. Tinha sempre muito ferro e carvâo e Ja ganhava
muito dioheiro para os filhos . Um dia que elle estava na forja,
cheo-ou-se um homem ao pé d'elle, e disse-lhe que o cavalleiro
que°um dia o tinha encontrado no bosquè e que lhe ti~ha p_ed~do
tres gotas de sangue do dedo mendinho da mao dire1ta,
o mandava chamar. 0 ferreiro da maldiçâo começou a
malhar no ferro corn muita força e disse para o homem :
« Vocemecê bem vê o que eu tenho que fazer; nâo
tenho tempo de ir a seu amo. » E começou a salpica-lo com
o ferro em braza. 0 homem tornou outra vez, mas o ferreiro nâo
lhe respondia outra causa, e elle teve que se ir embora. Voltou a
ter com o demonio e contou-lhe. 0 demonio rnandou-lhe outra
mensage~o, mas aconteceu-lhe o mesmo. Par fim foi o demonio,
e aconteceu-lhe o mesmo, ficando todo queimado corn o ferro
em braza, e sem poder tentar o ferreiro. Por fün o ferreiro da
maldicâo morreu. Foi ter as portas do Ceu: Estava la Sâo Pedro,
e qua~do elle bateu, preguntou-lhe quem era. Elle res?onde_ : « 0
ferreiro da maldicâo. )&gt; Sâo Pedro disse-lhe : « Mais aba1xo. »
Foi ao purgatori~, bateu, e disseram-lhe: « Mais abaixo. &gt;&gt; Foi ao
inferno. Bateu, preguntaram-lhe quem era, e elle respondeu :
cc Ferreiro da maldiçâo. &gt;&gt; 0 demonio, mal ouviu este nome,
gritou-lhe : « F6ra d'agui », e fechou-lhe a porta. Tornou o
ferreiro para o Ceu . Bateu a porta. Sâo Pedro preguntou-lhe

(Maria Canastreira.
28.

ÜLIVEIRA DE AzEMEIS.)

0 FERREIRO DA MALDIÇAO

Era mna vez um ferreiro, casado e tinba muitos filhos. Vivia
muito pobre, e chamavam-lhe o jerreiro da maldiçiio, que quando
tinha ferro nào tinha carvào. E assim era. Quando tinha ferro,
faltava-lhe o carvâo, e quando tinha carvâo faltava-lhe o ferro,
de modo que nunca podia trabalhar, e os filhos quasi que ja nao
tinham que corner, morriam de f6me . Um dia estava elle muito
desesperado e saiu pela porta f6ra e foi por uro basque a vêr se
pedia uma esmola a alguem que encontrasse. Nâo viu ninguem,
mas quando jase vinha embora, encontrou um cavalleiro muito
ricamente vestido. 0 cavalleiro mal o viu, dirigiu-se para elle e
preguntou-lhe o que é que elle queria . 0 ferreiro da rnal'1içâo
contou-lhe a sua historia, e pediu se elle lhe &lt;lava alguma causa,

�r8o

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

quem era, e elle disse : « 0 ferreiro da maldiçào, que nem no
inferno o querem. » Sâo Pedro abriu-lhe entâo as portas e o
Senhor disse-lhe: c( Entra., que o teu logar ja aqui estava guardado,
porque nunca elle falta aos que sabem ter fé para salvar-se. »

Tambem passei eu, que nào tenho là. » 0 alicorno chamou
entào por um cào muito grande que teve, e o frade teve que
fugir para cima de uma arvore, senâo o câo matava-o.

r81

c&lt;

(ORENSE. José Boon y Gonçalvez.)

(Maria Canastreira. ÜLlVEIRA DE AzEMEIS.)

3I.

29.

PEDRO MALASARES

Variante da Foz do conta do Joào Pelludo. É uma luz que
desce pela chaminé abaixo e que vem desmanchar a ceia a cada
um dos companheiros, até que chega a vez de Pedro Malasares
que vê a luz, corta-a coma espada, e corta a orelha do diabo, etc.

30.

LENDA DO ALICORNO.

Era urna vez dois frades e iam por um caminho, e encontraram um alicorno (gigante s6 com um olho na testa) a pastar
umas ovelhas no monte. 0 alicorno mal os viu disse-lhes : « Ora
adonde vao vocês, que os labos comem-nos, venham comigo
para a minha casa. &gt;&gt; Elles foram, e logo alli se abriu no monte
uma porta por encanto por onde as ovelhas e o alicorno e os
dois frades entraram. 0 alicorno quando os viu lâ dentro, accendeu o !urne e matou um dos frades e comeu-o. Depois o alicorno
poz-se a dormir. 0 outro frade escondeu-se, e quando o viu a
dormir, ia para o matar, mas depois considerou que a cava nâo
se podia abrir sem o alicorno fazet o encanto, e elle nào podia
sair. Foi entâo, poz um espeto no lume, e quando esta va em
braza passou-lhe o olho e cegou-o. 0 alicorno depois ao outro
dia quando quiz deitar as ovelhas para o pasto, atravessou-se
na porta e para o frade nâo escapar ia apalpando as ovelhas
e dizendo a cada mna. que passava : &lt;&lt; Passa tu, que tens
lâ. &gt;&gt; 0 frade quando viu isto pegou numa faca, abriu uma
ovelha, e metteu-se dentro da pelle, e o alicorno apalpou-o e
disse : &lt;&lt; Passa tu, que tens là. » Elle mal se viu fora disse :

ALBERTO DO DIABO.

Um re1 tinha muita pena de nâq ter filhos. Disse um dia a
criada, uma noite que lhe :fizesse a cama, que par arte de Deus
ou do Diabo havia de ter um filho. Ao fim de nove mezes a rainha
teve um filbo. Para elle nascer estiveram a chover tres &lt;lias.
Quando nasceu parou a chuva. Quando tinha cinco annos ja fazia
diabruras. Matou depois dois mestres, e ao depois ninguem o queria ensinar. Elle foi corn outres sete rapazes fazer uma casa num
monte. 0 rei morreu de pesar. Elle corn os companheiros roubaram e mataram. Depois um dia matou os companbeiros todos.
0 pai quando ainda era vivo, mandou muitos soldados para os
prender. Elle cegava os soldados e mandava-os cegos para o pai.
Foi entâo que o pai morreu de pesar. Veiu depois para casa. Mas
a mai corn medo fechou a porta. Depois elle pediu a bençoa â mâi,
porque queria ir para Roma confessar-se. Foi ter corn o San~o
Padre para elle o confessar. 0 Padre Santo rnandou-o para um
abbade. EUe confessou-o e disse-lhe que em seis mezes nâo havia
de fallar é que nâo havia de comer senào aquillo que tirasse da .
bocca a um cào. Foi caminhando e foi dar a casa de um rei que
estava jantando. Preguntaram-lhe quem era, mas elle nào disse
nada. Deram-lbe de corner, mas elle nào quiz nada. Depois atiraram um osso a um câo, e elle entâo apanhou-o e começou a
corner da bocca do câo. 0 rei tinha uma filha muda, mas assim
mesmo como era, havia um rei turco que queria que elle lhe désse
a filha. 0 rei christào tinha muito medo, mas nâo teve remedio
senâo ir ao campo batalhar corn o turco. 0 Alberto quando viu isto,
pediu um cavallo e urna lança. Logo alli lhe appareceu tudo.
Foi coma uro raio, e foi degollando os turcos. Depois quando

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183

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

acabou, fugiu, e voltava para casa, e na cascade uma noz recolhia
o cavallo, a lança e tudo, e depois ia deitar-se com o câo. 0 rei
christâo quando chegou a casa, nâo fazia senâo dizer que queria
saber quem era. A filha sabia que~n. era, m_as coma era muda,
nâo podia dizer nada. Houve tres batalhas e nas tres aconteceu o
mesmo. A' terceira um official feriu o Alberto n'uma perna, que lhe
fez deitar sangue. Elle fugiu. Maso rei deitou um banda para que
quando os medicos fossem curar alguem que estivesse ferido, que
se fosse solteiro que havia de casar com sua filha. 0 rei turco
quando ouviu dizer isto, fingiu-seferido. E o rei coma acreditou
ia. para lhe dar a füha e o rei turco jâ ia para casar. Mas nesta occasiâo a filha do rei veiu-lhe a fallar e neste momento o Alberto do
Diabo tornou a pedir a Deus o cavallo e a lança e veiu e derrotou
o rei turco. Entâo a fil ha disse ao rei que aquelle era quem tinha
salvado o rei nas tres batalhas. Casou entào a filha do rei corn o
Alberto do Diabo, e no fim de tres mezes morreram ambos na
graça de Deus.

que esta a tinha matado i fome. A fada que estava a escutar
disse consigo : &lt;&lt; Esta jâ me nâo serve. )&gt; Ao outra dia mandou
convidar a irmà mais nova. Esta foi, aconteceu-lhe o tnesmo. A
vizinha ao almoço nâo lhe deu nada. Ao jantar deu-lhe um bocado
de pào do tamanho de uma castanha. E mandou para a mâi e
para as duas irmâs um hello jantar. Mas a menina quando chegou a noire a casa, e que lhe fizeram a pregunta do costume, apesar de estar corn muita f6me, disse que a vizinha a tinha tratado
muito bem, mas ia comendo sempre. A fada que estava a espreitar, disse consigo : « Esta é que me serve. &gt;&gt; No outra dia mandou-a outra vez convidar, e deu-lhe jâ muito de corner, e coma
ella mostrasse desejos de la ficar, ella disse que se pozesse a
meia noite i janella corn u.na bacia de agoa, que bavia de passar
um phantasma, e que lhe atirasse corn a agoa dizendo : « Par
debaixo de toda a folha vais&gt;&gt;, e que de madrugada o phantasma
havia de tornar a passar, e lhe fizesse o mesmo. A menina assim
fez, e o phantasma nunca mais tornou a passar. Corno a mai
quizesse que a menina voltasse para casa, a fada disse-lhe :
&lt;&lt; Toma la muita riqueza. Mas quando tu estiveres corn tua mai e
corn tuas irmàs, ellas gastam-te tudo e tu ficas sem nada. Por
isso tomalâ este cordâo de ouro. Quando te vires n' alguma necessidade, vae vende-la que nâo te ha-de fa ltar nada. &gt;&gt; Assim foi. A
menina foi para casa, mas a mâi e as irrnàs gastaram-lhe tudo, e
ellas ficaram muito pobres. E passavam muitas necessidades. A
menina lembrou-se entâo do que lhe tinha dito a fada, e deu â
mai a caixa onde estava o cordào, que era muito fino, como um
cabello. A mài muito desconsolada por o cordào ser tâo fino e
por isso valer tào pouco, foi a um ourives para o vender. Mas
quai nao foi o seu espanto, quando viu que por mais que o ourives pozesse pesos na balança, sempre o cordâo pesava mais. O
ourives nâo sabia o que havia de fazer, e disse i mulher que
fosse aos outras ourives. A mulher foi e aconteceu a mesma
cousa. Isto &lt;leu tanto que fallar, que chegou aos ouvidos do rei
que mandou chamar a mulher para lhe comprar o cordào. A

32. 0 CORDÀO DE OURO
Uma mulher pobre tinha tres filhas. Defronte morava uma
vizinha que era fada. A vizinha um dia mandou chamar a mais
velha das meninas para lhe ir ajudar a caser, pois tinha muito
trabalho. A menina foi. Chegou lâ e a fada (ella nao sabia que a
mulher era fada) nào lhe deu nada ao almoço. Ella fi.cou muito
zangada. Ao jantar deu-lhe um bocado de pâo do tamanho de
uma avelâ. A fada ao mesmo tempo preparou um grande jantar
que mandou para a mâi e as outras duas irmâs. A mais velba â
rioite foi para casa muito desesperada, e disse que nào voltava a
casa da vizinha para a ajudar, porque ella tinha-a mono de f6me.
A fada que tinha vindo escutar, disse consigo : « Esta jâ me nâo
serve. » No outro dia convidou a outra filba da mulher, a do
meio. Esta foi e aconteceu-lhe o mesmo, pois â noite disse
quando a mai lhe perguntou se a vizinha a tinha tratado bem,

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

mulher foi e o rei mandou vir uma balança e começou a deitar
as joias que trazia para dentro. Mas o co:i:dao sempre pesava mais.
0 rei muito admirado deitou na balança todos os seus diamantes,
a corô:i e o sceptro, mas sempre o cordao pesava mais . Até que
finalmente pôz-se elle na balança. Pesava exactamente o mesmo
que o cordào. Cada vez mais admirado, pediu â mulher que lhe
contasse a historia d'aquelle cordâo. Ella contou-lbe tudo. 0 rei
entao mandou vir a menina. Ella veiu, poz-se na balança e
pesava cambem tanto como o cordâo. 0 rei entâo disse-lhe que
visto ella pesar tanto coma o cordao e elle tambem, pesavam
ambos o mesmo, e entâo que casava com ella. E assim foi.

e ficou no palacio corn o irrnâo. Ao fim de outro anno o Îl;mâo
mais nova foi tambem. Aconteceu-lhe o mesmo e fi.cou no palacio . Mas depois de la estar uns poucos de dias, disse aos irmaos
que elle havia de descobrir o mysteriod'aquelle palacio. Começou
a procurar rndo, e encontrou numa casa mna chave de prata.
Entrou a vêr onde ella servia e abriu uma porta e viu dentro de
uma casa tres meninas muito lindas, que mal o viram lhe disseram : (( Ai de 11'6s, que nos dobrastes o encanto. » Depois disseram-lhe que chamasse elle os outras dois irmaos. Quando elles
vieram a mais velha deu ao mais velho d'elles uma balsa dizendolhe que quanta mais dinbeiro tirasse d'ella, mais ella havia de
ter. A outra deu ao do meio uma toalha, dizendo-lhe que cada
vez que a estendesse, ella se havia de cobrir de tud0 quanto era
bom. Finalmerite a mais nova deu ao mais novo dos irmâos utn
espelho, dizendo-lhe que quanta mais a elle se visse, mais bonito
havia de ficar. Os tres irmâos foram-se entâo em bora do palacio e
como tinham tudo quanta queriam, compraram um lindo palacio.
Defronte, morava uma princeza que começou a espreitar, e viu
o irmao mais velho tirar dinheiro sémpre da balsa sem ella ficar
vazia, o segundo pôr a toalha e ella logo encher-se de comida, e
o ultimo ficar cada vez mais bonito quanta mais olhava para o
espelho. Fingiu-se apaixonada pelo mais novo, para vêr se lhe
podia furtar aquellas causas. Assim foi : o mais novo acreditou,
e a princeza tanto lhe pediu que elle, uma occasiâo que os
irmâos estavam a dormir, tirou-lhes a boisa e a toalha e juntamente corn o espelho deu tudo a princeza. EJla mal que se
apanhou corn as tres causas nunca mais se importou sa ber corn
o rapaz. Os irmàos quando .acordaram e que nâo encontraram a
boisa nem a toalha, começaram a dizer mal â sua vida. 0 mais
novo entâo contou-lhes tudo e pediu-lhes que lhe perdoassem.
Corno jâ nâo tivessem corn que haver dinheiro nem corner, ficararn muito pobres e tiveram que ir carrer mundo cada um pelo
seu lado. la o mais novo muito triste quando lhe appareceu utna
velha a perguntar- lhe o que elle tinha. Elle contou-lhe tudo.

(D• Maria das Historias.)

33 ·

AS LUZES

Era uma vez um pai corn tres filhos. 0 mais velho foi carrer
mundo para achar fortuna. Foi andando, foi a.ndanclo, e la pela
noite adiante _levantou-se um grande temporal. Elle abrigou-se
debaixo de um alpendre por causa da chuva. Quando estava
recolhido viu vir uma luzinha lâ ao longe. Depois chegou ao pé
d'elle e tornou a ir-se embora. D'ahi a bocado fez o mesmo, e
ainda outra vez e outra. 0 rapaz disse consigo : « Aquella luz
parece qùe me estâ a. chamar. Vamos lâ . &gt;) E foi. Andou, andou,
e a luz sempre adiante até que chegou a uro palacio muito lindo.
A luz en trou e elle entrou tambem. Depois a luz foi pôr-se em
cima de uma mesa onde estava tudo quanta era bom. 0 rapaz
comeu porque estava corn muita fome . Depois a luz poz-se a
andar até que chegaram a um quarto: 0 rapaz deitou-se e ao
outra dia tinha a cabeceira um fato novo e muito rico em logar
do que elle tinha trazido, que esta va todo molhado . Assim viveu
o rapaz -um anno. Comia, bebia, nâo lhe faltava nada, mas nia
via ninguem, nem ouvia nada. No fim de esse anno o irmao
segundo disse para o pai que tambem gueria ir carrer mundo e
procurar o seu irmao. Foie aconteceu-lhe exactamente o mesmo,

�186

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS PUPULARES PORTUGUEZES

Ella éntao deu- lbe um cesto de figos, e disse-lhe que se fosse
disfarçar e mudar de fato, e depois que fosse para defronte do
palacio da_ princeza apregoar figos, que a princeza os havia de
comprar, porque naquella estaçao nâo os havia. 0 rapaz assim
fez. A princeza comprou os figos e quiz corner um. Mas apenas
ella tinha comido, que logo começaram a nascer-lhe cornas par
todo o corpo, que num momento fi.cou coberta d'elles . A princeza
ficou muito afflicta e mandou logo chamar os medicos da côrte,
mas por mais que fizessem nâo foram capazes de lhe arrancar ds
cornos. 0 rei muito triste e sem saber o que havia de fazer a sua
vida, mandou deitar um banda em que promettia a princeza em
casamento a quem fosse capaz de a curar. A velha appareceu
entâo ao rapaz e deu-lhe outra cabaz de figos e disse-lhe que
fosse a palacio e que se disfarçasse em medico, e que depois
expremesse o leite de cada fi.go em cima de cada corna, que logo
lhe caiam. 0 rapaz assim fez. Chegou ao palacio, pediu para
fallar ao rei e disse-lhe que vin ha para curar a princeza, mas que
o haviam de fechar no quarto com ella, e que por mais que ella
gritasse que nao lhe abrissem, que era o remedio que estava a
fazer effeito. Assim foi . 0 rapaz expremeu-lhe o leite de um figo
e caiu-lhe logo um corna. 0 rapaz entao disse-lhe quem era,
e que se ella quizesse que elle lhe tirasse os outros, lhe havia de
dar a bolsa, a toalha e o espelho. A princeza nao teve outro remedio e deu- lhe as tres causas. 0 rapaz entào pegou numa chibata
que levava e deu-lhe tanto que a deixou como morta . 0 rei
ouvia a princeza gritar muito, mas coma se lembrava da recomrnendaçào do medico, julgava que era o remedio a fazer effeito.
A final o rapaz foi-se embora mpito satisfeito, encontrou os
irmàos a quem deu a boisa e, a toalha, e depois fora,m ao palacio
encantado buscar astres meninas, comas quaes casaram.
(D• Maria das Histo~ias.)

34.

0 RAPAZ DAS BOTAS DE SE'fE LEGOAS

Era uma vez um rapaz e ùnha cinco irmàos. 0 pai coma nâo
tinha quelhe darde corner, intentou deixa-los no monte e levouos para o monte e deu-lhe tremoços para elles ire~ a camer:
que era para os intentar e para elles la ficarem. 0 mats novo fo1
comendo os tremoços e deitando as cascas pelo caminho. Pela
man ha o pai foi com elles, encheu as cordas de lenha e deixouos ficar · maso mais novo como tinha deixado ficar as cascas, foi
'
indo pelo caminho e foi dar a casa. 0 paî admirou- se muito de
elles encontrarem o caminho. Conversou corn a mulher para os
tornar a deixar no monte. E deu- lhe milho crù . Os outras irmàos
comeram- no, mas o mais novo foi-o deixando pela camirtho .
Vieram depois os passarinhos e comeram-no. Quando os meni-_
nos viram que o pai os tinha deixado s6s no monte, e queriam
vir para casa, nao atinaram corn o caminho. Foram andando,andando, até que foram dar a casa de um lobishomem, onde
estava a mulher corn cinco filhas do mesmo lobishomem. Os
meninos pediram agasalho a mulher sem saberem aonde estavam . A mulher li os agasalhou com as filhas . D'ahi a pouco
chegou o lobishomem, don.de disse para a mnlher : « Mulher !
cheira-me aqui a carne fresca . &gt;&gt; A mulher disse : cc Calfa-te,
homem, que temos ali dnco rapazinhos deitados . com nossas
filhas, coitadinhos, nào lhe faças mal! )&gt; 0 lobishomem disse-lhe:
cc Tira-me a cei:a. )&gt; Depois ceiou e foi-os vêr, &lt;lande os achou
muito lustridos de gordos, e elles estavam dormindo. Disse elle
para a mulher: cc Eu vou chamar os meus companheiros. l&gt; Em
quanta elle foi chamar os outras lobishomens, o mais nova que
esta va a fingir que dormia, tirou os tapiços que elle e os irmaos
tinham na cabeç~ e pô-los na cabeça das filhas do lobishomem.
O lobishomem chegou de fora d'ahi a pouco, de convidar os
companheiros para comerem os meninos, e foi ter corn èlles a
caina para os matarem. Corno elles tinham tirado os tapiços, elle
nâo os conheceu, e pensando_ que 111atava os meninos matou as

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CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

filhas. Nisto estavam os menines debaixo da cama e fugiram.
Neste comenos o lobishomem foi preparar as caldeiras para os
cozer, mas quando os foi procurar nâo os encontrou e viu as
filhas mortas. 0 lobishomem calçou mnas botas de cada passada
que davam eram sete legoas. Os menines estavam mettidos
numas brechas (pedras ). 0 lobishomem poisou em cima das
pedreiras, e os menines estavam dormindo, mas o mais nova
estava acordado. Depois o lobishomem ia enfadado ( cansado) e
pegou a dormir; o menino foi e tirou-lhe as botas, e chamou
pelas irmâos emandou-os fugir d'ali muitodepressa, e em quanta
o lobishomem estava dormindo, trataram elles de fugir e o mais
nova vestiu as botas das sete legoas. 0 lobishomem acordou, e
o que procurava eram as botas, e como as nâo achava, nâo podia
andar. 0 menino foi corn as botas ter ao palacio de um rei, contando-lhe que havia ali um lobishomem n'aquella serra. Donde
o rei mandou fazer um cêrco a.quelle sitio. Depois o menino
disse ao rei que corn aquellas botas era capaz de ir fazer um recado
em que fosse ao inferno, e o rei ficou-lhe chainando o correio do
inferno. 0 rei disse-lhe que lhe havia de ir buscar ao inferno
um anel, que o diabo trazia entre o coiro e a pelle. 0 rapaz foi
nas botas e chegou ao inferno. Passau mna serra de carvâo, e
depois encontrou uns portôes, adonde viu uma sentinella, donde
lhe preguntou que portôes eram aquelles. Respondeu-lhe a
sentinella que eram os portôes do inferno. Elle disse: « Homem!
isto mesmo é que eu pretendia de encontrar, que tenho de ca
vir buscar um anel que o diabo traz entre o coiro e a pelle. &gt;&gt;
A sentinella guiou-o pela inferno dentro. 0 rapaz encontrou
depois uma velha, e disse-lhe : « Velha, eu venho aqui para buscar um anel que o diabo traz entre o coiro e a pelle. » A velha
era a mâi do diabo, e disse-lhe : cc Pois, calla-te, que eu te vou
arranjar isso, mas has-de la sair para fora para a serra do carvao. »
0 rapaz saiu, mas disse a velha que lhe désse resposta no espaça
de tres dias. Elle foi-se depois embora, e a mai do diabo foi
catar o filho; depois com a maniça de um fuso, metteu-lh'a

entre o coiro e a p~lle e tirou-lhe o anel sem o demonio sentir.
Depois entregou-o ao rapaz, que foi leva-lo ao rei. Depois o
menino pediu ao rei se lhe dava passes para saber aonde
paravam seus irmâos. 0 rei preguntou-lhe donde elle era.
0 rapaz coma saiu de casa do pai em pequeno nâo sabia
dizer de donde era. 0 rei entâo o mandou outra vez para
a serra aonde andava o lobishomem. 0 rapaz disse que nâo queria ir, porque andavam la os lobishomens e comiam-no. 0 rei
disse-lhe que nâo tinha duvida porque se visse algum, que se
pozesse nas botas das sete legoas. 0 rapaz foi-se pôr em cima das
brechas onde tinha roubado as botas ao lobishomem. Dormiu
ali aquella noite, e pela manhâ assim que deu corn os olhos no
sol, virou-se para o nascente e deu uma passada nas botas e
encontrou a casa do pai. 0 pai tinha morrido, e elle viu s6 os
irmâos. Preguntaram elles onde é que elle tinha ficado. Elle disse
que tinha ficado na brecha a tirar as botas ao lobishomem. O
rapaz entâo preguntou aos irmâos como tinham elles vindo a
casa direitos. Elles responderam que inda ha tres dias é que tinham feito chegada a casa, que . tinham corrida 1nontes e valles,
etc. e ja nâo tinham visto nem pai nem mài. 0 rapaz contou-lhe
por onde tin ha andado, e que lhe chamavam o correio do inferno.
Depois os quatro irmàos foram fazer-se carvoeiros para a serra,
e o mais novo foi outra vez para o palacio do rei, onde . ficou.
(Antonio José d'Oliveira, ex-coveiro de S. Christovao de
Mafamude, e hoje mendigo, natural de Villa da Feira, arredores
do Porto.)

35,

A MENIN A DO

CHAPELINHO VERMELHO.

Era uma vez uma mulher que estava numa serra, e teve duas
filbas. A primeira chamava-se Maria. Um dia a av6 das meninas
foi a serra e encontrou a menina mais velha. A menina foi dirigida a av6 e beijou-lhe a mâo, e a av6 disse: cc Deixa estar,
minha menina, que te hei-de dar um chapelinho vennelho; vae

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

a minha casa buscâ-lo. » A menina foi para casa da mâi, cborando
que lhe fizesse up1 bolinho para levar a sua av6zinha, e a outra
irmà fi.cou em casa comida de raiva. A mài preguntou-lhe :
cc Entào como conheces tu a tua av6zinha? » A menina respondeu : c&lt; Sei, porque estive agora corn ella, e ella disse que me ha
de dar um chapelinho vermelho. &gt;&gt; A mài fez-lhe o bolo e
mandou-a leva-lo a av6. A menina foi andando muito contente,
e cheo-ando
a um caminho, encontrou um lobo-homem (tem
t&gt;
parte de homem e parte de lobo, mas nào é o mesmo que lobishomem). Andava a menina comendo amoras d'um vallado e
preguntou-lhe o lobo-homem: c&lt; Que fazes ahi, menina? » Ella
respondeu: c&lt; Estou comendo amorinhas. )) 0 lobo-homem tornou
a preguntar-lhe : « Tu que levas ahi? » Ella disse: « Levo aqui
um bolinho paraa minha av6zinha. &gt;&gt; 0 lobo assim que ouviu
fallar nisto disse-lhe : cc Pois vae tu por aqui, que eu vou por
ali, a ver quem chega la primeiro. ,, Chegou elle primeiro e bateu
aporta. A velha veiu e abriu a porta e disse : cc Entra, minha
netinha, entra. &gt;&gt; A veli1a metteu- se depois na cama, e disse para
o lobo julgando que era a menina : &lt;c Deita-te ahi nessa cama,
minha netinha, que bas-de estar muito friinha. &gt;J Nisto a av6
adormeceu. D'ahi a pouco chegou a menina, e bateu a porta.
0 lobo-homem fallou em logar da av6 que estava a dormir :
cc Entra, menina, que a porta esta aberta. ,, A menina entrou e
foi-se deitar corn o loba, julgando que era com a av6. Depois
quando estava deitada, começou a correr-lhe a mào pelo corpo,
e a dizer-lhe : cc Oh l minha av6zinha, para que tem vocemecê
tanto cabello pelo corpo? » 0 loba respondeu : « E' para nâo
ter frio de dia, minha netinha. » A menina tornou a preguntar :
« E para que tem vocemecê as pernas tào compridas? )J O lobo
disse : cc E' para carrer muito, para andar muita terra em pouco
tempo. &gt;J Quan,do estavam corn. esta conversa, a av6 que era
uma fada acordou, e tratou de se preparar para encantar
o lobo. A menina tornou outra vez a preguntar : &lt;&lt; Oh l
minha av6zinha, para que tem vocemecê uns braços tâo

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

compridos? » 0 lobo respondeu : &lt;&lt; E' para te abraçar bem,
minha ménina . &gt;) A menina tornou a preguntar : cc E para que
tem vocemecê uma bocca tào escachada? &gt;&gt; - c&lt; E' para te camer
bem, respondeu o lobo, e mais â tua av6 »; e ia para corner a
menina. Nisto a av6 levantou-se muito depressa e deu-lhe uma
troçada (pancada) corn a varinha de condào, e ficou o 1obo
encantado. Depois a av6 encheu-o todo de foguetes e girasoes
amarrados ao lobo, e deitaram-lhe o fogo, e assim que elle senriu o pello a arder, deitou a fugir, que era o que a velha queria, e mais a rnenina, e depois o lobo foi-se deitar ao poço do
moinho, adonde ali morreu afogado. Depois a av6 começou a
reprehender a menina por ella dar acceitaçào ao lobo no caminho.
A menina disse-lhe que elle a queria corner « mas eu disse-lhe
que vinha trazer um bolinho â minha av6zinha, e elle depois
disse que vinha de volta. » A av6 disse-lhe que nào tomasse a
fazer aquillo. Depois disse-lhe : « Agora,toma lâ o chapelinho
vermelho que te prometti, e tu falla sempre muito bem a toda a
gente, faz a vontadinha a todos, e se te alguem pedir agua, dâlh'a corn boa vontade, que tu has-de ser feliz. 1, Nisto foi a menina
para a serra para casa da mài. Nào levava nada senâo o cbapelinho vermelho. A outra irmà estava toda raivosa por nâo ter um
chapellinho tambem. A mài depois mandou um dia buscar agua
a mais velha, rnas ella nào quiz. A mais nova offereceu-se logo e
disse :_ C&lt; Oh! minha màizinba, dê d. que eu vou. » E assim foi.
Esta va na fonte enchendo o cantaro, e passou uma velhinha, que
era a mesma que lhe tinha dado o chapelinho vennelho, mas que
ella nào conheceu porque ia de outra maneira. A velhinha pediu
agua â menina do chapelinho vermelho, e a menina lh'a &lt;leu
corn rnuito bom modo. Depois a velha disse-lhe: « Olha, tués a,
menina do chapelinho vermelho ? &gt;&gt; A menina respondeu :
&lt;&lt; Sou sirn, minha senhora. &gt;i A velha disse-lhe : cc Pois olha, faz
tudo sempre bem, e trata bem todos, que eu hei-de dar-te mna
prenda de botares flore~ pela bocca, quando fallares para alguem. »
Depois a velha foi-se ernbora. Foi a menina para casa corn a agua.

�19.3

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

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A mài ralhou com ella por ella tardar, e ella disse : &lt;&lt; Minha
mâi, eu venho agora, porque estive a dar agua e a conversar corn
uma velhinha, e ella me disse que me havia de dar uma prenda &gt;);
e começou a deitar flores pela bocca. Nisto lhe preguntou a mài o
que fizera ella i velhinha para ella lhe dar aquella prenda. A
menina disse : &lt;&lt; Ella pediu-me agua e eu disse-lhe que a fosse
beber i fonte. » E ella disse-me : cc Mal fallada sejas tu, que o premio que recebas seja deitares flores pela bocca. &gt;&gt; A irma mais velha,
que estava corn rnuita inveja, quiz ir i agua tambem. E foi.
Donde lhe appareceu a mesma velha e disse-lhe : « Oh! menina,
&lt;las-me uma pinguinha de agua? » Ella respondeu-lhe : « Ora !
eu dou-lhe agora agua ! vâ bebê-la i fonte! » A velha disse-lhe :
cc Fadada sejas tu, que laves as maos e nunca se ellas lavem, e
quando fallares dei tares cbanquinos ( sapos pequenos) pela
bocca. &gt;&gt; Foi ella para o pé da maie ella preguntou-lhe o que ella
tinha feito que se tinba demorado tanto. » Ella disse : « Ora ! passou la uma velha, pediu-me agua e eu ralhei corn ella e disse-lhe
que fosse bebê-la a fonte . » E nisto começou a deitar chanquinos
pela bocca. A mai ganhou raiva a mais nova, e começou a baterlhe por ella ter ensinado a irmâ errada. A menina do chapelinho
vermelho fugiu para o monte. Andou por ali muito tempo morta
com f6me, toda rôta e esfarrapada. Foi depois ser moça de servir.
Um dia appareceu ali um principe que ia a caça, e perguntoulhe, vendo-a tao linda, o que fazia ella por ali. A menina contoulhe tudo. E nisto começou a botar flores pela bocca. 0 principe
quando viu isto, disse-lhe que ficasse ella ali, que a mandava buscar para casar corn ella. Depois o principe preparou uma carruagem e veiu busca-la â serra. E assim fez. Depois arrecebeu-a
coma sua esposa, e a outra irmâ ficou sempre botando os chanquinos pela bocca.
(Idem.)

nhuma princeza lhe agradava. Vinham os retratos de todas
de uma banda e &lt;l'outra, mas elle a todas achava feias. Um
dia veiu-lhe o retrato &lt;las tres cidras do amor, e entâo elle
gostou muito d'ellas e pediu ao pai para ir ao castello aonde
ellas estavam encantadas. Depois foi, caminhou r:nuito e viu ao
longe urna cabaninha no monte. Bateu i porta da cabaninha, e
appareceu-lhe urna mulher velba, e perguntou-lhe se ella lhe
dizia ern que castello é que estavam as tres cidras do amor
encantadas. A velha disse-lhe que s6 o füho, que era o vento, é
que sabia, e mandou-o metter debaixo da cama para o filho o
nao ver. D'ahi a bocado entrou o vento, e sentou-se ao lume, e
nâo fazia senào dizer para a mài : « Oh! minha ·mai, aqui cheira
a folgo vivo! » A mai disse-lhe : &lt;, Estas tolo, aqui nâo esta
ninguem ! &gt;&gt; Depois entào perguntou a mâi ao filho se elle sabia
em que castello é que estavam as tres cidras do amor. Elle disse
que era muito longe e que ninguem la podia ir sem levar corner
mastigado da bocca d'elle, e uma mâocheia de cinza de debaixo
do pé esquerdo d'elle. Depois elle foi corner e a mâi fingiu que
lhe ia tirar um cabello e tirou-lhe da bocca um bocado de corner.
Depois fez que foi arrastando lenba para o pé do lume, para lhe
pôr cinza debaixo do pé esquerdo. Depois o vento foi-se deitar,
e disse i rnâi que quem fosse ao tal castello ha via de encontrar
dois leôes. Se elles estivessem corn os olbos abertos, estavarn a
dormir; e se elles estivessern corn os olhos fechados, estavam
acordados. E que tinham uma chave na bocca, e que quando lh'a
tirassem lhe haviam de metter um bocado de corner mastigado
na bocca, e que haviam de despejar um bocado de cinza para lhe
armar um nevoeiro. E corn aquella chave haviam_de ir abrir uma
gavera. Nessa gaveta esta uma fita vermelha, e puchando por
ella haviam de vir as tres cidras atadas todas tres. Depois que as
levasse, mas que as nâo abrisse senào aonde houvesse nrnita
agua. E que quando se viesse embora, que fizesse o mesmo aos
leôes. 0 principe &lt;leu rnuito dinheiro i velha e foi para o castello
&lt;las tres cidras, corn o corner mastigado pelo vento e a mâocheia

36.

AS TRES CID RAS DO AMOR,

Era mna vez um principe, que queria casar-se, mas ne-

Rtv11t

bisptmiq11e . .xiv.

13

�r94

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de cinza do pé esquerdo. Fez tudo o que o vento disse, e trouxe
as tres cidras consigo. Chegou a uina fonte que havia no carninho
e abriu uma cidra '. Appareceu-lhe uma princeza muito formosa,
e pediu-lhe agua. Ella bebeu e depois pediu-lhe mais, mas a fonte
secoue a menina rnorreu. 0 principe fi.cou muito triste, e disse
consigo que nâo abria outra senâo aonde hou vesse muita agua. Foi
andando e chegou a uma outra fonte onde havia muita
agua. Abriu outra e aconteceu-lhe o mesmo. Ficou muito
triste e chegou a terceira fonte onde havia ainda mais agua.
Abriu a cidra, sahiu uma princeza ainda mais linda. Pediulhe agua, e elle deu-lh'a. Depois pediu-lhe mais, e corno a fonte
nâo secou, a princeza escapou. Depois como era perto do palacio,
o principe disse-lhe que ia buscar mna carruagem para a levar e
que fi.casse ella ali. (0 :final como nas demais versôes.)

sina. O advinho disse que ella havia de tertres meninos, cada um
com a sua estrella na testa. Depois elle mandou-a metter numa
torre, mais o advinho, até ella ter os tres meninos, para vêr se
era verdade. Depois ella teve os meninos e as irmâs mândaramnos deitar ao mar dentco de tres condecinhas. (D'aqui para diante
semelhante a versâo de S. Miguel.)

37.

OS

TRES MENIN OS QUE

TIN HAM

UMA ESTRELLA DE OURO NA TESTA.

Era uma vez um rei, e andava a caça a espalhar as saudades,
que lhe tinha morrido o pai ha pouco. Depois entâo passou por
uma casa e viu a janella tres meninas muito lindas. Depois o rei
mal chegou a palacio mandou-as chamar para irem a sua presença. Depois entâo ellas disseram que eram muito pobres e que
nâo tinham roupa para irem. 0 rei mandou-lhe vestidos para se
ellas vestirem. Depois entào ellas chegaram a palacio e o rei
mandou-as metter num quarto e virem a sua presença nuas em
pello. Elias nâo queriam, mas elle disse que as manda va matar se
ellas nâo quizessem. Depois ellas foram. Elle mal as viu, mandou-as retirar logo. A mais nova quando veiu, trouxe o cabello
todo caido para diante para se tapar. Depois o rei disse que
casava com ella. Quando estavam casados, mandou-lhe 1er a sua
r. Tambem mna variante diz que sao tres maçàs vermelhas.

38.

r95

HISTORIA DE JOÀO GRILLO.

Havia um rapaz chamado Joâo Grillo, que era muito pobresinho. Os paes queriam a todo o custo casal-o rico, apezar da sua
pobreza e falta d'educaçâo.
Um dia espalhou-se por toda a terra, que tinham desapparecido
as joias d'uma princeza, e que o rei seu pae daria a mâo da princeza a quem descobrisse o auctor do roubo ; mas '.t ambem castigaria
com a morte todo aquelle que se fosse apresentar, e que no fim
de 3 &lt;lias nâo descobrisse o ladrâo.
Começaram os paes de Joâo Grillo a metter-lhe em cabeça
que fosse tentar fortuna, mas o rapaz nâo queria, vendo que
tinham sido mortos por nâo descobrirem• as joias.
).a alouns
0
Em fun, tanto o attentaram que se foi apresentar ao re1.
Os guardas do palacio nào o queriam deixa.r entrar por o
verem muito rôto, e começaram a escarnecêl-o dizendo-lhe que
era doido, etc. Por fim la o deixaram entrar. 0 rei e a princeza
tambem se riram muito d'elle, mas nào tiveram remedio senào
cumprir a sua palavra.
.
Metteram-no n'um quarto e deram-lhe 3 &lt;lias para pensar.
la s6 um creado dar-lhe de corner ; e a noute quando esse
creado lhe perguntou se queria mais alguma cousa, elle respondeu
que nâo, e ao mesmo tempo dando um suspiro, disse : « Ja la vae
um ! » O creado sahiu muito atrapalhado e foi ter corn os outros
dois, a quem contou as palavras que o Joâo Grillo tinha dito. Estes
3 creados eram justamente os que tinham roubado as joias da princeza, e julgaram que o Joâo Grilla tinha conhecido um dos

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ladrôes, e par isso tinha dito: &lt;r Ja la vae um ! &gt;&gt; Enganavam-se,
porque elle se tinha referido a que ja la ia um dia, e elle ia caminhando para a forca.
Os creados combinaram que no dia seguinte iria outra, para
vêr se o Grilla tambem o conhecia. Assim fez; e i noute quando
perguntou se queria mais alguma causa, respondeu Joao Grilla
que nào, e repetiu : r&lt; Ja la vao dois! &gt;&gt; 0 creado fi.cou assustadissimo e foi logo contar aos outras. Imagine-se coma elles ficaram.
No dia seguinte foi o outra, e quando a noute se despediu para
se ir embora, diz o Joâo Grilla : « Esta prompto: jâ lâ vao os
trez &gt;&gt;. 0 creado, conhecendo que estava tudo descoberto, deitase aos pés de Joâ:o Grilla e diz-lhe: « E' verdade, senhor, fômos
n6s 3, mas peço-lhe por tudo quanta ha que nào diga ao rei que
somas n6s os ladrôes, porque ficariamos desgraçados. N6s damas
as joias todas, mas nâo ha-de dizer nada. &gt;&gt;
Joâo Grilla caiu das nuvens, mas fingiu que effectivamente
tinha advinhado. Prometteu ao homem que nao diria nada, e
mandou-lhe buscar as joias, que elle trouxe logo.
Corno tinham findado os 3 dias, foi o rei ter corn Joâo Grilla e
perguntou-lhe : &lt;c Entâo descobriste? » - cc Saiba Vossa Magestade que sim senhor. &gt;&gt; 0 rei riu-se muito julgando que o rapaz
estava doido, mas elle apresentou-lhe as joias, sem dizer quem
tinha sido o ladrâo.
Imagine-se como fi.cou a princeza, vendo que tinha de casar
corn aquelle maltrapilho ! Chorou muito, e pediu ao pae que nao
a casasse corn ta! homem, mas elle dizia-lhe, que a palavra de rei
nâo torna atraz, e que era forçoso casarem. A princeza nâo teve
remedio senâo conformar-se; mas o Joâo Grilla, que tinha bom
coraçào, vendo a repugnancia d'ella, disse que desistia do casamento. 0 rei gostou muito e disse-lhe, que pedisse o que quizesse, que elle tudo lhe faria. Joao Grilla s6 pediu para ficar no
palacio.
0 rei consentiu, e deu-lhe muitos saccos de dinheiro. Ficou o
rapaz no palacio, e o rei julgava-o um advinhâo.

Um dia o rei apanhou um grilla no jardim; fechou-o na mâo,
e chamou o Joao Grilla. Veio o rapaz, e o rei pergunta-lhe : « O'
Joâo, advinha la o que eu tenho fechado n'esta mâo? » 0 rapaz,
coitado, começa a coçar na cabeza e a dizer : &lt;c Ai! Grilla, Grilla,
em que màos estas mettido 1 &gt;&gt; 0 rei, julgando que elle se referia ao grilla fechado na mâo d'elle, ficou muito contente, dizendo :
« Advinhaste, advinhaste, é um grilla! » E deu-lhe muito dinheiro.
Outro dia, encontrou o rabo d'uma porca, que _tinham morto,
e enterrou-a no quintal. Chamou o Joâo Grillo, e pergunta-lhe:
« O' Joâo, advinha la o que esta aqui enterrado? &gt;&gt; 0 pobre Grillo
nâo sabendo o que havia de fazer a sua vida, começa a dizer :
« Agora é que a porca torce o rabo ! » 0 rei abraça-o muito contente, e diz : &lt;&lt; Advinhaste, advinhaste, é o rabo d'uma porca ! » E
dava-lhe mais dinheiro. 0 rapaz vendo-se rico, e temendo que
nâo advinhasse mais alguma causa, ou para melhor dizer, que o
acaso nào o favorecesse, escreveu uma carta, fingindo de ser da
mâi, a pedir para que fosse immediatamente ter com ella, porque
estava a marrer. 0 rei custou-lhe muito a sahida d'elle, mas nào
teve re1nedio senao deixal-o ir.
Despediram-se, o rapaz montou a cavallo, e quando ja ia longe,
o rei apanhou caganitas de cabra que estavam na rua, mette-as
no lenço, e começa a dizer-lhe adeus corn elle. 0 rapaz que ia
longe e estava farta do rei, disse adeus, dizendo : « Adeus, adeus,
caganitas para Vossa Magestade ! »
0 rei fi.cou muito contente, e dizia: « Aquillo é que é um rapaz
esperto ! Como elle advinhou que eu tinha caganitas no lenço ! »
E o rapaz fez a sua fortuna, e assim se viu livre do rei.

~

1 97

(D. Ascensâo de Faria. AzAMBUJA).

39·

MENTIRA DO T.AMANHO DE UM PADRE NOSSO

Era um homem pobre, cazado, que tinha filhos e depois
tinha um compadre muito rico que nâo tinha filho nem filha

�1 99

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e que gostava muito d'aquelle compadre por ser muito verdadeiro.
E disse â mulher: « Deviamos ajudar aquelle nosso compadre,
por ser muito bom homem, muito verdadeiro e muito pobre. &gt;&gt;
Mandou-a chamar. - E queria que elle fosse para uma herdade sua, que lhe a clava de graça por 3 annos, semeando-lhe a
seara e mettendo-lh'a em casa. Mas nâo colheu nada, que veiu
uma secca muito grande. Foi ter corn o compadre. « Ora, meu
compadre, eu nào colhi nada este anno, e assim serâ os outros
an nos e entâo despeço-me da herdade. » 0 compadre disse-lhe :
« Nâo senho,; pode ser que para o anno tenha mais fortuna,
que colha muito bem. Va para a herdade e deixe, que eu torno
la mandar semear, fazer todos os trabalhos e metter-lha em
casa. - Ora, senhor compadre, nâo senhc,r. - Va p'ra a herdade. »
Foi p'ra a herdade, mas corn muito desgosto. Mandou-lhe
semear a seara, por ser muito bonita. Ficou rnuito contente e veiu
dizer ao · compadre que tinha uma boa seara. Veiu uma grande
inverna, nâo colheu nada. Veiu ter outra vez corn o compadre :
cc O' compadre, eu quero-me vir embora, qu(nào tenho fortuna
nenhuma ; e entâo o senhor esta perdendo e dando-nos de
corner e semeando a seara, e entâo despeço-me e :o senhor compadre toma posse da herdade. - Ora todos colhem alguma coisa,
e o compadre nâo colhe nada? parece impossivel. - Pois eu falo
verdade, senhor compadre, nunca colho nada e eu nâo sei mentir.
Disse-lhe o compadre : cc Va p' ra caza e estude uma mentira
do tamanho de um Padre Nosso. - Eu, senhor compadre ?
Deus me livre; eu nâo sei mentir, agorahavia de vir dizer uma
mentira do tamanho d'um Padre Nosso ?- Dou-lhe 3 dias p' ra
a estudar _; falle corn sua tnulher e vejam se a arranjam. Nao, senhor compadre, en nâo sei mentir e minha mulher tambem nâo. - Va para casa: dou-lhe 3 dias, ja lhe disse, de entào
trazer a mentira, no fim dos 3 &lt;lias, do tamanho de um Padre
Nosso.
Foi para casa muito apoquentado e disse a mulher : cc Ora

nâo sabes? o nosso compadre quer que lhe arranje uma mentira do tamanho d'um Padre Nosso, que tu mais eu havemos
de arranjar em 3 &lt;lias. - Eu nào; comigo nâo faças conta, que
eu nào sei mentir. &gt;&gt;
Responde-lhe um filho que elle tinha, que era afilhado do
compadre : « Olhe, eu logo lhe arranjo a mentira. Va dizer
a meu padrinho se quer que eu arranje a mentira, nào preciso de
3 &lt;lias : vou- ja. - Ora eu logo la vou dizer isso &gt;&gt;. Disse
a mulher : cc Vae; entâo porque nâo has de ir? talvez acceite o
pequeno. &gt;&gt;
Elle nâo queria; mas, a rogos da mulher, foi a do compadre.
0 compadre, assim que o viu, disse : cc Ahi vem _trazer a mentira? - Nào, senbor compadre, é o pegueno, o seu afilhado que
diz que, se ô meu compadre quizer, que vem elle dizer a mentira,
que nâo precisa de 3 dias, que vem ja de prompto. - Pois elle
diz isso? - Sim senhor. - Entâo va busca -lo. &gt;&gt;
Trouxe-o. cc Senhor padrinho, quer que lhe diga a mentira?
por aqm começo:
Corno eu tenho muitas herdades, monto-me no meu cavallo,
vou dar um giro, ora por umas, ora par outras; mas tenho
uma que sobre todas é a melhor. Tem tantas (la disse) leguas
de largura e tantas de comprimento; mas fui la, entrei na herdade, andei por aqui, por alli, por alli, por aqui, sem lhe ver as
extreinas. Em fim fui dar .onde tinham as colmeias. Puz-me a
contar nellas ; nâo as pude dar contadas, de muitas que eram.
Puz-me a contar as abelhas, faltou-me uma. Pego ·a andar, corrego abaixo, corrego acima-nada. Jâ vinha descuidado em achar,
oiço uma tarrincada muito forte, deotro d'um barranco; assomei-me e vi um porco espinho a tarrincar nelle. Era tanto o me!,
senhor padrinho, que corria por o barranco abaixo; eu nao faço
mais nada ; metti a mào ao seio, tirei um grande piolho, fi.cou-me
um coiro, enchi-o logo de me!, e o mel a correr por o barranco
ab'nixo. Metti a mâo ao seio, tirei uma pulga e :fiz uma borrachâo
(borracha grande para conter liquidas). Vim para caza corn o

�CO 'TOS POPULARES PORTUG EZES

200

CO. 'TO

POPUl,ARE:'

201

PORTUGUEZES

meu borrachâo e o meu coiro, cheio de mel; vim muito contente e fechei-os no meu quarto. Todos os dias, ia ver o meu
mel. Um dia, achei os coiros bulidos. Quem me havia a mim
aqui vir, se eu tcnho a chave na alaibeira? Espreitei, puz-meatraz
da porta, corn um machado na mào. Quem havia de enrrar?
uma foloza (pcqucno pas ara). Jogo-lhe corn o machado; deitau tanta penna que pcrgumei e tornei a pergumar o machado
c nâo o achei.
Fui buscar lume e larguei fogo as pennas. Ardeu o m:ichado
e ficou o cabo. Peguei no cabo e puz-me a amolar, a amolar, a
amolar, ficou num anzol. O' padrinho, assim que deitei o anzol a
?gua, sahiu-me uma burra branca muito perfeita. Ja tenho onde
1r vend r o meu m l. Arranjei a minha burra, puz-lhe os cairos
encima e fui vender. Quando tornei a noite para caza, trazia a
bu rra uma grande matadura no lombo. Era muito mimosa e eu
fiquei corn muita pcnna. Fui corn ella a do alveitar, en inou-me
que p~zesse p6 de fava torrada, alli em cima.
im para caza,
mande1 torrar um moio de fava, mandei peneirar e puz em cima
da matadura e deitei-a â margem, mandei-a ra para a berdade.
Choveu fez bom tempo, eu, quando me pareceu, fui ver a burra.
O' senhor padrinho, nâo queira saber o rico faval que esta tin ha
no lombo, fiquei muico contente. De quando em quando, ia ver
o faval.
_Ouand~ me parcceu que eram horas de ceifar, peguei na min ha
fo1ce e fm até a herdade. Que ha,·ia de eu la ver? um porco
javardo dentro do faval, comendo as favas. Logo-lhe corn a foice.
Enrrou-lhc cabo no rabo. Othe, senbor padrinho, coma foice cci:fuva, corn os pés debulhava, com as ventas assoprava; col hi ...
10 moios de fava.
- Basta, basta, disse o padrinho; vào para a berdade e deixcmse cstar, e acabou-se.

40. OS LADRÔES

Eram duas amigas muito intima - uma cazada e outra viuva.
A cazada tin ha uma estalagem c a viuva tin ha uma loja. A cazada
estava gravida disse-lhe a amiga: &lt;&lt; se fosse menina, que havia de
ser madrinha; , quando ella se desmamar, comobrigaçâodeella
vir p' ra minha caza. Eu nào tenha parentes nem adherentes, e
quero que ella eja minha herdeira. » Baptisou-se a menina, cresceu, e assim que se desmamou, levou-a a madrioha para casa.
Queria-a. muito, estimava-a muito; mas puchava-a sempre
para ella vir p' ra loja, a ensinar. A menina era ja uma mulher e
a madrinha fazia-lhe rodas as vontades.
Fizeram-se alli umas grandes fesrns; mas ellas nâo foram. A
madrinha, que conb ceu que ella estava triste de nào ir â f sta,
disse-lhe : « Deixa estar; para o mez que v mi fazem-se outras
festas, ainda mulheres; entâo logo vamos. »
Foi prcciso a madrinha sabir e nào rccolhcr essa noite a caza c
disse-lhe : c&lt; Em sendo noite, fccha a loja e vae p' ra cima com
a creada. &gt;&gt;
Ella assim fez; fecbou a loja e foi para cima, mandou fazer a
ceia, ceiaram, deitaram-se. âo estava costumada a dormir s6,
nâo poude dormir. Sentou-se na cama ; quando ella olhou para
o solo da casa que tinha gretas, viu luz na loja. &lt;c Ora esta I eu
fi chei a loja, esta luz ! » . Levantou-se, a. somou-se {is mesmas
frestas que tinha a caza e viu 5 homens que estavam tirando a
fazenda dos prateleiros. Ella tirou a porta do leme e jogou com ella,
com muita força, ao meio da casa. Os ladrôes fugiram. Ella correu
c..1. abaixo e fechou a loja. Estava uma mâo do finado accesa.
Pegaram-lbe a bater â porta, que apagasse aquella luz, que
lh'adesse. Ella deitava-lhe agua, mas nâo se apagava. Elles disseramlhe : « vinagre, vinagre. Agora de c.1. a mâo. - Eu oâo abro a
min ha porta. - Deite-a ahi por esse buraco que tem a porta. Mena a mào, disse !ta, que eu lb' a dou. » Ella tinha uma macha-

�202

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

dinha; corn tanta força lhe &lt;leu uma pancada na mao que lb'a
partiu.
Sentou-se numa cadeira, até amanhecer. Veiu a madrinba,
estava-lhe contando tudo, pedindo que nunca mais deixasse de vir
dormir a caza.
Foram as festas; depois vieram de U, ouvem um trern. Parou a
porta. Dcsceu-se um cavalheiro, gue vinha alli, que era o Conde
de XX. Tinha sabido as boas virtudes e a boa creaçào d'aquella
menin a, pretendia cazar corn ella. Ella disse que nào era sua filha,
que se os paes quizessem ...
Ficou elle de vir buscar a resposta. Assim gue elle sahiu, disselhe a rapariga : cc O' minha madrinha, aquelle é o ladrào a que
eu cortei a mâo. - Jesus ! nâo digas tal. Entào era la passive!
que seja ladrâo? um conde havia de ser 1adrâo ?- Nào é conde :.
aquelle homem é a quem eu cortei a mào. - Vamos a caza de
tua màe; isso é o demonio gue te tenta para tu nâo teres fortuna,
Queres desperdiçar um conde, porque di zes que é um ladrao? »
A moça chorou muito. Foram a casa dos paes. Esteve-lhe
contando e ella sempre a dizer que era ladrao e nào era conde. Obrigaram-na a dizer gue sim, que logo se lhe tirava essa poeira da
cabeça.
Ao cabo de 3 &lt;lias, parou o trern a porta; elle en trou e perguntou a resposta. Disse-lhe que sim, e ella sempre a chorar. DisseJhe elle que ao cabo de 6 dias havia de vir alli, havia de trazer
os papeis despachados, para gue nesse mesmo dia se recebessem.
Ao cabo d'esses &lt;lias, veiu elle. A madrinha tinha feito bom
enxoval; receberarn-se e assim que foram ao copo d'~aua, foi-se
logo ella despedindo da familia, que elle nào podia estar alli mais
tempo. Metteram-se na sege e partiram.
Elle nào fallava corn ella, nem ella corn elle. La num certo
caminho, mandou-a descer da sege a tirou a luva : « Conhece
esta mao? - Muito bem; nào me trouxe enganada. Meus paes
e min ha madrinba é gue se enganaram; eu nào. &gt;&gt;
Despiu ofato, rnetteu-o dentro da sege, pagou ao boleeiro, e elle
foi corn ella a pé.

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

203

. como V• me fez ter tanto dor, ha-de marrer hoje ainda
« Ass1m
. d a. ,i Ella , coitada ' ia muito chorosa; chegaram a um
que1ma
Es monte
l'
(
1) muito negro; entrou para dentro corn ella.
tava. a
u:aa velha cega. Elle gritou : « Mài, aqui trago a grandis.
que me partiu a minha mào. Agora vou buscar lenha,
snna. .. ..
· b
11 fi a
ue tenho ahi pouca, para aquecer o forno mmto em, e e a c
qaqm· amarrada, e y Me
bem na ponta da corda. &gt;&gt; Elle
• seaura
o
sahiu.
.
d .
Ella coitada, conforme poude vm se desatava a cor a '. em
fi
~onseguiu. Atou a outra ponta da corda a uma tnpeça
md'.
e e1tou a cor·rer· muito · Assim que avistou. um homem que
estava arranjando um saco de carvâo, pedm ao hom~m q?e
r amor de Deus a livrasse da morte, que ella lhe pagana mmto
b~m. Disse-lhe o homem que nâopodia. Respondeu-lhe gue despe.assse um dos sacos de carvâo, que a mettesse dentro do saco :
lpuzesse carvao
- na boca. O homem assim fez. - E que a levasse a
ue la lhe haviam de dar 6 moedas. Carregou
esta1agem de XX q
. .,
· · 1
as suas cavalgaduras e marchou. ~uando ia_ ia ~o camm 10,
.
.t
Olhou para traz vm o ladrao. D1sse-lhe que
ouvm gn ar.
'.
'.
.
lher or alli a
parasse, preguntou-lhe se unha v1sto alguma mu
' p
'
correr. Disse-lhe elle que sim ( e apontou-lhe para traz)_: &lt;&lt; Alem
naquella altura, vi uma mulher ir a correr. &gt;l O ladrao tornou
para traz tambem a fugir' a ver se a achava.
.
,
Elle pegou a dar nas cavalgaduras, a pressa a vem ter, a estaa descarregar o carrêgo, e a creada chegou a porta,
ia0a em . Peaou
o
•
E
dizendo que nâo descarregasse, que nâo quenam carvao. « u
quero aqui fi.car esta noite. »
Assim que ella sahiu do saco, pegou a chorar.
0 pai e a màe com muita pena e deram logo as 6 moed_~s ao
homem e aaradeceram muito. Mandaram chamar a madrmha.
A madrinha 0com muita pena de a ter obrigado ao cazamento, :11as
que lhe &lt;lava palavra de nunca mais se met~er com essas co1sas.
« Mas eu, minha madrinha, agradeço mutto tudo quanta me
tem feito; mas ir p' ra sua caza, ja nâo, a sua casa tem duas pessoas

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so. Eu quero ficar na estalagem; tem mais gente, nào ha de succeder tanto perigo ». A madrinha vinha todas as noites visital-a e
vel-a. D'ahi a muito tempo chegou um almocreve corn duas caraas
&gt;
•
b' '
uma d aze1te, outra de •vinagre, digo de mel.
Descarregou, mandou fazer de comer, ceou e sahiu a dar
agua aos machos. E a creada que amassava, essa noite, a·ndou de
roda da menina, que queria· tirar uma gota de mel aos coiros
p_ara fazer bolos. Ralhou a menina muito corn ella e nào consentm :. ~ue o que entrava p'ra alli era sagrado, que nào se devia
f:izer 1sso. Ella calou-se, e em quanto os amos ceavam, pegou numa
t1gela (pequena vazilha de barro, menos alta que Iarga) e foi
onde estav~m os co~ros. Abanou um, para ver pelo peso se era
mel ou aze1te ; ouvm uma voz la de dentro do coiro : c&lt; Ja? »
Ella fi.cou estremecida e disse : &lt;&lt; Ain da nào », e correu onde os
amos estavam _ceando. Confessou o que tinha ido fazer; mas que
dentro dos cou-os estavam homens, nao era azeite nem mel.
Le~antou-se o patrào e a creada disse-lhe que bulisse noutro
cotro. Respondeu a voz: cr Ja? » - « Ainda nào », Ihe disse
ell_e._ Correu corn mais alguem que tînha na estalagem a casa do
mm1str?. e comou~lhe tudo. 0 ministro mandou logo chamar,
os memnhos; v1eram todos a estalagem. Ja chegando 0
homem corn os machos, foi logo preso.
Foram ao quarto, onde estavam os coiros. 0 ministro deu
ordem a cada um dos officiaes, para bulirem, ao mesmo tempo,
cada um em cada coiro. Responderam la de dentro : « Ja? »
- « Ja », disse o ministro.
Rasgaram os coiros corn facas que tinham consigo. Foram loao
presos e maniatados e o ministro disse-lhe que a causa que e~a
d'ella, que ella é que havia de sentenciar. « Quero que sejam
enforcados e as cabeças aqui defroute da minha porta da estalagem. » Os paes e a madrinha pediram ao ministro que nào fi.zesse
ta!. Foram enforcados e ella viveu muito ben1 co m seus paes e a
sua madrinha, d'ahi por &lt;liante. Acabou-se.

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4 I.

AS

3

205

MENINAS

Era um principe que todos os dias passava por uma rua, aonde
haviam 3 raparigas muito bonitas; sempre olbava para dentro e
fazia o seu cumprimento. Um dia passou e nào olhou para dentro de caza : cc Ahi vai o principe, disse uma, eu sou capaz de
fazer uma cazaca sem ser provada, e ella ficar justa ao corpo )) .
E outra disse : « Eu sou capaz de fazer uma camiza sem costuras ». Respondeu outra : cc E eu sou capaz de ter 3 filhos
d'elle, semelle saber que sào seus filhos. &gt;&gt;
Elle que ouviu estas raz6es, que estava parado : « Quai &lt;las
meninas é que diz que ha de fazer uma cazaca sem m'a provar, e
que ha de fi.car boa ? » Disse-lhe uma que tinha sido ella. « Quai
disse que m' havia de fazer uma camiza sem costuras? - Fui
eu, real senhor. -Entâo ja sei que aquella menina é que havia de
ter 3 filhos meus, sem eu sa ber; dou-lhe I 5 dias para fazerem
essas obras ». E a outra pegou nella e levou-a, e metteu-a numa
torre. cc Que, ao cabo de 3 annos, havia de apparecer com os
meninos; se fosse verdade o que &lt;!lla dizia, que a recebia por
esposa; mas, nâo apparecendo corn os menin os, tin ha pena de
morte. Eu vou 6 annos par.1 fora, vou viajar. &gt;&gt;
Ella, coitadinha, ficou-se muito triste; fallou com umas fadas,
prometteu-lhe muito dinheiroecontou-lhetudo. cc Nâo tenha pena
corn isso, disseram as fadas. Elle, ta! dia, chega à corte de tal
reino; eu te fado para que tu sejas a cara mais linda que houver; ponho-te um palacio defronte da côrte ; elle ha de chegar a
janella e falla-lhe. »
Assim succedeu. Foi para palacio; elle foi a janella e viu-a.
Ai! que cara tâo linda, desceu abaixo e entrou em caza d'ella.
Falou, cumprimentou-a e depois ... esteve la 3 &lt;lias e despèdiu-se
d'ella, que elle que se ia embora e deu-lhe um boldrié. Disselhe o reino para onde ia.
Ella ao cabo d'esse tempo teve um menino muito bonito e
vieram as fadas, pegaram no menino e levaram-lh' o. Ella cami-

�207

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CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

nhou para o outro reino, onde elle estava. Formaram-lhe outro
palacio, defronte da hospedaria onde elle estava.
Pôz-se a janella e elle i janella estava. Conversaram muito,
offereceu-lhe a sua caza; elle veiu visital-a, pagou na hospedaria e
foi para caza d'ella. La se demorou uns &lt;lias, e quando se retirou,
deu-lhe o sceptro. Assim que teve o menino, vieram as fadas e
levaram-lh' o.
Ella caminhou para o reino onde elle estava. Formaram-lhe
outra palacio, ao pé d'onde elle pouzava; travou logo relaçôes
corn elle, conversaram, e elle, quando lhe pareceu, desceu as
escadas, subiu as d'ella e la esteve uns &lt;lias. Ella pediu-lhe que
nào se fosse ernbora ainda; mas elle retirou-se, que lhe era
preciso e deu-lhe uma corôa.
Ella, ao cabo de nove mezes, teve urna menina. Foram as fadas
e trouxeram-na a ella e a menina.
Metteu-se na torre corn os seus 3 filhos; elle regressou, veiu
logo ter corn ella a torre.
Perguntou-lhe pelas menin os; ella levantou-se; trouxe os
todos 3 cada um c;om a sua prenda na mâo e disse : c&lt; Boldrié, sceptro, corôa : quere...:a V. M. mais boa? &gt;&gt;
Casou corn ella; e ficou sendo princeza.

mas elle nunca se retirava do pé do conde, nem o conde do pé
d'elle. Correram tanto sobre uns veados que se 1he anoiteceu.
Nâo sabiam de companheiro nenhum. Perderam o tino; nâo
sabiam se haviam de voltar para traz, se p'ra diante; nâo sabiam
onde era a cône, mas viram um 1ume d'uns pastores. cc Vamos
li, que aquelles homenspodem-nos ensinar. » Chegaram eperguntaram aos homens o caminho da côrte. cc Ah l senhores, a côrte é
d'aquimuirolonge. Os senhoresnàochegamlaestanoite. Aqui perto
estauma quinta; podem alti ficar esrn noite, que a senhora é muito
boa, ha de lhe dar pouzada. &gt;&gt; Disse-lhe o rei que fossem ensinar
onde era a quinta. Um d'elles seguiu corn elles, foi-lhe ensinar.
O rei disse ao conde : cc Eu digo que sou conde e tu meu
creado ; nâo quero que digam que andou por aqui o rei perdido. ,,
Bateram a porta e veiu o quintaneiro. Pediram-lhe gasalho. cc Eu
vou dizer a senhora &gt;&gt;, disse o quintaneiro.
Mandou entrar. Appareceu uma senhora, ja de edade, cumprimentou-os, sentou-se na sala com elles. Depois de uma hora,
seguiu-se a ceia; depois conversaram um bocadinho mais. Disselhe a senhora que deviam estar cansados, que se retirassem aquelle
quarto, que aUi estavam 2 camas. Despediu-se d'elles e sahiu.
Elles entraram no quarto e pegaram a conversar. D'ahi a coisa
d'uma hora, viram luz por baixo d'uma porta. 0 conde levantouse e assomou-se a fechadura.
Viu uma madama muito bonita, despindo-se ; pegou na mâo do
rei, fel-o assomar tambem. cc Quer V. M. ficar corn ella, esta
noite? disse-lhe o conde. Deixe-a deitar, abra a porta de mansinho
e va ter corn ella. &gt;&gt; Esperou que se mettesse na cama, abriu
porta e entrou. Ella fi.cou muito assustada; disse elle que nào
tivesse susto algum, que elle que vinha alli, queria cazar com ella,
e assim, que nao dissesse nada a sua mâe por ora, que se havia
de demorar o cazamento. Metteu-se corn ella na cama, e ella
muito crente nas palavras que lhe tinha dito.
Demoraram-se na quinta 3 dias; depois despediu-se d' ella,
deitou-lhe ao pescoço uma cadeia d'euro com um crucifixo
d'ouro.

206

42.

0 CAIXEIRINHO

Era um rei muito amigo dos seus vassalos; mas tinha um parente
conde. Eram intimos amigos. Poucas vezes estavam um sem o
outra. A rainha e a condessa, muito amigas; e cada um teve
uma memna.
Depoisdassenhoras estarem melhorzinhas, disseo rei ao conde:
cc Havemos d'ir a uma caçada, convida os fidalgos e depois
d'amanhâ havemos de partir. Dizem que na tapada ha muita caça
e eu gosto de me divertir ».
Arranjaram-se e sairam, todas de cavallo. Assim que la chegaram, appareceu muita caça, muita. Uns por agui, nns por alli;

�208

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

Corno o casamento estava demorado alguns annos, que, se
tivesse algurna creança, a mandasse ensinar a 1er e a escrever.
A mâe, assim que foi tempo de ella nào poder epcobrir ... ,
confessou, A mâe perguntou-lhe de quem era. Disse-lhe a filha
que era do conde; mas elle que havia de vir recebel-a. A mâe teve
tao grande paixao gue morreu.
Ao cabo dos 9 mezes, teve u~ menino; criou-o, e depois que o
menino foi capaz, pôl-o ao estudo. Os outras estudantes mangavam corn elle, dizendo gue nào tinha pae certo. Elle envergonhou-se de tal maneira que disse a màe: que lhe &lt;lissesse quem
era seu pae, que os estudantes a toda a hora o descompunham.
cc Quem 6 teu pae? é a pouca fortuna que eu tive. Tu és filho
dum conde que veiu agui pouzar, prometteu-me cazamento e
nunca mais sou be noticias d'elle. - Entào coma eu sou fi.lho
d'um conde, sào os outras estudantes menas do que eu . Assim,
nâo quero estar aqui, quero ir p' ra carte. &gt;&gt;
A mâe, muito chorosa, pediu-lhe que nào a desamparasse.
Que tinha ficado sem mâe, nào queria agora ficar sem o seu
filho . Mas elle venceu, despediu-se da mâe, tomou-lhe a bençam
e a mâe deitou-lhe a cadeia d'ouro ao pescoço .
Elle foi para a côrte, chegou ao pé d'uma loja e perguntou se
tinham precisâo de um caixeiro. Disse-lhe que nào, mas elle
que o mandavaa outra loja que o c:dxeiro se tinha ido embora no
outra dia. Fallou corn o dono da loja; disse-lhe que s_im.
D'ahi a tempos, fez-se uma feira alli. Elle foi corn os mais
caixeiros annar a loja. No dia seguinte que era dia de feira, foram
as magestades passear a feira. A princeza e a condessinha iam de
braço dada; chegaram â loja, sentararn-se no mostrador, começaram a conversar corn elle e alli levaram a tarde inteira. Quando
voltaram para palacio, disse a princeza a condessinha : « Que
tal te pareceu o caixeirinho? -Pareceu-rne muito bem », disse a
condessinha.
Depois do châ, foi o conde com a condessa e a condessinha
para sua casa. A princeza escreveu logo uma calta ao caixeiro e

a condessinha outra. Elle recebt:u as cartas e disse : « Eu, se
respondo a condessinha, pode-me succeder mal; mas, se i-espondo
a princeza, pode me succeder peor. &gt;&gt;
Respondeu a condessinha. E assim andaram as cartas uns poucos
d'anno:,. Numa occasiào, a condessa e?crevéu-lhe uma, dizendolhe gue era j:i tempo de pôr uma loja par sua conta; que,
defronte de seu palacio d'ella se vendia um predio, que o
comprasse e puzesse uma loja. Nâo havia de faltar nada.
Elle fallou corn o patrao : que tinha vontade de pôr uma lo}a
par sua conta, se fosse de sua vontade dar- lhe credito : gue se
vendiam umas cazas, e elle que as comprava para p6r loja. O
patrâo disse-lhe que sim, corn muito gosto, porque era muito
barn rapaz; que lhe daria o credito que elle quizesse. Comprou
as cazas e poz loja.
Assim que foi para la, algum pobre que elle via que nao era da
terra, dizia-lhe g ue elle tinha um quarto para os pobres, que ficassem alli essa noite. Isto logo se soube e pediam-lhe pouzada.
Em entrando os pobres, lavava-lhe.-os pés, dava-lhe de cear, e no
quarto tinha uma cama . Pela manhâ dava-lhe 6 vintens e iamse embora. E elles sempre a escreverem-se. Mandou a condessinha
dizer-lhe que trabalhasse elle de la para fazerem um passadiço na
rua; tanto trabalharam, até que venceram.
Foi aos ouvidos do rei o que elle fazia aos pobres. c&lt; Que
fundos tera aquelle ·coutractador, para dar pouzada aos pobres,
ceia e 6 vintens? Hei de ver se é par vangloria ou se é por caridade. » Entrou o conde e disse-lhe o rei : « Has de m'arranjar
um fato aceado, mas pobre, e, a noitinha, manda m' o aqui ao
meu quarto. » Vestiu-se do pobre e sahiu.
Bateu i porta do mercador, pedindo-lhe gazalho essa noite.
Mandou-o entrar; veiu o criado corn uma bacia d'agua, poz-selhe o rapaz a lavar os pés. Desconfiou e disse : &lt;&lt; Este homem
nâo é pobre, tem uns pés muito finos. Mas seja o que for. &gt;J Mandou vir a ceia e o rei disse-lhe que ficava muito obrigado, que ja
tinha ceado numa casa, que lhe tinham dada umas sopinhas.
&amp;w, bi,paniqu, x,v.

209

�210

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

. Foi para o quarto, fechou-lhe a porta achave. 0 re~ se?tou-se
numa cadeira; alli esteve mn pedaço de tempo. Depo1s vrn uma
luz, assomou-se a fechadura e viu-o estar de joelhos a um or~torio com 2 vélas acesas, elle fazendo a sua oraçâo. Depo1s
fechou o livro, apagou uma vela e pegou na outra, e ab~iu u°:alçapâo e desceu. O rei disse : « Tu entraste, has de sabir. Hei
de estar aqui â fechadura. ))
Viu-o vir com a condessinha pelo braço. Nâo se deitou nem
dormiu e muito cedo bateu a porta.
Que :fizesse favor de lh'a abrir, que queria sahir; que estava
esperando alli hoje o seu irmào; nào sabia se havia_de vir ho}e de
manhâ, se de tarde : mas, nào sendo horas de part1rem, pedia ao
senhor que lhe fizesse a sua caridade, a elle e a seu mano, a
noite; deu-lhe 6 vintens e. foi-se embora.
Entrou muito cedo em palacio, despiu-se e mandou chamar
0 conde. Disse-llJe : « Arranja outro fato e guarda o ru.eu.
0-conde sahiu e veiu corn outro fato d'um creado d'elle. &lt;&lt; A'
nohe bas de m'acompanhar, disse-lhe o rei, e com pena de
morte (mostrou-lhe uma cara muito austéra) se, do que vires,
falares. »
O conde, que ainda nào tinha visto o rei .fallar-lhe assi11:,
temeu. A' noitinha vestiram-se, foram a c-asa do merrndor ped1r
gasalho. Lavou-lhe os pés, mas o mercad~r desconfiado_ de que
nao eram pobres. Mandou-lhe de cear; d1sseram que nao, que
muito obrigado, mas que jà tinham ceado. Foram para o quarto
e elle fechou-lhe a porta.
D'ahi a bocado, vêem luz e o rei mandou assomar â fechadura. Viu o mesmo que o rei tinha visto : depois de fazer a sua
oraçào, pegou na luz e abriu o alçapao. 0 rei : cc Pena de morte,
tomou a repetir, se, do que vires, falares-. ii Assim que vieram, o rei
tocou-lbe no braço para se calar. Pela manhà, despediram-se e o
mercador deu 6 vintens a cada um.
Depois de chegarem a palacio, sentara1n-se e o rei dirige-se ao
c.onde : cc Que merece aquelle homem? - Jâ preso, disse o

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

211

conde, as portas atravessadas, 3 &lt;lias no oratorio e enforcado. &gt;&gt;
A princeza que soube d'isto disse ao pae : cc V. M. bem sabe
as leis; manda enforcar um homem; nâo sabe em que dia nasceu, de quem é filho e se ja teve ordens. - Nâo dizes mal. Venha
o preso a rninha presença. &gt;&gt;
Foram buscar o preso. Perguntou-lhe o rei em que dia tinha nascido. Disse-lhe que nâo sabia. (( Ja teve ordens? -Nào, senhor. De quem é fi.Ibo? - Sou filho da pouca-fortuna, assim me disse
minha mae, um conde, que foi pouzar a minha quinta, a enganou, que a havia de receber, e nunca mais appareceu por la. Por
signal lhe deu este crucifixo d'ouro que minba mae me deitou
ao pescoço, quando lhe pedi a ultima bençam. »
0 rei olhou para o conde. (&lt; Que dizes tu a isto ? - Eu digo
que elle é filho de V. M. ~ E eu entào digo que elle é teu
genro. &gt;&gt;
Depois cazou coma condessinha e a princeza sahiu-lhe irmào.
Ficaram todos muito bem. Ainda hoje em di~ hi estào.

43·

A ESTALAJADEIRA

Havia uma estalajadeira muito bonita. A todos que vioham
pouzar â estalagem perguntava se j:i tinha. visto uma cara tao
bo~it:a como a sua. Diziam-lhe que tào bonita ainda nao tinhàm
visto. Ficava muito satisfeita corn a resposta.
Teve uma menina, m.uito mais linda do que a màe.
Perguutava aos passageiros se havia uma cara mais bonita do
que a sua. Se a menina nào desmanchasse, ainda havia de ser
mais bonita.
Escondeu a menina num quarto, que ja nào apparecia a ninguem. Passaram-se alguns annos e a menina jâ tinha curiosidade
de se assomar ajaneila, em chegando alguns passageiros. Um dia,
chegou um trem, parou â porta da estalagem e a meuina
levantou-se, assomou-se a jane!Ja. Entrararn para dentro os passageiros que vinham no trem. Perguntou, pelo co;tume, se ja

�212

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

tinham visto uma cara tao bonii:a. « Sim, senhora, aqui em cima
nesta janella, appareceu uma menina ainda mais linda que a
senhora. »
Fechou-a num quarto que nao tinha janella, e quando ji era
senhora, peitou um creado para air matar. 0 homem, custou-lhe
muito; mas, como lhe &lt;leu um taleigo de dinheiro, arranjou urna
cavalgadura e a màe chamou a menina : que havia de ir para o
convento essa tarde, que nao a podia acompanhar, nias aquelle
creado que eia fiel. Montaram nas cavalgaduras, caminharam .
Chegando la a um certo sitio, muito longe, apeou-se elle e a
menina. cc Agora descubro a verdade, nào vai para o convento;
sua mae disse-me que a matasse. ii A n,enina pegou a chorar
muito; mas disse que elle que nâo a mata va, q~e nâo tinha anima
para isto. &lt;&lt; Tenho aqui este do, mato-o, tiro-lhe o sangue e
· a liogua, que foi o que a sua mâe me pediu. Eu vou-me embora e
a menina pergunte o seu destino. » Montau a cavallo e partiu.
Sentou-se a menina numa pedra; alli esteve chorando a sua
desgraça. Levantou-se e caminhou.
Foi dar a um cazarâo; entrou, nao viu ninguem. Viu urnas
poucas de camas por fazer, as cazas por varrer e na cozinha estavam uns coelhos pendurados.
Ella disse : « Isto é gente que anda trabalhando de dia; a
noite é que recolhem e fazem de corner. Eu vou fazer lume e
vou guisar estes coelhos. » Depois de os ter ao lume, varreu as
cazas e fez as camas. Neste tempo, ouviu um. tropel muito grande
de gente. Corno era ja noite, teve_muito medo, metteu-se numa
toca d'uma oliveira.
Os donos da casa eram uma quadrilha de ladrèies. Entraram
para dentro, acharam as casas varridas e as camas feitas. Foram
a cozinha, acharam a ceia ao lume. 0 capitâo dos ladrèies disse :
« Isto é gente que estava aqui, nâo pode estar muito longe,
porque o ]urne esta muito activo. Sahimos todos e vamos em
busca. » Buscaram tudo, nâo a encontraram. Vinham ja para casa,
deram tino de que estava alli mettida na oliveira. Disseram-lhe

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

213

que viesse corn elles, que ninguem lhe fazia mal, porque ella lhe
tinha feito tanto bem.
Veiu com elles, mas muito assustada. Perguntou-lhe quem ella
era. Disse-lhe que era filha d'uma mâe tâo tyranna que a mandou
matar; mas o creado teve tanto do d'ella que a deixou corn vida.
cc Fiquei nô campo s6; depois caminhei sosinha e aqui cheguei. Deus
é que me deparou este bem. )&gt;
0 capitâo olhou para os ladrèies : cc Esta é uma filin que eu
tenho e sua irmâ. Ninguem a offenderi, nem lhe pora um dedo
em cima para a maltratar. Se alguem tiver essa liberdade, fica
logo morto aos meus pés. )&gt;
Ao amanhecer sahiram e ella ficou em casa, governando. A'
noite vieram, muito satisfeitos com ella. Ella, coitadinha, nâo
tinhamais remedio que viver tambem satisfeita. Passaram 2 annos
e veiu uma pobre pedir a porta. Ella diz : cc Ha 2 annos que
aqui estou, ainda aqui nâo chegou pobre nenhum; mas agora
peço-lhe que, de quando em quando, venha por aqui, que a hei
de remediar se faz-me companhia. &gt;&gt; Pegou de conversa corn a
velha e demorou-se alli até a tarde.
Ella remediou-a e pediu-lhe que viesse mais vezes, a meudo.
A velha sahiu d'alli; como andava pedindo, veiu a estalajem. « Ja
vi uma caramais lindaque a sua, muitomais bonita. Nas brenbas de
tal parte, esta uma menina ainda muito nova, muito mais bonita. &gt;&gt;
A estalajadeira, lembrando-se que seria a filha : cc O' Pia
Velhota, disse ella a velha, quando volta outra vez par la? Nâo hei de tardar muitos dias, que ella pediu-me que fosse mais
vezes, a miudo. -Eu dou-Jhe um taleigo de dinheiro, se V. M. la
fôr agora. Em lhe mettendo este alfinete na cabeça e vindo-me dizer
o effeito que elle fez, entrego-lhe este dinheiro. ))
A velha sahiu muito contente. Cl1egou as brenhase bradou por
ella. A menina sahiu muito contente, a porta : cc Fez hem, Pia
Velhota, em vir por agui; nào vejo ninguem, estou sempre s6.
Ha de se deixar estar aqui até a tarde. - Sim, minha menina. &gt;)
Deu-lhe de jantar. « Vamos aqui até a empena do monte ( cazal). &gt;&gt;

�CO. TOS POPOLARES PORTUGUEZES

215

CO. TOS POPULARES PORTUGUEZES

Scntaram- e c disse-the a velha : « E' amiga que a catem? Or:1 ! tomara eu que me catassem todo o dia. - Entâo d ite :1qui a
cabeça oo meu colo. » Deitou a cabe\-a e a velha pegou a catal-a.
Deixou-se dornùr.
A velha puchou do alfinete, cravou-lh'o na cabeça a menina
ficou morta. A velba ja tinha pena. Corno viu que ella nâo bulia
nem corn pé nem corn mâo, pegou oo seu bordâo e foi-se embora.
A' noite vieram os ladro s; nâ.o viram a ceia feita e oâo a acharam a ella. Foram todos ern bu ca, foram-oa achar na empena do
monte; trouxeram-na morta.
O capicào di se a um: « Va ja d'ahi num instante i cidade;
mande fazer um caixâo e ha de vir aqui antes de amanhecer. l&gt;
Veiu o caixâo, metteram-na dentro; pegaram-lhe 4
foram-no
pôr a portaria dos fradcs Yoltaram para caza. 0 principe, que
nesse dia sahiu a caça, passou p lo convento do fraJes.
(&lt; Estâ além um caixào, vâo ver quem é. &gt;) Foram-lhc dizer
que era uma cara muito linda d'uma m nina que escava morta, que
nâo parecia morta, porter muita côr na cara. 0 principe ordenou
que levassem aquelle caixào para palacio para o seu quarto, e
depois de la e tar cbamou a mâe.
Esti,·eram-na vendo e disse : « Parece que nâo estl1 morta ; a
côr que tem na cara nâo é &lt;l'aima que foi para o outro mundo.
- O' minha mâe, dis e-lhe o principe, se ella estivesse viva, de posava-me corn ella, que ainda nâo vi uma cara tâo linda. em eu, meu filholl, disse-lhe a rainha.
A rainha e uma das aias d piram-na; nâo lhe acharam contusâo nenhuma no corpo. 0 principe correu-lhe a mào p la cabeça
e achou o alfinete. Tirou-o; ella abriu os olhos e deu um ai . A
rainha mandou buscarum caldo. Tiraram-nadocaixào, deitaram-na
na cama do principe.,
Peoaram a dar-lhe colherzinhas de caldo; restabeleceu, falou.
Ficaram muito contentes; assim que e teve boa,tractou-s do cazarnento. Todos adnùraram a bell za della.
Aos 8 mezes de cazados, sahiu o principe p'ra guerra. Quando

foi tempo,teve a princeza um menino, ainda mais bonico do que
a màe. A rainha escre eu logo para o fil ho. fandou-lhe dizer que
a mâe que era linda, mas que o menino que era muito mais.
Mandou um soldado para a posta ; veiu ter o maldito soldado a
estalajem.
A estalajadeira perguntou logo se ja tinha visto uma cara tâo
boni ta como a sua.« A princeza é muito mai bonita que a s nhora,
e agora ceve um menino que dizem que é ainda mais bonito. Vou
agora b·ar esta ooticia ao principe. 0 que ficara de contente,
tendo succcs or ao reino ! - Aonde para o principe? - Em ta!
parte. - Olbc, é melhor ficar aqui esta noite porque ainda é
muito longe e pela manhâ cedo pode partir. l&gt; Poz-lhe o jantar
na meza e 2 garrafas de vinho : &lt;( Beba e coma, que nào paga
nada ... l&gt;
Comeu, bebeu e embebedou-se; deixou-se dormir. Ella foi â
mala, tirou-lhe a carta; escreveu outra dizendo que a princeza
que deu muito i cabeça corn un page, agora tinha tido um
monstro, parecia mais bicho que creatura. F chou a carta e met
teu-a na mala.
0 soldado, pela manhà, depois d'almoço, desp diu-se da estalajadeira, quiz pagar; nào lh'o consentiu, pedindo que vi sse â
volta por alli. 0 soldado deu-lhc palawa que sim, que tornava.
Chegou onde estava o principe e entregou-lhc a carta. Assim
qui a leu, deu-lhe uma coisa, cahit1. Os soldados e os mais que
alli e tavam levantaram-no; ja elle rinha sentido.
Poz-se a escr \'Cr outra carta, dizendo que a princeza e rivesse
dado a cabeça, que hem sabia que o que ella teve era seu fil ho e
entao que elle, indo, saberia as coisas como eram. 0 soldado
recebeu a carta partiu.
Veiu 1.lar aestalajem. Fez-lhe muitas festas a talajadeira; tractou-o da mesma sorte. 0 soldado, bebado, deixou-se dormir.
Foi a mala e tirou-lhe a carta; escreveu outra, mandando
dizer que, lo 0 o que a mâe recebesse aquella carta, que a mandasse
matar mais ao filho, que elle que nào queria saber d'ella para
coisa neohuma. 0 soldado no outro dia partiu.

�216

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PO.RTUGUEZES

Chegou a palacio, entregou a carta â rainha. A rainha leu a
cana, calou-se; nâo disse nada â nora. A princeza via a rainha
muito triste; perguntava-lhe se tinha tido alguma ma noticia do
principe ou se estava doente. Disse-lhe que nâo, que nem estava
doente, .nem tinha tido mas noticias. cc Sâo saudades que tenho de
meu filho. &gt;&gt;
D'alù a r 5 dias veiu o principe, e assim que a rainha sou be a
hora a que elle havia de chegar, mandou a nora e o menine
para um quarto retirado. ·
Chegou o principe, sahiu-lhe a rainha, abraçou-o, beijou-o.
Elle tomou-lhe a bençam, perguntou pela princeza. « Oh! essa
é boa, mandaste-la matar e perguntas-me por ella? - Eu nâo,
minha mâe. Antes eu recebi uma carta sua, em que me mandava
dizer que a princeza na minha ausencia me tinha sido falsa; o
fi.Ibo parecia mais monstro que gente. &gt;&gt;
A mâe chorou muito, disse que tal coisa como essa nâo tinha
escripto; mas ella qu'e nâo tinha cumprido as suas ordens, que
nâo a tinha mandado matar nem ao filho. Chamou-se a princeza, contaram-lhe tudo : cc E' minha mâe; ninguem podia fazer
isto senâo ella. &gt;&gt;
Chamou-se o soldado. 0 soldado contou que tinha ido a estalajem. 0 principe mandou logo um esquadrâ.o de cavalaria; chegaram â e,5talajem, trouxeram-na presa. Foi logo alcabuzada e dos
ossos -fizeram uma cadeirinha para o menino se sentar.
Ficaram muito contentes; nào houve mais novidade nenhuma
e ainda hoje em dia la estâo.

filhas e a mulher pagarem o que elle devia. Elias olharam umas
para as outras e a mais rnoça disse â mae : cc O' minha mâe,
n6s havemos de pagar aquillo que nem comemos nem bebemos?
n6s sempre debaixo de trabalho, e ainda haviamos de trabalhar
para elles levarem? isso nâo; pornos tudo em venda, dizer:do
que é para pagamel1to : -depois de tudo vendido, despejamos os
nossos colchôes, enchemos corn a nos~a roupa e fazemos
4 trouxas. Uma noire, sem ninguem ver, vamos-nos embora por
esse mundo. » Assim puzeram as suas trouxas a cabeça e sahiram.
Andaram por aqui, por alli, rnuitos &lt;lias; iarn ja cansadas, cbegaram a uma terra, ouviram uma µrnlher a chorar. Chegaram a
porta e perguntaram: cc Senhora, o que tem que esta tao affiicta? - Morreu-me o meu homem ; fiquei corn 4 creanças sem
nenhuma poder ganhar o sustento. » Respondeu a mais nova :
« Se a senhora nos desse aqui gazalho, por amor de Deus, esta
noite, por alma do seu homem. - Pois nâo, sim senhora, podem
entrar. »
Estiveram consolando a viuva e depois pegaram a conversar.
cc Esta terra nao nos parece feia; se n6s tivessemos aqui fortuna, -6.cavamos aqui. N6s, pelo nosso officio nos governavamos.
- Entâo que officia tem as senhoras ?-Somas alfaiatas. -Se as
senhoras quizerem aqui ficar, hâo de ter muita fortuna, muita.
Aqui nâo ha alfaiata nenhuma; vâo fora da terra fazeras obras. Pois ficamos, mas era preciso a gente ter umas cazas assim peq uenas; nâo podemos pagar grande renda. -- Aqui ha uma morada
de cazas muito boa; o dono da-as de graça. Dizem que apparece la um medo; vâo para la um dia, sahem no outra. &gt;&gt; Respondeu a mais nova : cc E' gente que faz o medo; faz favor de nos
dizer onde mora esse homem ? &gt;&gt;
A viuva mandou por um pequenito ensinar-lhe . Bateram a
porta, perguntaram o dono da casa : cc O' senhora, dizem que tem
umas cazas para arrendar. - Eu dou-as de graça, nâo as arrendo,
porque o mais que la estâo é um dia e uma noite; depois sae
tudo para fora, que apparece la um medo e no outra dia vem

44.

0 GALVAO

Havia um alfaiate que tinha 3 filhos. Tinha muito grande freguesia, porque era muito bom official. Tinha muito bom credito nas
lojas, ia buscar fazenda quanta queria. Depois que os filhos souberam o officia, deixou de trabalhar e metteu-se no jogo.
Depois d'uns aonos, teve uma enfermidade e morreu. Logo
vieram os crédores - os Iogistas como os do jogo - para as

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CO 'l'OS "POPULARES PORTUGUEZES

entregar-me a chave. &gt;) A moça respondeu : « 0 medo fa-la
a gente; faz favor da cbave? » Despediram-se d'elle e v1eram
com a chave na mao para caza da viuva.
&lt;c Ja remos caza, de graça, que o medo fa-lo a gente;
tomaramos n6s ter saude. E a senhora ha de fazer favor de nos
cmprestar alguma coisa que nos seja preciso, que nâo sao
haras de ir comprar nada. » Emprestou-lhe um candieiro,
un'! fogareiro e algun objectas assim mais precisos. E ellas, dos
colchèies que levavam com a roupa, encheram-nos de palha
e caminharam para caza. Eram haras de cear; estiveram ceando,
puzeram-se a fazer serâo. Eram J o ho ras, disse a mâe para a mais
velha : « Nos vamo'-nos deitar e fica tu esperando o medo )&gt;.
1-icou ao serào, sosinha.
Era meia-noite em ponto, ouviu um rugido de umas correntes
a arrojarem pela chào e ao mesmo tempo uma voz d1zendo :
« Galvào, galvào, serào boras?. )&gt; Respondeu outra voz: « Ainda
nào. &gt;) Ella largou a meia, deitou a carrer e metteu-se entre meio
das irmàs que estavam deitadas. Esteve contando o que ]be succedeu, e as outras fi.zeram-lhe muito forte troça. A do meio
respondeu : cc A' noite, fico eu; quero saber se isso é verdade . »
Na outra noite, ouviu o mesmo; correu, metteu-se na cama
comas irmâs e a mais moç,1 respondeu: « A' noite fico eu; nao
me hei de vir metter na cama, hei de ver o que é. &gt;&gt; A' noite,
ficou ella sosinha; poz-se a fazer o seu serâo.
A$sim que deu meia noite, ouviu o mesmo rugido e as mesmas
vozes. Ella larga a meia, pegou no lenço d'assoar e no caudieiro,
e correu para onde elles estavam. « Espere, que eu lhe vou
fazer as haras )&gt;. Ao mesmo tempo ouviu-o cabir dentro da cisterna; poz o candieiro no bocal e assomou-sc para baixo: &lt;&lt; Ven ha
ci, venha ci, nâo foja, que eu Lhe faço as boras. &gt;1
Sahiu-lhe um preto: « O' mâe siora, se quizesses vir p' ra
aqui, havias de ser muito feliz ; tenho um grande palacio,
muita prata, muito oiro, e tudo isto era teu e a màe siora nao
havia de fazer nada. Venha ver, mâe siora, venha ver. - Pois

vem-me buscar. » Pegou nella, e assim que chegou a agua :
c&lt; Fecha os olhos, màe siora. »
Andou-lhe mostrando tudo . « Agora, màe $Ïora, nao ha de
fazer nada; camer, beber, divertir-se. Agora vamos cear. - Eu jâ
ceei, disse-lhe ella, nao tenho vontade. - Pelo menas um pastelinho, que isto nâo é coisa que encha a barriga a ninguem. 11
Assim que o comeu, deixou-se dormir.
Pela manhà, achou-se num.a rica cama. 0 Galvâo trouxe-lhe
agua numa bacia e uma toalba para se lavar : « Mae siora, eu
chamo-me Galdo e eu nâo sei o nome da senhora. » Ella deulhe o nome. Levou-a a uma copa onde estava muito vestido:
« Dispa esse vestido; cada dia deve vestir urn vestido, que tem
muito para vestir; e esse trapo deite-o fora. &gt;&gt;
A mâe e as irmâ■ levantaram-se pela manha, olharam par a a
cisterna e viram o candieiro e o lenço d'assoar em cima do
bocal. Pegaram a chorar e a gritar que ella se tin ha affogado corn
medo. Accmüu logo gente corn fateixas; nao acharam nada .
Ella ca vivia com o seu Galvâo, sem ver mais ninguem; mas
todas as noites, em cima da ceia, com.ia um pastel. Passados ja
9 ou ra mezes, diz-lhe o Galvâo: « Se a mâe siora soubesse o
que vae na sua caza .... - Entâo? - E' a sua mana mais velha
que se caza amanhâ. Quer ir ao casamento, mae siora? - Se tu
me deixasses ir, de boa vontade iria. -Se me der palavrade voltar. - Dou-te a minha palavra d'honra; onde havia de eu
achar uma fortuna egual a esta? - Eu vau pôl-a ao bocal do
poço, a màe siora vae; mas em ouvindo 3 assobios, venha logo ao
bocal do poço, que eu lâ estou. Aqui tem este taleigo de dinheiro
para dar a sua mâe e estes 2 vestidos para suas manas. Veja o
que faz, màe siora, nao falte a sua palavra. - Nao faite, nâo,
nào falto. »
Vein-a pôr no bocal do poço; assim que ella entrou ficou
tudo muito contente, muito admirado. Deu o dinheiro â mâe, os
vestidos as manas e a mâe levou-a para um quarto, esteve-lhe
perguntaudo o que tinha feito.

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CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

Ella disse-lhe tudo que passava com o preto. cc Tu nâo vês mais
ninguem? - Nâo, senhora, s6 o preto unicamente é que esta
naquella casa e eu. - Tu estas gravida, clisse-lhe a mâe, isso
talvez seja o preto. - Nâo, minha mâe; o preto tracta-me corn
respeito. - Pois olha: como tu cornes um pastel e te achas pela
manhâ na cama, faze que te deixas dormir da mesma sorte e vê
o que te succede. Aqui tens esta lanterna de furta-fogo; mette-a
debaixo da cama antes de comer o pastel : faze que o cornes e
deita logo a cabeça na almofada. E vê o que te succede. Depois de
estares na cama e sentires deitar alguem comtigo, em estando
dormindo, pucha da lanterna, deita-lhe 3 pingos de cera na cabeça;
logo conheces quem é. &gt;&gt;
Estando â ceia, ouviu ella um assobio. Levantou-se, chegou-a â
cisterna, esta va o preto a esperar por ella.
Beijou-a, abraçou-a e que nâo tinha faltado, que dali por
&lt;liante ainda a havia de estimar mais.
« Agora, mâe siora, esta a ceia na mesa para ceiarmos. - Eu
jâ ceei. - Pois ao menos coma o pastel. - Da
&gt;&gt; Fez que
o comeu, deitou logo a cabeça na almofada. Elle pegou nella,
levou-a de pé da cama mesma sorte e deitou a na cama. 0 preto
foi buscar uma bacia e uma toalha e poz-lh'a ao pé da cama.
D'ahi a um espaço de tempo entrou com um lenço na mào.
Deitou-o na agua e sahiu um homem; limpou-o numa toalha,
meteu-o na cama corn ella e sahiu e fechou a porta. Elle voltouse para ella, beijou-a e deixou-se dormir.
Ella, que o sente dormindo, pucha da lanterna e deitou-lhe
3 pingos de cera na cabeça : cc Ah! tyranna ! dobrastes o meu
encantamento. Pela manhâ, vem o preto, descompôe-te, pôe-te
na rua, tu nâo sabes caminho nem carreira, nào te da nada,
has de morrer corn fome, ha de te vestir o vestido preto que tu
trouxestes, pôe-te na rua. Mas tu nâo lhe digas coisa nenhuma;
deixa-o desaffogar, deixa-o dizer tudo quanto elle quizer. Depois
d'elle estar cansado de fallar, diz-lhe tu : « Tens razào, Galvào, tens muita razào », e pede-lhe 3 novellos para teu segui-

mento. Tira a ponta d'um e pôe um â porta do palacio d'onde
sahires; vae-o desenrolando, e onde elle acabar, bate â porta,
que é a palacio de minha tia. Pede-lhe gazalho, em louver do
senhor infante menine. Ha-de fazer perguntas, mas nào digas
nada, que eu a noite lâ irei estar comtigo . &gt;&gt; Chorou muito, e
elle pela manhâ sahiu.
Veiu logo o preto a descompôr nella. Disse-lhe quanto quiz,
que nunca elle a deixasse ir a casa da mâe, que ella é que fez
corn que elle perdesse a sua fortuna, etc. : cc Aqui tem o trapo que
trouxe vestido, vista-o. Ponha-se jâ d'aquella porta para fora;
nào lhe clou nada, que ha de morrer de f01ne. &gt;&gt;
Disse-lhe ella : cc Tens razâo, Galvâo, mas dâ-me 3 novellos para meu seguimento. - Sim, senbora, lâ isso lhe dou eu;
quero ver o que faz com elles. » Pàl-a fora e fechou logo a porta
nas costas.
Ella tirou a ponta do novello; o novello foi a desenrolar-se, e ella a andar sempre por onde o novello ia.
Andou todo o dia sem corner nem be ber. Ao sol posto, acabou-se um novello â porta de um palacio. Pediu as guardas que
dissessern a senhora se lhe &lt;lava alli quarte! essa noite, que era
uma pobre viuva, que andava pedindo para se governar; mas
que lhe pedia em louvor do senhor infante menino. Mandou-a
entrar.
Perguntou-lhe ella se sabia ella do senhor infante menino, visto
que pedia esmola em seu louvor. Ella disse-lhe que nâo sabia, mas
alli na rua lhe disseram que pedisse gazalho em norne do senhor
infante menino : « Cuidei que soubesse alguma coisa, que me
disseram que uma mulher lhe tinha dobrado o encantamento. Nâo sei nada, minha senhora. &gt;&gt;
Mandou-a para urn quarto; mandou-lhe a ceia e alli ficou
naquelle quarto até pela manhâ. Pela manbâ, levantou-se e
despediu-se. Mandaram-lhe dar pâo. Elle foi ter corn ella, de
noite; perguntou-lhe oque tinha dictosua tia. Esteve-lhe contando
o que se tinha passado : cc Agora o outro novello ha de aca-

ca.

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bar a porta de minha av6; pede-lhe gazalho em meu nome.
Nâo lhe digas coisa nenhuma, que minha mâe jâ mandou uma
escolta em tua pergunta : em te encontrando, és victima. Eu la
irei ter a noite comtigo.
Deitou o outro novello, foi a casa da av6. Succedeu o mesmo.
Deitou o 3° novello, foi dar ao palacio da rainha. Pediu esmola
en1 louver do senhor infante menine e gazalho. Assim que lhe
falou no filho, mandou-a entrar; perguntou-lhe quem era. Sou
mna pobre viuva, minha senhora, que enviuvei ha pouce tempo.
- Mas para que me pede gazalho em nome do senhor infante
menine? - Porque tenho ouvido dizer que a senhora nâo nega
coisa alguma que lhe peçam em louvor do senhor infante menino.
- Mas V. Mee coitada, esta ja muito pezada; é melhor, jaque
me fallou no meu filho, que esteja aqui até ter sua creança.
Mas V. Mce sempre sabe alguma coisa a respeito de meu filho.
Eu mandei uma escolta em busca d'essa mulher que lhe dobrou o
encantamento, e quando pareça ha de ser alcabuzada.
Ella mudou de côr. « E' muito bem feito, minha senhora, que

a

pague quem tem culpa. »
Mandou-a para utn quarto, onde estava uma cama, dentro
d'uma alcova, tapada corn um cortinado. Mandou-the de cear;
comeu e deitou-se. D'ahi, veiu o infante; deitou-se corn ella
e perguntou-lhe o que se tinha passade com a mae : « Ainda
digo mais, nao quer que eu saia d'aqui sem ter a creança. Eu
aqui hei de vir todas as noites; mas cautela coma lingua, nâo
digas nunca nada. Vae todas os dias pela manhâ fallar a
minha mâe e agradecer-lhe. » De madrugada sahiu.
Ella levantou-se, veiu fallar â rainha. Coitada, nâo havia de
dormir bem; esta va cansada da jornada. A' noite ha de dormir
melhor. Mandava-lhe o corner e todas as noites ella ia lâ.
Levantou-se uro dia e disse â rainha que estava muito doente.
cc Vâ parao seu quarto e jase manda chamar quem a entenda. »
Vieram logo duas parteiras; tève uma creança. Deram parte a
rainha; ficou muito contente de ella estar descansada. A' noire

vei~ elle; ficou muito contente do seu menino. Ao cabo de
3 d1as deu uma dôr na creança, que nâo a podia de maneira
nenhuma ter, nem ao collo, nem de marna, nem de maneira
nenhuma : a chorar sempre. Veiu o pae, pegou nelle; 0 menino
sempre a ~horar. Deu-o â mâe. cc Vê se o calas, que eu nao 0
posso ouv1r; canta-lhe uma cantiga, que as creanças âs vezes
as..:'ustam-se de ouvirem umas tantas vozes e calam-se. - Isso
n~o c~nto eu ; havia_ de pôr-me a cantar para incommodar a
ramha. - Porque nao? Canta, canta. - Nào canto, nào. Canta-lhe esta cantiga :
Se vossa avô soubéra
Que era seu neto,
Veja o que fizéra !

- Pois eu hei de cantar isso? - Canta, sim, que mando eu. &gt;&gt;
Ella canton e o menino calou-se.
Pel~ manhâ, sahiu el~e, e ella levantou-se. Assim que a rainha
a sentrn le~antada, vem ao quarto. Perguntou-lhe que tinha
aq?ella menma, que tanta tinha chorado. cc Julgo que era dôr,
mmha senhq~a, que _teve: - Mas elle calou-se depois que canton.-:-- Eu nao c~nte1, rrunha senhora. - Cantou; te posso dizer
a ~ant1ga que foi (repetiu) . &gt;&gt; Ella desfechou a chorar muito.
D1sse-l~e ella : cc Nâo chore; quero que me diga a verdade.
Para num ~âo ha segredos occultas; ha de me dizer tudo que
tem succe_d1do, e quando nâo, ha de ser akabuzada. Ainda ningue1:1 ped1u gazalho nem esmola, em louvor do senhor infante
memno, e V. Mce, que m'o pediu, sabe esse segredo. Eu sou
capaz de o guard~r, tao bem como V. Mce O guarda. Conteme a verdade, e mnguem lhe ha de pôr perigo nenhum . &gt;&gt;
Ella conto~-lhe tud~ e a rainha chorou muito; que seu
fi.Ibo era um rngrato : 1r todas as noites e nâo lhe ter fallado !
cc Faça a senhora o mesmo que eu fiz : u111-a lanterna de furtafogo. A senhora vae p'ra o meu quarto, e quando elle venha, esta
a lanterna &lt;le baixo da cama, e a senhora encoberta corn os cortinados. Elle vem; ha de me perguntar o que passei com a senhora

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e depois digo-lhe eu : « Desvie para la o cabello, que me oica no
corpo, é muito comprido », e elle sacode a cabeça e cae o cabello
para baixo, e a senhora segure-lhe o cabello e deite-ella 3 pingos
de cera, que ja elle nâo pode fugir. » A rainba 6cou muito satisfeita, esperando a noite. Metteu-se no quarto da peregrina.
Veiu elle, fallou, perguntou pelo menino, se estava melhorzinho. Disse-lhc qu estava bom, que nunca mais tinha tido a
dôr; e por nào dizer mais nada : « Deite o cabello para f6ra da
cama, que me esta picando no corpo. » A rainha deitou os 3 pingos de cera.
Beijou-o, abraçou-o, chamando-lhe ingrato, que vinha alli
todas as noites e nâo lhe tinha aiuda fallado. « Minha màe,
acabou-se o m u cncantamento corn a nascença de meu fil ho;
m~s o Galvâo, nào. Agora, ha de baptizar-se no dia em que
mmha màe fizer annos; depoi da beija-mâo. As 3 ultimas
mulheres que vierem bcijar a mâo de V. M., trazem um
k:nço na mâo. Perguntam : «
que qu r V. M. de n6s? Esse lenço que trazes nas mâos. &gt;&gt; Elias de raivosas fazem o lenço
em mil tiras e quantas feridas fizerem quantas sâo as feridas do
meu corpo. Jogam corn o lenço a agua c eu nâo me posso
levantar. Deve estar alli medico, cirurgiao e confessor, que eu
nâo sei se poderei resistir. »
o dia que a rainha fez annos, baptisou-s o menino e deu
(a rainha) beija-mâo. A 3 ultimas mulheres que chc.,.aram,
perguntaram : « Que quer V. M. de n6s? - Esse lenço que
trazes nas màos. &gt;&gt;
Rasgaram muito hem o lenço, deitaram-no na agua c desesperadas sabiram da sala. Accudiram logo o cirurgiào e o mcdico,
curaram-no e metteram-no na cama.
cc Minha màe, hoje é dia grande; baptisa-se o meu filbo
minha mâe deu beija-mâo, agora todas as personagens que aqui
estâo sejam minhas testimunhas que eu cazo com minha mulher.

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45.

OS DOIS PEDRI 'HOS

Era um rei muiro tentado corn a caça ; mandou chamar o sapateiro. Que lbe havia de fazer umas botas em 3 &lt;lias. 0 sapateiro
principiou as boras; mas a mulher estava para ter uma cr ança,
foi cbamar a p:meira e ao cabo de 3 &lt;lias nasceu um menino.
Passaram-se 2 dias ; manda o rei pelas botas. Elle foi e
disse : « Senhor, nâo pude fazeras botas, porque min ha mulher, esta
noite, era meia para a I bora, deu â luz um menino. - Ora
essa ! disse o rei, a essa mesma bora, teve a rainha outro
menino. Has de me dar o teu filho; nasceram a mesma bora
e no mesmo dia, en quero crcal-os como meus filhos para sab r o
destina ou a sina d'estas 2 creanças. Vae fallar corn tua mulher e
traze-me aqui teu filho. »
Elle veiu para caza e disse a mulher. Ella nào queria; chorou
muito e elle disse : cc âo lhe tires a fonuna; elle vae ser creado
como filho do rei; é sô para saber o destino d'estas 2 creanças
que nasceram a mesma bora e no mesmo dia. &gt;&gt;
0 rei mandou buscar o menino. Poz a cada um sua ama ; baptisou-os, poz a ambos Pedros. Foram cr scendo os meninos
debaix.o de nome de serem irmâos urn de outro. Eram muito
amigos um de outro, muito amigos; nâo estavam nunca um
sem o outra. 0 rei mandou-lhe fazer umas bolas de ouro, um
aro e uma palheta. Jam para o mirante jogar; mas o sapateiro
sempre queria ganhar, o principe "tambem: guerreavam um corn
o outra, o sapateiro batia no principe. Vinha fazer qu ixa a
rainha : « Pedrinho deu-me. - Amanhâ lhe das tu. »
uma occasiâo estavam jogando; o filho de sapateiro pegou
numa bola de ouro e jogou-lhe corn ella a testa, fez-lhe uma
ferida. Elle veiu a chorar muito, todo cheio de sangue. Acudiu o
rei e a rainha; e a rainha olhou para o rei e disse assim :
cc Sera caso que o filho do sapateiro ande enxovalhando sempre
uma pessoa real ? &gt;&gt;
Assirn que se curou, veiu outra vez brincar corn o Pedrinho;
Rw•• hisp.•iqu,. xiv.

rS

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tinham jâ !"4 para r 5 annos. Guerrearam outra vez; o principe
disse-lhe : cc Olha, Pedrinho, tu nâo és rneu irmao; a
minha mama disse-me que tu que eras filho d'um sapateiro. »
Elle que tinha mais tino que o principe, assimqueteve occasiaô,
veiu ao aabinete do rei e perguntou-lhe :· cc Senhor, eu sou filho
de V.M~? - Porque me perguntas isso? - Porque Pedrinho
disse-me que eu que era filho de uro sapateiro. - Pois é verdade, mais criei-te como meu filho e ninguern sabe esse segredo
senâo eu e a rainha, porque teus paes ja morreram. »
Veiu brincar outra vez corn 9 Pedro, e assirn que teve occasiao, foi ao erario, trouxe uma grande bolsa de dinheiro, e assim
que Pedrinho estava dormindo, foi a cavalhariça, montou num
cavallo e deitou-se a carrer por uma calçada abaixo. Ia considerando : cc Corno eu nao sou filho do rei, nào hâo de fazer
dilio-encia por me encontrar. &gt;&gt; 0 Pedrinho acordou, nâo o achou
na ~ama, foi ao mirante e viu-o ira correr no cavallo. Elle veiu a
cavalhariça, pegou num cavallo e rnontou-o e foi sobre elle, a
gritar e a bradar. Assim que Pedrinho conheceu e olhou para ttaz,
que voltasse para palacio. Cada vez fugia mais, atraz de Pedrinho.
Nâo teve mais remedio que foi parar e esperar por elle.
cc Pedrinho, vae para casa, nâo queitas ser a minha desgraça :
por mirn nâo hâo de fazer diligencia nernhuma. Vern uma
escolta logo sobre nos; tu nâo has de ter perigo, mas eu
sim. - Eu nâo volta para traz ; onde tu fores, vou eu: onde
tu morreres, morrerei eu. &gt;&gt;
Caminharam sempre para &lt;liante. Ao cabo de IO dias ou l2
de jornada, chegaram a um sitio onde havia 2 estradas. Puchou
pelo mappa e disse ao principe : cc Estas 2 estradas vâo dar a cidade
de**. E' distante d'aqui 2 leguas; vae tu por uma que eu
vou por outra e aquelle que chegara primeiro, que espere pelo
outro. - Tu o que queres é separar-te 'de mim e deixar-me.
Nâo é por isso; pode ser que esteja ja li ordem para nos prenderem; e, assim, cada um vae por sua parte, nâo ha duvida. &gt;&gt; Custou muito a convencel-o. 0 Pedrinho foi por uma estrada e o
outra por outra.

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0 principe deitou a carrer no cavallo q uanto podia e o outro ·
foi muito a passo. 0 principe chegou no meio da tarde; perguntou se estava alli um rapaz do seu tamanho pouco mais ou
menos e corn o mesrno fato, e ninguem lhe deu noticia. Elle
sahiu da cidade.
0 Pedrinho chegou a noitinha e perguntou ( o mesrno ). Disseram-lhe que sim, que tinha alli vindo, perguntando por elle, ao
meio da tarde. Elle apeou-se. cc Isto é noite ; onde hei de eu
ir em busca d'elle? amanhâ pela manhâ sera. ,) Comeu e
dorrniu. Pela rnanha cedo levantou-se, pagou a estalagern e
sahiu.
Sahindo fora da cidade, encontrou uma velha. cc Ai,
menino, nâo va p'r'hi, porque hontem a tarde encontraram
urn rnenino naquelle palacio, assim de seu tamanho. Nào va
p' r' ahi, que ha de ser encantado tarnbern. - O' tia velhota,
VMce que me diz isso é porque sabe como eu o hei de desencantar; eu lhe hei de pagar rnuito bern. - Ora VMce, inda que lh'o
eu ensine, nâo é capaz . - Sou, e de muito mais. - Pois eu
lh'o digo. VM&lt;e vê aquella montanha? se for capaz de a
subir ... ; ella nao tem onde o menino se pegue nem onde ponha os pés. Se puder fazer a diligencia de subir, ha de ouvir
muitos gritos e muitos tiros ; mas nào tema, que nada lhe faz
mal. Se a subir, la em cima, esta urn gigante. Hâ-de lhe perguntar o que quer, o menino diz-lhe : a chave d'aquelle palacio. Elle entrega-lhe a chave, e o menino deita-se no châo,
rebola para baixo. Ha de ficar arrimado a porta de um palacio.
Abra-a; esta urn grande lago no meio, corn um cypreste no
meio do lago e em cima do cypreste esta uma serpente. Tem
a chave do quarto onde esta o principe, na bocca. Se ella
estiver corn os olhos abertos, tira-lhe a chave. Logo vê uma
porta ; abra-a, que la estâ o menino. &gt;)
Elle pagou-lhe muito e agradeceu a velha; prendeu o cavallo
e foi fazer a diligencia de subir. Assim que corneçou, pega a ouvir
muitos gritos, rnuitos tiros; a poder de diligencia chegou la.

�CO. TOS POI&gt;tJLARE

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PORTUGUEZES

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Sahiu-lhe o gigante, perguntando-lhe o que queria. « A chave
d'aquelle castello. » Entregou-lh'a; elle rebolou-se da serra abai.xo,
ficou corn as costas empinadas a uma porta. Viu um lago, onde
tudo era agua e um cypreste no meio. Poz muita duvida em
subir pela cypreste acima. Chegado la, encontrou a serpente corn
os olhos abertos; tirou-lhe a chave. Quando desceu do cypreste,
nào viu lago, oâo viu nada. Abriu logo a porta, encontrou
Pedrinho e uma madaroa ao pé.
Levantou-se, abraçou-o. « Por'mor de ti é que tenbo passado tanto traba\ho e passarei; vim-te desencantar. Amanhâ
pela manhâ sahirei d'aqui. Esta madama tambern ha de Yir
comnosco. E' princeza, filha do rei de**. »
Pareceu uma meza, composta de toda a qualidade de corner;
comeram. Coma eram boras de deitarem-se, disse o principe :
« Pedro, deita-te aqui nesta cama, que estas cansado. - Nâo
deito tal, deita-te tu. - Eu ja me deitei mais esta menina; esta
noite dormimos aqui; agora dorme eu. » Elles deitaram-se.
Eram 8 boras da noite; veiu uma aguia, deu 3 carcaxadas: t&lt; Ah I ah! ah I talvez pensem que estào livres do encantamento. A' saida d'aqui, sâo 3, tem uro s6 cavallo; logo ao
pé da muralha esta uma manada de cavallos muito bons e
mansos. A princeza vae muito incommodada; ha de pedir um
cavallo; mas em e montando, fi.cam sujeitos ao mesmo encantamento. Quando esto ouvir e contar em pedra marmore se ha
de tornar. )&gt;
A's 9 haras tornou outra vez. « Quando d'esta escaparem,
la mais ao &lt;liante hâo de querer a1moçar. Esta uma figueira na
estrada, corn muito bellos figos; em comendo d'elles, ficam
sujeitos ao mesmo encantamento. Quando (&amp;. o rnesmo). »
A's 10 boras veiu outra vez e disse: « Quando d'essa escaparem, la mais adiante esta uma fonte; coma levam muita sede,
em bebendo da agua, ficam sujeito ao mesmo encantamento.
Quando (&amp;). »
A's I 1 tornou a vir: « E quando d'essa escaparem, a enrrada da cidade, cahem-lhe as muralhas em cima. Quando (&amp;).

A' mcia noite veiu outra vcz: « Quando d'essa escaparem,
o rei ha de ficar muito satisfeito de ver a filha, livre do encantamcnto ; offerece a Pedrinbo a mâo da filha, e na noite em
que se receberern,
meia-noite vem uma serpente e rraga-o.
Quando (&amp;). »
Esperou 1 bora, esperou :is 2; e as 3 foi acordar o Pedrinho
c a princeza : « Meninos, vamos acima, vamos embora. »
Sahiram do palacio. âo queriam a princeza nem o principe
ir no cavallo; diziam ao Pedro que se montasse nelle, que elles
iam a pé. Logo pareceu uma manada de cavallos. A princeza
disse logo ao Pedrinho que fosse buscar um ou dois cavallos, que
seu pae que pagaria tudo, e Pedrinho disse : « Primeiro se hào
de montar Vm'"" ambos no meu cavallo, que eu vau buscar um
ou dois para o6s irmos entao melhor. »
Assim que se elles montaram, &lt;leu uma chicotada muito 0!!fande
no cavallo; foi buscar outro, tirou um alfinete e 01etteu-U1'0
na anca. 0 cavallo pegou a fugir e aos coices. Os outras seguiram fazenda o mesmo. Elle olhou para elles e disse: cc Olbem
la! se eu montasse nalgum d'elles ou V.Mce.s? quando elles
fazem isto sem gente, o que fa ria .. ? l&gt; Respondeu a princeza :
&lt;l ada, nada, vamos melhor assim. »
Li mais adiante disse o principe que eram boras de ' a1moçarem. Apearam-se e vào olhar, vêem uma figueira, corn muitos
figos, muito bons : cc Que bellos figos ! disse a princeza, va
busca-los para almoçarmos. » Pedro tirou o lenço da algibeira, foi
debaixo da figueira, estendeu o lenço. Pegou a colher figos ;
abria-os e deitava-os f6ra.
Tantas vezcs fez isto que o principe lhe disse : cc Em vez
de trazeres os figos, deita-los fora? - Elles nâo sào figos,
respondeu Pedro, sâo bolsas de bichas. - Entâo nâo. »
Estiveram almoçando, montaram a cavallo e sahiram.
. . . . . . . " . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . - . . . . . . . . . ....

a

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........................... .........................

(Foi esquecida a maneira corno Pedro evitou a prophecia que a

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTOGUEZES

aguia fez as ro boras. Pouco me parece fi.car prejudicado o merito
do canto, se o tem.)
Chegando
muralhas da cidade, disse o Pcdrinho : « Nào
~ bonito agora entrarem 2 pessoas reaes montadas num so
cavallo, como pessoas particulares. 0 melhor de tudo se.ra
que eu vi a palacio fallar com o rei, para as mandar buscar
como devem. Fiquem aqui nesta quinta, que eu logo ca
venho. »
Foi a palacio, perguntou o rei. Que estava alli um estrnnjeiro,
que lhe era muito preciso faJlar-lhe.
Mandou-a entrar ; passados os primeiros cumprimentos disselhe se tinha gosto de ver a sua lîlha, ja desencantada. 0 rei
ficou corn muito grande gosto. 11 Tuda daria s6 para a ver ji
livre d'aquelle encantamento. - , âo prcciso nada senbo.r ; é
s6 mandar derribar as portas (portas da cidade) da cntrada
de tal parte. Em ellas estando em baixo, eu direi a V .M. onde
esta. )&gt;
0 rei mandou logo buscar todos os opera rios; nesse dia mesmo
se deitou a muralha abaixo. cc E' preciso, senhor, que a mande
buscar, porque nào é hem que ella venha a cavallo numa cavalgadura; que nâo é bonito entrar sem estado ».
0 rei mandou logo arranja.r todos os trens e &lt;leu parte a todos
os :fidalgos ; foram a quinta buscal-os. 0 Pedrinho, assim que
viu o estado, deitou os braços ao pescoço de Pedro a beijal-o.
&lt;&lt; Corn que t' hei de eu pagar tanto bem ? Com o mal. l&gt;
Chegaram a palacio. 0 rei disse para o Pedro : cc Ja que
tive o gosro de ver minha filha desencantada, nao lhe posso
pagar senâo cotn a mâo d'ella. - A mâo da princeza nâo me
pertence a mim, mas aqui a Pedrinho que é principe. »
0 rei deu-lhe a •mâo e depois tractou-se do cazamento . E o
principe a perguntar-lhe com que lhe havia de pagar tanto
bem? « Corn o mal, respondia elle. Agora o que quero é que
me dês licença para ficar no teu quarto, na noite que te receberes. - Que me pediras tu que eu nâo faça ? »

No dia que se receberam, a boras de se recolherem, deu o
principe a chave a Pedro. Pedro pegou num alfange; quando
sentiu que elles iam para o quarto, metteu-se d baixo da cama.
Metteram-se na cama e dei.-.:aram-se dormir e Pedro pegou no
alfange e poz-se de pé ao pé da cama.
De repente veiu abrir uma janella do quarto, que dizia para o
jardim. Entra a serpente e Pedro corn o alfange traçou-a ao
meio. Ella sabiu e cahiu dentro da cisterna. Ao mesmo tempo
acordou a princeza; senàu a espadana de sangue na cara. Palpou, achou sangue. Viu Pedro corn o alfange na mâo, tambem
cnsanguentado. Pecrou a gritar que Pedro a queria m;irar. Acudiu
tudo em palacio. Viram Pedro corn o alfanoe
na mâo , muito
l:l
branco. Disse-lhe que, se tinba sangue, que procurasse a
ferida. « Mas tenho sangue, V.Mc• queria-me mat.ar. » 0
marido a dizer-lhe que Pedro que nâo ern capaz; mas foi preso
no oratorio 3 dias e logo enforcado.
0 principe chorava de dia e de noite. Elle, no dia que esta va
para ser enforcado, mandou chamar o principe. Pediu licença
ao rei e foi. c, Entao nao te disse que me havias de pagar o
bem corn o mal ? )&gt; Elle desculpou-se com a verdade; nao tinha
culpa.
cc Mandei-te chamar : que.ro pedir-te um favor pela ultima vez.
Quero que peças ao rei qu~, quando eu for p' ra a forca, quero
fazer cami.nho pelo jardim que tem porta de entrada e de
sahida. Mas quero que elle e todos os fidalgos se ponham a
janella quando eu passar. » Despediram-se um do outro corn
muitas lagrimas, e veiu, deitou-se a joelhos ao rei, que deseja~a que lhe fizesse uma mercê.
Levantou-o e disse-lhe que pedisse o que quizesse. Disselhe o que o Pedrinho lhe tinha dicto. Deù-lhe licença p' ra elle
vir pelo jardim.
Chegando a justiça, elle olhou para as janellas e viu tudo
cheio de gente. Deitou o crucifixo, que tin ha na mâo no braco
'
.'
e disse: « Senhor, morrer d'uma maneira, marrer &lt;l'outra,

230

as

231

�CO.'TOS POPULARES PORTUGUEZES

2 2

CO. TO

233

POPULARES PORTUGUEZES

tudo é morrer ; mas justificado, nâo criminoso. » Por aqui foi
dizendo tudo que se tinba passado corn a aguia; ia dizendo, ia
se fazenda em pedra. Quando acabou de dizer da serpente cahir na
cistema, fi.cou um homem de pedra. Tudo muito admirado e ao
mcsmo tempo com pena.
0 principe nào tinha consolaçào nenhuma; ia -de quando em
quando, de roda da pedra de Pedro. A princeza e o rei a aoimal-o.
Que ja nâo havia rem dio. As im se pa sou uro anno.
Ao cabo teve a princeza 2 meninos gemeos. Tioham ja os
menines mezes, pcgou o principe a sonbar que dcgolando os
seus 2 meninos, parando o sangue numa bacia, que corresse a
p dra de Pedro com o sangue quente, que lavasse a pedra, que
Pedro que resuscicava.
Tanto sonhou' té que disse a princeza. Ella disse-lhe que tin ha
muita pena, e mais por ser ella a causa, mas que matar os eus
fi.Ibos isso nào. Elle calou-se. E sempre a sonhar.
Um dia que as amas nâo estavam no quarto dos meoinos,
peoa numa bacia e num alfange e carre ao berça dos menines
e degola-o ; correu ao jardim, lavou a p dra de Pedro corn sangue
e Pedro tcve vida.
Pegou a dar vivas e a gritar. Acudiu moita aente as janellas,
viram-no vir corn Pedro p lo braço. Correram todos a porta do
jardim, abraçaram Pedro; e elle, Pedrinho, disse, por fineza:
&lt;&lt; Matei os meus 2 filhos para lhe dar a vida a elle ; assim é que
lh'cu pagava tanto bem qlle me tem feito. &gt;&gt;
Foram ao quarto onde os meninos estavam mortes; acharamnos sâos, de saude, brincando corn o alfange e as maos cheias de
sangue.
Ainda maior gosto tiveram e ficaram todo vivendo junctos.
46.

0 REI CEGO

Havia um rei e uma rainha que tiveran 3 filbos. Viviam
muito satisfi itos corn os menines. Ja eram homens, adoeceu o

pae com uma grande inflammaçào nos olhos e cegou. Vinham
medicos de f6ra dos reines; foi em balde, que nâo recobrou a
vista.
Passado muito tempo, veiu um pobre pedir a porta do palacio. Perguntou a guarda se .M. ainda era cego. Disseram-lhe
os guardas que ainda era cego. Diz o pobre : cc e pudessem
alcançar uma garrafa d'agua do palacio d'um gigante, no reino
de ta! parte, era s6 applicar-lhe aos olhos, fi.cava logo com a
sua vista natural. »
0 capitào da guarda ouviu isto, foi dizer aos principes. Respondeu o mais velho : cc Isso muito facil é de alcançar, manda-se um soldado por ella. »
0 mais novo respondeu : cc Isso nào ; pode dizer que é
agua de la e ser d' outra qualquer parte. E' melhor ir um de
n6s. &gt;&gt; 0 mais velho respondeu: &lt;&lt; Pois vou eu. l&gt; Determioou-se
a sahida e sahiu corn um creado.
Quando chegava as cidades, por onde ia correndo, escrevia
sempre. Assim ia s guindo a sua jornada.
Chegou a um reine e viu um defunto no meio d'uma praça,
e uma bandeja ao pé em cima d'uma cadeira. Disse : « Entâo
este homem, depois de mono, esta pedindo esmola? - E'
para se enterrar. No nosso reino, ninguem se enterra sem pagar
ao parocho ; e como elle é pobre, esta tirando esmola para
se enterrar ». Elle nâo respondeu, metteu esporas ao seu cavallo e foi seguiodo a sua jornada.
Chegaodo ao reino do gigante, estava na estrada uma estalagem.
Elle apeou-se e entrou para dentro. Pediu de jantar ; logo se
poz a meza e o comer sobre ella. Sentou-se, veiu uma madama
mnito linda sentar-se-lhe ao lado. Nunca mais se lembrou nem.
de ir buscar a agua, nem dos paes, nem de ninguem.
Passado o tempo marcado em que havia de ir e vir, como
nâo tinha escripto, os paes e os irmâ.os disseram que era porque
elles tinham morrido.
Mas, anciosos pela agua, disse o do meio: cc Vou eu e bei

�2

35

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

de trazer a agua e nao hei de marrer por la. &gt;1 0 rei queria,
antes ja, estar cego que perd~r os filhos; mas elle sempre teimou
e sahiu. Montau a cavallo e nâo levou criado .
Seguindo os mesm@s passas da jornada do rnano, chegou ao reino
onde se nâo enterravam sem dinheiro. Viu uma defuncta; perguntou que fazia aquelle corpo alli, que se nâo enterrava ? Que
nâo tinha fortuna, que estava tirando esmolas para se enterrar.
Elle nâo respondeu e foi andando.
Chegou estalajem. Sahiu o irmào a fallar-lhe; perguntoulhe porque nâo tinha ido buscar a agua ,a.a pae. Que, chegando
alli, respondeu elle, nunca mais se lembrou de nada corn aquella
rnadama que se lhe sentou ao lado. Entrou para dentro e pôz-se
a meza a jantar ; veiu outra ainda mais formosa e sentou-se-)he
ao lado. Nunca mais se lem brou da agua.
Muito tempo depois de passar a hora marcada, disse o mais novo
para o rei : cc Os manas sem duvida morreram, vou eu; quero
antes marrer, fazenda a diligencia para meu pae ter vista. »
Divulgou-se logo esta noticia no palacio e a côrte oppoz-se a
isso; mas elle na noite segLJinte foi ao erario, trouxe uma grande
somma de dinheiro, montou num cavallo, de madrugada, e sahiu;
mas sempre escrevendo.
Chegou ao reino onde se nao enterrava sem dinheiro ; chegou a mna cidade ohde viu um defuncto aporta ( da cidade ). Perguntou porque nào enterravam aquelle homem . Dissr::ram-lhe que
nào se podia enterrar sem pagar ao parocho ; mas, como elle devia
muito, havia 2 &lt;lias que alli estava e ninguem lhe dava esmola.
0 principe disse : « Este homem nào tem mulher nem caza?
- Tem rnulher e um filho . - Levem-no li para caza da rnu]her,
que eu pago o enten-o. »
Levaram-no para caza da mulher. Ella, coitadinha, desfechou a
chorar muito. 0 principe entrou; perguntou quem era a viuva.
Depois disse-lhe que fizesse o enterra ao seu homem, que elle
pagava a despeza.
Depois do enterro sabir, olhou para a viLJva e disse-lhe que

mandasse chamar todos os seus credores. Depois de estarem junctos, disse-lhe o principe como elles tinham a sua devida perdida, se quizessem estar pela sua proposta, que nao perdiam
tudo, se queriam elles metade da divida que aquelle homern 1he
devia, perdoando a outra metade? Todos disseram que sim . Pagou
a todos por metade da divida e depois que elles sahiram, deu
mna somma a viuva e disse-lhe que rogasse a Deus que elle
fosse feliz na sua jornada; que tambem ella havia de ser. Montau
a cavallo e seguiu o seu caminho_
Chegando a estalajem, viu os irmâos. Muito satisfeitos assim
que o encontraram ; mas elle nào estava contente de os ver alli.
Elle nào se queria apear. Que nâo seguisse a jomada sem 1antar, que estava a mesa posta.
A~sim que se sentaram â meza, veiu outra madama ainda mais
boni ta e sentou-se-lhe ao lado. Elle levantou-se, &lt;leu um pulo no
cavallo e seguiu seu caminho . Os irmios pediram-lhe que viesse

234

a

por alli de torna-volta.
.
.
Chegando ao palacio do gigante, puchou a campamha e vem
elle. Perguntou-lhe o que queria. Disse que vinha alli buscar
umagarrafad'agua dasua fonte, quetinha seu pae cego. 0 gigante
disse que sim, mas numa condiçâo. Levou-o a uma janella :
cc Vês aquelle palacio ? Se me fores la buscar uma espada que eu
la tenho, logo te dou a agua. &gt;&gt;
Elle, satisfeito com,a proposta, abalou. Subindo um outeiro,
viu um rio d'agua. Poz-se de roda d'elle sem saber como havi.a
de passar. Pareceu-lhe uma rapoza; fallou-lhe : c&lt; Tu tens medo
da agua ? fecha os olhos e passa, que nâo te has de molhar.
Em la chegando has de ver 2 exercitos num grande combate,
muitos monos, muitos eridos ; nâo tenhas susto. Passa pelo
meio d'elles. A porta de palacio esta aberra ; no primeiro
quarto estâ uma meza e a espada em cima. Pega na bainha
e vem-te embora. »
Elle fechou os olhos e chegou
porta· do palacio sem ser
molhado. Assim que chegou ao pé do exercito, passou pôr elle,

a

�237

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

entrou, pegou na bainha e sahiu. Quando sahiu, :nao veiu nem
exercitos, nem feridos nem mortos, nem coisa nenhuma, nem resto
de nada. Sentiu um estalo no braço; olha, vê a espada dentro da
bainha. Nào viu o rio. Chegou a palacio, entregou a espada.
Ficou muito satisfeito. « Assim como foste capaz de me ir
buscar a espada, has de ir buscar um cavallo que eu la tenho. »
Elle ja ia mais triste, mas foi.
Encontrou o rio e a rapoza la. « Ainda ci te mandou ? 0
que elle quer . é matar-te, mas nào has de ter perigo. Fecha os
olhos, e passa, que has de ver, â primeira caza, uma grande
cavalhariça corn mangedouras d'um e d' outro lado. Os ca vallos estào aos coices que encalham as pernas umas nas outraz;
mas nào te assustes, passa pelo meio d'elles. 0 ultimo
cavallo, que esta a tua direita, tem um freio de prata. Tira-o
da argola da estaca e vem-te embora. » Elle assim fez.
Chegando la, eram os cavallos aos coices que nào o deixaram
passar; mas mesmo assim rompeu. Tirou-o da prisào; veiu-se
embora. Ao sahir da porta, o cavallo ao pé d'elle.
Veiu, entregou-o ao gigante: « Inda tomas la, outra vez
a buscar uma filha que eu lâ tenho. &gt;&gt; Elle foi. Outra vez o
rio. A rapoza disse-lhe : cc Ja te ca nào manda senào esta vez.
Entra, que â tua direita esta uma porta. Levanta a aldraba e
entra. Has de vel-a sentada corn 12 serpentes, que é a sua
guarda, mas nào tenhas medo; que ellas hào de levantar a
gala direito a ti. Nào faças caso. La esta uma commoda, abre
a primeira gaveta, vês uma saia encarnada. Tira-a, eguala o
c6s corn a contrapiza e deita-lha ao pescoço. E vem-te embora
e vas para caza de teus irmàos. »
Elle entrou; as serpentes levantaram gala; mas elle foi a gaveta, tirou a saia, deitou-lh'a ao pescoço. Veiu-se embora, mas
ja nào viu as serpentes. Quando sahiu da porta do palacio, ja
ella estava ao pé d'elle, dando-lhe o braço.
Era muito linda. Veiu e entregou-a ao pae. Ja tinha a garrafa cheia d'agua; agradeceu-lhe muito o favor e disse-lhe que

pedisse o que quizesse. Elle pediu a espada; deu-lha de muito
boa mente. Despediu-se d'elle e sahiu.
Depois ouviu um trope! muito grande atraz de si; era ella
montada num cavallo, corn uma espada para o matar. Que assim
pagava a quem a tinha desencantado. Responde~-lhe que quando
seu pae disse que pedisse, porque nào a pedm a ella ? « Mas
como nào pediste senào a espada, aqui me tens a mim e ao
cavallo. »
Seouiu
a sua jornada; como o cavallo nâo sabia
senào aquelle
0
•
•
caminho, veiu dar a estalajem. Os irmàos, asstm que o v1ram,
com uma orande inveja. Com a agua, corn a espada, corn o
o
,
d
cavallo e corn uma madama melhor que ad elles ! mas mostran ose muito satisfeitos corn elle.
Tencionaram fazer todos junctos a jornada para palacio; seguiram a sua jornada todos 3 corn as suas madamas. 0 calor era
muito levavam todos muita sede, sem veram nem fonte, nem
'
- .
poço, nem monte ( casai). A final acharam um poço, mas nao unham corn que tirar agua.
Os 2 mais velhos disseram : cc Ora isto faz-se bem, atando
as nossas bandas todas 3 e vae um de nos la abaixo corn um chapeu, enche-o d'agua e traz para cima. Pois va o mano que é
mais leve. &gt;&gt;
Ataram as bandas a cintura do irmâo; levou o chapeu e encheu0 d'aoua. Beberam; ainda tinham mais sede tornou a ir p'ra
baixo0 : trouxe mais agua e depois foi outra vez. Fingiram que
lhe tin ha escapada a banda da mâo, fi cou enterrado na agua até a cintura. Muitos gritos, muitas finezas, mas nào podiam tiral-o de
maneira nenhuma. Assim, que iam p' ra &lt;liante ver se encontravam alguem para os ajudar a tirar. A mulher, quando o viu cahir,
deu um grito e ficou muda, e o cavallo deitou a correr, que
nunca mais lhe puzeram a vista em cima.
Seguiram a sua jornada, e chegando ao seu palacio, pegaram
logo na garrafa e foram direitos ao quarto do pae ; mas nâo puderam destapar a garrafa, de maneira nenhuma. Nâo podendo,

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

foram buscar uma bacia e um martello, mas niio se partiu. Puzeram-na p' ra o lado, a ver se alguem a ia abrir; todo o trabalho
foi baldado. A espada nuoca a puderam tirar da bainha e o
cavallo pareceu La num outeiro muito longe. Disseram aos picadeiros que, picando os cavallos, podia ser que apaohassem
aquelle.
0 principe, que esta va no poço, lem brou-se da rapoza : cc Ai,
que tantas vezes me livraste da morte ! hem me dizias tu que
niio viesse por casa de meus irmiios ! » Neste tempo pareceu
ella ao boca! do poço : « Agora nào sei ; nâo te posso
tirar d'ahi. - Anda la, rapozinha, tira-me d'aqui, desta desgraça, seniio eu morro aqui. - Eu niio; s6 se me deres meitade do que for teu, dentro de um anno. - Nâo te dou meitade, dou-te tudo quanta me pedires. »
Tirou-o do poço. Estava elle ja com o fato roto, com uma
parba muito grande : &lt;&lt; Vac a palacio, que teu pae' ioda esta
cego. A garrafa ainda nào se desrolhou, nem se partiu a martello. 0 cavallo, nunca mais lhe puzeram a mâo em cima; e
tua mulher esta muda, nunca mais fallou. Vae, bas de gastar
muito tempo; mas nâo te esqueças do que me promettestes. »
Desappareceu a rapozinba e elle pegou a seguir o seu caminho
muito de,·agarinho, estava muito debilitado. Chegou a algum
monte, pediu alguma esmolinba para corner. A poder &lt;le dias
chegou a cône, sentou-se numa pedra, perto dos picadeiros que
andavam picando os cavallos; e olhou, viu o cavallo.
Disse : « Oh ! que cavallo t:âo bonito ! - Par amor d'elle
é que n6s andamos aqui picando neste, para ver se o podemos
apanhar; mas elle nâo da mào a ninguem. - Ora eu sou capaz
de o ir buscar. - Ora ! outras com mais pana no colarinho nào
podem quanta mais vce. - Pois vamos ver. »
Levantou-se, e assim que foi direito ao cavallo, veiu elle
direito ao dono. Pegou-lhe na redea e trouxe-o.
Levou-o a palacio, dizendo que elle nâo o tinha apanhado ;
que um homem, que alli estava, é que o trouxera.

CONTOS POPULARE

PORTUGUEZES

239

cc Talvez elle tambem seja capaz de tirar a espada da
bainha. Va la chamal-o. » Elle foi.
Disseram-lhe se elle era capaz de tirar aquella espada da
bain ha. Deram-lh'a; mas elle nâo quiz : « ào precisa isso. »
Pegou na espada rnesmo na mâo do irmâo e puchou por ella,
mesmo sem força nenhuma.
Foram buscar a garrafa. Que talvet. fosse capaz de tirar a
rolha. « Mas para que, senhor? Porque é um remedio
que temos aqui p' ra meu pae . - Entào, aqui nào ; é preciso
tirar-se mesmo ao pé da cama d'elle. »
Levaram-110 ao quarto, pediu uma bacia, tirou a rolba, deitou agua nas màos, lavou os olhos do pae. Logo fi.cou com
a sua vista clara coma d'antes. Como houve algmn barulho
no quarto, acudiram; onde veiu a rainha e a rapariga. E ella,
assim que o viu, deitou-lhe os braços ao pescoço : « Eu ja te
fazia morto; graças ao Altissimo, que ainda te vejo. &gt;&gt;
A estas palavras os infantes olharam com mais attençâo para
elle. Pediu a bençoa ao pae, fallou a todos. 0 pae, vendo isto,
perguntou-lhe o que aquillo era, porque lhe tinham dicto que
elle tinha morrido. Elle cootou tudo. 0 pae mandou Logo matar
os filhos ; as madamas ficaram creadas da outra.
Depois tractou-se o casamento, cazou com ella. Ao cabo de r I
mezc':s, üveram uro menino. No dia do baptizo, estando â noite, ·
ao cha, de repente apagaram-se as luzes das salas. Pareceu urna
phaotasma ao pé do principe ; todos se assustaram muito.
Fallou o phaotasma.
Que nâo tivessem medo, que elle que vinha alli buscar o que
o principe lhe tinha promettido ; m.etade d'aquillo, que era seu.
Elle levantou- e, foi buscar um alfange e chegou-se ao berça
do men.ino e levantou o braço. Mas a phantasma segurou-lhe
nelle e disse-Lhe que nào matasse o seu filho, porque elle era a
alma d'aquelle homem aquem elle mandou euterrar e pagar-Lhe as
dividas, que tinha vindo por Deus, livradodetantos perigos. Assim,
que fizesse o que tinba promettido a sua mulher de a fazer feliz.

�CONTOS POPULARES PORTUGUEZES

Desappareceu ; ficaram todos muito satisfeitos e elle no outra
dia mandou 2 aias e uma escolta buscar a mulher. 0 fil ho ja
tinha morrido.
Metteu-a no convento corn grande tença. Acabou-se.
Recolhidos por

Z.

CoNSIGLIERI PEoRoso.

Le Gérant: M.-A.

IUCON, PR.OTAT PRÈ'I.ES, IMPRJXEURS .

DESBOJS.

�iBibliotheca hist,anica
I. - Comedia de Calisto t Melibea (Cnico texto auténtico de la Celestina).
Reimpresion publicaJa por R. Foulché-Delbosc................. 8 pesetas.
Il. - Vida del soldado espai'iol Miguel de Castro (1593-1611), escrita por
él mismo y publicada por A. Paz y Mélia.................... 12 pesetas.

III. - La vida de Lazarillo de Tormes, y de sus fortunas y aduersidades.
Restitucion de la edidon principe por R. Foulché-Delbosc. . . . . . . 4 pcs.:tas.
Tirage sur gronJ papier du Japon (n°•

1

à 25) .•.•... , .. , . •. • . . . . •. • . . • . . •. .•. •

,, pesetas.

IV. - Diego de Negueruela. Farsa llamada Ardamisa. Réimpression publiée
par Léo Rouanet. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 pesetas.
V, VI, VII, VIII. - Col.:ccion de Autos, Farsas, y Coloquios del siglo XVI,
publiée par Léo Rouanct. Les quatre ,·olumcs. . . . . . . . . . . . . . . . 60 pesetas.

IX. - Obres poetiques de Jordi de Sant Jordi (segles xrv•-xv•), recullides i
publicades per J. M&lt;1sso Torrents............................ 4 pesetas.
Tirage sur grand papier du Japon (11"", à rz)........... •. . . . •. • . . . . . . .• . . . . . • . . .

épuisé

X. - Pedro Manuel de Urrea. Penitcncia de amor (Burgos, 1514). Reimpresion publicada por R. Foulché-Delbosc. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

4 pesetas.

XI. - Jorge Manrrique. Copias por ia mucrte de su padre. Primera edicion
crltica. Publ!cala R. Foulché-Delbosc........................ .i pesetas.
T,rage sur grani p•picr Ju J•pou (n .. , à 2;)................ , . . . . . . . . . . . ..• . .

20

pesetas.

XII. - Comedia de Calisto t Melibea (Burgos, 1499). Reimpresion publicada
por R. Foukbé-Delbosc.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tirage sur gnnd p,pier du J•pon (11•• 1 à &gt;,) ........................ , . . . . ..

10

pesetas.

so

pesetas.

XIII. - Peralvarez de Ayllon y Luis Hurtado de Toledo. Comedia Tibalda,
ahora por primer.1 vez publicaJa segun la forma original por Adolfo Bon.illa y
San Martin. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 pesetas.

XIV. - Libro de los engar'ios c: los asayamientos de las mugeres. Pnblicalo
Adolfo Bonilla y San Martin. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 pesetas.
XV. - Diego de S.in P..::dro. Carcd de amor (Sevilla, 1492)...
Tirage $Ur gran.i p&gt;?i&lt;r d·.1 J.,poJ (n"

J

â

4 pesetas.

12) .••.••.•..•••.•.••••••••• , • • • • • • • lS peseta,,

XVI, XVII. - Obr,1s poéticas de D. Luis de Gongora, publicadas por
R. Foulcbé-Delbosc. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sous presse.

xvm. - Spill O Libre dc les DJllCS per Mestre Jacme Roig. Edicion critica
con las variJntei de toJas las publicadas y las del Ms. de la Vaticana, prologo,
estudios y comentarios por Roque Chabas........... . . . . . . . . 20 pesetas.
Les volumes de la Bi[,/iotheca bispanica sont en vente à BARCELONE (Libraiti~
de oc L'Avenç », Ronda de l'Universitat, 20), ..::t à MADRID (Librairie de
M. Murillo, Alcala, 7).

�CONDITIONS ET MODE DE PUBLICATION

La Revue Hispanique, fondée en 1894, paraît tous les trois
mois ; elle forme chaque année deux volumes de six cents'
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FRANCS pour tous les pays faisant partie de l'Union postale.
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La Revu.f Hispanique annonce ou analyse les livres, brochures
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Hispanique doit être adressé à M. R. Fookhé-Delbosc, boulevard
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ùf America, Audubon Park, West r 56 th Street, New York City;
pour l'Europe, à la librairie C. Klincksieck, II, rue de Lille,
à Paris.

JBibliotheca his1&gt;anica
Voir à la page 3 de la couverture

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                <text>Editada en París, fue fundada en 1894 por Raymond Foulché-Delbosc, quien sería su primer director.  En ella colaboraron firmas como las del propio Foulché-Delbosc, Gonçalves Viana, Ernest Mérimée,  Marcelino Menéndez Pelayo, Louis Barrau-Dihigo, Léo Rouanet, Georges Desdevises du Dézert, Adolphe Coster, James Fitzmaurice-Kelly, Arturo Farinelli o Alexander Haggerty Krappe, entre otros muchos. Fue rival del Bulletin Hispanique editado en Burdeos. Cesó su publicación en 1933. La revista estadounidense Hispanic Review es considerada una continuación de la Revue hispanique. </text>
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91s1-10TEC" ce:NTR"'U. A. N .. 1-

\.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

PREFACE
Ce n'est pas ici le lieu de rappeler la courte mais glorieuse carrière de
Charles Graux'. Au lendemain de sa mort prématurée, des condisciples et des
amis ont rendu un hommage public à sa science, qui était très grande, et à
son caractère, qui était très noble; non sans émotion, ils ont montré quelle
perte l'érudition française subissait en la personne de ce jeune savant, qui était
déjà un maître et un maître admirable•.
On sait que Ch. Graux, au cours de trois voyages, avait exploré avec un soin
extrêmeles bibli:.ithèquesprivées ou publiques de Barcelone, Cordoue, de l'Escurial, de Grenade, Madrid, Salamanque, Saragosse, Séville, Tarragone, Tolède et
Valence; ou sait, d'autre part, qu'il en avait tiré la matière de publications fort
importantes i, dont la plus célèbre est l'Essai st1r les origines du fonds grfc de
l'Escurial. Mais on n'aJait jusqu'ici, pour le suivre à travers ses pérégrinations

1. Né à Vervins (Aisne), le 23 novembre 1852, mort à Paris le 13 janvier
1882, Ch. Graux a été maître de c..mférences à !'École pratique des Hautes
Études et à la Faculté des lettres de Paris et bibliothécaire à la Bibliothèque
de l'Université.
2. Voir notamment G. Paris et E. Lavisse, Cliarles Graux. Extrait de la
Re:vue internationale de l'ensûgnement des If février 1882, If septembre et If
octobre 1884. Nouvelle édition, revue et corrigée. Paris, typ. Cbamerot, 1885,
in-8, 48 p. (La notice de M. Lavisse a égalemeut paru en tête des Mélanges
Graux, Paris, Thorin, 1884, in-8). Voir aussi E. Chatelain, Charles Graux,
dans Re:vue de philologie, de littérature et d'bistoire anciennes, Vl (r882), pp. 104-,

Ill.

3. Nous aurons l'occasion de mentionner ultérieurement les textes que
Ch. Graux a édités d'après des mss . espagnols; on verra alors combien· était
abondante la moisson qu'il avait cueillie.
Rro11e hispa11iq11t.

XJU.

�CH. GRAUX

CORRESPONDA1'!CE D'ESPAGNE

dans la Péninsule, que les rapports qu'il avait adressés au Ministre de !'Instruction
publique 1 • Grâce à la libéralité de son père, M. Henri Graux, on pourra désormais consulter les lettres qu•n envoyait soit a sa famille, soit à son ancien
professeur de grec, M. l'abbé Magnier, soit à son meilleur ami, M. Paul Garbe,
actuellement doyen de la FacL1lté des sciences de Poitiers. Exemptes de ce
pittoresque banal qui dépare la plupart des« voyages" au delà des monts, absolument dénuées de tout fatras et de tout ressouvenir romantiques, ces lettres,
dans lesquelles Graux « décrit et explique presque jour par jour » le labeur
considérable 3uquel il se livrait, seront, disait jadis M. Lavisse', « un guide
précieux pour celui ou pour ceux de ses élèves qui voudront suivre ses traces e11
Espagne et achever quelques navaux qu'il se proposait d'aller y terminer un
jour. &gt;&gt; « Intéressantes aussi pour le biographe, car elles abondent en traits de
caractère", elles permettront, sans nul dome, de voir comment Ch. Graux a su
vaincre les difficultés auxqllelles, en Espagne, se heurtent tous les chercheurs
con:scienci~ux, comment il a accompli Ja tâche qu'il s'était imposée, ce qu'il
a fait et ce qu'il n'a pas pu faire, et, de plus, elles aideront à 1I1ieux connaître
l'âme profondément honnête, l'intelligence lucide, la modestie et la parfaite
bonne foi d·un des érudits les plus remarquables ·de notre temps.
La correspondance que nous publions se décompose de la manière suivante:
les lettres 1 â LIV (31 août 1875 - 12 avril 1876), numérotées de la main
de Graux, constituent Je ]oarn.,zl de son premier voyage, ainsi qu'il le déclare
lui-même à plusieurs reprises en termes formels. Les lettres LV à LX,'{.!
(20 juillet - 15 octobre 1879) forment un récit continu du deuxième voyage,
bien que l'auteur n'ait pas eu, cette fois, l'intention de composer un journal de
route. Les lettres LXXII à LXXVIII (r7 mars - 22 avril 1880) datent du troisiéme et dernier séjour de Graux eh Espagne.
Il va sans dire que nous avons scrupuleuse111ent respecté le texte des originaux qui nous ont été confiés; les seuls changements que nolls y ayolls apportés consistent en quelques corrections de ponctuation ou de graphie ; les seules
suppressions que nous ayons opérées s'imposaient pour des motifs de haute
convenance et ont été approu"ées par M. H. Graux qui, d'ailleurs, a revu de
tré5 près toutes les épre~vcs.

En terminant ce:: court avant-propos, qu'il nous soit permis d'associer dans un
même témoignage de reconnaissance M. E. Lavisse, de l'Académie française,
Directeur de !'École Normale Supérieure, qui nous a encouragé à publier la
présente correspondance; M. H. Graux, qui, après nous l'avoir communiquée,
n'a cessé de nous prodiguer ses conseils et de nous aider dans· la rédaction des
notes, et M. P. Garbe, qui nous a autorisé à reproduire les lettres à lui adressées.

L.

BARRAU-DIHIGO.

I
Paris, 31 août 75, 10h. 2-5.
Restaurant de la gare de Lyon.

Mon cher papa,
Tous mes préparatifs ont été faits largement à temps. Ma malle
ùent facilement toutes mes affaires et doit peser dans les soixantedix kilos. Je mange un morceau et vais partir à onze heures
juste (arrivée à Marseille demain à six heures quarante-cinq du
matin). Je n'"'i plus qu'à prendre l'non billet et faire enregistrerma malle, qui est déjà sur le comptoir des bagages-départ.
Reçu ce matin ton envoi de deux cent cinquante francs. Joins
à cela mois deux de traitement (juillet-aoüt) touchés hier, soit
trois cents francs, plus tout ce qui me restait. Je suis très ~ien
muni. Je pars avec bonne humeur et espoir.
Je tâche que cette lettre t'arrive en secret, et que tu puisses la
garder pour ta gouverne personnelle, si tu· veux
Je t'embrasse de bien grand cœur.
1 •

Ch.
Atahives des missions scientifiques et littéraires, 3• sér., V (1879), pp. I 1 II 36 et VII (1881), pp. 73•83. Réimprimés dans Les articles originaux publiés dans
divers recueils par Charles Graux (Paris, Imprimerie Nationale, 1893, in-8),

GRAUX.

-1.

pp. 187-212 et pp. 213-223.
2. Mélanges. Graux, p. xxx1v. Notons en passant que M. Lavisse a utilisé la
correspo11dat1ce d'Espagne de Char1es Graux. Voy . op. cit., pp. XXXIV·XXXVIU
et pp. XL-XLI.

Je ferai le possible pour écrire de Barcelone vendredi .prochain;
mais les lettres mettent peut-être cinq jours à arriver à Vervins.
1. En raison des inquiétudes éprouvées par sa mère, Ch. Graux voulait lui
laisser ignorer le plus longtemps possible son départ pour l'Espagne. H. G.

�CH. GRAUX

II
Marseille, 1er septembre 1875.
6 h. du soir.

Mon cher papa,
Je suis cloué ici, un peu par ma propre volonté, pour trois
jours. Deux vapeurs espagnols doivent partir cette nuit pour
Barcelone et les autres villes de la côte orientale; mais, 1° la mer
est, paraît-il, assez mauvaise, à cause du mistral qui souffle
depuis trois jours; puis, 2° les gens sérieux n'ont aucune espèce
de confiance dans ces chétifs vapeurs espagnols, confiés à des
capitaines d'aventure. Voilà les renseignements en présence desquels j'ai cru devoir différer mon départ jusqu'à dimanche matin:
alors je m'embarquerai sur un bon paquebot français, de la« Compagnie des Messageries maritimes » , qui me déposera à Barcelone après une traversée de dix-sept à dix-huit heures. Ces déterminations viennent d'être prises à la suite de conversations tenues
avec M. Talon, le directeur de la Compagnie des Messaaeries
. .
t,
manumes, et avec son neveu, mon ancien camarade de collège.
Jules Talon - c'est le nom du camarade - m'a pistonné pendant deux heures cette après-midi dans Marseille.
Pour commencer par lui, il est marié, depuis bientôt un an,
avec la fille d'un riche industriel de Marseille; lui-même il est
établi, fabricant de savon, et cela depuis le mois de janvier dernier. Il est associé avec un autre jeune homme, patronné par son
oncle et par son beau-père, et vit sans soucis, certain de gagner
beaucoup d'argent. _Nous av~ns visité une partie de Marseille, qui
est une fort belle ville, à quelques sales rues près ; elle doit à sa
situation sur une côte pittoresque, déchiquetée, formée de hauts
rochers en calcaires, capricieusement groupés, d'offrir à l'œil un
aspect mi1le fois plus enchanteur que les plus belles vues de Paris.
Nous avons visité un monument, qui serait bien long à décrire,
mais qui est fort réussi au point de vue du goôt et tel que je
ne me rappelle d'avoir rien vu qui ait pu donner l'idée
de son plan. C'est l'arrivée du canal qui amène aux Marseillais

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

2 93

l'eau de la Durance. L'eau tombe de haut, en cascade, entre deux
palais qui servent de musées ( de géologie l'un; l'autre, de· peinture), venant de dessous un péristyle en demi-cercle, concave,
couronné par une sorte de lunette, d'où l'on découvre la mer au
loin, fort loin. Ce site est délicieux, frais et magnifique.
J'ai trouvé, bien que le Marseillais Jules Talon se plaignît de
la chaleur, que le soleil ne plombait pas comme dans les aprèsmidi solsticiales de Paris. Le mistral, qui a le tort seulement
d'envoyer de la poussière dans le visage - et d'empêcher les
voyageurs studieux de s'embarquer - le mistral, dis-je, tempérait
si bien l'ardeur des rayons solaires, que je ne désirerais pas, pour
ma part, d'autre température pour passer une vie physiquement
agréable. Nous avons fait en fiacre, avec Jules Talon, la promenade
dite le « Prado », une réduction des&lt;&lt; Champs-Elysées&gt;&gt;, très charmante; le « château Borelli », joli square, assez vaste, avec vue sur
la mer, où aboutit le Prado; puis nous sommes revenus par la
route qui borde la mer, et qu'on nomme&lt;&lt; la Corniche» : le soleil
baissait déjà, la merétait presque partout une va~te masse d'argent
en fusion. L'escadre française de la Méditerranée formait point
de vue dans le large bassin. La mer m'a séduit, comme lorsque
j'étais à piocher 1 , l'an passé ( ou il y a deux ans, je ne sais plus)
dans les falaises normandes entre le Hâvre et Fécamp. Seulement
ici le soleil est méridional. Le littoral prend des teintes chaudes,
inconnues à celui de la Manche. La craie dans le lointain paraît
comme mystérieusement transformée.
Ce soir, j'ai accepté de diner (à huit heures) chez Jules Talon .
J'irai rendre visite samedi à M. Noël 2 et à Toulon. Je médite
une petite excursion pour demain et après, vers Arles et Nimes,
les vieilles villes aux ruines rom:.1ines. C'est ainsi que je commencerai, dès le point de départ, à tourner les mécomptes en
agréments.
I.

2.

Allusion à une excursion géologique. H . G.
Officier de marine marié avec une VerYinoisc, parente de la famille Graux.

H. G.

�2 94

CH. GRAUX

Le voyage de Paris à Marseille n'a pas été fatigant, fait en
première, et dans de bonnes conditions. J'ai voyagé tout le
temps ( ou, du moins, jusqu'à Lyon= dix heures du soir, moment
où je me suis mis à dormir) avec un Athénien, établi avocat en
Égypte; un officier fr:tnçais, résidant en Algérie; un commerçant
allemand de pays indéterminé; plus trois personnes: le père et
la fille, l'un danois, l'autre une poétique et blonde Séraphita,
yeux et menton &lt;c ingeborg-iens 1 &gt;&gt; ; la troisième personne, une
dame allemande, mariée et demeurant en Angleterre, amie des
deux autres. Ces trois voyageurs allaient rejoindre à Marseille le
reste de la famille : la mère et une plus jeune sœur qui, depuis
quatre semaines, soignaient vainement le fils aîné. Celui-ci devait
avoir fui déjà le monde des douleurs terrestres, quand sœur et
père débarquèrent: j'en juge ainsi par la scène dont j'ai été
témoin à l'arrivée. Chose singulière! Le père ne s'abusait pas, ni
la sœur non plus, pendant le voyage, sur l'état du malade: et le
père causait politique ou voyages, et la fille riait souvent à telle
ou telle histoire. Puis après, on sanglor;1it en apprenant l'événement.
Le jour qui baisse me force à m'interrompre. Le passage de la
vallée de l'Yonne (bassin de la Seine) dans celle de la Saône (bassin du Rhône) a été des plus intéressants pendant une demiheure ou trois-quarts d'heure. L'arrivée à Marseille, en longeant
Je bord de la mer, sous les rayons horizontaux du soleil levant,
a été un réveil des plus souriants et des plus agréables après
sept heures d'un sommeil cc honn~te », comme on dit.
A toi: on t'aime.
Ch. GRAUX.
Montre ou cache cette lettre à maman, selon que tu jugeras à
propos; mais garde-la moi.

1. Une Danoise, mariée à Paris, chez qui Ch. Graux allait faire de la
musique, avait pour prénom a Ingebôrge ». H. G.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

295

III
Barcelone, Hôtel des Quatre Nations.
6 septembre (lundi), 11 h. moins le quart du matin.

Ma chère maman,
Je ne sais comment j'ai fait mon compte, mais je n'ai pas
trouvé une minute pour t'écrire depuis uu temps infini. Même
ce n'est qu'un billet que je vais t'envoyer aujourd'hui; et, par
dessus le marché, quand te parviendra-t-il, je ne le sais pas
encore au juste. J'ai donc quitté Marseille hier dimanche à
rn h. 1/2 du matin, sur un magnifique paquebot des Messageries françaises.
ous sommes arrivés ce matin à cinq
heures, au soleil levant, dans le port de Barcelone. Débarquement prima des passagers, secuttdo des bagages; visite de la
douane, se faire véhiculer à son hôtel: tout cela a pris trois ou
quatre heures. Je n?ai eu que le temps de voir si tout était en
ordre dans mon annoire, j'ai rnulu dire dans ma malle: rien n y
avait bougé d'une ligne; puis, de me laver en grand, de passer
une chemise blanche, m'apprêter pour sortir après déjeuner, faire
mes comptes, prendre cette feuille et me mettre à t'écrire quatre
mot . Et voici que dans quelques minutes le déjeuner va sonner.
Je ne sais pas encore combien de jours je resterai ici à Barcelone.
S'il n'y a rien de neuf, il ne faut pas m'écrire jusqu'à nouvel
ordre: mon itinéraire n'étant pas tracé d'une manière fixe, vous
ne sauriez où m'adresser votre lettre. Si je dois aller sous peu à
Séville, comme j'en ai idée, je vous préviendrai de m'y envoyer
dans huit jours une lettre poste restante.
La traYer ée de Marseille à Barcelone a été si charmante, s'est
faite dans des conditions si heureuses que j'en ai été quasi ébloui.
Pas le moindre soupçon de mal de mer. Le bateau est splendide,
la mer était délicieusement belle, bleue et calme : nous ne ressentions pas le moindre mouvement. On a fait à bord deux excellents

�CORRESPO, DANCE D'ESPAGNE

297

CH. GRAUX·

repas; j'avais une bonne cabine; j'ai dormi sept grandes heures
sans plus me réveiller que si j'avais été sur terre et dans mon lit.
J'ai fait connaissance de plusieurs Espagnols et de Français établis
en Espagne qui ont été des plus aimables pour moi une fois la
connaissance faite; j'ai beaucoup parlé espagnol; mon oreille se
fait tn.:s rapidement à cet idiome-là. Je suis enchanté, et me
demande si un voyage si heureux n'est pas le début d'un beau
rêve oriental.
Jeudi, vendredi et samedi j'ai visité Arles et îmes; samedi
après-midi j'ai été à Toulon, mais sans réussir à voir M. Noël.
Je t'écrirai, ma chère maman, dans plusieurs jours, d'où je serai,
et donnerai quelque part dans une lettre ultérieure, soit :\ Garbe
( qui vous l'enverra), soit à vous, des détails sur mes excursions
en France, qui ont fort bien réussi elles aussi.
On t'embrasse et on embrasse son père, puis tout le monde.

Ch. G.
Vous savez le résultat des examens de Garbe,
encore.

11101

pas

IV
Barcelone, Hôtel des Qu.me Nations, où tout le personnel
est français ou parle français.
Jeudi 9 septembre 1875.

Dix heures et demie, en attend,mt le déjeuner. A midi et
demi, je partirai pour le port, suivi de ma malle dans une voiture à bras poussée par un garçon de l'hôtel ; je m'embarquerai
sur le Besos, bon vapeur andalous; et sur les deux heures de
l'apr s-midi, on sortira du port pour arriver demain à midi à
Valence, où je prendrai le chemin de fer afin de me rendre le plus
tôt possible en Andalousie, au beau pays du Barbier. Il n'y a, si

l'on veut m'écrire, qu'à m'adres er la lettre poste restante a Séville:
comme je rayonnerai pendant une quinzaine de jours dans l' Andalousie, elle devra arrivt:r encore à éville avant que je le quitte
définitivement pour Madrid. Pourtant, à ce que je vois, la correspondance postale doit subir bien des lenteurs entre l'Espagne
et la France. Je vais écrire le journal de mes actions à Barcelone
depuis mon arrivée. Je n'espère pas que cela dure toujours, mais
c'est une série non interrompue de scènes diverses et agréables
qui se sont succédé devant mes yeux, ou moi acteur, jusqu à
présent. On dirait vraiment d'un voyage d'agrément, et des plus
réussis.
Lundi 6 septembre. Entrée dans le port de Barcelone vers
cinq heures du matin, au soleil levant. La cérémonie du débarquement a été intéressante. J'ai fait mes premières armes en convenant du prix de la barque avec le batelier. Formalités de douane
lentes, ennuyeuses: cela se passe avec un manque d'ordre digne
d'être étudié. La famille Suby, française, établie depuis vingt ans
à Barcelone, avec qui j'ai lié connaissance à bord, m'offre place
dans l'omnibus qui vient les chercher, de façon à ne pas rendre possible un refus. On me dépose en passant~ mon hôtel. Il est entendu
que j'irai leur rendre visite à Gracia, campagne de Barcelone.
Déjeuner à table d'hôte. Je prends un fiacre à l'heure, deux francs.
Visite à M. Closas, fabricant de cordes à guitare et à violon, pour
qui j'ai une lettre de Wenck.' Accueil incroyable; hospitalité offerte
comme dans l'antiquité. Tout ce qui lui appartient, son temps
même est à moi. La maison est laide, vieille, comme presque
toutes à Barcelone, sauf l'Ensanche ou le Barcelone neuf; elle
a cependant une vue magnifique sur la Place du Palais. Ce commerçant occupe quarante ouvriers, a deux fabriques, va tous les
ans à Paris; il est fort à son aise. Il n'y a pas de rapport entre sa
position pécuniaire et l'aspect de son installation. Il le sait, du
reste: mais c'est la maison de son père, et puis les Espagnols s'arrangent de tout. Jeune femme de trente ans, assez jolie, comme
1.

Commerçant danois établi à Paris. H. G.

�CH. GRAUX

beaucoup d'Espagnoles, aimable pour l'hôte qu'un ami envoie à
son mari, toute désolée de ne savoir pas lui parler français; elle
possède trois enfants, Juanito, Agustinete, Pepito, de dix à
quatre ans. Rendez-vous pris avec M. Closas pour nous promener
à deux le soir.
Je vais à ma seconde visite. Je trouve chez lui le professeur
Manuel Mila y Fontanals, célèbre romaniste; six pieds et, je crois,
plusieurs pouces; soixante-cinq à soixante-huit ans d'âge. Je lui
remets la carte de M. Egger 1 et un tirage à part du même. Amabilité. On cause. Je reviendrai demain prendre des lettres d'introduction pour plusieurs bibliothécaires ou professeurs de Barcelone
et de Madrid .
Je demande mon chemin ; c'est justement à un Français,
M. Leconte, établi depuis 1849 dans le commerce à Barcelone. Il
me fait visiter la nouvelle Université, qui n'est pas encore bâtie
entièrement, et me diène à la cathédrale, admirable, gothique,
sans portail.
Dîner à part à l'hôtel. Puis promenade de sept à dix avec
M. Closas. Conversation en espagnol, bien qu'il puisse parler
français : l'hospitalité veut qu'il me serve à apprendre l'espagnol.
On entre dans un café splendide, comme le Grand Café à Paris;
on consomme chacun une 1aseosa : ça coûte dix sous en tout
pour tous les deux. Ce n'est vraiment pas cher. Je me couche. J'ai
vue sur la Rambla, grand boulevard principal de Barcelone, qui
va du Nord au Midi, où est le port. Persiennes fermées, fenêtre
ouverte. C'est un climat délicieux ici. On dort.
Jugement sur l'Hôteldes Quatre Nations. Recommandé dans les
guides, recommandé à moi par le sous-préfet de Saint-Quentin,
ce qui ne veut rien dire, puisque, évidemment, il a été là où son
guide lui a dit d'aller. C'est un hôtel_français qui est allé se fixe~
sur la terre espagnole : la cuisine, les garçons, les usages, tout y
r. M. Émile Egger, membre de l'Institut, professeur de littérature grecque
à la Faculté des lettres de P aris (1813-1885).

CORRESPONDANCi'. D'ESPAGNE

299

est français. On y est seulement un peu plus exploité qu'ailleurs,
voilà tout. J'y ai passé trois jours et quelques heures, n'y faisant
que trois repas en tout, et j'ai payé vingt-neuf francs cinquante,
sans compter les garçons. Je tâcherai d'aller à l'avenir dans des
hôtels plus espagnols.
(Écrit à roidi et demi, peu avant d'aller au port.)

Après avoir déjeuné ensemble, nous avons échangé nos adresses

à Madrid avec le jeune comte de Blosch, qui s'y en va comme
attaché à l'ambassade prussienne .
Valence (Espagne), Hôtel de Paris, sept francs par
jour tout compris; maîtres français; les domestiques
parlent mal ou pas du tout Je français. La nourriture,
les fruits surtout, délicieux.
Vendredi ro septembre, après déjeuner.

Je continue mon journal interrompu hier.
Mardi 7 septembre. Visite des cc Archives d'Aragon,&gt;) qu'on me
montre tout entières : j'avais un mot de recommandation du
seigneur Mili pour son ami le bibliothécaire. Des manuscrits de
couvents supprimés sont venus enrichir les archives. Ils ne sont
pas catalogués, mais seulement bien numérotés et rangés. J'ai pu
les tenir à volonté. Je n'ai pas vu degrec'.J'ai remarqué Boèce,
Art musical, et Priscien, grammaire du x• siècle, et Sénèque,
Déclamations, un peu plus récent (xn• siècle?).
Déjeuner dans une antigua casa de comidas, un petit restaurant
d'ouvriers. Deux parts d'estofeo, sorte de bœuf à la mode (la
seconde part avec des pommes de terre), puis grappes l'une de
gros raisin blanc, l'autre de petit, deux pêches; j'ai bu du vin
(&lt; clair &gt;) dans un porron, sorte de vase à serin, muni d'un bec par

1. Cf. Rapport sur
p. 192.

1111e

mission en Espagne, dans Les articles originaux ,

�300

CH. GRAUX

lequel on boit' on ne se sert du verre que pour boire de l'eau,
qui est, jusqu'à présent, partout sur mon passage, de première
qualité, surtout à Valence. Ce vin clair valait tout simplement
cc notre Alicante»•. J'en ai eu l'équivalent d'une demi-bouteille
dans mon porron. J'ai payé en tout un franc cinquante.
Après déjeuner, visite de 1a Bibliothèque Saint Jean ou de l'Université. M. Aguil6, le bibliothécaire en chef, d'une amabilité
excessive, me charge de lettres et de pièces pour un de ses jeunes
amis qui est à Séville, employé dans une grande bibliothèque.
Tout bien vérifié, pas de grec à Saint Jean; j'apprends, en outre,
qu'il ne doit plus y avoir rien à Tarragone.
Le soir, dîner chez le Senor Closas. Six ou sept plats, fort bien
cuisinés. La cuisine de maman l'emporterait à peine. Tout
compte fait, à en juger par mes déjeuner et dîner de ce jour, la cuisine espagnole vraie, loin d'être détestable, me va, au contraire,
infiniment. Après diner, nous sortons tous trois Sr Closas sa
femme et moi, nous promener dans les belles ru:s à étalage~. Il
fait si bon à se promener le soir! J'achète, eux m'assistant, un éventail, qui sera toujours dans l'ave11ir un cadeau agréable à quelqu'un,
ne sais à qui. On se quitte. J'absorbe avant d'aller [me] coucher
deux gaseosas pour mes dix sous, en entendant du piano. Dans
tous les grands cafés, pour attirer le monde, on -paie un artiste
qui joue de temps en temps des c&lt; morceaux ii ( morceaux de
piano français) pendant toute la soirée. J'ai vu employerle même
truc en plein jour pour faire entrer les chalands dans un bazar à
la parisienne.
Mercredi 8 septembre : Nativité de la Vierge. Grande fête en
Espagne, comme chez nous I' Assomption.
Je vais à six heures et demie du matin a un concert, orchestre et
chœur~ au Jardin Tivoli. Trois heures de musique : assez de
En marge est un dessin représentant un porrén.
Vin de l'Héraul.t, imitant !'Alicante, dont M. H. Graux avait achet.: une
petite quantité. H. G.
1.

2.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

301

monde. Quelques toilettes de bon goût. Quant à la musique,
c'est de la musique de clocher : elle sent son cru. Ils veulent ici
faire passer pour un grand homme le compositeur Clavé, auteur
de chœurs catalans ou autres, avec ou sans orchestre. Sur deux
morceaux qu'on exécute, il y en a un de Clavé, dont le buste
couronné assiste à la fête. On applaudit à tout casser une « symphonie élégiaque &gt;) dédiée à Clavé, de la composition du chef
de l'orchestre, le maëstro Porcell. Il y a du bon dans ce morceau
•
)
•
• 1
( umque
, mais,.,
mais
...
J'assiste à une partie de la grand'messe à l'église de Santa
Maria. Sombre, comme toutes les églises espagnoles, dit-on :
mille bougies sont allumées pendant foffice. Cela aug~1ente
beaucoup le solennel. Voix, orgues, musique, le tout supérieur
de beaucoup à ce qu'on entend d'ordinaire à Paris. Musique t rès
sé"Vère, faisant partie en quelque sorte de l'office. Trois ou quatre
voix d'hommes seulement, mais bien maniées et produisant une
savante harmonie. Église pleine, un tiers hommes : la moitié de
ce monde à genoux par terre.
Sur la fin de l'après-midi, je vais rendre visite à Mm• Suby,
veuve, six ou sept enfants, de cinH à quinze; M. Roca, qui était
uvec Mm• Suby et la fille aînée sur le bateau, est le précepteur de
la famille. On me fait jouer du piano par trois des enfants, y
compris 1~ grande, qui m'exécute passablement des danses nationales espagnoles (jota - prononcez quo/a - et américa~nes ) , du
Gotschalk et diverses choses. On me retient à dîner : on me fait
beaucoup d'accueil. Le soir, dans Barcelone, on danse partout: il
y a un petit bal devant la maison même où je dîne. On y danse
le quadrille, la valse, la polka, comme en France, plus des « américaines ». J'y ébauche deux américaines avec Lola (la grande,
les quinze ans).
Rentrée à l'hôtel en tramway.
Jeudi 9 septembre. A deux heures, le Besos quitte le port de
Barcelone. La m er nous fait danser beaucoup : le Besos, comparé
à l' Aréthuse qui nous a amenés de Marseille, baisse fortement dans

�302

CORRESPO}NDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

l'estime de passagers gâtés par le premier. Sur les cinq heures fr~
mal de mer me prend légèrement. Je fais part à la_me~ ~e ce ~m
n'était pas encore digéré du déjeuner. Cependant ~e n a1 r,as eté
malade comme l'étaient beaucoup autour de moi. Je m etends
~'Ur le ;ont pour y passer la nuit à l'air, sur le d~s. M~is sur _les
dix ou onze heures, un magnifique petit orage, qm aurait ét~ ~1en
intéressant à observer, si l'on avait été dans de bonnes cond1t10os
de santé se résout en averse. Je mè réfugie dans l'intérieur et
passe, ~oitié en dormant, moitié en sommeillant, la nuit \usqu'à
neuf heures du matin. Nous débarquons . Je débats mon pnx pendant un quart d'heure avec un conducteur de tartane ( charrette,
pas de ressorts, couverte d'une bâche), qui m'~m~ne pour_ cinquante sous (il voulait quatre francs d'ab~~d) à 1Hotel de Pans.
Bon déjeuner. Fruits succulents : ra1sms, pêches, melon de
Valence citron, etc. Je me lave des pieds à la tête, fais un somme
d'une h;ure et mets mon journal au courant. Il est cinq heures et
demie. Je vais faire un tour de ville et mettre cette lettre à la poste,
en atterrdant le diner de six heures et demie. Demain je m 'occuperai des bibliothèques de Valence, rapidement, quitt_e ay revenir,
me reposerai dimanche ici, puis partirai pa.r le chemin de fer pour
Séville. C'est là-bas, je le répète, qu'on peut m'écrire poste restante.
On vous embrasse.

CH. G.

Il est bien entendu que, le service postal se faisant irrégulièrement, cette lettre, comme toutes les autres, vous arrivera quand
elle pourra.
Mes lettres sont mes notes de voyage: gardez-les soigneusement.
Les lettres de et pour l'Espagne ne doivent peser, je crois, que
sept grammes et demi.
Il n'y a pas d'inconvénient à mettre l'adresse des lettres pour
l'Espagne en français.

V
Valence (Espagne), samedi r r septembre r875.

Ma chère maman,
Valence est, comme je le pensais bien, un pays charmant à
beaucoup d'égards. Ni hier, ni aujourd'hui, je n'y ai eu fort
chaud. Est-ce l'effet d'un abaissement général de la température?
Je n'en sais rien. Mais je sais que j'ai bien compensé le désagrément de la traversée sur le Besos.
J'ai vu une grande partie de ce qu'il y a à voir ici. Valence
n'est pas une belle ville. Il reste beaucoup de mauresque; de singulières grandes tours, qui font de l'effet le soir; des maisons
peinturlurées en bleu, en vert ou même en jaune. Valence a cependant de nombreuses maisons dans le genre moderne, de beaux
magasins, en grande quantité, avec de brillants etalages, comme
à Barcelone, à Marseille et partout aujourd'hui, à l'instar de Paris.
Il y a ici comme à Barcelone de bien beaux étalages d'éventails.
J'ai acheté hier un chapeau de fatigue, de forme demi-haute, pour
alterner avec mon petit gris : j'ai payé douze francs, peut-être un
peu moins cher qu'à Paris, à qualité égale. L'hôtel, bien confortable, est raisonnable: sept francs cinquante (tout compris) par
jour. J'ai manœuvré sans grand résultat pour découvrir des
manuscrits grecs 1 • Il est presque prouvé pour moi que, pas plus
qu'à Barcelone, il ne reste pas grand'chose ici. Madrid a pompé,
ou bien l'on ne sait comment ni ou tout cela s'en est allé. C'était,
du reste, dans les prévisions. Au retour - car je désire reprendre
au retour le même chemin (Valence et Barcelone) - je vérifierai
définitivement les résultats négatifs déjà obtenus 2 •
r. Cf. Rapport, ll)C. cil., p. 208.
Au retour, Graux jugea inutile de repasser par Valence.

2.

�CH. GRAUX

J'ai pris ce matin, selon ton désir et aussi pour ma propre satisfaction, un bain de mer, un bon bain. On va pour cela au Grao:
c'est ainsi que se nomme le port de Valence. _Le Grao e~t à une
petite lieue, vingt minutes et six sous de chemin de fe~ (six sous'.
aller et retour). On pourrait donner cinq sous au baigneur qui
vous prête une cabine et garde vos vêtements. Je lui en ai don~é
dix, pour le faire content. Ce sont de très braves geps. Demain
matin, à sept heures, comme aujourd'hui, re-bain.
A M,meille, à Barcelone j'ai fait blanchir du linge : d~ même
ici. Je quitterai Valence demain après-midi sans une pièce de
linge salie dans ma caisse : mon linge vient de m'être fidèlement
rapporté par le garçon de l'hôtel.
.
. . .
Aux cc Archives de Valence », l'employé qm me fa1sa1t raison,
a déploré dans un long discours espagnol la désorganisati~n _de
l'Espagne, qui n'a pas de quoi payer d'emplo_yés pour ses bibliothèques. Il a déploré cette période de deux mois, pendant lesquels,
il y a quarante ans, les couvents sont restés po:tes tout~ ~randes
ouvertes, moines chassés, livrés au vol et au pillage. Voila ~omment tant de manuscrits espagnols sont passés au Musée Bntannique, et ailleurs.
,
..
Tous ces Espagnols sont charmants d affabilité. Quelques-uns
sont bavards, déclamateurs, comme celui des Archives de Valence.
Cela pourrait ennuyer, si le discours n'était pas un bon exercice
pour se familiariser l'oreille au castillan, qu'ils parlent t?us, da~s
ce cas de leur mieux : cela se comprend. Mon Valencien aurait
voulu 'cent collaborateurs pour dresser le catalogue de ses Archives.
« On fait bien ce qu'on peut; mais qu'est-ce que le travail d'un
homme devant tant de besogne? Autant vaudrait, avec une tasse,
vouloir vider la mer. .. &gt;&gt; etc., sur cette corde-là.
Je n'ai pas réussi à visiter les manuscrits qui sont à la cathédrale. L'heure était trop avancée quand j'y suis allé. En l'absence
du bon Dieu - l'archiviste en chef est en voyage - les saints
n'ont pas été complaisants, sauf un brave chanoine, qui a ,~écu
dix-sept ans en France, près de Mgr de Bonald. Il s'appelle Medrna.

305

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Je lui citai le nom de Medina-Cœli : cc Je ne suis, m'a-t-il répondu,
qu'un Medina-terrre » [Cœli=du ciel; terrœ=de la terre].
A la cathédrale de Valence, il n'y a ni chaises ni bancs pour
les fidèles. Les grandes dames, comme les pauvres, tout le monde
prie agenouillé ou accroupi sur les dalles. Il faut dire que le
marbre en Espagne ne donne jamais une sensation de froid. Le
plus curieux est que les femmes s'éventent tout en priant. L'éventail fait partie de la femme espagnole. Les pauvresses même ont
ordinairement un éventail dans la main. Cela et la mantille constituent les caractères distinctifs d'une Espagnole. Si vous êtes frappés
de l'aspect d'un teint blond, que vos yeux se portent à la coiffure :
la femme est coiffée d'un chapeau français. L'Espagnole est toujours
brune, et elle ne connaît pas le chapeau. Elle sort avec une mantille attachée dans le chignon et tombant sur les épaules, ou un
simple mouchoir porté comme la mantille (paiiuelo). Quant à
l'éventail, beaucoup de Françaises l'adoptent.
Les mendiants pavent les rues, surtout les mendiants musiciens.
Les orgues de Barbarie, les pianos idem, sont excellents à Barcelone; ici je n'en ai pas entendu. Mais, en revanche, hier au soir
j'ai écouté, comme les autres, pendant un quart d'heure, un chant
accompagné de trois guitares. C'était bien dans son genre, mais
dans un genre original. Ce métier de mendiant musicien, et de
mendiant en général, semble assez fructueux. Aussi ces gens sont
de mœurs fort douces.
Barcelone et Valence sont assainies l'une et l'autre par un
système d'égouts. L'eau s'y rend de façons bien simples. A Barcelone, le milieu de la rue en est le plus :creux : de distance en
distance, au lieu de grès, on pave par trois grandes pierres bleues,
laissant entre elles deux fentes, larges comme la main. A Valence,
l'eau se déverse du milieu de la chaussée sur les deux côtés,
comme chez nous; alors, sur les deux côtés, de près en près,
même système que ci-dessus.
Le temps a été couvert toute cette journée; il a dû y avoir
encore de l'orage quelque pait. Pourtant il n'a pas plu pour [ainsi]
Rtt1ut. lûspa1tiqut.. xtn.

20

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

dire ici. Une teJle tempfrature est des plus agréables pour vivre.
Valence est environné d'une campagne qui n'est qu'un immense
jardin à maïs, à légumes et à fruits. Le melon particulier à ce
pays, le citron, les figues, les raisins, etc. sont délicieux. (Aprèsdîner, 8 heures.) Les pêches du Midi ne valent pas, généralement,
les nôtres : le noyau ne se détache pas, et il faut les peler comme
maman mange les pommes. Cependant ici à Valence on vous
sert aussi des vraies pêches, de celles dont le noyau se détache.
Mais où la victoire reste au Nord, c'est que la reine des fruits,
la poire, ne réussit guère ni à Marseille, ni en Espagne, s'il faut
en juger par les échantillons que j'en ai rencontrés sur mon che-

Il est bien entendu que, les Carlistes ne laissant pas passer la correspondance par terre entre Barcelone et la frontière française, les
lettres attendent à Barcelone qu'un bateau en parte pour Marseille :
s'il fait mauvais temps un jour et que le bateau ne parte pas, les
lettres ne se mettent pas en marche. D'où des retards. CH. G.

111111.

Le vin &lt;&lt; noir &gt;&gt; espagnol, qui correspondrait pour la couleur au
bùrdeaux, est celui qu'on sert partout: il ne vaut pasgrand'chose.
Vive le vin &lt;&lt; clair &gt;1 ! celui que j'ai bu, je te l'ai dit, dans ce
petit restaurant barcelonais. Aussi, dans les hôtels, voit-on, surtout ici, la moitié des voyageurs, et j'en suis, boire l'eau pure
dans les grands verres. L'eau de Valence rivalise sans peine, pour
la fraicheur et pour le goût, avec la source du Pont-de-Pierrer:
n'est-ce pas beaucoup dire? Je me suis payé, à mon arrivée ici,
une bouteille de Xérès ( Kerès ), que je consomme petit à petit et
que je viderai demain au déjeuner.
Voilà le courant de mes affaires. Je n'écrirai plus que de Séville.
Encore la première lettre sera-t-elle, probablement, adressée à
Garbe, à qui je n'ai pas encore écrit : il vous la renverra, après
l'avoir lue. Seulement, je n'achèverai et ne fermerai celle-ci que
dans le cours de mon voyage de Valence à Séville, ne sais encore
quand ni où.
Ce soir, il tombe une petite pluie. Je me couche.

=

CH. G.
I. Écart du village de Fontaine-lès-Vervins, à un kilomètre de Vervins. M. et
M01 e Graux ont habité au Pont-de-Pierre jusqu'à la mort de leur fils. Dans
le jardin de la maison il y a une source de la meilleure eau. H. G.

Cordoue, train de Sévrne.
Lundi,

2

h. après-midi.

. Arrivé à Cordoue. Vingt minutes de retard sur cent cinquante
lieues ou cent quatre-vingt, en Espagne, il n'y a vraiment pas
lieu de se plaindre.
Déjeuner au vin clair et à l'eau : chacun son verre.
Je vais jeter cette lettre à la boîte, sitôt que j'aurai un timbre.
Voyage agréable. Quoi qu'il ne fasse pas si chaud en chemin
de fer que quelques fois chez nous, l'été, à chaque gare, des
femmes, des enfants viennent crier : « eau fraîche, qui veut de
l'eau fraîche? J&gt; Plus les fruits sans nombre et des buffets souvent.
CH. G.
Mardi .

La santé n'a pas cessé d'être excellente; une vraie santé de
vacances vervinoises. C'est que ce climat est bon. CH. G.
Osuna, 14 septembre (mardi).

J'ai poussé une pointe jusqu'ici, un pays remarquable et plein
d'antiquités. J'y trouve bonne nourriture, bon vin, bon gîte et
bonnes gens. Je gagnerai Séville demain ou après. On fait un
bien beau et bien rare voyage, et on embrasse ses parents.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

VI
Osuna, près Séville.
Mercredi 1 5 septembre, au soir.

Mon cher papa,
Comme on a calomnié cette charmante Espagne! Barcelone m'a
plu par sa richesse, son élégance, sa bonne humeur_ et le caractère aimable de ses habitants. Valence m'a sédmt davantage
encore par plusieurs de ces mêmes qualités et p~r ~on cl~?:at,.,s~
campagne verte, ses fruits délicieux:. Pour verur Jusqu 1C1, J a'.
traversé, en sortant du &lt;&lt; jardin » valencien, la « Manche » s1
aride; la nuit, éclairée par la lune, s'est passée en sommes successifs : je n'avais rien de mieux à faire. Mais le jour nou~ a trouvés
au milieu du système de la Sierra Morena : quel pittoresque !
quels déserts! quels renversements éternels de schi~tes ! J'arrivai
à Cordoue (que je n'ai pas encore eu le temps de voir se:llement~
sans être quitte des vastes plateaux montagneux, cultivés, qm
succédèrent au désert schisteux. A Cordoue, l'on m'enseigna le
chemin d'Osuna ( ou, entre parenthèses, les résultats scientifiques
sont assez heureux et intéressants : je ne puis entrer dans un
détail infini, et je réserve ces récits pour les dîners de l'hiver
prochain) 1 • De Cordoue à Palma del Rio (le r-fo, c'est le Guadalquivir), chemin de fer. Traversée du rio - h~'.nme_s et chevaux
ensemble - dans un bac. Diligence jusqu'à Ec1p . Six heures, ou
plus, de diligence! Bon Dieu, quel~ chen~in~ ! M_ais ~as d; boue,
seulement de la poussière. Des chemms qm n ont 1ama1s éte tracés,
ni empierrés, qui changent de place, je ne dirai pas d'une année
à l'autre, mais, je crois, tous les jours; et des montées et des desr. Voir ci-dessous les lettres XIV bis, XV bis, XVlI bis, XXIII bis, et
XXIX bis.

centes et des cahots, et un train, en s0mme, de cinq ou six kilomètres à l'heure, malgré nos trois bêtes: un cheval et un mulet
et un second cheval enflèche. Au demeurant, conducteur, cocher,
passagers, tous de bonne humeur, bons, de braves Espagnols.
Quelle arrivée à neuf heures du soir à Ecija, où il n'y a pas
d'hôtel, de fonda I C'est, dit-on, le plus grand village d'Espagne.
Il possède, en effet, vingt-quatre mille âmes, neuf églises, un
cirque pour les taureaux, promenades, etc., et cependant je ne lui
ôterai pas son nom de « village ». On va à la posada, - cela se
traduit par auberge; mais, propreté dont on n'a pas d'idée en France,
même dans les villes flamandes . Tous les murs d'un blanc irréprochable. Chambres très hautes. Des punaises ou des puces ?
Qui les a inventées? Je n'en ai point encore rencontré depuis
mon entrée en Espagne. Seulement quelques moustiques (mosquitos) qui vous mordent au front et où ils peuvent; cela n'est
pas bien grave. Je mange des œufs frits non au beurre, mais à
l'huile d'olive. Pour qui n'est pas de parti pris, cette cuisine vaut
la nôtre; et la différence, au reste, n'est pas grande. Ces bonnes
et braves gens de la p()jada sont à causer avec l'étranger sur la porte
pendant deux heures, faisant tous leurs efforts pour le comprendre
et être compris de lui. Il soupe et se couche, le tout pour trentecinq sous. J'en avais eu pour onze francs cinquante de diligence,
grâce à ma malle, rien qu'à venir de Palma ici, - sèpt ou huit lieues
peut-être. Cela compense, un peu du moins. Mais il n'y a pas de
voiture d'Ecija à Osuna! Un mulet portera ma malle. Un garçon
de posada, aussi brave homme que les maîtres sont braves gens,
le conduira, monté sur un âne, parce qu'il ne sait pas marcher
longtemps. On m'offre &lt;&lt; une autre cavalerie », entendez un
second mulet, pour mon usage personnel. Je remercie et compte
sur mes jambes. Ah ! Garbe, combien je te sais gré de ne m'avoir
pas déshabitué de la sobriété ! Partis à six heures et quart du
matin, avec deux petits verres d'eau -de-vie chacun dans le corps,
- pas de betterave, - nous marchâmes . A huit heures et demie
on déjeunait, moi, d'une belle grappe de raisin et de pain, -

�310

3n

CORRESPO. DANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

sans boire. On marcha encore et toujours. On arriva à une heure
et quart, sans avoir bu, sauf mon pauvre conducteur qui, mourant de soif, but, une heure avant l'arrivée, un peu d'eau saumâtre. D'Ecija à Osuna, six lieues ou six lieues et demie du pays,
- c'est-à-dire trente-six à quarante kilomètres, - pas un
village, pas Ul"l hameau, pas une source vraiment potable.
D'autre part, en venant de Palma, il n'y a pas de village non
plus sur le chemin d'Ecija. Il paraît que, dans tous les sens, Ecija
est isolé dans un cercle de cinq lieues de rayon. D'où, m'a dit le
muletier, son nom de Ecija ln Solita (la seulette). On prétend
qu'à l'assiéger elle tiendrait deux. ou trois ans, se suŒsant, elle et
son territoire, à elle-même. Voilà l'histoire de la célèbre Ecija .
Chemins de montagne donc pendant six lieues d'fapagne, et
l'on descend dans Osuna, plaine riche, jolie, mais sans cours
d'eau. Quatorze fontaines publiques, dont l'une, celle qui est sous
ma fenêtre, un petit monument, fournit d'excellente eau. Jour
et nuit elle est assiégée de vendeurs d'eau. Chaque maison - n'a
pas de puits - achète son eau à raison d'un sou ou deux les
quatre cruches, une charge d'âne. Autour de la fontaine, quel
mouvement, quels bavardages, que de cris, quelles exclamations!
Entendit-on jamais un pareil ramage, et perpétuel, jour et nuit?
(mais moi, Ja nuit, je dors : à cela près!) Il faut venir dans Je
Midi, à Marseille, mais surtout en Andalousie, pour sarnir ce
que c'est qu'une population vivante. Et tous ces braves gens sont
des paysans, genre de « Philémon » ', bonasses plus ou moins,
mais tous bons, fort simples, fort francs, empressés à être
agréables à l'étranger, à lui c:iuser, - il les étonne un peu : ils
ne sont jamais sortis du village et il a fait quatre cents lieues,
dit-on, ou plus, - empressés à le servir sans cesse, à prévenir
ses désirs. Bien belle, vaste, haute et propre chambre! Mais je
me couche. La suite à la page 5 du présent numéro.

CH . G.
r. Allusion à un habitant du \'Ïllage natal de M. H. Graux . H. G.

Osuna (1,.000 habitants).
Jeudi 16 septembre, à

2

h. après-midi.

Osuna s'appelle un pueblo, ce qui veut dire un Yillage; mais
c'est une fort jolie petite viUe, si blanche, si propre, si nette,
qu'on ne s'imagine pas une jolie petite ville plus blanche ni mieux
balayée. Je vous ai die si elle était animée, surtout sur la place
de la fontaine. Beaucoup de minois féminins y sont jolis et même
beaux; mais on y parle bien vite, et j'ai bien de la peine à
entendre la convers:ition, sinon des vieux·ou des hommes mîirs;
car, au moins, ceux-là se donnent le temps . Le mrutre de la posada
où je suis descendu est un bon vieillard de cinquante-huit à
soixante ans, donc un jeune vieillard, très grand et gros. Si deux
hommes au monde e ressemblaient, je dirais qu'il a quelque
chose de feu mon oncle Coquelet. Il m'aime beaucoup; hier et
aujourd'hui, il est venu, pour me faire plaisir, me réveiller sur le
coup de six heures. Tous allons faire ensemble son marché. Il y a
marché tou les jours ici. Une grande place entourée d'arcades,
tout comme le jardin intérieur du Palais-Royal, voilà le théâtre
du marché. Il est vaste, admirablement fourni de viandes, légumes,
fruits et toutes sortes de choses. Don José, mon aubergiste, suivi
du premier pauvre qu'il rencontre avec un panier spécial, va de
fournisseur en fournisseur, commande partout ce qu'il y a de
mieux et paye régulièrement sans marchander; car ici les marchands ne surfont pas, et on voit qu'ils donnent la bonne mesure.
Tous les trois ou quatre marchands, on rencontre un ami, on va
boire un petit [verre] d'eau-de-vie blanche ou ùe vin blanc sur le
comptoir; ça ne coûte quasi rien, et l'on va acheter deux ou trois
ou quatre sortes d'autres denrées; puis un autre comptoir; et ainsi
de suite jusqu'au troisième comptoir; ce qui fait en tout six ou
neuf petits verres, assez inoffensifs d'ailleurs. Je ne vois nulle part
d'hommes « saouls en Espagne. ous avons acheté ce matin
plus de trois douzaines de figues pour douze centimes, et pour

i,

��CH . GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

rai lundi seulement la revue des bibliothèques sévillanes. Je suis
arrivé hier ici d'Osuna, ou ma mission a, en somme, assez bien
réussi. Je viens d'envoyer un rapport au Ministre sur ce que j'y ai
trouvé, et une lettre, complémentaire du rapport, à M. L. Renier 1 •
Je ne puis te tenir au courant de mes faits et gestes. Si tu vas à
Vervins, - ce que je désire, - lis mes lettres qui sont le journal
de mon voyage, et numérotées par ordre. Je t'indiquerai ici les
étapes que j'ai parcourues, mais à reculons. Séjour à Osuna jusqu'au 17 septembre, qu~tre heures du matin. J'y étais arrivé le
16 à midi . uit du 13 au 14 à Ecija. Arrivée en gare de Cordoue
le 13 à midi. Départ de Valence le 12 à midi . Arrivée à Valence,
par mer, le ro à huit heures ou neuf heures du matin. Embarquement à Barcelone, sur le Besos, patraque èspagnole (relativement
s'entend), le 9 à deux heures de l'après-midi. Débarquement à
Barcelone [le] 6 à six heures ou sept heures du matin, d'un excellent paquebot français, sur lequel j'avais quitté le port de Marseille
la veille, 5 septembre, à dix heures et demie du matin . PoÙrquoi
ne me suis-je erribarqué que le 5, alors que je devais partir le
1 er au soir? La mer était mauvaise le 1•r, et le vaisseau qui devait
m'emmener était quelque .frère du Besos déjà nommé. Je passai
donc quatre jours à Marseille? Non, je visitai Marseille pendant la
journée du I septembre; dîner, le soir, chez notre ancien camarade Talon, aujourd'hui jeune marié, qui m'avait promené toute la
journée. Le 2, après déjeuner, je partis pour Arles. Je couchai,
ce soir-là, à Nîmes, que je visitai pendant la matinée du lendemain. Puis, ayant bien déjeuné, je partis, en blouse, pedibus avec

M.Jambis, pour La Foux-vingt-deux kilomètres - dans l'inten-

314

0'

celle pour qui j'avais la lettre. Toute simple, de mise, de conversation, de
manières, bien aimable . On m'avait mal renseigné : c'est elle-même qui
habite ici . J'ai vu aussi safüle, mariée depuis quatre ans, simple aussi. En noir.
Je ne sais pas encore bien toute cette généalogie. Mais enfin, n'importe; j'aurai
des recommandations pour la cathédrale; et je suis invité à venir chercher de
l'aide, chaque fois que je ne pourrai pas voir quelque chose par moi-même.
I. M. Léon Renier, membre de l'Institut, professeur au Collège de France,
administrateur de la Bibliothèque de l'Université (1809-1885).

tion devoir le Pont-du-Gard ( construit par les Romains) . Coucher
à La Foux, que j'abandonnai à trois heures et ·demie du matin pour
gagner, toujours avec M. Jambis, Tarascon: descente de la :7allée du
Gard jusqu'à son confluent avec le Rhône. Rentrée à Mars;i_ll~ po~r
déjeuner. Après-midi, excursion rapide à Toulon. Je n_ai pmais
eu le temps d'écrire les épisodes de cette charmante pente excursion. J'avais quitté Marseille avec mon petit sac de voyage pour
tout b:igage. Le troisième jour, en revenant, j'étais sans _doute
dans un bel état de propreté, outre mon accoutrement bizarre,
car un gendarme me demanda sérieusement si j'avais des papiers.
Je souris si doucement qu'il fut gèné, à ce q~'il n~e sem_bl_a, dans
les entournures; il ajouta pendant que, saunant, Je dépitais lentement, presque élégamment, mon passeport « _diplo~rntiqu~ )),
- car mon passeport n'est pas un vulgaire « papier l&gt; : il est signé
Decazes r, -il ajouta: (&lt; C'est qu'ici c'est comme ça, on demande
les papiers. »« Ici ))' je crois que c'était à Arles: le fait est que ce
n'est pas un pays comme un autre. Nous en rejase~ons, il y a _à
en dire. Il lut tout mon passeport jusqu'à la dermère lettre, Je
crois. Arrivé aux mots : « chargé d'une mission scientifique i&gt;, il
s'interrompit : « Scientifique? &gt;), dit-il d'un air drôle. « Scientifique &gt;l, répondis-je d'un air simple . Je ne_sa~s s'il ~it u~ rappo:t
entre &lt;( scientifique &gt;l et ma blouse sale; mais Je crois qu 11 m avait
pris pour un Carliste. Pour un Carlos, passe, mais pas -iste 1 •
Cela ne prouve pas que ce gendarme possède le flair qui, assure
papa, caractérise lecorps. Voilà, mou cher, ce qu'il en coûte de
descendre du train à Arles, quand il y a dix minutes d'arrêt, et
de se promener en long et large sur le quai, afin de bien voir
trois Arlésiennes, leur type ( qui est assurément assez pur et est
loin d'ètre laid) et leur costume, dont _le mouchoir de cou est gra-

1.
2.

Le duc Decazes était alors ministre des Affaires étrangères.
M. E. Lavisse, dans Mélanges Graux, p. xxxv, a rapporté cette anecdote.

�3r6

CH. GRAUX

cieux, élégant, coquet, mais dont le bonnet, quasi d'Arlequin, est
original et drôle.
Je descendis du train à Arles, le 2 septembre 1875, sur les
deux heures et demie de l'après-midi, dans le costume que tu sais,
mais alors encore propre, puisque j'étais au début de ma promenade. Je m'acheminai tranquillement qua via ducit ad urbem : il
n'y avait qu'un chemin, aux détours peut-être un peu capricieux,
mais, comme le dit le latin, il me conduisit à la ville, mieux aux
Arènes d'Arles, arènes romaines, un tantinet restaurées, c&lt; place
de taureaux » aujourd'hui, car la manie des courses de taureaux
a gagné, depuis qu_and, je ne le sais, le Midi de la France. Il y a
taureaux. maintenant à Arles, à Nîmes, tous les deux dimanches,
je crois. Aux Arènes, je me butai sur quatre types et typesses,
qui étaient descendus du train en même temps que moi, et si
drôles d'aspect dans leur genre, que je me refusai absolument à
les prendre pour des Arlésiens, sinon pour des Arlequins. Les
deux jeunes filles, dont l'une d'un... blond plus ardent que le
mien, portaient sur le nez l'une des lunettes, l'autre un lorgnon,
dénués les unes et l'autre de toute espèce de valeur, de légèreté et
d'élégance. La mère avait cinquante ans. Un jeune homme, blond
et barbu à l'anglaise, vêtu idem, trente ans ou vingt-huit, était le
chef de la bande. J'avais affaire à quatre Anglais. On visita le
cirque en partie ensemble, sauf que moi je grimpais en haut, je
faisais le tour, je sautais, je m'en donnais comme ferait un serin
dans une cage de cent pieds. Naturellement, je ne parlai pas
anglais, pour cause. On me parla un peu français, surtout les
jeunes filles (toutes deux comprises entre seize et dix-huit ou dixneuf). Mais j'étais plus occupé de tenir mon chapeau ... sous
mon bras, - il faisait un vent de chien; M. Mistral souffiait
depuis quelques jours à tout casser, - que de me promener sur
la « carte de Tendre &gt;J. Du haut de la grande tour « arabe 11 qui
s'est plantée, avec trois petites tours semblables aux trois autres
bras des angles droits, en plein pourtour du cirque, - pourquoi ?
va le demander aux individus qui sont coupables de la chose, -

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

317

du haut de cette tour on voit ... au loin, d'abord; puis le Rhône
qui se partage en deux pour former 1a Camargue; et puis je n'y
[ai) quasi vu que du feu, vu le vent. En sortant de là, on visita,
- toujours les quatre Anglais et moi, qui ne faisais pas cinq, quoiqu'ils m'eussent pris d'abord, comme tout le monde décidément,
pour une quantité additionnable avec eux-mêmes, - on visita
les autres ruines romaines d'Arles, le théâtre, d011t il reste une
pai;tie des gradins, d'autres choses encore, mais surtaut deux
(seules) colonnes corinthiennes, surmontées d'un débris d'architrave: petit ensemble précieux, il permet de s'imaginer le reste.
Puis, les autres ruines romaines, je ne sais s'ils les virent ; je les ·
visitai tout seul: c( les fortifications de Jules César )), c'est ainsi
que cela s'appelle. Je fis un tour de campagne, je tombai sur des
tombes, comme les cercueils coupés par la route de Coucy 1 , làbas tout en haut, tout pareils quoi, et qu'on appelle ici c&lt; le cimetière païen &gt;&gt;. J'avais visité« cum Anglicis », mon Dieu, dans quel
détail! toutes les colonnes et tous les chapiteaux d'un vieux laid
cloître qui date de trois ou quatre époques pour cause d'incendies
successifs. Je m'en fus dîner vers la gare, là où je fus servi par une
jeune fille qui n'était pas Arlésienne, mais digne de l'être ( elle
était loin d'être laide), et j'allai coucher à Nîmes, à l'Hôtel du
Cheval Blanc, un bon hôtel où on est très bien pour pas cher du
tout, et que, par suite, je te recommande si tu vas, - et je me
recommande si je retourne, - à Nîmes. Arles : petites rues,
étroites j'entends, toutes tortueuses. Devant chaque porte de rue,
qui est ouverte pour cause .de chaleur, pend un rideau qui
empêche d'entrer la poussière, le fléau d'Arles, surtout quand Mistral se met de la partie. Arles est là première ville que je rencontrai sur mon chemin, pavée en cc cailloux roulés &gt;&gt;. Que c'est
mauvais à marcher! Mais c'est la coutume du Midi. Des rues de
Barcelone, quasi tout Valence, Ecija, Osuna tout entiers, les

r. Coucy-le-Château (Aisne).

�318

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

petites rues de la riche et luxueuse Séville sont pavés de ce
maudit pavé. Mon Dieu! faites que je m'y fasse! Je r'ai dit en
passant, d'un mot, deux mots des Arlésiennes; mais un costume
ne se décrit pas: il pourrait se dessiner, je ne le puis. Je répète
seulement que le type arlésien se conserve encore actuellement,
je ne sais si pur, mais bien caractérisé assurément. Les femmes
n'ont rien, rien, rien d'idéal, mais l'ovale du visage, le haut du corps
(le cou et une échancrure de poitrine sont toujours à nu, par
l'effet du costume) sont assez bien. Les Arlésiennes n'ont rien de
maigre; mais les grandes dames d'Arles se font-elles des visites de
·cérémonie, le dimanche, avec ce dr6le de bonnet en pointe se
dirigeant vers le del sur le derrière de Ia tête? C'estce que je n'ai
pu savon.
Nous nous réveillons à Nimes le 3, à six heures et demie du
matin, ou mettons sept heures. Ma chambre, au cc Cheval Blanc»,
donne su~ les Arènes. Je les avais vues la veille en me couchant;
mes yeux les aperçoivent, avant toute autre chose, au réveil.
Visite de :
1° Les Arènes, conservées plus haut que celles d'Arles;
2° La cc Maison carrée » '. Prostyle corinthien. Colonnes idem,
engagées dan,s le pourtour; grille autour, à distance : objets et
débris antiques;
3° « Bains romains 1&gt;;
4° cc Temple de Diane &gt;&gt;, voûté; débris grecs et romains;
5'' c&lt; Tour Magne &gt;), poste ~'observation des Romains, dit le
vieux; vue vaste, mais sans intérêt.
Le chemin de Nîmes à La Foux ( ou Remoulins : le Gard
entre), par une chaleur qu'on disait brû !ante, a été l'une des plus
délicieuses promenades que j'aie jamais faites. La route traversait
des vignes: je cueillais par-ci, par-là un grappillon. Que j'ai
1. Ces mots sont accompagnés d'-011 plan de la Maison carrée. Au milieu du
dessin, Ch. Graux a écrit: &lt;&lt; Musée de tableaux et sculptures modernes.
Quelques débris de sculpture et d'architecture antiques &gt;).

goûté ainsi de bonnes sortes de raisin! Je vis ce jour-là pour la
première fois les oliviers, fos amandiers de tout près. En chemin
de fer, en voiture, on ne voit qu'un ensemble : on ne voit pas
bien.
Je vis à différentes/ois des figuiers, sur lesquels je me précipitai : je pris une figue au premier, une figue au second que je rencontrai. Jamais figue, avant ou depuis, ne m'a paru si bonne_; et
je les aime tant, les figues! J'avais mis inon mouchoir blanc sur
ma tête, sous mon chapeau; c'est un excellent système que j'àvais
vu pratiquer, en chemin, par des indigènes. Cela garantit le cou
du soleil, le chapeau de la sueur; cela flotte au vent, et vous
rafraîchit. Arrivé à La Foux, je_çommandai le dîner âans une espèce
d'hôtel-auberge. On fait de l'hydrothérapie à La Foux; èest une
microscopique ville d'eaux. Puis je me mis en route pour le pont
du Gard qui n'était plus qu'à trois kilomètres.
Pont du Gard: un aqueduc porté sur deux étages de voûtes 1 •
On fait bien plus hardi et plus élégatn que cela maintenant.
L'aqueduc d'Ar..:ueil est bien supérieur, à mon goût. Mais celui
du Gard ( ou Gardon) date des_vieux temps. A la hauteur a a' 2 on
a construit dans ce siècle un pont pour faire passer la route, dans
le style et les proportions du premier étage d·e voûtes romain.
Tout cela vu, bien vu et jugé, je songeais à aller diner, lorsque
je me suis dit que je ne pouvais pas avoir fait vingt-cinq kilomètres à pied et par un temps pareil pour un si maigre résultat
et qu'il me fallait au moins traverser la vallée sur l'aqueduc
romain. Je la traversai, ce qui est mieux, dans l'aqueduc. Un
homme s1y tient droit aisémeht. Je ne la traversai pas entièrement, car, arrivé à quelques mètres de l'extrémité du conduit et
de l'autre bord de la vallée, il sortit de l'entrée de l'aqueduc une
voix, quelque chose comme « ah! bonjour! &gt;&gt; prononcé avec
un accent.. .. britannique. C'était la plus rousse des deux Anglaises

1.
2.

En marge, dessin représentant le pont do Gard.
Les lettres aa' se rapportent à ce dessin.

�320

CH. GRAUX

d'Arles qui venait de me reconnaître. Une seconde fois, nous
fûmes cinq, - pas cinq Anglais, mais quatre et un Français, tous dans l'aqueduc. Je repassai avec eux, dessus cette fois; il ne
faisait plus de vent; on causa beaucoup, surtout que le hasard
de cette rencontre rendit les relations tout de suite plus amicales.
Je réexaminai en détail le pont avec le grand frère; nous passâmes par des sentiers impossibles avec les jeunes filles, touristes
finies et intrépides; nous causâmes botanique et regardâmes des
plantes avec l'une d'elles; nous bavardâmes de choses et d'autres
avec la rousse qui me dit que son frère avait été [ en] Espagne, me
raconta leurs précédents voyages en France, m'offrit du raisin, etc.
Les Anglais étaient revenus passer la nuit, la veille, à Avignon, et
s'en allaient coucher ce soir à Nîmes. Il n'entrait pas dans mon
plan de retourner de nouveau à Nîmes. Je laissai le jeune homme
aller _se baigner seul dans l'eau si pure, si invitante : je songeais
au &lt;c Pêcheur &gt;J de Gœthe. Oh! comme j'ai compris alors la
baUade pour 1a première fois. La femme humide, « Sie sano- zu
ihm, sie sprach zu ihm 1 •• • Ach, wüsstest Du, wie's Fischleiu i;t So
wohlig auf &lt;lem Grund, Du stiegst heruntcr, wie Du bist, Und
würdest erst gesund ». Je ne pus pas l'accompagner ne sachant
pas assez bien nager, hélas! que je le regrettai! Je pris en revenant la résolution de me compléter, dans la mesure du possible,
sous le rapport des exercices du corps. Cela me faisait de la peine
de me trouver ainsi insuffisant. Enfin, je pris congé des Anglais,
et j'allai dîner sans m'être baigné. Cela m'aurait fait tant de bien
à la suite de cette lourde et poussiéreuse marche! J'espère que
ce ne fut pas comme dans la ballade, et qu'on revit !'Anglais.
Pour moi, je ne les rencontrai plus. Le lendemain matin, je prenais à huit heures à Tarascon le train qui me ramena à Marseille,
et je m'embarquai le lendemain.
Voilà, cher, le récit de cette jolie et intéressante excursion. Je

I.

321

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

ne puis te raconter le retour à Tarascon; il n'offre pas d'incidents; il ne fut agréable que par la vue de la vallée, par les
masses d'eau du Rhône et du Gard, que je voyais rouler sous
les rayons quasi horizontaux d1;1 soleil naissant. Cela se peint
plus ou moins; en tout cas, cela se voit et on s'en souvient,
mais cela ne se raconte guère. Ici se termine cette longue lettre,
toute désordonnée, non relue, non combinée d'avance, qui te
fait part des premières impressions et des premiers souvenirs de
mon voyage, à l'état brut. Fais-la tenir, à l'occasion, à mes
parents, ou même envoie-la leur par la poste. Elle est numérotée, et prendra place, après qu'ils l'auront lue, dans les
&lt;&lt; archives&gt;&gt; de mon voyage.
Mon cher Paul, écris-moi à Madrid, poste restante. Embrasse
pour moi ta mère et tes grands parents. Je t'embrasse.
Ton

CH.

GRAUX.

Ci-inclus quatre timbres espagnols pour M. Papillon •.
Fini le dimanche 19, après-midi.

VIII
Séville, mercredi

22

septembre 187 5.

Mon cher papa,

-

On rase mieux à Marseille, à Barcelone, et, je crois, partout
dans le Midi, qu'à Paris et ·que chez nous; mais, sans contredit,
c'est aux barbiers de Séville qu'appartient le pompon. Ils rasent
avec un grand amour de l'art, longuement, finement, doucement.

Ch. Graux a, par erreur, écrit les deux fois mir au lieu de ihm.
1.

Imprimeur à Vervins. H. G.
Ret1Me hispaniqut. xm.

21

.

�322

•

CORRESPONDANCE D 1 ESPAGNE

CH. GRAUX

. C'est au point qu'on entrerait se faire raser pour le seul plaisjr
de se sentir raser. J'ai. tenu, comme tu vois, tout fln emportant
mes rasoirs, à faire cependant des études de barbiers comparés.
Rien n'est plus propre que l'Andalousie. Du marbre blanc
quasi partout, tout blanchi, du reste, avec le plus grand soin; on
est toujours à laver le pa.vé. Les rues sont propres, au point qu'on
mangerait par terre. Je continue à ne pas rencontrer puces
ni punaises; et il n'y a déjà plus guère de moustiques. Le climat est toujours très tempéré, et il ne redeviendra pas chaud
maintenant.
Depuis vendredi que je suis arrivé ici, je n'ai pas fait
grand'chose, parce que les bibliothèques ne sont pas faciles à
fouiller, et, qui pis est, elles sont, à mon point de vue, je le vois
aujourd'hui avec évidence, on ne peut plus pauvres. Je -crois
qu'il n'y a pas un seul manuscrit grec à Séville, et, parmi les
latins, je ne tombe sur rien qui m'intéresse. J'ai seulement
quelques notes de peu d'importance pour Pierre et pour Paul.
La bibliothèque de l'archevêque, que je me suis dispensé de
visiter, après informations prises, ne doit pas posséder de manuscrits. Celle du chœur ou du chapitre se compose d'une centaine de gros volumes, imprimés ou manuscrits, qui servent, au
chœur, pour chanter les offices. Archives des Indes: pas de
grec.
La bibliothèque Colombine, fondée par Fernand Colomb (le
fils de l'inventeur del' Amérique), n'est pas accessible, en ce qui
concerne les mss. qu'elle renferme, sinon .avec une autorisation
du chapitre. Il y aura as~emblée du chapitre après-demain; le
Dean (doyen) m'a promis tout à l'heure d'appuyer ma demande
au sein du chapitre. Mais je crois que, définitivement, je ne la
ferai pas. Le jeu ne vaudrait pas la chandelle. Grâce à la carte
du Dean, "le bibliothécaire' m'a communiqué, hier, le catalogue
·des manuscrits : je l'ai dépouillé entièrement. Il est trop évident
r. D. José Fernandez y Velasco.

323

qu'il n'y en a pas de grecs. J'ai pris des notes, d'après le catalogue, sur les traductions latines manuscrites d'auteurs grecs '.
J'ai eu communication, en outre, d'un Platonis liber medicinae,
xv1e siècle, œuvre, en apparence, de quelque érudit de l'époque.
C'est à la suite d'un Placiti liber medicinae de herbis femininis; et le
Platon est de herbis masculinis. Cela n'est pas de Platon, c'est
clair; et c'est qµelque chose de saugrenu, sans doute. On
m'a communiqué un Alexandre d'Aphrodisie (partiel): j'ai pu
voir qu'il était traduit en latin. Il doit en être de même des
autres, ~ ils sont quatre ou cinq seulement, - dont il n'est pas
dit qu'ils sont en latin. Enfin le Liber Pontificalis, pour l'abbé
Duchesne 2 , ne se trouve pas au catalôgue. Haenel doit avoir
confondu avec le Pontificalis ordo que j'ai tenu (parchemin, xv1e s.),
sorte de rituel pour la consécration sacerdotum. On ne veut pas
me communiquer les quatre ou cinq mss. dont il n'est pas dit
qu'ils sont en latin, puisqu'on ne veut rien me communiquer
de plus, tant que je n'aurai pas mon papelito. Je ne m'en
inquiéterai pas; ils n'en valent pas la peine, je ne le prévois
que trop. Reste donc la bibliothèque provinciale. Elle possède
des manuscrits, mais M. Bueno m'a prévènu, il n'y en a pas
de grec i; je la verrai demain matin de sept à dix heures.
M. Bueno a dû donner des ordres pour qu'on ne me refuse rien.
J'avais une lettre de Lucien Tricot 4 pour son ami Charles Bouisset, à Séville; c'estle fils du b:mquier pourlequel j'ai une lettre de
crédit: coïncidence. Il est charmant, m'a promené dans la ville,
m'a donné une carte d'entrée au cercle de lui et de son père, où
je le rencüntre tous les soirs. If m'a procuré une lettre de recom-

r. Cf. Rapport, loc. cil., p. 205.
Louis Duchesne, membre de l'Institut, actuellement directeur de
!'École française de Rome, préparait alors son Étude sur le Liber Po11tijica/is,
Paris, 1877, in-8 (Thèse de doctorat ès lettres).
3. Le renseignement n'était pas exact : cf. ci-dessous lettre IX.
4. Jeune avocat ami de Ch. Graux. Voy. Mt!Lanr~s Graux, p. xxv1, n. 2.
2. Mgr

�325

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

mandation pour M. Bueno, bibliothécaire de l'Université ( ou de la
bibliothèque provinciale, c'est la même chose ici et partout).
M. Bueno l'empor.te en bienveillance, quoiqu'il soit retenu en
ce moment à la chambre par une fistule lacrymale, sur tous les
bibliothécaires que j'aie jamais rencontrés. Il m'a fait p;irler espagnol tout le temps de ma visite hier - deux heures - quoiqu'il entende fort bien le français, et m'a fait promettre d'aller
le revoir.
· Les lettres de recommandation sont ici de la plus grande
utilité. Celle que j'avais pour Mm• de Shelly (grande maîtresse de
la duchesse de Montpensier, quand les Montpensier habitaient
Séville) m'a valu une recommandation d'elle auprès du Dean . .
Elle est venue exprès en voiture à mon hôtel m'apporter une
[lettre] pour me prévenir: que le Dean me faciliterait tout ce qui
serait en son pouvoir. En effet, le lendemain, je trouvai le Dean,
à l'heure dite, à la cathédrale. Il me fit voir le San Antonio
dont je vous conterai plus tard les aventures, si vous m'y faite;
songer r, la sacristie, et a mis à ma disposition un homme très au
courant de la cathédrale pour me montrer tout. On m'a absolument toùt ouvert. J'ai vu trop de tableaux de divers maîtres et
de statues de Montaiïez pour tenter de les énumérer. La cathédrale est un grand musée à elle toute seule.
J'ai assisté dimanche. dernier à la tuerie, - cela s'appelle
course, - de cinq jeunes taureaux ( novillos). Dimanche prochain,
il y aura de vraies grandes courses, six grands taureaux: j'espère
y être. - En se prnmenant le soir dans les rues, on entend
beaucoup de pianos, des danses; je ne suis pas tombé une seule
fois encore sur un talent passable. On n'est pas très musicien,
ici. La curiosité m'a fait passer une partie de soirée au café
Europeo, ou j'ai avalé une gaseosa à l'orange (o fr. 40) en écoutant des duos de bandurria et piano. Je ne suis pas sûr d'avoir
pénétré le mystère de la bandurria. Six cordes, grandeur du via-

lon, se pince avec le pouce; mais l'artiste produit ordinairement
sur chaque note un trémolo avec le pouce, qui donne la sensation d'un son prolongé et produit avec un archet. Je crois que
les six cordes à vide donnent deux à deux la mên1e note, et que
· l'artiste, posant le doigt à la fois sur les deux cordes, a la
même note à la fois sur les deux cordes voisines, et peut, en
allant rapidement de l'une à l'autre corde, produire le trémolo e,n
question.
.
La cathédrale se compose de cinq nefs parallèles, séparées .
par quatre rangées de colonnes'. Le chœur est la partie la plus
importante de l'église. Le chœur ici, c'es·t le cœur. Il semble que
que l'on n'a songé qu'aux chanoines et pas du tout aux fidèles en
bâtissant l'église. Le chœur est inaccessible à ceux-ci. Du reste, ils
vont aux messes qui se disent dans les innombrables chapelles
latérales. Quant à celle qui se dit au sanctuaire, ils ne la verraient pas dire. Dessous des deux buffets d'orgues (qui sont à
droite et à gauche du chœur) en marbres riches, de couleur. J'ai
assisté dimanche aux préludes de la grand'messe. Plain-chant
accompagné alternativement d'un s~rpent et de musette, clarinette et autre serpent. Fausses, les musette et clarinette. Le
tout d'un drôle achevé et d'un timbre impossible. Puis, pas une
chaise dans la cathédrale, ni un banc.
j'ai maintenant beaucoup de maisons à moi en Espagne: à
Barcelone, celles du cordier Closas et du professeur Mila; à
Séville, celles du bachelier Gerônimo Fartera, ancien employé
aux Archives des Indes, et du bibliothécaire Bueno. Toqs ces
Espagnols m'ont dit, à la. fin de ma première visite: c&lt; Vous avez
ici votre niaison », ou: « Cette maison est la vôtre )). Effet d'une
simple lettre de recommanda~ion, souvent banale. Je leur dis
qu'ils sont plus hospitaliers que nous, et cela les flatte. Le fait
est que jamais on ne lit le moindre signe d'impatience sur leur

324

r. Voit' ci-dessous la lettre X.

I.

En marge, plan de la cathédrale de Séville.

�CH. C.RAUX

visage, quand je vais les déranger. Ce n'est pas étonnant, ils n'ont
pas appris la valeur du temps.
Bouisset me fera faire un de ces jours la connaissance de sa
femme. (Ils sont en déménagement). Son mariage a été un
mariage d'inclination, comme cela se fait encore presque toujours en Espagne, à ce qu'il paraît, et par ce que j'ai entendu
dire, et par ce qu'on voit, et par ce qu'on lit dans les romans
espagnols. Cela se comprend d'autant mieux que, pas plus qu'en
Danemark, en Angleterre ou en Allemagne, on ne dote les
filles. Faut que le mari soit en état de nourrir sa femme, qu'il la
prenne riche ou pauvre : ou bien ne vous mariez pas. Tout au
plus quelquefois un père riche fera-t-il un cadeau à son gendre
en lui donnant sa fille.
Il y a, extérieurement du moins, beaucoup d'aisance à Séville
c_omme à Osuna. La maison sévlllane offre un aspect particulier. On y entre, en général, par une grande porte qui donne accès
dans un vestibule. Cette porte ne se ferme que la nuit. Au fond
du vestibule, une grille en fer, généralement ouvragée, de même
dimension que la grand'porte. Au · travers de la grille, l'œil du
passant plonge dans le patio. On donne ce nom à la pièce principale de la maison sévillane. Le patio est carré, supporte sur quatre
colonnes un corridor qui règne intérieurement sur les quatre
côtés de l'étage supérieur, tire tout son jour du toit et un peu de
la rue au travers de la grille et du vestibule. En bas et à l'étage,
les pièces sont disposées autour du patio ou du corridor. Dans
l'été, on descend habiter le rez-de-chaussée et le patio; à l'automne,
on remonte s'installer à l'étage'.
Mes lettres étant mes notes de voyage, je jette ici pêle-mêle
quelques observations rétrospectives sur mon séjour à Osuna.
Bourdonnements intenses de sauterelles, extrêmement aigus,
que je ne pus parvenir à faire entendre à mon guide en arrivant
à Osuna le 14 septembre à une heure. (Cf. les sauterelles que

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

n'entendait pas M. Papillon en revenant de Poigny', et que
M. Rogine 2 déclarait entendre à peine).
Coucher du soleil et lever de la lune du haut du plateau qui
domine Osuna, au Nord. Coup d'œil et vaste et magnifique,
borné par les montagnes dans un grand lointain.
Osuna. Ruines romaines: amphithéâtre, thermes, sépultures.
(On appelle panthéon les lieux de sépultures réservées, en
Andalousie. Panthéon, à Osuna, à gauche, un peu avant
&lt;l'entrer, sur la route qui vient d'Ecija. Panthéon de la famille
Montpensier au fond de la chapelle du Palais San Telmo, à
Séville.)
• A Osuna, toutes les fenêtres, au moins celles des rez-de-chaussée, sans exception, sont grillées. Coutume arabe, dit-on :
sûreté.
Mira= viens, tiens, écoute, vois, etc. Mire usted (société
polie).
A Osuna : eto pour esto ; s muet à peu près partout devant
une autre consonne, ou comme finale.
2 I 1 20 1 I 9 1 I 8 J

En marge, plan de maison sévillane.

I7

1 I

6 1 15

J

l

4

j 13 J I 2

Voici comment sont numérotées les rues à Osuma
I j 2

I 3 1415 l 6 i 7 ) 8 J 9 /

I0

1

II

Nulle part, dit-on dans la ville, on ne mange de meilleurs
poulets ni de meilleures perdrix qu'à Osuna. A en juger par
l'expérience que j'en ai faite, cela pourrait être vrai.
J'y ai goûté pour la première fois du fruit nommé gamboa,
que je crois avoir retrouvé hier ici à l'hôtel, sous le nom de
membrillos, arrangé tout comme la compote de poires. Surtout
sous cette dernière forme, c'est excellent.
r. Hameau situé près de Vervins. H. G.
2.

I.

327

p.

Professeur de sciences au collège de Vervins. Cf. E. Lavisse, loc. cit.,

XIV.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Grandes raves, longues de vingt-cinq à trente centimètres,
roses.
Comme clôture, on plante ici la pica, plante à immenses
feuilles épineuses 1 , foisonnant beaucoup dans le pied, de sorte
que tant que la plante ne meurt pas, elle forme une très bonne
clôture. On emploie aussi au même usage la penca ou higochumbo,
ce dernier nom indiquant un rapport avec le figuier. Près de
Remoulins ( en France, Gard), c'est une espèce de grand roseau
qu'on pl:tnte et qu'on laisse se dessécher sur p'Iace, qui forme
ordinairement une clôture sèche.
Autels à Osuna, et un peu partout, immenses, tout en
cuivre, doré(?), surchargés à l'infini de ciselures et d'ornements.
Je n'ai jamais entendu débiter un si long rosaire qu'à Osuna
le jeudi. Il a duré peut-être plus de trois quarts d'heure, et
pas de chaises. Les dames s'accroupissent par terre sur les tapis.
J'étais fatigué d'un pareil chapelet; on a dû le dire plusieurs
fois. Et l'on y allait d'une vélocité ! Cela me paraissait plutôt une
fureur de dire un nombre immense de fois les mêmes paroles en
un temps limité qu'une ferveur religieuse. Cela me rappelle « fatiguer le ciel de prières ». La religion est tout en extérieur dans
cette Espagne. L'autre jour, à la cathédrale, une mère venait
prier avec une jeune fille. La mère récitait sans cesse la première moitié de l'Ave Maria et la fille répondait, quasi haut.
Jamais je n'ai vu expédier avec un pareil ensemble et une semblable vélocité les füanies de la Vierge que le jeudi, à Osuna.
Mon séjour entier à Osuna m'est revenu à quinze francs cinquante.
Je n'ai pas trouvé d'autre lettre ici à Séville - poste restante - que celle de Garbe. Ne m'avez-vous donc pas écrit?
Il faudra m'écrire désorm~is à Madrid, poste restante. J'y trouverai votre lettre en arrivant.

Je visiterai sans doute Cordoue et Grenade avant d'aller à
Madrid, ce qui fait que je n'arriverai à la ·capitale que tout à la
fin de la semaine prochaine.
Je me porte toujours à ravir sous le ciel andalous, et je vous
embrasse de bien grand ,;œur.
Votre fils,

I. Entre les m0ts f euilles et ipineuses, est un dessin représentant une feuille
de pica.

Ch.

GRAUX.

Mercredi soir.

IX
Séville, dimanche matin 26 septembre 1875.

Mon cher papa,
Je me suis entendu avec Carlos Bouisset pour avoir des vins
d'Espagne. Nous serons servis par deux de ses bons amis. J'ai
goûté hier les vins avec lui. Je me suis décidé à prendre une
arroba (=seize ou dix-sept litres) de Moscatel ( ou Muscat) et une
arroba de Priorato ( vin de Catalogne), jeunes tous deux,
c'est-à-dire de deux à trois ans; car, pour peu gu'on les prenne
vieux, les prix montent assez vite, et nous avons bien le temps
d'attendre. L'arroba de Muscat coûtera, prise ici, quinze francs
d'Espagne, c'est-à-dire environ seize francs français; l'autre, environ douze francs français. De plus, tu recevras une arroba de Xerez
(prononce Kérès); c'est le premier vin d'Espagne et j'ai commandé
la première qualité : vin sec, celui-là. Vieux et fait, il coûte dans le
pays très cher, soixante à soixante-dix francs l' arroba, et même plus;
mais, toujours d'après le système, je l'ai commandé ayant entre
trois et six ans, la meilleure année qui se trouvera dans cet
intervalle. Cela rabaissera le prix jusqu'à une trentaine de francs
l' arroba, probablement. J'ai donné carte blanche, du reste, à Carlos
surce chapitre. J'ai goûté de son Xerez, qui lutte très bien avec
d'excellente vieil le eau-de-vie. Ce sera Carlos Bouisset qui expédiera

�33 1

CH. GRAUX.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

tout cela à Rouen ( ou peut-être au Hâvre) par un navire à voiles en
novembre prochain. En même temps, il joindra à l'envoi une caisse
d'oranges et citrons doux (de deux cents à deux cent-cinquante de
chaque espèce). Tu trouveras bien alors à les distribuer en cadeaux
agréables. L'envoi arrivera à Rouen chez le correspondant de
Carlos, qui te préviendra de le faire prendre chez lui, et tu commissionneras la personne qui fera cette opération d'acquitter tous
les frais, prix d'acha , frêt, douane, etc. Nous verrons à ce tempslà qL1elle personne pourra nous rendre ce service; sic' est à Rouen,
M. Prévost, le parent de M. Camet ' ; puis, il me semble que
nous avons toujours la ressource de Wenck, qui doit avoir des
correspondants partout. Voilà donc une affaire entendue, à motns
que tu n'y veuilles changer quelque chose. En ce cas, écris-le moi
poste restante à Madrid. J'écrirai à Carlos. Nous avons le temps,
puisque l'expédition n'aura lieu qu'en novembre prochain. Le
vin t'arrivera dans de petits fiîts. Ce n'est que le vin le plus vulgaire qui voyage encore maintenant dans des outres.
J'ai retiré hier seulement à 1a poste d'ici ta lettre et celle de
maman, arrivées depuis le 22 septembre. Les lettres mettent, à
ce que je vois et entends dire, ordinairement de cinq à six jours.
Dans peu, grâce à la déconfinire des Carlistes, il semble que
la correspondance repassera par la voie de terre d'Irun à Bayonne,
et l'on gagnera peut-être un peu de temps.
La lettre III n'a pas été adressée à Garbe. Vous avez tout reçu:
I, datée de Paris; II, de Marseille; li, de Barcelone ; IV, de
Valence. Actuellement, vous avez dû recevoir en outre V,
d'Osuna, et VI,, de Séville. Vous recevrez aujourd'hui ou
demain Vil (de Séville) que Garhe, à qui je J'ai adressée, vous
rell\'erra, et sans doute demain ou après VIII, toujours de
Séville. Enfin, quand cette lettre Yous arrivera, je serai sans
doute à Madrid ou la veille d'y arriver.

Donne-moi toujours avis des lettres reçues de moi, pour que
je puisse contrôler et me rendre compte qu'il n'y en a pas de
perdues.
Une fois à Madrid, il ne faut pas que maman compte recevoir de lettres aussi fréquemment, car j'aurai alors de la be ogne,
tandis qu'en ce moment mon voyage ressemble comme deux
gouttes d'eau à un voyage d'agrément.
Tu vois par les lettres reçues de moi ce qu'on peut envoyer de
papier. Demande le poids à la poste de Vervins. Fais mes amitiés, chaudes comme le climat andalous ... au mois d'août, à
M. Magnier 1 , à qui je n'écrirai pas avant d'avoir entamé ma
vraie campagne scientifique. - J'apprends avec joie, tu penses
bien, qu'on se porte bien. Moi, je jouis ici d'une santé florissante.
Je me trouve pas mal d'appétit pour un pays chaud: cela tient-il
au bon air qu'on respire, aux fruits délicieux? Je ne sais; mais
je me porte à merveille. Je ne bois plus que de l'eau depuis
huit jours; j'ai vu des personnes qui le faisaient, et je trouve
aussi cela bon et sa:in.
Il me faut faire justice en deux mots de la lettre de
maman. Je ne veux plus de lettres comme cela: les guet-apens
m'assomment, et j'ai plein le dos des savants traîtres. Est-ce
entendu ? La fin de la lettre est bien, au contraire. &lt;&lt; Je vais être
raisonnable », dis-tu, ma chère maman. Bu.eno, bueno = c'est
bien; je suis content.
Je suis accueilli, sincèrement, d'une manière charmante. J'ai
trouvé un manuscrit grec de Démosthène ici•; comme la bibliothèque de l'Université, où il est, n'est ouverte que trois heures
par jour, on l'a transporté chez le conservateur chez qui je l'ai

330

a

1. Professeur de musique 'à Vervins, élève du grand-père matemel de
Ch. Graux. Cf. E. Lavisse, loc. cit., p. xv1.

1. Sur l'abbé Magnier, qui enseigna le grec à Ch. Graux et lui donna
quelques leçons d'hébreu, voir E. Lavisse, loc. cit., p. xm, n. ,.
2. Cf. Rapport, loc. cit., p. 206.:t p. 209. Cf. aussi Ch. Grau x, Notices s0111111afres
des 111a11wcrits grm tl' Espagne et de Portugal, 111 ises en ol'dre et complitées par Albert
Martin (Paris, 1892, in-8. Extr. des Nouv. Arch. des missions, II), p. 227.

�33 2

CH. GRAUX

collationné, à mon aise, toute une journée. L'accueil gue j'ai
trouvé au cercle (plein de Français), parmi mes compagnons
d'hôtel, chez les personnes pour gui j'avais des lettres, l'amitié
de Carlos Bouisset et celle du bibliothécaire, M. Bueno, tout
cela m'a rendu la vie très agréable ici depuis dix jours gue j'y
vis. J'ai lu des articles qui se publient dans la« Revue d'Espaghe &gt;&gt;
(en espagnol) sur l'histoire des études grecques en Espagne' . Je
collectionne des recommandations pour d'autres villes où j'irai,
Madrid et autres.
La température se maintient a un niveau raisonn.able.
(Dimanche, 2 h. r/4). La chaleur ici n'est jamais, paraît-il, accom~
pagnée d'orage. On passe des étés entiers sans avoir entendu uu
coup de tonnerre. C'est ce qui m'explique que la chaleur est si
peu lourde à porter. Je reviens de chez Mm• de Shelly, qui
vient de me munir d'une lettre de recommandation pour Grenade, et me promet pour ce soir une autre lettre pour Cordoue.
J'ai ou j'aurai diverses recommandation~ pour Grenade, Cordoue,
Tolède, Madrid et Salamanque avant de partir d'ici. J'ai constaté
que c'était si agréable que je ne veux pas en avoir disette pour la
suite de mon yo_yage.
. On tend des bâches au-dessus de plusieurs rues et de petites
places pour y maintenir la fraîcheur . Les maisons, grâce au
patio, dont le vitrage est aussi couvert de toiles pendant le jour,
gardent beaucoup de fraîcheur. On est bien précautionné ici
contre le chaud.
Mais que le peuple est peu musicien! J'ai entendu de mauvaises musiques militaires : nous avons eu bien mieux que cela à
Vervins: juge ! Je continue à trouver peu forts les pianistes
mâles ou femelle~ qu'on entend au travers de la grille .du patio,
en passant dans les rues.
1 . C'étaient les Apuntes para ima historia de los estudios helé11icos e11 Espa1ia,
de M. Julian Apraiz, dont Ch . Graux a rendu compte dans la Revuecritique du
12 août 1876. (Cf. Ch. Gra ux, Notices bibliographiqius et r1-11tres articles...
Paris, Vieweg, 1884, in-8, pp. 20-27).

CORRESPONDANCE

D'ESPAGNE

333

Le type des femmes d'Andalousie n'a rien d'idéal; ce n'est
pas une belle âme, un caractère riche, un tempérament céleste
se reflétant sur le visage et lui faisant sa beauté. Non, c'est une
belle coupe de visage, assez d'embonpoint, des cheveux noirs
comme corbeaux, de grands yeux, belle peau et petits pieds :
un bon ensemble, physiquement parlant. L' Andalouse n'est pas
instruite, pas très intelligente, est fort aimahle et aimante,
s'habille la plupart du temps de noir, ce qui, la pointe échancrée sur la poitrine aidant, est une mise avantageuse pour une
belle femme . Elle ne sort pas, en bonne Espagnole; sa1is la'man tille, et ne quitte pas son éventail. A l'occasion, si l'on est obligé
d'affronter le soleil, l'éventail sert d'ombrelle.
Rues pavées en dalles de pierre, carrées ou rectangulaires. Les
petites rues ont, au milieu, un pavage en caillou roulé; mais
les grandes sont les plus agréables du monde à. la marche. La
rue de las Sierpes est la promenade du soir; c'est le boulevard
de Shille. Tous les beaux magasins sont là. Là est le cercle.
C'est aussi l'une des principales voies d'accès : 1° de la Place
del Duque, quartier aristocratique fort fréquenté le soir; et 2°
dans l'autre sens, de la Place Neuve ( ot't est mon hôtel), la plus
populeuse des places de la ville, le soir. On y entend plusieurs
fois la semaine de mauvaise musique militaire et on y tire de
(beaux ? je ne les ai pas vus) feux d'artifice, dont le programme
(celui des feux) paraît dans les journaux.
Les librairies ont moitié livres espagnols, moitié français. Les
trois quarts des livres espagnols sont traduits, en outre, du français. Alphonse Karr, Michelet, Arsène Houssaye, Belot,
Th. Gautier, un peu Balzac, voilà ce qui se traduit le plus.
Les traductions d'ouvrages français sur les mauvaises mœurs et
une certaine histoire naturelle ·prédominent aux étalages. C'est
une littérature qui plaît sans doute ici. (Les observations sur les
librairies s'appliquent aussi aux librairies de Valence). Il y a ici
des airs nationaux qui s'appellent les malaguenas, genre arabe.
J'en ai entendu des fragments. Malaguenas doit venir d~

�334

CH. GRAUX

Malaga. J'attends d'être à Madrid pour les acheter. A Madrid
j'espère me mettre au courant de la musique espagnole et
entendre enfin de la musique. Je crois que ça me semblera
bon. Mes chers parents, il y a grande fête aujourd'hui : il y a
taurêaux. Tout le monde, la grande société y court. J'ai mon
billet ; je m'y sauve. Je vous embrasse tous beaucoup, beaucoup de fois.
Ch. GRAUX.
J'ai pris hier de l'argent chez M. Bouisset; c'est le premier
usage que je fais de ma lettre de crédit. Encore ne toucherai-je à
ce nouvel argent qu'après avoir quitté Séville. J'ai acheté
quelques romans espagnols de Fernan Caballero. Ch. • G.

X
Cordoue, mardi 27 septembre 75.

Ma chère maman,
Avant de quitter Séville, hier matin, j'ai envoyé voir à la poste
s'il n'y avait rien d'arrivé pour moi. Justement ta lettre non
datée y était, depuis combien de jours, je n'en sais rien, la personne n'y ayant pas regardé. J'espère que si vous avez écrit depuis
lors, vous n'a.vez plus adressé à Séville: si vous l'aviez fait, dites1e-moi, je ferais revenir la lettre là où je serais. Il faut adresser tout,
jusqu'à nouvel ordre, poste restante à Madrid, bien que je prévoie
aujourd'hui être retenu huit ou neuf jours tant à Cordoue (bien
-agréable séjour) qu'à Grenade ( dont on dit merveille plus que
-de tout au monde). Je trouverai donc en arrivant à la grande
capitale des nouvelles à la fois vieilles et récentes, si vous avez
écrit plus d'une fois. Je passerai une première fois à la poste
aussitôt débarqué, puis une seconde fois le 1 I septembre (sic).
Avis à vous.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

335

Cette lettre de maman, autant que je me rappelle, était assez
raisonnable. Elle ne renfermait déjà plus qu'un faible écho de la
triste légende des trappes et du guet-apens. J'espère n'en plus
entendre parler désormais.
J'ai donc dit adieu hier à Séville et à mes sympathiques compagnons d'hôtel, le jeune peintre Martinez et le directeur de !'École
des Beaux-Arts de Madrid, Don Carlos Rivera. M. Martinez, je ne
sais si je l'ai déjà dit, est à Séville depuis assez longtemps; il y
avait été appelé pour restaurer, à la cathédrale, le Saint Antoine
de Murillo, le chef-d'œuvre de ce grand maître. Ce tableau a une
histoire. Grand de trois mètres sur quatre, il fut volé une belle
nuit, et, de la cathédrale de Séville passa incognito en Amérique,
où un consul espagnol le reconnut avec stupéfaction, le repinça et
le réintégra dans sa patrie. Les auteurs de ce hardi coup de main
sont restés, dit-on, inconnus. Mes autres compagnons d'hôtel ne
méritent pas de mention spéciale. Seule, la Sefiora Carlos Rivera
aurait droit à un très long chapitre, si je pouvais me permettre
de l'écrire. Je lui donne quarante ans; elle en a peut-être trois ou
quatre en plus, et voudrait bien, je m'imagine, que je lui en donnasse encore autant de moins. Voltairienne évidemment, malgré
·de bons rapports sociaux avec des chanoines de la cathédrale, peu
-intelligente et peu instrnite, mais parlant sempiternellement à
-très haute voix, de tout, avec une volubilité qui fait que je ne
comprends pas la moitié de ce qu'elle dit. Belle femme au demeurant; deux toilettes par jour, quelquefois trois, toutes fort belles
et de grand goût. Elle [est] évidemment aussi coquette que voltairienne, n'a pas eu d'enfants, jouit d'une santé florissante, est
blonde, à la croire, sous ce rapport, de race anglaise. Je lui ai peu
fait raison, pour cause, quoiqu'elle m'ait souvent tenu de longs discours; mais je l'écoutais attentivement, ce qui lui a toujours suffi:
cela la flattait, et je m'instruisais. Son mari parle très peu, mais
était très bienveillant avec moi; il parle un peu français. Le hasard
les a placés à quatre pas de moi, dimanche, aux: taureaux. Ils
payaient neuf francs la place, moi trois; et j'étais moins serré

�CH. GRAUX.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

qu'eux. Trois taureaux sur six ont été convenables et m'ont paru
être tont à fait de braves gens. C'est curieux comme les toreros
et les matadores vous ma.nient ces vilaines bêtes-là. Les pauvres
animaux ne sont pas de taille en présence de l'homme qui a
étudié son affaire. Malgré le laid d'une partie du spectacle, les
cbevaux qui reçoivent les coups de corne, malgré la condamnation que je lance, en principe, contre ces divertissements assez
barbares, le curieux est que j'ai pris un très [grand] intérêt à la
lutte des trois braves taureaux. Je ne verrais pas quatre belles
courses sans devenir aficionado, amateur. Voilà comme l'homme
est d'accord avec ses principes l 11 faut dire aussi qu'on mange de
bien bons almendras au cirque (sorte de pâtisserie avec des
amandes). Dieu! la Seiwra Carlos Rivera m'a-t-elle abîmé, Je
soir, a table, avec mes alme11dras l
On mange à Séville quelquefois de bonnes choses, telles que
des glaces aux oranges. Je ne mets au-dessus que la glace (parisienne) au citron. Mais que leurs glaces aux pêches sentent le
pourri, et que la glace à la manteca, ce qui veut dire au beurre,
ressemble à du beurre fort, ou à je ne sais quoi ! Quand je dis
&lt;&lt; pêche &gt;&gt;, j'entends melocot6n: c'est une pêche qui ne s'ouvre pas.
On la pèle comme une pomme et on mord à même. Le dictionnaire traduit : &lt;&lt; Albergier enté sur cognassier; fruit de cet arbre I i&gt;.
C'est la seule pêche qu'on m'ait servie dans tout le Midi de la France.
Que papa se rende compte, s'il peut, et juge !
J'ai été accaparé, au cercle de Carlos Bouisset, par un Français de
leurs amis, industriel établi en Espagne depuis trente ans et qui
y exploite des mines. S'il ne faisait qu'exploiter des mines, rien
ne serait plus louable; mais pourquoi s'est-il mis en tête d'ap-

prendre le grec à cinquante ans afin de pouvoir prouver que le
grec, le sanscrit et tous leurs frères et sœurs dérivent du basque!
li va acht:ter la grammaire indo-européenne de Bopp, le Thesaurus, des livres sur les f:trusques, etc., etc., et j[ voulait que je lui
racontasse l'histoire des peuples qui vivaient eu Grèce avant l'histoire. Devant ma déclaration d'ignorance complète, il m'a affirmé
mystérieusement que les Pélasges étaient Ibères. Mettons qu'ils
sont Ibères et n'en pa.rlons plus. Mais ce serait curieux tout de
même de pouvoir comparer la langue des Pélasges, dont on n'a
pas const:rvé, peut-être, un seul mot, avec le basque que ce brave
monsieur déclare n'être bien su de personne, pas même de lui,
qui du reste n'est pas basque, mais bayonnais. C'est un brave
homme tout de même, et intelligent. Pour aider ma conscience à
digérer le basque, j'allai déguster, lui présent, deux glaces aux
oranges. Je n'ai pu réussir une seule fois, à Séville, à payer moimême mes consommations, à moins d'être seul. Et ce qu'il y a
&lt;le plus curieux, c'est que les Sévillans, très sobres, la plupart
du temps causent en me regardant faire, sans rien prendre euxmêmes. Mais ils trouvent moyen, grâce à mon oreille encore
rétive, de s'entendre en entrant avec le garçon et l'on n'accepte
pas mon argent. Il paraît que c'est ainsi que les Andalous entendent
l'hospitalité. Sur ce point, ils sont intraitables.
L'Andalous qui n'a pas adopté le costume parisien - peu ont
résisté, du moins à la ville - porte un justaucorps qui ne qescend
pas plus bas que les reins, un chapeau gris mou plus haut que le
mien et à très larges bords; ils ne mettent point de cravate. Cela
suffit pour leur donner un aspect particulier. Ajoutez souvent une
bande d étoffe rouge roulée, comme une large ceinture, aut.o ur du
corps à la hauteur du ventre.
Je ne sais comment c'est ailleurs, en Espagne, mais partout où
j'ai passé, j'ai rencontré une population de braves gens et de gens
probes. A Séville, à l'hôtel, on laisse les portes de sa chambre
ouvertes tout le jour à deux battants. Mais le muletier qui m'a
conduit d'Osuna à Ecija, tous les gens à qui j'ai eu à faire, -il est

t. M. H. Graux veut bien nous écrire au sujet de cette définition: ~ Jene me
« souviens pas si j'ai répondu â ce passa,ge de la lettre ; mais, en tout cas, il

&lt;c s'agit là de quelque chose de contraire âmes notions passées et pnlsentes d'hor« ticulmre. Greffer un arbre dont le fruit est à noyau sur un arbre dont le
« fruit est â cinq pépins, je n~ l'ai jamais essayé ni vu essayer. ))

Rrt,u bispax.i911t.. xm.

337

21

�339

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D 1 ESPAGNE

vrai que je n'ai pas eu de rapports avec la classe indigente, - je
n'aurais certainement pas h.ésité a leur confier mon porte-monnaie,
si c'eût été utile. Partout, quand j'ai changé de l'argent, on m'a
toujours donné mon compte, bien que dans les commencements
je ne pusse pas calculer assez vite de tête mes conversions pour
vérifier sur place. A peine si quelque vendeur de galettes dans
les gares de chemin de fer a profité par~ci par-là de mon inexpérience de la valeur de la monnaie de bronze, dont il y [ a] trois
systèmes differents, pour souffrir que je lui donnasse deux ou
trois sous de trop. On m'a prévenu que l'Espagne était inondée
de fausse monnaie. Il ne m'est pas encore venu dans les mains la
moindre pièce fausse. Il est trop évident que, toujours, les plus
honnêtes gens vous renseignent inexactement, fautivement, par
l'exagération immense de leurs dires. Les choses sont toujours
beaucoup moindres que ne le croient ceu:x qui en parlent,
même lorsqu'ils ont les éléments poui: savoir ce qui en est.
Quoi qu'il en soit, on m'a barbifié encore ce matin, ici, à Cordoue, divinement bien, et dans une peluqueria de chétive apparence. J'ai du plaisir à être rasé par un acier andalous.
Mais, à propos d'honnêteté et de sécurité, vous ai-je déjà parlé
des serenos ou veilleurs de nuit, avec eur lanterne et leur hallebarde? Sitôt que la nuit tombe, les agents de police de jour sont
remplacés par les serenos. Aux sere,ws on demande du feu pour
allumer: sa cigarette, ou son chemin quand on ne le sait pas. Je ne
le leur ai jamais demandé, à eux, mais sou vent à leurs camarades
de jour. Ces braves gens vous conduisent : ils ne se contentent pas
de vous donner des indications. La police andalouse me paraît
excellente.
Cordoue devient très riche .(par l'agriculture, dit-on). Je suis
logé sur fa grande promenade, au premier, ayant le théâtre et le
principal café devant moi, bien nourri, pas de puces ni de
punaises, ni même, quelle chance! de moustiques : le tout pour
six francs vingt-cinq par jour. Les maisons des personnes un peu
aisées sont à patio, comme celles de Séville; je me souviens

maintenant que quelques maisons riches d'Osuna, dont l'aspect
m'avait paru singulier, étai~nt aussi des maisons à patio. Au fond
des patios, au travers de la grille eu fer, souvent jolie, on voit
coudre ou causer les Senoras, le soir, en passant, ou jouer du
piano. Mais on n'entend rien que de la musique de danse ou des
&lt;&lt; morceaux » genre français. Le soir, les Messieurs vont au cercle.
Huit ou dix salles dont plusieurs immenses, deux patios, le tout
couvrant un espace égal à la place de Vervins; édifice neuf, non
encore achevé dans toutes ses parties ; salle de bal admirable, de
la hauteur de deux étages, glaces vastes ; un édifice, en somme,
qui vaut plus d'un million et demi, bien que le terrain soit pour
rien à Cordoue : voilà le Cercle de !'Amitié, auquel j'ai été
présenté hier par un des membres (la générale de Shelly
m'avait procuré pour lui une recommandation) . On ne comprendrait pas que cinq cents membres à soixante francs par an
aient pu suffire à de pareilles dépenses. Il paraît qu'on joue
beaucoup ici et le cercle, prélevant un tant pour cent sur les nùses,
a été jusqu'à toucher trois ou quatre cents francs dans un jour. Il
y a là deux pianos à queue, dont l'un, américain, est celui qui a
figuré à !'Exposition Universelle de r867 et a remporté le prix.
Le professeur de musique d'ici, qui fait partie du cercle, y
jouait hier soir .... du piano. Je l'ai écouté trois quarts d'heure.
Il me prenait pour un artiste et voulait me faire jouer du violon
ce soir au cercle. C'est bien bon!
Tu sauras, ma chère maman, qu'on dit en Andalousie aux
mulets pour les faire marcher: « rémoulé ». J'ai entendu ce cri
tant de fois sur la route d'Ecija à Osuna que j'ai fini par comprendre que ce qui sonnait à mon oreille comme &lt;&lt; rémoulé »
était effectivement une prononciation un peu cc espéciale » comme on dit ici de arre, mula ( qui se prononce en effet
nwulé), c'est-à-dire : &lt;&lt; en avant, mulet )&gt;.
Les chanoines du xvr• siècle, ô horreur! ont vraiment massacré la mosquée de Cordoue qui dut être jadis d'une suprême
élégance; ils ont planté en plein milieu de ses cinq cent quatre

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

colonnes une petite cathédrale gothique, qui tue l'effet de ce qui
reste de l'immense merveille. On perd la vue de l'ensemble. Ils
ont muré de tous côtés, les barbares !
M. Lavisse, connaissant le Baron Lambert, qui connaît la générale de Shelly, qui connaît D . Juanito Calvo de Séville, qui con_
naît D. Andrés Ros de Cordoue, qui connaît le cousin germain
de sa femme qui ne fait qu'un avec un jeune chanoine secrétaire
du chapitre, qui connaît un autre chanoine qui est fort bien avec
le Senor Pénitencier du chapitre, qui m'a donné rendez-vous pour
aller visiter demain avec lui la bibliothèque du chapitre, M. Lavisse, donc, me vaudra sans doute d'obtenir l'entrée d'une
bibliothèque quasi inaccessible, où, du reste, j'ai des raisons de
croire qu'il n'y a rien d'important pour moi. Mais, mon Dieu !
que de mouvements transmis! et il ne s'en perd rien dans la transmission. Les recommandations produisent tout leur effet.
Il faut pourtant trouver un peu de place pour dire que je me
porte toujours bien.
Mes chers parents, je vous embrasse bien fort.
CH. GRAUX.

XI
Grenadl:!, r•r octobre 1875, minuit.
Fonda Victoria, Puerta Real.

Mon cher Monsieur le Curé

1,

L'omnibus vient de me déposer à la Fonda (=hôtel) Victoria;
j'attends ma malle qui n'arrivera que dans une heure d'ici : rien
r. M. l'abbé Magnier. - Cette lettre a été longuement analysée par
M. E. Lavisse, /oc , cit., pp. XXXV-XXXVII.

34 1

de mieux à faire que de mettre ma correspondance au courant. Si
c'est à vous que j'adresse la lettre, je ne veux pas vous laisser un
seul instant de faux espoir ; ce n'est pas que j'aie découvert rien à
Cordoue. Non, j'y ai seulement constaté, une fois de plus, que
tous les hommes ne sont pas parfaits. Vous allez voir que j'ai des
motifs particuliers pour vous écrire à vous. Sachant bien que vous
ne gardez pas d'illusions, lorsqu'il n'y a pas lieu d;en conserver,
que vous déclarez partout et toujours que la vérité est une, et
·que vous séparez la sainteté des institutions de la sainteté des
ministres à qui s'en trouve confiée la garde, je n'hésite pas à vous
mettre au courant, par un détail complet et sincère, de ce qui
s'est passé ces jours derniers - oh! rien d~ grave; n'ayez pas
d'inquiétude, ô vous qui me lisez, sur le sort de votre Charles ! de ce qui s'est passé, dis-je, à la cathédrale de Cordoue, un chanoine et moi étant les principaux acteurs. Il y a beaucoup de
religion en Espagne, mais le clergé n'a pas toujours compris, je
crois, jusqu'à présent la vraie ligne de conduite qu'il a à tenir visà-vis de la science et de ses exigences actuelles. Venons au
récit.
Je savais que la .cathédrale de Cordoue possédait une bibliothèque. Le seul Allemand, à ma connaissance, qui ait donné des
renseignements sur cette bibliothèque, - il y a de cela une quarantaine d'années ou à peu près, - a dit qu'elle possédait environ
deux cents manuscrits dont le quart en parchemin 1 • Je tenais à
vérifier si, dans le nombre, il ne se rencontrerait pas quelque
manuscrit grec, de quelque époque que ce soit. Armé d'une lettre
de recommandation que m'avait procurée à Séville la générale de
Shelly, j'allai trouver D. Andrés Ros (à Cordoue), un commerçant, un excellent homme. Par trois intermédiaires successifs,
nous arrivâmes à obtenir une lettre pour le chanoine Pénitencier,
dans laquelle un de ses bons amis me recommandait chaudement

r. G. Heine, dans Serapeum, VU (r846), pp.

200

ss.

�342

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

à lui et le priait de me faciliter, autant qu'il serait en son pouvoir,
l'accomplissement de l'objet scientifique de ma mission. Il
faut vous dire que la bibliothèque de la cathédrale ( ou du chapitre, c'est la même chose) est confiée à la garde du Pénitencier. Arrivé à Cordoue sur les deux heures de l'après-midi,
lundi 27 septembre, nos démarches étaient faites avant de me
mettre au lit, et, le lendemain, à neuf heures du matin, le fils de
D. Andrés m'apportait le fameux« Sésame, ouvre-toi ll, la lettre
de l'ami du Pénitencier. Je me rendis plein d'espoir à la cathédrale.
A neuf heures et demie, à la sortie du chœur, j'abordai le Pénitencier, -un tout petit homme, jeune, trente ans ou guère davantage,
de manières cal mes et très posées, comme un directeur de conscience
déjà expérimenté : soyez indulgent pour mon inexpérience, à
moi, à tracer une esquisse. Je lui exposai en quelques mots,
en phrases simples, comme bien vous pensez, car c'était en espagnol, que je désirais extrêmement me rendre compte par moimême de la présence ou de l'absence de manuscrits grecs - rien
de plus - à la bibliothèque capitulaire; je m'excusai de parler
si mal espagnol; il contesta; et je lui remis la lettre, qu'il lut
rapidement. Il me dit d'un ton très affable de re\·enir le lendemain à la même heure, que nous monterions ensemble à la
bibliothèque. Je pensai qu'il n'était pas libre ce jour-là. Je le
remerciai d'avance. Je fus le lendemain (mercredi) au rendezvous; lui de même. Nous allâmes lui, un autre prêtre, jeune, grand,
et moi jusqu'à la porte de la blbliothèque. Le Pénitencier nous
quitte un instant et revient avec une clef : c'est celle de la salle
même de la bibliothèque. Mais il faut une autre clef pour ouvrir
d'abord la porte de l'escalier qui y mène. Le Pénitencier dit
quelques mots à un grand enfant de chœur qui partit et revint
nous dire: &lt;&lt; Ninguno sabe donde esta la Have », c'est-a-dire:
« Personne ne sait où est la clef». Le Pénitencier me répète la phrase
de l'enfant de chœur, sans plus. A moitié stupéfait, je lui demande
ce qu'il y a à faire. Il me répond d'aller à Séville, à Cadix, et qu'en
repassant on pourrait voir si la clef s'était retrouvée. Innocent,

sans défiance, je lui avouai que je n'allais pas à Séville, puisque
j'en venais, mais que j'avais l'intention de visiter Grenade. Il
m'envoie à Grenade, une façon de m'envoyer promener. L'aventure me paraissait si incompréhensible; je ne m'attendais à rien
de J tel; je ne m'étais pas mis sur mes gardes : j'étais ahuri. Ils
s'en allèrent, le visage impassible, comme à une chose naturelle,
ou prévue. On s'était débarrassé de moi. Je sortis préoccupé. Je
tombai, à deux pas de l'eglise, sur un rat d'église-cicerone qui
m'avait fait visiter, la veille, la mosquée-cathédrale, qui m'avait
mene au Pénitencier et qui lui avait entendu me donner rendezvous pour monter ensemble à la bibliothèque. Surpris d'apprendre
J'histoire qui venait de se passer, il me pro.mit de chercher qui
avait la clef: au surplus, on pouvait en faire faire une au serru;
rier, à mes frais bien entendu. Bref, je lui promis de lui graisse?.
la patte si la clef ou une clef se trouvait qui pût m'ouvrir l'escalier, et il fut entendu que je repasserais le lendemain, puis encore
le surlendemain, pour voir s'il n'y aurait rien de nouveau. Le
soir, quand je rentrai pour dîner à mon hôtel, il était là qui
m'attendait depuis une demi-heure. Il monta avec moi à ma
chambre, et me raconta, tout essouffié, qu'il avait fini pa-r rencontrer, après trois voyages entrepris à sa recherche, le sacristain,
qu,i était celui qui devait avoir la clef, et qu'il l'avait en effet. Notez :
r 0 que le « ninguno sabe », dans la bouche du Pénitencier, n'était
pas tout à fait, je crois, la vérité toute nue.Je donnai deux francs à
mon fidèle cicerone, en lui promettant que, si je trouvais des manuscrits grecs, il aurait encore quelguè chose. Voilà un homme qui
m'est tout dévoué. Mais il me prie de ne pas dire au Pénitencier
qu'il m'ait averti de rien ; car il vient de voir le Pénitencier,
et il lui a dit m'avoir rencontre le matin; que je viendrais demain,
puis encore après; puis enfin, qu'il avait constaté que le sacristain,
Raphaël Aguilar, avait bien la clef. A quoi l'autre lui a répondu :
&lt;&lt; Ne dites rien; s'il vient demain, il viendra; on verra. )) Le lendemain (jeudi), j'étais à neuf heures et demie à la cathédrale. Nouvelle
conversation avec le Pénitencier.« N'a-t-on pas trouvé la clef? -

r

343

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Vous deviez revenir après Grenade! - Mais je désirerais vérifier maintenant. Il ne vous manque que la clef, et non la bonne
volonté de me montrer la bibliothèque. Je croyais que 1a clef
s'était retrouvée? ... - Mais l'homme qui l'a n'est pas ici maintenant. - Mais si, hier, vous la lui aviez demandée? - Je ne
l'ai pas vu. » Le Pénitencier s'en va, moi lui disant: cc Tâchez de
le voir d'ici demain; je repasserai en~ore. » Deux minutes après,
Raphaël Aguilar entre dans la cathédrale. Je )e prie de donner la
clef au Pénitencier pour le lendemain matin. De suite, je sens
qu'il se retranche. « Je la lui donnerai, dit-il, s'il me la demande.
- Mais il ne lui manque pour vous la demander que de vous
voir; faites en sorte de lui parler. - Mais c'est que je l'ai rencon~ré ici hier après-midi; il ne m'a [pa~] parlé de clef. (Comparez
Je ne l'ai pas vu, huit lignes plus haut; ce sera le 2° du Pénitencier).
Sachant que le même jour, à trois heures et quart, le sacristain
sera au chœur, allumant les cierges, et qu'à trois heures et demie
le Pénitencier devra être prêt à entrer au chœur, ce qui suppose
un moment pendant lequel le sacristain sera ·encore dans la cathédrale et le Pénitencier s'y trouvera déjà, je suis à mon poste dès
trois heures. Aguilar allume les cierges; je cours à la chapelle du
Pénitencier: il y est. Je lui dis: « D. R. Aguilar est ici maintenant
qui allume les cierges. Voilà le moment de lui demander la clef.
Voulez-vous venir la lui demander ? - Mais ce n'est pas nécessaire
de la lui demander maintenant; revenez demain matin, il nous
ouvrira la porte. - Pourtant, si vous aviez entre vos mains les deux
clefs, nous serions les maîtres d'entrer quand nous voudrions, sitôt
que vous auriez un moment de libre. » Puis j'ajoute : &lt;&lt; Mais,
songez, si vous n'aviez pas de manuscrits grecs, en un quart
d'heure de temps, ce serait vérifié. Prenez la clef d'Aguilar;
j'attendrai, et, le chœur (les vêpres) fini, nous monterons: je ne
viendrai plus vous importuner. Il n'y a que dans le cas où vous
seriez plus riche que vous ne le croyez; mais je ne l'espère pas.
Voulez-vous? » Il ne voulut pas, et me parla encore d'aller à
Grenade. cc Non, lui dis-je: puisque vous m'avez dit demain,

à demain! ,&gt; Sur ces entrefaites, Aguilar disparut; du reste, il fût
resté que je n'aurais rien pu de plus pour ce jour-là. Je ne désespérai pas du succès pour le lendemain ; car, encore, avais-je
gagné un pas dans la journée du jeudi : il était bien constaté entre
le Pénitencier et moi que la clefétait là tout près, qu'il n'y avait
qu'à vouloir tendre la main pour la prendre. Le lendemain ( vendredi 1er octobre, journée qui, t_out achevée qu'elle est pour la
nature, se prolonge encore en ce moment pour moi qui vous
écris), jemetrouvaiàlacathédraleavantle chœur, à huit heures.
Je vis entrer Aguilar, qui me promit d'ouvrir la porte quand
nous arriverions en face d'elle, à neuf heures et demie ( qui est
l'heure ordinaire de la sortie du chœur). Le Pénitencier confessait
depuis du temps déjà. J'attendis jusque dix heures et quart, le chœur
ayant tardé aujourd'hui : Aguilar avait échappé à ma surveillance.
J'aborde le Pénitencier, qui ne put se refuser à attendre quelques
minutes, pendant lesquelles j'allai à la recherche de la clef. Aguilar
habite à quarante mètres de la porte de la cathédrale. Je le trouve
chez lui. cc Venez ouvrir, je vous prie; nous attendons. - Allez,
marchez, dit-il. - Et la porte, qui l'ouvrirà? - Allez toujours. »
Je retourne au Pénitencier qui me dit, s'impatientant visiblement:
« Si ha de venir, que venga promo», c'est-à-dire, « s'il doit venir,
qu'il vienne vite. » Je recours à Aguilar, qui, pressé, me répond
qu'un homme ouvrira la porte à sa place. Cela ne voulait rien dire,
puisqu'il ne s'était dessaisi ni ne se dessaisissait en aucune façon
de la clef. Par bonheur, un second rat d'église, à qui j'avais été
présenté la veille par le rat-cicerone, s'était intéressé à mon affaire,
en voyant la rare ténacité dont je faisais preuve depuis trois jours.
Il s'approcha du Doyen et lui demanda, devant moi, s'il lui fallait
aller, de sa part, dire à Aguilar de lui remettre la clef, attendu
que le Pénitencier et moi nous nous rendions à la porte de l'escalier. Le Pénitencier, pris de court, ne put tourner; il lâcha
un oui. L'autre alla et revint... avec la clef. Nous . entrâmes
tous trois. Mon cœur battit à l'aise. J'étais d'une joie enfantine
d'avoir vaincu le Pénitencier. Il avait commis une faute de pre-

344

345

�CH. GRAUX
CORRESPONDANCE D 1ESPAGNE'

mier ordre dès le commencement. Il lui fallait me refuser catégoriquement. Mais ses exceptions dilatoires ne devaient le mener
à rien, s'il avait un adversaire obstiné; or il l'avait. J'ai donc
pu passer une demi-heure dans la bibliothèque, une demiheure en présence de deux mille volumes ( chiffre conjectural, déterminé à vue de nez)! Les imprimés etJes manuscrits étaient mêlés,
mais avec du coup d'œil j'ai pu m'en tirer et séparer les espèces.
J'ai vérifié à peu près tout ce qui aurait pu être, à en juger par
l'apparence, manuscrit grec : il ne s'en est pas trouvé. La bibliothèque n'en contient pas moins de beaux ( et peut-être de bons)
manuscrits latins sur parchemin ( sans compter ceux qui sont écrits
sur papier), plus une vingtaine ou une trentaine d'éditions Aldines
ou autres éditions antiques d'auteurs grecs, PJaton, Aristophane,
Strabon, Plutarque, Aristote, etc. 1 Je me suis payé le plaisir, tout
en cherchant et retournant tout, de faire au Pénitencier l'éloge de
sa bibliothèque, lui indiquant la valeur de ceci, de cela, et portant
finalement, lorsque nous descendîmes, un jugement d'ensemble
assez flatteur sur l'importance que pouvait et devait avoir cette
collection abandonnée, murée. Ce fut ma réponse aux assertions
du Pénitencier qui me répétait sans cesse : « Vous voyez bien
qu'il n'y a rie~ ))' dans l'espoir sans doute de me détourner de
pousser ma recherche jusqu'au bout et de pouvoir s'en aller à ses
occupations; car il s'ennuyait évidemment, le pauvre homme!

Patience et longueur de temps (mardi-vendredi).
Font plus que force ni que rage !
Enfin, j'ai donc vu cette mystérieuse bibliothèque! Tous les
visiteurs de la mosquée, au moins, n'en pourront pas dire autant.
Je désirerais, mon cher maître, que cette lettre, quand vous
l'aurez lue, aille prendre place dans m-a collection de notes de
voyage; c'est pourquoi je la numérote, comme les lettres

347

adressées chez nous ou à Garbe. Je vais maintenant me coucher.
Je parlerai demain de choses et d'autres. Mais je tenais à faire le
récit de l'incident du Pénitencier. La lutte sera mémorable ...
pour moi. Elle m'a coûté bien des efforts. Mais j'ai éprouvé et
j'éprouve maintenant une certaine jouissa_nce, car j'avais, un
moment désespéré de ma persévérance, en raison du peu de resultat que je me promettais de la victoire. C'était, au fond, une
question de caractère et de principe. C'est ce qui m'a rendu fort.
Mais bonne nuit.
2

octobre, samedi,

10

h . r/4, après déjeuner. .

J'ai commencé mes courses; à onze heures, je trouverai à l'Université le bibliothécaire. Il fait bien bon ici. Pour la première fois
depuis Marseille, je trouve des poires, et bonnes, sur la table.
Table très bien servie; excellente cuisine.
Le temps était couvert hier matin, à Cordoue; depuis mon
arrivée pluvieuse à Séville, jamais le soleil ne s'était caché
ni la matinée ni dans le jour. Hier il a dissipé bien vite les
nuages. Quand je suis sorti de la bibliothèque de la cathéd:ale,
le beau temps était revenu. Voyage de deux heures et de1rue à
minuit, pas fatigant du tout. Eau fraîche toutes les deux
stations, en moyenne, pour qui a soif. Toutes les trois ou quatre
stations, on vous offre fruits, pains, galettes, etc. Diner à six heures,
de six à sept, à la bifurcation de Bobadilla. De sept à minuit, nuit
charmante, pas fraîche, beau ciel étoilé. Je m'aperçois très sensiblement que le pôle a baissé. La-Grande Ourse, hier à onze heures,
a disparu en partie sous l'horizon, chose qui ne se voit pas .en
France, ou elle est circompolaire. Orion se levait à la même
heure, et, en raison du plus grand arc de cercle qu'il décrit, je le
voyais fort incliné, quasi couché sur l'horizon. Si je savais mieux
mon ciel, ce serait bien intéressant. On ne devrait pas voyager
sans savoir son ciel : je l'apprendrai un jour 1 •

r .' Cf. Rapport, loc. cit., pp. r93-r94.
1.

Cité par E. Lavisse, lac. cit., p. xxxvn.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Les alcaraz.as d'Andalousie conservent indéfiniment l'eau à un
degré de fraicheur très agréable.
Partout dans ces pays on entend fredonner des espèces d'airs
populaires qui sont difficilement de la musique. Cela ressemble
surtout au plain-chant, à un plain-chant mineur. Cela me reste
dans l'oreille: il y a une cadence étrange de fin de phrase, comme
roucoulée, presque agaçante pour le musicien, qui revient sans
cesse .
J'ai écrit à Bourget ', de Cordoue. J'écrirai à Wenck, d'ici.
Demain dimanche je commencerai la visite .de !'Alhambra.
Je vous embrasse, mon cher maître, et j'embrasse mes parents
quand ils liront cette lettre.
Votre

CH. GRAUX.

XII
Granada, mercredi 6 octobre 1875.

Ma chère maman,
Je vais d'abord parler de mon séjour à Grenade; puis je reviendrai
sur mes pas pour consigner dans mes notes quelques observations
relatives à Cordoue, qui sont en retard.
A peine débarqué dans ce beau port de mer, - une ville qui
trouve moyen d'être sale, et boueuse par endroits, sous le soleil
d'Andalousie, dans un pays où il ne pleut quasi jamais, qui est
traversée de deux méchants petits torrents qui coulent à sec en
cette saison, - j'écrivis à M. Magnier qui vous a dû remettre la
lettre. Le lendemain samedi, je me mis à mes recherches.
I. M. Paul Bourget, le célèbre romancier, membre de l'Académie française,
a été un des bons amis de Ch. Graux.

349

Elles seront, en définitive, à peu près complètes 1c1, comme à
Séville et je peux quasi ajouter à Cordoue. J'ai fini par découvrir
trois manuscrits grecs à Grenade, dont un dans une bibliotheque
particulière':- ils paraissent, d'ailleurs, manquer d'importance. Par
suite des révolutions, les bibliothèques de couvents, d'une part,
ont été dispersées; celles des cathédrales, séminaires, évêchés, de
l'autre, ont été dépouillées d'une partie de ce qu'elles renfermaient
de meilleur. En somme, je vais quitter l'Andalousie, assez
exactement renseigné de l'état des bibliothèques en général et, en
particulier, de l'état des manuscrits grecs dans les trois principaux
centres ex-littéraires de ce merveilleux pays mauresque, encore
si séduisant quoique tant appauvri.
J'avais pour ici une recommandation que m'avait remise la
générale de Shelly pour un des riches nobles du pays, M. Joaquin
del Pulgar, grâce à laquelle on me montra de très bonne volonté
tout ce qu'on put des bibliothèques ecclésiastiques. Je fis de
moi-même la connaissance des deux premiers chefs de la bibliothèque de l'Université. Ils se sont montrés fort mes amis, et on
ne peut plus zélés pour me faciliter les recherches chez eux et dans
les autres bibliothèques. Par M. del Pulgar fils, connaissance
d'un jeune professeur d'arabe de Grenade; puis, par l'intermédiaire de ce dernier, d'tit1 de mes compagnons d'hôtel, jeuue arabisant de Madrid, envoyé en mission par son gouvern~ment
pour recueillir les inscriptions arabes d'Andalousie, et qui est le
fils d'un des plus célèbres professeurs d'Espagne, M. Amador de
los Rios, pour lequel j'ai des lettres et cartes de recommandation.
Je ne sais pourquoi je lui suis sympathique; il a vingt-sept ans,
parle à moitié français. C'est lui qui m'a abordé le premier et a
fait tous les frais. Il est bien gentil, posé, fiancé ici à Grenade. Je
t. Cf. Rapport, loc. cit., pp. 196-197, et Notices sommaires, p. 8. La bibliothèque particulière à laquelle il fait allusion est celle de M. Leopoldo Egu{laz
y Yanguas, professeur à l'Université. Les deux autres manuscrits grecs de
Grenade! appartiennent à la bibliothèque Je l'Université.

�350

CH. GRAUX

prévois que notre liaison est destinée à durer; car nous allons
nous retrouver à Madrid, ou il sera dans quinze jours, moi dans
trois, puis il viendra un peu plus tard à Paris. Enfin il pourra
m'être utile, comme moi à lui.
Je sacrifie la journée de clemain. Je revisiterai seul !'Alhambra,
que j'ai vu dimanche passé avec le cicerone. Je ferai quelques
autres visites aux monuments de la ville, deux ou trois visites de
politesse, puis alors ma malle, et je [me] mettrai en route vendredi
matin pour Madrid. En passant, je puis te tranquilliser, ma chère
maman : je ne prévois pas être obligé désormais de remonter sur
la mer. Sauf le cas ou je ne résisterais pas au désir de refaire la
traversée de Barcelone à Marseille sur les bateaux de M. Talon, il
n'y a plus de mer.
J'ai écrit une longue lettre à Wenck dimanche dernier. J'ai
retracé mon voyage à vol d'oiseau, en insistant sur les incidents
danois et la réception de D. J. Closas à Barcelone. j'aurais pu lui
dire aussi que j'avais rencontré à Séville, en la personne d'un jcmne
anù de Carlos Bouisset, le consul de Suède et Norvège, et que nous
causâmes langues et littératures scandinaves. Je lui ai demandé
s'il pouvait faire notre affaire à Rouen à l'arrivée des vins d'Espagne.
En ce qui concerne notre correspondance, partez de ce principe que passé le 16 octobre, je ne me trouverai probablement plus a
Madrid, mais à rEscurial (trois quarts d'heure de chemin de fer
de Madrid). J'ai pour un mois ou plus de travail à l'Escurial.
Donc, attendez que je sache et que je. vous fasse savoir quelle y
sera mon adresse pour m'y écrire.
Le sort de Garbe est peut-être fixé maintenant. J'espère l'apprendre, en ce cas, avant de quitter Madrid, ou sinon pendant
mon séjour à l'Escurial.
Ce soir, c'est-à-dire dans un moment, je vais aller au théâtre.
On joue un opéra-comique espagnol (= une zarzuela). J'ai déjà
été, avant-hier, ici à Grenade, à une autre z.arz.uela, cc le Barbier de
Lavapiés &gt;&gt;. Aujourd'hui, c'est cc le Diable au pouvoir i&gt;. A Cordoue, - théâtre neuf (de r873), vaste, magnifjque, - j'ai assisté

35 1

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

à deux représentations . J'étais - comme ici - aux meilleures
places, aux butacas (= fauteuils d'orchestre). Cela se paye quarante-cinq sous ici, trente ou trente-cinq, selon les jours, à Cordoue.
A Cordoue, c'étaient des pièces déclamées ou parlées, plus de
petits b1llets: musique dans les entr'actes. On me laissa librement,
- je ne sais pourquoi, - entrer les deux fois dans les coulisses,
ou je vis la machinerie, et les acteurs avant d'entrer en scène. Ce
n'est pas très amusant; ils n'ont pas l'air de s'amuser plus que ça,
tant que le moment n'est pas venu d'amuser le public.
Madrid, samedi 9 octobre,

10

h. du matin.

Ma chère maman, je viens d'arriver ici en gare à sept heures
du matin. Je suis descendu à l'Hôtel des Ambassadeurs, rue San
Geronimo. Je ne vais sans doute rester ici que quelques jours,
huit jours au plus. Aussitôt déjeuner, je passerai à la poste pour
retirer les lettres qui m'y attendent sans doute. Le temps me
manque pour revenir sur certains détails, vous peindre le _fils de
M. André Ros, à qui j'ai donné une leçon de français à Cordoue,
parler du savant pharmacien Pavon (même ville), des fenêtres
grillées de Cordoue et de certaines rues de Grenade, comme elles
le sont à Osuna. J'ai rencontré jeudi derniet, au théâtre de Grenade, un de mes compagnons de bateau entre Marseille et Barcelone : les mots ne me viennent plus actuellement en allemand; à
peine ai-je commencé à vouloir tourner la phrase alleinande dans
mon esprit que les mots se présentent, mais tous en espagnol.
J'avais déjà observé le même phénomène en. répondant à un
autre Allemand qui me prenait pour un Norvégien, et, par conséquent, m'adressaitla parole en allemand, à la table d'hôte de Cordoue. Il y avait deux ou trois voyageurs de commerce français,
à l'hôtel de Grenade en même temps que moi : parmi eux, un
tout jeune homme de seize ans, qui apprend l'espagnol à Grenade
en allant causer avec les clients de sa maison; plus un jeune
homme fixé à Malaga ou il enseigne le français depuis trois ans.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Le voyage de Grenade ici n'a rien eu de désagréable. On s'est arrêté

datée du 28 septembre, arrivée à Madrid le 2 octobre. Vous
devez savoir, à l'heure où j'écris ceci, que j'ai retiré successivement
à la poste de Séville vos deux lettres. Tout va bien de ce côté.
D'autre part, tu m'annonces la réception de sept lettres de moi
et tu donnes les renseignements nécessaires; ces sept lettres sont
bien, en effet, I-VI et VIII. Lalettre VII ayant été envoyée à Garbe,
YOUS ayez dû la recevoir le lendemain ou le surlendemain du jour
ou tu m'as écrit que tu ne l'avais pas. Depuis tu as dû recevoir
IX, de Séville, X, de Cordoue et XI, de Grenade. Les lettres de
P. Bourget et de Wenck ne portent pas de numéros, et je ne les
leur réclamerai point. M. Noël a reçu une lettre de moi, datée de
Barcelone ou de Valence, je ne me rappelle plus laquelle des deux
villes; je ne lui écrirai donc pas, et c'est à cause de cette lettre
qu'il désirerait, je pense, me répondre. Il faut attendre, car mes
plans contiennent toujours une inconnue, le séjour dans cbaque
endroit. La lettre XI, si je ne me trompe, ayant été adressée à
M. Magnier, voici encore un point sur lequel tu n'attends plus
de réponse. Quant à Garbe, son son pendant l'année qui vient
est réglé maintenant : j'attends a,·ec quelque impatience des
nouvelles directes de lui.
Les trois autres lettres sont : r 0 d'Albert Fécamp 1 ; 2 ° d'un
romaniste de !'École, Morel-Fatio, dont l'Espagne est la spécialité;
3° du professeur Fœrster, de Breslau.
La lettre Morel-Fatio est d'affaires scientifiques et n'offre rien
&lt;l'intéressant pour vous, sinon qu'elle contient une lettre de
recommandation pour un de ses amis, employé au Ministère des
Finances, savant du reste, et en position de m'obliger.
La lettre d'Albert, c'est une autre histoire. Elle renferme une
lettre de maman du 30 septembre, à laquelle je répondrai plus
bas; un mot d' Augustine•, aimable, daté de &lt;&lt; Borcette par Aix-la-

à neuf heures et demie du matin et à six heures du soir dans des
gares à buffet, où l'on mange bien. A chaque station, on crie: cc Qui
veut de l'eau fraîche? n, et cela jour et nuit. On peut acheter des
fruits toutes les cinq ou six gares. J'ai mangé en wagon une crenade,
la première, avant de quitter le territoire de la province de Grenade.
C'est très bon, une grenade, mais cela salit les mains. Je me les
suis lavées à Cordoue ( où il y avait une grande heure d'arrêt) à
l'hôtel ou j'ai vécu pendant mon séjour à Cordoue. J'y ai repêché
du même coup une paire de savates, que j'y avais oubliée. Papa
peut voir que mon voyage s'exécute avec beaucoup d'ordre. Il ne
s'est encore produit aucun incident fâcheux, et le plus difficile de
mon voyage est maintenant passé. Madrid, à ce que je vois, c'est
Paris : je me sens ici dans mon élément. Aussi les lettres vontelles devenir un peu plus rares. J'aurai beaucoup à faire désormais.
Je n'ai pas quitté Grenade sans revoir une nouvelle fois !'Alhambra, ce que j'ai fait en compagnie de Rodrigo Amador. J'ai visité
aussi la Chartreuse, qui n'a plus de Chartreux, mais possède une
sacristie qui est le cc nec plus ultra » de la richesse d'ornementation, avec des marbres de 1a Sierra Nevada pour la plupart et
du stuc. Visite d'adieu à M. del Pulgar (recommandation de la
générale de Shelly). Adieu aux bibliothécaires. Je constate une
nouvelle fois que les antiquailles, vieux plats, etc., sont aussi
recherchés ici qu'à Paris et que partout. Je quittai Grenade. Au
reYers de cette page, deux mots après le reçu de mon courrier et
je vous quitte.
Je me porte toujours on ne peut mieux. Si, par hasard, dans
une lettre, j'oubliais de parler de ma santé, c'est que, quand on se
porte bien, on n'y songe pas. Je vais déjeuner.

353

Midi. Je reviens de la poste.

Mon cher papa, j'y ai trouYé quatre lettres : nous ouvrirons
plus tard les trois autres : voici toujours la réponse à la tienne,

1. M. Albert Fécamp, aujourd' hui bibliothécaire en chef de l'Université de
Montpellier et professeur-adjoint à la Faculté des Lettres, est un cousin de
Ch. Graux. H. G.
2. Mère de M. Albert Fécamp. H. G.

Rewt bispan i9t1t.

XJ U .

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Chapelle, 2 octobre midi &gt;&gt;; (elle est arrivée à Madrid le 7 : cinq
jours, comme de France, quelques heures de plus seulement, voilà
la différence, le temps d'arriver d'Aix-la-Chapelle a Paris); enfin
un mot d'Albert. Le temps me manque pour leur répondre
directement. Je désirerais bien qu'on leur fit mes remerciements
dans la première lettre qu'on leur enverra de Vervins, et qu'on
leur dît combien je suis heureux du mieux qu'on m'annonce dans
la santé d'Albert.
Quant à la lettre de maman, elle n'a plus de raison d'être à
présent que vous savez de reste que vos lettres me parviennent toutes. Il faut avoir plus de patience que cela, maman.
Si tu vivais en Espagne, tu verrais, - je ne sais pas si c'est l'air
qui fait ça, - comme on acquiert naturellement cette vertu-là.
On ne fait rien en se pressant ici; on « fait du temps » (hacer
tiempo). Maman a été chercher des conseils de M"'° Félix';
elle aurait dû se passer de demander des conseils à qui que ce fût.
Quant à ce qui est que &lt;c tout est désorganisé en Espagne », c'est
le contraire qui devient vrai de jour en jour. On annonce pour
la fin du mois le rétablissement des communications par le
chemin de fer entre Valence et Barcelone et entre Madrid et Saragosse, car la défaite des Carlistes s'accentue de plus en plus. Qu'estce que maman peut demander de plus? Le télégraphe revient
sur le tapis. Encore une fois, si personne n'est malade, veux-tu
laisser, ma chère maman, l'idée du télégraphe? Le télégraphe
n'existe pas pour nous; et, pour te mettre dans l'impossibilité de
t'en servir, je me demande si je ne ferais pas mieux de ne pas
indiquer l'hôtel où je descends. Enfin on verra. En attendant,
j'anéantis ta lettre; elle le mérite. Et puis, encore une fois, de la
patience! Dis à M•lle Céline 2 que je la salue cordialement et que
je lui demande de te prêcher la vertu de patience.

La lettre du professeur Fœrster me fait plaisir; il me demande
peu de chose, tout en acceptant l'offre que je lui ai faite d.e lui
envoyer quelques courts renseignements. Nos relations vont bien.
3 h. 1/4. Je sors de la Bibliothèque Nationale, où je me suis
présenté pour qui j'étais sans faire usage d'aucune autre recommandation que de mon titre. Le chef des manuscrits a mis
tous ses catalogues à ma disposition. On peut travailler ici cinq
heures par jour à la Bibliothèque. Le plan étant de partir dans
une huitaine pour l'Escurial, adressez-moi la prochaine lettre,
toujours en français: [à poste restante; que papa ajoute, s'il veut,
en lista, ce qui est la même chose en espagnol] M. Ch. Graux,
etc., en el Escorial (Provincia de Avila), Espagne. Je vais aller
faire un tour à )'Ambassade française pour savoir: 1° où elle est;
2° les heures où les gens sont visibles. Demain, visite au père
d' Amador de los Rios. Je sens que je vais me plaire beaucoup ici.
Votre fils vous embrasse.

354

355

Ctt. G.
Papa Graux, maman Graux, maman-bon 1 vont-ils toujours
tout de même? J'espère bien que oui, d'après les renseignements
que vous me donnez. Pendant qu'ils se chaufferont au poêle ou
au feu, j'aurai peut-être chaud sans feu. Je les embrasse fort. Pas
de nouvelles de mon oncle, bonnes nouvelles. CH. G.
Samedi. Je viens d'acheter le plan de Madrid. Mais c'est étonnant comme je m'oriente vite dans chaque ville. Ctt. G.

XIII
Madrid, samedi 9 octobre, 5 h.

1/ 2

du soir.

Fait partir lettre pour Vervins.
Vu le comte de Chaudordy à l'improviste, en ce qm me
r. Amie tle la famille Graux. H. G.
Amie de la famille Graux. H. G.

2.

1. Les deux premières appellations désignent les grands-parents paternels de
Ch. Graux, la troisième, sa grand'mère maternelle. H. G.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

concerne. J'étais allé à l' Ambassade demander son heure, sans être
en tenue même de visite, puisque j'avais une chemise de couleur et
pas de gants. Il a voulu que j'entre tout de même. Il est bon et
aimable, on ne peut plus simple; son cabinet ne respire pas la
grandeur : c'est un très vulgaire bureau. Je lui porterai demain,
à deux heures, la liste des manuscrits que je voudrais qu'on me
prêtât dans les villes où il me reste à aller. Il va agir pour en
obtenir le prêt.
Madrid a l'air de Paris, au moins du Paris d'il y a trente ou
quarante ans, car il ne rappelle par rien le Paris splendide des
beaux quartiers impériaux. Mais enfin, ici, je m'y retrouve: cela
ne sent plus ni le village, conrn1e Grenade, ni la province
comme les autres villes, même Séville l'élégante, même Barcelone la riche. - Je viens de voir des étalages de chandeliers : il
n'y a que l'embarras du choix parmi les modèles dont le pied
n'est pas grêle. J'en vois qui me paraissent très bien. - Les orgues
de Barbarie reviennent; depuis Barcelone, il n'en avait plus été
question. Je viens d'en entendre un excellent.
J'ai fait bonne connaissance avec un libraire espagnol qui porte
un grand nom, Murillo; c'est le correspondant de Morel-Fatio,
dont je vous parlai dans la dernière lettre. I1 connaît du monde et
m'aidera à savoir s'il n'y a rien à refrire pour moi, en fait de
manuscrits grecs, ici ou là.
Dimanche, 4 h. 1/2.

Messe : toujours pas de chaises. A la paroisse où j'allai, il y
avait seulement, ce que j'ai déjà vu da11S quelques églises, deux
grands bancs placés en face l'un de l'autre dans le sens de la.
profondeur de l'église.
Visite au père de Rodrigo Amador, le jeune arabisant que je
rencontrai à Grenade. Courte: il y avait, à une heuredel'aprèsmidi, réception d'U11 nouveau membre à l'Académie de !'Histoire, et justement M. Amador, président par intérim aujour-

357

d'hui, répondait. Il m'a donné une-carte d'entrée, et j'ai entendu
deux beaux discours en espagnol sur la langue catalane (le patois
de Barcelone). En sortant, j'ai pris un fiacre pour aller au Palais
de Liria rendre visite à la jeune duchesse de Medinaceli ( car
elle est mariée maintenant) et à son frère, le duc de Huescar.
Celui-ci était aux taureaux. La duchesse est en ce moment à
Séville. On m'a donné les heures du duc : je le chercherai
demain ou après-demain .
J'ai vu cette après-midi un secrétaire d'ambassade. On va tâcher
de faire marcher bon train le prêt des manuscrits. J'agirai, si je
peux, et j'espère pouvoir, de mon côté.
Lundi, 8 h. du matin .

Hier, me promenant en attendant l'heure du d1ner, je fus .
reconnu dans la rue d' Alcala (le boulevard des Italiens de Madrid)
par un de mes compagnons de l'Aréthuse, M. Francisco Sala,
qui tient ici une maison de peintures sur émaux. C'est lui qui,
pendant deux heures de cette belle soirée dont nous jouîmes en
mer, me fit causer espagnol avec une complaisance infinie; nous
arpentions sans cesse, à deux, le vaisseau de la machine à l'arrière
et de l'arrière à la machine, et je balbutiais mes premiers mots .
Hier, au moins, la conversation a été : je parle plus ou moins
incorrectement, je ne mets pas les nuances à ma pensée, mais je
parle et dis à peu près ce que je veux. On me comprend toujours,
et, maintenant, je comprends quasi toujours.
Le soir, j'allai au Théâtre Royal voir représenter Aïda, de Verdi
( opéra joué pour la première fois l'an dernier à Paris et à Màdrid,
et sans doute ailleurs). Tamberlick chantait : tous les hivers
il est engagé à Madrid. Il est incontestable qû'il manie sa
voix supérieurement. Puissante et étendue, égale du bas jusqu'en
haut, il sait l'assouplir à de certaines notes douces, que mon
oreille avait à peine entrevues, si je puis ainsi parler, jusqu'à
présent. Ensemble de l'exécution satisfaisant; mise en scène

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

359

La •contralto d'hier, Mme Pozzoni, est remarquablement bonne
actrice : sa voix est magnifique. Enfin j'ai entendu, tout mon
saoul, une voix de contralto. Je crois avoir entendu la même
Mm• Pozzoni à Paris, mais trop peu pour qu'il m'en reste un
souvenir bien précis. Je ne saurais plus dire où ni quand, ni même
affirmer le fait. - J'avais, comme place, delantera de palco
deuxième galerie de !'Opéra-Comique à Paris, quatre francs. En
somme c'est, quoiqu'on trouve ici le Théâtre Royal hors de
prix, un peu meilleur marché, en général, que le Grand Opéra de
Paris. - On chante en italien. A Grenade, il y a cet hiver,
comme tous les hivers d'ailleurs, une troupe qui joue la tragédie
en italim . Les Espagnols comprennent, paraît-il.
J'ai décrit trois manuscrits aujourd'hui à la Bibliothèque', fait la

busch, chef de la Bibliothèque, vieux, qui va quitter le poste,
qui m'a fait cadeau de deux petits volumes de lui. Je suis fort
bien avec le chef effectif de la Bibliothèque, D. Cayetano Rosell,
puis avec le chef des manuscrits, D. Octavio de Toledo. J'ai de
grandes facilités pour travailler. Vu M. Fabié, avec qui j'ai réglé
tout à l'heure mon plan de campagne pour tâcher d'obtenir le
prêt de divers manuscrits. Il m'a donné de bonnes lettres. Demain
ou après; je ferai des visites aux grands, au duc de Sesto, le favori
du roi, etc. - Il y a des manuscrits grecs, à ce gue je viens d'apprendre, encore vierges, ce qui ne veut pas dire qu'ils aient jamais
valu rien après tout, à deux bibliothèques de Madrid où je n'espérais rien trouver : l'une des deux est celle du Palais Royal.
Je tiens l'accès de toutes deux, quoiqu'elles ne soient pas
publiques.
Acheté un gros dictionnaire espagnol et français, quatre
volumes, trente-six francs; on le relie maintenant. Plus une
bonne petite grammaire espagnole.
On vend ici des antucas. Quelle bête est-ce cela? Devinez.
Des « en-tout-cas )&gt; .
Je viens de recevoir, ou mieux qe retirer à la poste, gui est à
deux pas de chez moi, une lettre de Garbe datée d'Angers,
6 octobre. Il m'a décrit minutieusement son logement, - ·je le vois
chez lui, - le Maine au beau courant et Angers. Dis donc, mon
cher Garbe, tu ne reçois toujours pas de correspondance pour n10i.
Tant mieux, mais Mme Venot' a-t-elle ta nouvelle adresse? Je vois
avec plaisir que tu es content d'être à Angers. Quoi qu'il me soit
arrivé depuis bien du temps déjà, il m'a toujours semblé, en fin
de compte, que cela valait mieux que telle autre chose que j'avais
désirée et qui n'arriva pas. Il est probable qu'il vaut mieux que
tu sois à Angers qu'à Saint-Quentin. Mais, tu sais, prends garde
que je sois jaloux de ton professeur de la Faculté de droit

1. Sur les manuscrits grecs conservés a la Bibliothèque Nationale de Madrid,
voir Rapport, Toc. cit., pp. 198-200. Cf. Notices sommaires, pp. 53-54.

1. Concierge de la maison, 16, rue des Écoles, où habitait Charles Graux
depuis son installation à Paris. H. G.

splendide. Orchestre inférieur à celui de l'Opéra de Paris : mais
il faut dire que, avec le maëstro Verdi, le rôle de l'orchestre est
secondaire. Il y a une marche au second acte, où l'on voit rentrer à Thèbes ( sur la scène) les troupes égyptiennes victorieuses.
L'orchestre est alors remplacé par une musique militaire sur la
scène; puis celle-ci, à son tour, l'est par les trompettes qui
marchent en tête des deux détachements qui entrent successivement. Les secondes trompettes qui arrivent sont à la quinte supérieure des premières, et répètent le même air à la quinte. C'est
un truc connu, qui produit cependant encore quelque effet. Il y a
beaucoup de ficelle dans Ai'da; toutes les parties sont loin d'avoir
été travaillées avec le même soin. Certains airs et duos des trois
premiers actes ont été bien traités; tout l'effort du maître s'est
concentré sur le quatrième et dernier acte. C'est là surtout le
triomphe du contralto.
Lundi, 5 h. du soir.

=

�CH. GRAUX

CORRESPONDA CE D'ESPAGNE

connaissance, grâce à mes recommandations, de M. Hartzende Mgr Freppel, qui - le jeune homme - relève, dis-tu, d'une
dyssenterie. J'espère cependant, puisque tu l'espères, que vos relations continueront. i tu es quelque peu au courant de ce qui se
passe à Paris, écris-le moi : je suis sans aucune nouvelle de qui
que ce soit de Paris.
Ce soir, je vais aller exprès au petit théâtre de la Boisa pour
entendre pendant le cours de la représentation des malagueiias,
chants de Malaga.
Décidément, les Espagnoles, en bell.es femmes qu'elles sont, ont
un faible pour le noir. Cela leur sied. - L'Opéra de Paris ou
les Italiens sont, quoi qu'on dise, au moins aussi scandaleux de
luxe féminin que le Théâtre Royal d'ici.
Mon cher, cette lettre, primitivement destinée à Ja famille,
passera par tes mains. Cela ne la retardera que d'un jour.
11 n'y a presque pas de crépuscule ici; sitôt le soleil couché, il
ne reste plus qu'à allumer le gaz. A cinq heures et demie il ne fait
plus clair. La température a baissé; il a plu la nuit de mon arrivée
à Madrid. Depuis, le thermomètre se maintient toute 1a journée,
à l'ombre, à ce que disent les journaux, dans les dix-sept ou dixhuit degrés.

Je viens de me réveiller de mon long somtpeil, paisible comme
à Paris. J'ai pris l'habitude ici de me réveiller dans la même position dans laquelle je me suis couché, sans me déborder seulement, sans rêver le moindre songe . Ma santé n'a jamais été
meilleure.
Hier soir, je fus à un singulier petit théâtre, le Teatro de la
Boisa. Mais j'achève de m'habiller et vais au travail.

Mardi, 8 h.

1/ 2

du matin.

Quien no ha visto Sevilla
No ha visto maravHla.

Qui n'a pas vu Séville
N'a pas vu merveille.

Quien oo ha visto Lisboa
o ha visto cosa buena.

Qui n'a pas vu Lisbonne
N'a pas vu chose bonne.

Quien no ha visto Granada
o ha visto nada.

Qui n'a pas vu Grenade
N'a vu rien (nada).

Mon cher Garbe n'a oublié de me conter qu'une histoire, c'est
celle de Pasteur, Mascart, Préparateur et (ie_ J'espère qu'il réparera cette omission dans sa prochaine.

Mardi

12

octobre, 4 h. du soir.

Ici, sous prétexte d'arroser les rues, on les inonde avec un
énorme boyau de pompe à incendie.
lD = de, par toute l'Espaane, dans les inscriptions de boutiques.
L'eau de Madrid ne Je cède qu'à celle du Pont-de-Pierre.
Les melons de Madrid sont supérieurs à ceux de Valence et à
tout ce qui peut s'imaginer et se goùter en fait de melons. Raisin succulent.
Garbe ne m'a pas accusé réception, dans son emhousiasme de
nouvel angevin, de ma lettre avec I s récits d'Arles , etc., ni ne
m'a dit s'il l'avait envoyée à Vervins. Elle portait le numéro VIT.
J'ai catalogué, hier et aujourd'hui, à la ationale, neuf manuscrits grecs qui ont, pour tout mérite, celui de n'avoir été tenus
par aucun philologue avant moi. En voilà en tout jusqu'à présent quatorze. J'en verrai sans doute demain d'autres, qui possèdent le même mérite, si c'en est un, à I'Archivo d'ici 1 • Je prévois que je pourrai publier, à la fin de mon voyage, le catalogue
d'une centaine de manuscrits grecs, non encore décrits.
Théâtre de la Bolsa. Quatre représentations dans l'espace d'une
soirée : chacune, de trois quarts d'heure à une heure de durée, se
composant d'un morceau d'ouverture par l'orchestre, une saynète en un acte et un petit ballet. On prend un billet pour la
r, Cf. Rapport, loc.

cit., pp.

201 - 202,

et Notices sommaires, pp. 18-52.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

première funcion (représentation); puis on sort en prendre un
autre pour la seconde et ainsi de suite, à moins qu'on ne veuille
prendre tous ses billets d'un coup. Un fauteuil d'orchestre
(butaca), - il n'y a quasi que ces places-là, car ce n'est pas un
théâtre, mais une salle, - coûte, pour une réprésentation,
cinq sous. Hier, j'en ai pris pour quinze sous, et me suis couché
à onze heures. Si toutes les soirées sont comme celle d'hier, et
je le croirais assez, ils ne font guère au-dela de trois cent cinquante à quatre cents francs par soirée; et là-dessus il faut payer,
outre les frais généraux, onze musiciens, sept ou huit acteurs, un
corps de ballet de huit danseuses et un danseur : à moins, - ce
que j'inclinerais à croire, - qu'on ne rétribue pas du tout le
personnel féminin jeune, qui trouve là une occasion toute naturelle de s'offrir, je pense, aux amateurs. En tout cas, pour une
capitale, voilà cc faire petit &gt;&gt;. Il est vrai que Madrid n'est pas si
peuplé que Marseille (298.426 habitants). Il n'y a pas de distances dans cette petite grande ville. S'il y a de vieux laids quartiers, je ne les connais pas.
Comme compagnons d'hôtel, j'ai pour voisin une espèce
d'original (comme le Dr Denis I à cinquante-cinq ans, s'il ne s'était
pas marié) qui a vécu en France, et qui veut - en français que je fasse la cour à deux jeunes nlles, bien gentilles, deux sœurs,
qui sont en face de nous à table. Elles sont de I'Estramadure,
venues à: Madrid pour la première fois, conduites par leur père,
un des riches labradores de l'Estramadure, qui a m1 gamin ici au
lycée. Braves gens, un peu paysans; filles fort simples et
bonnes pâtes en effet. Le vieux veut que j'en épouse une. Ce
qui le désespère, c'est que je ne parle pas: le fait est que, je ne
sais pas pourquoi, quand je n'y suis pas forcé, je ne parle guère.
C'est un mauvais côté de mon caractère pour l'étude des
langues.

J'embrasse Garbe au passage; puis, mes chers parents, je vous
embrasse bien fort, et tout le monde, et je vais attendre un
moment avant de vous écrire de nouveau.

•

r. Ami de M. Henri Graux. H. G.

,

Votre fils,
Ch.

GRAUX.

P.-S. Le temps me manque pour te conter mes voyages à Cordoue et à Grenade. Je suis arrivé ici vendredi dernier. Répondsmoi poste restante a l'Escurial sans trop tarder (M. Ch. GRAUX,
etc., en el Escorial, Provincia de Avila, Espagne. Poste restante,

en lista .)

XIV
Madrid, Hôt,el des Ambassadeurs.
Jeudi soir 14 octobre 187 5.

Ma chère maman-bon,
Ta lettre m'a fait plaisir sous tous les rapports. D'abord,
tu m'assures que c&lt; les anciens » se portent bien, et aussi ceux
qui ne sont pas les anciens. En ce qui te concerne, ton écriture,
plus ferme que souvent, m'est un témoignage évident que tu
ne me trompes pas. Puis, cette lettre vient d'être retirée par
moi à la poste peu d'heures après y être arrivee: elle n'a pas
attendu. Maman, dis-tu, est raisonnable. Mon oncle chasse, et
même il tue. Tu me parles encore de l'un et de l'autre. Il me
semble aussi que cela nous rapproche. Tout cela m'a fait plaisir,
et je m'empresse de te l'écrire. Voilà donc que tu possèdes une
lettre qui vient de bien loin, d'Espagne, et de ton petit-fils. Que
tu vas être fière ! Mais, pourtant, ne le sois pas trop : il ne faudrait pas beaucoup plus de quarante-huit heures pour que, quittant Madrid tout à coup, je vienne te surprendre dans. ton lit,

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

et bientôt, j'espère, il ne faudra plus que quarante-huit heures
tout juste. Quant à ma santé, qui vous occupe continuellement,
vous voyez, dis-tu, que j'en suis toujours satisfait. Je serais vraiment difficile si je ne l'étais pas, et je ne me suis certainement
jamais mieux porté. Je savais bien, en partant, que j'allais dans
un bon climat. Le jour de mon arrivée à Madrid, la température a
baissé subitement et beaucoup. Les Madrilènes crient sur tous
les tons qu'il fait froid. Moi, je sens qu'il règne un vent as ez
fort, mais, en ma qualité d'homme du ord, je me sens tout à
mon aise et je me moque des Madrilènes. Écrivez-moi encore
une fois à Madrid, malgré ce que je vous ai dit dans une de mes
dernières lettres; adressez cette fois : Fonda de los Embajadores,
Calle Victoria ; je pêcherai tôt ou tard à l'Escurial celle que
vous m'y avez peut-être adressée. Si M. Parmentier' veut du vin,
qu'il le dise maintenant, et combien et quel ; il est encore temps,
mais il est temps . Une fois la commande faite, je tiens à garder
dans notre cave ce que j'aurai pris pour nous. Je ne retournerai pas
toutes les saisons en Andalousie. Mais je suis tout à la disposition
de M. Parmentier en ce moment. Rien n'est plus facile que
d'écrire de Madrid à Carlos Bouisset de doubler ou tripler les
commandes.
Tu sauras, ma chère maman-bon, qu'ici à Madrid les puces et
compagnie sont aussi inconnues de ton petit-fils que les moustiques, et que je me repose délicieusement des morsures de Grenade et des piq~res de Séville. Tu apprendras, en outre, que
borracha qui semblerait être le même mot que le français &lt;c bourrache l&gt;, veut dire« outre pour le vin &gt;&gt;. De là, le verbe emborracbar, qui a donné naissance, je crois, au français « se pocharder »,
d'où « pochard ». - Quel malheur que Garbe ne lise pas cela:
lui, il « rigolerait » ! - Emborrachar, ou &lt;c se pocharder »,
c'est donc comme qui dirait cc s'enoutrer ».

Je suis définitivemeotlancé. Hier, j'ai vu chez lui le duc de Sesto,
le favori et le secrétaire particulier du roi, à peu près le plus puissant personnage d'Espagne pour le moment. J'irai désormais le
trouver à l'heure de son déjeuner chaque fois que j'aurai besoin
de lui. L'Escurial et sa bibliothèque sont propriété particulière
du roi; j'aurai tout ce que je voudrai à l'Escurial. A Madrid,
dans la bibliothèque 2aniculière du roi, dans son pays, je suis
comme chez moi; on m'a déjà trouvé trente manuscrits grecs,
on en espère trou..-er encore quelques-uns: on m'a prié d' n
dresser le catalogue. Je le ferai, avec toute sorte de plaisir, cela se
compr nd 1 • On sait, - cela se sait toujours, - que le duc de
Sesto me patronne. Le directeur de !'Instruction publique,
M. Macanaz, va faire demain tout le possible pour trouver un
biais qui me permette de travailler sept ou huit heures par jour,
au lieu de quatre et demie, à la Bibliothèque ationale de
Madrid. Le comte de ava de Tajo, d'une part, - toujours les
recommandations qui me viennent d' Arenenberg •, - M. Fabié,
du Ministère des Finances, de l'autre, lui ont parlé pour moi.
Il m'a reçu tantôt avec des égards incroyables : il faut que j'aie
un rude front, - mais je l'ai; c'est sans doute le grec qui
donne cela, - pour être à mon aise et ne pas m'étonner quand
je me vois recevoir ainsi par tout ce monde. Pour demain,
on convoque, au Ministère, le directeur de la Bibliothèque Nationale à l'heure où je suis le plus libre pour arranger mon affaire;
car il y a un règlement infranchissable qui empêche le prêt de
manuscrits à des particuliers, quels qu'ils soient. Du reste, le
direct ur de la Bibliothèque est fort bien disposé. Son collègue
de la Bibliothèque du roi lui a parlé, et de la part du duc de
Sesto. Tout cela. est magnifique. Je serai présenté a.u roi quand
je voudrai; de même à la comtesse de Montijo, la mère de notre
Impératrice. Et il y a encore du monde que je n'ai pas vu,

r. Ancien notaire à Vervins, parent de la famille. H. G.

1.

2.

Voir ci-dessus la lettre X VI.
C'est-à-dire de M. E. Lavisst:, qui villégiaturait à Areoenberg.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

duchesse de Medinaceli ( qui est actuellement à Séville), et son
frère le comte de Montijo. Tout cela ne prend-il pas une belle
tournure, et, pour un voyage de bibliothèques n'offre-t-il pas des
aspects quelque peu variés? Si ce n'est pas là un beau voyage, à supposer que la suite marche du même train que les débuts, dites-moi qui en fait.
J'embrasse mes parents et la famille, tous fort cordialement.

concernant les tables de bronze d'Osuna ' et qu'il a immédiatement consulté la Commission chargée de traiter cette affaire;
que voici, d'après l'avis de cette Commision, les recommandations qu'il croit devoir m'adresser en vue de l'acquisition de ces

Votre
Charlot.
Vendredi 15 octobre, matin.

J'ai assisté mercredi dernier à une excellente représentation de
la Favorite (avec la Pozzoni dans le rôle de Léonore). J'ai décottverf, - car je ne connaissais pas l'opéra, - que l'air « Pour
tant d'amour » était un air de basse ou de baryton. J'ai compris,
du reste, l'ironie: papa m'en avait parlé, mais je ne m'étais
jamais bien rendu compte de la situation.

XIV bis
Madrid, jeudi f4 octobre 187 5, au soir.

Personnelle

Mon cher papa,
Je suis passé à la poste ce soir sur les cinq heures ; j'ai reùré
la lettre de maman-bon et de toi, datée du 8 courant, et une lettre
du Ministre de l'lnstruction publique, datée du 9, toutes deux
arrivées ce matin à Madrid. Je réponds à la lettre de la famille
séparément: le présent billet doit être ignoré de tout le monde
sans exception. Garde-le moi cependant: il est numéroté à cet
effet.
Le Ministre me dit qu'il a pris connaiss.ance de mon rapport

tables. L'administration paiera ft:uqu' a la somme de vingt mille francs
mais il ne faudrait pas procéder par voie d'offre. Que je demande à
M. Ocofia (sic) son prix, et si, par hasard, il était inférieur à la
somme de vingt mille francs, que je traite immédiatement; qu'on me
laisse d'ailleurs la faculté d'agir selon les circontances ; qu'il
devra être stipulé dans l'acte de vente que M. Ocoi'ia n'a donné
communication à personne du texte des tables et qu'il n'en
garde aucune copie ni reproduction par quelque procédé que ce
soit, comme aussi qu'il ne conserve par devers lui aucune autre
table ni fragment de table appartenant au même monument;
qu'en outre M. Ocofia devra prendre dans l'acte de vente l'engagement de vendre au gouvernement français les fragments nouveaux de ce monument qu'il pourrait découvrir dans la suite,
lesquels lui seraient payés à un prix proportionnel à celui de la
présente acquisition; que, dès que j'aurai conclu _le marché, je
veuille bien lui (le Ministre) en donner avis par télégramme, et
prendre toutes les précautions nécessaires pour la sécurité du
transport des tables à Paris.
Cette affaire est assez grave, d'autant qu'elle doit se traiter en
espagnol (M. Ocofia ne sait pas un traitre mot de français). Je
vais mettre demain mon Ambassadeur dans la confidence, et lui
demander des conseils. Je compte repartir pour Osuna dimanche
soir ou lundi soir. On quitte Madrid, par exemple, à neuf heures

1. Sur les bronzes d'Osuna, voir Corpus I11scriptio1111m Latinarnm, II, Supple111e11twn (Berolini, 1892), n° 5439, pp . 852 -866. On trouvera là, outre des
fac-similés et une transcription des tables, un très bref résumé des négociations relativt::s à leur achat, ainsi que la bibliographie du sujet. Notons que ces
bronzes, acquis par M. Juan de Dios de la Rada y Delgado pour le compte du
gouvernement espagnol, sont conservés au Museo arqueol6![ico de Madrid. .

�CH. GRAUX

CORRESPOXDANCE D'ESPAGNE

du soir et l'on arrive à Osuna le mardi à midi. Je ne parlerai pas
de ce voyage à Ja famille, sinon peut-être à la fin, supposé que
l'affaire tourne bien . Il faut m'écrire la prochaine lettre à Madrid,
Fonda de los Embajadores, Calle Victoria. S'il en est parti une
pour l'Escurial, elle m'y attendra, voilà tout. Voilà, mon cher
papa, ce que j'avais à te dire en particulier.
Je t'embrasse.

Le but de mon voyage se déplace un peu. J'ambitionne de
faire le catalogue de tous les manuscrits grecs d'Espagne non
encore catalogués. Il y en aura un peu plus de deux cents à
ma connaissance 1 • J'ai écrit à M. L. Renier à ce sujet.
Hier j'ai assisté à l'une des dernières représentations du
« Voyage autour du monde en 80 jours », une imitation du
moins, contrefaçon avouée du reste. Les voyageurs partent de Séville
et y reviennent en 78 jours, je crois. J'ai reconnu les vues de
Séville, le parler et le costume andalous. li y a de la musique,
des chœurs, et surtout des couplets très simples, amusants, fort
applaudis. Tant qu'on applaudit, les acteurs improvisent de nouveaux couplets. Les derniers étaient fort tirés par les chf'
veux. On a demandé grâce pour eux., et ils n'ont pas demandé
mieux. A la fin, ils se mettaient à trois pour inventer les quatre
vers de chaque strophe (1°, vers 1 ; 2°, vers 2-3; 3°, vers 4).
Je me suis amusé pour mes trois francs: j'étais fort bien placé.
En venant à Madrid, j'ai fait route, depuis Grenade jusqu'à
Alcazar de San Juan, avec un jeune officier qui vient de perdre
une jambe dans la guerre carliste, et qui se rendait à une ville
d'eaux. du côté de Valence, pour ticher de guérir l'inflammation
qui a suivi l'amputation de sa pauvre jambe. Il était bien gentil,
bien doux : effet, sans doute, d'une longue maladie, douloureuse, d'une carrière brisée. On voit encore des restes d'un
caractère plus vif, entreprenant; mais, en somme, il est résigné,
éteint. Je l'aidai plusieurs fois dans les changements de wagon;
nous causions; nous avons bien sympathisé. En nous quittant,
nous échangeâmes nos noms: hélas ! j'ai déjà oublié le sien.
Aussi bien ne sommes-nous pas destinés à nous rencontrer
jamais une autre fois. On ne refait guère le voyage d'Espagne,

Ch. G.
XV
Madrid, Hôtel des Ambassadeurs.
Dimauche 17 octobre, 9 h. du matin.

Ma chère maman,
Mes affaires scientifiques vont bien, comme ma santé qui est
toujours à ne pas pouvoir désirer mieux. Le climat est tempéré,
de façon que je ne sens ni qu'il fasse froid ni qu'il fasse chaud.
Mes compagnons d'hôtel, ceux du Midi surtout, d'Estramadure,
de Malag:1., trouvent qu 'il fait froid. Moi, cela m'amuse.
Je suis au mieux avec le jeune bibliothécaire du Palais du Roi 1 •
Pas de jalousie, va: il ne sait pas une lettre de grec. J'ai constaté hier la présence de huit manuscrits grecs à la Bibliothèque de
l'Université 2 ; celle de sept autres manuscrits grecs dans la bibliothèque d'un particulier qui les a achetés avant-hier pour vingt
francs les sept ;:;ur la foire. Quelcoup j'ai manqué là! carilnevou-·
dra sans doute pas me les revendre, même pour cinquante francs
que je lui en offrirai J .
r. M. Zarco del Valle.
Voir ci-dessous les lettres XXXVIII et XXXIX.
3. Voir ci-dessous la lettre XVI.

2.

I. Rappelons que Ch. Graux n'a pas mis lui-même son projet à eJtécution,
mais que le catalogue dont il parle ici a vu le jour par les soins de M. Albert
Manin, professeur à la Faculté des Lettres de l'Université de Nancy. (Se
reporter ci-dessus, à la lettre IX.)

Rtw, lnspani'lw•. xru.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

etilesttropinvalidepourjamaisvenirenFrancia. C'est lui qui m'a
fait manger ma première grenade. Il en achetait une pour lui;
il m'en a offert une aussi que j'ai acceptée; puis je lui demandai comment il fallait s'y prendre. Il me l'enseigna, et je m'en
tirai de mon mieux. Au surplus, une grenade est un bon
fruit.
Lu dans une revue espagnole: «Untel traduisit !'Histoire secrete
de Procope, qui n'est pas parvenue jusqu'à nous, du grec en castillan. » Ce qui veut dire, en français, que la traduction castillane n'est pas parvenue jusqu'à nous.
Décidément, je vais me payer un manteau espagnol, comme
j'en vois à tout le monde autour de moi. Les Romains prenaient leur bien chez tous les peuples où ils le trouvaient. Je
veux être Romain en ce point.
Il y a plus d'arabisants que d'hellénistes en Espagne. On
n'apprend pas le grec, du tout, ici, dans les classes; le grec ne
fait pas partie de l'enseignement secondaire. On ne s'en occupe
un peu que dans les Universités. C'est ce qui explique: 1° que les
manuscrits grecs soient complètement indifférents aux Espagnols ;
2° qu'on dise hablar en griego dans le même sens qu'en France:
« ce que vous me dites est de l'hébreu pour moi». Le comte de
Nava de Tajo, qui m'a reçu d'une façon charmante, et m'a
rendu ma visite ce matin, - j'ai trouvé sa carte en rentrant à
midi, - a fait trois ans de latin, pas un mot de grec, puis,
plantant là, comme on fait souvent ici, les langues classiques,
s'est appliqué à l'étude des langues modernes, dont il parle
six ou sept, dont le français d'une manière très pure. Cela
lui était plus utile pour sa carrière, la diplomatie. Il est chef
de division au Ministère d'État ( =, je crois, les Affaires étrangères). C'est bien lui qui est de la maison de la comtesse de
Montijo. Il s'est offert, très gracieusement, à me créer des relations pour passer agréablement la saison d'hiver. J'ai accepté
pour après mon retour de l'Escurial.
Je vais rester encore quelques jours à Madrid avant d'explorer

l'Escurial. On est fort bien à l'hôtel où le hasard m'a amené.
C'est l'un des premiers de Madrid; j'y suis à huit francs par
jour. Cuisine excellente, bien supérieure à ma nourriture habituelle de Paris.
Je vous embrasse tous.
Votre

370

Ch.

37 1

GRAUX.

XV bis
Madrid, dimanche 17 octobre 1875.

Persomielle.

Mon cher papa,
Je ne suis plus décidé à partir, comme j'en avais formé le
projet et comme je te l'avais annoncé, aujourd'hui ou demain,
pour Osuna.
J'avais pensé que le Ministre ne me disant pas où je prendrais
l'argent, c'est que l' Ambassadeur le savait. Mais !'Ambassadeur
ne sait rien. Dans œs conditions, les instructions ministérielles
sont incomplètes : tu peux en juger pa~ ma précédente lettre où
je t'ai donné le texte complet &lt;lesdites.
_
J'ai donc, après réflexions, télégraphié hier, non pas au Ministre
directement, mais, pour aller plus vite, quoique ce soit peutêtre irrégulier, au chef de division que cela concerne, à M. de
Watteville, -ee qui me manquait et ce qu'il me fallait, en quarante mots. (Ce télégrammè a coûté trente-deux francs. En temps
ordinaire, ce ne serait que huit francs; mais le câble sous-marin
de Santander à Bayonne est interrompu. Les dépêches passent
actuellement par l'Angleterre).
« Monsieur Watteville. Ministère Instruction Publique. Paris.
cc Aurai pas signature Ocofia sinon argent comptant. Envoyez-

�37 2

CH. GKAUX

moi lettre de crédit de vingt mille francs sur Séville. J'attends
ici réponse ou nouvelles instructions. Écrirai lettre détaillée
demain. Charles Graux, Fonda Embajadores, Madrid . &gt;&gt;
Ce matin, je viens de faire, du pre1Ùier coup, ma lettre que
j'adresse encore à M. de Watteville. Je te transcris le cœur de
cette lettre :
« Je peux me rendre à Osuna et discuter les conditions du
marché avec M. Ocana. Supposons que nous tombions d'accord
sur le prix dans les limites fixées par M. le Ministre. Je devrai
donc alors en avertir M. le Ministre par télégramme, faire préparer par un notaire l'acte de vente, puis attendre à Osuna que
M. le Ministre me fasse parveni1 soit un bon au nom de
M. Ocana pour toucher la somme convenue à telle caisse qui
sera désignée, soit un pouvoir en mon nom personnel pour
toucher cette même somme chez un banquier de Séville et la
remettre à M. Ocana. Enfin, quel que soit le mode de paiement
àdopté par M. le Ministre, il est évident que je n'obtiendrai la
signature de M. Ocana au bas de l'acte de vente qu'en échange
de la somme en espèces ou d'un billet équivalent. C'est-à-dire
que nous donnerons à M. Ocana le temps de se raviser peutêtre, de songer qu'il pourrait bien conclure quelquefois, soit avec
d'autres gouvernements, soit même avec le gouvernement françàis, mais plus tard, un marché plus avantageux : nous risquons
qu'il se dédise. Je crois que, dans toute affaire, mais surtout dans
celle-ci, il est nécessaire de battre le fer pendant qu'il est chaud .
Si vingt mille francs, ou même moins, devaient suffire à tenter
M. Ocoôa, il faudrait être prêt à les lui payer tout de suite.&gt;&gt;
Voici 1a fin de la lettre.
&lt;( Que M. le Ministre voie s'il peut mettre à ma disposition
une lettre de crédit de vingt n1.ille francs sur un banquier de
Séville. _Il va sans dire que, si je traite à un prix inférieur, je
n'userai pas du crédit qui me restera. Dans ces conditions, j'espère avoir la signature chez le banquier. Dès le lendemain, je quitterais Osuna, emportant les tables avec moi à Madrid. On aviserait ultérieurement pour le transport à Paris.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

373

« Vous voyez ce qui me manque pour agir. Je propose un
moyen. Si vous en connaissez un autre, je suis prêt à faire tout
ce qu'on me commandera. J'attends donc ici - Fonda de los
Embajadores - soit la lettre de crédit que je demande, soit des
instructions complètes auxquelles je n'aie qu'à me conformer. »
Toi, mon cher papJ, qui as toutes les pièces du dossier sous
les yeux, je recevrai volontiers tes conseils. Écris-moi aussi à la
Fonda de los Embajadores ou je serai encore probablement à
l'arrivée de ta lettre, ou bien on me la fera parvenir là ou je
serai.
Je ne vois pas d'inconvénient qu'on sache que je t'écris des
lettres personnelles, du moment que tu peux dire que c'est au
sujet d'affaires scientifiques que je ne veux dire à personne maintenant, pas même à M. Magnier.

XVI
Madrid, Fonda de los Embajadores, calle Victoria.
Dimanche 24 octobre 1875, midi et demi.

Mon cher papa,
Je crois, d'après ce que j'ai lu dans les journaux, que les communications, grâce aux revers des Carlistes, commencent à se
rétablir par la voie de terre de Irun et Bayonne. C'est ce qui
explique que les lettres ne mettent plus que trois jours de Madrid
à Paris et réciproquement. Si cette amélioration dure, comme il
y a tout lieu de l'espérer, on peut écrire et recevoir la réponse
en six jours de temps. Vous avez reçu à l'heure qu'il est toutes les
lettres que j'ai écrites, sans exèeption. Moi, de mon côté, puisque
vous n'avez pas adressé de lettres à l'Escurial i''ai recu aussi '
,
'
il y a certitude, - toutes les vôtres. Celle de papa, datée du r 9
au soir, est arrivée dans ma chambre hier samedi 23 à midi.

�374

CH. GRAUX

M. Léon Renier a eu l'amabilité de m'écrire une bien gentille
lettre; il n'est pas possible que cet excellent homme ne m'aime
pas un peu, lorsqu'il m'écrit en pareils termes. Sa lettre, datée
du 19 dans la matinée, m'est parvenue le vendredi 22, également
à midi . Enfin, pour que vous soyez tout à fait au courant de ma
correspondance, je n'ai pas eu d'autre lettre de Garbe depuis
celle ou il m'annonça son installation à Angers; je n'ai rien reçu
non plus d'autres, soit amis, soit collègues; rien de Bourget en
particulier, à qui je vous ai dit que j'écrivis de Cordoue; enfin
rien ... qu'une délicieuse lettre de six pages, avec une feuille de
fougère et une de trèfle. Je n'ai pas besoin de vous dire qu'elle
était de Mm• Wenck. Elle était presque tout entière en danois;
je l'ai, Dieu merci, parfaitement comprise, sans dictionnaire. On
y lit, en français, à votre intention : « Quand vous écrirez à vos
parents, vous leur direz mille amitiés de nous tous : je les aime
beaucoup. » J'ai retiré cette lettre le mercredi 20 courant : elle
attendait depuis deux jours. Engagé dans la lecture d'une petite
histoire de la littérature grecque faite par un Espagnol, je me
promis de ne pas répondre à Mme Wenck, et de ne pas vous écrire
à vous-mêmes, sinon en cas d'urgence, tant que je n'aurai pas vu
le bout de mon histoire. Je me suis _tenu parole. Hier soir, j'ai
tourné le dernier feuillet avant de m'endormir. Oh! maman,
sois tranquille ; en Espagne on ne connaît pas plus les rideaux de
lit que les bois de lit. Lits en fer, sommier et matelas; couvertures
ce qu'il en faut. Rien de plus, pour ne pas loger d'insectes, s'il
se peut. D'un antre côté, sois tranquille encore. Je me suis adjugé
deux chandeliers partout dès mon arrivée, et je ne travaille pas
en ne voyant qu'à moitié c1air. Je sais me donner ce que je veux:
d'autant que ça ne coûte pas plus cher, rien que la peine de le
demander ... en espagnol. Actuellement, je suis ballotté par deux
tendances contraires. Aller tout à l'heure aux taureaux, qui,
surtout ici à Madrid, m'intéressent énormément. Il y a un
enthousiasme indescriptible de la part des assistants à Madrid,
enthousiasme qui fait partie de la représentation. J'en ai été

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

375

témoin dimanche dernier, ayant pris une bonne place au milieu
des « chauds ,i, pour mes quarante sous. Je voudrais bien,
aujourd'hui encore, m'en donner pour deux: francs, car il n'y
aura plus, vu l'état avancé de la saison, qu'une course ou bien
deux. D'autre part, si je ne réponds pas à Mme Wenck cette aprèsmidi, je ne sais quand je trouverai le temps de le faire. Et songez
que le lendemain du jour où Wenck a reçu ma lettre~ elle répondait déjà pour lui et par avance! car, me dit-elle, il va m'écrire
aussi. Il se charge d'expédier mon vin à l'arrivée; il m'en parlera.
Cependant, je crois que j'irai aux taureaux:. Puis je voudrais
aussi aller, ce soir, voir Poliuto, de Donizetti, au Théâtre Royal.
Enfin, on verra à faire pour le mieux. En tout cas, voici les
adresses de Wenck: bureau, 93 rue des Marais-Saint- Martin;
Passy, I rue Largillière (ils ont déménagé en avril dernier).
Le mot que maman a joint à ta lettre de mardi dernier ni'a
fait extrêmement plaisir. On ne peut rien de plus raisonnal;&gt;le et
de plus gentil. Je savais bien que si, pour ne pas laisser mes
recherches incomplètes, il me fallait rester quelques jours encore
après la Noël, maman ne voudrait pas, en ce qui la concerne,
me faire perdre tout le fruit de quatre mois de recherches en précipitant mon retour. Car, pour sûr, si je n'ai pas le catalogue de
tous les manuscrits grecs non catalogués d'Espagne, je ne publierai pas un catalogue tronqué. Je garderai mes résultats pour moi,
et je dirai que c'est bien . Mais, Dieu merci! tout prospère.
Soixante-deux manuscrits, actuellement, sont déjà décrits. Au
point de vue bibliographique, j'obtiens, grâce à une méthode
sévère et précise, des résultats sûrs et inattendus. Toutes les
bibliothèques s'ouvrent ou s'ouvriront devant moi. J'irai cataloguer demain le manuscrit grec, unique de son espèce, qui se
meurt d'ennui, au milieu d'une société qui ne parle pas sa langue,
dans la bibliothèque des ducs d'Osuna '. Je viens de fournir des

r. Cf. Rapport, loc. cit., p.

202 et

Notices som.mafres, pp.

142-144.

�377

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

indicaùons sur six manuscrits qui appartinrent jadis à la Bibliothèque de San Isidro, au bibliothécaire en chef de cette bibliothèque, qui pleure leur fuite. Ça ne les lui rend pas; mais, au
moins, il sait qu'ils sont à la Bibliothèque de l'Académie de
!'Histoire '. Au surplus, ils y sont aussi bien que chez lui. J'ai fait
part à M. L. Renier du plan de campagne que j'ai formé ici sur
le terrain et que j'ai déjà commencé à mettre à exécution. Il
l'approuve pleinement. Hier, j' ai commencé le catalogue des
manuscrits grecs du Roi. Je suis, décidément, chargé de faire le
catalogue officiel de ses quarante-deux manuscrits grecs : chargé
par entente à l'amiable avec son bibliothécaire en chef,
s'entend 2.•
Vos santés sont bonnes; la mienne l'est aussi et l'a toujours été:
il n'y pas eu un moment de malaise dans les deux mois que je vais
bientôt avoir vécus hors de France. Que M. Cuel 3 se mette vite au
courant et que, le 1er janvier venu, il succède non pas seulement
en titre, mais en fait! c'est ce que je désire. Oh! que ça me
semblera bon de t'embrasser, mon cher papa, rentier! mieux que
cela ... arboriculteur et hortitraceur 4 ! Hein, qu'en dit-on? Mais
il faudra aussi venir faire du grec à Paris, ne serait-ce que pour
apprendre - dans les livres - comment les Grecs t:iillaient les
arbres. Va, c'est une étude à laquelle il faudra nous remettre souvent et longtemps, pour aboutir.
Et M. Magnier? Je ne lui écris toujours pas depuis ma singulière aventure du Pénitencier. Qu'en a-t-il dit? En avez-vous
causé ? Je ne puis pas faire comme cela, du jour au lendemain,

une grande découverte, pour avoir le plaisir de la lui annoncer, à
lui le premier de tous. C'est que, vois-tu, je n'ai jamais compté
là-dessus. Ce n'est pas dans l'ordre des choses prévues ni probables. Mais mon voyage est, comme tout ce que nous faisons à
!'École 1 , une étude modeste, sans tapages, sàns résultats immenses,
mais un peu utile au corps des travailleurs, faisant avancer d'un
petit pas la science. Je n'ai pas, je te l'avoue franchement, d'autre
ambiùon que cette petite-là: mais je suis et serai tenace pour la
satisfaire. Dis-lui bien, à M. Magnier, combien je l'embrasse. -En tout, j'ai déjà reçu quatre lettres de toi, deux de maman
seule, celle de maman-bon avec des lignes de toi, deux de Garbe.
Voilà le bilan de mes lettres de famille.
Je vais m'occuper de l'affaire des vins : 1° Priorato = vin de
Catalogne. Pourquoi je l'achète en Andalousie? C'est parce que
Carlos n'est pas à Barcelone. Mais, quoi que tu dises, je tiens
à t'en acheter. 2° Puisque tu le désires, on doublera la quantité
de !'andalous, du muscat (moscatel). Je me serai mal expliqué,
tu t'es embrouillé dans tous ces noms-là; ·mais il n'importe : tout
cela est, ou, plutôt, deviendra bon. Quant à ce qui concerne
M. Tournier 2, je verrai: ces jours-ci, j':iurai l'occasion d'y son-·
ger et de régler ces affaires. 3° Rien ne presse en ce qui concerne Wenck, puisque le bâtiment de Carlos ne devra arriver à
Rouen que fin novembre ou au commencement de décembre.
(Wenck n'est pas dans le Bottin, parce que sa maison
s'appelle Vieilleville et Ci•). Envoie des poires à Mm• Wenck:
elle le mérite bien, et bien d'autres choses encore, telles que des
oranges et des citrons d'Espagne, quand tu en recevras. Ses

I. Sur les ms. grecs conservés à l'Académie del'Histoiie, voir Rapport, loc. cit.,
pp. 200-201 et Notices sommaires, pp. 9- 18.
2. Cf. Rapport, loc. cit., pp. 197-198 et Notiu's sommaires, pp. 55-125.
3. Successeur de M. H. Graux en qualité de greffier du Tribunal civil de Vervins. H. G.
4. M. H. Graux avait tracé lui-même les allées du jardin de sa propri~té du
Pont-de-Pierre. H. G.
·

r. C'est-à-dire à !'École pratique des Hautes Études.
Ed. Tournier, directeur d'études à !'École pratique des Hautes Études,
maître de conférences à l'École normale supérieure, mort en 1899. Rappelons
que c'est M. Tournier qui a dirigé Ch. Graux vers l'étude de la paléographie
et de la philologie grecques. Voir E. Lavisse, dans Mélanges Gntux, p. xvm,
XXIII et XXIV.
2.

�enfants vont bien. Elle aurait droit, pas vrai? à toutes sortes de
bonheurs.
Je reviens encore aujourd'hui du Palais de Liria sans avoir
trouvé le duc de Huescar, le frère de la duchesse de Medinaceli.
J'ai laissé cette fois la lettre du baron Lambert et une carte. Je
tâcherai enfin de le pincer à la première occasion.
M. Léandre' sera servi : on lui rapportera de la rnoneda espanola.
Je lui fais des salutations bien amicales: il sait combien j'ai d'affection pour lui aussi, et je voudrais bien qu'il trouvât moyen que
mon voyage en Espagne lui procurât, d'une ou d'autre manière,
quelque agrément. Il y a beaucoup de livres et de collections de
géologie et de minéralogie en Espagne; mais je ne suis en rapport avec âme de naturaliste qui vive en Espagne.
Je suis sensible au souvenir de M. Chevrier", et lui renvoie
toutes sortes de civilités.
Quant au chapitre des finances, je me trouverai à la fin du
mois avoir mangé six ou sept cents francs du gouvernement, guère
plus, à ce qu'il me semble. Étant donné que mon-banquier de Paris a
ou aura : 1° 2.450 (y compris trois mois de traitement) du gouvernement; 2° que je pourrais bien obtenir un supplément assez
considérable, je suis d'avis qu'il n'y a pas lieu de s'inquiéter
actuellement de rien. Note que je vis largement, et que j'ai ici
bien plus de milliers [de] livres de rente qu'à Paris.
Le fait est que la duchesse de Montoro a ajouté, depuis quelque
temps déjà, à son nom « et de Medinaceli », et qu'elle se trouve
à Séville avec son jeune époux. J'ai été près d'eux, fort près,
dans le palais même ou ils habitent, je crois, sans le savoir. Je
lui ai envoyé, - il y a quelques jours de cela, - ses lettres avec
un mot d'excuse de les lui faire tenir si tard.
Il a fait presque toujours mauvais temps, et sale! depuis que

1.

2.

C'est-à-dire M. Papillon. H. G.
Magistrat du Tribunal civil de Vervins. H. G.

379

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

je suis installé ici à Madrid ; mais il ne fait pas froid, malgré le
vent qui so1,1ffl.e souvent et assez fort. Seulement dimanche dernier et aujourd'hui, il a fait et il fait vraiment beau.
Les sept manuscrits dont je vous ai parlé et qu'on a achetés
vingt francs en tout, je les ai catalogués et je n'en donnerais plus
vingt sous; séri~usement ils ne valent pas cher, et sont du ~iècle
dernier, des grecs modernes ' .
On vient de mettre dans ma chambre, pour la saison d'hiver,
un tapis d'aloès tout neuf. Cela me va.
C'est une providence que mes boutons d'habits ne partent pas
et que mes bottines ne s'usent pas.
Mes Estremaduriens resteront encore une dizaine de jours. Cela
me va, car le père, qui est causeur, cause avec moi; cela m'exerce.
J'ai été le même jour qu'eux à une représentation de « Marina n,
zarzuela ( = opéra-cornique) espagnole dont je vous recauserai.
Il y avait du vide près de leurs places; j'ai été m'installer près du
père. Cela a rompu la contrainte. Si mal que je parle, je parle, et
on peut causer tout de même.
Je me sauve aux taureaux pour voir l'entrée : c'est le plus
joli du spectacle, avec leurs costumes tout or et clinquant et
argent et étincelants.
Adieu. On vous embrasse bien fort.
Votre
Charlot.

Ces manuscrits appartenaient à M. Fernando Brieva y Salvatierra (Madrid,
Calle de las Huertas). Cf. Rapport, loc. cit., p. 202 et Notices sommaires,

1.

30,

PP· 1 39-142 ·

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CORRESPONDANCE

D'ESPAGNE

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XVI bis.
Madrid, Fonda de los Embajadores, calle de la Victoria.
Mercredi soir 2 7 octobre r 87 5.

chemin du xr• ou xu• siècle à la Bibliothèque du Palais du roi '.
Réponds-moi clairement sur ce que je te demande. Oh! je t'embrasse bien fort et bien impatiemment.
Ton
Charles.

Mon cher Paul,
Tu serais exposé quelquefois à ne pas m'écrire de si tôt: qui sait
si tu ne te dirais pas que je n'attends pas après tes lettres? Ce
raisonnement serait affreux, car les lettres que je reçois ·de la
famille et des rares amis qui sont encore pour moi la famille,
sont tout l'aliment ici de la faim d'affection que j'éprouve naturellement en Espagne comme en France. Depuis ta lettre du 6 de ce
mois, j'ai reçu trois lettres de chez nous, presqu'en entier de la
main de papa; c'est assez confortable. J'ai eu en outre, il y a
juste aujourd'hui huit jours, une longue lettre en danois de
Mm• Wenk, qui m'a fait bien heureux. Il m.e semble que ton
tour devrait bientôt revenir. Qu'en penses-tu? Malgré l'occupation que peuvent t'occasionner, - je me mets à ta place, - tes
nouvelles fonctions, je_ réponds, sans hésiter, pour toi,, que tu
penses que oui. Donc tu vas m'écrire sous peu.
Voici, outre mille choses que tu pourras bien avoir à me dire
et que je veux savoir, ce que tu me raconteras. Tu me feras une
leçon sur les (&lt; franges !?Olaires ». Je ne sais pas bien ce que c'est, et
je désire le savoir. Franies solaires pmdant les éclipses. Je ne tiens
pas à apprendre pour le moment comment on les observe, soit
pendant les éclipses, soit grâce aux procédés de M. Janssen en
temps ordinaire. Je voudrais bien savoir ce que c'est, ce qu'on
appelle de ce nom, si on les voit à l'œil nu pendant les éclipses,
si elles sont fort visibles. Car il me semble que je vois un passage
sur les franges solaires dans un traité d'astrologie en grec qui peutêtre est inédit, et que je trouve dans un beau manuscrit en par-

XVII
Madrid, Fonda Embajadores, 28 octobre.

Ma chère maman,
Il n'est encore que mercredi 27 à huit heures du soir; je date
de demain, parce que ce billet ne partira que demain à six heures
du soir. J'y. joins un autre billet que papa enverra à Garbe: j'ai
besoin qu'il me renseigne sur une question de physique. Papa,
en le lisant avant de le lui expédier, verra de quoi il s'agit. J'ai
fini par manquer les taureaux dimanche passé ; pour arriver après
l'entrée des banderillas, ce qu'il y a de plus charmant dans la
course, j'ai mieux aimé ne pas arriver du tout, J'ai fait un tour
sur la promenade, et rentrant chez moi j'ai écrit une lettre, assez
sérieuse et qui demandait du temps et du calme, à un bibliothécaire de Barcelone dont j'ai fait la connaissance sur mon chemin.
Il s'agit de me faire mettre sur la trace de manuscrits qui devraient
être à Valence, et qui, à ce qu'on m'a dit quand j'ai passé, ne
s'y trouveraient pas en réalité. J'ai passé la soirée d'avanthier lundi à écrire à W enck et à Mm• Wenck. Quand à celles
d'hier et de dimanche, je les ai employées au Théâtre Royal. J'ai assisté dimanche à une bonne représentation de Poliuto
Numéro 41 (ancien numéro 35). Décrit dans Notices sommaires, pp. 109Cf. Rapport, loc. cit., p. 211. Le texte auquel Ch . Graux fait allusion
a été publié par M. Albert Martin, sous le titre de Fragmeuts inédits de Lydus 1t~pl
ôwa11p.«wv recueillis par Cbarles Graux, dans Rl!'Vue de Philologie, XX (1896),
pp. 23-3 5. Ch. Graux reparle de ce texte dans les lettres XX et XXI.
1.

I JO.

!

1
1

!,

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

(= Pol yeucte) ou &lt;( les Martyrs », qui est une mauvaise pièce.
Les caractères si héroïquement tracés par Corneille sont
vulgaires, choquants et invraisemblables; l'action n'a plus ni queue
ni tête. La musique s'en est ressentie : c'est vraiment de la &lt;( blague 1&gt;
que de la musique pareille pour un tel sujet. Rigoletto, que j'ai
entendu hier, vaut un peu mieux; cependant c'est un essai digne
d'encouragement plutôt qu'un veritable grand opéra. Je suis puni
par où j'ai péché. Je m'étais dit : je suis habitué à n'admirer que
Meyerbeer et ce genre sérieux des Allemands ; peut-être fais- je
injustice à !'École italienne ? Aïda et Rigoletto de Verdi, Poliuto et
la Fa·vorite de Donize~ti m'ont rappelé durement à la foi. Aida
seule s'approche un peu du vrai genre dramatique; mais nous
sommes encore loin de compte cependant.
La semaine dernière, je ne sais plus quel jour, j'allai voir une
zarzuela d'un auteur espagnol très renommé, Arrieta. Marina
jouit ici d'une grande réputation. Il y a loin cependant de Marina
au Pré-aux-Clercs, à Mignon, au Domino noir. Pour légère, la
musique l'est : quand elle veut devenir sentimentale, elle n'y
réussit guère à mon sens. Le second acte s'ouvre sur des scènes
de marins ivres, y compris le capitaine qui est le jeune amoureux
de la pièce, scènes qui choqueraient la délicatesse française assurément; ce n'est guère de bon goût. Il y a deux choses remarquables dans le second acte; ce sont des couplets genre andalous,
avec accompagnement d'une dizaine de guitares et battements de
mains de tout le chœur féminin ; puis une havanera par laquelle
se termine la pièce. La havanera est une danse américaine, lente,
fortement marquée, avec mouvements de hanches des danseurs.
C'est un rythme caractéristique. J'en ai déjà entendu souvent.
Il y a des airs très réussis de cette d;mse-là. J'en rapporterai, pour
sûr. Les airs cle l'ivrogne ont été bissés. avec fureur. Bon! Mais
ne voilà- t-il pas que le chanteur reprend deux pages avant l'orchestre? Cela a duré quelques secondes comme cela; c'était du
joli! Le public ne s'èst pas ému. Le chef d'orchestre a fait arrê

ter, a donné ses ordres, et l'on a repris ensemble. Le public a
attendu patiemment sans protestations. 0 Espagne!
Je voudrais bien savoir si nous faisons ·du cidre '. TQut
va-t-il droit au greffe, et le dernier acte se passe-t-il sans que
personne revienne mettre des barres dans les roues ? Et M. Cuel
sera- t-il nommé sans difficulté ? et le prix ? Enfin, papa finira-t-il
sans contrariétés nouvelles? Il faudrait aussi que vous me parliez
un peu de vous. Ma c11ère maman, dis bien à tout le monde que
je les embrasse.

Ch. G.

XVII bis
Madrid, metcredi 27 octobre 75.

Personnelle
Mon cher papa,
Voici en résumé l'histoire d'Osuna.
M. Oco.i'ia découvrit trois fragments d'une loi en bronze, il y
a de cela quelques années. Que s'est-il passé? Un collectionneur
espagnol les a, et les a fait publier •. M. Ocoûa me dit qu'il les
leur prêta. et qu'ils les lui volèrent. Je crois cependant qu'ibs l'ont
indemnisé... mais en fixant le prix eux-mêmes. Ils, au pluriel,
parce que le collectionneur, ce sont deux frères.
M. Ocana découvre deux nouveaux fragm-ents.de la même loi.
Il s'adresse alors aux Musées étrangers, écrit au British Museum,
au Musée de Berlin, au Louvre, en envoyant à chacun un estampage (ou empreinte) d'une petite partie. De Berlin, et sans doute
aussi de Londres) on lui répond qu'on veut savoir quoi acheter,.
r. A la propriété du Pont-de-Pierre. H. G.
Voy. R. de Berlanga, Losbro11ces de Osuna, Malaga, 1873, in-8 .

2.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

et on lui demande d'envoyer un estampage de l'inscription entière.
Lui, craignant qu'on ne fasse la publication sur l'estampage, ce
qui - c'est évident - déprécierait ses tables, s'y refuse absolument. Il ne m'a pas permis, à moi non plus, d'envoyer à Paris ni
une copie, ni un estampage. Mais il m'a permis d'en prendre une
copie chez. lui, p&lt;;mr étudier plus à mon aise l'inscription chez.. lui.
Ma copie est restée dans sa maison. Il est vrai que j'ai envoyé à
Paris un double des deux tiers de ma copie, sans qu'il s'en soit
douté. Il me paraît certain que personne que moi n'a encore copié
l'inscription, à moins qu'il n'y ait eu du nouveau depuis mon
passage. On verra bien.
Des garanties que les clauses de l'acte de vente seront fidèlement exécutées par M. Ocofia, cela me fait l'effet qu'on n'en
aura que de morales. En tout cas, cela ne me regardera pas. Je
viens de recevoir la réponse suivante du Ministre.
« Monsieur, j'ai reçu les deux dépêches que vous avez bien
voulu m'adresser les r 6 et r7 octobre, et j'ai immédiatement saisi
la Commission des propositions qui y sont contenues relativement aux tables d'Osuna. D'après l'avis de la Commission, j'ai
décidé que la somme de vingt mille francs, destinée à payer en tout
ou en partie l'achat &lt;lesdites tables, sera immédiatement adressée
à !'Ambassadeur de France à Madrid . Lorsque vous aurez traité,
M. Ocoùa devra faire tran~porter les tables à !'Ambassade à ses
risques et périls. C'est contre cette livraison que M. !'Ambassadeur
paiera à M. Ocana le prix convenu, après toutefois qu'aura été
dressé, à l' Ambassade même, l'acte de vente aux conditions
énoncées dans ma lettre du 9 octobre.
« Une fois les tables déposées dans le Palais de !'Ambassade, il
sera avisé sur les moyens du transport; mais vous aurez soin,
avant toutes choses, de prendre deux estampages des tables, que
vous voudrez bien m'adresser immédiatement.»
Je reviens de l'Ambassade. Sitôt qu'ils auront reçu la somme,
probablement sous la forme d'un ordre de tirer sur un banquier,
il est entendu qu'on m'en avisera à mon hôtel. Je partirai le jour

même ou le lendemain; Cep~ndant il se peut qu'ils ne reçoivent
rien avant l'arrivée de la valise du 9 novembre, ce qui me ferait
renouveler encore un petit bail à Madrid, avant de me rembarquer
pour la bonne Andalousie.
Si nous parvenons à tomber d'accord avec M. Ocofia, qui est
un bon paysan, très fin, intelligent et bmteux, je ne le lâche plus;
je l'emmène avec moi à Madrid, et le fer sera battu bien chaud. Si
je ne réussis pas, je me donnerai sans doute un jour de bon
temps à Séville pour me consoler. Désormais, le succès de l'affaire
dépend un peu de moi et beaucoup de lui. Je vogue gaiement
sur cette mer, un peu nouvelle pour moi : pourquoi non, quand
on a, comme tu dis, le vent en poupe?
Garde, bien entendu, ce nouveau billet pour toi seul, comme
tu as gardé les deux précédents '. Je vais écrire maintenant quelques
mots pour tout le monde.
Il faudra toujours, jusqu'à ce que le dénouement de cette
affaire m'ait permis d'arrêter définitivement mon itinéraire ultérieur et que je vous l'aie fait connaître, m'écrire ici à la Fonda.
Je t'embrasse bien joyeusement.
Ton
Charles.

XVIII
Madrid, 5 novembre, 5 h.

1/ 2

du soir.

Mes chers parents,
, Vite, quatre paroles avant de dîner, car voilà plus de huit
jours que je n'ai rien mis à- la poste pour vous.
1. Les lettres adressées personnellement à M. H. Graux lui parvenaient non
pas à son domicile, mais au greffe du Tribunal civil. H. G.

Rwue hispa11iqt1t . xm.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Je viens de recevoir la lettre de papa, datée de la Toussaint.
Merci à mon oncle de son bon souvenir. Mais j'ai des comptes
à régler avec toi, ma chère maman. Qu'est-ce qui t'a dit que je
voulais de toi ici? Renfonce bien vite ce diable-là dans sa boîte .
Tu n'as pas besoin de visiter l'Espagne, puisque tu n'es pas
curieuse ni voyageuse. Tu t'ennuierais, et tu me gênerais
joliment. Ne va pas confondre avec de l'ennui ce sentiment que
j'éprouve sans cesse ici, que la France l'emporte en tout sur l'Espagne. Ce voyage que je fais me fait aimer mon pays, meiUeur,
moins imparfait; mais jamais je n'ai mené une existence plus
active, plus agrémentée de mille choses nouvelles chaque jour. La
santé est, comme elle a toujours été, excellente. Bonne nourriture,
bons voisins de table, bon sommeil, bons manuscrits, du théâtre
quand j'en veux, et je n'ai pas le temps de me retourner ... ni,
par suite, de m'ennuyer. Dimanche, j'allai en soirée chez la
comtesse de Montijo; nous causâmes seuls peut-être vingt ou
vingt-cinq minutes. La jeune duchesse de Medinaceli lui a écrit
de Séville de me rendre agréable la vie de Madrid, puisqu'ellemême, absente, ne le pouvait pas faire . La maison de .Montijo
m'est ouverte tous les soirs; j'irai de temps en temps. J'ai revu
lundi soir le duc de Sesto chez lui; j'avais à lui demander de m'ouvrir une porte particulière : une vieille comtesse folle, une
forteresse à attaquer; il y a peut-être des manuscrits derrière les
murs; mais personne ne peut forcer l'entrée 1 •
Je n'ai le temps de répondre ni à la lettre de papa du 28
octobre, ni à celle du r er novembre; j'en accuse seulement
réception.
J'ai acheté un superbe manteau espagnol. On me fait trois
chemises que j'ai essayées hier.
1. Plus loin (lettre XXIII), Ch. Graux rectifie ce qualificatif de folle, qu'il
appliquait ici à la comtesse de Campo-Alange. Disons tout de suite qu'il n'a point
travaillé dan s lâbib1iothéquedecettecomtesse. ayant« acquis la certitude morale»
qu'il ne devait pas y avoir de manuscrits grecs. Cf. Rapport, Loc. cit., p . 189
et 190.

J'allai avant- hier soir entendre les Huguenots.
Je reviens de !'Ambassade; on se charge de faire parvenir à la
Bibliothèque Nationale de Paris un incunable grec et un manuscrit grec que je viens d'acquérir, après m'en être entendu par
lettre avec M. Delisle ', pour notre Bibliothèque. J'ai payé quatrevingt-quatre francs vingt (français); j'avais la latitude de monter
jusqu'à cent trente francs 2 •
Je me suis souhaité ma fête en allant aux Huguenots, comme
je viens de vous le dire; je me suis aperçu de la St Charles le
lendemain. La poste a eu du retard, et maman arrive tard, mais
c'est tout aussi bon.
Je vous écrirai quand j'en trouverai le moment. Je vous
embrasse tous bien fort .
Votre
Charlito.

XIX
Madrid, le 7 novembte 1875.

Mon cher papa,
Hier je me suis contenté de donner signe de vie : j'avais peur
de donner à maman un prétexte pour se tracasser, en tardant
plus longtemps. Aujourd'hui et demain je vais travailler à ma
correspondance, et tâcher, en la mettant au courant, de vous
associer un peu à ma vie de ces huit ou dix derniers jours. Elle
est intéressante, la vie que je mène, ... pour moi du moins. Vous
r. M. Léopâ1d Delisle, membre de l'Institut, administrateur de la Bibliothèque nationale.
2. li est de nouveau question de l'achat dt! ce manuscrit et de cet incunable
dans la lettre XIX. L'incunable était un exemplaire de la grammaire grecque
de C. Lascaris. Cf. Rapport, loc. cit., p. 188, n. 1.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

devrez aimer à la suivre, quoique, de loin comme vous êtes,
vous ne l'aperceviez jamais que confusément.
D'abord, pour nous entendre sur les dates, aujourd'hu,i, c'est
samedi soir, et j'ai mis en tête le 7 novembre parce que ce mot
ne panira de Madrid que demain soir. De l'hôtel, on porte les
lettres à la poste à six heures et demie du soir, une demi- heure avant
la levée de la grande poste . Cela soit dit pour que vous vous guidiez
à coup sûr dans le compte des jours, quand vous recevrez mes
lettres. Il ne faut, du reste, jamais vous impatienter. Tel jour le
courrier fera son service en trois fois vingt- quatre heures, et le
courrier du lendemain mettra deux fois plus de temps. On dépend
encore de la mer, à ce que je crois.
J'ai dù, l'autre jour, renouYeler la provision de papier que
j'avais apportée avec moi de Paris, car j'en ai déjà usé passablement. On vend surtout ici du papier a la main; je me suis rangé
à la coutume du pays . Pour te mieux renseigner sur cette opération, je me suis plié une feuille en un petit cahier de papier
in-quarto, et j'ai voulµ que la présente épitre te serv1t d"échantillon . Quant au µiix (le papier, et, par suite, les livres, coûtent
cher ici) treize francs cinquante la rame: même format que celui de
France. Et d'une, mon cher papa. J'aurai tout un chapelet à égrener
de cette fois, si j'ai le temps.
Puisque j'en suis sur le chapitre des acquisitions; je me suis
donc payé une c.apa, c'est-à- dire un manteau espagnol. Comme
c'est une chose qui doit durer des années, je l'ai choisi de la
meilleure qualité possible. Je suis déjà sorti deux fois avec, le
soir, et je commence à en saisir le maniement; car ce n'est pas
tout d' &lt;&lt; avoir &gt;&gt; une capa : c'est comme un châle, il faut savoir
Ja porte_r . Tu verras que la capa a ses commodités. Cela vous
couvre le visage jusqu'aux yeux, si l'on veut se garantir du vent,
car l'Espagnol est frileux. Cela m'amusera de faire le frileux
comme eux et de &lt;c mucher mein nez sous n,1ein mentieu &gt;&gt; ' .

Je vous parlai aussi de chemises . Je commis, en effet, la faute
de n'emporter avec moi que quatre chemises blanches. Je comptais que les chemises de couleur feraient ordinairement le service·
mais ici à Madrid les visites sont fréquentes, et si les soirées se'
mettent de la partie, cela fera danser le tiroir à chemises. Je me
suis adressé à un chemisier qu'on m'a recommandé, tout près
d'ici. J'ai demandé trois chemises sans reproche. Une première
fois, le col n'était pas convenable; on les a retouchées. Une
seconde fois, le col étant parfait , elles ne posaient pas exactement, loin de là. On vient de me les rapporter. J'en ai accepté
deux, dont l'une va très bien et l'autre très suffisamment. Col,
devant et poignets en toile, le reste en percale. Bonne qualité,
mais quinze francs pièce. Le prix convenu d'avance me donnait
le droit d'être exigeant. S'ils veulent rendre parfaite la troisième,
je consentirai à l'essayer e.ncore une fois : il est entendu que c'est
eux que cela regarde . Si vous trouvez que je ne me tire pas bien
d'affaire dans un pays dont j'ignorais le langage il y a deux mois,
à votre tour c'est vous qui serez difficiles.
Mon dictionnaire espagnol et français m'est revenu hier soir
de la reliure. Je l'avais commandée minutieusement. Le relieur
m'a satisfait de tous points. Toile pleine, bonne couture, s'ouvrant parfaitement. Ici, j'économise, au contraire de tout le reste,
sur Paris : je gagne environ un franc par volume (il y en a
quatre).
Je n'ai malheureusement guère le temps d'étudier la lanoue.
J,a1. ac heté, 1·1 y a un mois, une petite grammaire, dont je bn'ai
pa, encore lu la cinquième page. Au surplus, au point de vue
esthétique, la prononciation espagnole ne me satisfait point; elle
a pour mon oreille quelques sons fades et efféminés. La langue
me paraît du français démarqué. Il est vrai que ce n'est q ue du
latin démarqué, ainsi que le français; mais il n'y a rien d'étonnant qu'aimant extrêmement notre façon française d'avoir
démarqué le latin, la façon castillane ne me plaise point.
On se réunit le soir chez le libraire _Murillo, comme à Vervins,

r. Patois de Bernot (Aisne, arrendissement de Vervins), village na~al de
M. H. Graux. H .. G.

�39o

CH. GRAUX

par exemple, on allait cher M. Blanquinque 1 (auquel un souvenir
n'est-ce pas, à l'occasion?) D. José Sancho Rayon, un ami du
bibliothécaire du palais, M. Zarco, ledit bibliothécaire, toujours
si charmant pour moi, M. Fabié, du Ministère de Hacienda
(Finances), des membres de l'Aihénée, des amateurs qui aiment
la science : voilà le personnel qui vient de huit à onze, le soir,
voir les livres nouveaux et surtout faire b causette chez Murillo,
lequel est instruit (il sait des langues) et fort aimable, un homme
tout complaisance. J'y vais quelquefois le soir; il y a toujours
quatre ou cinq personnes qui causent, et je les écoute, ou je
prends une petite part à la conversation. J'obtiens des renseignements. D. José, déjà nommé, extérieur assez original et peu
soigné, plein d'obligeance. Il était autrefois le bibliothécaire du
Palais d'Osuna ; il m'a mené à son ancienne bibliothèque où j'ai
trouvé un manuscrit grec du x111• siècle. Il va faire lui-même
pour Morel-Fatio une collation que je lui avnis demandé de faire
faire.
Ce matin, ïai fait emballer par Murillo un manuscrit grec du
xv• siècle et un incunable grec, imprimé à Milan en 1476, que,
après en avoir conféré par lettre avec M. Léop. Delisle, j'ai
acheté pour le compte de la Bibliothèque de la rue Richelieu:
quatre-vingts francs d'Espagne 2 • L' Ambassade se charge de le faire
passer à la B. N.
Je vous ai suffisamment parlé des Hnguenots dans le billet
d'hier. J'ajouterai seulement, pour ne pas l'oublier moi-même,
que le petit ténor Stagno, que j'avais déjà entendu dans la Favorite,
n'a guère de voix, mais qu'il sait fort bien chanter : je ne hii
reproche qu'un grupetto de trop dans &lt;&lt; Plus blanche que &gt;J. La
Pozzoni est tragédienne, en même temps qu'excellente chanteuse.
Elle a eu quelques cris, des notes de douleur ou de passion qu'on
entend rarement sur la scène. Mais pourquoj leschœurs chantaientL
2.

Pharmacien à Vervins. H. G.
Cf. ci-dessus lettre XVIII.

CORRESPONDANCE D'ESPAG~E

391

ils faux? Pourquoi. Marcel a-t-il une voix indistincte ? - On
n'entendait pas la tonalité. Pourquoi me-t-on Raoul d'un
coup de fusil quand, enfin, il se décide à sauter par la fenêtre?
(Stagno a sa!..lté vraiment par acquit de conscience : il n'a p:ts
l'âme du tragédien dans les jambes). Valentine ne devient pas
veuve, ne se fait pas protestante par ·amour, ne meurt pas, et
surtout ne chante pas avec Raoul et Marcel le trio de la mort. Je
n'étais pas content. On n'est pas exigeant en Espagne : je n'y
vois rien qui soit tout à fait bien, tout à fait comme il doit être.
C'est de cela que je me plains. Maman y voit à tort de l'ennui.
Non, ce n'est pas cela; mais je sens que j'aime mieux ma France,
oh gué! j'aime mieux ma France!
J'ai été trouver le duc de Sesto l'autre jour, au soir: H était en
train de jouer au billard à quatre. Noblesse oblig~, . je le _veux;
mais je ne voudrais pas être duc de Sesto et favon du roi pour
jouer au billard à quarre. On peut bien jouer à deux, peut-être, ...
sur son. propre billard. Je ne lui en ai pas moins demandé . ~e
s'informer auprès de M. Canovas del Castillo si l'on ne pourrait
pas pénétrer dans les livres de la comtesse Campo-Alange '. Il se
montre très aimable pour moi.
Je vous en ai dit assez de la soirée chez la mèr~ de l'.1mpér~trice pour que vous compreniez que j'y retournerai _ces 1ours-c1.
C'est un plaisir qui coûtera seulement quelques. paires de gants
· pas flatteur d' user ces patres
. de gants- 1·a.~
blancs : mais ne sera-t-11
J'ai terminé cette après-midi la description des manuscrits grecs
du roi: il en possède définitivement trente-neuf 2 • Nous les ran~erons la semaine prochaine avec son bibliothécaire dans une arm01re

1. Cf. ci-dessus lettre XVIII.
Ultérieurement, Cb. Graux a découvert d'autres mss. grecs à la Bibliothèque du Palais; danssonRapport,lcc. cit.,pp. 188et 197, ild_onnele cb~ffre de
quarante-deux. M. Alb. Manin a retrouvé dans le même établissement ?1x mss.
nouveau:x, ce qui porte à _cinquante-deu:x le nombre des mss. décnts dans
Notices sommaires, pp. 55-12 5 .
2.

�392

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

à par~; nous ~eur collerons des numéros nouveaux, et je me charge
de faire ensmte sur les notes que j'ai prises et dans mes moments
perdus, chez moi, les fiches qui représenteront au catalooue lesdits
trente-neuf manuscrits. Il y en a trois ou quatre en ;archemin
d~ns ce nombre qui sont fort intéressants à mon point de vue. J'y
ai trouvé aussi un mauvais manuscrit de mon traité de Philon
( c'est le second que je découvre et le quatrième que je rencontre
en Espagne) : il était caché sous un faux nez, j'ai voulu dire un
faux titre 1 •
Et les vins? Malheureusement, la commande de mon oncle
arrive après le départ du vaisseau; il est absolument trop tard.
J'a~ais peur qu'il n'arrive ainsi quelque commande trop tardive.
Mais que mon cher oncle se console ; sauf le Xeres qui coûte
fort cher, les vins d'Espagne sont loin de valoir nos vins
français, bien loin de les valoir. C'est par curiosité plutôt qu'autrement que j'en expédie à papa.
Arriveront au Hâvre, sans doute vers la fin du mois : 1° une
arrobe de Xerez; 2° id. de Priorato; 3° trois arrobes de Muscat
(ou moscatel, en espagnol); 4° une caisse d'oranges et citrons.
Pour commencer par la fin, je n'étais pas libre de commander
tant d'oranges et tant de citrons. Je ne pouvais pas imposer tant
de détails à Carlos Bouisset, tout obligeant qu'il soit. Cela s'expédie à la caisse. La caisse a une grandeur constante; on l'emplit.
Il tient ce qu'il tient: plus ou moins, selon que, l'année où l'on
s~ trouve, les fruits ont moins ou plus grossi. Le partage est bien
sunple. Deux cents fruits à la famille Bourget; cent à Mm• Wenck
. .
.
'
qU1 aime pass10nnément les oranges et qui ne devra pas mépriser

I. Cf. ci-dessous lettre XX . Les quatre mss. en question sont: Madrid
Bibliothèque Nationale, 0.42; Bibliothèque de S. M., no 36; Escurial 4&gt;-II-2;
et .Q. IV-10 (ou î-Ill-r 1). Rappelons que Ch. Graux a publié, en collaboration
avec M. A. de Rochas d'Aiglun, dans la R~ ue de Philologie, 1879, pp. 91-151,
Je traité sur les Fortificatimis, de Philon de Byzance. (Réimprimé dans
Ch. Graux, Les Textes grecs, Paris, Vieweg, 1886, in-80, pp. 153-227).

,

393

mes citrons. Voilà le minimum, n'est-ce pas, pour ces deux
familles. S'il y a quatre cents fruits, tu viendras bien à bout d'employer et distribuer le reste à Vervins. S'il y en a cinq cents,
c'est qu'ils seront plus petits : augmente alors hardiment les
minima ci-dessus. Si les choses vont bien, Mm• Wenck aura ses
oranges pour la Noël, sa grande fête, à laquelle elle m'invite tant.
Elle va avoir pendant trois ou quatre mois, - et peut-être estil déjà arrivé, - l'un des frères de Wenck, qui est un jeune
officier, de mon âge.
Mettons que le bateau à voiles, qui vient de partir de Cadix
avec notre petite cargaison, arrive dans quinze jours à Rouen. Le
correspondant rouennais de Carlos t'avisera de l'arrivée en te
priant de faire retirer chez lui l'envoi, contre remboursement de
tous les frais (prix d'achat compris) faits jusqu'alors. Toi, tu
préviendras Wenck, qui, - il ne me l'a pas encore écrit, mais
le mot de Mm• Wenck suffit, - se chargera du reste. Je lui
écrirai de diriger sur Paris deux des trois ai-robes de Muscat, d'en
faire déposer une chez M. Tournier directement (M. Tournier
sera prévenu) et l'autre à ma cave, de diriger le reste sur Vervins,
livrable en gare, comme tu demandes. Voilà toute l'histoire. Mon
supplément de commande a été fait à temps; j'ai reçu une lettre
de Carlos qui m'a dit que les premiers barils étaient déjà embarqués, et qu'il aurait soin d'envoyer les deux autres avant le
départ du navire, lequel départ devait avoir lieu vers le 2 ou le
3 novembre. Je crois que s'il n'y avait pas au monde d'affaires
plus compliquées, on sortirait aisément de tout à son honneur.
Il y a dans les journaux d'Espagne, chaque jour, une place
réservée au culte. J'y ai lu, le 4 courant, l'histoire sommaire de
S1 Charles Borromée. On y voit les heures d'adoration perpétuelle dans chaque église, l~s conditions de jubilés ou d'indulgences à gagner, etc. A la suite viennent défiler devant les yeux
du lecteur les annonces des divers spectacles.
Cinq ou six pièces de cidre, ce sera honnête, vu le peu de

�395

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

-pommes que j'avais vues sur les arbres du grand clos 1 • Tu sais que
ma provision de cidre en bouteilles, à Paris, n'a pas été à moitié
épuisée cette année. Donc je suis muni d'avance pour celle qui
vient, et tu n'as à te préoccuper de rien de ce côté.
Je n'en suis pas, vis-à-vis de M. Lavisse, sur le pied de la
déférence; mais c'était bien aussi mon intention de lui écrire
ces jours-ci. Si j'ai reculé jusqu'à présent, c'est que· je veux lui
parler de l'effet produit par ses bonnes recommandations; or
l'effet se produit; il y a encore lieu d'attendre. Quant à mon
oncle André •, je lui écrirai, je crois, directement : qu'il reçoive
une lettre chargée de timbres espagnols I Ce sera encore bien
mieux que comme tu dis, ma chère r;naman. A l'occasion, quand
l'un de vous rencontrera le bon M. Jouvelier i, dites-lui que je
viens de recevoir une lettre de Lucien\ en bon espagnol. Il ne
manquera pas d'en parler à son tour en écrivant aux Tricot. Cela
me dispensera de répondre tout de suite à Lucien.
Mes Estrémadurien et -riennes s'en vont demain soir à Almendralejo, près de Mérida, leur pays. Tout le monde leur exprime
ses regrets, chacun à sa façon. Nous sommes presque voisins de
chambre, sur le même corridor, au second. Tout à l'heure, en
montant, je leur ai dit : « Pourquoi partez-vous si tôt ? Je crois,
pour mà part~ que, quand vous serez partis, je partirai aussi, je
ne sais où, mais je partirai, de pur regret (no sé donde, pero me
marcharé tarnbien, de puro sentimiento ). » Ma phrase a marché
toute seule, car je fais des progrès en espagnol. Cela leur a fait
un plaisir ... 1 Ce sont vraiment de bonnes gens, bien simples. Ils

prennent tout, du reste, pour de l'argent comptant. Bonsoir, mon
cher papa et ma chère maman. Bonsoir à tous les nôtres.

394

r. Le grand clos dont il est parlé ici faisait partie de la propriété du Pont-de.
Pierre. H. G.
2. Oncle de M. H. ·Graux et, par conséquent, grand-oncle de Charles Graux,
H. G.
3. Ancien négociant, habitant à Vervins, grand-père de M. Lucien Tricot.
H. G.
.
4- M. Lucien Tricot (cf. ci-dessus lettre VIII.) avait réside en Espagne avant
d'entreprendre ses études de droit. H. G.

Dimanche 7.

J'ai été voir ce matin D. Rodrigo de los Rios, mon jeune
arabisant de Grenade, si vous vous rappelez. 11 vient de me
prêter des numéros de la « Revue d'Espagne &gt;&gt; ou il es~ question
de grec . Il écrit dans la c&lt; Revue de l'Université )&gt;; d'accord
avec mes collègues de Paris, je viens de lui demander de proposer à l'administrateur de cette revue espagnole, - il y écrit
quelquefois, - d'échanger leur revue contre la Reuue critique.
L'idée lui plaît : nous verrons si elle prendra.
En même temps qu'une messe basse, j'ai entendu une moitié
de grand'messe à la paroisse S' Louis. Il y a eu de la musique
fuguée, chantée par quatre voix seulement sans doubler les parties,
avec accompagnement d'orgues. Quelquefois aussi la harpe s'en
est mêlée. J'ai entendu à l'élévation un duo d'harpe et orgues;
c'est dommage que le motif ait été emprunté à un opéra italien.
J'entends ordinairement de bonne musique religieuse jouée par
un bon organiste dans cette petite église-là. J'ai été, après déjeuner, passer deux heures au musée de peinture; j'y retournerai
plusieurs fois.
Ci-inclus, un billet que vous enverrez à M. Bourget' et qui doit
servir d'introducteur à un envoi de poires 2 : Ne te semble-t-il pas,
mon cher papa, que ça puisse aller comme cela?
Enfin, tout étant dit et tout étant réglé, six heures étant sur le
point de sonner, il ne me reste plus qu'à t'embrasser, mon cher
papa, id. maman, id. tous mes grands-parents et mon oncle;
puis, je ferme.
Ton fils,
CH. GRAUX.

Fini le dimanche 7 novembre, à 6 h. moins un quart.
1. M. Bourget, père de M. Paul Bourget, était alors directeur de l'Ècole
Sainte-Barbe. H. G.
2. C'est-à-dire de poires du jardin du Pont-de-Pierre. H. G.

�CH . GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

3° Un certain nombre de déclamations du rhéteur Choricius

XX
Madrid, le

10

novt:mbre 1875.

Mon cher Monsieur le Curé,
Vous n'êtes pas sans nouvelles récentes de moi: on a dû, si
1~ poste a marché régulièrement, recevoir une lettre de moi il y
a trois jours et un billet écrit à la hâte deux jours auparavant.
J'ai oublié, je crois, de les numéroter respectivement XVIII et
XIX. Pour que tout soit en ordre, papa le fera à ma place. Mais
j'ai aujourd'hui à recourir à vos bons offices; j'en profiterai pour
vous dire aussi exactement que possible ou j'en suts de mes
affaires et scientifiques et de la vie réelle.
Comme inédit, voici ce que j'ai actuellement sous la main :
1° Un traité d'astrologie d'une dizaine de pages, qui me paraît
valoir la peine d'être copié; il y est question des franges colorées
que l'on aperçoit autour du soleil pendant les éclipses, des pronostics que l'on peut tirer pour la journée du lendemain de l'aspect
du ciel au moment du coucher du soleil, etc. C'est dire que ce
ne sont pas seulement des contes bleus. J'ai trouvé cela au Palais,
dans un beau manuscrit en parchemin du XII' siècle c'est-à-dire
'
'
d,excellente époque '.
2° Un lexique grec, incomplet, contenant de bonnes choses,
qui doit être inédit d'après des renseignements que vient de
m'envoyer M. Tournier en réponse à une récente lettre de moi.
Ce lexique est dans un laid manuscrit du xv1• siècle, à l'Académie de !'Histoire. Je ne sais si je le copierai : je pense que je [leJlaisserai faute de temps•.

Cf. ci-dessus lettre X VI bis.
Académie de !'Histoire, Est.
maires, pp. 10-1 r.
1.

2.

II,

gr.

397

2•,

n° 37. Décrit dans Notices som-

(v1• siècle après J.- C.) J'en copierai sans doute deux. (Il est fait
allusion à la trempe de l'acier au commencement de l'une d'elles .)
Manuscrit du xm• siècle, à la Bibliothèque Nationale'.
4° Quatre ou cinq pages de St Basile, si tant est qu'elles soient
inédites : manuscrit en parchemin, du xrve siècle, de même à
la Nationale 2 •
5° Une lettre d'Harpocration (l'auteur de l'excellent lexique
des orateurs attiques) à un Empereur. (On ne sait pas à quelle
époque il vivait.) Quelques pages 3 •
Si je voulais, il y a bien d'autres choses inédites, à Madrid
comme à Paris, comme partout; mais je ne veux m'attacher
qu'à l'inédit intéressant. J'ai, en effet, d'autre besogne sur les
bras, puisque je veux dresser un catalogue, sommaire, cela va
sans dire, de tous les manuscrits grecs d'Espagne encore inconnus des savants. Ce travail avance rapidement. L'Archivo, l' Académie de !'Histoire, le Palais sont désormais réglés: ils m'ont
donné en tout, en y ajoutant quelques petits apports venus de
côté et d'autre, quatre- vingt dix- huit manuscrits. De plu&amp;, des
cent vingt-quatre, non catalogués encore, de la Bibliothèque
Nationale, j'ai la description de quarante-quatre. Total : cent
quarante-deux, c'est-à-dire que je suis à moitié chemin. Or,
notez que pendant la première période de ma mission, - en
Andalousie, - je ne trouvai pour ainsi dire rien.
Enfin, j'ai envoyé à Paris et à Breslau quelques renseignements ou bouts de collations qu'on m'avait demandés. J'ai corn1. Bibliothèque Nationale de Madrid, N. JOI. Cf. Rapport, loc. cit., p. 2 II.
Ch. Graux a publié de Chorikios l'Éloge dtt duc Aratios et dtt gouverneur Stéphanos et !'Apologie d~s Mimes dans la Rr:uuede Philologie, 1877, pp. 55-85 et 209247. (Réimprimés dans Les Textes Grecs, pp. 1-34 et 35-77.)
2. Bibliothèque Nationale de Madrid, O. 93. Voir ci-dessous lettre XXIII.
3. Bibliothèque Nationale de Madrid, N. no . Cf. Rapport, loc. cit., p. 211.
Voir la Lettre à 11n empereu1· dans R1nme de Philologie, 1878, pp. 65-77. (Réimprimét! dans Lfs Textes Grecs, pp. 99-u4.)

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

mencé les collations pour mes travaux personnels. J'ai maintenant q1iatre Philon, ici, autour de moi, tant à Madrid qu'à l'Escurial'. En résumé, la besogne ne manque pas; mais, grâce à Dieu,
rien ne manque, ni le courage, ni les for.:es, ni le temps, ni la
patience, une vertu dans la pratique de laquelle je m'imao-ine
faire des progrès dans ce pays de lambins.
:::,
Je viens d'achever la lecture d'un livre espagnol sur les orateurs grecs. Un dimanche, j'en écrirai une critique pour la
Re:uue. Ça n'est pas fort, mais c'est déjà quelque chose de louable
que de s'être risqué à imprimer, en Espagne, un livre sur une
pareille matière. Il va sans dire que je n' cc éreinterai » pas•.
Je remue ciel et terre pour obtenir une petite permission qui
coûterait bien peu à m'accorder, à la Bibliothèque ationale.
Après avoir vu le chef, M. Rosell, qui m'accueille toujours très
amicalement du reste, mais qui, dans le cas présent, est dur à la
détente, je suis allé demander au Directeur de l'instruction
publique, M. Maldonado Macanaz, - avec qui, lui ayant été tout
particulièrement recommandé par le comte de ava (le neveu de
la comtesse de Montijo), je suis très à l'aise, - de dire un mot
à M. Rosell pour l'aider à dire « oui ». ·11 m'a promis de lui
écrire sur-le-champ. Ceci se passait hier: j'attends l'effet. En
sortant du Ministère de l'instruction publique, j'allai à celui des
Finances revoir M. Fabié, que je n~avais pas eu le temps de chercher depuis une quinzaine environ . De son côté, il a dû envoyer
à M. Rosel! une lettre dans le même sens que celle de M. Maldonado. Ce sera une rude Seo de Urgel que M. Rosell, s'il
résiste longtemps.
, Je suis retourné dimanche passer la ~oirée chez la comtesse de
Montijo. Je vais y aller souvent. J'y ai fait la connaissance d'un
1. Cf. ci-dessus lettre XIX.
2. li s'agit du livre de Arcadio Roda, Los oradorc:s griegos, Madrid, 1874, in-12.
Voir Re1.111e cdtique, 12 août 1876. (Réimprimé dans Notices bibliographiques,
pp. 27-28).

399

homme d'État, M. Valera, poète fort bon, dit-on, et qui sait
le grec, l'ancien et le moderne', -il a fait, de l'un et de l'autre, des
traductions en vers espagnols, - celle aussi du chargé d'affaires
d'Autriche, haut de six pieds et quelques pouces. Il doit s'appeler
Alt Graf de Salm-Reifersheidt, et· ;i appris à lire le grec tout
seul, il y a quelques années, pour se distraire. Il est venu,
dimanche dernier, vingt-cinq ou trente personnes, dames, senoritas ou caballeros. La comtesse m'a retenu à dîner pour dimanche
prochain. Ça m'intéresse, ça me distrait: je me laisse faire. J'irai
certainement une fois encore d'ici dimanche. J'entends bien
l'espagnol de salon, qui est parlé plus posément et plus distinctement que par les bouches vulgaires. Il y a un piano droit dans
le salon de la comtesse; mais on n'en touche et on n'y touche
guère, à ce qu'il me semble. Je voudrais pourtant bien entendre
jouer du piano aux Espagnoles. Il paraît qu'il y aura de la
musique classiqu~ ici après le ouvel An : m,1l heureusement, cela
viendra bien tard.
On m'interrompt. C'est nn garçon de la Fonda qui me remet
une lettre que vient &lt;l'apporter un homme de service - tout
galonné - du Ministère des Finances. C'est M. Fabié qui m'envoie une lettre de recommandation pour un de ses amis, académicien comme lui, qui a travaillé beaucoup à l'Escurial, et qui
m'annonce qu'il a écrit aujourd'hui même (aujourd'hui, c'est
mardi : car écrivant le soir j'ai daté, ci en tête, de demain
10 novembre) à M. Rosell pour qu'il m'a.:corde ma permission.
Bueno, c'est bien. Sur ce, nous allons entrer dans notre lit, pour
attendre en paix la journée de demain.
J'ai lu hier dans l'lmparcial une longue critique, excellente, de
la représentation des Huguenots que j'ai jugée moi-même si sévè. rement dans ma dernière lettre.Je trouve ce critique excellent, ...
puisque nous sommes du même avis. Il est satisfait lui aussi
de Raoul, a reconnu le grand art dans la manière de chanter et
1.

Voir ci-dessous lettre XL.

�400

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

de jouer de Valentine; le reste lui a déplu. C'est que les Huguenots sont une œuvre magistrale, belle comme le Cid, mais sans
les défauts du Cid. Ces Espagnols sont des massacres. Ils n'ont
pas le culte ni le respect du beau.
Mais, mon cher Monsieur Magnier, me voici loin de mon
commencement et des anecdota. Mes lettres, vous le savez, sont
l'image, rapidement mais fidèlement tracée, de toute ma vie
dans ces jours-ci. C'est un tableau complet du travail, des
moyens de distracrion, de mes pensées, de mes jugements.
Encore une fois je vous embrasse de tout mon cœur. Portez
aussi mes embrassements aux miens; j'espère qu'apportés par
vous pour messager, ils seront doublement bien reçus.

Ch. GRAUX.

XXI
Madrid, vendredi soir

I2

novembre 75.

Mes chers parents,
Ch;irmante après-midi: soleil printanier et nature d'automne.
A cette heure-ci, lune d'argent dans un ciel très pur. Tempér~rnre douce. Nos moyennes de température se sont toujours
maintenues jusqu'à présent vers 12° ou r 5°. Il y a des journées
avec maximum de 20 à 25 à l'ombre. C'est en lisant I'Ordre 1 que
tu viens de m'envoyer, que je me suis mieux rendu compte de la
chaleur relative qu'il fait ici. Il y a eu du retard dans les courriers du commèncement de cette semaine. Hier, j'ai reçu, outre
l'Ordre, cinq lettres dont la plupart avaient été cinq jours en

I.

Journal auquel était abonné M. H. Graux. H. G.

401

route: de Wenck, de Cbatelain ', de MM. Ruelle 2 , Foucart i ; carte
postale d'Albert Fécamp. J'avais eu u,ne lettre de M. Tournier
lundi dernier. Mes affaires marchent à souhait. J'ai passé hier la
soirée à causer avec la comtesse de Montijo . Mon Dieu ! quelle
con_versation ! philosophie, politique, religion, musique,
anciens et modernes, sans compter France, Espagne, théitre et
que sais-je encore ?
Je viens de répondre à Wenck.
L'envoi arrivé à Rouen, l'on te préviendra: toi, mon cher
papa, tu as alors à envoyer à Wenck la lettre d'avis, en ajoutant
seulèment de se faire expédier le tout à Paris et, du reste, d'agir
comme je lui ai dit. Alors son correspondant lui expédiera le
tout à Paris; puis Wenck te senverra les trois fûts qui te sont
destinés, si les fûts, comme je l'espère, portent des étiquettes de
f~çon à ce qu'on puisse distinguer les crus; s'ils n'étaient pas dist111guables à l'extérieur, il t'enverrait les cinq. Quant aux
oranges-citrons, ne vous en inquiétez pas. S'ils arrivent, j'ai prié
Wenck de les distribuer lui-même - puisqu'ils- vont à Paris à,_ lui et aux Bourget. Il vous en enverra quelques-unes, ou plus,
s 11 y en a beaucoup. - Tu sais que Wenck ne paye pas de droits
sur les marchandises qu'il doit faire sortir et fait effectivement
sortir de Paris après les y avoir entrées. Santé toujours parfaite.
Mercredi 17, au matin.

Le temps n'a pas cessé d'être print;nier depuis huit jours. C'est
charmant; je repars donc ce soir pour Séville. Ce fut toujours
mon rêve de passer une semaine à Séville en hiver et par le
r • M. Em. Chatelain, aujourJ'hui membre de l'Institut et conservateur de la
Bibliothèque de l'Université de Paris.
·
~- M. Ch._-Em. Ruelle, prést'ntement administrateur de la Bibliothèque
Samte-Genev1ëve.
3· M. P. Foucart, membre de l'Institut, actuellement professeur au Collège
de France.
Mue hispaniqut. x1u .

26

�CH, GRAUX

beau temps. Je le vais mettre à exécution. Je donne ordre ici,
à l'hôtel, qu'on fasse suivre les lettres qui arriveront pour moi.
Ne changez pas votre adresse. J'ai été dire bonsoir hier à la
comtesse, qui racontait en petit comité ( cinq ou six personnes)
les histoires du fameux. brigand José Maria, dont Prosper Mérimée
retraça les exploits jadis, d'après les récits que lui en avait faits
la comtesse'. Je vais aller prendre sur les deux heures une lettre
de la comtesse pour sa petite-fille, la duchesse de Montoro et
Medinaceli, que je verrai, je l'espère, de cette fois. -Dimanche,
j'ai dîné, comme vous savez, chez la comtesse ; il y avait le
ministre de la justice, un amiral, etc., quatorze personnes. J'ai
fait après dîner une partie de billard avec un des habitués de la
maison et le comte de Nava, jusqu'à ce que le monde arrive, ce
qui a lieu vers dix heures. Le frère du comte de Nava ( du Conseil d'État d'ici) me présenta ce soir-là à la jèune dame de
M. Valera, un poète-helléniste-homme politique, fort aimable,
dont j'avais fait la connaissance le dimanche précédent.
Mme Valera est brésilienne, parle délicieusement le français
comme l'espagnol: un charmant type (jolie et mignonne comme
elle est, et mise avec un soin et un art!. .. ) de femme de bal et
de soirée dans le grand monde. Sous prétexte de faire du grec,
j'en vois vraiment de toutes les couleurs. C'est très intéressant.
J'ai écrit à M. Lavisse. Ma santé n'a jamais été meilleure
qu'ici en Espagne : ce n'est pas étonnant, avec un climat pareil.
L'abbé Duchesne est à Leyde, en Hollande, pour quelques jours.
Il m'a écrit, et je lui ai répondu de suite à Leyde. Reçu aussi
demande de renseignements pour le professeur Foerster, de
Rostock.
Je demande un timbre pour la Hollande. cc ~ Holanda, me
demande la jeune fille de l'estanco (bureau de tabac), Holanda

r. Voir la Carmen de Prosper Mérimée.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

qué pais es ? &gt;&gt; « La Hollande, quel pays est-ce cela )&gt; ? Elle m'a
fait affranchir, dans son incertitude, quarante centimes au lieu
de vingt-cinq. Et c'est à nous, les Français, qu'on reproche de
ne pas savoir la géographie !
3 heures.

Je vais faire mes malles. Je laisserai ici ma grande caisse.
J'emporte seulement une valise que j'ai achetée avant-hier dans
un bazar de voyage, dont le maître, le marché conclu, s'est
trouvé être un Orléanais. Je crois devoir vous expédier ces
lignes à la hâte, vu qu'il y a une huitaine que je ne vous ai
rien envoyé.
Je sors de !'Ambassade où l'on recevra un paquet de livres
que je vais faire parvenir par les « précieuses valises &gt;&gt; à MorelFatio.
La comtesse de Montijo vient de me donner une jolie petite
lettre pour Séville. Je pars fort content.
Il y a très longtemps que je n'ai rien reçu de vous. Si vous
m'avez mis une lettre à la poste, j'espère qu'elle me rejoindra
à Séville.
Je n'ai pas le temps d'être plus bavard aujourd'hui. Je vous
embrasse tous les uns après les autres.
A bientôt des nouvelles andalouses
de votre
Charlito.
P.-S. Garbe ne m'a pas encore répondu.
J'ai copié tout entier n1on petit traité astrologico-météorologique. Il parle du temps. qu'il fera le lendemain~ pronostique
par le soleil à son lever ou à son coucher, des aurores boréales,
des comètes, etc. 1 •
r. Çf. ci-dessus lettre XVI bz's.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

XXII
Séville, Hôtel des Quatre Nations,
le vendredi 19 novembre 1875, 5 h. du soir.

Ma chère maman,
Je suis arrivé hier ici à six heures ayant très suffisamment dormi
la nuit précêdente en wagon, ayant assisté à un lever de soleil,
déjeuné régulièrement sur les dix heures et demie au buffet de
Mengibar, fait en somme un bon voyage sans la moindre fatigue.
Est-ce maintenant l'effet de l'habirnde, est-ce le climat d'ici, je
ne le dirai pas, mais un petit voyage en chemin de fer de cent
cinquante lieues ne m'apporte pas, l'expérience l'a désormais
démontré, de lassitude physique. J'ai revu la vallée du Guadalquivir avec un plaisir évident. Déjà en approchant de Cordoue
et vers le milieu du jour, le soleil brûlait comme en juin chez
nous. J'ai retrouvé ici mon hôtel des Quatre Nations, si propre,
si blanc, tout en marbre ... ou en stuc. Je loge cette fois au rezde-chaussée. Je suis en villégiature. Aussi, cette après-midi, après
avoir été pour rendre visite, en grande tenue : r 0 à la duchesse de
Medinaceli qui déjeunait (à une heure et demie) et ne m'a pas
pu recevoir, mais µi'a envoyé son intendant pour me montrer
son palais, et 2 ° à la générale de Shelly, à qui je dois tant de
remerciements, mais qui se trouve en ce moment malade et au
lit, allai-je promener, pedibus avec M. Jambis, aux Délices, nom
qu'on donne à une magnifique allée, séparée seulement du fleuve
par une longue plantation d'orangers municipaux, qui fait, et il
y a de quoi, les délices des Sévillans: je n'avais pas pris le temps
de la parcourir lors de mon premier séjour ici. Pour la première
fois de ma vie, je vois,- et j'en vois parrout, des pommes d'or. Les
oranges viennent de cotnmencer à mûrir. On en met déjà sur la
table; les arbres sont meryeilleux, tout chargés de grosses boules

jaunes ou jaunissantes. J'ai erré librement, avec la permission
du gardien, dans les oranges municipales, dont mention ci-dessus:
il a bien voulu croire que je me contenterai de les regarder,
sans les manger. Tout cela va partir pour faire les délices des
bouches anglaises: sous trois jours, on cueille et on embarque.
Était-il temps d'arriver ? Trois jourf, et voici mes arbres d'or
dévêtus. Quel dommage, si j'avais manqué le coup d'œil !
Ç'avait toujours été mon rêve de voir les oranges mûres en place.
Dans quinze jours, on va avoir des violettes ici, et des camélias :
j'en ai vus, en plein air, au jardin de Medinaceli, prêt, à éclore.
Venir en Andalousie au mois de novembre, à défaut du printemps, c'est le moment opportun. Il va sans dire qu'on vit
toute la journée à porte et fenêtres ouvertes. La nuit même
n'est pas froide. Je suis sorti hier soir à onze heures du théâtre,
où j'avais été pour voir M. Bouisset à leur loge; on aurait pu se
passer, et la moitié du monde se passait en effet, de pardessus.
J'ai donc réentendu hier soir le « Barbier de Lavapiés », que je
vis, comme j'ai dû vous l'écrire, pendant mon séjour à Grenade.
Il s'est trouvé que c'était la même -troupe. Seuls les mousquetaires et les couturières avaient changé de visage. J'ai été trouver après déjeuner Carlos Bouisset à son bureau, situé, comme
mon hôtel, sur la Place Neuve : il y a quatre pas, mettons, tout
au juste, cinquante orangers entre les deux maisons (car la Place
Neuve est un jardin des Hespérides). Il me dit qu'il avait avisé
directement papa de l'expédition des vins et des orange? et
citrons, et qu'il avait recommandé d'écrire le nom de chaque
vin sur chaque fût. Bueno, c'est bien. A l'heure qu'il est, le
navire est bien près d'arriver à Rouen. Ce soir, j'irai les retrouver tous au théâtre; ils y seront. Ils ont, comme tout le grand
monde d'ici, leur loge de sept ou [h_u it] µersonnes. Ce _n'es__t pas
qu'on aille chaque jour au théâtre ; mais c'est comme une place
à l'église chez nous: on la paye route l'année pour être sûr de
l'avoir les jours de grande fête. On tient fort ici à sa loge pour
les représentations du printemps, quand la troupe italienne de

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

la capitale fait son tour annuel dans le Midi, et que Tamberlick
et toute la constellation des étoiles madrilènes vient chanter
durant six ou sept semaines à Séville, comme ils le font ensuite
à Grenade, à Cadix, et dans les autres grandes villes andalouses.
Je m'interromps pour aller dîner.
J'ai pour voisin de table un Belge qui va barrer le Guadalquivir
et organiser un système d'irrigation sur vingt-six mille hectares de
terre en Andalousie: une entreprise de vingt-cinq millions, dit"-il.
Tout le monde, ce soir, est français ou parle français .
Cette lettre partira demain matin à dix heures de Séville: c'est
comme si on la mettait à la poste de Madrid 110n pas aprèsdemain, mais le jour d'après, à ce qu'il me semble. Les lettres
vont donc tarder un peu pendant quelques jours; la correspondance redeviendra plus lente. Patience, je ne fais pas pourtant
élection définitive de domicile au pays de la Giralda (tour
célèbre de la cathédrale de Séville). S'il m'est arrivé quelque
lettre de vous à Madrid depuis mon départ, j'espère la lire ici
dimanche après-midi. Il y a des régates sur le Guadalquivir
dimanche et lundi. Il paraît que dimanche dernier on a eu de
brillantes courses de chevaux à l'Hippodrorne Sévillan, que ce
fut une de ces fêtes si gaies, si animées, comme on n'en voit qu'en
Andalousie, population aimable et impressionnable, avide de
fêtes et de gaieté.
Nous allons donc aller à la comédie voir les Bouisset et une
zarzuela plus ou moins quelconque.
En écrivant ces mots, je reçois une lettre de Morel-Fatio concernant des livres espagnols et nos affaires·de science. Il m'apprend,
avec quelque détail, la mort d'un de nos collègues et bons
amis, Léop. Pannier 1 , enlevé par une fluxion de poitrine, dit-il,

à la science et à ses amis, à sa jeune femme et à trois ou quatre
enfants tout petits, j'ajouterai. C'est fort triste, je l'aimais beaucoup . Oh! maman, ce n'est pas en Espagne qu'est le danger. Tu
sais bien qu'il est partout quand le jour est venu. Sois donc,
ma chère maman, corps et âme de ta religion. Ce que Dieu
garde est bien gardé, dis-tu souvent ; pense-le et n'aie point de
crainte mon égard. Tout arrive toujours pour le mieux, et si
je suis en Espagne, c'est qu'il est bon que j'y sois. Si tu savais
comme je suis bien tranquille, moi, partout ou je suis ! Et, en fait,
ici, dans la vieille péninsule ibérique, on est si bien! Je t'embrasse,
et te désire tranquillisée. Je suis si content, sois aussi contente.
Embrasse papa pour moi. Je serai peut-être huit jours sans
écrire
nouveau.
Ton fils,

1. Léopold Pannier, archiviste-paléographe, attaché au Cabinet des manuscrits de la Bibliothèque Nationale, né à Paris en 1842, mort le 9 novembre
1875. Surla vie et les œuvres de ce romaniste distingué, voir la notice de
P[aul) M(eyer) en tête du Catalogue de la Bibliotbèq11,e de feu M. Léopold Pannier,
Paris, Champion, 1876, in-8.

Ayant à répondre à beaucoup de pages de lettres, tant de toi que
de p-apa, je vais le faire point par point et dans l'ordre où les
observations ou réponses se présentent, au fur et à mesure de la
lecture &lt;lesdites lettres.

a

de

Ch. GRAUX.
A chacun sa part d'embrassements.

xxm
Séville, Hôtel des Quatre Nations.
Mardi 23 novembre 1875.
Comptant repartir demain à 10h. 1/2 pour Madrid,
je ne mettrai cette lettre à la poste qu'à Madrid
même, puisqu'elle n'irait pas plus vite à la jeter à la
boîte ici et voyagerait dans le même ti:ain que
moi.

•Ma

chère maman,

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

L'Espagne connaît l'impôt sur le papier : il est très lourd dans
ce pays-ci. Il fait crier les journaux, et j'ai lu dernièrement à
Madrid un article de l' lmparcial sur la matière. Le papier dit collé
ou demi-collé paye des droits beaucoup plus élevés que le papier
dit sans colle. L' lmparcial se plaignait que cette distinction ne
reposait pas sur les faits, vu que, dans la fabrication moderne
du papier, il n'y avait plus de colle ni demi-colle; mais que,
d'autre part, l'administration considérait comme demi-collé tel
papier de journ:11 qui était soumis par suite à des droits injustes,
etc. Au surplus, il me semble que j'ai payé quatorze francs ciuquante d'Espagne la rame; il vaudrait quinze francs à Vervins,
dis-tu. C'est le même prix.
Je savais que le duc de Sesto avait épousé la yve Morny, une
maîtresse femme, paraît- il, et qui sait fumer comme un sapeur.
Je ne l'ai pas vue, du reste, et ne la verrai sans doute pas, n'allant
pas en soirée chez le duc, mais seulement lui demander des
lettres de recommandation, quand il y a lieu. Je suis content
d'apprendre qu'il a dans son domestique une fille des environs de
Gronard' : au surplus, ça m'est bien égal, comme tu peux comprendre.
Si j'ai manqué M. Noël, c'est bien simple•. Son vaisseau était à
l' Arsenal. J'allai donc demander M. Noël à l'Arsenal. On me
dit qu'il était à bord, et invisible, vu l'heure. Je m'en allai. Dans
la rue, j'ai rencontré une personne qui lui ressemblait terriblement, que j'ai regardée en deux fois, mais, n'ayant pas encore
acquis alors l'aplomb que je possède aujourd'hui, je ne me suis
pas approché pour vérifier. Puis j'étais si sûr qu'il était à bord !
D me semble que le faux ou vrai M. Noël m'a regardé
aussi avec une attention particulière. Je lui en reparlerai plus
tard . Il est plus que douteux que j'aille à Toulon lors de mon
retour.
1.

Commune du canton de Vervins, Aisne.

2.

Cf. ci-dessus lettre III.

,.

Si vous gardez dans le plus petit cercle mes v1s1tes chez
la comtesse de Montijo, c'est affaire à vous. J'y vais très ostensiblement. Sans y avoir encore rencontré personne del' Ambassade
française, je ne doute pas qu'ils n'y aillent quelquefois en soirée,
comme tous les ambassadeurs, leurs collègues. En tout cas, le comte
de Nava, le neveu de la comtesse, connaît particulièrement plusieurs
attachés de l' Ambassade française. C'est un des premiers salons et
peut-être le premier salon de Madrid, indépendamment de la
qualité de la comtesse d'être mère de l'Impératrice. Je n'ai pas
d'ailleurs saisi le motif de votre réserve à cet égard. On peut
être bonapartiste et faire son chemin dans ]'Instruction publique
de France. Non seulement M. L. .. , mais M. L. R .. . et bien d'autres
sont bonapartistes et de cœur.
Tu as écrit à Wenck de faire arriver un petit conneau à ma
cave et un à M. Tournier sans frais. Bon . Je lui avais écrit b
même chose, en lui envoyant un mot, pour que le tonneau soit
reçu chez M. Tournier, et un autre mot pour ma concierge, afin
qu'on encave. Carlos Bouisset m'a dit qu'il avait recommandé
d'écrire sur chaque fût le nom du cru. Donc, si on l'a fait, tout
sera facile. Je vais annoncer à Carlos que tu as bien reçu sa
lettre.
Je suis content de savoir que le cidre allait être fini le r 5 courant, c'est-à-dire que c'est terminé maintenant.
Je garde le billet que je vous avais envoyé pour M. Bourget. Je
ne le recopierai ni modifierai. Les renseignements musicaux qu'il
contient sont un résumé substantiel qui entrera dans ma collection de notes de voyage. Il n'avait pas d'autre but que de vous
faire envoyer des poires. Vous les avez expédiées, c'est tout ce que
je désirais. Si je n'avais pas cousu de péristyle à ce que papa
appelle la&lt;&lt; tartine musicale», c'est que j'avais déjà parlé de mon
voyage dans deux lettres que j'ai envoyées à P. Bourget, et qui,
par parenthèse, sont jusqu'à présent restées sans réponse. - Je
n'ai pas non plus, depuis un temps infini, de nouvelles de
Garbe.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Je savais que M. Wescher était monté en grade sur place, à
la Bibliothèque Nationale 1 • Ses fonctions restent, évidemment, les
mêmes. Seul l'émargement augmente : voilà tout ce qu'il y a de
nouveau dans l'affaire.
Ici en Espagne, il y a [quelqu'un] qui soutient une thèse un
peu analogue à celle de Granier de Cassagnac 2 : à savoir que le latin
est venu nwdifier la langue primitive d'Espagne, mais ne l'a pas complètement remplacée. Mon jugement ,est fait depuis longtemps sur
ces questions. Le latin et la langue primitive ont chacun leur part,
c'est trop évident, dans la formation des langues romanes: la difficulté consiste dans la détermination de la part qui revient à
chacun des deux éléments constitutifs.
Il n'y a pas d'inconvénient grave à ce qu'il ne se fasse qu'un cours
de grec par semaine pendant quelque temps à l':Êcole des Hautes
Études. Je ne savais pas ce que devait faire M. Tournier ; je l'ai

, Je n_e ~ais
papa ~'est imag!né ~ue j'aurais de la peine à entrer
a la Bibhothequ_e Nat10nale. J y ai travaillé presque chaque jour
pe~dant mon séiour à ~adrid, et j'y ai dressé le catalogue (pour
moi) de près de quatre-vingts manuscrits, les quatre septièmes de
c~ qui y re_~t: d'inconnu. Ce que j'avais demandé, et que, définiuvement, J ai renonce à obtenirJ - car cela m'aurait coûté trop
de temps et de démarches, - c'est d'y travailler le soir de sept à
neuf heures. Pendant l'hiver, la Bibliothèque est ouverte à cette
heure~là, pou~ lire des livres, non pour consulter les manu~crits. Je
voulais travailler aux manuscrits aussi pendant ces deux heures.
,Sauf ce point, j'ai tout ce que je veux à la Nationale. On
~ a~porte, aux manuscrits, les imprimés dont j'ai besoin. La
Bibliothèqu: Natio~ale prtte à la bibliothèque du Palais pour moi
les manuscrits que Je demande. La Bibliothèque Nationale étant
o,uverte de dix_ à trois ?eures, celle du Palais de midi à cinq heures,
c est comme s1 la Nat10~ale était ou verte pour moi de dix à cinq
heure~ (sept heures par iour). Les deux bibliothèques sont presque
porte a porte.
, ~i maman-bon a l'oreille un peu dure, j'espère au moins que
l œil reste bon, et qu'elle peut lire mes lettres. Le malheur est
~ue _souvent, ayant beaucoup à dire et peu de temps pour le dire,
J écns fin et mal naturellement.

4rn

appris avec plaisir.
Il est singulier que les conservateurs, ou au moins les bonapartistes, ne choisissent pas leurs hommes dans notre département.
M. L... m'avait dit que les bonapartistes lutteraient presque
partout.
J'attends la lettre de M. Magnier. Je suis heureux que le
S1 Basile continue à paraître inédit 3. J'ai l'intention, si je ne
découvre pas par la suite que ces quelques pages aient été publiées
ailleurs comme appartenant à un autre auteur, j'ai l'intention de
proposer à M. Magnier d'en établir avec moi le texte et d'en faire
lui-même la première traduction Jrança-iseque je donnerais alors en
face du texte~. De même pour S1 Cyrille.

I.

nale.

Conservateur-adjoint au département des mss. de la Bibliothèque Natio-

2. Allusion au livre de Ad. Granier de Cassagnac, intitulé: Histoire des origines de la langue française, Paris, Didot, 1872, in-8.
3. Cf. ci-dessus lettre XX.
4. Ce projet n'a pas eu de suites.

4II

?ù

Midi.

Je sors de déjeuner. J'ai commencé, à la française, par le
melon, - car nous avons toujours des melons en Espagne, et des
« m:lons de ~alence ». Songez que je n'ai pas encore passé un
~eul 1our, depms mon arrivée à Marseille, sans manger du raisin
~ !ous ~,es ~epas. Vraiment le Midi a des avantages. On me disait
ici que J étais plus gros que lors de mon premier voyage : cela est
consolant pour maman'.
C'est très bien, ma chère maman, de m'avoir voulu écrire le
our de
~atron: moi, je t'écris, pour la peine, le jour de
mon anmversaire. Je fus tout étonné ce matin de me réveiller

1:100

�412

CH. GRAUX

ayant accompli ma vingt-deuxième année au milieu des oranges
mûres sur les arbres. Cependant, les oranges n'y feront rien, j'ai
vingt-trois ans maintenant. Age oblige, comme noblesse : je ne
retournerai pas en France sans avoir recueilli tous les éléments d'un
bon catalogue. Si je reçois de Parisréponse favorable à la demande
que je vais faire, je resterai à Madrid jusque passé le r•r janvier,
sans pouvoir fixer aujourd'hui le jour du retour.
Quant au roi, ma chère maman, il ne tient ou plutôt il ne
tenait qu'à moi, d'avoir une audience, puisque le duc de Sesto
m'avait dit en arrivant que je n'avais qu'à la demander pour
l'obtenir. Il va, je crois, partir pour prendre le commandement
de l'armée du Nord. Il est probable que je ne le verrai pas plus
que je ne l'ai vu, c'est-à-dire à cheval, en voiture, souvent et de
Join. C'est qu'en fait, j'ai été trop occupé jusqu'à présent pour
désirer perdre une journée pour le pur plaisir d'aller lui
rendre visite, n'ayant rien à lui demander.
On ne raccommode pas mes chemises de nuit, parce que, Dieu
merci! je n'ai pas encore eu le temps de les trouer.
Quant à ma capa (mon manteau espagnol), j'ai envie, rentré à
Madrid, de me faire photographier avec'. Je sais m'en vêtir maintenant : la capa a ses avantages, surtout pour le voyage en chemin de fer.
Est-ce Jupiter qui est dans la situation ci-dessous 2 ?
(J'ai figuré trois Jupiter (?), positions de trois jours successifs).
Question à poser à M. Rogine, en lui faisant mes compliments.
La santé ne laisse rien à désirer.
J'embrasse papa et maman Graux, maman-bon et mon oncle.
Je vous embrasse de grand cœur, mes chers parents.
Votre
Charlot.
I. Ch. Graux reparle de cette photographie dans les lettres XXXI, XXXIII
et XXXIV. Reproduite en héliogravure par la maison Dujardin, elle figure en
tête des Méla.nges Graux.
2. Il y a ici un dessin dans l'original.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

(Supplément. Séville, 23 novembre, 5 h. 1/2 du soir.)

Je viens de passer une heure et demie dans la société de
M. Geronimo Fortera, ce jeune homme, ex-employé à l'Archivo
de lndias, dont je vous entretins déjà il y a deux mois. Je le trouvai (rue Gloria, 3), dans une confortable casa de huéspedes (pension de famille), dînant de saucisses avec du piment. Arrivèrent
successivement un autre jeune homme de la pension, employé
de télégraphe, puis un ami de D. Geronimo qui vient de terminer ses études de médecine. On causa en espagnol du pouvoir de
l'imagination. On passa en revue les apparitions ou apparences
d'apparitions d'esprits, les miracles, les cures de maladies nerveuses. C'était curieux, car tous les quatre nous faisions également
profession de catholicisme; tous les quatre, nous croyions aux
miracles, et quatre jeunes gens, - chose inouïe en France, dont un médecin, - chose encore plus inouïe, - causaient
sérieusement de ces questious, sans que le matérialisme fût de la
partie.
Cc soir, j'irai faire un tour au cercle. Je me suis abstenu d'aller
rendre visite à D. Juan José Bueno: ceci soit dit 1c1, pour que
je puisse le retrouver plus tard, si j'ai besoin de consulter mes
notes.
Je suis retourné cette après-dîner au Palais de Pilate. La jeune
duchesse est indisposée depuis trois jours : elle était au lit et son
mari près d'elle. Ils n'ont pu me recevoir. Je le regrette un
peu, mais c'était purement histoire, après tout, de satisfaire ma
curiosité. La duchesse, en me recommandant à sa grand'mère,
a fait, en somme, tout ce qu'elle pouvait faire pour moi. J'ai su
qu'il n'y avait plus du tout de manuscrits à la bibliothèque d'Albe
et qu'il ne devait pas s'y trouver, en dernier lieu, de manuscrit
grec 1 • La comtesse de Montijo est amie de la comtesse CampoAlange et me procurera l'accès de cette mystérieuse forteresse.
J.

Cf. Rapport, loc. cil ., p. 189.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

Mais, ma chère maman, la comtesse Campo-Alange n'est pas
folle; n'aie pas peur. Il y a folle et folle 1 • On dit que c'est une
vieille folle, parce qu'elle a des manies, celle de s'être faite Carliste, par exemple, dans ces derniers temps, pendant que son fils,
général, s'est couvert de gloire, paraît-il, en combattant les Carlistes. J'ajouterai un mot à ces lignes en débarquant à Madrid.

XXIII bis
Séville, Hôtel des Quatre Nations.
Mardi 23 novembre 1875.

Personnelle

Mon cher papa,
(Mercredi 24, en chemin de fer.)

Quitté Séville par la pluie : l'hiver, à ce qu'il semble, vient
d'arriver ici.
Hier soir, j'ai été au cercle de Séville. J'y ai parcouru la France
et le Temps; j'ai lu deux articles de la Revue des Deux-Mondes du
r 5 novembre, l'un de M. Lavisse sur les origines de la Prusse,
l'autre de M. Renan sur le congrès scientifique de Palerme, qui a
eu lieu en septembre dernier, et où je savais en effet qu'il s'était
rendu en compagnie de M. Gaston Paris et d'un autre.
Avec les feuilles de pita, avec les fibres des feuilles, dis-je, on
fait du fil, et par suite des cordes et même des toiles.
Madrid, jeudi 25,

10

h. du matin.

J'ai quitté hier Séville par la pluie. J'arrive ici par la gelée. Passé
bonne nuit en wagon. Sur les sept heures, le soleil s'est levé et
faisait paraître les capricieux dessins .de la gelée sur les vitres
comme une pièce d'orfèvrerie. Puis, en quelques minutes, le
soleil a fondu les dessins, et tout l'or ciselé des carreaux a
disparu.
Je suis réinstallé à mon Hôtel des Ambassadeurs (Embajadores,
non Arnb), dans la même chambre que j'occupais avant mon
excursion à Séville. C'est toujours ici qu'il faut m'écrire.
Je vous embrasse tous.
Ch. GRAUX.
1.

Voir ci-dessus lettre XVIII.

Osuna, n'est-ce pas? Eh bien, j'en reviens.
L' Ambassadeur de France à Madrid a reçu les pièces lundi de
la semaine passée seulement; mais j'ai de la patience maintenant
à en revendre.
Je ne suis pas mécontent de moi; mais je n'ai pas réussi. Je ne
comptais pas, tant s'en fallait, sur un succès sûr : aussi ne suis-je
pas défrisé, comme on dit chez nous. Que veu1-tu? J'étais enfoncé
d'avance. Les Allemands offrent vingt mille francs, comme nous;
puis ils ajoutentquesiM. Ocaiia(sic) veut plus, il sera nécessaire
d'attendre le retour de !'Empereur Guillaume, ou tout au moins
de tel autre personnage dont j'ai oublié le nom. Naturellement,
M. Ocana attend et veut plus, dans ces circonstances. En outre,
les Allemands font briller la perspective d'une décoration.
Cependant, ils ne tiennent encore rien, car ils ajoutent que,
dans tous les cas, il faudrait; pour bien faire, que M. Ocaiia leur
envoyât un estampage complet de l'inscription, avant de conclure le marché. Or, M .. Ocana ne l'a pas fait et, c'est sûr, ne le
fera pas. Les Allemands enverront-ils quelqu'un, comme le gouvernement français moi? Traiteront-ils en aveugles? L'avenir
nous l'apprendra. D'autre part, un Espagnol• offre un peu moins de
vingt mille francs, mais des avantages particuliers (c'est-à-dire, je
crois, une place pour M. Ocaiia fils), outre la somme d'argent.
r. Nous avons déjà eu l'occasion de dire (voir lettre XIV bis) que
c'était M. Juan de Dios de la Rada y Delgado.

�CH. GRAUX

CORRESPONDA~CE DE
' PAG~E
1

Mes négociations ont duré trois jours.
J'ai fait comprendre à M. Ocana 'le danger qu'il courait avec les
Allemands. Supposé qu'ils envoient un homme, qui peut assurer à M. Ocafia que cet Allemand n'emportera pas, subrepticement, une copie de son inscription? S'il le veut, il le pourra,
comme si je l'ai vottfa, je l'ai pu. M. Ocaiia a reconnu que, si je
l'ai voulu Jaire, je l'ai pu faire. J'ai beaucoup in isté là-dessus.
Malheureusement, il n'e t pas persuadé que je l'ai fait : il croit
trop que je suis honnête. aturellement, je ne lui ai pas dit :
« J'ai pris un double de la copie que je vous ai lais ée; si vous
ne me vendez pas, je m'en moque et je publie d'après ma copie ».
Je suis, effectivement, trop honnête pour cela. Enfin je garde
l'espoir qu'il ne traitera pas avec Berlin, - à moins que Berlin

à .Madrid j'exp'd' .
4 7
'
· e ierai mon rappo
A
en: avec l'Arnba sadeur Il
rt ~u n1inistre après avoir
avanta
· e t cenam q
conge actuellement s·
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lendemain c'est affr,; . l o1l1 veut y mettre le prix d . ue que
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': et prolongation de . .
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. Tournier veutqu « 1''é . 1 m1ss1on.
1 • f,' . .
qumer ». i je réus . .
pmse a Péninsule
) euier.
1s, Je reste jusqu'au 1 •r ou
f,' ,

Ch. G.

XXIV

n'achète satts voir.

Mad n'd ' 29 novembre, :tu soir.

L'Espagnol est le concurrent le plus à craindre.
ous nous sommes quittés sur les positions uivames : il m'a
donné une lettre pour le Ministre d l'Instructioo publique
de France, où il rejette la proposition de vingt mille francs,
et propose de vendre à vingt-six mille et quelque cents francs
( vingt-cinq mille franc!&gt; espagnols).
Si le Ministre, soit directement, soit par moi, lui répond non,
il doit alors, m'a-t-il dit, tenter de faire affaire avec \'Espagnol. Il
m'a demandé si, au cas où il ne traiterait pas avec ce dernier, faute
à celui-ci d'avoir sous la main la somme disponible en espèces, le gouvernement français consentirait encore à acheter vingt mille francs.
J'ai cru devoir lui répondre que si les choses allaient vite, si tout
cela se faisait, par exemple, dans un délai de ix semaines ou
deux mois, j'espérais que oui. ous en sommes là.
La France achètera-t-elle vingt-six mille francs? J'en doute.
i elle n'achète pas :i. ce prix, Berlin lâchera-t-il prise? M. Ocana
traitera-t-il en Espagne ? Ceci est l'incertain.
otre argent
comptant le tente beaucoup, c'est visible. Manquera-t-il e
deux ventes, et reviendra-t-il à nos \"Ïngt mille francs comptant?
Tout _cela est maintenant dans le vague. Aussitôt rentré

-

Fonda de Emba'ad
la , ,.
.
1 ores, calle de
1ctona (c'es tmoo adresse•
d
~pen ant que l·c era1· ab eot 00'
,era
sui. \•re mes lettres là' où
.
Je serai).

Mon cher Garbe ,
-~u '.11e délaisses. Si tu 0 ,
ordinaire, écris-moi don es pas malade, s'il n 'y a rien d'
Il est vr .
.
c.
extrad'
ai que Je te tiens hie
epend de circon tan
.
n peu au courant de
.
niers temps d
: ces accidentelles; j'ai eu h, d mo1. Cela
l
.
e voir mes lettre
.. .
ate an ces dereur commander de , •
s armer a Vervins Je
dan
•
arreter n route
.
ne pouvais
t tu ~ du rcc voir, il y a dé'à
pour causer avec toi. Ce endemand:ut quelques bref dé . J, quelque temps, un billet P_
pa_s que j'en ois pressé presstéa1_Is ~ur le franges solaires . Cequn! te
to1 que ·• ·
•
, cest de ,.
est
J ai s~ulement fort grande e
. n un porte quoi venu de
P d
en anr cinq s
.
nv1e.
ferme à Madrid . .;~1a1nes à partir du 9 octob
., .
R,.,u, h
.
' J a1 avancé considérabl
re, J ai travaillé
,sp,,~,••
'
ement mes travaux. J'ai
' ,. xm ·
•1

�CH. GRAUX

reçu aussi de nombreuses dernandes de collations et autres, auxquelles je me suis empressé de répondre au fur et à mesure
qu'elles arrivaient pour éviter l'encombrement, qui me déplaît.
J'ai visité fréquemment le Théâtre Royal, où j'ai vu représenter
successin:ment Aida, la Favorite, Polittto, Rigolello, les Huguenots,
l'Africaiue. A laZarz11e/a(Opéra-Comique), j'ai entendu Marina.
Tant à Gr nad qu'à éville, j a. istai i1 d'autre z.arz.u.elas, à
savoir El Barberillo de Lavapiés, el Diablo m el Poder, el Barberillo (pour la seconde fois par la même troupe), el Molinero de
Subiza. Ajoute des petite pièces, comme Los cuatro sacrista11es,
satire politique, qui serait adorablement drôle, si l'idée - une
trouvaille - avait été uffisamment travaillée par l'auteur. fais,
tel est le jugement général que je suis de plus en plus incliné à
porter sur l'Espagne, ici l'on ne rencontre pas grand'chose de
parfait. La pares e, l'inertie et la lenteur nationale font qu'on
n'achève ri n. On n' xploite p~ jusqu'au bout de mine très
riches.
Tous les dimanches pendant ce laps de temps, et quelquefois
aussi dans la semaine, je suis allé, à partir de neuf heures et demie
ou dix heure ju qu'à minuit, minuit t demi, en soirée chez b mère
de !'Impératrice, où j'ai fait la connaissance chaque fois de une ou
deux personnes nouvelles, des membres du corp diplomatique,
des personnes de la société madrilène, quelques visages féminins
de différents àge . Ces réunions, si nouvelle pour moi, si en
dehors de mon plan de vie, me plai ent assez t m'offrent
quelque intérêt. C'est un côté de la société que je n'aurai plus
guère l'occasion d'examiner une fois rentré dans mes habitudes
bourgeois s et bonnes. J'ai diné un dimanche chez la comte se
de Montijo, la mère de !'Impératrice. Dans la semaine, on n'y
rencontre que quelques personnes, cinq, ix, cpt, huit, di:&lt; :
c'est tout en famille. Le dimanches il vient quarante pcr onncs;
de belles toilettes, des dames qui sont quelquefois de beautés,
de jolie jeunes fille de la haute société. Le frère du comte de
• Tava, un neœu de la comtesse de Montijo, m'a présenté il • a

quinze jours à M01 c Valera, une délicieuse petite jeune femme,
gentille et assurément coquette, comme elles le sont quasi toutes.
Hier, il m'a mené à une belle jeune fille, opulente et un p u
décolletée, dont on ne peut rien dire du reste à son désavantage,
sinon qu'elle n'a pa le nez as ez petit; c'est la fille du comte de
San Luis, qui eut beaucoup de réputation comm chef du parti
conservateur. li st mort il y a deux ou trois ans. C'e t une
beauté couru , je m'imagine. Elle n'en cause pas moins parfaitement bien en français et tr aimablement. ous eûmes un
dialogue intéressant d'un quart d'heur ou vingt minute . ous
jugeâmes entre autres deux artistes du Théâtr Royal, dont le
public est épris. Tou en pensions chacun de notr côté autant
de mal. La Fossa manie fort bien une fort belle voix de soprano,
mais il lui manqu la passion. C'e t une faute, par conséquent,
de lui confier un rôle passionné, tendre et chaud, comme celui de
Sélika. Stagno, un ténor qui chante avec un art infini, refroidit
pourtant les scènes d amour du second et du quatrième acte de
!'Africaine en reteua11t trop, sous prétexte de produir plus d'effet.
L'effet tue la passion, arrête le mouvement, l'enthousiasme, les
élans que Meyerbeer a introduits dans cette rare partition, généralement mal comprise. Toute cette troupe italianise beaucoup
trop le Meyerbeer qui est toujours du grand art et jamai de la
frime, d la vocalis pure ou du pathétique de commande. M11 • de
San Luis a mon estime ... en musique. Je commençai foyer ... ,
elle achevait ... beer; moi :
ma é... , elle répondait ... lika. Je
Yeux dire que nous nous entendions. Elle apprécie la musique
classique et allemande plus, infiaiment plus que le genre italien.
Elle est peu exécutante, ne joue du piano que pour s'accompagner. Elle prend des leçons de chant, et, probablement, po s~dera
une belle voix. Une vingtaine d'années, beaucoup de monde,
un poursuivant qui lui parle de bien pr s dans la bell et om- ·
breuse galerie arabe de la maison de Montijo : elle possède tout
cela, de l'embonpoint et bien d'autres qualités encore. Cela n'empêche que je recau crais Yolonticrs aYec elle.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Le malheur est que je pars à la fin de la semaine pour Salamanque. J'y resterai une douzaine de jours sans doute; je m'arrêterai au retour un peu à l'Escurial, et ne reverrai les salons de
la comtesse que pour la Noche Buena, la Noël.
Le bibliothécaire particulier du roi, D. Manuel Zarco del
Valle, qui trouve moyen d'avoir l'air jeune à quarante-deux ans,
- il fut marié six mois, il y a vingt ans, avec une de ses cousines qu'il aimait passionnément : il est resté veuf; un élégant dans son temps, paraît-il, et on le voit bien; nous
sommes tous les jours un long moment ensemble; il y a beaucoup de sympathie entre nous ; c'est lui qui reçoit la plupart de
mes lettres, - je voulais dire qu'il trouve qu'on est si bien dans
le costume de soirée! Franchement, mon cher, je m'y sens à
mon aise; cela n'est pas si mal inventé que je croyais. Hein!
comme je deviens mondain ! Va! .ça ne me tourne pas la tête.
J'aimerais bien entendre, au lieu de ce brillant flafla, une valse
de Chopin et une romance sans paroles de Mendelsohn et aussi
Gliicke Genug &lt;le Robert Schumann, sortir des doigts de rnes pianistes. Ci-joint une lettre de Paul B... , qui est restée quinze jours
à la poste . Elle m'a fait bien plaisir. Elle trahit de bonnes qualités
que j'ai appréciées souvent en dépit du bohème qu'il montre au
dehors. Il me .!:iemble qu'elle vaut quelque chose. Tu l'enverras,
dans son enveloppe, à papa (à papa : me ga:rder soigneusement,
n'est-ce pas? cette lettre de B. .. , dans so11 enveloppe, avec mes
lettres numérotées. Pour la peine, je t'embrasse. Embrasserai-je
aussi maman pour la peine? Oui. Votre Ch. G. ') en même temps,
n'est-ce pas? que le présent n° XXIV, après avoir tout bien lu.
Quelle surprise! Cl... prend des leçons de Pugno, mon idéal, le
pianiste consciencieux, solide, qui n'italianise pas, va, celui-là, la
passion que renferment deux portées de BeethGven.
Ce voyage d'Espagne aura beaucoup d'influence dans ma vie.
Il agit sur moi par contraste. L'Espagne, son ciel, ses goûts, s€s

mœurs, son genre, tout ici me fait aimer beaucoup, beaucoup ma
France, qui · vaut mieux pour moi, qui vaut mieux, vois-tu,
absolument. La vie qu'il faut procurer à une femme riche, je l'ai
vu et je le vois à Barcelone, à Séville, à Madrid et partout, et,
tout bien considéré, ce sera la même chose en France, à moins de
pêcher une perle brute dans un village, la vie que réclame une
jeune femme riche est ruineuse à tous les points de vue; elle n'est
pas faite pour procurer du plaisir à une tête d'homme qui pense.
Va, mon cher confident, une fois rentré dans la patrie, tout en rédigeant paisiblement nos volumineuses notes, nous tâcherons de
nous choisir une femme simple, bourgeoise, et à qui nous promettrons, pour son hjen et notre bonheur, de ne pas lui montrer
le monde. Sera-ce CL..? c'est ce que je ne sais pas, mais je le
voudrais bien. Cela dépendra d'elle. Comment la retrouverai-je?
Aura-t-elle gagné, perdu? Ce sera le moment de l'éprouver. Si
elle est vraiment ce que je désire tant qu'elle soit, mon roman
sera bien simple, et il en sera meilleur. - Je voudrais te dire
« à bientôt »; mais je viens d'écrite au Ministre pour qu'il
prolonge ma mission jusqu'en février: songe donc, maman qui
me fait écrire qu'elle veut bien! M. Renier et M. Delisle m'ont
fait dire d'avance que j'obtiendrai sans doute cette prolongation
que je désire fort. Il y a tant d'ouvrage utile à faire ici; et en
Espagne on ne peut travailler que modérément. Les habitudes
paresseuses, inertes et invincibles du pa:ys vous retiennent forcément. Il y a bien des fois que je suis tout ét0nné de n'être pas
impatient.
Lis, envoie rapidement à Vervins et n'oublie pas, je t'en prie
si tu l'aimes,
Ton
Charles.

420

r. Les mots placés entre parenthèses oi;it ~té écrits dans la t)'large du haut.

421

Que de choses à dire vraiment! J'ai reçu la bonne lettre &lt;le
M. Magnier jeudi dernier, après avoir déjà jeté à la boîte la lettre
XXIII que j'achevai ce même jour. Elle m'a causé bien du plaisir à
deux points de vue.
Ch. G.

�422

CORRESPONDANCE n'~SPAGNE

CH. GRAUX

. P.-S. ~i je, ne te parle pas de ma santé, c'est que je me porte si
b1en que 1e n y pense pas du tout jam.ais. Le climat est doux.:
jusqu'à présent il ne fait pas encore froid.
Parle-moi, toi, de ta santé dont je n'ai pas la moindre nouvelle.
Ch. G.
Je voudrais que cette lettre qui contient mes secrets ne fût lue
de personne au monde que de toi, mon cher Paul, de papa, de
maman et de M. Magnier. On embrassera la prochainè fois doublement les grands-parents.
·
Ch. Gr.
P.-S. Cette lettre arrivera, je pense, à Vervins, vers le 6 ou le
7. Toute lettre qui me serait écrite en réponse avant le 10, peut
ê~re _adress_ée à Salamanque, poste restante. Elle me parviendrait
ams1 un JOut plus tôt qu'en la faisant passer par l'Hôtel des
Ambassadeurs à Madrid. Avis également à ceux d'Angers.

XXV
Madrid, Fonda de Embajadores.
2

décembre 75.

Mon cher papa,
Je te :~is ,passer par Garbe cette lettre, qui par plusieurs points
pourra 1rnteresser. Au surplus, elle n'est pas destinée à vous arriver
vite, devant m'accompagner ce soir à Salamanca et n'être jetée à la
bo1te dans cette ville qu'après que j'y aurai marqué mon arrivée
à bon port.
Je joins à mes récits une lettre que j'ai reçue ces jours passés de
M. Delisle i propos de l'achat que j'ai fait, il y a quelque temps,

42 3

pour Je compte de la bibliothèque de la rue Richelieu, d'un incunable et d'un manuscrit grecs 1 • L'annexer à ma collection de notes.
Hier j'ai fait revivre deux lignes d'écriture effacée dans un
manuscrit du xm• ou xIV• siècle sur papier de coton, qui appartient à la Bibliothèque Nationale d'ici. Ces deux lignes font partie
d'un fragment inédit du sophiste Libanius que j'ai copié p·our le
professeur Fœrster, de Rostock•. C'est la première fois qu'on
emploie un réactif quelconque sur les manuscrits de cette biblio.thèque. La permission m'a été; à mon grand étonnement, accordée sans grande difficulté par M. Rdsell, le conservateur en chef.
Je me suis servi du sulphydrate d'ammoniaque. Je croyais que
Garbem'en avait préparé un petit flacon, que j'avais emporté avec
d'autres réactifs à palimpsestes dans une petite boîte; mais il s'est
trouvé que le flacon de Garbe contenait seulement de l'acide sulphydrique, ce qui ne revient pas au même. Je suis entré chez un
pharmacien rue d' Alcala, lequel, par un heureux hasard, était en
train d'en préparer. Je repassai le lendemain matin et j'emportai
pour quinze sous plein le flacon de Garbe de bon sulphydrate d'ammoniaque, aussi récemment préparé que possible, circo:nstance qui
n'est pas sans importance, vu qu'avec le temps il se forme du sulfate acide qui ronge alors plus ou moins le papier. S'il se trouve
à Salamanque quelque bon palimpseste, je suis muni : gare à lui!
Toutes les recommandations possibles, je les emporte pour
Salamanque, ville autrefois splendide, paraît-il, grâce à d'innombrables monuments, d'une quinzaine de mille âmes aujourd'hui.
Elle est à quarante ou cinquante lieues seulement de Madrid; mais
j'oublie avec cela de vous mettre sous les yeux mon catalogue de
lettres de recommandation :
1° de , M. Maldonado Macanaz, directeur de l'instruction
Voir ci-dessus lettres XVIII et XIX.
Sur ces fragments inédits, cf. Rappo1·t., loc. cit., p. 210. Ces fragments
ont été publiés par M. Foerster dans .!'Hermes, XII, p. 217-222 et réimprimés
dans Les textes grecs, pp. 523-529.
1.

2.

�CH. GRAUX

publique, pour le recteur de l'université de Salamanque, D. Mamés
Esperabé Lozano;
2° du même pour D . J. Urbina, bibliothécaire;
3° de M. J. J. Bueno, bibliothécaire de Séville, pour le même
Urbina, son confrère;
4° du même M. Bueno pour D. Federico Arriaga, un de ses
parents;
5° du bibliothécaire de Grenade pour un de ses amis, employé :t
la bibliothèque de Salamanque;
6° du duc de Sesto pour son régisseur à Salamanque;
7° de la comtesse de Montijo également pour son régisseur làbas.
Cette dernière lettre, elle m'a dit hier après-midi de l'envoyer
' chercher cette après-midi : on ira tantôt. En effet, j'ai passé près de
deux heures hier seul avec elle. Je lui ai relu tou·t haut le discours
de Paul -de Cassagnac à Belleville, dont je n'avais pour ma part
entendu que de faibles échos, et infidèles, dans les feuilles de
choux espagnoles, comme dirait Lucien Tricot. J'ai ét~ enchanté
de cette fière expédition de Cassagnac. Nous avons commenté le
discours tout du long avec la comtesse. Puis elle m'a parlé du
premier Empire, de l'enthousiasme que produisait sur elle alors
toute jeune les dernières victoires de Napoléon re,, l'anxiété avec
laquelle elle suivit la campagne de France et plus tard les CentJours. Elle me conta que son mari, lui aussi, était un dévoué du
premier Empereur, que ce fut lui, - elle ne le connaissait pas
encore, - âgé de vingt-un ans, qui dirigea, lors d~ siège de
Paris en 18r4, la défense de la Butte Montmartre par l'Ecole Polytechnique. « Je ne savais guère alors, ajouta-t-elle fièrement, que
j'appartiendrais un jour à la famille de Napoléon I•'. » Elle récite
par cœur des tirades des Messéniennes de Casimir Delavigne, des
couplets napoléoniens de Béranger. Agée comme elle est,
presque aveugle, c'est remarquable comme elle a encore du feu,
avec un bon sens et un jugement si parfaits, et cette présence
d'esprit de la femme du monde qui pense à tout ce qui doit vous

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

mettre à l'aise. Sa société est incontestablement toujours fort
agréable.
Cette nuit, il a tombé ici une légère couche de neige. Cependant il ne fait pas froid dans le jour; car le soleil est puissant ici,
même l'hiver, sitôt qu'il peut se montrer. Dans les bibliothèques
et dans beaucoup de maisons, on ne sè chauffe pas autrement
qu'à l'aide des braseros: un grand plat de cuivre, posé sur le plancher, et des braises dedans, qu'on laisse se consumer lentement.
Je note cette enseigne : Café y villar ( traduisez billard) de la
Esmeralda, et cette réclame pour annoncer la liquidation d'un
magasin de bijouterie :

Todo tiene fin,
Esto se acaba,
c'est-à-dire : cc tout a une fin; ceci se termine».
J'ai remis hier à M. le comte de Canclaux, chargé des affaires
de France pendant le congé (lequel sera sans doute long) du
comte de Chaudordy, une petite boite qu'il se charge de faire
parvenir à son adresse. Ce sont des empreintes en cire à cacheter de l'inscription d'une cc cornaline » antique qui se conserve
au Musée Archéologique d'ici. J'ai été les prendrè lundi dernier
au Musée, où j'ai été reçu on ne peut mieux par les chefs et
employés, assez fainéants du reste à ce qu'il me semble, comme
la plupart des employés de bibliothèque d'Espagne, lesquels
appartiennent à la grande race des cc fonctionnaires ,&gt;. f ai joint
aux empreintes un fac-similé au crayon, agrandi, fait à l'œil nu
(grandeur naturelle de la pierre '; trois lignes d'écriture, caractères
latins, mais en quellelangue?) C'est pour M. Edmond Le Blant,
de l'Institut. M. le comte de Canclaux est tout à fait aimable et
charmant. Il ne me traite pas en jeune homme, et sait que j'ai la
confiance du Ministre de !'Instruction publique et de plusieurs
savants. Il accepte en disant : cc Comment donc! &gt;&gt;, tout ce que
1.

Ces mots sont accompagnés d'un dessin.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

j'ai à envoyer à Paris, y compris de gros paquets de livres pour
Morel-Fatio. Je m'arrête ici et me mets à mes caisses. Je laisse
ici à l'hôtel rna grande malle et pars avec deux petites, celle que
j'ai achetée et une que me prête D. Francisco, l'interprète de
l'hôtel.
J'ai écrit à Fleury-Hérard pour lui redemander une nouvelle
lettre de crédit de deux mille francs, en ajoutant que s'il voulait
attendre la décision du Ministre au sujet de ma demande nouvelle, il t'écrive en ce cas immédiatement en t'envoyant ma lettre
ou copie d'elle, et que tu lui ferais alors parvenir telle somme
que tu jugerais à propos. li a touché pour moi les traitements
d'octobre et novembre et aura à toucher au moins ceux de
décembre et janvier, ce qui lui fait déjà six cents francs. Supposé
que les choses tournent ainsi, tu lui enverrais le complément
pour qu'il m'expédie une lettre de crédit de mille francs seulement. Il n'y a pas à craindre que ma prolongation soit écartée.
Je présume que Fleury-Hérard ne fera aucune difficulté à m'envoyer ce que je lui demande, sans avoir recours à toi. Tu peux
donc être tranquille si tu ne reçois pas de nouvelles de lui. Je
quitte Madrid ce soir avec six cents francs en poche. Cela suffit
très bien pour jusqu'au Nouvel An, vu que je n'ai pas de grosse
acquisition à faire et que la vie à Salamanque et à l'Escurial sera
forcément plus économique qu'à Madrid.
Je t'embrasse pour aujourd'hui. A bientôt, de Salamanque.
Ton

plus froid que moi. A trois heüres, départ pour Salamanque, où
l'on doit arriver, parait-il, à midi et demi. J'ai un coupé, mes
trois pardessus; je me moque de la neige qui tombe depuis notre
sortie de Madrid à huit heures et demie du soir à beaux et gros
flocons. La campagne est toute blanche. Les Espagnols, qui sont
frileux comme des chats de ville, prétendent tous à qui mieux
mieux qu'ils se meurent de froid. Je ne sais si c'est l'amourpropre qui me réchauffe, mais il est certain qu'en vrai homme
du Nord, je n'ai pas froid comme cela. On nous prépare du
café, à ce qu'il me semble. Vous dormez bien tranquillement à
cette heure, j'espère; je vais de mon côté piquer un joli somme
dans mon coupé, jusqu'à l'arrivée dans la vieille ville du Bache.-

Çh.
XXV bis
Avila, 3 décembre,

2

h. du matin.

Dans l'auberge de la diligence de Salamanque.

On vient de débarquer à la gare ici près. L'omnibus nous
amena dans cette bicoque, où brûle timidement un poële qui a

lt"er.
N. B. Ce café s'est trouvé être, en ce qui me concerne, du chocolat.
Salamanque, Fonda de Burgalesa.
le 3 décembre, à 5 h.

1/ 2

du soir.

Le voyage en diligence s'est fort bien passé. Nous étions trois
dans le coupé, un ménage encore jeune et moi. Le jeune homme
lisait de temps en temps un livre français intitulé Les Fermentations. Nous avons causé un peu en espagnol; il sait lire le
français, mais sans le parler. Il est dans le comtnerce et étudie
des livres de science dans les moments qu'il a de libres. Comme
on manque de livres scientifiques écrits en espagnol, il s'est
remis au français qu'il avait étudié un peu au collège.
J'avais sur le dos, outre un costume complet d'hiver, d'abord
mon pardessus gris d'été, puis ma chaude capa; les jambes et les
pieds étaientemmaillottés dans mon vieux macferlane; enfin j'avais
couvert ma-figure entièrement de ce foulard blanc que maman
m'acheta l'an passé, lors de l'histoire de la dent de sagesse. Sur la
tête, une gorra, sorte de casquette sans visière. J'étais hermétiquement fermé. Il fallait cela aussi, car le coupé eût été parfait à con-

�CH. GRAUX

dition que les jointures des portières eussent été exactes., ce qui
n'avait pas lieu. Et il neigeait toujours. Je dornùs plusieurs
heures d'un vrai sommeil. Au jour ie me réveillai. Sur les
huit heures et dem.ie, dans uµ endroit situé à sept lieues espagnoles du point d'arrivée, - j'ignore le nom, - on fit halte une
demi-heure. L'un prit de la soupe, d'autres du chocolat ou des œufs
frits. J'eus l'heureuse inspiration de gober deux œufs Grus, tout
nouveau pondus, avec une copita d'eau-de-vie blanche d'Espagne.
Cela me donna du ton. Le soleil monta; on entra en même
temps dans une région où il avait peu ou point neigé. La fin du
voyage ne fut plus qu'un jeu. La dernière heure fut même très
agréable; on apercevait dans le lointain plusieurs des tourelles
salmantines. On les approchait petit à petit. Pour entrer dans la
ville, on la tourna, comme fait le chemin . de fer autour de Vervins. Salamanque est de même disposé en amphithéâtre. Dans le
bas, le Termes, torrent au lit immensément large, qu'on passe
sur un pont (romain ?)de vingt-cinq arches. A cette saison, le lit est
étroit et n'a pas un mètre peut-être de profondeur. Toits en pannes.
Vieille ville, énormément de cachet. Je n'ai encore rien vu d'aussi
intéressant, ni en Espagne ni hors d'Espagne. Richesse monumentale - époque Renaissafice -incroyable. Tout ce que j'ai vu de
-la ville est en laides maisons, qui, je le répète, ont beaucoup, beaucoup de cachet. Place magnifique dans son genre. Habitants portant costume salmantin; femmes, jupon court, gros souliers, bas
bleus, laides. Notre diligence, qui a changé cinq ou six fois en
route ses trois paires de mules ou de chevaux, monte les côtes
de la ville au trot: les diligences espagnoles vont assez vite, il
n'y a pas à se plaindre. Je débarque dans une bonne casa de hués-pedes ou fonda, comme on voudra. C'est la comtesse de Montijo
qui a eu la prévenance, outre la lettre pour son homme d'affaires
d'ici, de me donner en même temps l'adresse du meilleur hôtel.
Le 1neilleur, ce n'est pas trop : Sala.manque passe, dans les guides,
pour n'avoir que de détestables hêtelleries.
- Je serai fort bien ici. Je suis installé complètement, et comme

CORRESPONDANCE n'ESPAGNE

pour un bon séjour de deux semaines environ. Lit, table de
nuit avec tiroir, quatre porte-manteaux oü pendent mes habits,
trois chaises, une table avec un tiroir, ma caisse, dont l'un des
compartiments est l'armoire à linge et l'autre fa bibliothèque,
enfin une cuvette et les accessoires sur un pied en fer, comme
dans les posadas d'Andalousie et à ma fonda de Cordoue : voilà
toute mon installation. Ajoutons un miroir et un brasero sur le bord
en bois duquel repose mon pied gauche. Mon installation ne
laisse rien à désirer, à mon point de vue. Fenêtre avec balcon sur
rue. Une lampe. - Nous arrivâmes à une heure et demie.
J'ai vu le recteur, qui a lu la lettre de M. Maldonado. Je puis dire
qu'il est à ma dévotion . La bibliothèque est ouverte au public
de neuf heures à cieux heures. Il m'a dit que je dirais de quelle
heure à quelle heure je veux travailler, et qu'il metrait un employé
de la bibliothèque à ma d.isposition pour me la tenir ouverte tant
que je voudrai. Rendez-vous pour demain matin. Je suis enchanté
de son accueil. Du reste, plus il est à mes ordres, plus je le
remercje de sa bienveillance et de ce qu'il veut bien faire pour
moi. Je suis plus content qu'à aucun moment de mon voyage.
Je travaillerai de neuf heures jusqu'à la ·tombée de la nuit, en prenant dans l'intervalle le temps de déjeûner traliquillement. Les
manuscrits d'ici seront intéressants. Je me porte toujours fort
bien. J'espère gu'il en est de même de vous. Je vous embrasse
tous. On m'appelle à dîner. Braves gens, ici, à la Casa.
Votre fils,

Ch. G.

XXVI
Salamanca, Fonda de la Burgalesa, Plaza de la Libertad.
4 décembre 7 5.

Mon cher papa,

Envoy~z.-moi donc, aussitôt reçue la présente, une lettre
ci en tête.

a l adresse

�430

CH. GRAUX.

Quelque heureux qu'ait été tout mon voyage jusqu'à présent, je
prévois que le temps que je vais passer ici va s'écouler délicieusement. D'abord je ne suis plus à l'bôtel. Je suis chez de bonnes
gens, à qui j'ai demandé tout de suite en arrivant tout ce qu'il
me fallait pour me constituer une petite vie bien confortable et à
ma mode. Puis, à la bibliothèque, je suis chez moi. Le recteur
m'y a installé chez moi. Il m'a demandé une foule de détails sur
l'antiquité; il vient se renseigner auprès du jeune professeur
de Paris qui, il l'a vu tour de suite, vit dans un centre où l'on
est beaucoup plus au courant de tout qu'à Salamanca. Il est professeur de littérature, sait un tout petit peu de grec, est, par devoir,
obligé d'enseigner la littérature grecque comme la latine et
comme l'espagnole. Il sait assez bien lire l'allemand et s'est
exercé tout haut, pour que je l'aide, à traduire quelques phrases
d'un traité de paléographie grecque en allemand que j'avais là.
Je peux dire que nous sommes bons amis.
J'ai commencé à travailler sérieusement; ma besogne ici est
fort intéressante, et cette bibliothèque possède des livres, au
moins la petite bibliothèque Teubner, entre autres: 1 et tout cela
est tout près de moi, et jé n'ai qu'à ouvrir la bouche, tout le
monde est prêt à me chercher ce que [jeJ désire. Je travaille
dans le cabinet du chef, un brasero sous les pieds ( comme qui
dirait une vaste chaufferette). Le jour baissant, j'ai levé aujourd'hui la séance à quatre heures et demie.
Voici quelle va être ma vie. De neuf à onze heures et demie,
1. On lit dans le Rapport de 1876, loc. cit., p. 205: « Don Mamès Esperabé
Lozano, recteur de l'Université de Salamanque, s'occupe activement depuis
quelques années de l'organisation d'une bibliothèque destinée particulièrement
à l'usage des professeurs et des élèves dè la Faculté des lettres. Elle comprend
déjà un nombre assez considérable d'éditions critiques modernes d'auteurs grecs
et latins, et toute sorte de bons livres parmi ceux qui ont été récemment
publiés en Angleterre, en France et en Allemagne, dans le domaine de la philologie comparée et de la philologie classique. Je crois devoir la mentionner ici
comme étant déjà la plus notable d'Espagne dans ces deux branches spéciales.»

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

431

première séance. Déjeuner à ma casa de huéspedes ( car ma casa ne
paye pas du tout la patente de fonda, mille réaux, mais bien
cinq cents réaux= cent vingt-cinq francs). De midi et demi à
quatre heures et demie (et sans doute bientôt à quatre heures un
quart et à quatre heures), seconde séance. Dîner à six heures. Il y
a là des jeunes gens et un de mes compagnons de voyage. J'écoute
naturellement plus que je ne cause; vous savez que j'aime bien
cela. Raisin et poires; bonne cuisine. Rentrant dans ma chambre,
quand j'ai assez de la conversation, je m'installe près de mon
brasero; sur ma table, une lampe au pétrole. Ce sera le temps de
réviser mes notes de la journée, combiner le travail du lendemain, écrire à l'occasion, ou lire mes livres espagnols.
Il est certain que j'ai au moins pour dix jours d'ouvrage. Peutêtre, je ne saurais le dire maintenant, cette vie se prolongera-t-elle
jusqu'à la Noël. Cela vaut donc la peine que vous m'écriviez ici
directement. Après tout, une lettre arriverait-elle après mon
départ, qu'on me la ferait suivre à Madrid; mes hôtes, Dieu
merci! savent bien faire cela.
C'est charmant de vivre à Salamanque; partout des colonnes,
des corniches, des fragments monumentaux à de simples habitations particulières. Et des monuments, on ne voit que cela. Il y
eut ici vingt-cinq couvents d'hommes, autant de femmes, autant
,de collèges et vingt-cinq églises. Malgré les nivelages révolutionnaires, il en reste encore beaucoup, et cela vous frappe agréablement la vue par où que l'on passe. L'air est sec; il gèle. Bon
temps : on a de beaux rayons de soleil. Les braseros suffisent très
bien à. chasser le froid d'ici qui n'est pas intense.
M. Vergara, un employé de la bibliothèque, à qui j'ai apporté
une lettre d'un de ses intimes de Grenade, se met bien aimablement à ma disposition. Il doit venir me trou ver demain dimanche
pour aller promener. Aux trois points cardinaux de l'Espagne,
les seuls que je connaisse, l'hospitalité se pratique très largement,
et l'on voit qu'on est habitué à se conduire ainsi de bon cœur.
Je vous écris pour vous faire part de cette heureuse situation

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

ou 1e me rencontre. En même temps que cette lettre ou peu
après, Garbe vous renverra d'Angers le n° XXV, que j'ai mis à la
poste ce matin (les lettres panent d'ici pour la France à dix heures
du matin), et qui parle de mon voyage. Demain je vais voir du
monde, non scientifique cette fois. Il y aura énormément à voir
aussi en fait d'architecture. N'ayez pas peur, je ne vais pas m'ennuyer. Avez-vous reçu aussi l'autre lettre écrit~ à Garbe le
3o novembre, qui devait être accompagnée de celle de Bourget?
Mais on m'appelle à dîner. J'y vais. Ensuite, j'ajouterai un
dernier mot et j'irai ce soir même, ici tout près, la jeter à la
poste.

ecrrre, je vous expédie des épîtres passablement mal peignées.
Contentez-vous en pensant que je soigne mon travail, le principal, n'est-ce pas? en ce moment.
Ch. G.

43 2

P. -S. Je ne suis pas content du tout de la lettre ci-dessous ',
bien qu'elle vous rende compte fidèlement de mon installation
ici. Je l'ai écrite et je vous l'envoie uniquement pour la première
phrase.
Ch. G.

XXVII

Après le dîner.

L'un des compagnons de table est le vicomte de·... Il est ici
avec son beau-frère, le frère de sa femme. Deux jeunes gens de
vingt-cinq, vingt-six ans. Pour avoir passé trois ans en France et
avoir été au collège d'Angoulême, il parle peu correctement le
français. Aussi, pour le peu que nous causons, me fait-il parler
espagnol. Si je prononce drôle, au moins y vais-je assez franchement. Ah! que veux-tu ?
Quod natura non dat
Salamanca non praestat.
« Ce que nature n'a point donné, Salamanque ne le fournit. »
J'ai peut-être rencontré cet après-dîner une petite lettre inédite
de Synésius 1 • Je vais revoir mes notes de la journée. Portez-vous
bien, et écrivez l'un ou l'autre à votre Salmantin

Ch. Gr.
Je vous embrasse bien tous.
Me pressant toujours quand je prends la plume pour vous
r. Les mss. 1-2-7 et 1-2-18 de la Bibliothèque de l'Université de Salamanque renferment des lettres de Synésius. Voir Notices s0111inaires, pp. 168169 et pp. 187-190 .

•

433

Salamanque, Burgalesa, dimanche 5 décembre 75.
(Fort belle journée : soleil. Je suis sorti en
pardessus d'été. Cependant les Salmantins gèlent.)

Journa.l.

Au lit jusqu'à dix heures et quart, lisant les articles « Eschine»
et cc Démosthène » de !'Histoire litté~aire de la Grèce de D. Jac.
D-iaz, qui, comme beaucoup d'Espagnols, prétendit lire les auteurs
et les juger sans s'inquiéter des travaux d'autrui, cela, disent-ils,
pour ne pas être traités de compilateurs. Non, pure paresse!
Ce Diaz, cela lui a porté malheur, car il est ou puéril ou pédant,
à mon sens, dans tous ses jugements. Il lit les pages de Démosthène comme il ferait les compositions d'élèves de rhétorique,
s'inquiétant surtout de voir « si les règles sont appliquées », et
croit que l'adversaire de Philippe de Macédoine était un cc homme
de lettres ». Il est de son temps et de son pays, celui-là! En effet,
en Espagne, aujourd'hui, une réputation bien établie de bon
r. Ce post-scriptum est placé en tête de la première page de la lettre.
Revu.e bùpa11i.q_ut. xrn._

28

�431

CH. GRAUX

littérateur est la passe pour arriver aux emplois politiques_; je
jette au hasard sur le papier Emilio Castelar, Canovas del Casttllo,
M. Valera daos une sphère moins supérieure.
J'avais pris sur les sept heures et demie ma petite tasse de chocolat. En Espagne, on prend du chocolat (même au lait) comme le
café noir chez nous, pas plus : cela coûte quinze sous dans les cafés
et les fondas. (Ici c'est dans le prix convenu par jour). On ,•o~s
sert en même temps un petit pain tout chaud, ou quelquefo1S
de petits « biscuits à la cuiller &gt;&gt;, faits à l'huile, puis une petite
serviette de poupée (la « serviette à chocolat »), et un verre
d'eau avec un sucre : cc ne sont point des morceaux de pain de
sucre, comme eo France, mais ce sucre, gros et long comme une
&lt;&lt; trempette » (maman saura ce que je veux dire), est de la même
nature que celui qui se forme sur les petites tartes au sucre de
maman quand le caramel ne se forme pas. On le délaie dans
l'eau, où il fond en moins de rien.
Je me levai, fis ma barbe Ge la fais presque tous les jours, et
me la fais faire de temps en temps ... pour continuer mes études
de Figaros comparés), montai déjeuner, - car j'habite au pre_mier, ce qui laisse à entendre que notr petite saUe à man~er est
au second, - entendis la mes.se de midi ::i la petite paroisse de
San Martin, à la grand'place, rencontrai en sortant le recteur, qui
vint me voir quelques moments après chez moi. Je lui montrai
mes livres. Nous sortîmes ensemble, refîmes, en vrais Salmantins, quelques tours sous les arcades de la grand'place (se fi~er
le Palais Royal, carré, mais avec un cachet spécial, ... salmantm).
Il m'indiqua la maison de D. Federico, le. jeune paren~ de
M. Bueno, que je ne rencontrai pas chez lui. Je cherchai la
maison, sachant la rue et ayant pour indication « maison en
pierre, la meilleure de la rue &gt;J. J'étais embarrassé. Il se trouva
que la servame passa, comme j'étais en colloque avec un homme
qui ne me renseignait pas du tout. Je remis donc à la servante
de D. Federico la lettre dont j'étais porteur avec ma carte et
mon adresse. Elle entra en me disant, selon l'usage, (mon Dieu !

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

435

combien ai-je de maisons eo Espagne?): « Usted tiene aqui su
casa ». Pendant que j'étais à faire une autre course, D. Federico
est venu ; il reviendra demain.
J'allai voir le vieil homme d'affaires du duc de Sesto. Réception
aim:ible, comme elles le sont toutes. Il est lui aussi tout à mes
ordres.
Je trouvai avec peine la maison du régisseur de Montijo,
dernière maison de la Calle de Libreros, à gauche. La lettre de la
comtesse dèvait être bien flatteuse pour moi ( elle a l'habitude de
fermer ses lettres). Son homme d'affaires, quarante à
quarante-cinq ans - aimable, assez instruit (il a, au collège,
traduit le Télémaque et appris le droit romain, plus tard, dans
le livre d'Ortolan, un livre savant, à ce qu'il paraît aux Espagnols), m'a r çu avec mille égards, sera mon cicerone, à mes
heures, pour visiter tous les monuments de Salamanque, s'arrangera de façon à. ce qu'on soit prévenu de notre visite et à ce que
les portes soient ouvertes aux heures où nous nous présenterons.
Nous avons causé près de deux heures dans son salon autour du
brasero. Sa mère est une bonne vieille fenime, fière de son fils.
« Je suis grande, me dit-elle, mais la comtesse est encore plus
grande que moi. » J'ai compris que cela voulait dire c&lt; vieille )&gt;.
Il paraît que la comtesse de Montijo a passé quatre-vingts ans ;
j'en suis stupéfait. A soixante-dix ans, elle en paraissait quarante,
dit D. Juan Garcia. Elle est venue une seule fois à Salamanque,
accompagnée de !'Impératrice, alors se,ïorita. C'était en 46. L'Impératrice future avait alors un feu et une âme d'homme.

XXVII bis
Salamanque, lundi 6 décembre 75.

s h. du soir.

Jour11al.

Mon cher papa,
En rentrant de la bibliothèque, je trouve une lettre qu'on

�CH. GRAUX

vient de me renvoyer ici de la Fonda des Ambassadeurs, où,
selon les conventions, papa l'avait adressee. Elle comprend un
billet de papa, un de maman, la lettre de Paul Hennig 1 •
r Papa. Il y a longtemps que je sais que mes lettres et les
vôtres peuvent peser jusqu'à dix grammes; j'avais cru que vous
aviez rangé depuis plus de deux mois le poids de sept grammes
et demi, dont je vous parlai à Barcelone, dans la catégorie
des erreurs. Si vous avez payé un supplément de port pour une
lettre de moi pesant douze gram mes (sic), que voulez-vous? c'est
la faute d'un employé espagnol, - ces gens-là n'en font pas
d'autres; ils commettent sans cesse des erreurs par paresse de
vérifier, - car je ne jette jamais à la boîte une lettre qui serait
susceptible de peser plus qu'à l'ordinaire, sans demander ou
faire demander si elle est bien.
J'ai accusé réception de b lettre de M. Magnier dans mon
n° XXIV, adressé d'abord à Garbe, et que vous avez dû lire à
l'heqre qu'il est.
Je m'étonne de n'avoir pas de nouvelles de la lettre que papa
dit, le premier décembre, m'avoir envoyée le dimanche 28 au
soir. Je ne sais si elle disait que Mm• Noël• est morte, je crois le
deviner. Il me semble aussi qu'on a volé de l'argent chez mon
oncle André : je [ne] devine pas l'importance du vol ni les
moyens employés ; je suis heureux qu'ils se soient suffisamment
rassures. Cette incertitude où je suis, si vous ne m'en tirez point,
0

1. « En 187 r, après la signature de la paix et avant le règlement de l'indemnité de guerre, le pays vervinois reçut des soldats allemands. Chaque habitant
était tenu d'en loger. Plus d1un voisin venait demander à Ch. Gr. de servir
d'interprète. Ch. Gr. fit ainsi connaissance avec un jeune volontaire d'un an,
Paul Hennig, fils d'un pasteur saxon; ce jeune volontaire était lui-même étudiant en lettres et se destinait à la carrière du professorat . Paul Hennig et
Ch. Gr. entretinrent plus tard une correspondance assez suivie qui dura jusqu'à
la mort de Ch. Gr. ,, H. G.
·
2 . Mère de l'officier de marine dont il a été question dans les lettres II, Ill
et XXIIT. H. G.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

437

me gênera beaucoup pour leur faire une lettre de Nouvel An ,
laquelle je comptais écrire vers le 26 courant et de Madrid.
J'espère encore, - aucune de nos lettres, des uns ou des autres,
ne s'étant perdue jusqu'à présent, - recevoir à la prochaine
occasion cette lettre du 28. A quelle adresse m'était-elle
envoyée?
Merci du renseignement de M. Rogine sur les planètes. Je
lui envoie de loin mes sentiments toujours reconnaissants et
~m1caux.
Je suis content que vous ayez envoyé de nouveau des fruits à
Wenck. N'as-tu rien reçu de Rouen? Je ne sais pas le nom du
correspondant rouennais de Carlos Bouisset ; mais toi tu le sais,
et je pense que tu l'auras donné à Wenck. Je raisonne dans le
vide, mais il serait possible que ce monsieur de Rouen attendît
tout simplement qu'on fasse prendre chet lui, et qu'il ne t'écrivît
pas du tout. Vois. Actuellement, je ne puis plus rien dans tout
cela : « c'est ton affaire ».
2° Maman. Tout cela est bien. Je vais repondre en ce qui
concerne le roi. Je ne suis pas sûr d'être bien au courant, mais
je crois qu'il ne part pas pour l'armée du Nord, au moins jusqu'au printemps. Je solliciterai dans ce cas, une fois réinstallé à
Madrid, la faveur d'une audience de lui. Je [ne] crois [pas] qu'il
y ait de question de politesse là-dedans, mais je tâcherai de faire
ce plaisir à maman. Ce qui m'arrêtait, c'est 1a question d'étiquette.
J'ai peur de ne pas être assez correctement mis pour me présenter devant un roi ; et je ne sais pas bien si je serai oblioé de
lui dire quelque chose, ni quoi ; enfin je prendrai mon to~pet à
deux mains. - Je n'ai pas encore attrapé de rhume cet hiver-ci .
Il a fait encore fort beau aujourd'hui. Il ne gèle pas ce que nous
appelons à glace; c'est à peine s'il gèle blanc la nuit. Il ne fait
pas de vent non plus. On ne peut pas se plaindre, en vérité,
d'un pareil climat.
3° Paul Hennig. Prepare pour l'année scolaire 75-76 un examen de fin d'études à l'Universite. S.1 lettre est amicale, beau-

�CH. GRAUX

coup moins raide qu'à l'ordinaire. On dirait qu'il s'humanise.
Je m'en félicite . Il m'apprend que, réformé récemment pour
cause de myopie, il ne fait plus partie désormais des cadres de
l'armée allemande. Il ajoute que cette nouvelle doit faire particulièrement plaisir à maman qui, en r87r, craignait de no·us voir,
quatre ou cinq ans après, nous tirer des coups de fusil, à l'occasion de la revanche. Ne sachant pas si je suis encore en Espagne,
il dirige sa lettre dans ma vieille ville natale, chère à lui comme
à moi. Il prie de faire ses compliments à mes bons parents. Tout
cela est gentil. J'ai idée de lui enrnyer pour la peine mon portrafr en Espagnol, s'il n'est pas trop, trop mal réussi. Je l'aurai
pour la Noël, mon portrait.
Bien que ce soit vous envoyer des lettres coup sur coup, je
crois que je ferai partir celle-ci demain à dix heures.
Journée complète à la bibliothèque, de neuf heures à quatre
et demie, une heure et quart ayant été retirée pour déjeuner et
recevoir la visite de M. Arriaga, jeune homme aimable, mais dont
je ne tirerai sans doute rien. Voilà huit manuscrits d'ici de&lt;&lt; dépêchés &gt;&gt;, comme dit le recteur (despachados). II y en a eu deux de
particulièrement intéressants dans le nombre. Je continue à voir
l'avenir en bleu.
Je vais travailler ce soir après dîner à une lettre que j'ai à expédier au professeur Foerster, de Rostock, concernant l'un des
deux manuscrits importants dont je viens de parler.
Mercredi, c'est grande fête ici: l'immaculée Conception.
L'Espagne, elle aussi, prétend être la terre de Marie. En recevant
la croix de Charles III, il fallait, même annt la proclamation de
ce dogme, jurer qu'on croyait à !'Immaculée Conception. J'irai
donc mercredi voir officier à la cathédrale de Salamanque, en
bleu. J'irai au sermon, - je médite au moins d'y aller, - au
salut, à S• Martin•.
Dans le milieu du jour, grande fête municipale. On vient de
• I.

C'est-à-dire à l'église San Martin dont il a été parlé plus haut, lettre XXVII.

439

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

faire les eaux. On les inaugure le jour de la Conception. L'ingénieur des eaux est arrivé hier ici, et est notre compagnon d'hôtel.
Le vicomte, pour ce jour-là, regagnera, avec son beau-frère, Alba,
son pays, à quatre lieues d'ici, pour souhaiter la fête à sa femme,
qui s'appelle - en diminutif - Concha (prononcer Contecha),
c'est-à-dire Maria de la Concepcion. _
Dans cinq minutes on va m'appeler à dîner. En ce qui me
concerne, vous voyez que tout va bien, ce me semble; je ne
puis pas désirer mieux. Si vous [!']avez cru [bon], vous m'avez
maintenant envoyé une lettre à Salamanque, soit poste restante,
soit directement. Il faut compter six jours (maximum) pour
qu'une lettre de vous me parvienne ici. Vous pouvez partir de
cette donnée_que je ne quitterai pas la bonne vieille Salamanque
avant le r8 courant au plus tôt. Toute lettre de vous qui, d'après
vos calcuJs, devrait arriver plus tard, adressez-la à !'Hôtel de
Embajadores, où je redescendrai à mon retour et où mon cc arche»
m'attend.
Portez-vous bien tous. Je vous embrasse beaucoup.
Votre fils,
Ch.

GRAUX

P.-S. Accusez-moi toujours réception de mes numéros. Dites
si vous avez XXIV, XXV et XXVI, et si vous avez reçu, avant
le XXIII, auquel vous venez de répondre, les XXI et XXII. Si
réception en a été accusée, ce doit être dans la lettre égarée.
Ch. G.

8 h. Voilà seulement qu'on sort de table. On ne fait pourtant
pas des repas de Gargantua, quatre modestes plats, du fromage et
des fruits, et c'est tout; mais on a causé longtemps Expositions
universelles, question franco-allemande, eaux de Salamanq.ue,
etc. C'est digestif. C'est quelquefois dur à suivre une vraie conversation de gens qui parlent avec volubilité après dîner.
Ch. G.

�CH. Gl{AUX
CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

XXVIII
Salam:inque, le 13 décembre 1875, après-dtocr.

Mon cher papa,
Je suis tout heureux de ta lettre de mercredi dernier. Quoique
adressée po te restante, le facteur vient de me 1apporter à la
Fonda lors de la distribution de cinq heures; car à la poste de
Salamanque je suis connu comme le loup blanc. Ta lettre du
28 dernier n'est pas encore retrouvée, mais on est sur ses traces.
Elle est arrivée à Salamanque quelques heure après moi. Le
facteur vient annoncer d'en bas: « Lettres pour Don Carlos »,
sans dire quel D. Carlos. &lt;&lt; Parti ce matin pour Caceres », répond
mon hôte ; tenez, voici le billet qui porte son adresse là-bas. &gt;&gt;
De sorte que ta lettre et une autre, - je sais de qui, ont
allées trouver à Caceres, - trente lieues d'ici, - M. Carlos Percot.
Dans Je moment, mon hôte, qui n'avait pas tardé, en y r songeant, à s'apercevoir de la grosse bourde qu'il venait de commettr , ne me parla de rien, et se contenta d'envoyer au directeur des postes de Caceres une carte-postale pour tâcher de réparer
sa méprise. Quand, avant-hier, je lui reprochai de m'avoir i:aché
l'histoire, il 'excusa en disant qu'il n'avait pas voulu darme disgusto, « me donner du déplaisir ». Enfin, ayant été averti que
ces lettres, que je m'étonnais de ne pas voir arriver, m'avaient
été exactement renvoyées de Madrid, je fis part, - c'était vendredi dernier, - à Garcia (l'hôte) de l'étonnement où j'étais de
ne pas les avoir reçues, et, comme je me menais en devoir
d'aller à la poste, il confessa tout. Nous allâmes ensemble trouver le directeur des postes d'ici, à qui je remis hier une lettre,
rédigée . d'après ses instructions, pour son confrère de là-bas.
J'attends mercredi le retour des égarées: j'espère qu'elles vont
être remises, ou le sont déjà à l'heure qu'il est, dans le bon
chemin.

44r

T s pré,·entions contre la po te restante doivent tomber devant
la promptitude et la ponctualité avec laquelle ta dernière m'est
parvenue. Si la pauvrette de Paul Bourget a attendu si longtemps,
c'est que la première fois que je passai au bureau après son arrivée, l'employé chercha mal, ce qui arrive souvent dans la trop
peu parfaite Espagne, et que, lors de ma seconde visite, c'était en
effet, - tu as bien conjecturé, - au retour d'Andalousie: j'aime
ton jugement, tout concis qu'il soit, sur la lettre de Paul.
Mais l'autre Paul, celui d'Angers, il me semble que ce n'est
pas à vous, mais à moi qu'il ferait bien d'écrire.
Les nouvelles concernant M. Lavi se me caus nt beau oup de
joie. Imagine-toi que je m'étais dit ces jours derniers qu'un
article ur l'Université et la ville de alamanque jadis et aujourd'hui, et en général sur la décadence des études classiques et de
l'amour de l'antiquité en Espagne, manquait à la Revue des De11xMo11des. On verra à cela 1 •
Et les candidats bonapartistes de l'Aisne ? Il n'en est donc pas
encore question? M. L. .. n'entre pas en lice, ou se prépare-t-il
pour b. fois d'après ? Parle-moi de cela, et du greffe, s'il y a du
nouveau.

Il faut dire à M. Magnier de se soigner beaucoup, pour que
sa grippe ne dure pas si longt mps que l'hiver passé. Je tiens à
l'avoir bien portant lors de mon retour; si j'ai beaucoup de
choses à lui conter, il faut qu'il puisse m'en dire beaucoup
aussi.
Je n'attends pas maintenant de nouvell de ma prolon°ation ;
ces choses-là ne peuvent aller vite. Ce sur quoi je compte, c'est
la lettre de crédit que Fleury-Hérard, j'espère, m'enverra par
avance. Je l'attends vers la oël; au surplus, je ne suis pas à
r. Cet article, intitulé L' U11iversild de Sala111a11q11e m 187J a été publié d:ios
la Rame i11tematûmale de f Eusei~nemmt du 15 juillet r 882 et reproduit d'abord
en un pt:tit volume in-12 de 8,J pp. (Paris: A. D11pret, 1887), puis dans Nolicts
bibli"l[raphiqUls, pp. 317-340.

�44 2

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

court. J'ai ici ~oute ma fortune, qui se monte encore actuellement à plus de cinq cent-cinquante francs d'Espagne. J'aurai à
payer là-dessus quinze à dix-huit jours de fonda à ·salamanque et
ma rentrée à Madrid, dont je ne suis après tout qu'à cinquante
lieues au plus. Je me trouverai réintégré à l'Hôtel des Ambassadeurs pour l'époque de la Noël avec deux cent-cinquante ou trois
cents francs en poche: cela suffit pour parer un temps aux événements, surtout quand on ne paye pas sa vie au jour le jour.
Ayant à aller voir le recteur ce soir pour lui demander des
données exactes sur l'enseignement du grec en Espagne, je ne
puis être long ce soir; or je veux te répondre poste pour poste,
pour te communiquer ma joie de ta lettre Je plus rapidement
possible. Je ne puis donc parler cette fois d'une foule de choses,
dont j'ai là une longue liste toute dressée.
Je quitterai sans doute Salamanque à la fin d.e cette semaine,
ou dimanche, ou au plus tard lundi.
·
La présente reçue, recommence ( ou continue, si tu as déjà
recommencé) à adresser à !'Hôtel de Embajadores.
Je me suis fait transférer depuis quatre ou cinq jours dans
une chambre tournée au midi, au troisième, basse de plafond,
mais où le soleil entre toute la journée à pleins bords. Hier,
par exemple, j'ai travaillé toute la joµrnée à f~nêtre ouverte et
dans le soleil, ayant continuellement chez moi depuis huit jours
_plusieurs manuscrits grecs que j'emporte à volonté de l'Université. Il semble que la bibliothèque m'appartienne en propre.
C'est charmant, les facilités qu'on m'accorde.
Je me porte bien. Je bois du Saint-Julien et du Château-Margaux ( excuse du peu !) ou des baptisés tels, très agréables, mais
jeunes, à six francs la bouteille ; mais je fais durer une bouteille
deux jours, et je dépense encore moins en somme qu'à Madrid.
Tu es embrassé, et les autres,
par ton fils,
Ch. GR.

443

XXIX
Salamanca, 16 décembre 1875, au soir

Ma chère maman,
Sois tranquille: les braseros ne m'ànt pas asphyxié jusqu'à
présent et il y a lieu de croire que d'ici dimanche ils ne me
joueront pas de mauvais tour. Dimanche je reprends la voiture
de Madrid. Je m'arrêterai sans doute deux ou trois jom:s en
passant à l'Escurial pour reconnaître la position ; comme ce
n'est qu'à une heure et demie de Madrid, je ne suis pas gêné;
j'y retournerai plus tard plus longtemps, s'il y a lieu. Après le
reçu de cette lettre, il n'y a pas d'incertitude à avoir sur la direction à donner aux lettres que vous m'adressez; p.our la Noël, je
serai réintégré dans ma chambre de l'Hôtel de Embajadores. Mais
pour en revenir aux braseros, il paraît que le fort de l'hiver est
passé dans ce pays privilégié. La gelée a cessé le I 3. J'entendis
ce jour-là, étant à travailler après le dîner ou à écrire des
lettres, - car ma correspondance est en ce moment assez bien
nourrie, -:-- le sereno, c'est-à-dire le veilleur de nuit, passer sous
mes fenêtres en criant :· t&lt; Son las nueve y sereno ; i1 est neuf heures
et le temps est clair. i&gt; Ne repassa-t-il pas ou ne l'entendis-je pas,
toujours est-il que j'allais quitter la table de travail quand sa voix
revint frapper mes oreilles et il cria: « Son las ot~ce menos cuarto y
nublado; il est onze heures moins le quart et le temps est couvert. ,,
Il plut un peu cette nuit-là ; de mêm~ le lendemain; enfin, aujourd'hui, le temps est tout à fait radouci et il a plu sérieusement sur la
fin de l'après-midi. En comparant avec la lettre de papa du 8, le
dégel ici nous est donc arrivé cinq jours après avoir commencé à
Vervins. Si, comme on le prétend, nous devons être quitte de
l'hiver comme cela, bien qu'il ait fait fort froid les nuits ( - ro
maximum) -que m'importait? j'étais bien couvert et j'avais
bien chaud dans le lit l - j'appellerai cela un hiver court et
doux, car pendanda journée au moins le soleil réchauffait.
0,

�444

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

J'ai ~épondu par une lettre jetée à la poste le 14 courant
avant dix heures du matin, à celle que papa m'écrivit le 8, l'adressant poste restante. Le même jour au soir à l'heure du dîner
.
'
'
arr~va la nouvelle lettre de papa du 9, et celle où tu exprimes la
crainte des braseros. J'ai dit qu'il n'y avait point de danger;
au surplus, par excès de précaution, on les retire la nuit. Tu me
dis de rester tant que la santé ne m'obligera pas à raccourir près
de vous. Comme _tu y vas, ma chère maman? T'imagines-tu
d_onc que :ous ~es Jours ma santé va en se désorganisant et que je
t~che de tirer a la plus longue dans l'intérêt de la science ? Nous
n f somm:s p~s. ~on, _mets-toi bien dans l'idée que je ne me
sms, en f~it, iamais mieux porté à Paris qu'ici; présentement
le corps Vit chez moi absolument sans se faire sentir, et ma
s~nté - est-ce clair? - n'a jamais atteint un point de perfect10n plus élevé.
Enfin:, ce soir, toujours à l'heure du dîner, on m'a apporté
la dermere lettre de papa, datée du dimanche 12. Les lettres
vont vite en ce moment. Je vais te quitter pour lui répondre à
ses deux du 9 et du 12.
D'abord, laisse-moi te dire de ne pas te casser la tête, mon
cher, papa, à éclaircir la question de ta lettre que j'ai déclarée
égaree. Dans mon numéro XXVIII (marque-lui son numéro si
comme je_ le _crois, j'ai oublié de le mettre moi-même), je' t'ai
conté l'histoire. Aujourd'hui j'ai perdu tout espoir de la
retrouver. Le directeur des postes de Caceres est évidemment
un mal élevé . Non seulement il n'a rien renvoyé, mais il n'a
pas même donné signe de vie ; ni à la carte-postale de Garcia
mon ~ôte, _ni à ma lettre très-polie il n'a répondu quoi qu;
[ce] _son. _Hier, son con~ère d'ici, qui me traite avec égards
et tres obligeamment maintenant, m'a promis de lui écrire luimême à son tour ; mais désormais j'ai fait, mon deuil de ta
lettre du 28 novembre.
Dans ta dernière tu m'as répété quelques renseignements qui
~e manquaient par suite de la perte de cette même lettre qui
JUStement renfermait, - c'est toujours comme cela, _ nombre

445

de détails concernant plusieurs personnes, à ce que j'ai pu voir.
Je viens donc d'apprendre l'incendie de mon oncle André', qui
sera en effet peu de chose s'il ne s'effraye pas trop à la suite de
cet accident assez étrange, en même temps que la mort de
Mm• Noël, d'Amiens. Mais qu'est-il donc arrivé à Mm• Parmentier? Voici deux fois que tu fais allusion à un accident, comme
à une attaque de paralysie ou d'apoplexie, à ce qu'il me semble.
Ai-je deviné juste ? Ce serait fort triste. Tu m'as dû dire au
juste ce qu'il en est dans la lettre perdue. Je serai obligé un de
ces jours d'écrire à Jules 2, le lui ayant promis; tiens-moi bien
au courant.
Je ferai une lettre de Jour de !'An à mon oncle André; maintenant je ne serai plus gêné. Mais voilà M. Magnier recondamné
à la chambre. Je n'ai pas besoin de te demander de m'envoyer
dans chaque lettre le bulletin de sa santé. Quel dommage que
je ne puisse vous faire part de quelques-uns de ces degrés de
température que les Castilles ont en ce moment de plus que Fontaine ! Répète-lui bien, en allant le voir, de se soigner, pour lui
et pour les autres qui ont besoin qu'il soit en bonne santé pour
pouvoir jouir de lui.
A Fleury-Hérard à présent. Il me semble que tout va bien .
Si, par extraordinaire, on ne m'accor:dait pas ma« prolonge &gt;J, je
reviendrais vers le milieu de janvier sans doute, ayant dépensé peu
sur la nouvelle lettre de crédit de deux mille francs que le banquier va m'envoyer; et, dans tous les cas, il me paraît que tu
n'auras rien ou bien peu à lui payer en suite de ta garantie de
quinze cents francs.
Hier même je reçus une lettre de lui, où il m'annonçait qu'il
t'avait écrit pour te demander si tu étais prêt à lui fournir cette
garantie ; que, provisoirement, il avait prévenu son correspon1.

Il s'agit de l'ince11die d'un bâtiment rural sis au village de Bernot.

H.G.
2.

Le plu6 jeune des enfants de Mme Parmentier. H. G.

�447

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

dant de Madrid de tenir toujours quatre cents francs à ma disposition, - ce qui fait que dût, je ne sais pour quelle cause, tarder la
venue du crédit, je ne serais point dans l'embarras. Il m'invitait en
outre à écrire deux lettres, l'une au secrétaire de la Faculté des
Sciences, notre payeur, l'autre à M. Renier pour lui permettre de
continuer à toucher mes mois de traitement pendant mon absence.
J'ai envoyé ces lettres et lui ai répondu à lui-même. Toutes ces
questions pécuniaires me paraissent en bonne situation.
J'ai reçu récemment une carte-postale d'Albert Fécamp, qui me
parle de livres et me donne de bonnes nouvelles de sa santé et de
celle de s·a mère. Je pense qu'à partir du I " janvier le port de nos
lettres de France à Espagne et réciproquement va être abaissé à
trente ou vingt-cinq centimes et le poids porté à quinze grammes
en Yertu de la convention in,ternationale(universelle); nous pourrons aussi nous envoyer des cartes-postales qui ne coûteront
que deux sous. Informe-toi et informe-moi après, car je ne lis
plus les journaux depuis quelque temps.
Je désirerais savoir quelque chose de l'envoi Bouisset, bien
qu'il n'y ait pas encore absolument de temps perdu. As-tu dit
à Wenck : (&lt; Voici le nom et l'adresse du correspondant rouennais de
M. Bouisset. Faites prendre chez lui et payer par votre correspondant à vous &gt;&gt;? Tu sais que moi je n'ai jamais connu ni le nom
ni l'adresse du correspondant rouennais de Carlos et que, de
mon côté, je n'ai pu par conséquent transmettre ces renseignements indispensables à Wenck. Si tu les lui a donnés, toi qui Ies
avais, et que tu lui aies écrit ce que je viens de dire, tout est
bien et il n'y a qu'à prendre patience.
Je suis content que la lettre de M. Delisle aussi t'ait plu.
Amitiés à mon oncle, en échange des siennes. Mes embrassements à chacun. Je n'ai pas encore le temps ce soir de vous
défiler mon chapelet d'observations sur Salamanque. J'ai toujours tant à vous dire.
Votre fils,

Ch. G.

J'ai terminé ce matin mon étude des quarante-trois manuscrits grecs d'ici'. Il ne me reste plus que quelques courts passages
à copier de côté et d'autre. - Demain matin, visite à la bibliothèque de la cathédrale. J'ai vu les principaux monuments de
Salamanque. Je terminerai demain après-midi, avec le régisseur de
la comtesse de Montijo qui a été mon cicerone, la visite d'un
ou deux qui restent. - Le recteur vient de me faire cadeau
d'un exemplaire de l'histoire de l'Université de Salamanque par un
bibliothécaire d'ici ( r 869 ), et de six exemplaires du petit catalogue.
général des manuscrits de. la bibliothèque publié en 185 5 2 (bien
qu'il soit fort incomplet et défectueux) pour les distribuer aux
bibli~thèques parisiennes ou aux personnes qu'il me conviendra.
Ch.G.

XXIX. bis
Personnelle
« Paris, le 9 décembre 1875.

« Monsieur, Après avoir pris connaissance de votre lettre du

26 novembre dernier, qui m'informe des nouvelles prétentions
« de M. Ocana, je me suis empressé d'examiner s'il y avait lieu
«
cc

de s'imposer une dépense aussi considérable pour l"acquisi-

« tion des deux tables d'Osuua.
« Malgré tout le désir que j'aurais de procurer ces monu«
«

ments à notre Bibliothèque Nationale, je ne puis consentir à
les payer cinq mille douros, comme le demande M. Ocana.

1. Sur les mss. grecs de Salamanque, voir Rapport, lac. cit., pp. 202-205 et
Notices sonmmires, pp. 145-206.
2. Catdloga de los libres manr,scritos que se consei,van en la biblioteca de la Universidad de Salamanca [par Vicente de la Fuente et Juan Urbina]. Salamanca,
1855, pet. in-40, 75 p.

�CH. GRAUX
CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Je maintiens donc le prix de vingt mille francs, chiffre extr~me
c&lt; auquel vous avez été autorisé a vous arrêter. Vous voudrez b1e_n
« faire connaître ma décision à M. Ocana et me donner avis
« immédiatement du résultat définitif de votre négociation.
« Recevez, Monsieur, l'assurance de ma considération très
&lt;&lt; distinguée,
cc Le Ministre, etc.
cc

(( H.

wALLON.

))

J'ai reçu cette lettre ministérielle avant-hier r4, ici à Salamanque: M. Zarco l'avait fait suivre sans perdre de temps. Le
soir même, je fis part à M. Ocaii. a, en espagnol, de la réponse du
Ministre.
Elle est mal rédigée en trois endroits. J'en ai souligné un,
et cela suffit pour te signaler le vice du passage. :-- 2° Le
Ministre dit avoir pris connaissance de ma lettre;. mais, ce~l~ de
M. Ocana ~ lui personnellement adressée par mon ~ntermé?1a1re,
- et dont la mienne ne lui donnait pas la traduction, mais seulement un abrégé incomplet, - et celle précisément à laquelle il
s'agissait de répondre, il ne dit pas s'il en _a tis ,c~nnaissance.
3° Comment veut-il que je lui donne :vis immediatement ,d~
résultat ? Encore faut-il donner à M. Ocana le temps de se dee1der et il n'est pas douteux pour moi que si, dans six semaines
où deux mois, par exemple, M. Ocana revenait dire: cc Donnezmoj les vingt mille, Monsieur le Minis'.re, et_ voici les tables ~,
le Ministre n'hésiterait pas à conclure affaire. Aioute que M. Ocana
m'avait demandé, prévoyant le refus qu'allait rencontrer sa proposition de vendre vin21:-six mille francs, si, dans ce cas, et supposé
qu'il essaye alors de f:ire marché avec d'autres et qu'ils _ne s'en~
tendent pas, il pourrait encore s'adresser à nous et s1 0~1 lu~
payerait toujours vingt mille francs ses bronz~s ; et que Je l~t
avais laissé espérer que dans un délai d'un mots, par exemple, il
serait sans doute encore temps pour lui de revenir à nous. Cela étant, - et M. le Ministre a lu le récit de tout cela dans

449

mon rapport, - j'ai corrigé mentalement le mot cc immédiaten~e_nt n, et j'ai donné trois semaines à M. Ocana pour dire défilllt1vement oui ou non; et j'en ai averti de suite M. L. Renier.
- Voilà, je _pense, une affaire qui ne fera plus donner d'argent
aux compagnies de chemin de fer.

Ch. G.
. Nota. Les deux tables contiennent peut-être en tout deux cent~rnquant~ li_gnes, équivalant à deux cent-cinquante lignes d'un
livre or~10aire. Ma copie en embrassait les trois quarts, ou [ un J
peu moins. Mais, sois tranquille ; -elle est entre les mains de
M. Renier qui est un honnête homme ; il n'y a pas de danger
qu'on la publie.

XXX
Salamanque, dimanche 19 décembre 75,

2

h. après-midi.

Je vais monter ce soir à cinq heures dans la dilioence d'Avila
et là, prenant le chemin de fer, je débarquerai sur les ;ix heures du
m~tin ~ l'Escurial, ~ù, suivant les circonstances, je resterai jusqu'au
meme J~ur a~ _s01r ou jusqu'à la veille de Noël. Ma place est
retenue~ Ja d~lige~ce, ma malle ficelée. Il ne me reste plus qu'à
passer d1re ad1eu a D. Pedro Murga, là, sous les arcades de la
Grande Place. A quatre heures je dînerai, et fouette cocber !
_J~ viens de visiter avec D. Emilio (le neveu de l'ancien
mr,nistre de la reine I~abelle, Coronado), - jeune homme qui
prepa~e son baccalaureat en artes à Salamanque, demeurant chez
le :ég1~seur de la comtesse de Montijo, - Ja partie de murailles
~ui ~emt la ville du côté du fleuve. Le roc, souvent à pic _
l ancien bord du Tormes - a été utilisé comme fortification et
le mur s'est planté dessus. Aujourd'hui, et sur presque tout le
pourt~ur de la place, le mur de défense a été converti en mur
de maison. J'ai été revoir par derrière la vieille cathédrale byzanRc,111e hispa11ique. xm.

�45°

CH. GRAUX

tine - du xr• siècle - dont on a si malencontreusement abattu
l'un des bras de la croix pour coller contre l'ancienne la nouvelle cathédrale, magnifique sans doute, mais qui est à cent Jieues
de posséder le même cachet que l'autre.
En somme, j'ai fini par visiter tol,ls les monuments remarquables encore sur pied de la fameuse cité : la Clericerfa, collège
des Jésuites, fondé en 1614, aujourd'hui Seminario conciliar; la
magnifique nef de Santo Domingo, avec chœur établi sur une
large voûte fort surbaissée qui obscurcit l'entrée du temple
( comparer église, secondaire, de Grenade : même modèle plus
petit) ; l'église du couvent des Augustines, en face du palais
inachevé de Monterrey [remarquables, ces galeries couvertes avec
vue libre sur les deux côtés qui surmontent ce palais ( entre les
deux tours), la Clericeria ( elle en a deux), et "nombre de ma,isons
ou édifices anciens de Salamanque] ; le collège de Calatrava et
son escalier, l'Arz.obispado, aujourd'hui le collège des Irlandais,
patio à deux étages de colonnes, les unes à plein cintre, celles de
l'étage surbaissées; le Colegio Viejo, aujourd'hui Gobierno ci_vil.
Ajoutons l'Université, dont je n'ai pas visité la chapelle, 1a
Plaz.a Mayor, la Torre del Clavel; et voici à peu près l'énumération des principales richesses monumentales qui décorent encore
aujourd'hui Salai:nanque.
Je n'ai pas besoin de décrire les courses de novillos auxquelles
j'ai assisté le jeudi qui a suivi mon arrivee; c'est caractéristique,
je m'en souviendrai bien. Elles eurent lieu jeudi, vendredi et
dimanche, à onze heures et à deux heures, c'est-à-dire presque
toute la joumée. Le peuple n'en a jamais assez. Il y eut pas
mal de .cogidos por el nO'l!illo. Ceci, ce sont mes notes: on en
recausera plus tard pour expliquer ce qui n'est pas clair. Je vais
vite. - Les deux autres jours de novdlos et ensuite, quand il
me plut, j'emportai des manuscrits et des livres à la fonda pour
trav-ailler à mon aise pendant que les Espagnols flânaient.
Je viens d'obtenir du recteur : ÜRTIZ, Bibliother;a Salman-

451

CORRESPONDANCE D 1ESPAGNE

tina •, dont la bibliothèque d'ici possède sept ou huit exemplaires,
pour la Bibliothèque de la Sorbonne. On lui renverra en échange
quelque double ou des fascicules de la Bibliothèque des Hautes
Études. J'écris à M. L. Renier à ce sujet.
J'ai vécu avec le recteur comme feraient deux amis de même
âge i je lui ai donné force indications sur l'état actuel de la philo]ooie; il m'a expliqué le système de l'enseignement en Espagne.
Il O:•a montré sa bibliothèque de chez lui, celle qu'il est en
train de monter depuis deux ans à la Rectoral, et qui comprend
déjà entre autres la petite collection Teubner, grecque et latine.
Je l'ai vu u11 soir chez lui, quasi tous les jours, en sortant ~e
déjeuner, à la Rectoral, et de nouveau, à la tombée de la nuit.
faisant des vueltas (tours) à la Plaz.a Ma) 10r.
L'employé de la poste d'ici, pour une lettre de vingt gra 1nmes
au professeur Fœrster, de Rost~ck, voulait me ~air~ .affranc?ir
vingt sous ; il a reconnu, en vérifiant, que ce n était que cinquante centimes. Voilà CO!llme ils savent leur service.
Tous les jours, ici, j'ai eu le puchero au dîner: bœuf avec
pois chiches, choux, carottes, lard, saucisses. et une sauce; on
prend de ce qu'on veut parmi tout cela, et, à cet effet, on vous
le sert en quatre plats qui passent successivement.
3 h.

Il y a aujourd'hui quinze jours, - non, je me trompe, le
mercredi de la Conception, - c'était, outre la fête de la Vierge,
l'inauguration des eaux: grande fête, toute la ville en émoi.
Jadis et jusques il y a quinze jours, les Salmantins étaient tenus
de court en ce qui concerne les eaux. Aux abords des quelques
fontaines au mince filet, co01111e celle encore subsistante de la
place S. Francisco, les cruches (cântaros) venaient s'aligner pour
r. José Ortiz de la Peîia, Bibliotheca Salmautina, seu Index librol'lt-tn omnium
qui in publica Sal111a11ticeusis (U;ademiM bibliotheca asservantur ... Salmanticae,
r 777, 3 vol., pet. in-4.

�45 2

Cfl. GRAUX

être remplies chacune à son tour, et quelquefois il y en avait
tant, faisant la queue, que le tour ne venait que le quatrième
jour.
Costume des hommes: culotte collante au point que, la plupart
manquant de mollets, on dirait que les corps sont plantés sur
deux fuseaux; boutons d'acier le long des coutures. Veste ne
descendant pas tout à fait jusqu'aux reins; autour des reins, ceinture de cuir, large de vingt à vingt-cinq centimètres. Chapeau

(ici trois dessins représentant un chapeau saluutnlin en élévalt'on,
plan et perspective) : souvent un mouchoir rouge noué autour de
la tête sous le chapeau, et gilet et veste décolletés de facon à
laisser apparaître une portion de chemise carree sur la poi~rine,
eomme une bavette. Comme les autres Espagnols 11011 encore
parisianisés, absence de cravate. Capa, s'il fait froid, par dessus
tout cela.
Si !'.homme est dégue~ùllé, je n'ai jamais vu guenille si guenille_ que celle~ d'ici. On ne s'imagine pas une capa avec cinq
ou six cents pièces, et, en outre, encore autant de trous · et le
reste du costume à l'avenant. Il semblerait qu~ils ont fait' composer, ces mendiants, une cape tout exprès pour représenter le
comble de la misère.
Quand il fait sec, les rues sont soigneusement balayées par
chacun: rien n' est plus propre que Salamanque .; mais par la
pluie et le temps nublado ( couvert), rues sales et boue noire,
qu'on laisse en attendant qu'il fasse beau. Quantité énorme de
cochons dont beaucoup traînent dans les rues, comme chez nous
les chiens. J'ai vu la même chose à Grenade. A cette époque-ci
de l'année, chaque maison vient de tuer son cochon ou va le
tuer: elle l'a engraissé elle-même. Le cochon a vécu -dans la
maison.
J'arrive au costume des femmes. Couleurs voyantes et
criardes, surtou1 le rouge, le vert et le jaune. En hiver, je ne
peu..'C etudier le détail du costume, vu que les femmes (du peuple)
sont toutes enveloppées dans la sayagllesa, une espèce de couver-

453

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

tUre de laine qui, couvrant le dos des épaules aux reins, vient se
croiser sur la poitrine et retombe en deux pendants sur le jupqn.
Sur la tête, paiiuelo (mouchoir). Rien de plus simple . Au degré
immédiatemerit supérieur de l'échelle sociale, les femmes
d'ouvriers (artesanas) s'enveloppent la tête, les jours de grande
fête - hiver et été - de la mantilla redonda ou del rocador, en
velours noir, ce qui donne un aspect raide et sans aisance à la
partie supérieure de la personne. Se figurer une capeline, mais
en gros velours noir épais ; c'est exactement cela.
J'achèverai ces notes à ma prochaine station.
3 h. r/4. Je n'ai plus qu'à diner tantôt et donner mon
adresse à la poste.
El Escorial, lundi

20

décembre 75.

9 h. du matin.

Mon cher Garbe,
Le train m'a déposé ici au soleil · levant. L'Escurial n'offre pas
un aspect sauvage, mais seulement aride. Un fond de cuve,
formé par des montagnes, dont le sommet, en ce moment, est
saupoudré d'une légère couche de neige fondant au soleil. Dans
ce renfoncement, le Palais de l'Escurial qu.e je n'ai pas encore
eu le temps de voir, sinon de loin : coupole assez jolie et gracieuse. On monte terriblement pour arriver jusque dans le village. Je suis venu à pied, en avant de l'omnibus, qui tardait
pour prendre des bagages. Mon premier soin fut de passer à la
poste restante, où je comptais trouver - et je la trouvai en
effet - une lettre de D. Manuel Zari:o. 1Je fus tout surpris de
recevoir en même temps ta lettre &lt;lu 29 octobre, celle du
21 novembre (avec la violette), la lettre du bibliothécaire de
Bâle du 26 novembre avec un mot de toi. J'ai consulté mon
calepin ; j'ai constaté qu'ayant, le 12 octobre, donné cette adresse
de l'Escurial, tu m'as écrit à ladite adresse et, ne recevant pas de

�454

CH. GRAUX

contre-ordre comme Vervins, tu as dû continuer à m'y expédier
tes lettres. &lt;( C'est moi qu'est fautif. &gt;J Du reste, depuis tu as
reçu et renvoyé fidèlement à Vervins mes lettres du 30 novembre
et 2 décembre, dont on m'a, de là-bas, :iccusé récepti0n.
J'ai quitté Salamanque, comme tu viens de voir, hier soir: il n'y
avait pas de lettre de toi poste restante. S\l en arrivait par
hasard, n'aie pas d'inquiétude; le chef de la poste me les renverra à mon adresse à Madrid. Le tour qui vient de m'arriver ne
se représentera plus, je l'espère. Au surplus, je rentre à Madrid ce
soir même, y étant rappelé par une lettre de D. Manuel; je ne
ferai mon séjour à l'Escurial que plus tard. Pour plus de sûreté,
toi, écris-moi désormais et jusqu'à instructions nouvelles à
l'adresse süivante : « Sor Dn Manuel Zarco del Valle, Plaza de
S•• Barbara, 7 dup 0 ., Madrid, pour remettre à M. Graux ».
Er maintenant, tâchons de te répondre. Je viens d'écrire à
M. L. Renier d'une part, et, de l'autre, à Bâle. Causons ensemble.
Ma fenêtre est ouverte; il dégèle. Je vais déjeuner tantôt,
-ferai une courte exploration des lieux et de la bibliothèque, si
je peux, et à six heures monterai dans le train de Madrid, où je
serai à sept heures et demie. Ce n'est plus qu'une promenade, et
comme de Vervins à Laon, ou de Versailles à Paris, pour être
plus dans le ton.
Que j'apprends tard la perte que vous avez faite de papa Narcisse', que tu aimais tant et que pour cela j'aimais aussi l Oui,
je le comprends bien, tu aurais voulu être là.
Les nouvelles tristes et les gàies se coudoient. Je te félicite
de la promesse qu'on t'a faite à l'~cole 2 • Tout est pour le mieux
pour toi, et laisse-moi dire aussi pour moi dans cette combinaison.
Je suis content que Georges Duruy 3 ait été reçu agrégé d'hisGrand-père de M. P. Garbe. H. G.
2. A !'École Normale Supérieure.
3. Fils de l'ancien ministre Victor Duruy, aejourd'hui professeur d'histoire
et de littérature à ['École Polytechnique.
1.

CORRESPONDANCE D 1 ESPAGNE

l

• 455

toire, et en tête de ses camarades d'École. Ils ont de la valeur
dans la famille. Moi qui leur ai aussi des obligations, je leur
souhaiterai toujours des succès. Tu sajs que c'est la duchesse de
Medinaceli (la jeune mariée) qui, par lettre, étant à Séville, a
chargé sa grand'mère, la comtesse de Montijoj de m'embellir le
séjour de Madrid, et tu as lu dans le temps les lettres que me
donnèrent Mme Duruy et M. Lavisse pour la jeune duchesse,
laquelle, par parenthèse, je n 'ai pas réussi à voir.
Et Bougier 1 ? Agrégé ? - Mais laissons cela, et courons au
plus pressé.
Je regrette que tes classes soient, généralement parlant, faites
à des paresseux et, par suite, t'intéressent peu. N'importe; pendant un an, cela peut être un bon exercice pour toi; cela t'habituera, si tu le veux, à surveiller ta parole. D'un autre sens, je
suis content qu'il te reste beaucoup de temps pour les études
personnelles.
J'aime be,\ucoup M. Catrin 2 disant (&lt; ces deux jeunes maîtres &gt;J
en parlant de nous. Enfin, on ne dira pas qu'il n'y a pas bonne
intention de sa part.
C'est bien gentil, et fort tendre, de m'avoir envoyé une violette de ton bouquet dans la lettre du 21 novembre; mais je
voudrais bien savoir de qui était le bouquet. Je ne te connaissais
pas le goût des fleurs.
Merci de la dissertation sur le soleil. t&lt; Les éclipses, en nous
montrant le limbe du soleil entouré d'une pâle auréole à rayons
diversement contournés et garni tout autour de protubérances
rosées ... )&gt; C'est justement après ces &lt;&lt; rayons diversement contournés &gt;i et sans doute aussi ces « protubérances rosées » que
mon auteur astrologique en a. Son texte, qui est du vie siècle 1. M. L. Bougier, actuellement professeur d'histoire et de géographie au
Collège Rollin, à Paris.
2. " Si je me souviens bien, institute~r ou maître de pension au Nouvion·
en-Thiérache.&gt;&gt; H. G.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D' ESPAGNE

j'ai copié tout cela - décrit indubitablement ce phénomène:
seulement il ne parle pas seulement de couleur rose, mais aussi
d'autres couleurs. En tout cas, comment l'avait-on observé, je
n'en sais rien, mais il me para1t bien évident que la découverte
ne remonte pas à trente ans, mais à douze sièc1es ou plus.
Je n'ai rien à dire de l'agrégation des Facultés. Tu érudies ton
cours de M. Mascart 1 , parfait. Il y a longtemps que moi aussi je
nourris le projet de rentrer par Angers: les zigzags en chemin de
fer ne sont désormais rien pour moi: j'en ai déjà tant fait! Songe
que quinze heures de voyage, comme de Salamanque ici, me
paraissent très peu de chose. Ah ! ton nid, on y nichera, si l'on
peut, mais dans deux mois au plus tôt, si je ne reçois pas de
Paris de nouvelles contrariantes.
Tu me parais bien seul, en effet; mais n'as-tu point fait d'amis?
Je suis seul aussi en Espagne, mais il n'y a pas de monotonie
dans ma vie, sans cesse sur les chemins comme je Je suis, ayant
à entretenir une correspondance abondaute, nourrissant toujours
des projets etayant à songer à leur exécution le lendemain. J'ai
reçu soixante-deux lettres ou billets depuis mon arrivée en
Espagne; j'ai écrit en réponse quatre-vingt-quinze lettres ou
billets ( ce qui ne fait pas cependant quatre-vingt-quinze ports
de lettres, vu que souvent j'ai envoyé plusieurs lettres sous la
même enveloppe).
De même .que ta violette, je reçus un jour une lettre en danois
avec un trèfle et je ne sais plus quelle fleur.
A la lettre dont tu as accompJgné l'envoi de Bâle, j'ai à
répondre que tu as bien raison de t'étonner de ne plus recevoir
de mes nouvelles. J'ai été fort occupé dans ces moments-là, et,
vois ce que c'est, je me plaignais d'être oublié de toi.
- Quoi qu'en dise Gaston 2 , je ne fais pas de conquêtes dans le
monde élégant et aristocratique. Quelques connaissances superfi-

cielles, voilà tout: ajoute, si tu veux, l'étude d'un monde qui
m'était assez inconnu et qui ne deviendra point le mien. Ma
prolongation de séjour est demandée; ma lettre est arrivée dans
les bureaux du Ministère, à ce que j'ai appris, le IO courant.
J'attends la réponse dans une quinzaine au plus tôt, et je suis disposé à la laisser venir sans m'impatienter et sans bouger de mes
travaux commencés. J'ai reçu Je 17 une nouvelle lettre de crédit de
Fleury-Hérard, mon banquier de Paris, papa l'ayant couvert par
une garantie de quinze cents francs pour le cas oü ma demande
de prolongation et d'indemnité nouv_elle serait rejetée. Quand
je saurai définitivement si je reste, je t'en informerai. Cette
prolongation est nécessaire pour que je rapporte de ma mission
quelque chose de complet, sinon je n'aurai que des tronçons, plus
ou moins importants, sans doute, mais dont l'ensemble n'offrirait
pas d'unité.
Ah l que je [te] tiens mal au courant de ma façon de penser
et de sentir, si tu crois, comme tout le monde me le dit, que je
vais me marier ici. Non, mon cher, je ne sais [si] j'ai eu- en
d'autres temps d'autres idées; mais le bonheur, c'est d'être Français, de vivre en France et de se marier avec une Française, la
meilleure qui se pourra trouver. Mais, grand Dieu ! ne transplantons pas une fleur andalouse sous notre soleil, où elle ne
reprendrait pas bien, et nous nous en ressentirions. Et puis,
pour moi, ce n'est pas là le rêve. Une Andalouse sera belle et
bonne pour un Espagnol, mais point pour un homme d'action
et qui veut vivre, effectivement, toute sa vie sans en perdre que le
moins possible. - Tâchons de faire qu'on nous fasse déjeuner.

1. M. E. Mascart, membre de l'Institut, professeur de physique au Collège de
France.
2 . M. Gaston Née, beau-fils de M. E. Lavisse. H. G.

457

4 h.

r/2.

Vu le moine... ski, polonais, bibliothécaire de l'Escurial.
Aimable au possible, nous sommes faits pour nous entendre, et
je prévois que cela marchera à souhait avec lui. Parle fort bien
français. J'ai vu les trois principaux mss. que j'ai à y étudier.
Je suis fort content de la tournure que prennent les choses.

�459

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

Rentrant ce soir à Madrid, je vais y travailler w1e douzaine de
jours, puis je file à Tolède ( deux heures de chemin de fer et pl~s
de diligence), j'y passe une aut~e douzaine de jours; et alors Je
viendrai enfin m'installer à l'Escurial. Voilà les plans.
Je viens de visiter le musée de peinture de l'Escurial, une
trentaine de tableaux remarquables au premier chef, pll,is d'autres
un peu partout. Titien: Jardin des Oliviers et S1 Jérôme priant
dans le désert, pendants au fond des deux salles se regardant au
travers des portes, S1 Laurent sur le gril, frappant de vérité,
Cène, etc. Un Vélasquez, les frères de Joseph rapportant sa robe
ensanglantée; expressions absolument vraies, etc., etc. Il doit Y
avoir le récit de tout cela dans des manuels.
Édifice très remarquable, mais pas la huitième merveille, comme
on vous le dit. Je suis monté presque en haut de la Sierra pour
le dominer. Je vais diner et partir. Comme on fait tout en courant!
Je ne sais si je t'ai dit que j'ai aimé beaucoup tes lettres et toi

m'apprend le mariage de sa cousine Louise avec un M. Léon Fayolle,
parisien de la rue d'Aboukir, négociant en tissus. Vous ne m'en
aviez pas parlé. J'en suis, pour ma part, très heureux. Je me
porte bien: je n'ai pas encore attrapé de rhutne de ceJ hiver.
Aujourd'hui, température très douce: nos belles journées de
soleil en février, mais plus chaudes, voilà le temps d'ici. La
Noël commence. La Grande Place et [les] rues adjacentes, encombrées de boutiques et de mille sortes. Beaucoup de tapag€ dans
les rues ..
J'envoie mon portrait aux Wenck; je voudrais qu'ils l'eussent
pour la nuit de Noël. Écrivez-moi si le vôtre n'a pas été brisé
par le timbre de la poste . J'en ai douze. Je vais rester ici une
quinzaine, si l'on ne me rappelle pas; puis mon séjour à Tolède,
la vieille capitale, a deux pàs ( vingt lieues et chemin de fer) de
Madrid.
.
Je vous embrasse tous.
Votre
Charles.

dans elles.
Je t'embrasse .
Envoie ces douze pages, comme toujours, à Vervins.
Ton
Ch. G.

XXXII
Madrid, Fonda de Embajadores.
· 27 décembre 1875,

XXXI

s h.

r/2 du soir.

Ma chère grand'maman, ·

Madrid, mardi

21

décembre 7S.

6 h. du soir.

Mes chers parents,
Rentré hier soir de l'Escurial. Je suis réinstallé à la Fonda de
Embajadores (où m'écrire). ·Je vous envoie un Don .Carlos. tel
quel. Puisse+il ne pas être cassé à la poste ! Lucien Tncot

On vieµt du fond de l'Espagne te souhaiter la bonne année.
Arrivera-t-on à temps? Voilà la qttestion. Depuis deux jours,. je
méditais de te faire une belle lettre ; et puis, les occupations, des
lettres concernant mes travaux, bref mille choses, et je me vois
forcé de mettre a la poste dans une demi-heure la lettre que je
me hâte d'écrire. Tu ne compteras pas les paroles, et te contenteras de peser les sentiments qu'on y aurait mis, si on avait eu

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

le temps. De cette façon-là, vois-tu, la présente péserait lourd.
Cela suffit, n'est-il pas vrai? Donc, je passe.
Il va sans dire que je ne souhaite pas la bonne année qu'à toi
toute seule. Tu seras obligée de faire circuler ceci pour que chacun prenne sa part. Ainsi, mon père et ma mère, papa et
maman Graux, toi, maman-bon, mon oncle Émile, je vous
embrasse tous comme si j'étais là. Puis après, dites aux autres
-parents que j'ai aussi songé à eux.
· Maintenant, passons aux étrennes . Que vais-je vous donner ?
Mais, au fait, n'avez-vous pas des oranges ? M. Tournier
m'écrit, - je viens d'ouvrir sa lettre: « Mon cher Graux, j'ai reçu,
franco, votre gracieux présent, hier soir après le départ du courrier,
et je ne veux pas tarder plus longtemps à vous remercier et à
vous gronder. La modeste indemnité que l'État vous accorde
ne vous permet guère de semblables folies. Enfin, quand le vin
est tiré, il faut le boire; et quand le vôtre sera tiré, c'est-à-dire
en bouteilles, nous le boirons à votre santé, et je pourrai vous
en dire mon modeste avis. » Très gentil de sa part.
Puis: « Tout le monde se porte bien d'abord, dit la prose de
P. B. (à joindre sa lettre à celle-ci, le poids excéderait), et c'est
l'essentiel. Tout le monde dévore les orages que vous nous avez
envoyés d'Espagne, et tout le monde vous en remercie infiniment. »
En philologue hardi, je corrige oranges en'uoyées; et, en logicien
serré, je conclus que Wenck a reçu et que W enck a réparti; alors,
j'ai lieu de présumer que vous avez aussi vos étrennes.
Mais j'ai mieux à vous offrir. Deux nouveaux mille francs
dontl'État vient de me faire cadeau. Voilà de quoi payer les
oranges et le vin de M. Tournier.
Effectivement, j'ai reçu aujourd'hui quatre lettres, toutes les
quatre agréables, à savoir Bourget, Tournier, abbé Duchesne ( de
Rome) et la suivante du Ministre:
« Monsieur, suivant le désir que vous m'avez exprimé et en
raison des résultats que vous devez obtenir d'après votre lettre
du 26 novembre dernier, j'ai l'honneur de vous informer que,

par arrêté de ce jour, je vous ai autorisé à prolonger votre séjour
en Espagne jusqu'au mois de février prochain. Je vous ai aussi
accordé une indemnité supplémentaire de deux mille francs, qui
vous sera payée sur les fonds du budget de l'exercice 1876 . Recevez, etc. - Wallon &gt;i ,
Février, parce que j'avais parlé de février. Entendons 1er mars.
Personne ne demandera mieux. Cela me fera assister à la naissance du printemps en Espagne. Au surplus, il ne fait plus froid
du tout depuis quinze jours. Belles après-midi de soleil.
Et M. Magnier, continue-t-il à aller mieux? Que je lui souhaite bien une bien bonne année! Une question à lui poser. Je
copie un discours de Choricius sur les acteurs (inédit). Choricius,
répondant à quelqu'un, cherche à les réhabiliter, à prouver que
la mauvaise réputation qu'on leur a faite est sans fondement.
Choricius vivait sous Justinien, au v1• siècle. M. Magnier me
trouverait-il bien dans les Pères de l'Église de ce temps, et du
monde grec, celui qui condamnait le théàtre et les acteurs? Car
je suppose que Choricius répond sinon à un Père de l'Église, au
moins à quelqu'un qui s'appuyait sur le jugement exprimé par
un Père de l'Église.
Je mets à la poste, en même temps que celle-ci, une lettre que
j'ai faite hier à mon oncle André.
J'ai reçu, étant:encore à Salamanque, la seconde lettre de crédit
de deux mille francs de Fleury-Hérard ; mais dès maintenant la
garantie de papa est devenue inutile.
La lettre de papa, datée du 22, m'est arrivée la veille de
Noël, en deux jours. Tout ce qu'il m'y dit est très bien au point
de vue philosophique et à tous les points de vue. Je n'ai rien à
ajouter pour ma part. Je suis cette fois au courant de tout.
Santé toujours bonne. On vous embrasse encore plus tendrement qu'à l'ordinaire, si c'est possible, vu la circonstance.
Votre
Cbarlissime.
P.-S. Deux timbres pour étrennes à M. Papillon.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

XXXIII
Madrid, Fonda de Embajadores, 27 décembre 75, au soir.
Mais m 'écrire toujours désormais jusqu'à instructions nouvelles
à l'adresse: Sr. Dn Manuel Zarco del Valle, Plaza de Su Bârbara, 7 dup 0 , Madrid (pour me remettre).

Mon bien cher Paul,
Cette lettre est pour te souhaiter la bonne année : puisse-t-elle,
l'année qui vient - hélas! n'arrivé-je pas trop tard et ne serat-elle pas déjà venue? - te ramener à Paris. où tu vas tant me
manquer à ~on retour, comme tu dis, dans ton amitié, que je te
manque! Pmsse la nouvelle année ne nous apporter ni à l'un ni
à l'a~tre de _no~velles_ affiictions, ou, pour être plus philosophe
_et la1sse~mo1 meme due _plus chrétien, que jamais l'épreuve ne
nous soit mesurée supérieure à nos forces! Puisse+elle enfin et
surtout nous verser chaque jour la santé, à nous les militahts !
Je continue à me bien porter; je puis dire que, depuis que
nous nous sommes séparés, maladie ni indisposition n'ont diminué ~'une parcelle la portion de mon temps qui appartenait au
travail. N'est-ce pas que je suis privilégié ?
Le 20 courant, je t'ai expédié de l'Escurial une volumineuse
corresp~ndance, composée bien hâtivement. Ah ! qu'il m'a été
bon de lire toutes tes bonnes, tes tendres lettres ! Aussi sais-tu
q~: j~en_ veux encore? Et dire que j'avais pu penser que tu ne
m ecnvais pas! Il ne faut pas m'en vouloir du tout de ce malentendu; j'ai tant de choses à mener de front!
Je suis rentré coucher à Madrid le 20 au soir. La ville était
illumi_née en l'honneur de la fête (cumpleanos) de la princesse des
Astunes, sœur du roi. Illumination assez pauvre, et cela se
comprend, les particuliers n'illuminant pas; mais déjà beaucoup
de mouvement, provenant de l'approche de Noël. Songe aux

,;

grands boulevards de Paris dans ces jours-ci. Les mêmes boutiques
s'installèrent ici dans une partie de la ville, et le monde circule à
encombrer tout.
Je me suis fait retrater, c'est-à-dire photographier, avec ma capa,
et lunettes sur le nez. Là photographie n'est pas ce qu'on appelle
bonne; enfin elle peut passer, surtout comme souvenir de voyage.
J'en ai expédié un exemplaire à Vervins et un aux Wenck pour la
Noël, à tout risque. Pour Mme W., tu.sais combien elle goûte ces
petites attentions : aussi un portrait de plus ou de moins, si le
timbre de la poste l'a brisé, je le remplacerai. Du moins aurat-elle le plaisir de me dire comme ell~ a été si contente d'abord~
et d'ajouter, avec cette petite moue-que tu connais, combien elle
est .triste de le voir abîmé. Si de Vervins ils m'écrivent que le
leur est arrivé sain et sauf, j'en risquerai un pour toi, enveloppé
dans de l'ouate, comme les précédents. Mais toi, tu es un homme
raisonnable, er peur-être préféreras-tu attendre et te choisir le
moins mauvais des Carlos que je te présen.terai lors de mon passage à Angers.
En envoyant à K. Hanotaux 1 , ces jours-ci, une lettre, comme
je lui avais ptomis de lui en écrire une d'Espagne, je l'ai chargé
de remettre à M. Venot 2 un billet dans lequel je le prévenais que
mon absence pourrait se prolonger jusqu'en mars ou avril, et le
priais de t'adresser toujours à Angers quelque lettre que ce soit
qni pourrait venir pour moi.
J'ai reçu cette après-midi quatre lettres diverses, apportant
toutes d'agréables nouvelles. L'abbé Duchesne me communique
des renseignements sur un manuscrit de Florénce: « Riemann 3,
continue-t-il, est toujours a Athènes, inquiet de ce qui peut se
Frère de M. Gabriel Hanotaux.
Cf. ci-dessus lettre XIII.
3. M. O. Riemann, mort le 16 août 1891, a enseigné la philologie latine à
l'École des Hautes Études et à la Faculté des Lettres de Paris.
1.

2.

�CORRESPO. DA. 'CE D ESPAG E

CH. GRAU:

passer à Florence... » Cet entrefilet t'intéressera, tout concis
qu'il soit. - M. Tournier me remercie du tout petit fût de vin
moscatel que je lui ai expédié de Séville. Je ne sais si tu sais
qu'étant à Séville je goûtai des vins, et définitivement fis embarquer en novembre pour R uen cinq petits tonneaux de différents
vins, chacun de la contenance de seize à dix-sept litres, ainsi
qu'une caisse d'environ cinq cents oranges et citrons. \ cnck, t:n
a qualité d'expéditeur, fut cbaro-é de la distribution des fruits
entre lui, les Bourget et Vervins, et chargé en outre de faire arriver: 1° à ma ca,,e ( cela te regarde) un petit fût de moscatel ;
2° à celle de M. Tournier ( en lui remettant un mot de moi) un
id. de id.; 3° à la gare de V rvins, pour la cave paternelle, trois
id. :x) de id. ~) de Priorato ( vin catalan) ·r) de Xeres ( ceci,
M. l'étudiant en eau-de-vie, pourra vous concerner encore .) La troisi me lettre est de Bourget; je ne l' xpétlie pas, elle caus rait de l'excédent de poids. Il travaille avec i.uite à un roman,
un gros roman comme un de Balzac..... « Tout le monde se porte
bien », dit-il, « et c'est l'essentiel. Tout le monde dévore les
orao-es (sic) que vous nous avez enrnyés (sic) d'Espagne, t tout le
monde vous en remercie infiniment. » .....
C ttc lettre, voi -tu, mon Paul, est pour toi seul, ou mieux
pour nous. Tu n'as pas besoin de l'cnvo 1 er chez nous, pui que,
aujourd hui mêm , avant de d\ner je leur ai mis une lettre à la
poste. Tu la garderas donc avec ce que tu as déjà eu à mettre
t:a r~serve, jusqu'à cc que je te réclame le magot.
J'avais un boa ne nouvelle à leur apprendre pour leurs étrt:nnes;
ma quatrièm lettre d'aujourd'hui était du finistre, m'apprenant
qu'il m'avait autorisé, par un arrêté du 21 décembre, à prolonger mon séjour jusqu' n février (comme je l'avais demandé,
mais je dépasserai sans doute le 1er mars), et qu'il m'avait accordé
à cet effet une indemnité supplém ntaire de deux mille franc
( c'est le chiffre que j'avais demandé).
Quant à pas er un an ici, je n'y ai jamais songé. Je ne puis
abandonner à ce point mon cours à \'École: ce serait faire croire,

à la fin, que je le considère moi-même comme peu indi pensable.
Et pui , va, cela sera déjà long de ga 0 ner le sixième mois d'une
parl!ille existence : il n'y en a pas encore quatre d'écoulé .
j'ai fait une diable de nuit de oël. J'avais pris rendez-vous
avec D. R. A., jeune professeur d'arabe (vingt-huit ans), -avec
qui j'ai &lt;les relations a sez sui"i s depuis prè. de trois mois, pour aller à la mtsse « du coq » (= d minuit) et déambuler
ensuite ua peu par la ville pour en étudier l'aspect et le mouvement. A onze heures, je les trouve trois (lui et d ux Andalous l'un
a\·oc1t, vingt-cinq an , l'autre médecin militaire, vingt-sept ans)
au café conv nu. On joue au billard; le Espagnols ne savent jamais
l'heure tle rien; on arrive trop tard à toutes les mes es à minuit.
Que faire? al Ier lse] coucher. on, dis-je allons au bal, - il y avait
un bal de onze heures à sept heures. Après bien des tereiversations,
on se décide à aller tout droit au bal. Puis, arrivés, voilà qu il fallait
s'lgayer (s'allumer) un peu avant d'entrer. Puis, après bien des
discussions, ce n'est plus des petit verres, mais c'est souper qu'il
faut d'abord. ous nous mettons enfin en devoir de passer de la
résolution à l'acte. A deux heures moins un quart, on commence
à souper: à peu près jusqu'à quarre heures. On mangea pas
mal, et on but quatre litre de vin, ans une goutte d'eau, et du
« Valdep âas u, un ,·in fort capiteux, bien pis que le Bourgogne,
et que je ae connaissais pas bien. Ils s'égayèrent en effet: moi, je
l'étais tout naturellement et par caractère dès onze h ures du
soir. Ils improvisèrent en vers. Je soutins fort bien tout ce scirlà la conversation qui fut toute en espagnol; car, pour moi, sans
perdre un grain même microscopique de rni!ton, facundi calices
quem ,um fecere disertum? L'avocat, qui avait cherché à me mettre
dedans, di!vintcomplètement ivre, sans avoir bu une goutte plus que
moi. .. J. ous le reconduisîmes. D. R. était lui aussi singulièrement ému. Le médecin et moi, nous nous tînmes bien. Je me couchai à s pt heures et demie et me levai à onze et demie; mais
je n'étais pas sur mon -assiette. Je ne déjeunai ni ne dînai le
jour de oi!l, pris du thé le soir, me couchai à sept heures du soir et
Rn,,,, h1spaHi9t11

Alll .

JO

�'

CH .

CORRESPONDANCE D' ESPAGNE

GRAUX

dormis d'un trait jusqu'au lendemain à huit heures moins un
quart. La journée du dimanche me remit : je déjeunai un peu et
dînai bien, passai la soirée chez la comtesse de Montijo jusqu'à
minuit et demi ; mais j'étais désormais rétabli. Je suis parfaitement dans mon ordinaire ; je n'en sortirai plus; ce serait un
métier de dupe.
Je t'embrasse fraternellement.
Charles.
Je ne me relis pas, tant pis; je me couche.

Ch. G.

XXXIV
Madrid, S• Sylvestre de 1875, 5 h. 1/2 du soir.

Ma chère maman,
Je t'accuse réception de tes souhaits de Jour de l'An, mes
étrennes . Demain matin, enme réveillant, je relirai ta lettre, puisque
c'est demain que tu m'embrasses. De votre côté, vous aurez eu
dans ces jours-là « ma bonne année », mise à la poste le 27 à
l'adresse de maman-bon. (Ne vous inquiétez pas de mon
numéro XXXIII; c'est une lettre écrite à Garbe le même jour,
27, qui, ne contenant pas de nouvelles d'ailleurs, ferait double
emploi pour vous avec le XXXII. Il me la gardera).
Je réponds poste pour poste, sans :Htendre l'année 1876, qui, par
son nouveau tarifpostal, me ferait déjà gagner deux sous: c'est que
dimanche, j'irai déjeuner à Tolède. Donc, écrivez-moi, aussitôt
après avoir lu ceci, à l'adresse suivante : « Fonda del Lino,
Toledo ».
Le directeur de !'Instruction publique m'a envoyé hier à mon
hôtel trois lettres de recommandation pour le bibliothécaire de
Toledo, le gouverneur civil et une autre personne. J'ai également pour le bibliothécaire une lettre d'un de ses amis de Sala-

manque. Enfin, je sors de faire visite à la comtesse de Montijo, ma
visite de bonne année ; elle m'a dit de faire prendre demain
chez elle un mot pour son régisseu( de Tolède. Selon toutes
les apparences, mon excursion à Tolède devra aussi réussir. J'en
ai pour une douzaine de jours selon mon calcul, mais peut-être
pour plus longtemps, car il peut toujours se présenter de
l'imprévu, sous forme d'un manuscrit difficile ou important. Il
se peut donc que vous ayez à m'adresser plus d'une lettre à
Tolède. En tou_t cas, de l'Hôtel de Embajadores on mé renverra
là-bas ce qui arriverait ici pour moi, et, une fois parti de
Tolède, on me renverra de même ùu Lino mes lettres à Madrid
là où je serai; mais ce la est indéterminé, car j'ai le désir dè
vivre aussi quelque temps à Madrid dans une casa de huéspedes.
J'en ai goûté, comme vous savez, à Salamanque : je m'y suis
trouvé mieux, relativement, qu'aux fondas. Je vous enverrai
donc, de Tolède, des instructions au sujet des lettres d'un peu
plus tard.
J'envoie trois cartes de Jour de l'An en Espagne; rien en
France, naturellement. J'oubliais de te dire, ma maman Louise,
que ta lettre m'a plu. Mais n'avez-vous pas assez de vingt-quatre
oranges, en vérité? Vous n'êtes pas obligés d'en faire de distribution. Mais le vin, vous ne m'en parlez point.
Il semble que tu dis pas mal de bien de mon portrait. II n'est
cependant point artistique. De plus, en ce qui concerne la pose,
j'avais les lunettes un tout petit peu de travers, et la cravate
prouvè que la chemise n'était pas parfaitement repassée. Quoi
qu'il en soit, il parait que la cape ne te déplaît pas. Il n'était
donc point abîmé par les timbres postaux ?
Tu sais maintenant que ma mission est prolongée, et que le
Ministre a fait suffisamment bien les choses, puisqu'il m'a donné
cette fois ce que j'avais demandé, sans réduction, - deux mille
francs. A ce propos, voici mon budget : partant après-demain, bôtel
payé et étrennes données, il me restera quelques francs sur mes
anciens fonds. Je viens, en vue du séjour à Tolède, de toucher

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

quatre ce ms francs (les pren1iers) sur ma deuxième lettre de crédit
de deux mille francs. J'épuiserai peut-ètre cette seconde lettre; je
trouverai au moins, en rentrant à Paris, six mois de traitement
intaets.
Tu me grondes à propos de la sœur de P ... , parce que j'en
écris à Garbe ... Mais ce n'est point en cachette, puisque c'était
dans une lettre qui devait aller à vous. Et puis, à Garbe, j'exprime
des sentiments quelquefois moins définitifs que quand je dis à
papa: « Je pense ceci l&gt;. Et surtout, je n'ai pas la moindre envie
de vous contrarier: vous jugerez et moi j'écouterai.
Le café est parfois excellent en Espagne, mais ça nous est bien
égal, puisque tu sais que je n'ai pas l'habitude d'en prendre.
Bourget m'a accusé réception de leurs oranges; je lui ai
répondu hier ; mais je n'ai pas l'intention d'écrire du tout a
M. Bourget ; j'écris à Paul, mon ami, mon camarade. Il n'y a
pas d'obligation à plus, n'est-ce pas?
Chacun est embrassé, toi et papa deux fois, par
ton fils,

fabrique, pour lui remettre une lettre de recommandation que
m'avait donnée pour lui M. Machado; il voulut me faire luimème les honneurs de la maison. Il m'a tout montré, tout
expliqué en français. La visite a duré plus de trois heures. Vùyant
que j'examinais d'un œil d'envie des couteaux de table, tout
acier, lame et manche, que, par faveur, la fabrique d'arme~
blanches confectionnait pour quelque privilégié, il m'a offert
d'en emporter, si je ;oulais. Il y en avait six à dessert, qui se
trouvaient achevés, trois d'un modèle, trois d'un autre, mais les
six de même taille : je les ai emportés. Je ne dis pas que ce
soient des chefs-d'œuvre, mais enfin l'achat n'aura pas été ruineux: ils me reviennent à deux francs pièce, environ. Je rapporte
aussi deux lames de couteaux de chasse : il ne s'en trouvait pas
de convenables, montés, en magasin.
Le colonel est un homme intelligent, actif, de beaucoup
d'idée. Il a complètement transformé sa fabrique depuis dixhuit mois, faisant lui-même l'architecte. Il m'exposait ses travaux d'agrandissement, son œuvre, comme quelqu'un qui en
est fier. J'ai vu forger et tremper les lames d'épée; je les ai vu
finir et polir, puis grave·r, monter, faire les fourreaux. J'ai suivi
de machine en machine la fabrication de la cartouche. J'ai examiné différents travaux d'art, entre autres un magnifique plat en
fer forgé et argent, travaillé au repoussé avec quatre plaques
représentant quatre tableaux et le portrait du destinataire au
centre, qu'on est en train d'achever: c'est un présent que le corps
de l'artillerie va faire à Emilio Castelar. On m'a montré les
armes de luxe qui se fabriquent en ce moment pour figurer à
!'Exposition de Philadelphie. Les machines, les transmissions,
j'ai tout regardé et, peut-être pour la première fois de ma vie,
tout compris. J'oublie les magasins, les écuries, les ateliers de
menuiserie, d'emballage de cartouches, le futur aterier d'instmments de chirurgie, que sais-je encore? Enfin, voilà une aprèsmidi agréablement passée et bien employée!
Ce n'est pas l'eau du Tage, comme on le dit, qui donne des

Charles.

XXXV
La lettre n° xxxv manque.

XXXVI
Toledo,

12

janvier 72 [sic], 4 h. du soir.

Mon cher papa,
L'après-midi &lt;l'aujour4'hui a été l'une des plus agreables que
j'aie passées depuis longtemps. J'ai \·isité 1a Fabrica de armas blancas de Toledo. Je demandai le colonel, qui est à la tête de la

�47°

CH. GRAUX

venus spéciales aux « lames de Tolède )). Le colonel m'a dit
le secret, qui n'en est pas un, car il n'en fait point mystère :
lame composée d'une âme de fer forgé entre deux lames d'acier.
On a pris devant moi un petit bout de fer I de quinze centimètres
de long, environ; on lui [a] appliqué deux lames d'acier de
même dimension, dessus et dessous, et en trois chauffes on
a soudé le tout. On allonge au marteau, et l'épée se fait en
trente et quelques chauffes. Le fer reste au cœur : tranchant et
pointes sont, naturellement, d'acier. Du côté de h poignée, le
fer dépasse au contraire pour l'ajustage de la poignée.
On a trempé aussi une lame sous mes yeux. Grâce au fer
intérieur, ils peuvent tremper très chaud, et c'est en cela que
consiste la supériorité de leurs lames: c'est que leur trempe
peut être très forte. Après la trempe, l'ouvrier remet la lame au
feu jusqu'à ce qu'elle présente une certaine couleur bleuâtre;
cela détrempe un peu, sans quoi l'acier serait très cassant .
Toutes les lames sont essayées. Sont déclarées bonnes celles
qui se courbent parfaitement en demi-cercle, en S, et qui
entament un morceau d'acier, une espèce dedemi-bouJe d'acier,
qui est là exprès dans l'atelier d'épreuve.
Il faut cinq ou six ans d'apprentissage pour faire un ouvrier
forgeur d'épée. Les · bons ouvriers arrivent à obtenir trente à
trente-cin4 bonnes lames sur cent. Le salaire est de deux francs
vingt-cinq à deux francs cinquante.
La fabrique est mue par les eaux de Tage et ne [se] sert plus,
maintenant qu'elle dispose en cout d'environ soixante-dix chevam: de force, d'une petite machine à vapeur dont elle usait
jadis, quand le mécanisme hydraulique se détraquait.
Fabrication: trente mille armes par an ; cent-quarante à centcinquante_mille cartouches par jour en ce moment. (Tolède et

r. Ces mots sont accompagnés d'un dessin représentant une dme de fer
forgé.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

47r

Séville sont, si je ne me trompe, les deux seules fabriques de
cartouches).
Repartant demain à sept heures du matin
Madrid, je vais
me mettre bientôt à ma caisse. Je n'ai pas le temps d'en écrire beaucoup plus long pour cette fois.
Il a tombé énormément de neige à Madrid lundi (avant-hier),
beaucoup plus qu'ici . Ce temps ne m'a pas déplu. Ma promenade à la fabrique d'armes, cette après-midi, par un soleil chaud,
et des chemins p:is trop sales (parce que ou je marchais sur la
neige, ou là où, la neige ayant fondu depuis longtemps, le terrain se trouvait déjà sec), ma promenade a été le digne prélude
de mon agréable visite. La fabrique est à un quart d'heure de la
ville, sur le bord du Tage.
Je vous envoyai une carte-postale hier. Si elle vous est parvenue, m'accuser réception. Les employés de la poste, en
Espagne, sont si ignorants ! Notez que dans les débits de tabac,
on n'a pas encore été prévenu du changement de tarif. L'autre
jour, une buraliste, - une vieille femme entêtée, - ne voulait
pas me croire: cc Ces règlements-là ne changent pas comme
cela )), disait-elle, et elle voulait à toute force me vendre un sello
de quarante centimes. Je fus obligé de me fâcher et de lui dire
d'un ton sec : cc Donnez-moi un timbre de tant, et ne vous
inquiétez pas du reste ». J'étudiai, au bureau de poste d'ici,
avec l'administrateur en chef, le tableau nouveau qu'il reçut le
3 r décembre: il ne l'avait seulement pas regardé. Nous vîmes, à
sa grande surprise, qu'on pouvait envoyer des targettes(= cartes)
postales en France, et que ça coûtait dix centimes d'Espagne;
mais il v a deux sortes de timbres de cinq centimes, destinées l'une
et l'autr~ à des usages spéciaux. Il fallait ajouter cinq centimes à
ma carte-postale (car on n'en rencontre pas, en Espagne, de dix
centimes): il n'a jamais su me dire cinq centimes de quelle
sorte. Le pis est que, da.ns la plupart deseslancos, on ne trouve que
des « cinq centimes de guerre &gt;l. Je vous en ai mis un une fois,
sur l'avis de mon administrateur de correos, qui ne trouva point

pour

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE o'ESPAGNE

autre chose, sinon que cinq centimes, après tout, devaient valoir
cinq centimes. Sa volonté soit faite !
Je ferme, en vous embrassant.
Votre

ment à Tolède lundi dernier. A Tolède, dis-Je : j'y fus en effet
depuis le 2 janvier jusqu'à hier matin. - Je me suis mis en rentrant à Madrid dans une casa de huispedes: plus de confortable que
dans les hôtels. Adresse de la prochaine lettre qui est tenue d'arriver - hein ?-avant le 2 février: Mr. Ch. Gr., Arena! 15
dup 0 , 2°, izq. - Je ne te savais pas si fleuriste. - Je n'ai jamais
eu le temps de lire les mémoires de Berlioz, si intéressants pour
nous autres; mais j'en ai vu souvent des fragments. - Hier soir,
j'ai été entendre - tout en haut, sous le Paradis - il Barbiere
di Siviglia . - Qu'Angers sera beau quand j'y passerai, au printemps! - W. est fumé, car je n'ai pas fumé. - Bien merci de
tes souhaits de Jour de l' An. - Écris-moi, comme si c'était ton
tour; et une lettre, pas de carte surtout.
Ch. G.

472

Ch. GRAUX.
P.-S. Le Doctoral m'a demandé de lui laisser, en partant, un
certificat comme quoi j'avais pu étudier à loisir tout ce que j'avais
voulu. Naturellement, je n'avais pas lieu de le lui refuser. Nous
no1:s sommes quittés, comme nous avons vécu ensemble, les
meilleurs amis du monde. J'emporte de bonnes notes, bien complètes, sur les manuscrits tolédans 1 •

473

XXXVI bis
Madrid, 14 janvier 76.
[A. M. Paul Garbe]

Reçu le 27 décembre dernier ton envoi du 24 au soir. La lettre
en espagnol que tu m'as renvoyée ici est de ce type qui me brusqua si joliment le jour ou j'allai, de la part de M. de Watteville,
lui demander des lettres de recommandation pour l'Espagne. Il
me demande si je suis de retour. Je lui répondis de suite. - Le
Ministre m'a accordé deux nouveaux mille francs. J'en ai ici
pour jusqu'en mars, selon toutes les vraisemblances. - Je sais
que tu as écrit à Vervins à l'occasion du Jour de l'An. Hélas! je
te parle bien rarement des tiens. Il se presse toujours tant de
choses sous le bec de ma plume. Fais une fois, dans une lettre,
mes compliments à toutes tes mères 2 • - C'est bien que Fresnel
te désennuie. - Il a neigé atrocement à Madrid et raisonnable-

I.

Sur les mss. grecs de Tolède, voir Rapport, loc. cit., pp. 207-208 et Notices

som,uaires, pp.
2.

229-298.

C'est-à-dire à la mère et à la grand'mère de M . P. Garbe. H. G.

XXXVII
Madrid,

20

janvier 76, au soir.

Arenal, 15 dup0 ,

20,

izq.

Mon cher oncle Émile,
Votre bonne lettre de Jour de l' An hÙ fait bien plaisir, comme
le mot que maman-bon y a ajouté. Tout cela, avec une lettre, une
belle lettre de maman, mis à la poste par papa, m'arriva le 9 à
Tolède, où j'étais alors occupé à cataloguer les manuscrits grecs
de la cathédrale. Depuis, je reçus, le lendemain même ( IO janvier), la lettre que papa m'adressa directement à Tolède. J'avais
repondu le 9 même, par mon numéro XXXV, à maman. Le II,
je vous envoyai une carte-postale (la seconde: ma première était
du 2 janvierl. Le 12, je mis à la poste mon numéro XXXVI, à
papa. Le lendemain I 3, de Madrid, j'expédiai une troisième cartepostale, donnant ma nouvelle adresse à Madrid. Tout cela est-il
arrivé à bon port? Je suis à me le demander, n'ayant plus eu de
nouvelles du tout depuis la lettre de papa datée du 5 et reçue

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

le IO. Si quelque autre lettre m'a été adressée à Tolède, elle
reviendra sans doute ici, car j'ai laissé là-bas l'adresse Zarco, pour
qu'on me l'y renvoie. Peut-être, demain ou après, M. Zarco me
remetlra-t-il quelque lettre dê la famille Peut-être, dès le 23 ou
24, m'arriyera-t-il déjà un mot de la famille directement à ma nouvelle casa de huéspedes. Je suis actuellement dans l'attente. Du reste,
désormais, m'écrire exclusivement à ma nouvelle adresse, Arenal
15 dup 0 , 2°, izq. Je m'y trouve très confortablement logé et
nourri, beaucoup mieux qu'à mon ancien Hôtel des Ambassadeurs.
Je vais m'y tenir à peu près jusqu'au 12 ou 15 février, à ce
qu'il me semble.
Maintenant, mon errer oncle, après vous avoir ennuyé par ces
détails secs et peu intére§sants, mais qu'il était nécessaire que je
fisse parvenir à la famille, à nous deux! Vous paraissez bien
enchanté des faveurs que le Ministre veut bien faire à tout ce
que vous possédez en fait de neveu; mais n'en soyez pas, après
tout, si fier: il n'y a que le premier pas qui coûte. Je savais bien
qu'une fois ici. le difficile ne serait pas d'obtenir une prolongation,
et c'est pour cela que j'avais été très modeste dans ma première
demande . Au surplus, je suis obligé par mes travaux à tirer à la
plus longue. Mon retour sera forcément reculé, je le prévois,
jusqu'au r 5 mars. A tous les égards, ce n'en sera que meilleur,
puisque l'hiver, les froids auront passé, et le voyage n'en sera
que plus agréable. Ça fera l'affaire de maman.
Vous me trouvez l'air serieux enveloppé dans ma cape: ah !
ah ! il paraîtrait donc que la gravité castillane aurait déteint un
peu sur quelque espiègle neveu de son oncle? Un neveu de cape .. ,
- de cape seulement, avec votre permission, - mais pas encore
tout à fait, malgré ses lames de Tolède, de cape et d'épée. Eh!
Monsieur mon oncle, n'allez point dire que vous avez des neveux
de cape à citer! ! Mais je vous entends d'ici faire des ah! et des
oh ! et des ouuuu ! De sorte que je me vois condamné à être
sérieux.
J'ai assisté, le soir même de mon arrivée de Tolède, au Théâtre
Royal, - lequel est à ma porte maintenant, comme 1~ Biblio-

thèques Nationale et du Roi, - à une assez bonne représentation
du Barbier de Sé-ville : charmant petit ténor, Stagno, quant au
gosier tout au moins ; il roucoule le Barbier avec autant et plus
d'art que notre ténor Garbe (il est certain que Garbe aurait fait
là un verre de bon sang, sinon deux). La Fossa, qui sait bien faire
des fioritures, a voulu jouer à la Patti, en quoi, si elle venait me
demander mon avis, je lui dirais charitablement qu'elle a eu tort;
je lui dirais bien aussi qu'elle est un peu vieille, et qu'elle est
une Rosine peu naturellement espiègle; mais tout cela ne lui
plairait peut-être pas, car le public de Madrid l'adule bêtement,
et ça lui donne, je me figure, un orgueil égal à son talent dram1tique élevé au cube ou plus haut encore; enfin, je garderai
tout cela pour moi, et mon argent aussi, les jours où elle chantera. On monte Rienz.i. Oh! celui-là, j'ai trop de curiosité pour
ne pas aller l'entendre deux fois ou trois, si je puis. Mais le plus
beau de tout, c'est mon après-midi de dimanche dernier. Concert comme nos Trompettes parisiennes 1 , à la différence qu'on paye
ici cinq francs par concert (au lieu de cent sous ... par mois). Je
ne vous en dirai rien, sinon qu'il [y] avait cinq mois bien comptés que je n'avais passé si bonne après-midi. Je vous joins le programme, -que l'on me gardera précieusement, n'est-ce pas? avec
mes numéros, - afin qu'il vous conte la séance en abrégé. La
princesse des Asturies, sœur du roi ( vingt-trois ans avoués, assez
laide, mais qui peut être une bonne personne) est, paraît-il, une
bonne musicienne et une très forte pianiste. Guelbenzu, qui jouait
au concert, est son maître. Le roi est venu avec sa sœur à la
séance. Étant arrivé de bonne heure et m'étant placé dans les
premiers rangs, il s'est trouvé que j'étais à deux mètres de Leurs
Altesses, par le plus grand des hasards, ce qui a fait que je les ai

474

475

r. « La Trompette était, - je ne sais si elle existe encore, - une société
d'amateurs de musique de chambre ou de petit concert, organisée sous la direction de M. Lemoine (fils de Henri Lemoine, compositeur de musique qui faisait les airs des romances de Loisa Puget). Ch. Graux-était l'un des adhérents.»

H. G.

�477

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

bien examinés dans les entr'actes. Le roi doit être, à ce qu'on dit,
aussi musicien - à peu près - qu'un sabot. Ils ont bavardé des
quarts d'heure entiers avec.Monasterio et le pianiste. C'est un
jeune homme aimable que le roi, en somme. Dimanche prochain,
pas de co~cert, mais le dimanche d'après.
Quelles atroces musiques militaires et fanfares d'amateurs j'ai
entendues, par tous les coins de l'Espagne, à Séville jadis, à Salamanque, à Tolède, à Madrid ! Dans les régiments, ils ont deux
tarolles et deux paires de cymbales pour faire plus de bruit. Et
quelles grosses caisses incessantes! Quoi! il n'y a pas à dire
qu'elles cesseront une mesure; non, jamais!
Au moins je sais maintenant ce que c'est que des serpents. J'ai
entendu à Séville et à Salamanque le plain-chant au serpent.
Mauvais, mais caractéristique; c'est austère.
Danses. A Salamanque, soir de l'inauguration des eaux. Au
clair de la lune, alternativement masquée par de légers nuages
qui couraient · au ciel, puis reparaissant au méridien à peu près
encore pleine, sur les neuf heures du soir. Place de la Verdura,
en plan incliné, mal pavée de ces horribles petits grès ... Dans un
cercle de spectateurs laissant un vide de deux mètres de diamètre,
sept ou huit couples de gens du peuple dansant des jotas et
quelques mazurkes, schottish, valses et polkas, mais surtout leurs
jotas : bousculade horrible en si peu d'espace. Aux sons d'une
espèce de flageolet joué de la main gauche seule, la droite frappant
le rythme avec une petite baguette sur un petit tambourin. Des
plus caractéristiques. - J'ai revu identiquement le même spectacle à Madrid;mais à la fin du jour, comme on revenait de la
Plaz..a de toros, où il y avait eu no-vil/os - comme tous les dimanches
- le lendemain de No,ël. C'étaient là des jeunes filles habillées,
du commerce m'a-t-il semblé, et des jeunes gens en gibus, de la
même classe. Même bousculade et même musique. Grand sansfaçon, comme toujours en Espagne, entre poilas et poilas.
Aux no-vil/os, picadores sur des ânes contre taros embolados. Triste
et piteux spectacle, plutôt que ridicule ou risible ! Les Espagnols
s'étonneraient d'une loi Grammont, habitués à v01r martyriser

ces pauvres bètes, chevaux et ânes. C'est là un effet certain des
courses de taureaux.
Grosses têtes pour amuser les enfants pendant les jours de fête
publique à Salamanque : ont nom el Padre Putas y la Lechera.
L'après-midi de cette fête des eaux, après la bénédiction du jet
d'eau à la Plaz.a Mayor par l'évêque, on se rendit processionnellement à la cathédralr , où l'on exécuta, - c'est le cas de le dire;
pauvres amateurs! voix et instruments et violons surtout! - le
célèbre Te Denm du Salmantin Doyagüe, maître de chapelle à
Salamanque ( fin du xvme - commencement du xrx O siècle). Il est
évident qu'il avait de la valeur. La mauvaise exécution aidant, je
ne me suis pas formé un jugement définitif sur une seule audition. - Si je peux rapporter, comme M. Zarco me l'a fait espérer aujourd'hui, la Lyra sacro-hispana, ce que je désire fort, je
pourrai peut-être me mettre un jour au courant de cette musique
sacrée de l'Espagne, dont on parle tant ici sans là connaître. Je suis en train de lire l'histoire de la musique en Espagne par
Soriano 1 ; quel homme ridicule encore que celui-là! · Quel malheur que ridicule soit l'épithète homérique et obligée de tant de
ces braves Espagnols !
Les trois quarts de ces deux dernières pages seront incompréhensibles. Ce sont mes riotes, qu'il me fallait pourtant recueillir,
pour que ces divers souvenirs (arriérés) ne s'effacent point.
Je viens d'écrire à l'instant à M. Lavisse; hier à Wenék, dont
je n'ai aucune nouvelle depuis novembre, ce me semble; il y a
quatre jours, à M. B., pour faire plaisir à maman. - Avant-hier
j'ai été passer la soirée chez la comtesse, qui a été un peu malade
pendant mon séjour à Tolède.
Bonsoir.
Votre
Ch.

GRAUX.

1. Soriano Fui:rtes (Mariano) , Historia de la mûsica espa,ïola desde la venida de
los Fen icios basta el 111io d,; r850. Madrid, Barcelona, 185 5-59, 4 vol. in-8.

�CH. GRAUX

XXXVIII
Dima~1Che soir 23 janvier 76.
Arena!, 15 dupo, 20, izq.

[A. M. Paul Garbe]
(à renvoyer à Vervins)

Ta lettre vient de m'arriver à ma nouvelle adresse : c'est la
première fois que je reçois ici directement. Comme je ne bougerai point jusqu'au I 5 février, écris-moi encore une fois à cette
adresse. Prends garde, tu m'inquiètes avec tes accidents. Évite de
plaisanter avec un rhume dû à l'acide sulfureux. Donne-moi
promptement de tes nouvelles. J'en ai eu hier de Vervins,
auxquelles j'ai répondu poste pour poste par une carte-postale.
Ils ont été dix jours sans lettre de moi. Une que j'écrivis le 9,
_étant à Tolède (le jour de la grande neige) et une carte-postale,
que j'envoyai du même lieu deux jours après, paraissent avoir
été égarées : papa m'annonce qu'on ne les a pas vues.
Papa est-il encore greffier e11 ce moment? C'est ce que je ne sais
pas. Il ne m'en parle pas. Je lui avais posé justement cette question dans la lettre perdue. Maman m'a bien dit que les bénéfices
couraient à partir du r•r janvier au compte du successeur : mais
je n'ai pas encore été informé qu'il ait été accepté. Papa, qui lira
ces lignes après toi, me mettra sans doute prochainement au
courant.
Le mouvement qui se produit parmi les jeunes physiciens,
grâce au passage de M. Branly à l'Université Catholique 1 , me
comble de joie. Quelle chance de nous retrouver en tête-à-tête
au coin du feu sous la Liseuse 2 , l'hiver prochain! Nous paraisr. M. Edouard Branly, professeur de physique à l'Institut Catholique de
Paris.
2. C'est le sujet en bronze doré qui était sur la pendule de Ch. Graux.
H. G.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

479

sons, comme tu penses fort bien, être nés sous une même heureuse étoile, comme dans l'ode d'Horace, si tu te la rappelles (moi
pas, je ne saurais plus la citer).
Pâques vient tard, cette année, le 18 avril, je crois. Je serai
donc rentré à Paris, selon les vraisemblances, un peu avant les
vacances. Je ne crois guère possible ta combinaison; mais ce qui
sera très faisable, c'est que tu t'arrêtes à Vervins, dans tous les
cas, afin de me rendre ma visite d'Angers, si les circonstances me
permettent de passer par ton chez toi.
_Notre neige est maintenant à peu près disparue, sauf quelques
to1ts exposés au Nord, lesquels fondent un peu seulement tous les
jours, sur la tête des passants du trottoir. Madrid est d'un sale dont
on n'a pas d'idée. Le roi a passé cette après-midi la revue d'environ quatorze mille hommes, pour la plus grande partie de nouvelles
recrues. Lui et tout son état-major étaient crottés, d'avoir galopé
dans la boue, non pas, comme on dit, jusqu'à l'échine, mais
jusqu'au chapeau. Il y a tel vieux général qui avait Je visage couvert de boue. Foule à ne pas pouvoir avancer quand il fut l'heure
de s'en aller, car il n'y avait qu'une rue pour tout débouché de
cette masse humaine, quoique du calibre à peu près du Boulevard
Saint-Germain, - la fameuse rue d'Alcalà . J'ai passé deux fois
su~ le front d'environ sept mille hommes, et j'ai assisté, posté à
qm~e mètres du roi, au défilé tout entier. Cinq ou six régiments
de ligne, un corps de gendarmes à pied, deux ou trois batteries
d'artillerie, un régiment d'ingenieros (génie et train, ce me semble),
quelq~es escadrons de cavalerie. Quelles tristes musiques! Je me
croyais, comme toutes les fois que je les entends - et c'est souvent - ... aux chevaux-de-bois. C'est absolument cela.
Mon prodigue ami, il faut que je t'enseigne à gagner deux
sous, c~est-à-dire à les dépenser en moins chaque fois que tu voudras b~en manger ton traitement en timbres-poste pour l'amour
de 11101. Un nouveau tarif postal, en ce q1:1i concerne les communications de la France avec l'étranger, est entré en vigueur le
r•r janvier dernier. Une lettre pesant quinze grammes au

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

plus coûte six sous de France pour l'Espagne et toute l'Europe,
une carte-postale trois sous. D'Espagne en France, c'est moins
cher : cinq sous la lettre et deux sous la • carte. Ne m'envoie
donc plus, à l'avenir, de lettres timbrées d'un timbre rouge:
ne nous ruinons pas inutilement.
Tu es en quête d'un sujet de thèse. Tu n'as entrepris jusqu'à
présent à Angers aucune série de recherches ni abordé l'érnde
d'aucune branche scientifique nouvelle qui t'absorbe. C'est fort
bien. Ne pousse pas d'exclamations, ne saute pas au plafond,
accepte avec philosophie et pèse sms passion l'idée que je vais
te présenter. Je crois qu'il y a beaucoup d'utopie dans les théories de mon compacriote, feu M. Émile Martin ; mais aussi il y
a beaucoup de faits non admis, parce qu'ils ne sont pas vérifiés,
et d'expériences qui manquent encore de consécration officielle,
dans ses livres et principalement dans son Électro-Chimie 1 , que
nous avons à Vervins. Emporte-la à Pâques et prends la peine
de la dépouiller, notant tout ce qui te paraîtra nouveau, ou
étrange, ou suspect. Il est bien possible que, refaisant dans de
bonnes conditions ses expériences et contrôlant ses dires, tu
sois mis sur la voie de quelque étude neuve. J'ai dit : « il est
bien possible » ; naturellement, je ne suis pas compétent: je
ne te « promets )) rien. Après tout, si, après avoir lu une partie du volume, tout cela te paraît absurde, tu le laisseras. Mais
n'es-tu pas d'avis qu'il peut pousser de bonnes idées partout?
Virgile trouvait des paillettes d'or dans le fumier du vieil Ennius.
Au surplus, je ne vois pas pourquoi tu ne t'abonnerais pas,
pendant le temps que tu resteras cloué à Angers, à une revue
allen;ande de sciences physiques. Je ne te dirai pas laquelle, faute
de les connaître; mais tu n'as qu'à écrire à Paris, à M. Deren bourg, librairie Baer, place de la Bourse, au coin de la rue du

Quatre-Septembre; il te donnera la liste des revues existantes.
.Demande-lui aussi de t'envoyer mensuellement le catalogue des
livres allemands publiés dans le courant du mois . Je le dépouille,
moi, en ce qui concerne le grec, mais il y a une case pour les
sciences physiques . Tu verras des titres, et de temps en temps,
sur la foi d'un titre, tu commanderas une brochure. Je crois,
par expérience, qu'il faut tâtonner un peu pour arriver à trouver une bonne idée. Eh bien ! tâtonne. A acheter quelques petits
livres de loin en loin, ça ne constitue pas au total une bien
grande dépense .
Je vais demander au duc de Sesto de me faire donner · un
exemplaire d'une grande publication musicale qui s'appelle la
Lyre sacrée espagnole. Ce sont des messes, cantiques, motets et
autres chants &lt;l'Église par différents maîtres de chapelle espagnols
depuis le commencement du XVI 0 siècle jusqu'à nos jours. Il y
en a trente exemplaires, tous manquant de sept ou' huit livraisons, à la Bibliothèque du roi. Ça se donne. M. Zarco, le bibliothécaire, est celui qui m'a donné l'idée de faire cette demande .
Je m'en occuperai ces jours-ci. J'ai acheté et lis en ce moment
une histoire de la musique espagnole. Je me procurerai, avant
de quitter Madrid pour tout de bon, .une petite collection d'airs
de danses espagnoles, jotas, havaneras, seguidillas, etc. Plus je
vais, plus je m'affectionne à la musique. Je n'aime rien plus que
la musique, et elle gardera, pour sûr, la première place après
le grec, jusqu'à ce qu'il me soit donné d'étudier - dans la
suite des siècles - la« musique grecque)). ·
J'ai écrit pour la seconde fois à M. L. .. avant-hier. Es-tu
resté en corre,pondance avec lui ? Sais-tu s'il s'est occupé des
élections del' Aisne? J'oublie régulièrement tous les jours d'acheter le journal, de sorte que je ne suis plus du tout au courant
de la politique française. Par contre, à force d'entendre causer à
table de la politique et des élections en Espagne, je commence à
y entendre quelque chose. Je me trouve fort bien à tous les
points de vue, y compris celui des wmpagnons de table, dans

r. Voici, en abrégé, le titre de cet ouvrage: Nouvelle école ilectro-chimique oii
Chimîe des corps pondirables et impondérables... Paris, Lacroix et Baudry, t. I
(seul paru), 1854-58, in-8.

RtUue hispa11iqr1t.. xm .

31

�CH. GRAUX
CORRESPONDANCE D 1ESPAGNE

ma nouvelle maison d'hôte5. Ma santé est bonne. J'avais rapporté un rhume de cerveau,, peu intense du reste, comme souvenir de Tolède ; mais je m'aperçois, en y faisant réflexion, que
voilà plusieurs jours qu'il n'y en a plus trace. Guéris-toi bien
vite du tien.
cc Reste avec Dieu ») et aime
ton
Charles.

P.-S. Papa a remarqué avec raison que j'écrh-ais indifféremment Fonda de los ou de Embajadores; Fonda del Lino ou de
Lino ; la première forme avec l'article: des Ambassadeurs, _du
Lin·, la seconde, sans article: Hôtel d'Ambassadeurs,
. de Lm.

Cette dernière forme - bien que les deux s'empl01ent - me
paraît la vraie, ou au moins la plus ancienne ; ce sera un souYenir du latin qui ne connaissait pas l'article.
J'ai commencé aujourd'hui (lundi) l'étude des manuscrits de
l'Université de Madrid 1 • J'en aurai pour trois séances en tout.
Ch. G.

XXXIX
Madrid, Arenal 15 dup. 0 ,

2°,

izq.

25 janvier 76, f h. I / 2 du soir (mardi).

Ma chère maman,
Je viens de mettre au courrier une carte-postale accusant
réct:ption de ta lettre de vendredi. Maintenant, je vais y répondre
in extenso, et d'avance : dans quelques jours, nous t'expédierons
1.

Sur les mss. grecs de la Bibliothèque de l'Université Centr~le, voir
p. 201 et Notices sommaires, pp. 125-139.

port, loc. cit.,

Rap-

cette réponse avec les nouvelles qu'il y aura. A ton appréciation,
je ne vous fais plus entrer dans le détail de ma vie, comme au
commencement du voyage. Tu voudrais des lettres-journal;
mais je n'ai plus le temps d'en faire. Au surplus, ma vie étant
plus sédentaire, je n'ai plus lieu d'observer tant de choses nouvelles. Je n'ai pas décrit les fêtes Je Noël; mais tu remarqueras
que je n'ai jamais décrit non plus une seule course de tau_reaux,
ni une seule cathédrale. Tout ce que j'ai rencomré sur mon
chemin de très caractéristique, d'assez frappant pour que je sois
sûr de ne pas l'oublier~ je n'[en] ai jamais dit qu'un mot à
peine dans ma correspondance. A quoi bon gaspiller le temps ?
Songe que je n'ai point encore vu jour à entamer la lecture de
Don Quichotte; cependant je vais faire un èffort et m'y mettre.
Je viens d'acheter une édition en quatre volume5 in-12 de
1808, bon papier et caractère net et d'assez gros calibre. Je
Fai payée vingt francs; elle est reliée à l'espagnole, c'est-à-dire
que l'extérieur manque d'élégance.
Je vais achever ce soir la lecture de la troisième histoire de la
littérature grecque, en espagnol, qui passe entre mes mains '.
Celle-là, toute courte, est d'un ridicule achevé. C'est étonnant
combien d'auteurs espagnols tombent ainsi dans le ridicule. On
ne peut imaginer rien de plus ridicule non plus que cette histoire de la musique espagnole, en quatre volumes in-8, dont je
poursuis la lecture depuis le commencement du mois. A propos
de musique, Barbieri, le compositeur de zarzuelas ( = opérascomiques) le plus populaire d'Espagne au xrxe siècle, que je me
proposai d'aller voir un de ces jours, est venu justement hier

1. Graux a cite, incidemment, dans son article déjà mentionné de la Revue,
Critique du 12 août 1876 (cf. Notices bibliogmphiqiœs, pp. 23-24), les quatre
histoires de la littérature g,ecque écrites par des Espagnols dont il a eu connaissance: ce sont celles de Braulio Foz (Saragosse, 1849), R. Gouzalez Andres
(Madrid, 1859), Salvador Constanzo (Madrid , 1860) et Jacinto Diaz (Barcelone, i865).

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. G.RAUX

au Palais, pendant que j'y étais, pour causer avec son ami
Zarco. M. Zarco m'a présenté, et la connaissance est faite . J'ai
perdu là une demi-heure de grec, mais je ne la regrette pas. J'irai
chez Barbieri le premier jour que j'en trouverai le temps '. Il
possède la plus belle bibliothèque musicale d'Espagne, sans contredit, d'après M. Zarco, qui, Dieu merci! se connaît en bibliothèques.
Tu prétends que je n'ai pas l'air d'aimer tes conseils. Cependant tu as vu que, pour te faire plaisir, j'ai écrit à M. Bourget.
Pour te faire plaisir encore, j'ai demandé il y a quelques jours à
notre chargé d'affaires, le comte de Canclaux, avec lequel je
suis dans les meilleurs termes, de s'entendre avec le duc de
Sesto pour me procurer une audience du roi. Je ne sais pas le
moins du monde comment cela se passe. J'espère qu'on me
l' apprendra; je Lne] m'en effraie point: maintenant", je sais payer
d'aplomb dans toutes circonstances. Tu remarqueras que ce
n'est pas une politesse que je dois au toi - en cela, ~u t'a~u_ser_as _singulièrement - mais que c'est une faveur que J~ solhat~,
que j'obtiendrai peut-être grâce à de bonnes protections, mais
une faveur assez exceptionnelle, puisque je n'ai, au fond, rien à
démêler avec le roi lui-même. Mets-toi bien cela dans la tête.
D'~illeurs, je suis content que tu aies écrit de ton côté à la
famille B. J'ignorais absolument que vous eussiez reçu des nouvelles directes de M. Bourget et que Mm• Bourget ne fût pas en
santé. Aussi n'ai-je pas t0uché ce point-là. Sachant combien les
communications sont lentes ·et comme elles ont à ricocher pour
venir jusqu'à.moi, ils auront bien compris que si je ne parlais
pas de la santé de Mm• B., c'est que je n'étais pas au courant.
Au surplus, je n'aurais rien changé au ton de ma lettre.
Je vais aller passer trois semaines ultra-tranquilles à l'E_scurial,
à partir du 15 février, puis je songerai au retour. Je dors alors

rencontrer le printemps à Valence et à Barcelone, qui sont, pour
les saisons, en avance sur Madrid.
Mais, entendons-nous un peu. Tu me disais, dans une lettre
qui n'est pas perdue, que si mes occupations augmentaient, tu
aurais bien la patience d'attendre mes lettres désormais de quinze
en quinze jours: et voilà que tu entres, à ce que je devine au
travers de ta description, dans des états insensés, parce qu'une
lettre reste dans. les neiges et que tu te trouves ainsi onz.e jours,
pas plus, sans nouvelles. Pourtant, si je t'avais prise au mot et
que j'aie attendu tranquillement, alors, mes quinze jours!. ..
Je dis donc qu'il faut nous entendre. Lorsque j'effectuerai mon
retour, et déjà dans les derniers temps qui le précéderont, je ne
ferai très probablement pas de lettre plus souvent que tous les
quinze jours. Cela durera peu: je parle du mois de mars, du
dernier mois; mais, dans ces moments-là, j'écrirai fortirréguliè-rement. Si j'ai beaucoup à dire, j'en écrirai long, mais à intervalles
non réglés. Une carte-postale par ci par là devra suffire pour te
faire prendre patience. Je m'étends, mais c'est pour que cela
soit dit une bonne fois pour toutes.
J'ai trouvé le mot de maman-bon à la marge de la seconde
page de ta lettre. Je l'embrasse pour la peine.
La comtesse de Montijo avait été un peu malade dernièrement. (Je vous ai dit que je l'avais trouvée déjà 'à peu près
remise mardi de la semaine passée, en rentrant de Tolède). La
générale d'Albaceta (je ne sais pas bien comment cela s'écrit)',
un général qui est à Cuba, me dit samedi dernier au Théâtre du
Cirque, où j'assistais à une première - en habit! - dans la
loge d'un compagnon de casa, que la comtesse était tout à fait
rétablie, de sorte que, étant très pressé ces derniers soirs, j'ai
reculé jusqu'à aujourd'~ui pour aller la voir. Je pense donc y
aller ce soir.
J'ai rendu visite samedi dernier à la bibliothèque de M. Here1.

1.

Voir ci-dessous la lettre XL.

Graux a hésité entre la graphie Albaada et la graphie Albaceta.

�CH.

CORRESPONDANCE D1ESPAGNE

GRAUX

dia, autre ami de M. Zarco . C'est le comte de Caudaux qui
m'avait donné une introduction pour lui. Aimable au possible;
s'il avait des manuscrits grecs, - il n'y tient pas, - il s'offrait
à m'en fàire cadeau; mais nous n'en avons pas trouvé, et il est
probable qu'il n'en aura pas. Il avait déjà une bibliothèque
remarquable. Il acheta, il y a quelques années, sur le conseil de
M. Zarco, toute la bibliothèque de Salvi, de Valence, pour la
bagatelle de cent quarante mille francs. On est fort lancé ici
dans. la bibliophilie . . .
Mais on m'appelle à dîner.
26 janvier, 5 h. r/4.

J'ai terminé l'étude des neuf manuscrits de l'Université. Ils
ont été vus, quand? je ne le sais, par l'illustre Lazare Bardon,
ancien curé, professeur de grec actuellement à l'Université de
Madrid. Les notes manuscrites, dont la postérüé lui sera redevable et qu'if a bien voulu coller sur les vénérables ma □ uscrits
universitaires, sont presque à la hauteur, sur l'échelle du bouffon,
de la préface du seul livre qu'il ait publié ', dont je vous aurai
sans doute entretenu. Encore un Espagnol ridicule !
Je n'ai plus que trente-huit ou trente-neuf manuscrits à examiner à la Bibliothèque Nationale etl'excursion à hi mystérieuse
collection de Camp0-Alange; puis ce sera tout pour Madrid .
Sous quinze jours, je pense, Madrid sera réglé.
r. Graux a apprécié, comme il conwuait, dans la Revue critique du 12 août
1876 (Notices bibliogtapbiq1ies, pp. 21-2 ù la Chrestomathie grecque de Lazaro
Bardon, et a donné en passant un échantillon du savoir de ce professeur :
11 Voulant un jour rédiger la notice d' un magnifique membrcmaceus conservé à
cc la bibliothèque de l'Université central~, à Madrid, il déclara, par mégarde,
« que ce manuscrit ne portait point de date, mais que, selon les apparences,
cc il avait été écrit dans les commencements du xue siècle. C'était jouer de
« malheur. Le manuscrit, signalé au catalogue comme étant de l'an 1034, est
cc en _réalité, très lisiblement daté, et en lieu fort visible, de l'an du monde
« 6034, ce qui correspond à l'an de grâce I 326 après J.-C. Mais tout le
« monde n'est point tenu de connaître l'âge des manuscrits. »

Je viens de recevoir une lettre à la fois de Karl et de Gabriel 1 •
Karl exprime une grande satisfaction de 1a lettre que je lui
envoyai. Il la résume comme un président en cour d'assises
résume les débats. Gabriel ne s'est pas présenté à l'École des
Chartes; il prépare la licence ès-lettres, et à cet effet va aux
conférences de Sainte-Barbe, y compris celle de grec sous la direction de M. Tournier. Il paraît que Théodora z poursuit ses études
classiques, et qu'il n'y a rien de nouveau dans la famille, laquelle
se porte bien. Gabriel me parle de bourses accordées à l'École
des Hautes Études. Je ne sais, mon cher papa, si je t'en ai dit
un mot ; M . Tournier m'avait mis au courant il y a bien un
mois déjà . Le Conseil municipal a voté cinquante mille francs
annuels pour la formation de bourses, destinées par quart, à ce qu'il
paraît, aux élèves des quatre sections de l'fcole. Le successeur
d'Edgar Quinet au Collège de France, si le Ministre ne fait
point un coup de tête, va être un savant, et un des nôtres,
Paul Meyer le romaniste et provençaliste , . Cette faveur qui
s'attache à notre drapeau fait dire à Gabriel cc qu'il serait bien
heureux de voguer un peu dans nos eaux». Je vais lui répondre,
à la prochaine occasion, qu'il fera mieux d'y voguer beaucoup,
p9ur ne point être distancé par ceux qui y vogueraient plus que
lui 4 . Tu n'avais pas encore répondu à Karl.
Je vais écrfreuh mot à M. Tournier: puis sur les six heures
j'irai faire un tour au Palais pour tâcher de pincer le duc de
Sesto qu'on trouve à ces heures-là. Hier j'ai été, comme je
l'avais projeté, passer la soirée chez la comtesse, avec qui j'ai
causé beaucoup comme toujours. Cinq ou six personnes étaient

r. MM. Karl et Gabriel Hanotaux.
Sœur de MM. Karl et Gabriel Hanotaux. H. G.
3. Aujourd'hui membre de ·l'Institut, directeur de l'École des Chartes et professeur au Col lège de France.
4. M. Gabriel Hanotaux suivit le conseil de Ch. Graux; il fut élève de
!'École des Hautes Études et il y devint, en 1880, répétiteur pour l'histoire.
2.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

venues, dont trois jouaient aux cartes : mais on ne se ruine
pas chez elle. On perd deux ou trois francs, guère plus ou guère
moins, dans sa soirée, au tresillo. Je n'ai pas besoin de te dire
que je ne joue pas plus ici qu'en France. J'ai appris cependant
à Tolède la plupart des termes du jeu de cartes.
Résume-moi donc, si tu ne l'as déjà fait au reçu de cette
lettre, la situation politique en France, le Sénat et les futurs
députés. L1 comtesse m'a appris hier que le baron Lambert,
mon protecteur que je ne connais pas encore, se présentait, je
ne sais seulement pas où. Je crois que c'est à Fontainebleau.
Je me propose d'aller entendre demain Otello avec Tamberlick et surtout la Pozzoni.

à ses mains. Pour ne pas me perdre à décrire tous ses tours, je
ne mentionne que les anneaux. De gros anneaux de laiton, il
les fait entrer les uns dans les autres, en forme des chaînes, les
redélie, les combine, qu'il y a trois cents ans, ici, on l'aurait
bel et bien brûlé.
J'avais manqué avant-hier soir le duc de Sesto, mais je l'ai
trouvé hier à son bureau, au- Palais. Réception aimable, comme
toujours. J'irai le revoir trois ou quatre jours avant de partir
pour l'Escurial : il me procurera des lettres pour le Bibliothécaire.Je verrai le roi en audience particulière demain à cinq heures :
cela s'est arrangé en une seconde et couramment. De même, le
duc parlera à l'intendant pour qu'on me donne un exemplaire de
la Lyre sacrée espagnole, dont je vous entretins déjà, je crois.
Je me trouve toujours fort bien dans ma nouvelle demeure.
Avant-hier, je suis resté à causer à la salle à manger avec un
compagnon, qui est du Ferrol, jusqu'à dix heures et demie du
soir. Il a été, comme toute la société distinguée d'Espagne,
apprendre le français en France, ou il a passé, à Paris, deux ans et
demi. Il parle mal et il parle gras admirablement. Aussi nous
causons espagnol, cela va mieux ainsi. Il prétend avoir vu des
manuscrits grecs en parchemin à Saint-Jacques de Compostelle
(Santiago en Galice). Cela m'étonne furieusement. J'irai voir ce
soir le directeur de !'Instruction publique, et le prierai d' écrire au
chef de l' Archivo de Galicia à ce sujet, afin que je sache à qu01
m'en tenir.
Je descends déjeûner, et vais partir à mes occupations.

28 janvier, 9 h. du matin.

Hier j'allai passer la soirée à la Zarz.uela, où l'on donnait
Neuf heures du soir, opéra nouveau de Caballero, qui a obtenu
beaucoup de succès cet hiver-ci. Il y a au début du second acte
une jota aragonaise fort jolie. Là-dessus tout le monde est
d'accord. Mais il n'y a que cela de bon dans ces trois actes de
musique sans inspiration et sans science. Livret déplorablement
faux ; style des plus négligés. Et dire qu'ils se sont mis à quatre
pour créer cette nullité, deux poètes et deux musiciens! -Après
l'Opéra, séance de prestidigitation par Hary. On établit coram
populo une mauvaise passerelle sur de méchants tréteaux, pour
permettre à l'artiste de passer à volonté de la scène dans la salle :
ce travail de charpentier au milieu d'une salle composée de
dames bien habillées manquait un peu de genre et d'élégance ;
mais vous savez qu'en Espagne on n'y vise pas de si près.
Ledit Hary a souhaité le bonsoir et fait une petite allocution en
français, et tout le temps de la séance a jargonné moitié en français, moitié en espagnol, faisant même des phrases mi.xtes, et
composant des locutions dans le genre de travar una persona
dans la sala pour lui prêter un chapeau. Quoi qu'il en soit de
sa langue, je suis bien obligé de dire que je ne comprends rien

28, S h.

r/2.

Journée ordinaire de bibliothèque. Je viens de me faire couper
les cheveux par avance pourdemain. J'ai vérifié la présence de chemises convenables dans le tiroir. Donc, tout est en ordre. En sortant de la Bibliothèque Nationale demain, à trois heures, au lieu
d'aller continuer à celle du roi, je rentrerai chez moi pour m'habiller en son honneur. Nous verrons ce qu'il me dira et ce que je fui

�490

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

dirai. Il paraît qu'on est en tête-à-tête. Ce serait bien le diable que
ie ne sois pas aussi fort qu'un jeune homme de dix-neuf ans. A
vrai dire, à pan un peu de curiosité, je n'en suis pas plus préoccupé que cela. Le meilleur, c'est que j'ai sauvé mà journée de
travail, en choisissant cinq heures du soir. Le duc m'avait dit :
« Venez quand vous voudrez ,,, et me laissait libre de prendre
la matinée ou le soir à ma volonté. M. Zarco, qui est chambellan
ou majordome, je ne sais pas bien au juste quoi, est de service
justement dans ces jours-ci. Je vais le rencontrer là-haut demain,
ainsi que le duc de Sesto, dans les salons.
On va donner Rienz..i au Théâtre Royal. Il est annoncé pour
la semaine qui vient, c'est-à-dire que ce sera pour la '5uivante, à
mon compte. Je le pourrai voir une fois au moins, et peut-être
plusieurs, avant d'aller fixer ma résidence à l'Escurial. Du reste,
de l'Escurial, je me propose de venir, les après-midi de dimanche,
assister ici à Madrid au quartetto classique. On arrive à Madrid
pour déjeûner et on en repart après-dlner, à huit heures du soir.
La cloche m'appelle à la salle à manger.
Samedi, 9 h. du soir.

J'ai vu le roi tout à l'heure. Il a reçu aujourd'hui, à partir de cinq
heures et demie, six heures moins le quart, une dizaine de personnes. J'ai passé sur les six heures et demie après avoir attendu
successivement dans trois grands salons fort beaux ·et bien meublés.
Le roi était en redingote noire. 11 reconduit ses visites jusqu'à la
porte de son salon de réception, ou il prend la visite suivante,
la conduisant alors jusqu'à un canapé. C'est parce qu'on
sait que c'est le roi; sans cela, c'est tout simplement un jeune
homme fort aimable, et qui fait beaucoup de frais pour qui lui
rend visite. La majesté n'entre pas dans son programme à lui ...
si elle entre dans la phrase de qui lui parle. Il m'a tendu la main
quand je m'avançai, en commençant tout de suite par me dire :
« Je suis bien heureux de faire votre connaissance; je savais que
vous étiez ici, etc. M. Zarco m'a dit que vous veniez à la biblio-

49 1

thèque, &gt;J etc. Je répondis par quelques mots à l'éloge de M. Zarco;
puis je parlai de l'Escurial et exprimai le regret qu'une bibliothèque si riche en manuscrits ne prêtdt point aux autres bibliothèques européennes, comme font toutes celles-ci entre elles•
Quand il vit que je prenais mon tour pour lui présenter une
observation, il parut content et m'encouragea tout de suite à
dire ce que je voulais. Sur ce chapitre, sa réponse ne l'i pas
compromis. cc Bien, a-t-il dit, je verrai. Seulement, en ce
moment, les communications sont d~sorganisées par la guerre.
Quand la guerre sera terminée, que les transports par voie de
terre recommenceront à fonctionner régulièrement, i&gt; etc. J'exprimai l'espoir que la guerre cesserait bientôt, etc. En
somme, sauf la question du prêt de manuscrits, tout se passa en
compliments. II parle le français avec l'accent complètement
français. Il vous prodigue les formules de politesse, que ça me
gênait : quoique parlant ma langue, j'hésitai. Je ne le tins guère,
cinq minutes peut-être, ou guère plus. Je fus reconduit comme
tout le monde; il me disait encore un tas de politesses, qu'il
désirait que j'emporte en France une foule de choses curieuses,
etc., etc . . Je lui tournai un quelque chose sur cc le beau pays
d'Espagne &gt;i. Nouvelle poignée de main; je le saluai et sortis,
Quand quelqu'un sort de chez le roi, tous ses serviteurs s'inclinent avec respect devant vous. Les hallebardiers se {Ilettent
dans la posture du cc Présentez, armes &gt;&gt; et frappent deux fois
de la hallebarde contre terre. Cela m'a donné l'occasion de voir
plusieurs salons en outre de ceux que je connaissais déjà, et surtout le magnique escalier - si célèbre - que je n'avais pas
encore visité.
Voim, ma chère maman, encore ton désir accompli. Comme
ma visite n'avait pas de but bien net, il ne s'est passé là rien de
bien important. Enfin, je sais maintenant, par expérience, ce que
c'est qu'une audience de roi : c'est toujours autant 1 .
r. Cf. E. Lavisse, loc. oit., p. XXXVII.

�492

CH. GRAUX

Je vais ecnre prochainement à M. Magnier au sujet d'un
second texte, attribué - peut-être à tort, du reste - à S1
Basile, très court et, jusqu'à nouvel ordre, donné pour inédit.
Au point de vue scientifique, ma mission se déroule régulièrement. Là, tout se passe avec ordre et méthodiquement; je
n'aurais point osé espérer, au départ, être tout le temps ainsi à
111011 affaire. Je sens que mon travail est bon. Le paléographe se
développe en moi, et j'ai déjà profité énormément. Et puis cela
m'a ouvert les idées, toujours au point de vue paléographique,
s'entend. Travaillant souvent sur des matières déjà vues par
d'autres, - quoiqu'ils n'aient point publié leurs travaux, - je
me trouve moi-même incontestablement plus solide qu'eux, plus
solide que le célèbre Iriarte, par exemple. C'est une satisfaction
intérieure; car je suis sûr maintenant de pouvoir répondre aux
vues de M. Tournier. Il me reste vingt-huit manuscrits à étudier
ici ; c'est l'affaire de la semaine qui vient; puis la révision de
1nes notes et réparation des omissions, et cela pour les
cent trente-quatre mss. ·de la Nationale et les vingt-neuf de l' Archiva, - plus quelques petites besognes de détail : voilà encore
l'emploi d'une semaine. J'espère aborder mes collations à l'Escurial le lundi 14 février. C'est le retour en France pour le 1" avril,
autant qu'on peut calculer dès maintenant. Quand viendra le
moment du retour, je me ferai expédier par Fleury-Hérard quatre
ou cinq mois de mon traitement : grâce à cette réserve, je serai
au large.
Voilà, j'espère, un journal qui peut compter, ma chère
maman. Dûsses-tu te scandaliser une nouvelle fois de mes fautes
d'orthographe, je ne me relirai pas. Mais je t'embrasserai deux
fois pour la peine et par compensation. J'embrasse papa et j'embrasse chacun.
Charles.
Dimanche 30, IO h. r/ 2 du matin.

Beau soleil; temps charmant. Je sors faire un tour au Prado;

0

493

CORRESPONDANCE D ESPAGNE

j'entrerai au Musée de peinture où je passerai quelques instants.
J'irai à une messe de midi et demi. A deux heures, concert de
musique de chambre : il y aura le quintette de Mozart.

Ch. G.

XXXIX bis.
Madrid, le 30 janvier 1876.

Mon cher papa Graux et ma chère maman Graux,
Voilà bien du temps que je suis fort loin de vous. Je n'ai pas
pu, pour la première fois de ma vie, vous souhaiter, en vous
embrassant, la bonne année. Je ne saurai plus, l'année prochaine,
tirer les Rois, je m'imagine, car cela fera deux ans que je ne les
aurai pas tirés, et gare tout à l' heure que j'aie oublié comment
on s'y prend. Mais, que voulez-vous? on n'a rien pour rien. Je
tire un grand profit du voyage que je fais. Outre l'agrément de
voir des pays nouveaux - et où l'on me reçoit fort bien j'apprends tous les jours mon métier plus à fond. Je reviendrai
parlant l'espagnol, sinon sans fautes, au moins suffisamment
pour pouvoir_causer et défendre mon avis, quand je ne pense
pas comme les autres. Tout le travail que je fais ici me permettra
d'écrire, une fois que j'aurai repris mes habitudes à Paris, deux
ou trois livres qui seront utiles pour ceux qui les liront. Tout
cela est pour dire, n'est-ce pas? que je ne perds pas mon temps,
et que je n'ai jamais si bien fait que de demander au gouvernement qu'il m'envoie en Espagne. Ce qu'il y a de mieux encore
dans l'affaire, c'est que les cinq mille francs que j'aurai dépensés
à peu près en tout en sept mois de temps, tout cela sera l'argent
du gouvernement; et le plus joli, c'est que tout cet hiver-ci, je
n'aurai pas mangé beaucoup de sous de la bourse de papa. Et
puis je rapporte des choses utiles d'Espagne, des couteaux, des
liYres, de la musiq_ue, un bon manteau espagnol, et bien d'autres
choses encore, sans compter des souvenirs.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D .ESPAGNE

On ne dira pas que je n'ai pas vu du beau monde. Je passe
les soirées chez une comtesse de la première noblesse. Je reuds
visite à chaque instant au favori d'un roi. J'obtiens même la
faveur d'être reçu par le roi lui-même, qui est un jeune homme
charmant et qui n'est pas fier du tout.
J'ai dû, en outre, écrire souvent au Ministre de l'instruction
publique de Paris pour le tenir au courant de mon voyage. Cela
me fait connaître et cela me pose, selon toutes les apparences.
Avouez que cela valait bien la peine de nous imposer une séparation qui, après tout, ne sera pas encore immensément longue.
Puis, à présent, le plus fort est déjà fait; il n'y a plus qu'un
peu de patience à prendre, et nous allons nous retrouver avec
notre vie de toujours, seulement que je vous raconterai quelquefois des histoires d'Espagne.
Je vous embrasse bien fort tous les deux et dites aux autres
que je les embrasse aussi.
Votre

père, le numéro XXXVIII que j'adressai à Garbe; puis, hier,
avant le départ du courrier, j'ai expédié directement à papa le
journal de trois jours, un journal plus détaillé que les lettres que
j'aurai le temps désormais de t'adresser : aussi ne t'habitue pas à
en vouloir tant que cela chaque fois. J'y ai joint ce mot destiné à
papa Graux, mais que tu pourras lire cependant toi-même
avec fruit : c'est ma balance, faite un peu d'avance et sans attendre
la fin de mes opérations. Puisses-tu y jeter un coup d'œil chaque
fois que l'impatience et l'imagination menaceront de prendre le
dessus. Chacun, dit-on, a sa chaîne : moi, si j'en ai une, ce sera
l'imagination de ma mère. Du r 3 janvier au 2 r, cela ne faisait
pourtant que huit ou neuf jours. Je me suis bien rendu compte,
lorsque j'examinai mon calepin, pour enregistrer à son rang cette
lettre du 21, qu'il y avait là un intervalle qui, peut-être, te semblerait long; mais, en même temps que je m'en aperçus, - je
ne sais comment le temps avait passé sans que je le sente, - je
voyais qu'il était trop tard pour réparer ma faute. Nécessairement,
la distance de huit jours que j'avais laissé se produire ici devait se
reproduire cinq jours plus tard a Vervins. J'aurais eu beau
envoyer alors lettre sur lettre, cela ne faisait plus rien. Sauf les
circonstances exceptionnelles, comme furent les neiges, les distances se gardent; je ne puis faire qu'une dépêche se hâte plus
que les précédentes, et les dépasse. Ainsi, pardonne-moi; tu vois
comme mes retards ne sont pas volontaires. Mets-toi seulement une
chose dan_s l'idée : c'est que, à moins de cas extraordinaires, le
télégraphe n'existe pas pour nous. Ne cède jamais à la malheureuse tentation d'en user, car je te préviens qu'après y avoir de
nouveau réfléchi, j'ai pris la résolution, si je recevais un télé_
gramme bête, de ne point y répondre. Je le considérerais, supposé
qu'il me parvienne, - chose toujours douteuse, - comme non
avenu. C'est qu'en effet, s'il me passe par la tête de changer, en
une heure de temps, complètement mes projets, - chose que
j'ai faite plusieurs fois, - tout télégramme qui tomberait dans
les cinq jours pendant lesquels je serai en un point et vous me

494

Charles Graux.

XL
Madrid, 3 r janvier 76, au soir.

Ma chère maman,
Ta lettre du 26 m'est arrivée ce matin, comme je me disposais à sortir. Quoique tu y manifestes une grande hâte de recevoir de mes nouvelles en réponse, je ne me suis pas pressé. En
effet, si tu devais attendre, pour être informée de mon sort, de
lire les lignes que j'écris après avoir entendu ton cri d'inquiétude,
mon Dieu! que deviendrais-tu? Car je ne l'entends qu'au bout
de cinq jours, et ma voix, à son tour, met cinq autres jours
encore pour parcourir ses trois cents lieues. Mais, heureusement,
au moment où je trace ces mots, tu viens d'avoir déjà, je l'es-

495

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

croirez en un autre, a les plus grandes chances du monde de n'arriver point jusqu'à moi. Quelle situation! Ainsi, ma chère
maman, tu n'oublieras point que je continue à t'interdire le télégraphe.
De ma lettre perdue, n'aie point de souci. Elle ne devait contenir autre chose que le récit de ma lutte diplomatique avec les
chanoines des bords du Tage et de mon triomphe final surtonte
la ligne 1 • Cestune narration que tu m'excuseras de ne point
recommencer, vu que l'histoire, je ne l'oublierai point; et plus
tard, un jour en dînant, je vous en conterai le détail.
Ah I tu prétends, ma chère maman, que ce n'est pas assez de
voir le roi, mais qu'il faut encore lui parler. Comme tu es gourmande, pourtant!
Le directeur de l'instruction publique m'a promis ce soir
d'écrire à Santiago et à la Coruna pour s'assurer s'il n'y aurait
point par là de manuscrit grec. S'il y en avait, - ce que pour
ma part je ne pense pas, - cela ferait l'objet, à l'occasion, d'un
autre voyage.
Ce serait, en effet, un précieux pays que l'Espagne si les chaussures ne s'y usaient point; mais comme, malheureusement, il
n'en est pas ainsi, j'ai dû consacrer cinquante francs de l'argent
ministériel à l'acquisition successive d'une paire, puis d'une
autre paire de bottines, dont je ne suis pas mécontent. Cela va
permettre à ton imagination de ne pas se représenter ton fils
comme un va-nu-pieds ou quelque chose d'approchant.
Je joins à cette lettre le programme du concert de musique de
chambre de dimanche dernier.
Qu'il a fait beau hier et surtout aujourd'hui! Le soleil était si
réchauffant! J'en ai profité un peu sur les trois heures en quittant
la Bibliothèque 1ationale, ayant à faire deux courses, l'une à
!'Ambassade, l'autre au Ministère de Fomenta. Dans l'intervalle des
deux, je me suis arrêté un moment au Prado sur un banc, au

soleil, pour dépouiller la petite correspondance de deux jours
que M. Zarco venait de me remettre.
L'abbé Duchesne achève, eu ce moment, ses thèses de doctorat. Tl doit occuper l'an prochain une chaire à la Faculté des
~armes ' . Il m'a écrit une lettre humoristique étonnante. A Pâques,
il profitera de la liberté que lui laisseront ses travaux dès lors
achevés pour faire une nouvelle excursion en Orient. L'heureux
abbé! Il a la bosse des voyages à l'aventure.
J'ai une correspondance assez fournie depuis quelque temps
avec l_e recte~r de Salamanque. Je tâcherai de trouver le temps
~e~am de faire une lettre d'affaires scieotifi 1 ues pour M. Magnier;
J :u de nouvelles recherches à lui demander. Je vous expédierai le tout ensemble.
Je suis presque inquiet de n'avoir point de nouvelles du tout
de la fa~!Je Wenck. En octobre, je retirai à la poste restante
~e Madn~ une lettre de Mm• Wenck, à laquelle je répondis.
J_eus ensuite une lettre de Wenck le 11 novembre; j'y répondis encore immédiatement. Depuis, je leur écrivis et envoyai
mon portrait à l'occasion de la oël; plus de réponse. Le 20 courant, j'écrivis de nouveau à Wenck, lui donnant mon adresse de
la rue de l'Arenal. Je suis toujours dans l'attente. J'en suis à
me demander s'ils n'ont pas quelqu'un de malade. Je sais bien
que \Venck déteste écrire une lettre; mais alors Mm• W. ? Enfin,
j'attends patiemment.
Les grands concerts de musique classique vont commencer dans
un mois environ. J'assisterai donc probablement aux deux premiers.
Des nouveJles des Bourget, je n'en ai pas non plus depuis très
longtemps. Quoique tu aies prétendu jadis démontrer le contraire, ma chère maman, les absents ont toujours tort.
Je vais m'arrêter ici pour le moment. J'ai une lettre à écrire
à Salamanque.

1.
1.

C'était, .:vidernrnent, la lettre numérotée XXXV.

497

C'est-à-dire à }'École des Carmes.
Rtt1t, hi,poniq ...

XIJI.

Jl

�COR.RFSPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

Mardi soir.

Je viens d'écrire ma lettre à M. Magnier que, je ne sais pourquoi, j'ai datée de demain. Je me suis transporté par la pensée à
dernain 2 février, Purification de la Sainte-Vierge, fête. Pour
moi, ce,la égale un jour de perdu pour le travail, car les bibliothèques ferment; cependant il n'y a pas de malheur; comme
il fera beau, j'irai me promener au soleil. Rien de nouveau dans
mes affaires.
Ce matin on a tordu le cou à deux femmes qui en avaient
assassiné un~ autre pour la voler. La guillotine ni la pendaison
anglaise ne sont en usage ici; ils ont un appareil spécial qui
donne la mort par strangulation et brisant en même temps, à
ce qu'on m'a expliqué, la colonne vertébrale. Une grande foule
s'est portée par 1:i ce matin, paraît-il. Tout Madrid en a c.-iusé tout
hier et tout aujourd'hui. Les Espagnols sont bavards comme
leurs femmes. li est dix heures et demie; je vais me coucher.
Mercredi, Purification, 3 h.

Ce matin, j'ai écrit des lettres jusqu'à onze heures. Je déjeùnai et m'habillai; puis je partis par un magnifique soleil pour la
Plaz.a del Rey, ou habjte l'illustre Barbieri. Je le trouvai dans son
cabinet de travail, et, de suite, il se mit en devoir de me montrer sa riche bibliothèque : riche en livres rares et de toute
époque, sur l'ancienne musique et la liturgie espagnole, _puis
en général, de livres de toute nat~r~ se rapportant a. la
musique et à la danse et à leurs ongmes. Il possède meme
des manuscrits de plain-chant du xm• siècle et plus récents,
avec la notation de l'époque. Il m'a montré des chants
du xm• siècle not~s à deux parties et même an fac-similé
d'un manuscrit de Tolède qui contient de la musique à quatre
parties, et de cette même époque. Tu sais, mon cher papa, que
jusqu'à présent la connaissance de l'harmonie à cette époque est
un sujet de discussion eutre les musicographes. 11 prépare une

499

histoire de la musique espagnole. A ce propos, il a fait le catalogue de la bibliothèque musicale de !'&amp;curial : il l'a, en fiches,
dans un casier, et a recueilli un !ITos volume de notes, en
manuscrit, sur les moines musiciens de ce même monastère. Il
possède la copie d'une collection de chants profanes d'auteurs
espagnols du xv• et xv1" siècle, les uns signés, les autres
non; et, de même, un gros volume, id. du xv1~ siècle : tout
cela inédit, et note qu'il n'a été rien pu.blié jusqu'à ce jour dans
ce genre. Il a copié également à l'Escurial une collection de
quintettes du frère Antonio Soler pour les quatre instruments
à cordes et l'orgue, inédits. Je me suis assuré, en le Jui demandant, qu'il n'avait point été gravé de musique de chambre composée par des auteurs espagnols. Est venu le prendre pour aller
promener, pendant que j'étais là, le ... ridicule Soriauo Fuertes,
qu'ilappelle pourtant son ami, l'auteur de l'histoire de la musique
espagnole dont je vous entretins dernièrement. Je lui ai dit que
j'avais le plaisir, - je n'ai pas spécifié quelle nature de plaisir,
- de lire son livre en ce moment même.
Il est à peu près décidé maintenant qu'on va me donner la
Lyre sacrée espagnole. C'est la seule publication consacrée
aux anciens maîtres espagnols : Barbieri vient de me l'assurer.
Il m'a donné l'indication de quelques recueils de chants populaires et airs de danses nationales. En somme, voilà encore une
heure bien employée.
C'est samedi la première de Rienzi : je ne sais pas encore si
j'y serai, mais je l'espère. C'est une sorte d'événement parmi les
abonnés du Théâtre Royal, c'est-à-dire tout ce qui jouit d'une
situation un peu aisée dans Mat!rid. Les amateurs de la musique
italienne l'ont condamné d'avance.
Les jours ont rallongé d'une bonne hl"ure. Le temps doux
semble revenu, et l'on entend dire partout autour de soi que
l'hiver est passé. Le fait [est] qu'on sort sans pardessus. Je vais
vous laisser pour aller faire un tour au soleil jusqu'au bord du
Manzanares.

�500

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Barbieri m'a fait cadeau du discours qu'il a prononcé l'année
dernièrè à son entrée à l'Académie des Beaux-Arts, et d'une
brochure publiée par un critique d'art renommé, appelé Antonio
Peôa y Gofii, qui [est] sa biographie, ou, pour mieux dire, son
« éloge ,,.
Toutes les fenêtres de Madrid sont ouvertes, et les Madrilègnes aux fenêtres ou dans la rue.
5 h.

1/ 2

du soir.

Je rentre de ma promenade dans la vallée du Manzanares.
Le fleuve qui baigne Madrid s'appelle le Manzanares. li n'entre
point dans ses murs, mais la borde seulement au Nord. Du haut
du viaduc, dit cc pont de Ségovie i&gt;, on aperçoit à quelque distance dans la plaine une longue et large ligne blanche qui se
développe sur une étendue d'un kilomètre au moins. C'est du
linge qui sèche au soleil; mais si vous êtes myope et que, ne le
devinant pas, vous demandiez ce qu'il y a là-bas de blanc, on
vous répond : « Ça, c'est le Manzanares ,,. Allez jusqu'au bord
(comme je viens de faire), et vous trouverez que le fleuve se
compose ici de trois ou quatre bras qui se rejoignent et se
stparent rnille fo~s, formant des iles, des lagunes, des bas-fonds
qui émergent aux eaux basses. Les blanchisseuses de Madrid ont
pris possession de tous ces bras, dont chacun a l'importance à
peu près ... du Rhin, non de celui qu'a chanté Musset, mais du
Rhin vervinois '. Ce n'est plus le Manzanares, c'est un lavoir.
Sur les bords, il y a des promenades : une petite fête permanente, ou les enfants, les polios et les remuantes p ,lias (jeunes
filles), balancent, dans de commodes balançoires à deux, à qui
mieux mieux. Mais que de linge! Les îlots et les bords en sont

Ruisseau dont la source est située à moins de deux kilomètres de Vervins
et qui se iette dans un affluent de l'Oise. H. G.
I.

5or

absolument couverts. Calculez : un kilomètre de linge sur cent
mètres de large.
Je suis rentré comme j'étais allé, lentement, par un beau temps
et un air très doux.
·
Jeudi 3 février, 5 h. du soir.

Je sors de la Bibliothèque du Palais, où je suis en train
de collationner sur un bon manuscrit du x1e ou xne siècle
inconnu jusqu'à ce jour, le traité des Météores, d'Aristote '. Je me'
suis croisé sous la grand' porte avec le roi qui rentrait en calèche
découverte, accompagné de la princesse. Naturellement, salut :
il me l'a rendu, comme il le rend à tout le monde; il me semble
pourtant qu'il m'a reconnu.
Comme j'étais à mes Météores, D. Juan Valera est venu la
visiter, amenant un ami. J'ai fait sa connaissance un soir, chez
Ja comtesse; je l'ai rencontré encore dernièrement au Théâtre du
Cirque à la première du Magico. Il m'a reconnu ici, au Palais,
et, chose plus remarquable, m'a salué par mon nom, qu'il ne doit
pourtant avoir entendu qu'une fois, et il y a trois mois de cela.
Il a bonne mémoire. C'est~ au dire de tous, celui qui écrit le
mieux l'espagnol à l'époque présente. Il a publié de bonnes poésies,
des nouvelles et romans, et manie délicieusement la satire, au
jugement des Espagnols. Il va sans dire que, jouissant d'une
répu tarion si universelle de buen hablista, il est de l'Académie de
la langue. Il est venu s'exercer sur mon manuscrit à lire l'écriture d'il y a sept siècles, et s'en est bien tiré, ma foi ... pour un
débutant. Tl y a plus : il comprenait la moitié de ce qu'il lisait,
ce qui est déjà beaucoup pour un texte scientifique, plein de
mots rares. Il traduisit jadis en vers des poésies grecques
1. Ms. n° 35 de la Bibliothèque du Roi, mentionnè dans Notices sommaires
pp. ro9-110, sous le n° 41. Sur cette collection, cf. Rappo1·t, /oc. cit., p. 209 e;
E. Lavisse, loc. cit., p. XXXIII. Voy. aussi Ch. Graux et Albert Martin, Figures
tirees d'u11 manuscrit des Météorologiques d'Aristote, dans Revue de philologie, XXIV
(1900), pp. 5-18.

�502

CH. GRAUX

modernes et aussi quelques poètes lyriques grecs. Je parierais que
c'est celui qui sait le mieux le grec en Espagne', parce qu'il le
sait sans ce pédantisme castillan qui empêche les professeurs de
grec de ce pays de bien comprendre ce qu'ils lisent. Drôle de
pays que l'Espagne! Ici, un tel homme n'est, de profession, ni un
poète ni un savant ; c'est un homme politique, sous-secrétaire, si je ne me trompe, du Ministère des Affaires étrangères .
Je me porte bien, ai l'intention d'aller ce soir faire un tour
chez la comtesse, où je n'ai point paru, - pour cause de trop
d'occupations et surtout de paresse de m'habiller le soir, quand
j'ai dîné, - depuis une neuvaine.
Il me paraît temps de fermer ce journal. Je le porte à la poste,
en allant me faire raser. Timbrt's nouveaux l'autre fois et aujourd'hui pour M. P.
Chacun est embrassé par
CH. G.
P . S. Les affaires des Carlistes vont extrêmement mal. Martinez Campos les prend à dos, et leur ferme la frontière française.
On attend un grand coup.

r. Voici l'éloge public que Graux a fait de Juan Valera helléniste; nous
l'extrayons de la Revue critique du 9 février r88o (cf. Notices bibliographiques,
p. r27): « Sous le voile de l'anonyme a vu le jour, l'autre semaine, à Madrid et
« à Séville à la fois, une fine et élégante traduction castillane du célèbre roman
c&lt; de Longus, Daphnis et Chloé. L'auteur, qui se présente sur la couverture
« comme un Aprendiz. de helenista, n'est rien moins qu'un« apprenti helléniste»,
« et sait le grec autant qu 'homme d'Espagne. La préface a des pages écrites
« avec beaucoup de charme, surtout celles où le malicieux écrivain essaie de
cc donner le change à ses lecteurs et de leur faire croire qu'il considère, quant à
« lui, le roman en question comme un chef-d'œuvre de naïveté et comme
c&lt; l'antipode du raffiné. L' « apprenti helléniste " compte au nombre de ses amis,
cc à ce qu'il veut bien nous apprendre lui-même, l'auteur de la jolie nouvelle
«·andalouse de Pepita Ji111e11ez.. Si le précepte divin du temple de Delphes
" rvwOt aa.u,6v, pouvait être facilement mis en action chez les hommes, on
cc gagerait presque à coup sûr que le traducteur des Amours de Daphnis et Chloé
cc connaît Don Juan Valera. &gt;&gt;

CORRESPONDANCE o'ESPAGNE

XLI
Mercredi ou jeudi, je ne sais pas le jour que nous sommes.
Madrid, 6 h. 1/4.

Reçu aujourd'hui vos deux lettres de dimanche, que je viens
de lire en courant. Je les relirai après-dîner et y répondrai dans
quelques jours.
J'avais préparé hier une note pour M. Magnier, que je n'ai pas
pu terminer pour l'heure du courrier. La lui remettre . Qu'il me
réponde à l'adresse : &lt;( Monsieur M. Zarco del Valle, Plaza de
51a Barbara, 7 dup 0 , Madrid (pour M. Graux) &gt;&gt;. Vous, au reçu
de cette lettre, vous pouvez encore envoyer une réponse ici,
rue del' Arena!. Je retarde d'une semaine le départ pour l'Escurial, ayant mis la main sur un excellent manuscrit du traité des
Météores que je collationne. Si, par hasard, votre lettre arrivait
ici à la maison après mon départ, il n'importe, car on saurait bien
me l'envoyer à l'Escurial; et puis, je me propose de venir à peu
près tous les dimanches à Madrid, et c'est ici même que je déjeunerai.
Je n'ai pas le moins du monde envie d'aller de ce voyage-ci à
1
S -Jacques de Compostelle. S'il y a là-bas quelque chose, - ce
qui m'étonnerait, entendez bien, - cela f~rait l'objet d'une
autre mission dans l'avenir.
Je joins à ce billet la lettre que je viens de recevoir de Wenck,
en réponse à une page de maman. Mme W. m'avait écrit quelques
jours à l'avance, me disant de prendre patience, en danois. Deux
extraits de cette lettre : &lt;&lt; Mon mari parle souvent de vous avec
beaucoup d'affection à Émile (son frère l'officier, qui est en
ce moment chez eux); il lui apprend à vous connaître. &gt;&gt; « J'ai reçu une fort aimable lettre de votre mère. Je voudrais
pouvoir vous montrer ma reconnaissance de l'amitié et de la
bonté que votre famille a pour nous » .

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Ma santé est toujours aussi bonne que jamais.
Qu'est-ce que maman parle de nourriture? C'est la nourriture française, et le pot-au-feu tous les jours au soir.
Aie soin de ne plus songer de ta vie, ma chère maman, à
l'idée de M. Noël , .
Je vous embrasse tous.

journaux : la jeune duchesse de Medinaceli, - ma protectrice,
sans que [je] la connusse, - est morte à Séville mercredi dernier.
Si jeune, mariée de quelques mois à peine ! Elle n'avait point de
santé!
Je ne sais point encore quand j'irai à l'Escurial : un Aristote,
Traité des Météores, qui, tout bien considéré, possède quelque
importance, me retient ici et ne me permettra point de partir
peut-être avant une douzaine de jours. En tout cas, cela raccourcira mon séjour à l'Escurial, où je n'ai guère que pour huit ou
dix jours de besogne foFcée, et où je trouverais bien à employer
fort utilement trois m.ois. Qui sait si je ne reviendrai poin_t
quelque jour y passer les trois mois de vacances d'été? L'Escurial est si frais à l'époque des chaleurs; c'est une résidence d'été,
et délicieuse alors. Mon plan est arrêté : j'arriverai à Paris au
commencement de la semaine sainte. Je ferai les quelques courses
officielles et officieuses qui seront · indispensables, et je serai à
Vervins pour le samedi saint. Si je vois que c[e n']est point raisonnable de céder à la tentation de faire le coude d'Angers, je
[ne] le commettrai point ... avec ta permission. Il me sera si facile
à la Pentecôte ou en juillet d'aller te voir tout exprès; et, à michemin entre deux vacances, ce sera même plus agréable pour
toi: cela coupera le temps. De plus, il est probable que tu traverseras Paris pendant la semaine sainte, c'est-à-dire précisément
pendant les jours où j'y serai. Tout s'ârrange, n'est-ce point?
Je te quitte pour répondre un peu, à la hâte, à une bonne
lettre de six pages de papa et à une de quatre de maman, desquelles j'accusai réception par carte-postale le ro courant, c'està-dire le jour même de leur arrivée.
·
Mon cher papa, j'ai appris avec plaisir la situation de M. Cuel
et des affaires du greffe. Depuis le premier janvier, cela marche
à son compte; fa besogne nouvelle, il la fait; et il ne te reste
que de liquider celle Je 1875; cela me paraît bien. Je te vois
dans un avenir prochain des loisirs, j'aspire après ce rnomentlà. Je suis enchanté que le successeur ne soit pas disposé à faire

Ctt. G.
P.-S. Je vois par le timbre de la lettre que nous sommes le ro,
donc jeudi •.

XLfl
Madrid, Arena], r5 dup 0 ,

20,

izq.

r4 février 76, 5 h. r/2.

Mon cher Garbe,
J'ai reçu samedi ta lettre du 6 et du ro. Tu es guéri de ton
rhume, c'est très bien. Tu me parles politique, c'est encore bien.
Dimanche prochain, tu voteras bien, - car tu peux voter jU
moins, toi, - et tout sera pour le mieux. Lis le programme du
concert d'hier, qui était charmant .: la sonate en la est une de mes
sonates favorites. Tu le reqverras, ainsi que la lettre et un billet
inclus pour M. Magnier, au Pont-de-Pierre, et tu garderas seulement, si le cœur t'en dit, la fiche VrnRORDT, Analyse spectrale,
indication bibliographique que je t'envoie à tout hasard.
J'ai écrit à M. Lavisse samedi dernier, lui annonçant une bien
triste nouvelle, qu'il avait du reste apprise sans doute par les
I. L'idée de M. Noël, c'était que Ch. Graux se fît décorer de l'ordre
d'Isabelle pour services rendus à l'Espagne. Mwe Graux .en avait parlé à son fils
dans une lettre du 6 février. H. G.
2. Ce post-scriptum est placé en tête de la première page de la lettre.

505

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

la besogne des avoués. Il est vrai que le pauvre public sera celui
qui paiera la sauce; mais au moins, les avoués, ça les apprendra,
comme on dit en bon vervinois.
Je suis bien impatient de voir ce qui va sortir du scrntin de
dimanche. De loin, avec mes espérances arriérées, j'espère seulement un bon gros groupe bonapartiste, gui sera loin du reste
d'atteindre à la majorité.
Le roi ouvre demain ici les Cortès (chambre des députés) et
part pour le Nord dans quelques jours.
En Espagne, tout ce qui est sage désire et espère la rentrée des
Bonaparte en France.
J'ai assisté à trois représentations de Rienzi, et j'irai, je crois,
encore une fois. C'est bien monté, et c'est un opéra qui mérite
d'être étudié. Après les grands opéras de Meyerbeer, après Don
Juan et après Freyschütz., pour moi c'est incontestablement à
Rienz.i la prellllère place.
Je ne puis guère causer aujourd'hui, si je veux que cette
lettre parte ce soir.
Embrassements généraux.
CH. GRAUX
Santé toujours bonne.

puis la garde particulière du roi, encore armée de hallebardes,
de beaux hommes, ma foi, mais bien ridicules sous ce travestissement. C'est sans doute quelque ancienne tradition qui se conserve bêtement : en avant des hallebardiers, marchaient deux
tambours et un fifre qui fifrait, qui fifrait sans cesse . Je ne sais
pas comment le pauvre n'avait pas le sentiment de sa situation :
tout le monde riait de lui, et il y avait de quoi. En somme,
pour être franc, toutes ces grimaces autour du souverain me
paraissent souveraiuement ridicules. Je suis pour l'autorité, mais
pas pour les galons.
Je continue à être bien dans ma casa de huéspedes. Le plus
agréable de la situation, c'est qu'étant là, tout le monde, pour
un certain temps, on fait connaissance et on vit dans l'intimité
des uns des autres. En dînant, on cause: après le dîner, on continue à causer dans la salle à manger. Je remonte rarement dans
ma chambre avant huit heures du soir. Il y a un vieux Cubain parmi
les hôtes de la maison, vaniteux et volt~irien, qui ne peut pas
souffrir la musique allemande et, pour la peine, répète tous les
deux jours qu'elle est abominable; il s'est fait, à cause de cela,
taper sur les doigts, et un peu ferme, par Acha, un jeune officier de marine ( qui a passé de longues années en France, par
p:irenthèse, et parle le français comme l'espagnol). De temps en
temps, je pousse aussi des bottes au bonhomme, quand il est par
trop fatigant. L'autre jour, ne s'avise+il pas de m'interpeller
sur les miracles de Lourdes? Puis, passant à Voltaire, son dada,
il commençait à pérorer à son habitude, tout seul, sans écouter
les autres, et faisant des grandes phrases poétiques. Il débute :
&lt;c Voltaire, qui ne pouvait pas souffrir les rois ... » Je l'ai coupé
court, et ai rétabli en quelques phrases la vérité des faits, qui est
que Voltaire était, en politique, un absolutiste. En pareil cas,
je me débrouille, comme je peux, en un espagnol très simple. Le
lendemain au soir, on riait encore de Voltaire qui ne pouvait
souffrir les rois. Le pauvre homme n'avait jamais été si battu.
Sans le chercher, j'obtins ce soir-là un succès complet. Qui

XLIII
Madrid,

I)

février 76.

Jour d'ouverture de las Cortes.

Bibliothèques impitoyablement fermées. J'ai fait chez moi
quelques fiches pour le catalogue des manuscrits grecs de S. M. ;
puis j'ai été flâner au milieu de la foule. Le roi a passé et repassé
entre un double cordon de troupes pour se rendre du Palais au
Congrès, puis rentrer au Palais, entouré de toute sa suite et de
toute la magnificence royale. En ai-je vu passer des habits galonnés, et des voitures de gala, comme celles qui sont à Cluny? et

�0

508

CORRESPONDANCE D ESPAGNE
CH. GRAUX

s'imaginerait aussi qu'il affirmait hardiment que la Déclaration
des Droits de l'Homme était tirée des œuvres de Voltaire? Il
faut dire, pour comprendre l'intérêt que la table peut trouver à
ces discussions-là, qu'ils savent tous, ou au moins les trois quarts,
le français, et que souvent ils ont lu plus que moi la littérature
française. On a discuté deux jours sur Mme de Staël.
On avait eu le malheur de dire par plaisanterie au Cubain,
- Sr Aguirre; je consigne ici son nez, car il mérite une place
dans ~es ~é~oires : son nez est typique, comme son esprit, ~ue Rienz.i était considéré par Wagner comme son péché de
Jeunesse, et qu'en effet on y sentait encore l'influence de la
musique italienne. Cet homme incroyable est revenu en.:hanté
de Rienz.i, criant que c'était de la belle et bonne musique italienne.
Il est à Madrid pour un procès où il s'agit de deux millions et
d~mi ~e francs, à peu près. Ce pauvre homme riche a déjà bien
d1 vertl nos dîners; mais il y en a à qui il est joliment à charae ·
moi, je le remercie de m'amuser.
n '
Vendredi soir.

Voici trois jours de passés sans la moindre chose à noter. Mon
travail sur Aristote a avancé beaucoup; comme dans toutes les
collations,- on passe des journées entières pour réunir quelques
variantes utiles en bien petit nombre. J'achève les vérifications
de mon catalogue madrilègne; je sens qu'il sern relativement
bon 1 • De l'étude des reliures, j'ai tiré des indications sûres et de
première valeur pour l'histoire de la collection grecque de b
~ibl!oth~q_ue ~ational_e. Voilà, certes, une méthode à laquelle
Je n avais Jamais songe. Je ne sais pas comment cela m'est venu

'

I. Le catalogue des mss. grecs de la Bibliothèque Nationale dressé par
Ch. Graux n'a pas été publié, M. Miller ayant inséré, en 1886, dans les Notices
et E xtraits, t. XXXI, 2 • partie, pp. 1-116, son Cata logue des 111a11uscrits grecs de
la Bibliothèque royale d.e Madrid (s11pple111e11t au catalogue d'Jn'arte).

et c'est p::mrtant si naturel! Tl est neuf heures un quart : je
remonte seulement de la salle à manger, où l' Andalous Benjumea
(quarante ans), mon voisin de table, capitaine de frégate, racontait
des épisodes de bains de mer et de saisons d'eaux : racontait au
comte de Cal (Ferrol) et à moi, s'entend. Nous sommes les trois
qui tenons toujours le plus longtemps. Le Galicien, assez nouvellement marié, est un bon représentant de la noblesse oisive
et oiseuse. Son père, on le voit, a travaillé pour lui. Lui, il
n'écrit même plus, car on ne saurait absolument pas lire, dit-il,
son écriture. Don Fernando Benjumea part lundi pour sa campagne, sa ferme, près de Marchena ( entre Utrera et Osuna). Il
voulait ce soir m'emmener avec lui; mais je n'ai plus rien à aller
faire par là. La semaine qui vient, je me rendrai enfin à l'Escurial.
Je suis possesseur désormais de la Lyra sacro-hispana, un petit
tas de musique gros comme quatre de nos volumes de quatuors
d'opéra. M. Zarco m'a fait la donation cette après-midi. J'enlève
demain. Malheureusement, il manque à mon exemplaire, comme
à tous ceux du Palais, sept ou huit livraisons. Je verrai si je peux
parvenir à compléter.
Je me suis occupé un peu hier et ~ujourd'hui de deviner le
dessous de deux palimpsestes que j'ai reconnus à la Nationale. Je
pressens qu'ils ne cachent point de trésors.
J'ai terminé hier soir une besogne qui m'a tenu occupé tous
ces derniers soirs. Il s'agissait, après avoir catalogué les manuscrits grecs du Roi, de les mettre en ... fiches, j'entends d'en
dresser un catalogl!e en fiches à l'usage de la bibliothèque
même.
Au moins, si j'ai reçu au Palais bonne hospitalité, sans oublier
le cadeau de départ, - comme chez les antiques grecs, - mon
passage n'aura pas été inutile, et je leur ai fait une besogne que
personne en ce moment à Madrid ne serait en état d'entreprendre.
Je fermerai la présente demain ou après. Je vais maintenant
écrire un mot à M. Tournier au sujet d'Aristote.

�510

511

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

Sur l'idée que je lui suggérais il y a quelques mois, MorelFatio - un de mes camarades d'.École, ancien élève des Chartes
- romaniste et dont la spécialité est l'espagnol, a demandé une
mission aussi pour l'Espagne. Il m'annonce qu'il partira de Paris
le premier avril : nous nous croiserons. Il voyagera sur les fonds
que l'École reçoit désormais de la Ville de Paris.
Le roi est parti hier soir pour l'armée du Nord .
Je voudrais être tenu au courant des résultats des élections
d'après-demain.
~auf que le temps s'est couvert ce soir, il a fait trois jours printamers. Le soleil est déjà chaud, quand il donne. Qu'il est bon!

resté dehors, en plein air, sans capa ni pardessus d'aucune sorte, soit
à voir défiler les promeneurs à la Fu,ente Castel/ana, soit à me
mêler à eux, d'abord seul, puis en compagnie d'Acha, jeune
marin, amoureux, un peu peintre, qui me sert quelquefois
d'ami ... Pour passer le temps -grand problème! - nous fîmes
quelques tours au Retiro, les Champs-Élysées de Madrid.
Il est temps que je rentre bientôt dans l'actif Paris; je sens
que la flânerie espagnole finirait par me gagner. Aussi je me
porte à merveille, dormant neuf heures sur mes vingt-quatre, en
mettant deux et demie pour dîner, et les dimanches les treize
autres à ne rien faire; car, une fois les bibliothèques fermées,
mes notes revues, quand elles en ont besoin, à quoi se mettre?
A lire Don Quichotte? Non; flâner est plus commode. A vrai
dire, en dehors de mon but, je ne force point et je parviens ainsi
à ne prendre intérêt à rien. Il ne faut pas croire que j'aie abordé
sérieusement l'étude de la langue espagnole. Non, pas même.
Depuis --- et il y a longtemps - que j'ai su me débrouiller,
j'aime à écouter causer; rarement je cause moi-même. L'oreille
s'habitue un peu; mais je ne me donne pas de souci pour entreprendre une étude, qui serait forcément interrompue deux ans
avant de pouvoir aboutir.
Je vais donc enfin me retirer du monde. Je me fais une fête
de ce mois de séjour au milieu de la tranquillité de l'Escurial '.
J'ai vécu, et surtout ce dernier mois, en contact intime avec des
gens riches. Toutes les soirées ils endossent le frac, pour aller
en soirée, pour figurer au Théâtre Royal, courir s'ennuyer aux
bals de nuit, bals masqués ou autres. Ils pensent si peu, si frivolement; ils sentent même si peu. Tout ce monde, qui est à peu
près le même que je rencontrais à la maison de Montijo, n'a
point d'intérêt à vivre. Ce monde n'est pas le mien. Je retrouverai avec bonheur ma vie paisible et retirée de Paris, une vie
qui vaut de l'or et mieux que de l'or. Ces sentiments que

Samedi, 5 h.

1/2.

Je joins à cette lettre la réponse ·que j'ai reçu aujourd'hui de
M. Bourget.
J'apprends, en sortant du Palais avec M. Zarco, que Estella, la
capitale de Don Carlos, vient de se rendre sans conditions.
~es cent ~ivraisons de la Lyre sacrée espagnole, - un ouvrage
qm vaut trois cents francs, - il en manque six.
Je me porte bien.
CH. G.

XLIV
Madrid, 20 février 76.
Dimanche soir.

Ma chère maman,
Madrid j~uit vraiment en ce moment .d 'un soleil et d'une tempé:atur~ de_ prmtemps. Il se trouve ainsi justement que la poétique
1magmat10n de M. Bourget se confond avec la réalité. Aujourd'hui, journée de flânerie; j'ai endossé, comme souvent, la
jaquette d'été, et, depuis midi jusqu'à six heures du soir, je suis

r. Cité par E. Lavisse, loc. cil., p. xxxvm.

�513

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

j'exprime sont à peu près l'impression morale que je rapporterai de mon voyage en Espagne. Je vous disais un jour qu'en
sortant de mon pays je me suis pris à l'aimer davantage. Il en
sera de même de mes habitudes; je deviens patriote de ma petite
patrie, de notre monde à nous.
On commence à s'occuper de la foire de éville, la célèbre
foire. Les uns iront, les autres voudraient y aller. M. Bueno,
de Séville, m'a invité. Elle coïncide à peu près avec les fêtes
religieuses, si solennelles là-bas, de la semaine sainte. Néanmoins toutes ces distractions ne m'attirent point. Si j'étais
romancier de mon état, je ne dis point. Mais que m'importe à
moi, tel que la Providence m'a biti, de voir la gaieté andalouse à
son paroxysme 1 ?
Le premier avril, je serai sur le chemin de Valence, je J'espère;
peu de temps après, à Barcelone (par le chemin de fer) . Selon
toutes les probabilités, je rentrerai en France par Perpignan : il
n'y a qu'un tout petit bout de diligence.
Ces maudits Carlistes, cette fois, ne sont plus là pour empêcher les chemins de fer et les communications. Tu peux bénir le
ciel : il~ filent en ce moment, dans le fond de leur Navarre, un
bien mauvais coton.
Tout Madrid est extérieurement et intérieurement en fête.
Balcons pavoisés de colgaduras, ou tentures ronges, blanches,
bleues, aux couleurs d'Espagne, à armoiries, les maisons qui en
peuvent étaler. Cloches à toutes volées, hier, toute la soirée;
cloches aujourd'hui dans la journée. Illuminations à toutes les
fenêtres hier soir et en ce moment même.
Le frère de Rodrigo de los Rios vient d'être victime de la
guerre civile. Il est tombé à Tafalla; dix-neuf ans, sortant Je
J'École militaire; il y avait huit jours qu'il était arrivé à l'armée.
J'ai vu son frère : il alla le rechercher là-bas. C'était le plus

jeune de la famille, fort aimé. Je le connaissais et j'avais joué au
billard avec lui.
J'ai lu dans un journal, ce matin, la mort du vieux et respectable M. Patin 1 • Qui.lui succéder:i dans le décanat de la Faculté?
Il faut demander à M. Papillon jusqu'à concurrence de quelle
somme il veut que je lui collectionne des monnaies. La monnaie
de cuivre n'est pas ruineuse; mais j'ai déjà treize types de pièces
de un franc. S'il monte jusqu'à vingt francs, je lui peux rapporter une collection, pas trop, trop incomplète, depuis le centime
jusqu'au franc . Il me faudra une réponse sur ce point.
Je coucherai sans doute vendredi prochain à l'Escurial. Donc,
désormais, changement de direction pour les lettres. Comme il
est certain que je logerai à la Fonda de Miranda, où j'ai dejà
passé une journée, comme vous vous rappelez, en revenant de
Salamanque, c'est là qu'il faut me les adresser. Donc : « M. Ch.
G., Fonda de Miranda, El Escorial, Espagne &gt;J, sans plus.
La lettre de M. Bourget, que je vous ai libéralement communiquée, m'a fait plaisir, d'autant que je ne comptais point dessus. Je médite un nouvel envoi d'oranges, par mes propres soins
cette fois, et qui serait pendant mon court séjour à Valence.
Bien que je n'espère plus rencontrer dans cette ville d'inscriptions grecques, - je suis persuadé que ceux qui m'en parlèrent
commettent une confusion d'alphabets dans leur esprit, - je
ne laisserai point que de m'y arrêter : Valen; e~ au commencement d'avril, va être une terre enchantée, et je suis bien heureux d'avoir là une question à tirer au clair au sujet du sort de
certaine collection manuscrite perdue de vue, à ce qu'il semble,
au moment présent. C'est un bon prérexte, ainsi que la visite de
~a bibliothèque de la cathédrale, pour m'y fixer quatre ou cinq

512

1.

Cité par E. Lavisse, loc. cit., p. xxxvm.

JOUrs.

1. M. Patin, secrétaire perpétuel de l'Académie française, professeur de poésie
latine à la Faculté des lettres de Paris et doyen de cette même Faculté.
(1793-1876).

RAlflt hispa,dq,,,. x:111.

�CH. GRAUX

Savez-vous que je n'ai point encore cessé de manger du raisin
tous les jours? Je tape fort aussi, depuis deux ou trois semaines,
sur les oranges, que j'aimais médiocrement jadis en France; mais
il paraît que les goûts changent.
Mais je trouve que j'ai raisonnablement bavardé pour ce soir.
Je vais feuilleter une chose et une autre; puis je me coucherai.
Et être bien installée au Pont-de-Pierre, avec tout en ordre?
Ce serait singulier de ne pas se coucher la veille de mon arrivée,
sous prétexte de mettre un peu d'ordre dans la maison, alors
qu'on aura eu sept ou huit mois devant soi pour le faire '. Il est
désirable que tout cela se règle de suite, si ce n'est déjà fait,
surtout si tu veux venir passer quelques jours avec moi en mai. A
ce propos, il est temps de te convertir aux courts voyages : je le
dis sérieusement. Je retournerai à Vervins faire un tour dans les
intervalles de vacances, quand on voudra; toi, de même, tu voyageras aussi, aussi sou vent que tu le désireras. Mais il ne s'agit point
de s'amuser de moi, ni de me donner les tracas d'un ménage
pendant le peu de temps qu'il me reste peut-être encore à avoir
le droit d'en être quitte. Ce que je dis là ne te paraît-il point
sage? Dieu merci, après les pérégrinations que j'aurai faites, ce
ne sera plus une. affaire d'État pour toi de te mettre cinq heures
dans un wagon. C'est si simple et si naturel de se rendre visite
quand on est si près l'un de l'autre comme Vervins et Paris.
J'ai utilisé cette soirée-ci, vide d'occupations, pour me demander ce que je pensais sur beaucoup de choses et te l'écrire.
Mardi, je pense aller entendre la Norma au Théâtre Royal. Bien
que vous ne soyez point sans nouvelles de moi assez récentes,
puisque je vous ai mis hier une lettre, il est probable que je fermerai celle-ci demain ou après au plus tard. Bonsoir.
J'occuperai mes loisirs à l'Escurial en écrivant un article
que je médite depuis longtemps pour la Revue critiq11,e, laquelle,
1.

Tout ce paragraphe constitue une réponse à une lettre écrite par

Mm• Graux à son fils, en date du 21 janvier. H. G.

CORRESPONDANCE n'EsPAGNE

par parenthèse, a été vendue par Vieweg à Leroux, jeune
éditeur plein de zèle. Mon article sera sur trois livres espagnols
qui traitent de grec '.
Mercredi, 6 h. du soir.

Je pense partir vendredi pour l'Escurial, ou samedi, c'est-àdire aussitôt que j'aurai la lettre de recommandation pour le
bibliothécaire de l'Escurial, que j'ai demandée par lettre aujourd'hui au duc de Sesto, faute d'avoir pu le rencontrer ces trois
derniers jours. J'ai fini ici tous mes travaux, sauf une révision
de l'Archivo qui pourra me prendre une après-midi ou deux tout
au plus. Donc, il paraît sûr que je serai à l'Escurial samedi : m'y
écrire, comme j'ai dit, à la Fonda de Miranda.
J'allai hier soir à la deuxième de la Norma. La Pozzoni faisait
Nonna. Je suis sorti enchanté de l'actrice et de l'opéra, que je
n'avais jamais vu. C'est du bon italien. Toute l'expression est
dans la mélodie; mais dans la mélodie, on en peut faire tenir beaucoup. Rôle d'Adalgisa tenu par une bien intéressante débutante.
Cest une Carrillo d' Albornos, d'une grande famille d'Espagne. Son
père a dévoré une immense fortune, etl'a laissée sans un morceau
de pain. Elle a contracté un engagement de trois ans au 'I_'héâtre
Royal, utilisant ainsi une jolie petite voix de. contralto. D1~-~euf
ans, mignonne, andalouse, chantant avec senument, ou plutot JUSqu'à présent ellene chante encore qu'avec goût. 'I_'imidité complè~e.
La Pozzoni et Tamberlick la patronnent. Adalgisa est son premier
rôle. Il lui sied à ravir, par la force des choses, parce qu' Adalgisa est
innocente et a un rôle tout timidité. J'avais une excellente butaca,

1. Nous avons déjà eu l'occasion de citer plusieurs fois cet article qui parut
dans la Revue critique du 12 août 1876 (cf. Notices bibliographiques, pp. 20-28).
Il y est question non de trois, mais de deux « livres espagnols qui traitent de
grec»; ce sont ceux de J. Apraiz, Ap111ites para 1ma historia de los estu.dios helinicos en Espaiia(Madrid, 1876, in-8) et de Arcadio Roda, Los oradores gnegos
(Madrid, 1874, in-12).

�516

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

à quelques fauteuils du maréchal Bazaine et de sa jeune, singulière de figure, et pourtant fort jolie femme. Je n'ai pas encore
été au Teatro Real sans y voir le maréchal et sa femme : ils
aimeront, faut croire, la musique.
Le journal que je viens d'acheter m'apprend que les républicains ont triomphé dimanche à peu près dans la proportion de
trois à un, outre cent ballottages; mais, parmi les cent quinze
conservateurs élus, je ne vois pas le détail et ignore le chiffre
des bonapartistes.
La saison est toujours aussi belle jusqu'à présent; la santé toujours aussi bonne. J'embrasse chacun deux. fois.
CH.

GRAUX.

XLV
Escorial, dimanche gras, 6 h. du soir.

Mon cher papa,
Ci-contre mon installation à la Fonda de Miranda'. J'ai le
meilleur appartement de l'hôtel. Nous avons fait prix à huit francs
par jour, ce qui est un franc de diminution, en considération
du long séjour que je vais faire dans la maison.
Je suis arri véce matin à dix heures cinq. Je m'étais levé à six heures
un quart, réveillé de moi-même, après avoir dormi mes sept heures
et demie. Jamais je n'ai eu si peu d'embarras pour me déplacer.
Je crois savoir voyager aujourd'hui en Espagne, au moins aussi
. bien, sinon mieux, que dans mon propre pays. J'ai été retirer dans
1. En marge, plan de la chambre. Au-dessous du plan se trouvent les indications suivantes : « Fenêtre au soleil de trois heures. Porte-manteaux. Tapis
partout. Deux candélabres sur la comm -ide, et glace modeste entre les candélabres. Lavabo supérieur (pour un hôtel espagnol); c'est presque une petite
toi let te. ))

l'après-midi ta lettre qui, comme je le présumais, m'attendait à
la poste restante depuis plusieurs jours. Prévenu par toi dans la
lettre précédente que tu adresse:rais ici la suivante, je ne m'étonnai
point de ne rien recevoir à Madrid depuis quinze jours : comme
je savais la cause, je n'étais ni impatient ni inquiet. Mais il
n'y avait pas à dire, il fallait finir ·Madrid avant de le quitter.
J'ai eu ma lettre pour le bibliothécaire de l'Escurial vendredi
soir, - la lettre, si tu te rappelles, que le duc de Sesto devait
me donner, ou, plus exactement, me faire dÔnner par l'intendant
(au département duquel ressortit l' Escurial). Samedi, j'.ii fait
quelques dernières recherches à Madrid, mes préparatifs et ma
caisse; j'ai pris congé des connaissances que j'avais faites à la
casa de huéspedes. J'ai dormi aussi tranquillement qu'Alexandre
la veille de la bataille d'Ipsus (si je ne confonds point Jpsus avec
Arbèles), et me voici.
Aussitôt arrivé à l'hôtel, sans attendre ma caisse (j'ai laissé à
Madrid ma valise avec différents objets, tels que l'habit, etc.,
n'ayant point ici à faire de cérémonie; j'y ai laissé aussi la collection de la Lyre sacrée espagnole), je suis allé tout dr:oit, en costume de voyage, trouver le bibliothécaire. Je l'ai rencontré . II
est, comme tous les moines ou chanoines que j'ai rencontrés sur
mon chemin, un peu lent d'esprit, mais un cœur excellent. Nous
avons eu une conférence préliminaire de deux heures, de laquelle
il est résulté que l'on me cédera une cellule confortable pour m'y
installer moi et mes manuscrits et tout ce que je voudrai. Il ne
s'en est pas fallu de beaucoup que je n'obtienne de coucher et
manger au monastère; mais, n'ayant point songé d'avance à cette
possibilité, je n'avais pas pris mes mesures pour me faire octroyer
cette faveur; en somme, je ne logerai pas avec les moines. Au
demeurant, je travaillerai tant ou si peu que je voudrai. J'aurai
dans la poche la clef de ma chambre. Voilà ce que j'ai obtenu au
bout de deux heures de diplomatie. Je dois rendre au P . Félix
Rozanski cette justice qu'il m'a témoigné la plus grande bienveillance et beaucoup de désir de m'accorder ce que je voulais; je

�518

CH . GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAG E

ne sais pourquoi son moinisme l'empêchait de comprendre que si
le règlement dit que la bibliothèque soit ouverte de dix heures à
trois heures, ce n'est pas une raison pour que le bibliothécaire
n'ait pas le droit de laisser travailler un travailleur tout son saoul.
Enfin tout est pour le mjeux, à ce qu'il semble.
Nous avons pris rendez-vous pour demain à dix heures du
matin, afin de procéder à mon inst:1Jlation .
C'est assez bien réussi de püU\'OÎr travailler ad libitum pendant
ces jours de Carnaval et le mercredi des Cendres, qui sont jours
de fête et de flânerie par toutes les Espagnes.
Aussitôt déjeuner, j'ai été faire la digestion dans la Sierra (montagne)de Guadarrama. J'ai monté pendant près de deux heures, et il
m'aurait encore bien fallu grimper vi:1gt ou trente minutes pour
atteindre un sommet, le plus élevé des pics environnants, où je
désirais bien vivement me jucher. li est bien entendu que le
Guadarrama est une montagnl! bien élevée, qui n'a ni précipices,
ni avalanches, ni toutes les vilaines manières du commun des
grandes chaînes: ceci soit dit en passant pour maman. Je me suis
rendu un compte exact de la formation des torrents, résultant de
la fonte des neiges: j'ai eu sous les yeux et sous les pieds le
phénomène en miniature '. J'ai battu en retraite devant les nuages
qui baissai nt et m'atteignaient déjà sous forme d'un brouillard
extrêmement peu dense. Je suis descendu plus vite que le nuage,
lequel recommençait à m'atteindre quand je m'arrêtais deux
minutes. Enfin, comme je rentrais dans le village, y arrivait avec
moi une petite pluie fine qui n'a pas duré longtemps.
Je suis tout aise d'avoir fui la grande ville. J'en ai pour trente
jours ici. Écrivez-moi ici pendant tout mars .
Entre la page 4 et la page 5, diner. A cause des jours gras, il
est venu ici une douzaine de chasseurs, qui logent à la Fonda
Miranda. Ils m'ont l'air aristo, des comtes ou des ducs tout au
moins, avec fils de comtes et fils de ducs, et comtesses et

duchesses. J'avais déjà à moitié dîné, quand tout ce monde est
descendu à la salle à manger. Ils causent chasse, ou choses à eux
personnelles ; je les laisse achever tranquillement, et moi j'achève
cette lettre un peu à la hâte.
C'est qu'ici nous voici rapprochés d'environ six beures, c'està-dire que l'on relève les lettres à neuf heures du soir au lieu de
sept et la distribution du courrier de France, au lieu d'avoir lieu à
deux heures, comme à Madrid, se fera sur les dix heures du matin .
Papa, regardantla carte et songeant que l'Escurial n'a que quelques
âmes, n'aura pas de peine à s'expliquer ces différences, qui sont
tout à notre avantage. Voilà pourquoi, écrivant après dîner, ma
lettre n'en partira pas moins ce soir. Dès après-demain, je vais
me retrouver seul orrunairement dans la fonda . Je n'en prendrai
mes repas que plus à mes heures.
J'ai bu d:ins le creux de ma main trois avalons d'eau dans la
montagne, puisée à l'un de ces cinquante ruisseaux qui descendent en cascade des pics un peu neigeux et de la terre, gelée
l'hiver à un pied de profondeur, et qui fond maintenant. Qu'est-ce que la roche de la Sierra Guadarrama? J'y perds mon
latin. Cependant je crois être en terra in granitique, car je reconnais d:ins la roche grisâtre et veinée des parcelles brillantes de
mica et j'y œncomre du quartz laiteux; mais je n'assure rien .
J'ai descendu de là-haut trois petits fragments-échantillons pour
les soumettre à MM. Rogine et Papillon, à qui un souvenir de
moi, n'est-ce pas?
Vous avez dû recevoirà intervalles assez rapprochés une série
de lettres, savoir:

1.

Cf. E. Lavisse, /oc. cit ., pp. xxxvu-xxxvm.

XLI mis à la poste le I o février.
XLII
le r4
» (adressé à Garbe).
XLITI
le r9
&gt;1
XLIV
le 23
»
et voici le XLV
le 27
1&gt;
que, pour vous laisser indécis le moins longtemps possible sur le lieu où je me trouve,

�r

1,..

-

520

521

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

je vous adresserai directement, me contentant d'envoyer une
carte-postale à Angers.
A propos des élections, il y aurait eu, au premier tour de
scrutin, soixante-trois bonapartistes élus, selon l' Imparcial (journal républicain à cinq liards). Pas plus?
Je me suis contente de copier deux déclamations de Choricius 1 :
c'est bien honnête, vu que cet individu-là est un rhéteur qui
parle pour parler, et ne nous apprend rien, sinon sans le vouloir.
M. Tournier m'a envoyé une lettre par l'intermédiaire de
Gabriel Hanotaux. Je vous expédie celle de Gabriel.
Les renseignements que M. Tournier me donne sur tel ou tel
point, sur lesquels je l'ai consulté, sont (naturellement) utiles
pour moi et je ne vous communique pas, à cause de cela, son
texte. Je copie seulement le paragraphe suivant : cc Toute ma
famille a la rougeole, moi seul excepté. Mon beau-frère, qui
devait déboucher le vin de Moscatel, l'a aussi et garde la chambre
depuis un mois. Du reste, je profiterai sans doute de votre avis
et laisserai vieillir. &gt;i
Je suis content de voir que le vin lui a été agréable en somme.
Je te remercie, mon cher papa, d'avoir eu cette bonne idée.
Je vais collationner ici la Cyropédie de Xénophon, Philon, un
peu de Stobée•; puis, si j'ai du temps de reste, je remplirai le reste
de mes trente-un jours par quelques petites recherches de côté et
d'autre. Ici on pourrait s'occuper, bien utilement, pendant des
mois entiers.
Je ne compte pas visiter désormais de bibliothèques nouvelles,

sinon celles de Valence, Tarragone, Barcelone, qui sont sur mon
chemin au retour.
Les événements de la guerre carliste se précipitent. D'après
les dépêches d'hier, ils agonisaient.
Je vais écrire ce soir quelques mots à Wenck.
L'heure des visites Séville est de une trois. Sur les quatre
heures, on sort en voiture pour aller promener le long du fleuve,
aux Délices. Il n'était que trop vra~ que la pauvre jeune duchesse
n'était pas bien portante, puisqu'elle est morte maintenant.
J'ai vu que M. Buffet a sauté 1 • Est-il au moins nommé député ?
Le temps doux continue. J'avais cette après-midi un paletot
d'été. Fenêtre ouverte tant qu'il a fait jour.
Mille embrassements à tous.
Votre

I. Cf. ci-dessus lettre XX. Notons ici qu'en partant pour l'Espagne, Graux
avait l'intention de copier les œuvres inédites de Choricius. Voy. E. Lavisse,
loc . cit., p. xxxm.
2. Cf. ci-dessous lettre XLVI. - C'était, notamment, pour collationner la
Cyropédie de Xénophon, Stobee et Philon que Ch. Graux avait demandé au
Ministre de !'Instruction publique une mission en Espagne. Cf. E. Lavisse, loc.
cil., p. XXXIII.

a

a

CHARLES.

XLV bis
Escorial, dimanche gras, 8 h.

1/2

soir.

Adresse: Monsieur Charles Graux, Fonda de Miranda,
Escorial, Espagne.

[A M. Paul Garbe]
Arrivé ce matin. Dispositions déjà prises pour pouvoir travailler tant que je voudrais: je suis dans la manche du P. Félix
Rozanski, le bibliothécaire, moine polonais. Écris-moi vite, je
te répondrai. Dès cette après midi, j'ai tenté, seul, l'ascension des
pics les plus élevés de la Sierra Guadarrama. Je crois qu'elle est
en granit: j'ai du mica et du quartz laiteux, dans une pâte gri~âtre. Je n'ai pu gagner le haut d'un pic qui me tentait. Les
I.

M. Buffet, ministre de l'Intérieur, démissionna le 23 février 1876.

�522

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

nuages descendaient: je sentais une petite pluie fine et un vent
atroce qui m'emportait. Au surplus, pas de précipices ni de dangers, bien entendu. Nous avons à faire à une sierra « bien
élevée i,. L'heure du courrier me presse, presse, presse. Je me
porte bien.

journée de travail, est presque aussi - tout antique qu'il soitune non-valeur. Seul un éditeur de Stobée aurait à s'en préoccuper. P_o ur moi, en deux heures de temps, j'en aurai fait à présent avecluî. Je n'aurai pas perdu le temps que j'y ai déjà consacré, puisque je dirai ce qùil est, chose qu'on ne savait pas '.
Le manuscrit qui contient Philon est magnifique. En ce qui
concerne Philon, que j'ai collationné le premier jour de mon
installation ici, il ne m'a pas fourni une seule variante nouvelle 2 •
Au surplus, il contient d1autres auteurs, pour lesquels il m'est
utile. En deux jours de temps, j'en aurai tiré tout le parti qu'il
est possible.
Et que vais-je faire alors à l'Escurial? Ce que je n'osais pas
espérer, ayant en perspective ces immenses collations de Xenophon et de Stobée, d~nt me voici débarrasse : je vais chercher un
peu et fouiller. Il y a une vingtaine de problèmes que je m'étais
préparés avant de quitter Paris, dont la solution - positive ou
négative - se trouve renfermée ici. Après ceux-là, d'autres tant
que je voudrai, s'il me reste des moments 3 •
Les choses étant ainsi, je ne vois pas ce qui m'empêcherait de
quitter Madrid comme j'ai dit, le premier ou le deux d'avril. Je
continue donc à espérer de passer Pâques en famille à Vervins.
Je n'attends aucune réponse favorable au sujet de Santiago.
Ce serait presque un miracle, - malgré les dires, - qu'il y eût
I:i-bas quoi que ce fût. J'ai, sur d'autres points, Valladolid, Sara-

Ch. G.
XLVI
Escorial, Fonda de Miranda.
3 mars 76.

Mon cher papa,
C~mme ici , inst~llé que je suis dans ma vaste cellule, je puis
travailler tant que Je veux, et comme je désire faire beaucoup
pendant ce seul mois-ci, mes lettres vont devenir très laconiques.
S'il manque au P. Félix Rozanski l'étoffe nécessaire pour faire
un savant de quelque ordre que ce soit, il n'en est pas moins
extr~mem~nt obligeant pour moi. Je lui suis évidemment sympathique a un haut degré. Nous avons même pris rendez-vous
pour faire une grande promenade dimanche prochain dans la
ca~npagne. Ma cellule est abritée du vent de la montagne ; je travail!~ à fenêtre ?rande ouverte. La · température est toujours
aussi douce; à peme une demi-journée de temps couvert depuis
très long~emps. C'est charmant. C'est hygiénique aussi, puisque,
en travaillant, ma table en face de la grande fenêtre ouverte,
c':st pre~q~e ~om1!1e si j'étais au grand air. Voilà la première
f01s que Je JOms dune pareille installation depuis mon départ
de France.
Je joins à ce pli une lettre que je viens de recevoir de
M. Lavisse; adresse de la main de Madame.
. Le !Cénophon a été réglé en une journée; il n'y a pas de parti
a en tirer. Le Stobée, à ce que j'ai com,taté au bout de la seconde

r. Cf. Rapport, loc. cit., p. 209, et E. Lavisse, loc. â t ., p. xxxm. Le ms.
de la Cyropédie (x• siècle) est coté T-III-14; celui de Stobée (xue siècle), ~-II-r4.
2. Bibliothèque de l'Escurial Y-III-II (x• siècle). Cf. Rapport, loc. cit.,
p. 209. Cf. également, ci-dessus, la lettre XIX.
.
3. Par le Rapport de Ch. Graux, loc. cit., p. 209, on voit qu'il collationna à
l'Escurial, outre le prétendu cinquième livre de Philon et le traité militaire
attribué à Nicéphore II Phocas (cf. ibid., pp. 211 -212), l'Euthyphron de Platon
(Y'-I-13), le Brroiarium Hisloriae Romanae de Rufus (« sur Je ms. en
onciale ») et une collection de proverbes dont il sera question plus loin dans la
lettre L. Cf. E. Lavisse, loc. cit., p. xxxm-xxrv.

�CH . GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

gosse Palma de Mallorca, des réponsescatégoriq uement négatives '
Je fe;ai Valence et Barcelone en repassant: j'espère y renco~trer
en tout un ou deux manuscrits. L'Espagne sera réglée,. et il .e~t
probable que je dirigerai à l'avenir mes pas d'un autre coté, si Je

merci de sa lettre. &gt;&gt; Je n'y suis pas. Auriez-vous déjà reçu ma
lettre XLIII quand tu as écrit ces lignes, et n'aurais-tu pas pris la
lettre de M. B. pour la prose de Paul B.? Une réponse, s. v. p.
Pour le carême, c'est bien simple. De même que j'ai adopte le
manteau du pays, je crois pouvoir en adopter sans scrupule les
coutumes religieuses. Or, en Espagne, par permission du pape:
r 0 on ne fait pas rnaigre le ver1dredi ni aucun jour de la semaine
pendant tout le cours de l'année; 2° le carême consiste à faire
maigre, - en dehors du jeûne et des deux repas, dont une collation, - le vendredi de chaque semaine de carême, plus le mercredi des Cendres et les quatre derniers jours de la semaine sainte.
Que, en Espagne, on ne se passe pas de viande un seul jour par
semaine pendant tout le temps de l'année, cela renversera papa,
mais c'est comme cela.
Quant à l'huile, il y a bel âge que j'y suis habitué.
Si papa veut rentrer à Paris avec moi le dimànche de Quasimodo, ce sera une fête.
Quant à la petite lettre supplémentaire de toi, ma chère
maman, concernant le Cubain, tu me pries en terminant de ne
pas la juger sévèrement. Ta volonté soit faite. « La chaîne d'amour
maternel 11 est bien poétique pour un prosaïque fils comme
Celui qui vous embrasse tous bien tendrement

524

bouge jamais.
.
On a ici à la fonda de bon cognac, disons une bonne eau-devie de vin vieille. Ils la vendent un prix fou, dix francs la bo~teille. J'en ai fait apporter une dans ma chambre a:ec _un p_eu_t
verre et des carrés de sucre. Le matin avant de sortir, Je_ vais a
la bouteille, et quelquefois le soir; par exemple, mo~ ~,eut verr~
me regarde écrire en cc moment même. En un mois J en verrai
bien la fin, ou j'emporterai le reste .
. ,
Répondre maintenant en deux temps à ta lettre, pms a c:ll_e
de maman: M. Zarco, naturellement, me les a renvoyée~ 1c1,
ainsi que Je Jou.rnal de Vervins qui contenait les tristes élect10ns.
Il me semble qu'en politique la crise va e~fi~ commencer e~
France. Nous allons voir quel zèle les républicains apporteront a
nous prouver qu'il en faut revenir à l'Empire.
.
.
M'envoyer ici les réponses de M. Magnier, quand il les tiendra
prêtes.
·11
d
Les Carlistes ont existé. Voici trois )OUTS que 1e v1 age e
l'Escurial est tout tendu de draperies. Ceux qui n'ont pas de
colgaduras en règle, pendent des chemises ou _de~ rideaux à le1:rs
balcons: cela fait l'effet tout de même. Trois iours consécuufs
d'illuminations.
C'est bien d'avoir envoyé à Wenck des poires, etc.
,.
Il n'y a pas de nouvelle carte-postale de p~rdue, vu ~u il Y
a extrêmement longtemps que je ne vous eu a1 pas adresse ..
Je suis bien content qu'on danse et qu'on donne des s01rées
à Vervins. Mais tu me permettras de croire, ma chère maman,
que je fais mieux d'être ici en ce moment qu'au bal.
cc Paul B., dis-tu, est affectueux: ce doit être un bon garçon;

1.

Cf. Rapport, loc. cit., pp.

190-191.

CHARLES.

XLVII
Escorial, 6 mars 76.

Ma chère maman,
Je suis doux de caractère, quoi que tu en dises. Je ne répondrai pas autre chose à ta lettre du premier au soir, que je viens
de lire à l'instant, sinon que tes craintes n'étaient pas fondées du
tout. Au surplus, je n'ai pas l'inteotion de retourner dans la

�526

CH. GRAUX

CORRESPOND.\ CE D'ESPAGNE

montagne: ce n'est plus utile à présent que j'ai été une fois par
là, et j'ai deux ou trois petites promenades à faire avec le bon
P. Félix dans la campagne, -si je me décide à en prendre le temps.
Sais-tu que M11 • L. M 1 • ne s'est pas bien conduite du tout l'autre
jour avec toi ?
Il fait en ce moment un magnifique clair de lune et un ciel
pur étoilé. On danse sur la place, en réjouissance de 1a paix.
Hier, il y a eu un petit bal masqué de toute, toute, toute,
toute petite ville, au théâtre. J'y suis allé faire un tour dans la
soirée avec deux compagnons de fonda. On n'a pas la peine de
sortir dans la rue pour se rendre de la fonda au théâtre. Mur
mitoyen et porte de communication. Je sui allé inviter des
jeunes filles à une loge, et j'ai fait trois dan es avec trois sœurs
- jolies - d'une bonne famiJle bourgwise d'ici. aturellement,
- le toue est de savoir s'y prendre, - j'ai été fort bien r çu par
la mère. Ça m'a amusé.
Il me semblait, en me regardant ce matin dans la glace, que je
jouis de la plus belle santé du monde.
Je t'en prie, maman, ne te forge plus de craintes folles. Tout
ce que je fais est bien fait; et je suis le garçon le plus raisonné et
le moins imprudent qui se puisse désirer.
Tu te fais du tort, en faisant papa victime; et mes actes, dont
il souffre, n'ont rien de répréhensible pourtant.
Je vous embrasse bien.
CHARLES.

J'ai bien reçu avant-hier une autre lettre de toi. Je ne me
rappelle plus de quoi elle parlait. Les présentes lignes sont faites
à la bâte. J'écrirai sérieusement un p u plus tard.
1.

Amie de la famille. H. G.

527

XLVIIl
Escorial, Fondade Miranda.

9 et

10

mars.

Réponse aux dernières lettres. Je suis rigoureusement l'ordre
des questions laissées en arrière.
J'arrivai un soir chez la comtesse de Montijo ; elle n'était pas
,enue au salon. Quelques dames en noir, visages tristes. On
m'apprit qu'on avait reçu la veille au soir la nouvelle de la mort
de la jeune duchesse. Depuis, je ne suis pas retourné à la maison
de Montijo. Pendant les premiers jours, il n'était pas à propos,
je pense, de le faire. Plus tard, je suis parti pour l'Escurial. Je
ferai une visite à la comtesse, à la fois de condoléance et d'adieu,
l'un des quelques jours que je m'arrêterai au retour à Madrid.
Si je ne suis pas reçu, je laisserai une carte, et je passerai chez le
comte de ava.
Du Cubain, il n'en sera plus question. Je vais l'anéantir, ain i
que l'histoire de la montagne (en deux lettres). Il me semble que
c'est le mieux. C'est un nuage qui aura passé dans le ciel sans
laisser d traces.
Tu m'as l'air, ma chère maman, d'avoir pris bien au sérieux
les fl:ineur . Di u merci ! je rentre avec un ballot « honnêtement » lourd. Je vois que vous avez reçu, il n'y a pas bien longtemps, « une aimable lettre de Mm• Wenck &gt;&gt;. G:irdez-la
moi. Je ne sais pas encore combien de jours je m'arrêterai à
Paris. Il n'est pas impos ible que, sauf mes professeurs et le chef
de division au Ministère, je ne voie absolument personne pendant les quarante-huit heures - ou plus ou moins - que je
s~journerai rue des Écoles ', avant de m'embarquer pour ervins.
Je ne comprends pas bien ce que tu m'offres à propos de
I •

Cf. Ci-dessus lettre

xm.

�528

CH. GRAUX

CORRESPO DA.lsCE D'ESPAGNE

(( Fleuve du Tage » 1 • J'aurai plaisante un jour là-dessus. Que
veux-tu que je fasse de la romance? C'est bien bon! Mais sais-tu
que je suis loin du Tage en ce moment?
Loin aussi je me trouve de l' Alhambra: comment veux-tu
que j'aille y chercher un « caillou i&gt;? Et puis, ce n'est pas une
carrière de pierre que !'Alhambra: il n'est pas permis comme cela
d'en tirer un morceau. Je suis de la meilleure volonté pour faire
plaisir à tout le monde, mais, tu as beau faire, je ne puis rien
rapporter à personne. Je ne suis pas à Tolède, pour y acheter des
couteaux, et, même y étant, c'est par un hasard particulier que
j'ai pu m'en procurer quelques-uns pour mon usage personnel.
Quant à des pipes, s'il y en a en Espagne, elles viennent de
Paris, comme beaucoup d'autres choses. Les Espagnols ne fument
pas la pipe, mais seulement le cigare (prtro) et la cigarette (cigarro)
Quant à me faire passer des cigares en fraude, tu n'y songes pas.
Et puis" on n'en fume pas de meilleurs, disent les Espagnols, id
qu'ailleurs. Les Havanais coûtent des vingt ou vingt-cinq sous
pièce, et ne les rencontre pas qui veut. Au surplus, à ce prix-là
on se les paie en France, exemple Wenck, jadis. Que veux-tu que
j'écrive à M. Papillon? Je n'ai rien, rien, rien à lui dire. Pensestu que j'aie eu le temps ici de m'occuper un peu sérieusement
d'autre chose que de mon affaire? Des vieux bouquins traitant
de tu ne sais pas quoi ni moi non plus, qu'est-ce que cela veut
dire? Et puis, il y a très peu de vieux bouquins en Espagne en
général, et dans un village comme celui-ci, il n'y en a pas du
tout.
J'ai envoyé une carte-postale il y a qudque temps à M . Venot a;
en décembre, je lui avais fait remettre un billecpar K. Hanc taux.
Réponse à Gar be, dont j'ai reçu une lettre, bien venue comme
on peut penser, mardi dernier.

Details sur les occupat ions actuelles et ,les projets m'ont été
fort agréables.
En ce qui concerne la pousse des arbres, je viens de voir les
frênes en fleur, mais je n'ai point encore aperçu de feuilles .
Je me trôuverai très probablement à Paris pour le jeudi saint.
Donc, rendez-vous r6, rue des Écoles . Le premier arrivé attend
l'autre.
Merci de la dissertation politique.
Mes études vont leur train. La lettre de M. Magnier sera ce
qui fixera le jour de ma rentrée à Madrid. Ici je puis à volonté
m'occuper huit jours de plus ou huit jours de moins.
Je n'achève point mon papier, vu qu'il est temps de dîner,
et j'ai deux postales à envoyer encore ce soir.
J'embrasse tout le monde.

1.

Romance datant de 1825 enviro11, que chantait assez souvent Mm• Graux.

H. G.
2.

Cf. ci-dessus lettre Xlll.

529

CHARLES.

(Annexe à XL VIII)
Nouvelles locales et faits divers.

Hier soir (mercredi 8), troisième jour de danses. Danses champêtres. J'ai été les voir de neuf à dix . C'était bien original. Des
espèces de grils en forme de dé, l'ouverture par en haut, dans
lesquels on entretenait des feux de pin; ils étaient perchés au
hautde pieux plantés en terre, à six pieds l'un de l'autre, l'ensemble dessinant un grand carré au milieu de la place. A l'intérieur du carré, l'orchestre, composé d'un tambour (à une seule
baguette) pour marquer le rythme, et une espèce d'instrument
criard, de la famille des chalumeaux des poètes: c'était comme
une grosse clarinette courte, en cuivre, mais on soufll.ait dedans
avec une embouchure. Aux sons de cette musique, qu'auraient
reniée les Muses, tout ce qu'il y a de servantes, de garçons de
service, de grands .et petits enfants en jupes ou en pantalons, se
trémoussait en formant une vaste ronde autour des torches.
Ça marchait, ça tournait, ça tournait, et.vite: les habiles faisaient
les pas convenus, le reste était entraîné, et ils ne .se tenaient pas
Rwut&gt; hi1paniq,u. xm.

l4

�530

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

les uns les autres p1r la m,ün, étend:mt seulement les bras comme
pour donner la main. Cela s'appelle un rondon. La partie bourgeoi~e du village regardait assise ou en se promenant. Et il faisait un vent, c'est-à-dire une fumée, et un goût de résine!. ... .
N'importe, curieux c'était, et tout plein curieux, comme on dit
chez nous.
Lundi, c'était le feu d'artifice. Une heure et demie de feu d'artifice, car ils ont fait durer le plaisir. Entremêlé de jotas et de
danses variées de la basse classe, aux sons dé deux orchestres
composés de flûtes, bandurrias et guitares. Ça avait aussi son
cachet.
Le mardi, c'étaient encore quelques danses du même genre que
la veille, mais moins animées. Je ne suis pas monté à la place.
Je vous ai parlb du « Bal masqué » de dimanche. Ce soir, bal,
d'invitations, au Casino : sans cérémonie, du reste. J'irai y faire
un tour sur les neuf heures et demie Qeudi). Les jeunes filles, elles sont les mêmes partout, - eurent soin de me prévenir
dimanche en dansant.
li y a eu taureaux hier et avant-hier. Il était venu à cet effet
une cuadrilla de toreros ( matadors et banderilleros) de Madrid :
cinq ou six: jeunes gens, qui ont vécu les deux jours à la fonda.
Je n'ai pas paru aux courses de taureaux, étant peu zélé de quitter ma cellule et mes manuscrits dans le jour ( car mes recherches
ici m'intéressent au plus haut point.)
Je travaille toujours toute la journée à fenêtre ouverte, comme
je vous l'ai dit. L'exposition de ma cellule au levant, - c'est-àdire à l'abri du vent, - et la température tièd_e le permettent.
Sur la porte de ma cellule, en dedans :
Pax est in cella, foris autem plu rima bella •.
« La paix réside dans la cellule ; dehors ce ne sont que combats.

&gt;&gt;

L' Annuaire de l'Association pour l'encouragement des Études
I.

Cité par E. Lavisse, /oc. tit ., p. xxxvrn.

53 1

grecques vient d'arriver à la Bibliothèque de l'Escurial. Je l'examine petit à petit. J'en ai d~jA parcouru quelques articles.
Il court en Espagne une bonne histoire sur un qui fut ministre
des Finances dans ce pays-ci. Il n'y a pas besoin d'ajouter que
c'était un ministre républicain. Sauf ce dernier point, il fait admirablement pendant à notre M. de Cumont, le héros de l'anecdote
sur le College de France. Voici la phrase qu'il prononça dans un
discours aux Cortès : cc Si l'Escurial a brûlé ( en 187 r ou 72),
toute la rc:sponsabilité r~tombe sur le monarque qui l'a fondé,
Philippe Il, lequel a négligé d'y mettre des paratonnerres. &gt;&gt;
(Philippe II mourut peu de temps après la signature de la paix
de Vervins, en 1598).
Vendredi, 7 h.

Hier bal. Je me suis réellement amusé et intéressé. On m'accueillit fort bien; je fis la connaissance d'une demi-douzaine de
jeunes gens de l'École Forèstière espagnole, dont le siège est ici.
Comme il y avait beaucoup plus de poilas que de pollos ( de jeunes
filles que de jeunes gens), il est tout naturel que les poilas
n'étaient pas fâchées d'avoir un danseur de plus, surtout un danseur qui danse toujours. Je sais, Dieu merci! assez d'espagnol
pour pouvoir causer et faire causer. Je suis très content d'avoir
eu cette occasion de faire un peu connaissance avec la jeune fille
espagnole, qui est, - cela va sans dire, - ce que j'ai étudié le
moins jusqu'ici dans la Péninsule.
Ce soir, à la fin de ma journée, nous avons fait une course
dans les champs, - une course de deux heures, - avec le Père
Félix.
Je viens de changer d'adresse. Je suis désormais, de nouveau,
dans une casa de huéspedes : Casa de las Victorinas, Escorial,
Rey 10. J'ai averti le directeur de la poste, de façon qu'il n'y a
pas à s'inquiéter des lettres déjà lancées au reçu de ces lignes.

�53 2

CH. GRAUX

XLIX
Escorial, 15 mars 1875 (sic),

Mon cher Maître,
Votre lettre du 8, reçue hier, m'a cause beaucoup de plaisit,
non seulement à cause des renseignements satisfaisants qu'elle
contenait, mais aussi et surtout parce qu'elle m'apportait des
nouvelles de vous, données par vous-même. Je suis vos grippes,
prenant à votre santé tout l'intérêt que vous savez, les maudissant quand elles reviennent, cout réjoui quand j'apprends que
vous en êtes quitte, comme vous me dites que vous êtes maintenant. Merci mille fois des recherches que mes questions, nombreuses, vous ont occasionnées.
Je rapporterai donc le fragment de Théodoret sur les versions
grecques de la Bible, les trois petits sermons de St Nil et la lettre,
wute courte, d'hidore de Péluse. Mais fournissez-moi encore, je
vous en prie, un renseignement. Au milieu de mes volumineuses
notes, je ne retrouve pas l'indication de l'homélie attribuée à
St Jean Chrysos tome, que vous m' affirmez être effectivement
inédite. Si vous avez conservé par bonheur mes billets, jetez-y
un coup d'œil, et confiez vi te la réponse à une carte-postale que
vous expédieriez à l'adresse suivante ( car lors dela réception de ladite carte je serai, selon le probable, rentré à Madrid): Monsieur
Manuel Zarco del Valle, Plaza de S'" Barbara, 7 dup 0 , Madrid
(pour remettte à M. Graux).
Je ne me rappelle plus la question que je peux vous avoir posée
à propos du frère de S' Basile, Césarios. Mais je ne pense pas
avoir dans mes notes l'i ndication d' un autre traité de ce Césarios,
que la réponse à cent quatre-vingt-quinze questions, à lui adressées
par divers pères, contenue dans le manuscrit de Madrid 0.58. Or
ce traité passe pour avoir été publié souvent.
Je partage entièrement votre manière de voir concernant ces

533

CORRESPONDA.NCE D 1ESPAGNE

singulières considérations liturgiques attribuées,_ - c'est bien
étrange, - à 5, Grégoire de Nazianze. Nous les laisserons reposer
en paix dans les armoires espagnoles.
_
Vous aurez sans doute touché juste, mon cher Monsieur le
Curé en pensant que ce voyage m'aura valu un accroissement
d'ex;érience. Il ;me semble en effet à n1oi-mêm~ que j'ai ~rofité
beaucoup sous tous les rapports. Je regagnerai mes habitudes
paisibles avec le sentiment d'avoir bien employé mes sept ou
huit 1nois d'absence. Tout n'~st-il pas ainsi pour Je mieux, alors
què je puis ajouter qu'au point de vue de la santé je jquis d'une
mine florissante, qui me vaut des compliments de taus ceux avec
qui je vis successivement.
_ .
Je suis au mieux avec le P. Félix , directeur de la b1bhothèqu_e
d'ici. Il est enchanté de moi, et me considère comme un atm.
Il faut dire que j'ai fait tout ce qu'il fallait pour en arriver là.
Nous avons eté promener dans la campagne, nous deux seulement, dimanche, hier et aujourd'hui, journées délicieuses, par un
temps d'or. Je vais tous les jours le voir chez lui; hier même j'y
suis resté à dîner. Enfin, de lui, j'ai et -j' aurai tout ce que je veux.
Succès complet.
_
J'ai reçu, en même temps que votre lettre, quatre bonne~ pag~s
de papa qui me renseigne sur sa situation personnelle v1s-~-v1s
du greffe et sur la politique française, en même temps qu une
mignonnette de maman, bien pènsée et paisiblement écrite, m'a
fait concevoir quelque espoir que son esprit pourrait encore nous
procurer des moments de calme à l'avenir, quand elle voudra
bien.
Pardonnez-moi de faire ouvrir d'abord la p-résenre au Pont-dePierre, bien que cette lettre s01t pour vous, umquement votre.
C'est que maman réclame de~ nouvelles , - des signes de vie, et il est plus à propos de lui faire lire ces lignes que d'e,nvoyer
une postale pour lui demander de prendre patience. Unè postale
dit si peu, et on veut toujours lui faire dire tant : je n'aime pas
à écrire des postales.
•

,

•

A

�53-+

CORRESPONDANCE o'ESPAGNE

CH. GRAUX

Le roi couchera après-demain, pense-t-011, ici, à l'Escorial.
Dimanche, grande entrée à la tête de vingt bataillons de l'armée
victorieuse à Madrid, qui est actuellement, dit-on, dans tout le
feu des décorations, des confections d'arcs de triomphe, des préparations d'illuminations splendides, etc., etc.
Je vous aime beaucoup, mon cher Maître.
CHARLES.

Je n'écrirai ni demain ni après chez nous, occupé que je vais
être le soir par la rédaction d'un rapport au Ministre, qu'il est
temps maintenant que j'envoie, car ma campagne touche à sa fin.

CH. G.

XLIX bis.
Escorial,

22

mars 76.

Mes chers parents,
J'écris pour écrire, ayant peu à dire et peu de temps pour le
dire, vu que le temps qui me reste après mon travail fini, je le
passe à bavarder de côté et d'autre, a ma casa ou chez mon bibliothécaire ou avec qui cela [Ee] trouve. Car tu comprends, - il me
semble, ma chère maman, que c'est à toi que je m'adresse, que j'apprends ici peu à peu beaucoup sur la manière de penser,
de parler et de faire de mon entourage espagnol. Aussi, je me
laisse volontiers aller à passer une heure ou deux par jour à causer ou écouter causer. J'ai fait, comme je te f ai dit, et je ferai
encore quelques bonnes promenades avec le P. Félix. Mon Dieu!
comme nous sommes donc amis! Il a été lancé dans le monde
napoléonien et a joué un rôle en France; il a eu son temps, quoi!
et il me parle de tout cela. Qui eût dit alors qu'il serait jamais
devenu bibliothécaire? Ce n'est pas l'intelligence, ni_l'instruction,
ni savoir beaucoup de langues ~ivantes et mortes, ce n'est rien de

535

tout cela qui lui manque. Mais, n'ayant jamais mis le nez dans les
bibliothèques, dans la paléographie, dans la plülologie et autres
sciences en ie, il est d'une inexpérience notable pour diriger la
grande bibliothèque de l'Escorial. C'est curieux, mais il apprend
~normément avec moi; il sait déjà un peu reconnaître l'âge des
manuscrits grecs (grâce à mes (( leçons&gt;&gt;); dans nos promenades,
je lui explique la confection et les avantages d'un catalogue en
fiches. Il avale doucement q~elques notions scientifiques, et cela
paraît lui sembler bon. Du reste, il apprend sans savoir comment,
ni par où; et seulement quand il jette un coup d'œil en arrière,
il me dit: (( Savez-vous que Yotre passage m'aura été profitable? &gt;J
- c&lt; Je ne suis pour vous que l'occasion, lui réponds-je, de tenir
un peu plus tôt ce que vous auriez étudié sans moi quelques mois
plus tard. J&gt; Car je ne me rappelle pas si je vous ai dit qu'il n'est
bibliothécaire que depuis septembre dernier. li parle français
comme quelqu'l~n qui l'a appris tout ieune et a vécu quinze ans
de sa jeunesse et de son âge mtu à Paris. Aussi ne parlons-nous
espagnol que chez lui, pour que Victoria? sa gouvernante, -une
jeune veuve, mariée jadis à quatorze ans, ramenée d'Afrique, où
elle naquit, lors de la guerre des Espagnols par là : aujourd'hui
vingt-cinq ans, causeuse; cela m'amuse de l'entendre jaser, et cela
m'apprend de l'espagnol beaucoup (sic). Avec Victoria et lui
donc, on se sert forc:ément de l'espagnol. Tantôt j'ai rencontré
chez eux Julia, ma danseuse préférée du bal du Casino. Queiles
bavettes savent tailler ces femmes-là!
Mon Polonais me faisait observer l'autre jour) en rentrant de
promener, un ruisseau qui&lt;&lt; coulait eu montant». Brave homme!
il était persuadé qu'il coulait réellement en montant et pendant
un long bout. Je n'ai point trop insisté pour qu'il coulât &lt;&lt; en
descendant ».
·
J'envoie de volumineux renseignements à Rostock par lé courrier de ce soir. Je me suis mis ici à une petite collation d'un
auteur latin pour Fœrster, de Prague.
M'écrire au reçu de la présente, poste restante a Madrid, où je

�536

537

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

serai dans le courant de la semaine qui vient et pour quelques
jours. Je pense quitter Madrid le 3 ou le 4. Guidez-vous là-dessus
pour m'envoyer la lettre.
Les lettres dirigées à l'Escurial me seront renvoyées à Madrid
par le directeur de la poste d'ici qui me connaît bien et qui est de
la plus grande complaisance.
L'arrivée d'un volume que j'ai commandé dernièrement à Paris
me ferait rester ici quelques jours de plus 1 • Sinon, lundi ou mardi,
à Madrid.
Ma santé est toujours à souhait. J'ai em·oyé un mot à Paul
Bourget, en le priant de remercier son père de la lettre jadis reçue.
Je vous embrasse fort.

M. Tournier, deux de l'abbé Duchesne, un livre de mon libraire,

CH.

GRAUX.

L
L'Escurial, le mercredi 29 mars 76.

Mon cher papa,
J'ai jeté hier à la boîte une cane-postale avant la levée (qui se
fait maintenant à cinq heures et demie du soir, vu que le train-poste
direct de Madrid à Paris, qui refonctionne depuis quelques jours
au bout d'un intervalle de quatre ans, passe ici sur les six heures).
Ajoutai-je à ma postale le timbre supplémentaire de cinq centimes?
Je ne m'en souviens pas, mais j'ai peur que non; de sorte que je
suis dans l'incertitude au sujet de son sort. Vous sera-t-elle parvenue? Je l'avais lancée à la hâte, en m'apercevant que je n'avais
point écrit depuis six ou sept jours, chose dont je me trouvai tout
surpris. C'est qu'en effet ayant reçu, moi, dans lïntervalle, deux
lettres de papa avec un billet de M. Magnier, plus une lettre de

r. Voir ci-dessous lettre L.

des prospectus d'autre part, etc., etc., j'étais amplement fourni de
nouvelles et de Vervins et de Paris et de partout. Or, comme je
vous l'ai déjà dit dans le temps, c'est précisément dans ce cas
qu'on oublie de donner de ses nouvelles aux autres. Où irionsnous si je n'avais point mon calepin de correspondance? Si ma
postale n'a pas fait naufrage en route, elle portera, à votre grand
étonnement, la même date que la présente, laquelle a deux courriers de retard.
C'est que : r 0 il sonne en ce moment sept heures du soir,
de sorte que ces lignes sont destinées au courrier de demain;
puis, 2° voici plusieurs jours qu'ayant négligé de consulter mon
calendrier, j'antidatais involontairement toute ma correspondance
d'un jour. Comme dans ma vie escorialienne, les jours se suivent
en se ressemblant, j'espère qu'on me pardonnera de ne pas être
toujours bien au courant du quantième.
Mes projets : départ pour Madrid dimanche prochain 2, au
matin.
Je passerai probablement toute la semaine à Madrid, à copier
les morceaux que M. Magnier considère comme inédits d'une
part et de l'autre dignes d'être recueillis; je ferai mes visites
d'adieu.
Vers le 8 ou le 9, adieux à Madrid. Passerai-je à Valence? Je
le désire : l'avenir décidera.
Que je touche ou non à Valence, passerai-je à Barcelone? Sans
pouvoir rien affirmer, je considère comme très probable mon
retour par Barcelone; car il y a là dans une bibliothèque particulière un manuscrit grec, sur lequel on manque absolument de
renseignements 1 •
Conclusion : toute lettre qui devra être arrivée à Madrid pour
le 8 avril, soit poste restante comme j'ai dit dans mon n° XLIX (je
crois), soit entre les mains de M. Zarco, je la pourrai lire. Passé
r. Graux reparle de ce manuscrit dans la lettre LIII.

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539

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D ESPAG).IE

cette date, je n'ai plus d'adresse à vous fournir. Ce sera le retour;
il faudra me le laisser effectuer tranquillement, sans chercher à me
donner de nouvelles. Moi, je vous tiendrai au courant de tous
mes pas, au fur et à mesure que l'itinéraire se dessinera .
Je vous disais dans la postale d'hier que je ferai le possible, mais non l'impossible, - pour dîner en famille à Vervins le jour
de Pâques. f espère que même maman sera d'accord avec moi
pour me laisser toute liberté dans mes mouvements, puisque je ne
pense point revenir jamais plus en Espagne. Dans tous les cas, je
serai à mon poste le lundi ou le mardi de Quasimodo à !'École
des Hautes Etudes. Le semestre d'été, cette année, ne devant se
composer que de dix à onze semaines, il n'est point question un
seul instant de demander à recommencer ma conférence plus tard
que les autres.
C'est bien de la philologie que M. Weil I va fairechez nous . Il
doit prendre à sa charge, me dit M. Tournier, les règles de la versification grecque et l'histoire littéraire de la belle époque. Quant
!:t l'archéologie, elle n'a pas encore pu se former un personnel
d'élèves à notre École, ni pour le latin ni pour le grec. Le départ
de M. Perrot 'ne fera donc point d'orphelins .
J'ai reçu ici ce matin, renvoyée par Zarco, ta lettre du 24.
Dans ma postale du I 8, je n'ai point accusé réception de ta
lettre écrite comme tu calcules, cc vers le r 2 ll, mais en réalité
,
'
huit jours plus tard, c'est-à-dire, le 19; ni de celle « mise à la
poste le lendemain ll, et, en effet, datée du 20. Mais comme tu
vois, je les ai reçues depuis, c'est-à-dire respectivement I e 24 et
le 26.

En ce qui concerne l'homélie atrribuée à S• Chrysostome, je
sais où retrouver le numéro du manuscrit qui la renferme. Il n'y
aura donc pas d'obstacle de ce côté, si je juge à propos de la
copier. Mais je n'ai point pris de decision à ce sujet, sachant que
les manuscrits sont remplis J'œuvres fnussemenl attribuées a Chry-

538

r. M. Henri Weil, actuellement rnem bre de l'Institut, ancien maître de
conférences à l'Ecole Normale Supérieure.
.
2 . M. Georges Perrot, membre de l'Institut, ancien directeur de l'Ecole
Normale Supéûeure, présentement secrétaire perpétuel de l'Académie des
Jnscriptions et Belles-Le'ttres.

sostome.
Nous avons [eu] trois jours de pluie quasi continuelle. Cependantle beau temps semble revenu: j'ai pu retravailler aujourd'hui
à fenêtre ouverte.
Tu parles de m'envoyer des fonds. C'est inutile. Je n'entamerai même point les mois septembre-mars de mon traitement, que
Fleury-Héra.rd s'est chargé de toucher pour moi pendant mon
absence. La seconde lettre de crédit de deux mille francs qu'il
m'envoya en décembre couvrira largement tous les frais qui me
restent à faire. J'ai ici cinq cents francs intacts, et il m'en reste
encore autant à toucher chez les banq1.üers, avecla lettre de crédit .
Or je vis ici à raison de cinq francs cinquante par jour, et je ne
devrai, ep partant dimanche, qu'une vingtaine de jours. Il ne sera
donc pas bien difficile de mettre les deux bouts ensemble. Quant
à Wenck et au propriétaire, je les solderai en rentrant de Vervins.
Je ne puis malheuseusement pas rapporter a M. Papillon
d'échantillons géologiques, vu que je n'ai point fait de promenades pendant mon voyage . Rieu qu'un tout petit morceau de
granit de l'Escurial : voilà toute ma richesse. C'est qu'il n'y a
pas lieu de considérer mon voyage comme un voyage d~agrément .
Si je m'étais . mis à faire: seulement an peu le touriste, j'étais
parti évidemment à flâner : mon voyage était pedu. Donc je ne
rapporte rien à personne .... qu'un morceau_ de granit et des sous
espagnols. Voilà qui est entendu.
Les journaux, - que je ne suis pas du tout régulièrement, il
est vrai, - ne m'avaient rien appris dela tempête. Si mon pré 1

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1. Ce pré, situé près du Pont-de-Pierre, avait été acheté par M. H. Graux au
nom de son fils; il était planté d'une certaine quantité de peupliers . H. G.

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�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE 0 1 ESPAG. E

est couvert de trois cadavres Je peupliers, vous eu serez quitte
pour les débiter, et vous vous chaufferez l'hiver prochain à mes
dépens.
Si vous continuez tous à être bien portants, vous êtes comme

LI

54r

L'Escurial prés Madrid.

11101.

Je termine le laborieux dépouillement de la collection de proverbes grecs dont j'ai parlé dans mes dernières lettres. J'ai reçu,
le 24, de la librairie Baer, l'ouvrage que j'attendais pour me
mettre à cette besogne. Malgré les espérances de M. Tournier,
c'est loin d'être un trésor, ce sur quoi j'ai mis La main. J'aurai,
en défin1tive, quelques variantes, à peine quelques rares phrases
inédites, et voilà tout. Cependant, cela vaut encore la peine d'être
recueilli
Toutes ces études diverses que j'ai dû aborder pendant le
cours de ma mission m'ont fait du bien, m'ont ouvert les idées
sur beaucoup de points de critique, m'ont certainement développé
un peu . Je vais digérer pendant quelques années cette énorme
quantité de manger que je viens d'avaler: nous ne nous presserons point de redemander une autre mission.
Le bibliothécaire polonais va être réell.ement désolé de me
perdre. 11 y a longtemps, - il ne se fait pas pl.us que moi au
caractère espagnol, - il y a longtemps, dis-je, qu'il n'avait rencontré une personne sympathique.
Je vous embrasse tous beaucoup, et à bientôt.
1 •

CHARLES.

Jeudi après-déjeuner. Je ferme.

1 . Voir R11pport, lor. cil., p. 209 (cf. E. La\~sse, lac. cit., p. xxxrv) et Supplt'mml au Corpus parœmiograpborum grœcorum, dans Revue ,le philologie, 1878,
pp. 219 et suiv. (réimprimé dans Les Textes grtcs, pp. rr7-1}8). Le ms. de
l'Escurial contenant la collectioo des proverbes est coté :E-r-20.

le dernier de mars 1876.

Mon Garbe,
Tous mes projets se défont les uns après les autres devant les
exigences du travail, comme la neige food sous le soleil. De la
neige, il en tombe ici presque toutes les nuits sur la montagne;
dans la région moins élevée ou nous vivons, ce qui nous vient,.
c'est de la pluie et des coups de vent furieux. Et cependant, dans
les écl.aircies, on sent que le soleil chauffe beaucoup. Mais ce
n'est point de la pluie et du beau temps qu'il s'agit en ce moment:
j'en reviens à mes pauvres projets. Non seulement je ne te prendrai pas à Angers, mais il est trop évident dès maintenant que
nous ne nous rencontrerons point à Paris dans la semaine sainte.
i je parviens à me trouver rendu en gare de Vervins le jour de
Pâques au matin, sans m'être arrêté /1 Paris, j'aurai déjà fait
presque un cour de force. Je vais quitter l'Escurial après-demain
sur les neuf heures du· matin. Une semaine à Madrid pour prendre
congé des nombreuses connaissances que j'y · ai faites, et des
manuscrits de la Naùonale, où j'ai encore quelque chose
à copier, ce ne sera que juste. Me voilà donc arrivé au
dimanche des Rameaux, et je voudrais revisiter Valence, voir
Tarragone et m'arrêter deux ou trois jours à Barcelone. Tu · vois
la situation. Si l'on n'est pas trop mécontent chez nous, tout
est bien cependant. Il faut se dire après tout que je ne ferai sans
doute pas une autre fois le voyage d'Espagne.
Adage castillan (non, c'est un nwdisme, comme ils disent ici) :
gente de sacar 6 robar la capa del pr6xi11Ï.o, gens qui volent la capa du
prochain.

�CORRESPONDANCE o\:SPAGNE

CH. GRAUX

542

Voici aussi un couplet d'une bien jolie coupe en espagnol :
Piensa mi madre que estoy
estudiando en Salamanca;
Y estoy querieodo a una niiia
que coma la nieve es blanca.

J'ai attrapé cela au vol, l'autre jour, dans la conversation. Cela
veut dire: &lt;1 Ma Il.1ère croit que je suis à étudier à Salamanque,
et je suis à aimer une petite, blanche comme la neige. i&gt; Bien
entendu, pas d'allusion à ton serviteur.
Depuis que j'ai commencé ces lignes, le déjeuner est venu et
s'est avalé·, il nous est descendu de la montagne un petit tourbillon de neige et de grêle. Le soleil se remontre; je retourne à ma
cellule.
Madrid,

2

avril, Arena! r 5 dup0 (je couche au principal

= 1er étage, et je mange au 2e).

Hier, je terminai mes études de manuscrits sur les neuf heures du
matin. Puis je me mis à visiter régulièrement le Palais et le
Monastère, ce que je n'avais point fait jusque-là. En même temps
que moi, la portière conduisait un autre jeune homme, qui,
ayant cru que j'étais« Italien » (c'est la portière qui le lui avait
dit), me parlait espagnol, et moi, le prenant pour un Espagnol,
j'espagnolisais aussi. Au bout d'une heure nous reconnû,mes que
nous étions Francais tous deux '. C'est un élève de l'Ecole des
Beaux-Arts, de 1~ section d'architecture, qui s'appelle Manuel
Bennetot. Je le menai déjeuner chez moi. Nous vimes tout l'Escurial, même le Camarin (les reliques) qu'on ne montre qu'aux
privilégiés. Il se passa là quelque chose d'assez curieux. Parmi les
objets conservés comme reliques, il y avait :
r. En marge, sont les mots : « 3 avril l&gt;; mais il est difficile de dire où commence la partie de cette lettre écrite le 3 avril, car on ne constate pas de changement d'écriture.

543

1° un manuscrit lati::i contenant un traité de saint Augustin
sur la manière d'administrer le baptême (je crois), que l'on dit
écrit de la propre main du saint ;
2° un livre contenant les quatre évangiles, me dit le sacristan
mayor, qui avait appartenu .à St Jean Chrysostome. S1 Jean Chrysostome ay~nt vécu au 1v• siècle, j'étais donc en présence d'un
manuscrit grec, non signalé dans les livres, d'une immense antiquité et d'une importance capitale. J'allai demander au P. Pagès,
le président de la chapelle royale, de me faire tirer de la vitrine le
ms. de S1 Jean Chrysostome, afin de pouvoir l'examiner de tout
près. Je prévins aussi le bibliothécaire. A quatre heures de l'aprèsmidi nous vînmes, lui et moi, étudier le précieux ms. On ne peut
point imaginer de désenchantement plus complet : c'est tout simplement un livre pour chan~r les évangiles àla grand'messe (ou
Évangéliaire) et du v1ue-1xe siècle 1 •
Mon compatriote repartit le soir même pour Madrid. Moi, je
terminai mon inspection de la bibliothèque par l'examen, en
compagnie de l'excellent P. Félix, du Codex aureus, manuscrit
Latin des Évangile.-;, du xr• siècle, écrit de la première à la dernière lettre tout en lettres d'or. Puis nous flmes une dernière
petite promenade, et il me ramena chez lui où il me fallut absolument diner. Il est singulier combien il en est venu a m'aimer,
mais véritablement. Mon départ lui a fait de la peine. Victoria,
en mon honneur, fit pour b première fois de sa vie, une crème,
et la fit bien. La pauvre Victoria était aussi désolée de me voir
partir.
Je fis ma caisse en rentrant, et arrivai -l'iier à onze heures du
matin ici. Pas de place à mon ancienne car-a de huéspeaes. Je suis
descendu au premier étage de la même maison, dans une autre
casa de huéspedes, où j'ai trouvé, par bonheur, un tout petit appartement d'intérieur. Samedi, je compte partir pour Valence.
Hier, j'allai à deux heures au concert Monasterio. Il n'a, malgré

I.

Cf. Rapport, loc. cit., p. 195.

�544

CH. GRAUX

l'enthousiasme des Madrilègnes pour leur concert Monasterio,
ni la puissance ni l'ensemble du Pasdeloup ni même des concerts
du Châtelet. Ci-inclus le programme.
J'ai retiré hier à la poste restante lettre de papa du 26. J'ai reçu
toutes ses lettres antérieures, y compris une de M. Magnier.
J'ai envoyé hier même, tout en arrivant, une postale directement à Vervins.
Toi, ne m'écris pas, car je n'ai plus d'adresse. Si tu me laisses
un mot, en passant, à Paris, ce sera fort bien.
Ton
CHARLES.

Renvoie à Vervins, et donne-leur, si tu peux, de tes nouvelles.

"

LIT
Madrid, Arena! I 5 dupo, pral.
Samedi 8 avril 76, au soir.

Mon cher papa,
Mercredi dernier, en faisant des recherches à la Bibliothèque
du Roi ici à Madrid, j'ai rencontré l'indication de pièces qui intéressent l'histoire des collections de manuscrits grecs du Palais et
de la Bibliothèque Nationale: ces pièces étaient à l'Escurial 1 • Par
télégramme je demandai, le jour même, au P. Félix, s'il se trouverait à l'Escurial, - je savais qu'il avait l'intention de venir
I. On lit dans le Rapport de Ch. Graux, loc. cit., p. 196: « J'ai pris copie à
cc l'Escurial : 10 d'une lettre, probablement inédite, de Paëz de Castro à Mattbeo
« Vasquez, secrétaire de Philippe II, sur le prix des manuscrits grecs; 20 d'une

cc série de pièces inédites concernant la bibliothèque, riche en manuscrits
« grecs, de Francisco de Mendoza y Bobadilla, cardinal-évêque de Burgos (t
« r 566). » Mais il n'est pas possible Je savoir à quel moment précis il a copié

ces pièces, et par conséquent, si ce sont celles auxquelles il fait ici allusion.

545

CORRESPONDANCE D ' ESPAGNE

à Madrid dans ces jours-ci. Il me répondit que oui. Je repartis
donc jeudi à cinq heures et demie du soir pour l'Escurial, où
je repris possession pour trente-six heures de ma chambre à la
Casa de las Victorinas. Je ne pus me mettre au travail le
vendredi que sur les neuf heures et demie; cependant, à la
tombée du jour, à six heures et demie, sept heures moins
un quart, je prenais mes dernières notes. Je rentrai avec le
P . Felix chez lui, dînai encore ee soir avec eux. Aujourd'hui
matin, je revins à Madrid avec le train du matin, un train qui
est toujours en retard_ d'une demi-heure au moins et qui ne va.
pas vite : c'est pourquoi on l'appelle le train-bwrro, c'est-à-dire
le train-âne ( compare bourrique). Aussitôt déjeuner, j'allai chercher quelques derniers renseignements à la Bibliothèque de l'Université, touchai à la Casa Rothschild les derniers cinq cents francs
de ma lettre de crédit. - Mon hôtel payé, je prendrai demain mon
billet pour Barcelone directement, ayant huit cents francs en poche:
tu vois que je ne suis pas en peine. - Je passai trois fois cette
après-midi au Ministère de l'instruction publique. Finalement,
je constatai que le directeur, qui m'avait promis jeudi dernier
une lettre de recommandation pour le bibliothécaire de Tarragone, m'avait bel et bien mis dans la boîte aux oublis. Tant pis pour
lui après tout, je m'en moque et naviguerai fort bien - pour
une si petite affaire - de mes propres voiles. Je pris congé des
bibliothécaires de la Nationale, de M. Zarco, d'autres personnes .
J'allai rendre ensuite une dernière visite au comte de Nava quÎ,
guéri, retourne à son Ministère depuis deux jours : absent à
l'heure où j'y fus, je laissai une carte; puis chez la comtesse de
Montijo, qui rentrait de la promenade : elle me reçut toujours
de la même façon charmante; elle dit un mot seulement en passant de la pauvre jeune duchesse. La comtesse de Nava justement
était là. Je remerciai et pris congé. L'arrivée d'un autre monsieur
me permit de ne pas prolonger ma visite, qui fut courte et bonne.
J'allai alors
magasîn derriusiquedeîa Carrera SaûGër6nimo,où ·
j'achetai pour une trentaine de francs de chants et airs -populaires

au

Rwut l,hpaniqut ,

X!tJ .

3S

�-

- - - - - - - ----- - -- - - - - S47

CH. GRAUX

CORRESPOXDANCE D E PAG~E

tant pour piano seul que pour piano et chant. Je rencontrai à
six heures et demie le duc de Sesto à son bureau du Palais; réception
toujours des plus aimables. Je viens dediner, vaisaller payer deux
ou trois livres que je dois encore à Murillo, et la journée sera finie.
Demain matin, je fais ma grande caisse, la fais enregistrer avant
midi à la dobl.e pequeiia, sorte de grande vitesse. Elle arrivera par le
même train que moi ( départ demain huit heures vingt-cinq
du soir) à Barcelone, lundi sur les sept heures du soir. Je
compte partir un matin par le train de cinq heures pour
Tarragone, et rentrer par le train de quatre heures de l'aprèsmidi : cda, sans doute, le mercredi saint . Jeudi, je séjourne (?) à
Barcelone. endredi (?), départ pour Gérone - Perpignan Avignon - Lyon - Paris(?). A Paris je m'arrête peu ou point,
et suis à Vervin le jour ou le lundi de Pâques (?). Tu rnis que
toute cette fin est hypothétique. Quant à Valence, je n'y vais
plus : j'ai de uop bons renseignements négatifs.
Je reviens sur mes pas. Retiré aujourd'hui à la poste restante :
1° lettre Garbe du 3 ; il quitte Anger mardi, couche c soirlà dans ma chambre, et rentre à Paris la veille de Quasimodo;
2° lettre Wenck quej vous envoie dans la présente.
Quand j'allai voir M. Zarco, il me remit ta lettre datée du 3
arrivée le 6, et qu'il a gardée naturellement pendant tout I temps de
ma petite ex ursion à l'Escurial. J'avais reçu - j'ai dû le dire celle du 24 par Zarco etc Ile du 26 po te restante, à Madrid.
D'autre part, depuis mon n° L, tu as dû avoir le LI, expédié
à Angers le 3 courant.
J'ai copié l'homélie attribuée (sans doute à tort) à c Chrysostome. Quant au Sc il, malgré des titres appétis ants, c'était si fade
et si peu intéressant, - à cc qu'il m'a semblé, - qu'après en
avoir copié un bout je l'ai laissé 1 •
Le beau temps vient d'arriYer décidément ici il y a quatre ou

cinq jours. Il commence à faire pJS mal chaud dans le milieu de
la journée.
Tu dis, conformément à mes indications, que tu ne m écriras
plus. En effet, il n'y a plus moyen et, du reste, cc n'e t plus la
peine. Cependant, si tu veux et que cela ait quelque utilité, m'enYoycr un mot r6, rue des Écoles, pour le samedi saint?
Maman semble tenir à une Vierge blanche et à six chapelets
jaunes. Le motif, je ne le comprends point. Cependant, si l'occasion se présente, je verrai à Barcelon , car, pour moi, je n'y songeais plus du tout.
Je fermerai demain sur les midi avant d'aller au concert
Monastcrio. Dt.:main soir nous clin rons ensemble avec MorelF.uio qui est arrivé ici l 3, pour six semaines. J'attends au si
demain ici la dsite du Père Félix, qui doit venir faire quelques
achats pour son ménage.
Bonsoir. fa sant~ est toujour fort bonne : quant à la mine,
- il est vrai que je ne m'y connais point, - mais enfin je ne
crois pourtant pas être trop maigre.

0

LlII
Barcelone, Hôtel Peninsul:ir.
IO

avril 76,

11

h . du soir.

Ma chère maman,
Depuis ma lettre d'hier, concert Monasterio, dont ci-inclus le
programm 1 • Dîner à six heures. Départ de la gare à huit heures

1.

Le programme est accompagné de not~ manuscrites qui présentent un

réd intérêt. A propos du Srptette de Beethoven, Ch . Graux écrit : « Ils en
1.

Cf. Rappo,·t, Ùlc. cil., p. 210, et E. Lavisse, loc. ât., p. xxx1v.

passent, h.:s profanes! Les violons laissent à d.!sirer ». Un peu plusloin,au sujet
de la Jfarc/u ht'roiq11r de S:lint-Saëus, nous lisons : t&lt; Un seul applaudissement,

�549

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH. GRAUX

vingt-cinq, en première : j'ai tout un côté, quatre places, pour moi
seul; je m'étends, m'endors bientôt et jouis d'nn sommeil peu
interrompu jusqu'à quatre heures et demie du matin. A sept heures,
arrivée à la seconde gare de Saragosse,· où je mange une légère
o~elette (sur l'omelette, j'ai observé que les cuisiniers espagnols
étaœnt généralement assez forts). On remonte dans le train. Je
dévore dans ma journée deux nouvelles de Feman Caballero.
Nous entrons à neof heures et demie, rien qu'une demi-heure de
retard, à Barcelone. Ce voyage de vingt- six heures, qui a éreinté
tel de mes compagnons de voyage, nature douille1;te, ne m'a
point fatigué. Je suis ici à raison de cinq francs par jour, tout
compris. Mon intentiGn serait de partir d'ici le vendredi saint
par terre. Si mes combinaisons réussissent, je serai peut-être en
gaœ de Vervins le jour de Pftques à deux heures. C'est le plus
tôt que je puisse vous arriver, et encore ne dis-je que peut-être.
Je me sens tout heureux d'être à Barcelone, où je viens de
so~p~r, -entr'autres choses, un bifteck saignant, pour la première
fois, Je crms, depuis sept mois. Barcelone est presque de tout point
une ville française.
Le diner fut aujourd'hui au buffet de Lérida sur les deux
heures et demie de l'après-midi.
Mardi saint,

11

avril, 9 b.

1/ 2

du soir.

Dem~in à six h~ures du matin, je pense partir pour Tarragone
et revemr par le tram de quatre heures du soir. Visite de la bibliothèque, de la cathédrale et de la muraille cyclopéenne. J'ai une
bonne lettre de recommandation du professeur Manuel Mila y
Fontanals, de Barcelone : cela r.::mplacera celle que le distrait
directeur de l'lnstruction publique oublia de me donner à mon
réprimé par le silence général ,, . L' auteur observe que l' Ave Maria, de Gounod
a été " mal rendu », et, selon lui, la Mélodie en sol mineur de Monasterio est
"tout ce qu:U y a de faible. Monasterio est un jeune vaniteux. Le public madrilène en a fan son dieu: mais c'est percher trop baut pour lui"·

départ de Madrid. Si je trouve quelque chose d'intéressant à étudier, je ne me gênerai point pour rester à Tarragone une journée
de plus. Toute réflexion faite, ce serait mal entendu que, pour te
procurer le plaisir, ma chère maman, et à moi aussi, de nous trouver
réunis le jour même de Pâques an soir, je me prive d'une seule
recherche ou d'une visite, dont l'occasion ne se représentera plus :
je suis donc décidé à arriver à Vervins le lundi, ou le mardi, ou
même le mercredi, s'il est utile. Pourquoi pas, n'est-ce pas? Je
n'ai qu'un regret, c'est de ne pouvoir p:is prendre le bateau français qui fait le service de Barcelone à Marseille: il pan tous les
mercredis; c'est trop tôt ou trop tard. Ce serait moins fatigant
que la diligence; mais c'est un d~tail, vu que je suis assez fort,
Dieu merci ! pour supporter quelques lieues de &lt;&lt; bagnole ».
Les Catalans sont charmants pour moi. Après bien des peines
et bien des courses, nous avons fini par découvrir dans une
bibliothèque particulière d'ici, celle de' D . José Carreras, - c'est
D. Manuel Mila qui m'y a cond1ùt lui-même, et il s'est dérangé
deux fois pour cela, - un Pindare du xrv• siècle sur papier de
coton. Il y a un temps infini que j'étais sur sa trace, le malheureux, sans parvenir à l'attraper. Il vient du monastère de Poblet.
Je l'étudierai tout à mon aise, c'est convenu, à mon retour de
Tarragone ' .
Le climat de Barcelone est bien plus doux que celui de Madrid,
et l'on dira ce qu'on voudra, j'aime mieux la ville de Barcelone
que celle de Madrid. Ils vont avoir ici, à leurs théâtres, la Sass,
peut-être la Nillson et toute une grande catégorie d'étoiles mâles
ou femelles . Tu sais que l'un des théâtres d'ici, le Lycée, est,
après la Scala de Milan, le plus vaste théâtre du monde.
Tout secondaire qu'est L'hôtel où je suis, il èst bien supérieur,
à mon point de vue français - et c'est le bon - aux fondas
madrilègnes. Barcelone, c'est presque un petit Paris, le côté phi- _
1. ~oir ci-dessous lettre LIV. Cf. Rapport, loc. cil., pp .
som111ai1·es, ?· 7.

1_92-1 9 3

et Notices

�S5r

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

lologique et le côté artistique étant seulement partiellement
réservés.
On m'a revu avec bien du plaisir chez Closas, le correspondant de Wenck. Il faudra que j'y dine en rentrant de Tarragone.
Je me couche. Bonsoir. A bientôt.

thèque où je parvins à découvrir un manuscrit grec, dont le
pauvre bibliothécaire avait totalement oublié l'existence. Je relevai en outre divers renseignements à l'usage de D. Mariano
Agui16, le bibliothécaire de Barcelone. Mon manuscrit grec ne
vaut pas cher, mais c'est toujours autant '.
Nous allâmes ensuite visiter les murailles cyclopéennes, qu.î
font encore sur une assez grande étendue la base du mur d'enceinte , leauel
est en narande partie romain, de diverses époques.
,
En un endroit ou deux, est restée en place une construction baptisée ibérique, pierres d'appareil, taillées régulièrement, portant
des lettres, étranges pour moi, qui (paraît-il) appartienn_e nt à
l'ancien alphabet propre des Ibères. 0 orgueil espagnol! D. Buenaventura me prouve que cet alphabet, quoique ressemblant
assez au phénicien, n'en provient pas, par l'admirable raisonnement suivant: les Espagnols n'ont pas coutume d'imiter les
autres peuples; ils tirent tout d'eux-mêmes. Donc, si l'alphabet
phénicien et l'ibérie11 se ressemblent, cela demontre la communauté d'origine, mais non point, gran&lt;l Dieu! que celui-ci dérive
de celui-lit. C'est comme Castelar qui se récrie aux Cortes, prétend:mt que, dernièrernent, ùans les conférences qu'ils ont tenues
ensemble, c'est lui qui a enseigne la république à Ga1!1betta et
aux r~publicains français, et nullement ceux-ci à lui Castelar. A
voir les fruits de ce bel enseignement! Plus n'en voudra être pèt;e
l'un ni l'autre.
Dans les parties romaines, attribuées à l'époque des Scipions,
le revêtement extérieur, et aussi intérieur, est « à bossages saillants » ( voir Philon de Byzance).
Déjeuner. Promenade, seul, dedans et dehors de la cité, fort
agréable (la promenade). A trois heures et demie, D. Buenaventura me vient prendre pour visiter le musée. Nous le voyons en
détail. U trouve bien dès civilisations superposées à Tarragone les
unes aux__ au.ti:es, lI.î!~ b_elle__ tête_de_ Gorgone, grecque, dans une

550

CHARLES.

LIV
Tarragona, Fonda de Paris.
De ma fenêtre je vois la mer :1 quelques cents mètres.
Soir du 12 avril 76 (mercredi saint).

Mon cher papa,
Ce matin, j'ai jeté ici à la boîte une lettre écrite pendant les
deux jours précédents à Barcelone. Sur l'enveloppe même, j'accusai mon arrivée ici à bon port. Il y a trois heures de chemin de
fer à petite, très petite vitesse, de Barcelone à Tarragone.
L'air est si bon à respirer dans ces pays-ci, situés sur la mer!
C'est un climat bien autrement clément que l'âpre Madrid.
Muni, comme je l'ai dit, d'une lettre du professeur Mila pour
le conservateur du Musée archéologique de Tarragone, D. Buenaventura Hernandez, je me fis voiturer en arrivant ici ce matin
directement à la maison de M. le Conservateur, qui se trouve
être - ô choses d'Espagne! - le mari d'une modiste, un brave
homme du reste, fort entiché de ses idées d'archéologue de province, peu instruit, dont le dictionnaire de Rich fait toute la
science '.
Tout aussitôt la connaissance faite, nous fûmes à la biblior. Ant. Rich, Dictionnaire des antiquités 1°0111aines et grecqties, traduit de l'an
glais sous la directioù de M. Chéruel. Paris, 1859, in-12.

r. Cf. Rapport, loc. cit., pp. 206-207 , et Notices sommaires, p. 228.

�CORRESPONDANCE D1 ESPAGNE

CH. GRAUX

grande mosaïque romaine. Bacchus enfant, sans tête et membres
mutilés, de marbre, beau style grec : on en fait nn Phidias, tout
simplement. Quelques inscriptions latines inédites que le conservateur ne m'a pas laissé copier ni estamper, se conservant la gloire d'en
prendre des estampages, quand il plaira à Dieu, et de les envoyer
à l'allemand Hübner ( celui qui vient de publier le Corpus des
inscTiptions latines de l'Espagne). Je suis revenu à la charge ce
soir; je me suis fait ami, j'ai écouté docilement l'histoire antéhistorique des Ibères et de je ne sais combien de peuples fiers et
libres . J'ai gagné la permission de copier demain deux inscriptions en petits caractères; - il semble qu'en insistant sur le fait
que les lettres étaient toutes petites, je diminuais leur importance dans l'esprit du bonhomme. Ce n'est pas une immense
découverte que ces deux pauvres petites inscriptions; mais je
serai au moins heureux, si elles sont ;vraiment inédites, de les
r~pporter à M. Léon Renier qui le~ publiera. Il s'agit de quelques
lignes seulement, et incomplètes '.
De sorte que je ne rentre à Barcelone que demain jeudi saint
au soir. Je monterai dans le train de Gérone ou samedi ou
dimanche. Je ne veux définitivement rien faire avec une sotte
presse, ni écourter la fin de mon voyage.
J'ai assisté à un long bout de Ténèbres en visitant la cathédrale. C'est vraiment la foi qui nous sauve : en Espagne, la religion, décidément, est presque un scandale. Ailleurs, je remarquai
que la messe des dimanches et fêtes est une sorte de rendez-vous
des garçons et des filles, lesquelles ne songent pas plus à prier
[que] les mâles. Les pollas se chuchotent et regardent à la dérobée
les polios, lesquels se postent de leur mieux pour bien fixer leurs
chacunes et se parlotent en riant. Les chiens viennent librement à
la messe et se livrent continuellement et impunément à des parties folles et bruyantes dans les églises. Ici, les Ténèbres sont une

1.

Cf. Rapport, loc. cit., p.

207.

553

agglomération de commérages ( commères accroupies sur les
dalles), de mioches qui jouent et crient; ce sont des promenades
et des allées et venues sans fin pour aller se poster à distance de
la vue distincte de l'une, puis de l'autre, etc. Et les enfants qui,
dès une heure avant la fin, commencent la fête des cc crécelles», 1
des maillets et des battements de mains, réprimés par des chuts
comme au concert ou au théâtre. A peine entend-on les
chantres. Dispute d'un clerc ou diacre avec un grand gamin qui
faisait ainsi du bruit; finalement le prêtre se rue sur le gamin et
le houspille par terre en le traitant tout haut du haut en bas. Moi,
franchement, je suis presque scandalisé de tout ce que je vois.
Je me dis qu'il faut que la religion soit bien forte pour résister.
Ce fut un tapage horrible et une joie générale pendant cinq
grandes ~inutes à la fin des Ténèbres.
Je me porte bien . J'embrasse tout le monde.
CHARLES.

Barcelone, Hôtel Péninsulaire.
Jeudi saint, 10 h. moins un quart du soir.

Ma chère maman,
J'ajoute les lignes suivantes, à la hâte, à la lettre écrite hier à
Tarragone.
J'ai pris le train là-bas aujourd'hui à trois heures et demie et
suis rentré à Barcelone à sept heures et demie. Dîner à huit heures.
Puis j'ai lu la Presse de dimanche dernier pendant un long bout de
temps, pour me remettre un peu au courant des affaires de mon
pays. A l'instant je remonte à ma chambre pour te donner les
présentes nouvelles. Je ·vais fermer la lettre et la jeter à la boîte de
l'hôtel même.
1.

Le texte porte « escarcelles

».

�554

555

CORRESPO~DANCt: D'ESPAGNE

CH. GRAUX

J'ai copié ce matin et estampé mes deux toutes petites inscriptions latines pour M. Renier. Vu la cathédrale et son cloître,
à loisir. Commencée en byzantin, achevée en gothique. Elle est
de tous genres et de toutes époques en somme, lourde, inélégante :
je ne peu~ pas dire que cela me semble beau. Quelle différence
avec la vieille cathédrale de Salamanque, dont on n'entend presque
jamais parler, qui est byzantin pur et si souvèrainement élégante,
surtout l'abside vue de dehors! A qui me reprochera de n'avoir
vu ni Cadix ni Malaga ni le monastère de Montserrat, ici, près de
Barcelone, je rép,mdrai : « Vous avez visité Salamanque? Non. - Eh bien! allez vous coucher; vous avez [ vu] ce qu'on
est convenu de visiter et rien de plus, et vous n'avez rien vu. »
Demain, je vais tâcher d'étudier mon Pindare ici.
Dans ces jours-ci on ne fait rien et on ne fait rien de bien en
Espagne . Sous prétexte qu'on visite toute la journée toutes les
églises de la ville, il n'y a plus d'omnibus, on supprime la moitié
des trains au chemin de fer, etc., etc. Les soldats, les marins vont
en corps aux Saints Sépulcres; mais ne croyez pas qu'ils prient.
Ils sont là debout, deux par deux, qui se regardent en riant.
Enfin, samedi, j'espère trouver les bureaux ouverts et pouvoir
expédier ma grosse malle à Paris. Je garderai avec moi ma valise.
Tu vois que je ne puis point partir d'ici avant Pâques. Si je pars
le 16 (jour de Pâques) :\ six heures du matin, je serai à Vervins le
mercredi dans l'après-midi ou le soir. Vofü le probable maintenant.
Ma santé est toujours aussi bonne.
Prends patience deux ou trois jours, puis j'arriverai enfin.
Je vous embrasse bien tous.
CH . GRAUX .

LVI
Madrid, dimanche midi
Arenal, 15 dapo,

[20

juillet 1879].

2°, izq.

Mon cher papa,
Je suis installé. Le train est arrivé sans retard et sans encombre.
J'ai supérieurement dormi de Burgos, dix heures et demie soir,
à Avila, cinq heures et demie matin, étendu sur ma banquette.
A la Venta de Banos (bifurcation de Santander), j'ai été réveillé
à minuit et demi par un second voyageur qui entrait dans le
compartiment oü j'étais seul jusque-là et qui s'installait sur
l'autre banquette. Je me suis rendormi de suite. Le matin, nous
avons causé beaucoup. Je l'ai mieux regardé et j'ai cru reconnaître le maréchal Bazaine. C'était lui, comme je m'en suis
assuré depuis ... . . . . . ........... . .......... . . . ..... • • • • •

. ... . .... . . . .. . .... . ......... . ....... .. ... . ......... .
J'ai quelques courses à faire cette après-midi. Pas la moindre
fatigue . Heureux de me retrouver ici. Je vous embrasse. Envoie
ce billet à Garbe (45, rue d'Ulm) après l'avoir lu. Je vous
embrasse bien tous. Température des plus modérées jusqu'à ce
matin : ici, à Madrid, il fait une bonne chaleur, pas étoutfante,
beau soleil.
CH. GRAUX.

r. Ici commencent les lettres du deuxième voyage. Sur l'objet de ce deuxième
voyage, voir E. Lavisse, loc. cit. , p. XL.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D ESPAGNE
0

LVI
Madrid,

21

juillet [1879], 7 h. soi r.

Arena!, 15 dupa.,

20,

izq.

Mon cher Garbe,
Tu as dû recevoir déjà, par Vervins, avis de mon arnvee 1c1.
Quand cette lettre ne te servira plus à rien, envoie-la à ton tour
à Vervins.
J'ai oublié : Xénophon, Cyropédie, édition L. Dindorf, un gros
volume in-8°, cartonné à l'anglaise, en rouge. Il est dans ma
bibliothèque, la première en entrant, troisième rayon en comptant de bas en haut, l'un des derniers livres avant la bibliothèque suspendue. Avec ces indications, tu le trouveras. Envoiele moi par la poste, et recommandé. Il faut, tu sais bien, que le
paquet puisse être facilement ouvert : ainsi mets-le dans une
grande enveloppe que tu ne colleras pas, mais que tu ficelleras
seulement. Tu trouveras peut-être une enveloppe assez grande
dans un de mes cartons, entre la cheminée et le cabinet à habits,
rangée (verticale) du milieu, deuxième carton en comptant de
haut en bas. Sinon, achètes-en une. Expédie à l'adresse :
Rozansk.i, bibliothécaire de San Lorenzo, à l'Escurial, près Madrid
(pour Graux).
Hinojosa 1 est venu me voir hier dès midi, et m'a piloté une
partie de la journée : il m'a demandé de tes nouvelles. Ce garçon a une prodigieuse mémoire. Le soir, nous avons été promener au Prado, les Champs-Élysées de Madrid, et terminé la
journée en mangeant des glaces au coco.
Mon manuscrit de Plutarque va faire une révolution dans la
1.

Il s'agit de M. Eduardo de Hinojosa.

557

constitution du texte des Vies Parallèles 1 • Je crois que je vais le
collationner en entier au lieu de passer mou temps à copier
Choricius d'un bout à l'autre'.
J'étais ce matin à neuf heures sonnant à la Bibliothèque Nationale, où j'ai retrouvé mon monde aussi heureux de me revoir que
moi d'être là. J'y ai rencontré Louis Lande 3 qui voyage pour la
Revue des Deux-Mondes, et, entre temps, copie des pièces relatives à
l'lnvind ble Armada; il part après-demain pour Valence et nous
ne nous retrouverons qu'en septembre. Ne demeure-t-il pas justement en face de moi, non pas la maison juste en face, mais la
maison voisine de celle-ci? Curieuses coïncidences. L'aimable
Zarcoavait fait ce que je lui avaisdemandé par lettre: j'ai trouvé
après-déjeuner à la Bibliothèque du Palais le manuscrit de Choricins qu'il avait fait venir pour moi de la Bibliothèque Nationale;
de sorte que, d'ici à la fin du mois, je suis sûr de pouvoir travailler sur les manuscrits six bonnes heures au moins par jour.
Ce soir, je vais, en te quittant, aller bavarder chez le libraire
Murillo, où je rencontrerai sûrement quelques amis.
En passant chez moi, si tu trouves sur ma table la Revue Critique du 19 juillet, envoie-la moi en la faisant réaffranchir de ce
qu'il faudra à un bureau de poste.
Et dis à mon concierge : quand les lettres qu'il me renverra
viendront de France (et par conséquent ne seront affranclües que
de quinze centimes), de compléter l'affranchissement pour que je
1. Voir Rappo1·t sur une seconde mission en Espagne (dans Les Articles originaux, pp. 213-223; publié d'abord dans Archives des missions, 3• sér., VII,
188t, pp. 73-83), p. 213 . Cf. E. Lavisse, loc. cit., p. XL, qui cite ce passage de

la présente lettre.
2. Pendant le voyage de 1879, Ch. Graux voulait, primitivement, copier les
manuscrits de Choricius. Cf. E. Lavi5se, ibid.
3. Lucien Louis-Lande, agrégé des lettres, ancien élève de !'École Normale
Supérieure, né à Bordeaux en r847, mort, assassiné, en Espagne en 1880, a
é~rit dans la Rroue des Deux-Mondes un certain nombre d'articles concernant la
Péninsule.

�CH. GRAUX

ne paie pas ici double taxe. Lui qui est facteur doit savoir comment il faut arranger cela. En rentrant, je lui tiendrai compte
naturellement de tous les timbres-poste qu'il aura dépensés pour

m01 .
Il fait merveilleusement frais dans l'intérieur dt's maisons,
ici, malgré le soleil ardent de la rue. Depuis Longtemps pas Le
moindre nuage ni La nuit ni le jour.
Je t'embrasse.
Ton
CH. GRAUX.
Donne de mes nouvelles aux amis .

LVII
Madrid, 25 juin Ouillet 1879), au soir.

Mon cher papa,
Aujourd'hui c'est la fête de S. Jacques, le patron de L'Espagne.
J'ai passé la journée à faire des visites au lieu de collationner mes
manuscrits, car les bibliothèques sont fermées. Mon Plutarque
(huit biographies seulement, par exemple) est véritablement une
trouvaille : cela améliore beaucoup le texte'. Mon voyage scientifique est très bien commencé, et il y a espoir qoe mon temps et
r. Ce manuscrit de Plutarque (Bibl. Nat. N. 55.) a servi de base auX, éditions
scolaires de la Vie de Démosthène et de la Vie de Cicéron que Ch. Graux a donnees chez Hachette en 1881 (réimprimees, avec additions, dans Les Textes grecs,
pp. 301-396 et pp. 397-519.) En outre, ce ms. a fourni à notre auteur le sujet
de sa thèse laùne de doctorat ès-lettres, De P1utarchi codice manu scripto Matritwsi injuria neglecto, Paris, 1880, in-8, 57 pp. (extrait de Revue de philologie, V,
1881, pp. 1-57; reimprimé, avec additions, dans Les Articles originaux, pp. 345 412). Voir aussi Rapports de 1879-80, loc. cit., p. 213 et pp. 216-217 et
E. Lavisse, loc. cit., p. XL.

- - - ~ -- - - - - - -- - - - -- -- -- - - CORRESPONDANCt D ESPAGNE

559

mon argent auront été bien employés. C'est bien plus facile que
la première fois. A Saint-Jacques de Compostelle (Santiago, en
Galice) je vais y aller probablement à la fin d'août en compagnie du
Père Fita, le plus savJ1it jésuite d'Espagne, et de Don Aureliano
Fernandez Guerra, le meilleur épigraphiste et géographe d'ici
pour l'Espagne ancienne; on les appelle là-bas pour diriger
quelques fouilles, car il se dit qu'on vient de retrouver le tombeau
de Saint Jacques lui-même, et le Père Fita, qui est charmant et
avec qui je suis en rapport depuis trois ans, m 'offre, puisque je
dois aller là-bas, d'être leur compagnon de route'. J'ai reçu aujourd'hui, avec l'adresse mise par toi, la carte de Louis Havet 2 ; du reste,
elle s'est croisée avec la réponse par anticipation que je lui ai
envoyée mardi dernier d'ici. Lis bien attentivement !'Officiel
tous les jours pour me tenir au courant des quelques nominations
ou changements dans le personnel qui pourraient m'intéresser;
car, bien quel'O.fficie/ français soit ici à ma portée, je n'ai pas
beaucoup le temps d'aller le lire. Repasse même à mon intention
tous les journaux depuis le r 5 courant. A-t-on nommé le directeur de l'Enseignement supérieur qui remplacera M. Du Mesnil 3?
On parlait, q~and j'ai quitté Paris, entre autres personnes, de
M. Zévort 4 • Ecris-moi, pour ta part, au moins une fois par
semaine. Les lettres arrivent ici le troisième jour après leur
départ de Vervins. Je ne partirai sans doute que le 2 ou le 3
r. Ch. Graux ne fut pas de ce voyage, ainsi qu'il appert des lettres postérieures. MM. F. Fita et A. Fern.lndez Guerra ont publié, à la suite de cette
~xcursion, leurs Recuerdos de tm viage d Santiago de Galicia, Madrid, 1880,
m-4.
2. Actuellement membre de l'Institut, professeur au Collège de France,
directeur d'études à l'Ecole des Hautes Études, chargé de cours à la Faculté des
lettres.
3. M. Armand du Mesnil, diucteur de l'Enseignement supérieur de r870 à
1879.
4. M. Ch. Zévort, ancien recteur, était alors directeur de l'Enseignement
secondaire.

�CORRESPONDANCE D 1ESPAGNE

CH. GRAUX

pour l'Escurial. Santé irreprocbable. Je vais aller au concert ce
soir en plein air; on jouera entre autres l'ouverture de la Grotte
de Fingal!, de Mendelssohn. Je vous embrasse bien.
Ton fils,
Ctt. GR.
LVIII
Madrid, 31 juillet [1?79], matin.

Mon cher papa,
Santé excellente. Très content de tout. Écrirai probablement
dimanche. Dois al1er m'installer à l'Escurial, Casa de las Victorinas ( où O. Felix m'écrit, à la date d'avant-hier, que mon appartement est préparé) seulement lundi prochain. Vous pouvez m'y
écrire. Ce matin, suis pressé. Ai reçu le Bulletin officiel qui portait la nomination de Dumont', que j'arnis prévue la première
fois qu'on a parlé du départ de Du Mesnil. Il y a lieu de se féliciter de cette nomination, étant donné que Du Mesnil devait quitter la place. Je vous embrasse bien.
Ton fils,

avec !es compagnons de la maison où je vis, avec les ingénieurs
de l'Ecole forestière, D . André Llaurado, le correspondant de
M. Collignon r, et Alcober, que j'ai retrouvé ici et dont j'avais
fait la connaissance à Salamanque au précédent voyage, un
des meilleurs ingénieurs de l'Espagne, qui m'a présenté
ce matin au sortir de la messe à sa femme et à sa fille, et
chez qui j'irai quelquefois le soir; excellente amitié avec le
Père Félix. Découvertes intéressantes : je reconstruis l'histoire de
la formation des collections diverses de manuscrits grecs que j'ai
rencontrées en Espagne, y compris, et surcout, celle de l'Escurial.
C'est du travail tout neuf que je fais là, surtout en ce qui concerne la méthode employée 2 • Bref, cette vie est extrêmement
agréable et je n'ai qu'un regret, c'est que le temps passe si vite.
Je suis ici sûrement jusqu'au r•' septembre. Il est probable que
je dépenserai la première quinzaine de septembre à faire le
voyage de Portugal et de Galice-Asturies-Léon i . J'achèverai septembre et commencerai octobre à Madrid, occupé autour de mon
Plutarque et de mes photographies. Je terminerai mon expédition par un nouveau séjour d'une ou deux semaines ici, si bien
que je n'espère plus être de retour à Paris avant le 20 ou 25
octobre. Je vous embrasse bien.
Ch. Gr.

CH. GR.

LIX
L'Escurial, près Madrid, Casa de las Victorinas.
Dimanche 17 août 1879.

Mes chers parents,

r. M. Ch. Ed. Collignon était à cette époque sous-directeur de !'École des
Ponts-et-chaussées.« Ch. Graux avait été présenté par M. Bourget à M. Collignon, chez qui il allait faire de la musique dt: quatuor à cordes. " H. G.
2. Cité par E. Lavisse, loc. cil., p. XLI. Voir ci-dessous lettre LXII .
3. Ch. Graux ne réalisa pas ce projet. Cf. ci-dessous lettres LXII, LXIII et
LXVI. Les manuscrits grecs de Portugal ont été décrits par M. Alb. Martin,
d,ins Notices sommaires, pp. 299-308.

Je me porte bien et je me plais beaucoup ici. Bonnes relations
1. M. Albert Dumont, ancien directturde !'École française d'Athènes, a été
directeur de I Enseignement supérieur de 1879 à 1884.

Rtt1ue bispanÎtjJJe.. xm.

�CORRESPONDANCE D'ESPAGNE
CH . GRAUX

LX
L'Escurial, près Madrid, Casa de las Victorinas.
24 août 79.

Ma chère maman,
J'ai reçu hier soir ta bonne lettre du 20 courant. Comme je suis
sorcier, je la désirais et l'attendais . Dieu mer.ci! je t'aime bien mieux
tranquille a mon endroit qu'exaltée et que la tête à la diable; mais
enfin il ne pouvait pas m'être désagréable de te voir réclamer les
lettres qui te sont dues. C'est assez te dire que je ne t'en veux pas
de la longue lettre de demi-gronderie que tu m'as lancée. Toi, de ton
côté, pardonne-moi la sécheresse des cartes-postales dont je me suis
contenté jusqu'à présent. Tu as vu percer au travers de leur laconisme l'expression de la situation très heureuse dans laquelle je
me trouve ici. Le fait est que je jouis largement de mes vacances
et de mon voyage. Six heures et demie à sept heures par jour de
travail fort intéressant à la bibliothèque; deux ou trois heures de
travail sur mes notes en rentrant le soir à la maison ou le matin
avant de la quitter; un peu de correspondance par-dessus le marché : voilà pour les occupations sérieuses. J'ai fait la découverte
d'un Plutarque, qui sera l'occasion l'hiver prochain d'un travail
gui fera un peu sensation parmi notre monde de philologues; j'ai
commencé le mois dernier, et j'achèverai le mois prochain de
dépouiller ce petit trésor, qui est à Madrid. Ici à l'Escurial, j'ai
entrepris une recherche historique sur la formation des collections de manuscrits grecs de l'Espagne, en me servant d'une
méthode en grande partie neuve, que j'ai imaginée sur place; tout
le mois j'y ai travaillé sans relâche, et je vais y consacrer encore
à peu près toute la semaine prochaine; en octobre, je re\."iendrai
passer ici le temps qu'il faudra pour mener à bonne fin l'entreprise. Tu vois que la réussite de mon voyage au point de vue

scientifique est désormais 2.ssurée. J'ai envoyé il y a quelques jours
au Ministre un rapport sur tout cela' . Les dimanches, les jours de
fêtes et tous les soirs des autres jours, il me reste des moments
auxquels je n'ai pas attribué d'occupation fixe. Alors je me laisse
aller à la flânerie espagnole . Presque chaque jour je fais avant le
dîner de huit heures du soir une assez longue promenade d'une
heure et demie ou deux heures, le plus souvent avec le Père Félix,
d:aut~es fois ~vec l'ingénieur Llaurado, en compagnie d'ordinaire
d un Jeune plulologue allemand comme troisième: ils' appelle Gustave Lowe et a beaucoup d'avenir 2 • Nous faisons bon ménage, et
nos promenades en tête-à-tête quelquefois après le repas sont fructueuses à l'un et à l'autre, à cause de la plus ou moins grande
expérience des bibliothèques de divers pays que nous possédons
l'un et l'autre, à la suite de nos voyages respectifs. Il est musicien .
Il est question qu'on fasse un peu de musique ces jours-ci avec
nous : le piano est trouvé, et ce sera Lowe qui le tiendra. On
me cherche un crin-crin .
°=ue tu es folle de rêver pour moi des dangers à chaque fille
que Je rencontre sur mon chemin ! Ce sera orgueil, si tu veux,
de ma part, mais j'ai plus d'expérience que toi de la vie, et bien
des choses que tu ne fais que pressentir ou deviner, je les connais.
Nous ne sommes pas homme pour rien,et ilme serait bien difficile de marcher dans la vie en posant mes pieds aux endroits que

I. C'est l_e rapport qui figure dans les Archives des missions, 30 sér., t. VU,
pp. 73 et smv., et dans Les Articles originaux, pp. 213-2r5; il est d:itéde l'Escurial, 19 août 1879.
2. Sur Gustave Lœwe (1852-1883), voir Em. Chatelain, Notice siw Gustave
L_œwe, dans R~ue de fhilolo1;ie, VII (1884), p. 106-107 et Geo. Gœtz, Nekrolog
[ur Gustave Lov..•e, u:ei/and _Custos. an der Gottinger Bibliothek, Berlin, 1884, gr.
'.n.-8, 17 pp. (Extrait du Bwg1·aplmcbes ]ahrbrnchfür Altertbumskunde). Rappelons
1c1 q~e Gust. Lowe a été un hispanisant de très grand mérite, comme en
tém?1gnent ses Exempla scripturae visigoticae qu'il a publiés avec P. Ewald
(H~1delberg, 1883, in-fol.) et sa Bibliotbeca patrum latinormn bispanùmsis, mise
au 1our par W. v. Hartel (Wien, 1887, gr. in-8 ; extrait des Sitzu11gsber. d. k.
Akad. d. Wiss.)

�CH. GRAUX
CORJŒSPO

ton amour maternel me marquerait. Contente-roi de me voir
sortir sain et sauf de toutes Jcs phases successi,·es du voyage de
la vie, et ne m'en demande pas plus. Je mène une exi tence paisible, aussi peu orageuse que tout cc qu'on peut rêver, ici, dans un
pay de mœurs si 111ples et sans raffinement : où diable ton imagination va-t-ell pêcher des amour , des rivaux, des suj~ts de
drame? i mon expédition, comme j'ai tout lieu de le croire,
s'achèv &lt;le la même façon qu'elle a été jusqu à ce jour, je rentrerai à Paris bien repo é et bien préparé pour la saison d'hiver :
car, je te le répète, il y a longtemps que je n'ai été aussi libre Je
ouci, longtemps que je n'ai vécu à ce point sans songer que je
,'ivais, - c qui st, à mon si:ns, presque un idéal de vie, comme
de Jigér r sans songer qu'on a un estomac. Toute mon activité
est tournée contre les difficultés de ma recherche historique.
Chaque jour il y a à obtenir de nouvelles fa,·eurs de Don Félix,
Je nouveaux biais à inventer pour tourner les règlemeu , Jes
coutumes, triompher dt! ses résistances, car, ignorant comme il
l'est des exigence d'un travail scientifique, il st mille besoins
qu'il ne peut comprendre et qu'il prend ouvent en Jui-mC:me
pour des caprices de ma part. La jalousie de ses confrères nés
Espa 0 ools,à laquelle il sesencsanscesseen butte, le r nd précautionneux. 11 faut toute l'amitié qu'il me porte pour faire pour
moi tour ce qu'il e décide à fair chaque jour. Tu comprends,
ma chère maman, que toute ma tension d'esprit est dirigée de cc
côté, pour ne jamais passer la mesur et obtenir cependant mon
nécessaire. Deux soirs au moins sur trois, je vais prendre le thé
chez lui; on y cause sou\·enr de toi. Je manie avec bien plus de
facilité qu'à l'autre voyage la langue espagnole, et cela contribue
beaucoup au bien-l!tre général que je ressens. La chaleur ici n'est
pas étouffante, et je suis bien mieux, bien plus au frais - il n'y
a pas de doute - que je ne pourrai · me trouver à mon logis de
Paris. M. Camus I n'a pas besoin de se presser: le courses de
1. M. Camus, avoué près le Tribunal civil dt: Vervins, avait coutume de
faire un voyage cl.iaq•Je année, pendant les vacances. H. G.

·o.

NCE o'ESPAG, 'E

taureaux durent jusque vers le deuxième ou le troisieme
dimanche d'octobre. Pour Je moment, elles sont suspendues à
Madrid, où elles ne reprendront gucre que dans une ou d ux
semaines. Je lui écrirai directement un de ces jours. Pour le
moment, j'ai rapporté de la bibliothcque quelques pièces que je
Yeux copier dans mon après-midi et la soirée d'aujourd'hui
dimanche et le soir et le matin des jours suivants. Tant que
cela ne sera pas terminé, il ne faut pa me demander d'écrire une
autre longue lettre. Du reste, je serai heureux de pouvoir te faire
plaisir en lui communiquant les renseign ments qu'il désire :
c'est dans mes principes de chercher à obliger mon prochain,
qui, en Espagne et partout, me le rend bien. - Lowe
revient il y a huit jours du Portugal, où il n'y a pas trace de
mauvaise maladie ; il a rapporté une impression délicieuse de
ce charmant petit pays. Je t'embrasse bien; je ne Yeux pas que tu
m'en veuilles; prends patience, et pardonne-moi mon sans-souci
espagnol. Embrasse bien papa pour moi, et dis à papa Graux que
je fais un beau voyage et que je l'embrasse.
Ton fils,
Charles.

Escurial, près Madrid, Casa de las Yictorioas.
Dimanche 31 août 1879.

Mon cher papa,
Je cr is n'avoir pas écrit depuis dimanche dernier: je me proposais d'écrir une longue lettr à maman ou à toi ce matin;
mais je ne me suis levé qu'à dix h ure , ayant travaillé avec Llaurado hier jusqu'à une heure du matin (il s'ao-issait de traduire
un article rédigé en allemand sur l'influence de l'eau du sol sur la
,·égétation). J'ai gobé mon œuf cru, suis allé à la messe de onze

�CORRESPONDANCE D ESPAGNH

CH . GRAUX

heures, au sortir de laquelle on rencontre toutes ses connaissances
se promenant dans le cloître; j'arrangeai ensuite les chevilles du
violon qu'on m'a trouvé ici, avec de la craie et du savon· car ce
' .
soir, on doit faire un peu de musique mi-vocale, mi de 'violon
Le diable de piano que nous avons est d'un ton trop bas, en
sorte que je suis obligé d'accorder mon violon un ton plus haut
que le piano et de lire en clé d'ut quatrième ligne. Enfin on se
distrait tout de même. J'aurais pu écrire à la suite de mon travail
de l'après-midi, si, de quatre heures et demie à six heures et
demie, Don Felix ne m'avait entraîné dans la montagne. Tout
à l'heure je dîne chez lui; et c'est en deux temps que je vous
embrasse, cinq minutes avant le départ du courrier. Ce soir,
Don Félix veut bien venir à la musique; au surplus, c'est chez
Alcober, son grand ami. Bonne santé.
Ton fils,
Ch.

GRAUX.

Je pars d'ici pour Madrid le 8 septelllbre. M'écrire ici avant
mon départ.

LXII
L'Escurial, mardi soir,

2

septembre 1879.

Mon cher papa,
C'est seulement hier que j'ai su enfin de bonne source l'heure de
l'unique départ quotidien du courrier de l'Escurial pour [laJFrance:
cinq heures de l'après-midi, alors que j'avais toujours compté sept
heures. Ainsi, plusieurs de mes lettres ou cartes ont dû vous parvenir avec vingt-quatre heures de retard sur mes prévisions, et
c'est le cas, par exemple, de ma postale de dimanche. Le personnel des postes est toujours aussi ignorant de son service aujourd'hui qu'à mon précédent voyage.

J'ai lu dans uu journal espagnol un résumé de ce qu'on a
appelé le manifeste du Prince Napoléon . Je pensais presque que
tu m'en enverrais le texte, devant l'avoir reçu, ne serait- ce que
dans le journal bonapartiste du département. En raison du peu
de lettres que tu m'envoies, je te conjecture ou occupé ou tour~
menté, l'un ou l'autre plus qu'à l'ordinaire. J'aime à croire que
ce sera « plus occupé qu'à l'ordinaire», car je ne veux pas croire
que tu sois plus tracassé que de justice, parce que moi, par
exemple, j'étais resté longtemps sans é,·rire. C'est qu'à vrai dire
le temps est encore assez rempli ici, et, dans les six semaines de
voyage que je vais bientôt avoir derrière moi, j'ai abattu pas mal
de besogne. J'obtiens des résultats assez considérables dans mon
étude de la bibliothèque de l'Escurial au point de vue de l'histoire
de sa formation, assez considérables même pour que je songe
sérieusement à en faire le sujet de ma thèse latine, laquelle se
trouverait ainsi prendre une importance à peu près égale à celle
de la thèse française. Je l'intitulerais : « De la formation des
Bibliothèques de n.1anuscrits grecs de l'Escurial et de Madrid . » '
Cela me reporte au temps de Charles-Quint et de Philippe II;
mes acteurs sont les évêques et quelques ambassadeurs espagnols
du temps, les grands humanistes de la seconde moitié du xvre
siècle, les secrétaires de Philippe II; la scène se passe en Espagne
et en Italie (Venise, Rome, la Sicile, Naples). La méthode consiste dans un examen extrêmement minutieux des manuscrits
eux-mêmes au point de vue des renseignements que peuvent
fournir les noms de possesseurs, ou les maTques de classement,
ou les armes, ou les fers de la reliure, examen dont les résultats
sont rapprochés: 1° de quelques inventaires anciens de bibliothèques privées que je retrouve dans les archives de l'Escurial ou
I. Ainsi qu'on le voit ici et dans les lettres suivantes, Ch. Graux a hésité
quelque temps avant de consacrer sa thêse française à un Essai sur les origi11es
du fonds grec de l'Escurial, Paris, 1880, in-8 (Bibliothèque de l'École des Hautes
Études, fasc. 46).

�568

CH. GRAUX

de Madrid; 2° d'indications tirées de la correspondance des
savants, évêques, ambassadeurs, etc ., dont j'ai parlé ci-dessus;
ou 3° de notes recueillies dans les registres d'entrée des bibliothèques 1 • La composition d'une bibliothèque privée est en rapport
avec les études et la tournure· d'esprit du possesseur; l'histoire
individuelle des manuscrits rt la détermination de leur provenance est un élément précieux pour le classement des manuscrits,
qui est la base de tous nos travaux critiques. Tu vois d'ici la
double portée du travail auquel je me suis attelé. J'aurai aussi
l'occasion de retracer les conditions du commerce des manuscrits
grecs dans la seconde moitié du xv1• siècle ; je commence à connaître plusieurs de ces copistes aussi à fond que M. Matton, de
Laon, ses papetiers 2 : par exemple, je ne pense pas pousser jusqu'à
leurs femmes et enfants. Je suis tout réjoui de l'idée qui m'est
venue dans ces derniers temps (voilà quinze jours que je la
rumine) de faire de cette étude ma thèse latine. Outre l'intérêt
qu'elle présentera, j'y trouve l'avantage de pouvoir travailler en
même temps à deux fins: la composition de ma thèse fera avancer considérablement mon catalogue d'Espagne. Je calcule que,
après avoir consacré le semestre d'hiver à mon édition de la Vie
de Démosthene ; et à la rédaction d'une brochure ( que je songe à
insérer dans la Bibliothèque de ]'École des Hautes Études) sur les
manuscrits existant en Espagne des biogr.1phies de Plutarque 4, je
pourrai me mettre sérieusement dès Pàques prochain à l' élaboration de ladite thèse latine; à moins que je ne continue à amasser lentement des matériaux pour ce sujet, tout en commençant
1. Cf. E . Lavisse, loc. cit., p. XLI; voir Rapports de 1879-80, loc. cit.,
pp. 2r3-2r4.
2. Aug. Matton, alors archiviste du département de l'Aisnt·. &lt;&lt; Vers 1879,
M. Matton faisait des recherches sur les fabricants de papier de notre région,
où, actuellement, cette industrie a cessé d'exister. » H. G.
3. Cette édition a paru en décembre I 880, bien qu'elle porte le milléstme de
I 88 r. Cf. Les Te..:les grecs, p. 301 ,. n. I.
4. Ce dessein n'a pas eu de suite.

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

ma thèse française sur les sièges. De toute façon, je serai conduit
à faire un voyage à Munich et un autre à Londres, tous deux, du

reste, relativement courts, dans un délai de deux ans au plus.
Je vais tâcher de m'arranger de façon à aller passer trois ou quatre
semaines à Munich pendant les vacances de Pâques de r88o:
ce voyage, et plus tard celui de Londres, d' ailleurs à mes frais,
car il ne s'agit pas d'épuiser la bonne volonté du Ministère.
Je vis ici très tranquille. Don Félix m'aime, il n'y a pas de
doute, énormément. Excellentes relations : Lowe, que j'appelle
le lion (c'est ce que veut dire lowe en allemand) est un excellent
camarade, et a suffi pour constituer ici avec moi un milieu philologique pendant tout le mois que nous venons de passer ensemble.
Lowe part vendredi matin pour Madrid, et le vendredi ou le
samedi d'après se remet en route pour la Saxe, sa patrie. Moi, je
n'aurai terminé ma premiere révision des cinq cent quatre-vingts
manuscrits d'ici que samedi ou mardi prochain: ce n'est qu'alors que
je partirai pour Madrid. Presque aussitôt, vers le I2 ou le 14 courant, je ferai ma petite excursion à Lisbonne, à titre de voyage
presque de pur agrément et de repos : car j'aurai peu à travailler
là-bas, c'est sûr. La suite de l'excursion en Galice, Asturies, etc., est
à peu près abandonnée: il faut que je coure au plus presse, qui est
mon triple travail (Plutarque, histoire des bibliothèques, les
photographies) à l'Escurial et à Madrid. Faites-moi parvenir des
nouvelles poste restante à Madrid entre le 9 et le r2 courant. Je
vous indiquerai quand le moment sera venu de m'en envoyer
ensuite à Lisbonne. J'aurai · 1a photographie d'une page que je
viens de choisir tout à l'heure dans le fameux manuscrit qu'a
possédé S• Jean Chrysostome, et qui est dans la chambre aux
reliques de l'Escurial '.C'est le photographe d'ici, un brave homme
avec qui je suis devenu bon ami depuis une quinzaine de jours, c'est
lui, dis-je, qui fera la chose, et, pour ce manuscrit, sans que je m'en
mêle. Cela réussit grâce à ce fait que ledit brave bonhomme de
r . Voir ci-dessus lettre LI.

�570

CH. GRAUX
CORRESPO. DA.'CE

photographe est au plus ami avec le vieux Pc'.:re Pagès, le supérieur
du monastère. Ce n'e t qu'en rentrant à Madrid que je trouverai
de nouvelles de Dujardin (l'héliograveur) et que je pourrai .:ommenc r à m'occuper sérieusement de ma campagne photographique: personnelle. Je jouis d'une xcellente santé, et \'OUs
voyez que mes affaires sont en bonne voie. Je vous embrasse bien
tous.
Ton fils

Ch.

GRAU,.

o'ESPAG,'E

57 1

je sais dès maintenaot la provenance de plus des trois quarts. Je
vais cette emaioe-ci prendre un à un les récakitrancs pour tâcher
d'en réduire quelques-uns à merci ' par di,·crs moy 11s simples et
rapides que j'ai dl!s maintenant en main. Plus tard, en octobre,
je verrai par d'autres moyens, qui ne s ront applicables qu'alors,
s'il sera possible de tirer au clair l'origine de ceux qui auront
résisté aux premiers efforts. C'est samedi soir que je :ne propose
de rentrer à Madrid. J'ai rendez-vous dimanche matin aYec
:incho Rayon, le bibliothécaire du
inistère de l'Inscruction
publique, excellent homme et fort mon ami, pour nous entendre
au sujet de notre campagne photographique et commencer la
chose des las mai ne prochaine. Le Portugal-ceci \'a te réjouir c t reculé un peu; j'en ferai un voyage presque de pur agrément,
très court, fin septembre as ez probablement. J'ai renoncé à aller
à antiago, d'ou d s amis sûrs qui y vont, me rapporteront les
rens ignement qu'il me faut. C'est que, pour venir à bout des
traYaux commencés, je n'ai que peu d'instants à perdre. Garbe
vient de m'écrire du ou,·ion ou il est depuis quinze jours; sa
lettre m'e t arrÎ\'ée ce matin : il me raconte la fin de son voyage
d'Angleterre, ne me parle pas de sa santé - d'où je conclus qu'il
va bien - fait ses affaires afin d'être complètement libre pour
le moment de l'ouverture de la chas e fixée, dit-il, au 1 5 courant, ne sait pas encore quand il ira à Yen·ins, compte rentrer à
P,1ris Ycrs le r 5 octobre. J'avais reçu avant·11Ïer soir la ;posc,.Je de
papa du 4 au matin. Je suis content de savoir la aile à manger 1
:\ peu pn:s finie ; je uis tout désireux de la voir sous son nouvel
aspect. Comme je m'arrano-erai de façon à passer quelques jours
à \' en·ins a,·ant la Toussaint, il n'y a plus qu patience à prendre.
Hier soir, Lüwe et moi avons diné chez Don Félix. C'est fête
2

LXIII
L'Escurial, Casa de las Yictorinas.
8 septembre 79.

Ma ch re maman,
Ton billet de jeudi m' st arrivé hier soir; il m'a causé beaucoup de plaisir malgré sa briéveté. ous voib\ bien racornmodés: je suis surtout bien aise du ton cal1m: et aimant de te. di.·
lignes. Quant au violon, merci. J'en ai peu joué; le piano ne
valait pas la peine de se procurer dt: bonne musique de violon, et
l'on s'est surtout contenté de chanter. Je suis devenu ici maître
de chant et maîtr chant ur. Enfin on e distrait en sabrant plus
ou moins mal, mais avec toutt.: sorte de bonnes intention ,
d'exc llente musique de chant, chubert, Mendelssohn, Mozart,
Gluck Monsigny, Grétry, etc. Cette p rite somme de distraction
tranquille, jointe au travail assidu et passionnant de la bibliothèque, et les bons rapports a\·ec le bon Don Félix aidant, me
font passer ici le temps sans que je le ente autrement que pour
ne pas le laisser se sauver sans profit. Le profit est, en ffet,
très net et ass z considérable. J'ai terminé samedi soir la premièr
révision des cinq cent q uatrc-vingts manuscrits grecs de l'Escurial:

1.
2.

Cité p:tr E. L1visse. /(,,:. cil., p. xu.
ur l'objet de cette « campagne photographique

cil., p.

ii,

,·oir E . U\'ÎSSc, /oc.

XL.

3 C'~t-à-dire ):i salle à manger de la m3ison du Pont-de.Pierre. H. G.

�572

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

aujourd'hui ici, d'obligation, car il y a pl:Us -~~ fêtes_ icj qu'en
France. La bibliothèque est fermée. Ce matm, t a1 travaille sur les
notes prises pendant la semaine et préparé le :ravai~ d; demain;
Cette après-midi, je vais m'installer chez Don Félix, qm ma empor_te
de la bibliothèque chez lui des papiers que j'ai besoin de d~pomller. C'est ce qui fait que j'écris si fort à la hâte et que Je vo~s
quitte brusquement. Écrivez-moi main:et:ant jus~u•~ nouvel _avis
à Madrid, poste restante; je pense, mais Je ne pms _etre en?èrement sûr, que je trouverai un logemeut dans ma maison de-1 Arena! J 5 bis. Ma santé est parfaite .
.
.
Je t'embrasse bien et te charge d'embrasser bien papa pourm01.
J'embrasse aussi papa Graux et les autres.
Ton fils,
Ch.

GRAUX.

LXIV
Escurial,

12

septembre 1879, 7 h. du soir.

[A sa mère)

Je te réponds dès ce soir quelques mots à t_on affe~tue~s~
lettre de dimanche soir, bien que la lettre ne d01ve partir d 1c1
que demain à cinq heures après-midi: demain,_ le temps_ me fera
défaut. Je vais coucher demain à Madrid, ou Je passerai toute_ l~
semaine; puis, le dimanche 21 c_ourant, je re~iendrai p~endre1_c1
la suite de mes recherches. La ra1son de ce petit voyage a Madnd
- tu sais, par parenthèse, qu'il n'y a pas plus [loin]_ que de Vervins à Laon - est do11ble : mes plaques photographiques et mon
objectif sont arrivés et m'attendent chez Sancbo; il est ~emp~ q_ue
je m'occupe de cette partie de ma mission. D'autre part, s1 la b1bhotbèque d'ici est riche en manuscrits, les livres imprimés y son~ en
nombre restreint, surtout les récents; et, de pl us, les deux tters
de ceux qui existent sont comme s'ils n'existaient pas, vu que le

573

seul catalogue que Don Félix ait à sa disposition correspond à un
rangement antérieur à l'incendie de 1872 et très différent de
1ordre act11el: si bien que les livres qu'on trouve dans le catalogue sont introuvables sur les rayons. Je vais donc à Madrid où
je travaillerai pendan~ les heures de la Bibliothèque Nationale à
ma collation de Démosthène; puis, après trois heures de l'aprèsmidi, j'irai consulter tantôt à PAcadémie de !'Histoire, tantôt à la
Bihliothèqur;: du Palais-Royal, les livres imprimés dont j'ai besoin;
enfin, le soir, je trouverai à l' Athénée scientifique, qui est une sorte
de cercle littéraire richement monté en publications périodiques
de rous pays, la Revue des Archives espagnoles dont j'ai huit ou
[dix] petits volumes à parcourir; tout cela au point de vue de
mon histoire de la formation de la collection de manusctits grecs
de l'Escurial, qui est décidément un sujet plein d'intérêt et qui
va fournir énormément. Je songe maintenant à en faire ni plus ni
moins que ma thèse française: « Recherches sur la formation de
la bibliothèque de manuscrits' grecs de l'Escurial ». Et ce pourrait
être le premier volume d'une publication qui en comprendrait
plus tard un second, à savoir le catalogue des autres manuscrits
grecs d'Espagne, plus un album d'héliogravures de manuscrits
grecs de l'Escurial et de Madrid, le tout sous un titre général,
comme NoLes sur les collect·ions espagnoles tle manuscrits grecs '. Bref,
je rumine beaucoup tous ces projets de livres, et il en devra sortir
quelque chose.
Mais (oubliè que j'ai peu de minutes à moi avant qu'on ne m'appelle à diner. Pour peu que toi ou papa vous tardiez deux ou
trois jours à répondre à ces lignes, je serai de retour ou sur le
point d'être de retour à l'Escurial pour qu:md votre lettre arrivera: adressez. donc ici la prochaine lettre après le reçu de la présente etde même les suivantes jusqu'à nouvel ordre. Je pense renr. Comme on le sait, ces divers ouvrages ont paru, mais ne portent pas de
titre général; d'eux d't:ntrl' eux, d'aUfeurs, ont été publiés après la mort de
Ch. Graux.

�CH. GRAUX

CORRESPO, •nANCE D'ESPAGNE

trer à Madrid le 1•• ou le 2 octobre pour l'ouverture du Teatro Real
(à la fois le grand Opéra et les Italiens de Madrid). Cela me
ferait bien gros cœur de ne pas pousser une !Jointe jusqu'à Lisbonne, ne serait-ce que de six ou sept jours, et je pense bien que
je réaliserai ce projet vers la seconde semaine d'octobre. Tu as
absolument tort de t'effrayer de l'état sanitaire du P01tugal qui
est en temps ordinaire, et notamment en ce moment, excellent et
supérieur, s'il est possible, à celui du p1ateau central de l'Espagne.
C'est avec le plus vif plaisir que je me suis rendu compte que
papa vaquait tranquillement et activement à ses affaires et à ses
travaux de réparation et d'embellissement de notre maison. Tes
explications sont convaincantes, et m'ont mis au fait de ce qui
s'est déjl fait et de ce qu'il est question de faire encore chez nous.
Je suis vexé de ce qu'on vole mes poires: il faudra que Garbe
vienne cette année faire la chasse _aux voleurs 1 , je m'en vais lui
écrire cela. Ne te prive pas quant à roi et ne me prive pas de
longues lettres : quand elles sont soigneusement écrites et raisonnablement pensées, comme celle que j'ai eue ce matin, c'est tout
profiter tout plaisir. Je mène la vie la plus paisible du monde,
et la plus étrangère à la politique tant française qu'espagnole :
j'ai complètement oublié pour l'instant la première, et l'autre
n'a pas d'intérêt pour moi. Il y a maintenant six semaines que
je n'ai tenu d'autre journal français que le Soleil que papa m'a
envoyé un jour. Don Félix a été on ne peut plus sensible au rôle
que tu lui fais jouer dans la tr.i.nquillité de ton esprit, et t'assure
que je suis sous bonne garde, qu'on ne te me tuera pas, YU que
son bâton a une grosse crosse et sou bras une bonne poigne, et
vu aussi qu'on n'a pas l'habitude de tuer les gens à l'Escurial : les
taureaux, c'est une autre affaire.
Je ne veux pas cependant qu'il soit entendu que tout ce que je
r. « Les \·oleurs de poires, c'étaient, si je me souviens bien, des loirs.

H. G.

D

575

fais est très bien et que je sois parfait. Je m'arrange de façon à
ce que tom réussisse du mieux que je peux le faire réussir; au
surplus, je m'accorde à moi-même que je suis passablement capricieux, et, à l'occasion, je fais comme coi, je me passe &lt;les fantaisies,
ce qui me range très nettement au nombre des êtres imparfaits.
Mais du moment que je te suffis comme cela, c'est tout ce que je
veux. J'embrasse bien papa et toi, sans oublier les autres.
Ton fils,

Ch.

GRAUX.

LXV
Madrid, Arena!, 15 duplicado,

20.

19 septembre [1879] au soir.

Mon cher papa,
Je ne sais pas comment cela se fait, mais 1c1 Je trouve encore
moins qu'à l'Escurial le temps d'écrire. Nous sommes maintenant à peu près en automne, température charmante: assez souvent le soir, on met le pardessus d'été. J'ai été deux fois, la dernière après l'arrivée du courrier d'aujourd'hui, voir à la poste
restante si j'a\.·ais quelque chose de maman ou de toi; j'y passerai
une dernière fois dimanche après-midi, devant retourner à l'Escurial soit dimanche soir, soit lundi. A l'Escurial, mon adresse est
toujours Casa de las Victori11as: écrivez-m'y roi ou maman. Je
pense y rester jusqu'au 2 octobre au moins, peut-être même un
peu plus. Depuis quatre jours, toutes les matinées se passent à la
photographie '; après une séance d'installation et une autre de
1. Sur les photographies faites tant à Madrid qu'à l'Escuüal, cf. Rapports de
1879-80, pp. ::i.14-215 et pp. 217-223. Voir aussi Fac-similis de 111a1111scrils grecs
d'Espagne, gravt!s d'après les photographies de Charles Graux, avec transcriptions
et notices, par Albert Martin. Paris, Hachette, 1891, in-80 l.!t album de
planches in-folio.

�577

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

tâtonnements, nous sommes an-ivés, Sancho et moi, à obtenir
constamment de bons clichés. Je fais au moins les deux tiers de
la besogne moi-même, dont je suis tout fier: au moins, mes
photographies seront bien de moi, et non pas seulement commandées par moi: Le plus compliqué, c'est de photographier les
manuscrits de l'Escurial sans me servir, sinon pour un très petit
nombre, de Selfa, le brave photographe qui est installé là-bas. Je
crois que je vais faire venir tout l'appareil dont nous nous servons ici avec Sancho, sur une charrette, à l'Escurial : en trois ou
quatre jours de temps, j'aurai fini la pose de tous les manuscrits
de là-bas; je reviendrai alors révéler et fixer mes plaques dans le
laboratoire de Sancho. Cela m'amuse beaucoup. Je me porte très
bien. Je vous embrasse bien tous.
Ton fils,

je ne lui ai pas encore 'répondu. Je me réjouis de le savoir au
Pont-de-Pierre demain dimanche : s'il s'y trouve. encore à l'arrivée de ce mot, dis-lui que je l'embrasse, et qu'il m'écrive n'importe quoi et le moment de son retour à _Paris, sans attendre de
recevoir la lettre que je veux lui écrire tous les jours et qui sera
faite Dieu sait quand ! J'ai eu ces jours passés une assez lourde
correspondance à régler et je n'en suis pas encore sorti. Ma santé
ne laisse rien à désirer. J'ai ici en ce moment pour compagnon
le professeur Justi, de Bonn 1 , qui s'occupe de l'histoire des beauxarts au Moyen Age, à la Renaissance et dans les temps modernes.
Le mois qui me reste va être bien rempli par le travail qui me
reste tant à l'Escurial qn'à Madrid: si j'étais allé en Portugal et
en Galice, je n'aurais pas pu terminer ici. Je vous embrasse bien.
Ton fils,

Ch. GR.

Ch. GR.

LXVI

LXVII

L'Escurial, samedi 27 septembre 1879.

Escurial, 3 octobre 79 .

Ma chère maman,
Je viens de recevoir ta postale d'avant-hier matin. Je suis tout
tout content de voir la salle à manger s'arranger. Ici, mes affaires
vont leur petit train. Je compte recevoir cette après-midi mon
appareil photographique par un voiturier qui revient de Madrid.
Il m'a fallu me démener pas mal pour obtenir de travailler dans
les conditions que je voulais; mais j'y suis enfin parvenu. Je
commencerai donc après-demain matin à prendre les photographies des manuscrits de l'Escurial. :Étant donné le petit nombre
d'heures de bonne lumière que j'aurai chaque jour dans l'endroit
où je vais m'installer, j'en ai pour toute la semaine. La réponse
à cette carte doit donc venir encore ici; la lettre qui suivra, à
Madrid, Arenal, etc. Garbem'a écrit en dernier lieu le 4 septembre;

Mon cher papa,
J'ai reçu avant-hier ton Soleil du 28 septembre, où j'ai lu
avec intérêt les alinéas relatifs à Albert Dumont et à M. Bourget.
Tu es donc abonné au Soleil? J'étais allé à Madrid lundi soir; j'en
suis rentré mercredi soir. J'ai onze clichés de l'Escurial de terminés. Il m'en reste à faire huit ou oeuf, quand j'aurai un soleil
à ma guise, j'espère, au plus tard, lundi et mardi prochains. Huit
ou neuf autres petits clichés sont réservés pour plus tard, pour
cause de manque de petites plaques. Ces petites plaques doivent
r. M. C. Justi, l'auteur du bd ouvrage intitulé: Diego Velasquez. und sein
2 vol. , gr. in-8 (2,e édit., 1903).

Jalirlnmdert, Bonn, r888,
Revue hispanique.

x111,

37

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

arriver à Madrid le 9 ou le 10. Pour les recevoir, et d'autre part
pour assister à l'ouverture du Théâtre Royal (le ro?), j'irai à
Madrid de nouveau mercredi ou jeudi prochain passer trois ou
quatre jours; puis je reviendrai achever ici ma campagne photographique, qui est assez lourde à mener; mais j'ai confiance que
j'en sortirai, puisqu'elle a bien commencé. Demain, il y a
c~urse de taureaux ici pour les amateurs (surtout les élèves de
l'Ecole forestière) et bal le soir; au bal, j'irai. Écrivez-moi pour
le 10 à Madrid, Arenal etc.; avant et après, ici. Je compte toujours retarder mon retour jusqu'aux derniers jours d'octobre. Je
me porte toujours très bien. Je vous embrasse.

monastère; en revenant de Madrid, l'autre jour, j'ai rapporté
tout ce qu'il me fallait pour cela, et j'évite ainsi de faire
perpétuellemrnt la navette entre l'Escurial et Madrid. Je sens que
je sortirai à mon honneur de ma campagne photographique,
quelque hardie qu'elle ait pu paraitre. Embrasse bien papa pour
moi. J'embrasse aussi les autres.
Ton fils,

578

579

CH. G.

LXIX

CH. G.
L'Escurial, 4 octobre 79.

LXVIII

Mon Garbe,
L'Escurial, samedi 4 octobre 1879.

Ma chère maman,
J'ai reçu hier soir ta postale du mercredi matin. Je suis bien
content que mon absence ne te mette pas cette fois-ci l'esprit à
l'envers. Le fait est que cela ne serait pas raisonnable, vu que je
suis très bien ici. Malgré tes propositions, j'irai d'abord passer
trois ou quatre jours à Vervins
en rentrant de voyaoe
•
b , vers le
rer novembre. Papa et toi viendrez ensuite quand il vous fera
plaisir et que la température invitera le plus au voyage. Je veux
bien que tu me conserves quelques œufs pour l'hiver. Puisque
vous vous portez tous bien, il n'y a rien à désirer de ce côté : de
même à mon égard. Ma journée photographique d'hier a été très
bonne. J'ai fait six clichés qui sont de mes meilleurs. Voici que .
j'en ai déjà de l'Escurialseize; si le soleilsemontretoutà l'heure,
j'ai l'intention d'en faire encore six aujourd'hui. Je révèle maintenant ici-même, dans le laboratoire de Selfa, le photographe du

Voilà de bien longs silences de ma part! J'ai été très, mais très
occupé depuis que je me suis mis à la photographie. J'ai commencé à Madrid vers le milieu du mois passé . Installation assez
commode et pour poser et pour manipuler dans le labo de Sancho Rayon, un homme charmant, cœur d'or, bibliothécaire du
Ministère de !'Instruction publique, assez habile photographe
d'ailleurs, ami des bibliothécaires de la Nationale de M:idrid. On
nous envoya de la Bibliothèque les manuscrits chez lui : ainsi
on est maître de ses mouvements. Nous prîmes onze dichés définitifs en quinze essais ~Ils me paraissent généralement très satisfaisants. La besogne à Madrid n'est pas terminée avec cela; il y
reste : r 0 un ms. de l'Université Centrale que nous ferons dans
une douzaine de jours ( un cliché); 2° mon Plutarque de Madrid
et le Lydus du Palais dont je prendrai des fac-similés pour
annexer à un eetit travail que je publierai avant route autre chose
et peut-être dès Pâques r88o : c&lt; Notes sur quelques manuscrits
grecs d'Espagne : Aristote, Plutarque, Numénius (texte philoso-

�580

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

phique, inédit), Choricius (id.) et Lydus. » 1 Les photographies
tirées de ces deux manuscrits nommés en dernier lieu ne sont
pas destinées à faire partie de ma collection paléographique, car ils
n'ont point d'importance suffisante au point de vue de l'écriture.
Voilà pour Madrid. Ici, à l'Escurial, la situation parut d'abord se
compliquer. Malgré la « Real Orden l&gt; dont j'étais muni, et
qui portait que « le Roi avait tenu à me donner l'autorisation
nécessaire pour que je pusse photographier tous les manuscrits
et dessins de la bibliothèque &gt;J, Don Félix ne voulait pas laisser
sortir les volumes de la bibliothèque, ou ne voulait pas les laisser
sortir plus loin que dans la galerie contiguë àla biblio.t bèq ue. Mais
dans èette galerie le soleil ne pénètre presque jamais. Jé me démenai toute une soirée chez lui, en buvant du thé, comme un ou
plusieurs beaux diables. Il ne voulait pas créer pour moi de précédent dont d'autres plus tard s'armeraient contre lui. Je parlai de
retourner à Madrid par le train suivant, afin de lui rapporter un
ordre formel le forçant à me laisser emporter les manuscrits là où
je voulais, ce qui .é tait un moyen de couvrir sa responsabilité
pour le présent et pour l'avenir, puisqu'ainsi il nem'auraitfaitde
son chef aucune faveur, obéissant seulement à un ordre supérieur
spécial. Quand il vit que je ne reculerais devant rien pour en
arriver à mes fins, il mit de l'eau dans son vin. Le lendemain, j'arrangeai les choses en exigeant un peu moins que la veille, comme
j'ai l'habitude de faire quand je vois qu'on commence à céder. De
la sorte, tout finit par s'arranger comme par enchantement. La
situation est bien inférieure à celle de Madrid. Ainsi, bien qu'ayant
une celltùe du monastère fermant à clé pour tout mon attirail, les
manuscrits n'y peuvent pas passer la nuit, et, si je veux commencer à travailler à six heures du · matin, il faut que le garçon de la
bibliothèque aille chercher la clé de la bibliothèque chez Don Félix à

six heures du matin, et que moi, premièrement, j'aie été réveiller
le aarcon de la bibliothèque. Même dans l'intervalle de midi à
deux heures et demie, pendant lequel je n'ai pas de soleil, les
manuscrits rentrent à la bibliothèque, et comme à deux heures le
garçon est occupé à montrer la bibliotheque aux étrangers, j'ai
toutes les peines du monde à ce moment-là à avoir de quoi. travailler, car, moi, je n'ai pas le droit de transporter les manuscrits de
mes propres mains de la bibliothèque à mon installation. Je perds
souvent ainsi une demi-heure ou une heure sur les deux heures de
travail qu'il y a à peu près dans l'après-midi. Tout cela est
ridicule et absurde; mais je m'estime encore heureux d'en pouvoir sortir d'une façon quelconque.
Mon installation pour poser, c'est une galerie assez haute, soutenue p:ir des colonnes ioniques, formant un angle droit, ouverte
au levant et au midi. Le soleil n'entre assez profondément sous ce
portique pour frapper mon manuscrit à peu près perpendiculairement (avec un tirage de chambre de un mètre cinquante environ, plus la distance, à peu près égale, de l'objectif à l'objet), que
quand il est assez bas sur l'horizon, c'est-à-dire depuis son lever
jusqu'à dix heures, et de deux heures au moment où il se cache,
vers quatre heures, derrière un toit. Sur une espèce de balconpassage, j'ai en outre une autre heure de soleil direct de onze à
midi. Ma machine, montée sur roues, et qui porte avec elle une
petite charpente sur laquelle s'installe le manuscrit, évolue suivant
la position du soleil dans le ciel et pJrtant de l'ombre tant des
colonnes que du toit sous mon portique. Après chaque manuscrit
ou chaque deux manuscrits, je pars avec armes et bagages pour un
site nouveau, bien heureux quand l'ombre n1envahit pas la page
pendant la pose même, ce qui a failli me gâter deux clichés. Le premier jour, lundi dernier, je pris sept clichés dans ma journée. Le
soir, j'allai coucher à Madrid, et le lendemain matin nous révélâmes, Sancho et moi; la gélatine d'un de nos clichés se leva, mais
les six autres se fixèrent sans accident et sont suffisamment bons.
Cela me donna confiance. J'emportai avec moi les produits

r. Projet non réalisé. Sur Je texte de Nurnênius (Escuria1, &lt;1&gt;-1I-n), voir
Ch.-Êmile Ruelle, Le pbilosophe Nuniènius et s011 prétwdu tmüé de la Afatière,
dans Revue de philologie, XX (1896), pp. 36-37,

::,

&gt;

�CH. GRAUX

nécessaires avec l'intention de revéler désormais à l'Escurial même
où Selfa, le photographe du monastère, mettait obligeamment son
labo à ma disposition. La journée de jeudi fut presque tout le
temps nébuleuse : le soleil se montrait, puis se cachait. Une fois,
trompé par l'apparence, je crus avoir le temps de profiter d'une
éclaircie. A peine l' operation commencée, le soleil se voila et la
lumière baissa tellement que je posai vingt minutes. Le manuscrit était d'une lettre grosse et nette sur foncl blanc; j'obtins
cependant un assez bon cliché. Je révélai le soir chez Selfa dans
de detestables conditions, seul avec une hnterne rouge que je ne
pouvais accrocher nulle part et qui m'éclairait de bas en haut, ou
mieux ne m'éclairait pas du tout 1 • Des quatre clichés sur lesquels
j'opérais, deux vinrent assez à mon goût; le troisième était une
grande plaque de trente sur trente-six centimètres, que je révélai
assez maladroitement, en sorte qu ïl y a un côté plus noir que
l'autre : telle qu'elle est, elle n'est cependant pas manquée et
peut donner une bonne héliogravure; le quatrième cliché se leva
partiellement, mais comme la partie que je désirais surtout
recueillir - la souscription - est bien venue et sans accident, le
bilan de cette joutnée énervante est moins mauvais qu'il ne
m'avait paru d'abord. Je me suis rattrapé hier, où (ai fait dans de
bonnes conditions de lumière, cette fois, six glaces, savoir cinq
de 24x30 et une 27x33. Selfa me prêta son laboratoire de jour,
m'aida même : nous perfectionnâmes mon installation et mon
outillage. Ce sont les six meilleurs clichés peut-être gue j'ai
obtenus dans toute ma campagne jusgu'ici. Maintenant, je suis à
peu près sûr de terminer dans de bonnes conditions; le seul
ennui est gue le soleil à cette saison de l'année n'est plus constant; hier il ne s'est éclairci qu'à huit heures et demie du matin;
ce matin, je l'attends deruis six heures, et il en est maintenant
bientôt huit; je ne sais pas encore s'il se décidera à venir travailler
là-bas à nos fac-similés. Il me reste à photographier, soit aujourI.

Cf. E. Lavisse, loc. cil., pp.

XL-XLI

et Rapports de 1879-80, p. 128

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

d'hui soit lundi soit mardi ( quand il fera beau), quatre pages ordinaires, dont une 30X36; puis deux pages de manuscrits à peintures byzantines; enfin un portrait de Michel-Ange peint par
son atni le portugais Hollanda, que j'ai vu dans un livre de dessins
conservé à l'Escurial et qui est du plus vif intérêt : nous en ferons
tirer à Paris seulement six ou huit exe1nplaires pour nous et les
nôtres 1 • Mercredi ou jeud;, j'irai passer trois ou quarre jours à
Madrid, où j'assisterai (vers le ro) à l'ouverture du Théâtre
Royal : Les Huguenots avec la Retzké et Gayarre, un ténor
fameux et d'avenir. On m'a promis de me procurer une place, ce
qui sera extrêmenient difficile, vu l'importance de cette sorte de
premùlre pour le Madrid dilettante. J'y recevrai le 8 ou le 9 un
nouvel envoi de plaques que doit me faire demain Du jardin; ce
sont de petites plaques et des demi-plaques pour recueillir des
fragments de pages, des souscriptions, des titres, des ornements,
des initiales, etc. J'ai une dizaine de petits clichés de ce genre à
prendre encore ici, puis, vers le 15, je rentrerai définitivement à
Madrid pour y achever le mois en collationnant le reste de mon
Plutarque et mettant la dernière main au catalogue des manuscrits
grecs du Palais, que Zarco désire me voir achever maintenant. Je
serai à Vervins pour le 1•r novembre environ, et j'espère que
vers la fin de la première semaine de novembre nous reprendrons
notre vie d'intérieur, rueMongë Je te souhaite autant de lièvres
que j'ai trouvé de variantes i. Te portes-tu bien? En temps de
chasse, je l'espère. Écris-moi ici; que je reçoive ta lettre avant le
15. Communique cette lettre à Vervins. Je t'embrasse. Souvenirs à ta grand'mère et à ton parrain.
Ton
2 •

CH.

GRAUX.

I. Sur ce portrait de Michel-Ange, voy. Magasin pittoresque, 49" année, 1881,
p. 2 73·
2. Ch. Graux habitait alors 26, rue Monge.
3. Cité par E. Lavisse, loc. cil., p. XL.

�CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

LXX
Madrid, dimanche

12 octobre 79.

Mon cher papa,
J'ai reçu ta carte-postale du 5, ici à Madrid. Je vois avec
plaisir qu'il n'y a rien de neuf à V.:rvins en fait de choses désagréables. Ce mot t'arrivera peut-être un peu avant Garbe : dislui de m'écrire du Pont-de-Pierre (adresse de Madrid, Arena!,
etc.) ..... J'espère qu'il n'y aura rien de changé dans la situation
de Garbe ', et que nous reprendrons notre même genre de
vie de l'année dernière; mais qu'il me le dise. Je pense passer à
Paris le 3 novembre environ et me trouver à Vervins au milieu
de vous le 4 pour ma fête : je ne resterai que quelques jours.
La recherche historique sur la formation du fonds grec de
l'Escurial, je ne pourrai la terminer avant de partir : du reste, tu
comprends, par la nécessité que j'entrevoyais .déjà d'un double
voyage à Londres et à Munich, que ce n'est pas un petit sujet.
La question s'étudiera petit à petit; elle est vaste, et demandera
du temps et des voyages. Peut-être verrai-je le bout de la collation du Plutarque, à laquelle if: vais me remettre sérieusement
dema.in. Pour ce qui est des photographies, je pourrai chanter
victoire sur toute la ligne. La journée de samedi dernier a été
décisive. J'ai pris ce jour-là dix-sept clichés à l'Escurial, que j'ai
révélés le lendemain ici, tous heureusement. En arrivant à la fin
de la campagne, je commence à savoir bien mon métier de photographe de documents. Je mettrai plus tard à profit cette habileté, quand il s'agira de monter ma collection de fac-similés de
Paris. J'ai en .ce moment cinquante et quelques clichés. Il n'en
manque plus qu'une douzaine, presque tous petits ou faciles,
dont trois à l'Escurial et le reste ici.
r. M. Garbe était à cette époque préparateur de physique à ]'École Normale
Supérieure.

Je suis ici pour trois ou quatre jours, afin d'assister à l'inauguration du Théâtre Royal dont le jour n'est pas encore sûrement
fixé, par suite de l'indisposition du ténor; trois jours à la fin de la
semaine à passer à l'Escurial, et je rentre définitivement à Madrid
pour jusqu'à la fin du mois .
Parmi mes photographies, il y a trois reproductions de portraits peints par Hollanda (première moitié du xv1• siècle) : r O de
Michel-Ange vieux; 2° du doge L1ndi; et 3° du pape Paul III
(tous deux contemporains de Michel-Ange). Ils sont bien venus,
et j'en pourrai distribuer quelques tirages photographiques ordinaires aux amis. Ils ont chacun vingt et quelques centimètres
de diamètre: ce sont des ronds. Les trois, bien encadrés, pourront
occuper une belle place dans notre salon. A M. Magnier je donnerai le pape, qID; est assez beau, magnifiquement habillé et paraît
un très digne et très saint homme. Mes reproductions de portraits
sont, comme celles des manuscrits, en grandeur égale à celle de
l'original. Je vais bien. Je vous embrasse bien tous. Écrivez-moi.
Ton fils,
CH. GRAUX.

LXXI
Madrid, Arena! etc ., 15 octobre.soir (1879).

Ma chère maman,
Je suis rentré hier à sept heures et demie du soir à Madrid, cette fois
avec tous mes bagages. C'était hier la première représentation de la
saison au Théâtre Royal; on donnait les Huguenots. J'ai pu trouver à me caser, en graissant légèrement la patte d'un ouvreur;
j'ai eu, à partir du milieu de la soirée (j'étais arrivé tard, et, par
suite J'un malentendu, on ne m'avait pas gardé de place), un bon
fauteuil d'orchestre de cinquième rang, qui certes ne m'a pas coûté
cher; et dire que ces places-là se sont payées aux revendeurs jus-

�586

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

CH. GRAUX

qu'à cent vingt-cinq francs l'une, tant il y avait de désir de la part de
tout Madrid d'assister à cette premiere ! Demain commence pour
moi une période de travail serré. La Bibüothèque Nationale me
prête le Plutarque dont il me reste une grosse part à collationner;
je vais y travailler dans ma chambre du matin au soir. J'espère en
voir la fin en dix jours. Le 27, je pense retourner à l'Escurial ou
j'ai abandonné un travail inachevé et qu'il est nécessaire que je
finisse de ce voyage-ci. Je rentrerai à Madrid le 3 r au soir, pour
prendre le lendemain après-midi mon billet pour Paris. Je serai
chez moi le 3 au matin : j'y déjeunerai, dînerai et coucherai, et
viendrai le lendemain à Vervins par le train qui part de la gare du
Nord à neufheutes moins dix du matin. Ce plan est bien arrêté dans
ma tête, et il faudrait qu'il survînt de l'imprévu urgent pour que je
me décide à le modifier, ne serait-ce que d'un seul jour. J'achèverais la semaine avec vous, et pourrais rentrer à Paris par
exemple le dimanche 8 par le train départ de cinq heures.
Comme je vais être très occupé, n'attendez pas de lettre prochainement. Mais écris-moi, toi. Je me porte bien, comme à l'ordinaire. Je vous embrasse bien.
Ton fils,
CH. GRAUX.

LXXIII
Barcelone, mercredi soir [17 mars 1880].

Mes chers parents,
Hier matin, j'ai jeté dans la boîte de l'express de Cette, à la station de Narbonne, une carte-postale qui vous faisait suivre à
grandes lignes la première partie de mon voyage. De Narbonne
1.

Ici commencent les lettres du troisième et dernier voyage.

à Perpignan, puis à Port-Bou (frontière), le train s'est ralenti.;
de Port-Bou à Gérone et de là à Barcelone, encore plu;; _mais
le passage des Pyrénées était inté~ess~n.t comme coup d ~,11. ~e
n'étais pas fatigué. J'ai reconnu un 111gen1eur espagn.~l .qu: lavais
rencontré l'automne dernier à l'Escurial. Plus tard, J ai fait route
avec des Catalans; j'étais tout étonné d'entendre par ci par là une
partie de ce qu'ils disent. Ici, à Barcelone, je me sens for~ à mon
aise. J'ai revu tout à l'heure le brave Closas,. le fa~nc~nt de
cordes à guitare, et sa famille; j'appo~tais un: petite croix d o_r, du
« Bon-Marché • ,, à sa petite fille, qui est maintenant entre dix et
onze ans ; elle tapote sur un piano comme elle P~~t; bo_nnes
gens. J'ai fait visite avant le diner au profefseur Mtla, to~J~urs
aussi aimable et avec qui j'ai passé un bon moment. Le ynncip~l
était ma visite à la bibliothèque de l'Université, où ie venais
dépouiller un volume composé de, let~res (l~s ~utograp~es m~me)
adressées à Antoine Augustin ' . Javais écnt 11 y a trois mo~s a~
bibliothécaire pour lui demander s'il savait si ce volume ex1sta1t
toujours à sa bibliothèque, et je n'avais pas eu ,de réponse. En
arrivant, voilà qu'il paraît que le volume ne. s est. pas tro.uvé,
qu'on est depuis trois mois dans une cruelle mcemtude, faisant
porter le soupçon de vol sur tel ou tel, ,n.e sachant :u f~nd qu.e
penser, et n'osant pas me répondre, d aüle_ur,s, qu 011 ignor~tt
ce qu'était devenu un volume célèbre et cons1deré par les érudits
espagnols comme de grande valeur. Bref, grand ~moi. Ne sa~h~nt
que faire, j'examine le catalogue des roanuscnts de la b1~hothèque ; j'y rencontre à sa place naturelle le volume en question:
on va au rayon, et il était bien tranquillement à sa place. P~ndant
un quart d'heure, Aguil6, qui est un bibliot~écair~ fort auna~le
et des plus serviables, m'expliqua comment ~l ava1~ pu ~e fai~e
qu'on n'avait pas mis la main sur le manuscnt sorcier qm s eta1t
dérobé aux recherches sans sortir pour cela de son poste . Je me
r . C'est-à-dire achetée aux Magasins du Bon Marché, à Paris.
Jlibliothèque de l'Université de Barcelone, ms. 8-1-40.

2•

�CH. GRA'UX

CORRESPONbANCE D'ESPAGNE

suis mis à le dépouiller; j'en ai encore pour une journée ou
deux. J'y copie des choses intéressantes pour ma thèse 1 , et m'applaudis d'avoir eu la bonne idée de venir. Je partirai seulement
vendredi ou samedi pour Saragosse où je m'arrêterai, sans doute
un demi-jour par pure curiosité de touriste, et n'arriverai à l'Escurial, - vu que je passerai sans doute une paire de jours à
Madrid, .-que vers le mardi ou le mercredi de la semaine sainte.
Mon voyage s'effectue, comme mes préparatifs de départ s'étaient
achevés, avec une grande précision. Je suis content, et me porte
bien. Vous devez être bien rassurés sur mon compte; je n'écrirai
sans doute pas d'ici quelques jours.
Je vous embrasse bien.

Lundi ou mardi au plus tard je serai à l'Escurial attelé à ma rédaction. A Barcelone j'ai recueilli de bonnes choses dans le manuscrit que j'y venais chercher. Je suis parti de là hier à neuf heures
du matin et ai fait le voyage avec une prima do11na espagnole et
un comte ou marquis, à qui elle disait ]nies et tu. Je n'ai pas
encore eu le temps de m'enquérir des noms de mes aimables compagnons de voyage, mais je n'aurai pas de peine à le savoir. Pour
alljourd'hui je n'ai pas h: temps non plus de yous écrire plus longuement. Vous savez où m'envoyer des nouvelles (Rozanski, à
l'Escurial). Je vais bien, ne suis pas fatigué de cette course de
vingt-quatre heures, et vous embrasse bien.
Ton fils,
Ch. GRAUX.

588

CHARLES.

Écrivez-moi à l'adresse de : Sen.or Don Félix Rozanski, bibliotecario de San Lorenzo del Escorial (Madrid), de façon que je
trouve une lettre entre ses mains à mon arrivée à l'Escurial.

LXXIV
Escurial, samedi saint [27 mars 1880].

LXXIII

Ma chère maman,

Madrid, samedi ro h. du matin

[20

mars 1880].

Mon cher papa,
Je viens d'arriver ici il y a une heure. Je suis installé pour
deux ou trois jours dans ma casa de huéspedes habituelle. Pour le
moment je vais, aussitôt après déjeuner, aller faire des vérifications dans le Plutarque de la Bibliothèque Nationale. Ce soir et
demain je verrai les uns et les autres de mes amis, et m'arrangerai pour avoir avec Menen&lt;lez Pelayo une conversation sur les
humanistes espagnols, qui doit faire le fond de mon introduction.
r. Cf. Essai, texte, passim, et appendices

nos

13, 15 et r7.

Je suis en si grand travail ici en ce moment que voici deux jours
que je n'ai pas voulu m'interrompre même cinq minutes pour
t'écrire. D'ailleurs la poste espagnole est si peu intelligemment faite
que je n'ai eu que tout à l'heure tes deux lettres du 23 et du 24.
Sois sans crainte. Tu te fais des chimères de choses qui ne devraient
pas t'occuper. Mon duc n'est qu'un baron, un commencement de
vieux garçon qui n'a pas Je réputation à compromettre. Tu es
merveilleuse, au surplus, de peu de confiance en ma prudence
personnelle. Laisse-moi mener ma barque à ma guise, c'est ce
qu'il y a de plus sûr. Je suis fort content d'être ici. Le plan de
mon livre est rédigé et j'ai entamé sérieusement la rédaction de
la première partie. Malheureusement, il serait bien dommage de
ne pas remplir mon projet entièrement et d'écourter l'ouvrage ;

�59 1

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

je vais tîtcher d'exécuter le plan d'un bout à l'autre; mais pour
cela, je n'ai pas une seconde à perdre. Je me porte bien, suis au
mieux avec Don Félix, à qui je vais faire des compliments et dire
le cas que tu tiens de son chapelet. Je vous embrasse bien tous.
Ton fils,

retour. Ne le pouvant pas, je tirerai du moins à la plus longue et
ne partirai sans doute pas avant le 18. Cela reculera jusque vers
la ml-mai l'achèvement du travail, puisque a Paris je ne pourrai
plus disposer que de la moitié de mon temps. Je me porte fort
bien. Nous sommes avec Don Félix devenus de grands- amis,
encore bien plus que par le passé. A la bibliothèque - où nous
sommes seuls nous deux - il va au-devant de mes désirs. Un
jour sur deux, je vais promener avec lui de cinq à six ou six et
demie; le lendemain, je vais prendre le thé chez lui de neuf à
dix heures du soir. Ce sont mes seules sorties. Morel-Patio vient
d'arriver à Madrid et m'a écrit; nous nous verrons un de ces
jours, soit qu'il vienne ici où il a à travailler pendant une
semaine, soit que j'aille à sa rencontre à Madrid, où il faut que
j'aille chercher des renseignements dans le courant de l'autre
semaine. De là, je pousserai jusqu'à Alcala,. à une heure de
Madrid, où il y a d'importantes archives où je dois faire quelques
rapides recherches. J'ai appris de bonne source l'existence à la
cathédrale de Saragosse de cinquante ou soixante manuscrits grecs
dont on n'avait jamais entendu parler'. Je ne m'en promets pas
grand'chose, mais j'y passerai en reprenant le chemin de France.
Je vous embrasse bien tous, et attends une lettre un de ces jours
en réponse à ces lignes, sinon avant.
Ton fils,

590

Ch.

GRAUX.

LXXV
Escurial, Milaneses 5.
Vendredi

2

avril 80.

Mon cher papa,
J'ai oublié, en répondant l'autre jour à maman, de donner mon
adresse. La voici, bien que Don Félix me remette régulièrement
· chaque matin ce qu'il a pu recevoir pour moi. Je suis mieux installé ici que j~ n'eusse été à mon ancienne casa de las Victorinas.
Je jouis d'une grande tranquillité, seul a mon étage, et vis dans
une famille très bien que Don Félix m'a choisie. Mon programme
s'accomplit de point en point. Ma thèse est entamée par tous les
bouts. La rédaction définitive est en train depuis huit jours déjà.
J'ai trente-cinq pages de texte d'écrites, flanquées de quinze
pages de notes. Il y a là la matière de quatre feuilles ( et plus, si
je comptais les documents se rapportant à ces trente-cinq premières pages, qui seront imprimés dans l' Appendice : ils sont
d'ailleurs, les documents, tout prêts à imprimer). J'ai dû en revenir à mon projet primitif, et mon livre sera un Essai sur /:histoire
du fonds grec de l'Escurial, ni plus ni moins. Ce sera assez gros,
mais tant pis ou tant mieux; je ne peux pas écourter un sujet
que je considère comme beaucoup trop important pour que cela
fût peunis sans crime. D'ailleurs, si je pouvais rester ici jusqu'au
1er mai, la rédaction serait pour sûr entièrement terminée à mon

Ch.

GRAUX.

LXXVI
M~drid, dimanche (II avril 1880].

Mon cher papa,
Trois mots en courant pour te dire que je suis ici depuis trois
jours, qui ont été fructueusement eu1ployés et pendant lesquels
r. Voir ci-dessous lettres LXXVII et LXXVIII.

�59 2

CH. GRAUX

593

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

j'ai eu la solution de trois ou quatre questions intéressantes, outre
le grand profit de longues et continuelles conversations avec
ceux qui connaissent le seizième siècle espagnol. surtout avec
Menendez Pelayo et Morel-Fatio. Ils habitent tous deux l'Hôtel
des Quatre Nations 1 et j'y suis Yenu me loger chambre à chambre
avec Morel-Fatio. Je me rends maître ainsi à fond de mon sujet
à force de le retourner par toutes les faces dans la conversation.
Ce matin, je vais déjeûner avec Morel-Fatio cbez notre ami
Rodriguez Villa . C'est un jour de plein repos pour moi. Je rentrerai cc soir. à l'Escurial, où il me reste sept jours encore à travailler. Je vais y rédiger l'histoire de la bibliothèque de Mendoza,
Yespère toute entière, et finir à la bibliothèque les quelques
recberches indispensables pour achever mon Essai commodément
à Paris. Je reviens à Madrid le lundi I 9 au matin pour partir le soir
même pour Saragosse. J'arriverai à Paris sans doute le vendredi
23 au matin. Le temps d'aller à Vervins me manquera à ce
moment-là absolument; mais maman au moins pourra. venir une
huitaine de jours après mon arrivée, même peut-être plus tôt, si
elle est prête : je serai btentôt réinstallé pour ma part et prêt à la
recevoir. J'ai toujours continué à me bien porter et vais en ce
moment à merveille. Le temps est plus souvent pluvieux que
beau; cependant cet avant-printemps n'est pas ici une saison
dé~agr~:ible. Je vais aller avec Morel-Patio passer une heure au
Musée de peinture avant le déjeuner.
Portez-vous bien, je vous embrasse bien fort toi et maman et
les autres. Tu ne m'écris pas, d'où je conclus que tout va comme
à l'ordinaire. Du reste, il est possible que je trouve quelque lettre
de vous à fEsc□ rial en y rentrant ce soi.ç. Don Félix a été très
sensible l'autre jour à toutes les choses aimables et cordiales de
maman. Mais il dit qu'il ne faut pas lui faire le tort -de le penser
doux et réservé comme un ange, que si maman le voyait, elle
verrait que c'est un \.Tai diable, - un bon diable, d'ailleurs.
Je vous 1=:mbrasse encore une fois.
Ton fils,

Ch.

GRAUX.

LXXVII
Madrid, mardi 20 avril 1880.

Mon cher papa,
J'ai terminé avant-hier à midi mes rechercbes à l'Escurial et
suis rentré ici le soir. J'ai fait mes dernières courses hier et aujourd'hui, et vais prendre le ·train de Saragosse. Avec tout cela, je suis
en retard d'un jour sur mes calculs. J'avais compté sans un pèlerinage a Notre-Dame del Pilar de Saragosse. C'eût été inutile de
me presser pour arriver le matin là-bas, puisque les chanoines
avaient bien autre chose à faire que de me montrer leurs livres.
M:iis, autant qu'on peut le savoir d'ici, demain je trouverai
Saragosse rentré dans le repos, et nous dresserons nos batteries
contre la bibliothèque. J'ai déjà deux lettres de recommandatibn,
et j'espère beaucoup d'une troisième gue va m'apporter tout à
l'heure Hinojosa.
De ma thèse j'ai en somme cent pages de rédigées, et tout le
reste est maintenant bien préparé. Si j'ai un peu de tranquillité
et de loisir à Paris, la rédaction sera promptement menée à
terme. J'arriverai peut-être à Paris dès vendredi, plus probable ment samedi ou dimanche; tout dépend de ce que je vais rencontrer à Saragosse et des facilités que j'y aurai. J'enverrai un télégramme aux Carmes ' pour les prévenir à temps que je vais manquer une conférence de plus. A la Sorbonne et à l'École tout va
comme je veux, naturellement, et M. Renier ne m'attend que
pour le commencement de la semaine prochaine.
Je pensais recevoir encore une let~e de maman ou de toi à
r. Ch . Graux faisait aiors, à l'École des Carmes, rue de Vaugirard, des conférences de thème grec pour les candidats à la licence. H. G.
&amp;vut hispanlqm. xm.

38

�594

CH. GRAUX

CORRESPONDANCE D'ESPAGNE

l'Escurial; mais vous aurez sans doute craint qu'elle n'arrivât
trop tard. Si le temps s'est mis au beau en France, comme ici
depuis trois jours, le m:oment sera on ne peut plus propice pour
le voyage de maman à Paris.
J'ai continué tout le temps à me bien porter et suis en excellent état de santé, content en outre de ma petite expédition. J'ai
retrouvé ici Morel-Fatio, avec qui j'ai passé entièrement ces
deux jours-ci :l\·ec nos amis communs. Je v,lÎs dire adieu encore
à trois ou quatre personnes, et faire mes malles pour partir ce
soir à sept heures et demie. Je n'ai toujours eu qu'une seule lettre
de Garbe. Je pense trouver de ses nouvelles, ainsi qu'une lettre
de vous, en arrivant a Paris. Je vous embrasse bien tous.
Ton fils,

Ch.

GRAUX.

LXXVIII
Saragosse, jeudi

22

avril 1880.

les quinze que j'ai déjà trouvés) 1 peut-être serai-je amené à rester
vingt-quatre heures de plus, mais je ne le pense pas. J'espère que
tu ne tarderas pas à m'envoyer des nouvelles à Paris . Voici longtemps que je n'en ai reçu. Je suis toujours aussi sans nouvelles de
Gar be depuis longtemps; il ne sait sans doute où m'écrire. Le temps
s'est mis au beau sur l'Espagne depuis dimanche dernier. S'il en est
de même dans notre Nord, j'aurai le plaisir de faire ma rentrée dans
Paris en plein printemps, et ce sera très agréable aussi pour toi.
Tu me diras quand tu veux venir; ne tarde guère: en quelques
jours, je serai réinstallé et prêt à te recevoir. Il va être deux
heures; j'ai rendez-vous avec une manière de sacristain qui doit
m'ouvrir à cette heure-là la bibliothèque de Notre-Dame du
Pilar; il ne faut pas que j'y manque. Je t'embrasse bien; e1~1brasse
bien papa pour moi. Je vais vous rapporter quelques médailles du
pèlerinage pour toi, maman-bon, M•ll• Dussart 2 ; mais j'ai
bien peur qu'il n'y ait pas moyen l'après midi de les faire
toucher. Je suis toujours en parfaite santé. A bientôt.
Ton fils,

Ch.

Ma chère maman,
Ici depuis hier six heures du matin. Pense en repartir ce soir
à neuf heures, si mes affaires de manuscrits se terminent cette
après-midi, comme je pense. Je me suis servi de deux lettres de
recommandation: l'une pour un chanoine et qui a eu pour résultat de me rendre maître et seigneur des bibliothèques des deux
cathédrales d'ici ; l'autre pour un ingénieur qui me mène au
cercle, au théâtre dans sa loge, me met en relation avec les professeurs de l'Université, etc. Si j'avais le temps de m'amuser, je
passerais certainement huit jours bien agréables dans la ville de
Saragosse, toute laide qu'elle me paraisse en somme, mais les
Saragossais s'occupent de se distraire et la ville est gaie, joyeuse.
Si je pars ce soir, je serai à Paris samedi de grand matin. Si cette
après-midi me fait découvrir de nouveaux manuscrits grecs ( outre

595

1.
2.

GRAUX.

Sur les mss. grecs de Saragosse, cf. Notices sommaires, pp. 207- 226.
Amie de la famille. H. G.

�FACTO$ DE SYNTAXE DO POKTUGUÊS POPULAR

FACTOS

DE SYNTAXE

DO PORTUGUbS POPULAR

I
0 fallar do povo emprega as vezes os casas obliquas dos pronomes pessoaes coma nominativos, isto e, com a funcçao de
sujeito. Assim é frequente ouvir dizer : é mais alto ca M!M; - sou
rnais pobre ca TI, em logar de : é mais alto do que EU; - sou mais
pobre do que TU. Compare-se o francês : il est plus grand q11e MOI.
Outra exemplo: elle écuma MIM; - eu son cuma TI, em vez de
COl/10 EU, coma TU.
Em antigos tempos este uso deveria ser bastante extenso e
muitas vezes, quando o pronome nao precedia ünmediatamente
o verbo, tornando-se proclitico, se empregariam as formas, mais
emphaticas, do complemento, coma succede em francês. Dare~
mas mais um exemplo, de Gil Vicente, vol. I, pag. r67 da ediçâo de Hamburgo :
AMANCIO

Compadre~ vas tu

a feira?

DENIS

597

Ainda ern outra phrase occorre a forma de complemento, que
deve ter a mesma explicaçâo . E' na expressao se eu fosse A TI,
muito usada entre o povo, e que significa : se eu estivesse rw teu
logar, - se isso fosse comigo, - se eu estivesse no tw caso. A oraçâo
se eu fosst: A TI resultaria de se eu fosse TI por se eu Josse TU, e depois,
coma a forma ti costuma ser precedida de preposiçao, passar-sehia, por analogia, a dizer a ti em vez de ti.
A phrase .l'e eu fosse a ti é ja antiga. Encontra-se, par exemplo,
em Gil Vicente, vol. I, pag. 3 r8 da ediçâo citada, no seguinte
passa :
Oh como cantas tâo dace, pastor 1
Quanta doçura que nasceu comtigo 1
Consclho-te, irmâo, senhor e amigo,
Que te estimes tnuito ; pois és tal cantor,
Bem he que te prezes .
Tu es mais formoso que teu pae mil vezes :
E se eu a ti fosse., leixaria o gado,
Que andas nos matos mui mal empregado,
Mancebo disposto ; e nâo te desprezes
De ser namorado.

Par infl.uencia d'esta formula diz-se tambem: sr. eu fosse A ELLE,
se eu fosse A vocÊ, etc.
0 sentido d'estas phrases mostra que effectivamente a construcçâo primitiva nào devia ter preposiçâo . Esta em harmonia corn
ella o seguinte exemplo, que extrahimos da traducçâo do Fausto
por Castilho, pag. 243 :
Eu, se fosse a senbora, atirava paixôes
P'ra trâs das costas.

A' feira, compadre.
AMAN CIO

Assi,
Ora vamos eu e TI
O' longo d'esta ribeira.

Esta pratica d:i-se tambem no galleg0.

II
Actualmente tànto na linguagem litteraria coma na popular a

��FACTOS DE SY.'TAXE 00 PORTUGUÊS P0PULAR

6or

JULIO MORElRA

600

vê na repetiçâo da conjuncç:io se do exemple scguinte, extrahido
do Emuraldo de situ orbis, pag. 124 da ediçâo de Epiphanio Dias :
&lt;&lt; \1 eja se os graaos de ladeza em que se topar, quer sejam alem
da equinocial quer aguem se sam comformes asy do luguar em
qm: csteuer, como d'aguclle cm cuja busca for. »
Esta n.:petiçâo resulta do desejo de prccisar, de tornar bem
clara a subordinaçâo, e por isso apparece até na lingua litteraria,
ainda nos mais pr.imorosos escriton:s, quando, em virtude da
extcnsâo da oraç.î.o, ou porque se intercalaram outras proposiçôes,
o verbo subordinaote fica ja bastante longe. Citaremos um exemple dos Lusiadas, I, 55 :
E j:\ que de tào longe navegaes,
Buscando o indo Hydaspc e terra ardente,
Pilote aqui tereis, .por quem sejaes
Guiados pelas ondas sabiameote ;
T.i.mbem sera bem feito que tenhaes
Da terra algum refresco e que o Regentc
Que e)ta terra governa, que vos veja
E do mais neccssario vos proveja.

Observaremos que j:i em latim apparecia esta construcçâo.
Madvig, Gram111ntica latina, § 480, obs. 2, menciona o seguintc
exemplo : « Yerres Archagatho negotium &lt;ledit, ut quicquid
Haluntii esset argenti caelati aut si quid etiam vasorum Corinthiorum, ul omne statim ad mare ex oppido deportaremr. &gt;&gt;
(Cie., Verr., 4).

Ao mesmo principio da necessidade de prccisar ou lembrar a
subordinaçâo é devido o facto de em uma segunda oraçâo circumstancial se repetir cm francès a conjuncçâo que introduz
aquella a que esta coordeoada, ou se representar essa conjuncçâo
circumstancial por meio de que '.
1.

Da excellente cxpo!&gt;içâo de syntaxe francesa de Epiphanie Dias reproduzi-

Esta pratica nào se usa em porruguês nem no fallar do povo
m:m na liogua litteraria . Nas oraçôes coordcnadas :i circumstancial ou se rcpete a conjuncçâo ou se omitte, o que é o mais vulgar, . e niio se quer dar a estas oraçôcs realce especial. Mas a leitura dos livros franceses tende a deixar no ouvido o habita
d'aquella construcçâo, tanto mais que o espirito é naturalmente
levado a a ceit:i-la pela motive exposto. Enconrra-se por isso ja
muita vezes em traducçôes do francês e até uma ou outra vez,
1,:m virtude d'aquelle habito certameme, em linos originaes de
alguns dos nossos mai. esmerados escritores. Assim, em uma
obra recente de um illustre prosador, estilista insigne, lê-se o
seguinte exemplo : « Tempos depois, j:i quando a tyrannia era
um facto, e que todo o sangue derramado nessa heroica mas inutil gucrra civil.. . »
âo sera, portanto, impossi,·el que este uso, corrente em fr:mcês, vcnha tambem a generalizar-se na nossa lingua.
Julio

MoREIRA.

mos a parte rclativa a esta coostrUcçào (S 390) : « Quando a uma oraçào introduzida por uma conjuncçào composta em que entre que (q11uiq11t, pt11da11t que,
etc.) ou por si, e,omme ou quand, se coordena outra ligada por el ou ou, a pratica
ordinaria é pôr aquella conjuncçào unicamcntë na prirueira oraçao e repn:sent:1-la por que nas oraçôes seguimes. Mas se as oraçôcs nào cstào unidas por el
ou ou, de! ordinario rcpete-se a conjuncçâo em cada ora;âo, ainJa que é pcrmittido tambem substitui-la por um simples qut : c&lt; Pourquoi goiltous-oous ici
quelque repos, tandis que les enfants de Jésus-Christ vi,·em au milieu des tourments et qut la reine des cités gémit dans les fers? &gt;&gt; (Michaud).

�RA.ZdN DE AMOR

,

RAZON DE AMOR
CON LOS DENUESTOS
DEL AGUA Y EL VINO

Acerca de este texto poético, dado a conocer por A. Morel-Fatio
en la Romania, XVI, 364, el trabajo ultimo que conozco es el de
Carolina Michaëlis de Vasconcellos 1 , al cual remito al lector,
para ahorrarme la bibliografia, el resumen de opiniones y muchas
observaciones en que yo habria de convenir con la ilustre escritora.
El italiano Giuseppe Petraglione, y Carolina Michaëlis creen
que este texto se compone de dos poesias distintas, una de Amor
y otra de Denuestos del agua y el vinQ; pero no simplemente
yuxtapuestas como habia creido su primer editor Morel-Fatio, sino
\
mezclados groserarnente algunos versos de una en la otra por un
escriba inbâbil. Confieso que esta misma idea me produjo la primera lectura del texto, cuando fué descubierto y publicado; é intenté una reconstrucciôn semejante a la de Petraglione, que consistia en poner los versos 13-3 2 antes del 146, como prôlogo de los
Denuestos; comenzando la Razon de Amor con los versos r-10
y la descripciôn de una siesta en un olivar (v. 12, comp. ras),
junto una fuente frfa, esceoario habituai de poesias semejantes.
Pero reflexionando sobre esta primera iropresiôn, se observa
que no se dejan separar tan fâcilmente los dos trozos; principal-

1

a

1. Obser·vaçoes sobre alguns textos lyricos da antiga poesia penit1s11la1·, I ( Revista
Lusita11a, Vll).

mente porque se dice en la parte de los Denuestos (v. 19-20) que
el vaso de vino que luego disputad con el agua, perteneda a la
senora del huerto 6 del olivar en que el suceso pasa, la cual no
tendria para que ser mentada, si el autor no pensase que era la
misma seiiora que en la Raz6n de Amor habîa de entrar en el
huerto cogiendo flores y se habia de sentar â la sombra de Ios
olivos (v. 76 y ro5).
Para quitar este lazo de u.n iôn, Carolina Michaëlis sospecha
que los versos r 9-26 « seân adici6n posciza del remodelador, que
deseaba establecer cierto nexo ideal entre la Aventura de Amor
y los Denuestos » ; no decide si el autor de este postizo fué
&lt;&lt; traductor 6 amanuense », aunque antes se inclina â la idea de
que el que uniô los dos asuntos incompatibles por su naturaleza,
fué &lt;&lt; un copisra mercenario &gt;&gt; , el mismo Lope de Moros que
escribiô el manuscrito conservado. En consecuencia, al reimprimir los Denuestos, suprime esos versos como impertinentes,
colocandolos entre parentesis; quitandolos, dice, no se nota salto
aigu no : el verso r 8 esta en intifna conexiôn con el 27 .
Pero~ gué motiva tenemos para atribuir este lazo de uniôn a
un copista y no al autor mismo? I inguno, salvo que la fusion
de los dos temas de Amor y de Denuestos es demasiado floja,
demasiado inhabil; lo cual quiere ser, pero no es una razôn 1 •
Sin duda es grave descuido del poeta: que aquel vaso de vino colocado pot la sefiora del huerta a la sombra de un manzanar, para
1. No debo aminorar foerza al razooamiento de C. Michaëlis, por ella muy
bien expuesto: « se ni11guem acredita que o modelo directe, por ora ignoto, em
francês, provençal ou latim, ja apresentava o extravagante eocaixe da Pastorela
no Debate, nào sera injustiça su:1peitar que o clerigo peninsular, o qual na opiniào de todos nâo traduziu servilmentc mas antes imitou corn ootavel liberdade
c elegancia, désse um passo tâo desast rado? Um verdadeiro artista, embora de
modesta envergadura , querendo combinar os dois themas, nâo teria antes contado corn graça singela, como os dois namorados apagaram juntos a sua sêde a
soillbra do ma11ça11ar, misturaodo a agua e o yinho das taças milagrosas? Ou
digo heresias ) "

�RAZÔ.V DE AMOR

dar de beber a su amigo, cuando este se presenta no le es ofrecido. Pero acaso no hay descuidos semejantes en obras literarias
mejor pensadas? Nuestro poeta da otra feiial de ser muy distraido, hablandonos, al comienzo, de un 111anzanar donde estaba
colocado el vaso de vino (v. 13, 27, 30), y trocandolo luego en
malgranar (v. 152= 157). Y si queremos achacareste trueque a
yerro grafico de un copista, acaso tampoco sea imputable al autor
la otra mas grave distracci6n; el copista dej6 evidenteroente
incompleto su trabajo, y qué sahemos si, al final, el autor no
volvfa a hablar de la sefiora, y de su amante, y del huerto, y
del vaso?
Los Denuestos serian asi un simple episodio en medio de la
escena de Amor, y en esta suposici6n desapareceria otra incongruencia que se tacha en el pr6logo de la poesia, el cual anuncia
solo una t&lt; Raz6n feyta d'Amor )) , sin aludir para nada a los
Denuestos, cosa explicable siendo estos un mero episodio.
Aparte de este lazo de union del vaso de la seiiora, se ve en
otros pormenores de la obrita la intenci6n de unir los dos temas
de Amor y de Denuestos. El mismo huerta, escenario del Arnor
(v. 144), lo es de los Denuestos (v. 146 y 20); la bora de la
calentura es la de los Denuestos (v. 18) y la del Amor (v. 36),
la hora queconvida a dormir (v. 146) lasiesta(v. 73); hora que
despierta la sed en el narrador del Arn or ( v. 5I) y de los Den uestos (v. 31). La soldadura de los dos temas hecha en tantos puntos, aunque sea inhabil, es en todo caso obra de un refundidor;
no de un copista; y poco importa que refundiese traduciendo
dos modelos latinos, gallegos 6 franceses, 6 dos poesias ya traducidas. La refundici6n es suficientemente honda para que no
podamos separar a tijera sùs dos mitades; cualquiera que lea el
texto, ve en él claramente distintos los dos temas mal unidos,
pero creo que no es licito i la critica intentar volverlos i su estado
de original separaci6n, ni dividiéndolo simplemente en dos partes intactas como hace Morel-Fatio, ni suponiendo alguna dislocaci6n de versos como hace Petraglione, ni acudiendo a la dislo-

CON LOS DENUESTOS DEL AGDA Y EL VINO

caci6n de unos y supresi6n de otros coma hace Carolina
Michaëlis.
Creo, pues, necesario volver en la apreciaci6n de este texto al
parecer de Monaci, quien proclam6 la unidad indivisible del poema 1. Monaci cree que el escolar (v. 5) 6 clérigo (v. rrr) autor,
con la fusion de las dos escenas tan opuestas, una idilica y otra callejera, quiso buscar novedad y mostrarse superior i juglares y trovadores; « el arte de los clérigos fue siempre amigo y oste::ntador
de novedad, cuanto el de los juglares era teuaz a la tradici6n » .
Egidio Gorra que sigue la opinion de Monaci en cuanto a.la unidad,
cree que el autor al traducir dos poesîas forasteras, las reunio en
una sola composici6n sin intenci6n artistica ninguna, sin apenas
darse cuenta de la discordancia del contenido. En fin, Baist que
también opina por la unidad, parece creer que la uni6n de los dos
temas podia hallarse ya en el modelo extranjero que nuestro
autor imité . Desconociendo este modelo, si existe, y desconociendo el final del texto, es lo mas prudente 110 juzgar de la
intenci6n artistica del poeta, que acaso se rehabilitaria algo de la
tacha de desmafiado, si conociésemos completa su obra.
En cuanto a Lope de Maros que figura en el éxplicit del manu•
scriro, y que Monaci da como autor de la obrita, titulandola
« Romance de Lope de Moros ll, no hay raz6n para creer que
fuese sino el escribiente del manuscrico actual. Si él fuese realmente el poeta, hubiera puesto su nombre dentro de un verso;
y no fuera del cuerpo n;iétrico de la obra, en un éxplicit que por
su redacci6n
es io-ual
al de infinitos copistas medievales. No obs- 1
.
b
tante nos es util conocer el nombre del copista, pues en el
nombre va expresada su patria : era natural de Moras, pueblo de
r. Hablando de las dos paues en que Morel-Fatio &lt;livide la obra, dice: ((eppci ,
la prima non ha essa cou la seconda un nesso evidentemente originario e, per
quanto strano, indissolubile nei vv. 13-26 e 147- 161 ? La divisione dunque
sarebbe ad ogni modo arbitraria. » E. MoNAcr, Testi basso-latini e vol![ari della
Sp,1gna, Roma, 1891, col. 99- roo.

�606

RAZÔl•, DE AMOR
CON LOS DE~'UESTOS DEL AGUA

la provincia de Zaragoza, una legua al none de Ateca, sobre d
rio Manubles.
Aragoné , como el copista, es el lenguaje del texto. El grupo
ini.:ial CL y PL se consen·a: clamados 25ï, 259, plcgué 3ï (pero
legas 168), plrno I 5, 29, 183,ploro 203. La R final se pierde : 110111brâ48, amo rr7,faub/11248, siendo notable que en cl trozo repetido
150-r52: I 55-15ï ( que prueba lo mal que copiaba Lope de Moros),
se ha lia repetido tnlrlt 1 50, r 55, sin -r, lo cual pudiera indicar
que en el original que copiaba estaba rambién asi. La 1/, por j
castelbna, apareœ en .ftllo r97, 257, 259 (pero oio; 64, oreia 59,
meior 95, bmneia 58, 190, cnleias 2H). Apar ce yt, en Ycz de ch
castellana, en feyta 4, 63 y drcyla 62 (pero 11111cho 9, 211,239;
y 11uiio I 12, como leio en la Disputa del Alma y cl Cuerpo y
otros textos). La sincopa inicial dreyta 62, y las formas nieu q8,
delexar 2 3ï, juwriemos 104, peyor 54, agoa 205, son caracterl ricas aragonesas; aun hoy se &lt;lice en Aragon drechv y juiiir.
Aifadase la forma del articulo as rosas 45, aun hoy usual en el
Alto Arag6n; el femenino cortesa 9 I ; y cl imp rfecco aisla&lt;lo eua
19, por « hab fa. », usual hoy n Ans6, Aragüés etc. ( él eba, vos
ebai:.,; en Puértoles habebaz).
• o podemos asegurar si el aragonesismo de este texto es propio del autor, 6 s6lo del copista Lope. Observ6 ju ramenre
Morel-Fatio que un texto en prosa, copiado por el mismo Lope
a continuaci6n de la poesia, tiene un lenguaje mas pronunciadamente aragonés que el de lo versos; y esco sugiere la sospecba
de que el original de la pocsia que copiaba era castellano. El estar
el pueblo de Moros .i unas 5 leguas de la frontera occidental aragonesa, pudiera apoyar la suposici6n de un original poético ,·enido
de Castilla; pero el castellanismo del lenguaje de la poesia
pudiera muy bien explicarse simplemenre por influencia literaria
general. L:tS rimas no nos sirven de nada para rcsolver esta cuesti6n; verdad es que una asonancia como onbros :ojos (126: 127)
parece mas castellana que aragonesa, pues se estrop aria poniendo
en ella la forma uellos propia de este dialecco ; pero el mismo

r

EL V/NO

Lope de Moros usa t!n la prosa ollos, &lt;londe e mezclan las dos
fonéticas cascellana y :iragonesa, y que rambién erviria de asoname para 011bros.
Carolina fichaëlis, sirruiendo una opinion de 1enéndez y
Pe!ayo, Ye en el araaonés de nuestra po la algûn dejo del ga- ,
llego. Pt:ro al tratar de seiialar las formas gallegas, reconoc que
fcylo dreyto fillo y el po esi,·o meu lo mismo pueden t:r aragone.sas que galaico-portuguesas (Lope de Moro usa seu en el texto
en prosa). Apunta ocras varias que revisten aspecta occidental,
aunque confiesa que bien pudieran ser mero efecto de ornisi6n de
tilde, de 1, 6 dei; asi, creo sin ningûn valor casos como duenas 6,
19, 90,enga11ada 89,prmos239(comp.siepre 6,7, nobra48,tmcas
26, 107, blaca 58,60,eslat 69,obros126,etc.). -Vilano75, I02
(pero villano 220, villa11ias 193), cavalero II 1, cabelos 59, doncela
56 (rimando con be/la), all 134, e/a 3 r, r24, 125, 136, 140, r6o,
be/a 91, cales 23-1-, calat r74; el Poema del Cid, por ejernplo,
abunda en grafias semejantes, y no po&lt;lriamos achacar a galle!!UÎsmo casos como legas r68; algunos pudieran tener explicaci6n
fonética, como lolio 126, en que la i basta para considerar palatal
la/, o la grafia inversa senalles 237, que pudiera ser mer-âtesis de
palatalizaci6n, aunque me parece gratuica esta hip6tesis, dada la
inconsecuencia en el escribir la Il, la ,ï. - Tampoco son muy
significativos, a juicio de la aurora misrna citada, los casos de
ausencia de diptongo: sempre 80 (siempre 6, 7), ben 92, palomela
147 (pero aniello r 18, capiello I 19, amaryella 189, cascauielo 153),
b,ma 85, 91 (rimando con duma). - Da puès solo como indicios graves de galleguismo dos casos de -m final : em 104 y fazem
250, que son simples lecciones falsas, pues el manuscrito pone
tilde en lugar de esa m, y no debe lt!erse sino 11.
• ~o se puedc, pues, seôalar ningun resabio galaico-portugués
seguro en el lenguaje dt: esta poesia •.
1. Menos aun se puede pensar en una primitiva redacci6n portuguesa, como
observa la Sdiora Michaëlis, si atcodemos .i rim:is como rapiel/o : a1'itllo I r8
(port. capelo, anel), duir : si 84 (port. diz.er si).

�608

RAZÔN DE AMUR

CON LOS DENUESTOS DEL AGUA Y EL VINO

*
**

Por la brevedad de este texto y por pertenecer a la primera
mitad del siglo xm, creo conveniente dar de él un facsimil completo. La escritura de Lope de Moros es mala, y ofrece bastantes
dificultades de interpretaci6n, asi que en algunos puntos difiero
\
del primer editor Morel-Fatio. Por esto, y para ayudar a la lectura del facsimil, daré aquî una nueva transcripci6n del texto.

20

25

Ram6n MENENDEZ PrnAL.
[Raz6n de Amor; con los Denuestos del Agua y el Vino].
Sancti fpirittts adsid nabis gratia. Amen

5

10

*Qui trifte tiene fu coraçon
benga oyr efra razon.
Odra razon acabada,
feyta d'amor e bien rymada.
Vn-efcolar la Rimo
que fie[m jpre duenaf amo;
maf fie[mJpre ouo cryança'
en-Alemania y-en-Fra[n ]çia,
moro mucho en-Lombardia
pora [alprender cortefia.
En-el-mef d'abri!, depuef yantar,
efi:aua fo un-oliuar.
Entre-çimaf d'un mançanar
un-uafo de plata ui-efi:ar;
pleno era d'un claro uino
que era uermeio e fino ;

f

r. El 111s. tryança y hace bien distintas las tt de las cc.

30

35

cubierto era de-tal mefura
no-lo tocaf Ja calentura.
Vna-duena lo-y-eua 1 -puefi:o,
que era senora del uerto,
que quan fu amigo uiniefe,
d'a quel uino a-beuer-le-diffe.
Qui de tal uino ouieffe
en-la-mana• quan comieffe :
e dello ouieffe cada-dia,
nu[n]ca[ ma[ enfermarya.
ARiba del mançanar
otro uafo ui efiar ;
pleno era d'un agua fryd:t
que en-el mançanar fe l-naçia.
Beuiera d'ela de grado,
maf oui-miedo que era eucantado.
Sobre un-prado pufmi tiefl:a,
que nom fuie.le mal la iiefi:a;
parti de mi-laf uiftidura[,
que nom fizief mal la calentura.
Plegem 4 a-una fuente p(er)erenal,
nu[ nlca fue omne que uief-tall ';
tan grant uirtud en-fi-auia,
qtte-de-la-frydor que-d'i-yxia,

J. La silaba ua me parece segura.; y en cuanlo d la. e se111eja11te d umi a, comp.
xamet 71. MF leyô ovo; pero 11ota que« ovo 11'est pas stîr ,,, v0111p. otro ouo muy
semejante "· 7, pero la o final semejante da 110 tiene m traz.o recto de la derecha tan
largo ni un poco vuûlo hacia la derecl/a como el de la palabra.qire yo leo eua.
z. MF mana[na]. CMV corrije mano.
3. Borro;o; la e no es segu ra ; quiz.d barra.do adrede ? MF : « je 11c réponds ni de
se ni de l'n de naçia. )&gt;
4. Suponierulo ima abreviacwn rara, pudiera leerse pleg1ie, coma lee MF.
5. La primera l 110 es dudom, amzque estd agujereado el perg,imiizo, pues se i•e1i
bie11 los extreuws 11/to y bajo de la 1. MF : viese tall, pero la wiiô11 de fi es da.ra.
Rt1!Ut hi,pa11iq1u. xm.

39

�610

RAZON DE AMOR

CON LOS DENUESTOS DEL AGUA y EL vn,;o

cient pafadaf adeRedor

45

50

55

60

* 2 (fol.

124

65

70

non fintryades la cal or.
Toda[ yeruaf que bien olien
la-fuent çerca-fi laf tenie :
y efla saluia, y-ffon af Rosa(,
y-el liryo e la[ uiolaf;
otraf tantaf yeruaf y-auia
que fol-no[mJbrn no-laf fabria ;
mas ell-olor que &lt;l'i yxia
a-omne muerto Reffuçitarya.
Pryf del agua un-bocado
e-fuy todo effryado.
En-mi mana pryf una-flor,
sabet, non-toda la-peyor ;
e quis cantar de fin amor.
Maf ui uenir una doncela;
pue[ naçi, non ui tan bella :
bla[n]ca era e bermeia,
cabelof ' cortof sobr' ell-oreia,
fruente bla[n]ca e loçana,
cara frefca como maçana ;
v.) *naryz egual e dreyta,
nunca uieftef tan-bien feyta ;
oiof negrof e Ridientef,
boca a Razon e bla[n]cof dientef;
labrof uermeiof, non muy d[ellgadof,
por uerdat bien meiuradof • ;
por la çentura delgada,
bien esta[n]t e mefurada;
el-manto e fu-brial
de xamet era, que non d'al;

r. El ms. caberelos.
El 111s. mefunradof.

2.

75

6rr

vn-fo[ m]brero tien en-la tiefl:a,
que nol • fiziefe mal la-fiefta;
vnaf luuaf tien-en 2 la-mano,
fabet, non ie-laf dia uilano.
D[e] las flore[ uiene tomando,
en-alta uoz d'amor cantando.
E deçia : cc ay, rneu amigo,
&gt;&gt; fi-me uere yamas contigo !
)&gt; AMet l Iempre, e 4 amare
, . ~ J.. .,, ~ -:il
)) quanto que biua fere !
~ ~
; ~ 0-- " '
&gt;&gt; Por que eref efcolar,
, .eM,
~
» qiû[ quiere te deuria maf amar. J e ~·
&gt;&gt; Nunqua odi de homne deçir
i&gt; que-tanta bona manera ouo , en-fi .
)) Maf amaria contigo eftar
» qu.e-toda Efpana mandar.
&gt;i Mas d'una cofa fo cuitada :
&gt;&gt; e miedo-de feder enganada;
)&gt; que dizen que otra duena (l. clona),
» cortefa e bela e bona, (6 L. buena)
» te-quiere tan gran ben,
» por-ti pie[r]de fu fen;
&gt;) e par efo e-pauor
&gt;&gt; que a-efa qiûeraf meior 6 •
&gt;&gt; Mas s'io-te uief una uegada,

Y,

80

95

•

r. El ms. nol n taâ1t1da la segunda n.
El ms. tien con tilde ; abreviaci611 rara.
3. MF A oy et; pero la y de este manuscrito 110 tiene, en su traz.o iriferior, gancho
hacia la derecha, como d. veus la n y la m; comp. miedo, v. 89. CM V corrige Des
oy, dudando si A oy')erd la inlerjeccùfa del Rola11d y de la Gesta de maldecir del
2.

Cane. Vatica110.
4. MF. a : comp. e del v . 89.
5. Asi lee MF; pero hay algo que 111e es ilegible sobre la primera o.
6. MFmaior.

�RAZON DE A.\IOR

612

CON LOS DENUESTOS DEL AGUA Y EL VINO

» a-plan me queryef por amada ! i&gt;

100

ro 5

r ro

r r5

*3 (fol. 125)

Quant la-mia senor efl:o dizia,
sabet, a-mi non uidia;
pero fe que no ' -me conoçia,
que de mi non foyrya.
Yo non fiz aqui como uilano,
leuem.e prif la por la-mano;
jun11iemof amof en-par
e pofamof fo ell-oliuar.
Dix le-yo : &lt;&lt; dezit, la-mia senor,
» fi ifupieftef1rn[n]ca d'amor? »
Diz ella « a-plan, con grant amor ando,
1) maf non connozco mi amado;
» pero di,.em un-fu mefaiero
1i&gt; que-ef clerygo e non caualero,
» .sabe muio de trobar
)&gt; de leyer e de cantar;
•1 dizem que ef de buena( yentef,
» mencebo • barua punnientef. &gt;&gt;
- » Por Dio[, que-digades, la-mia senor,
» que donaf tenedes , por la fu amo ? &gt;&gt;
« Efiaf luuaf y-ef-capiello,
» eft' oral 4 y-ell:' aniello
120 *n enbio a-mi ef meu amigo,
)&gt; que-por la-fu amor trayo con migo. »
Yo connoçi luego laf alfayaf,
que yo-ie-laf auia enbiadaf;

CMV si. Ac,1s0 el original diria : pero se quano me conoçria.
MF maocebo.
3. El ms. po11e tilde i1111til sobre ten.
4. Pai·/icùfa de la palabra sugerida d MF por E. Mérimée; se trata de un vela
que cubria la boc,i; ·v. Du Ca11ge s. i,. orale (Ro111a11ia, XXXI, 162). A11tes MF y
1.

2.

CMV corregiau es coral.

125

I30

I 35

ela connoçio una-mi-cifn ]ta man a-mano 1 ,
qu'ela la-fiziera con-la-fo mano '.
Toliof el manto de lof o[n]brof,
befome-la-boca e por lof oiof;
tan gran fabor de mi auia,
fol-fablar non me-podia.
« Diof fenor, a-ti-loa[ doJ 2
&gt;&gt; quant conozco meu- amado !
» agora e-tod bien [comigo]
» quant conozco meo amigo l )&gt;
Vna grant pieça ali-eftando,
de nurftro amor ementando,
elam dixo : « el-mio senor, oram serya d[eJ
[tornar,
)J si a-uof non fuefe en-pefar. »
Yol dix:« yt, la-mia fenor, puef que yr querede.s,
ii maf de mi amor penfat, fe-que deuedes. i&gt;
- "'A
Elam dixo: &lt;&lt; bien feguro seyt de-mi amor,
•&gt; no-uof camiare por un enperador. i&gt;
La-mia fenor fe-ua prig::i.dA, ,
dexa a-mi de!conortado.
Q[ue]que la-ui fuera del uerto,
por (por) poco non fuy mueno.
Por uerdat quifieram adormir,
maf una ; palomela 4 ui ;
tan blafn]ca era como la nieu del puerto,
uolando uiene por medio del uerto,

Tilde inûtil sobre lasilaba ma de mano.
MF loo, y corrige senor seyas loado.
3. Tilde inûtil.
4 P11diera leei•se con MF palomila, pero la
debiera ser j Iorga por ir j1mlo a 1111a m.
1.

2.

estaria 11111y mal fomiatlti y

�CON LOS DENUESTOS DEL AGUA Y EL V/NO

RAZON DE AMOR

1 55

r6o

(en-la funte 1 quifo entra
maf quando a-mi uido eftar
e[n ]trof tn-la del malgranar)
un-cafcauielo 2 dorado
tray al pie atado.
en-la fuent quifo entra,
[maf] quando a-mi uido eftar,
[entrof] en 3-el [ uafo del] malgranar.
Quando en-el-uafo fue entrada
e fue toda bien effryada,
ela que quifo ex[ir] fefüno,
uertiof al-agua !obre '1-uino !

180

Aquif copiença a-denofrar
el-uino, y-el-agua 4 a-maliuar2 9.
El uino faulo primero :
r65
&lt;&lt; mucho m'ef uenido mal conpanero !
&gt;&gt; Agua, af s mala mana,
non queria auer la-tu conpana;
que quando te-legaf a-buen bino,
fazeflo feble . e mefquino.
•4(fol. r25 v.) 170*- c&lt; ~on uino, fe-que-deuedes,
I.

r85

r 90

No se puede leer exactmnente ; tina mano posterior biz.o una correcci6n; y se ve

195

fût seguido de una mancha (Advcrtencia que me hace el sefior L. Barrau-Dihigo).
2 .. La o muy jwnta d la 1. MF un vaso avi' ali, pero nota que « la leçon n'est pas
sâre; vaso e11 tout cas est fort douteux•&gt;. CMV corri!re &lt;&lt; un lazo (a)via-li ». La
forma cascabiellos vcse en M. MARTINEZ MARINA, Ensayo sobre la legislac. 1834,

I, 307.
3. Tilde imitil.
4. Ptte(Je leerse tambié-n malouar; escrit11ra muy borrosa. MF ma[n]levar, y en
1wta: « n'est pas silr n ; CMV ma[l-]levar « a11tigo synonymo de maltmger (maltratar), muito usado em textos archaicos; veja-se p. ex. no Cane. Colocci-Brancufi
a cantiga 1509, e Chronica Troyana I, pag. 41. »
5. MFes;CMV [tien]es.

•I

(

V

l por quales bondades que uo{ auedes
a uof queredes alabar,
&gt;&gt; e a-mi queredes aon(l)tar '?
&gt;&gt; Calat; yo e uo[ no-nof de noftemof,
» que u[uejt]raf mannaf bien laf sabemoi :
» bien sabemof que recabdo clades
&gt;&gt; en-la-cabeça do entradef;
» lof buenof uof preçian poco,
» que del fabio façedes loco ;
&gt;&gt; no-ef homne tan fenado,
&gt;&gt; que de ti-ifea fartado,
» que no aya perdio el-ifeffo y-el Recabdo. »
El uino, con sana pleno,
dixo : « don agua, bierua uof ueno !
» Suzia, desberconçada,
» salit bufcar otra posada;
» que podedes a-Diof iurar
&gt;&gt; que nu[n]ca entraftef en-tal-lugar;
» ante[ amaryella e afi:rofa,
» agora uermeia e fermofa. »
Refpondio el 2 -agua :
i&gt; Don uino, que y-ganadef
» en-uillaniaf que digadef?
» Pero fi uof en apagardef , ,
» digamof uof laf uerdades :
» que no-a bomne que no-lo sepa
» que fillo fodef de la-çepa,
» y por uerdat uof digo
» que non .fiodes pora cornigo;
» que grant tiempo-a que twe.ftra madre Œerye
[ardud[a],
&gt;)

&gt;&gt;

r75

200

MF aviltar ? ; CMV 1&lt; 110 facsimile de MF creio reco11heur aonttar ll.
Probablemente ell .
3. MF apagades. Una y otra leccz&amp;n dudosa.
1.

2.

6r5

�6r6

RAZON DE AMOR

CON LOS DENUESTOS DEL .1GUA Y EL V/NO

ffi non fuife ' por mi-a iuda :
,&gt; maf quando ue[ o] que le uan cortar,
1&gt; ploro 2 e fago la ~ i leuar . n
Refpondio el-uino [luego] :
(&lt; agoa 4, enti[ en]do que lo dizef por iuego.
» Par uerdat pla-,.em de coraçon,
&gt;&gt; por que fomof en eft[a] Razon;
» ca en-efto que dizef puedef enti::nder
&gt;&gt; como-ef grant el-mio poder,
&gt;&gt; ca ueyef que no-e manof ni-piedef
&gt;&gt; e-io [derribo] a-muchof ualientef;
» e si farya a-qua[n]to{ en-el-muj n]do l_fon l,
)&gt; e s si biuo fuefe, Sanfon.
&gt;&gt; E dixemof 6 todo lo-al :
&gt;&gt; la-mefa fi[ n]-mi nada non ual. i&gt;
Ell agua iaze muerta Ridiendo
de lo quel uino efta diziendo :
« Don uino, fi-no( de Dio[ falut,
n que uof me fagade( agora una uirtud
&gt;&gt; ffartad bien un uillano,
&gt;J no-lo prenda nif n]guno de la mano,
&gt;i e fi-antef d'una pasada* no cayere en-el lodo,
n diof ifode( de tod en-todo(do).
1&gt; E si-efto fazedef,
&gt;l otorgo que uençudam auedef :
&gt;&gt; en-una blanca paret
i, cinco kandelaf ponet,

» e si-el-beudo non dixiere

iJ

205

210

2I5

220

*5 (fol. 126)

225

&gt;&gt;

2

r. MF y CMV fuese.

MF plora.
l, 3. El ms. v; camp. v. 227 ; omitido por MF que nota : (&lt; on pourrait y t•oir la
premrùe lettre du mot vid. »
4. Tilde imltil. MF agua.
5. Omitido por MF.
6. MF dexernos, y pudiera aceptarse, suponiendo una e mal jonnada.
2.

,&gt;1--'

'

1.

2.

3.

4.
5.

6.

35

de quanta digo de todo miento. »

el-uino, mucho somof en
[buena Razon,
&gt;&gt; fi comygo tuuicref entençion.
&gt;&gt; Quiere[ que te diga ahora una cofa?:
» no-fe Ref tan lixofa :
» tu foelef cale( e caleiaf mondar,
&gt;&gt; • • • • • • • • • • y-andar;
&gt;&gt; por tantof de lixof de lugaref
» delexaf tu 3 fenallef,
&gt;l e fuelef lauar pief e manof
&gt;&gt; e linpiar muchof lixof pan of,
» e fuelef tanto andar co[n] poluo mefclada
» fafta qu'en-lo[ do] eref tornada.
» C 4 a mi f.i.enpre me tienen ornado
» de entro en-buena[fJ s cubaf condefado;
» e contart' e otraf mif mana(
&gt;&gt; maf-temo que luego te-afanaf:
&gt;&gt; yo fago al-çiego ueyer
J&gt; y-al-coxo coRer
&gt;&gt; y-al mudo faubla
» y-al enfermo QEganar;
» asi co[m] dize en-el fcri pto,
&gt;&gt; de 6 [ mi] fazen el-cuerpo de Iefu Criflo. )&gt;
&lt;c Asi, don uino, por carydad,.
» que tanta fabedef de diuinidat !
-

.

91,1,e fon ciento,

« Par '-Dio[, diz

2

MF Por.
MF dixo.
MF do lexas tus.
Dudosa ; MF lee también C, pero pudiera se,· E.
Tilde inûtil, 6 leer bue11na.
MFdo.

�REVUE HISPANIQUE
618

TOME XIII, Pl. 1-5.

RAZON DE AMOR

(,J
2

55

260

Alauut I io y-todo algo e-en-criftianifmo,
qu;,e agua 2 fazen el-batifino,
&gt;&gt; e dize Diof que lof[que] de agua fueren bau[tizadof
» fillof de Diof seran clamadof
'
&gt;&gt; e-llof que de agua • non fneren bautizadof
» fillof de Diof non fera[n] clamadof
&gt;&gt;

&gt;i

Mi Razon aqui la fi.no,

e mandat nof dar uino.

Qui me-fcripsit fcribat,
se[m]per cum Domino bibat.
Lupus, me-feçit, de Maros.

I.

Ig-ua.l MF, pero ù1terp,-eta Alavat. Acaso estd por Alavo te??. CMV Ala-

vat(e] 1 oydo e algo.
2. Tilde foutil.

1

li)-0~
b

RAt:,ÔN DE AMOR,
CON LOS DENUESTOS DEL AGUA Y EL VJNO

���VARIA

Proverbios de don Apostol de Castilla

Ce texte a déja été publié en 1890 par M. A. Paz y Mélia dans la
première sèrie de ses Sales espanolas, d'après un manuscrit de la Biblioteca Nacional de Madrid. Le ms. espagnol 373 de la Bibliothèque
Nationale de Paris contient (aux ff. 161-166) une copie de ces Proverbios qui permet d'apporter mainte rectification a l'édition de 1890.
On a désigné par A le ms. de Paris, et par B l'imprimé cité ci-dessus.
En ce qui concerne l'auteur de cette parodie, je ne puis mieux faire
que de renvoyer aux pp. xxiv-xxvm de l'Introduction placée par
M. Paz y Mélia en tête de son volume.

R.

FOULCHÉ-DELBOSC.

PROVERBIOS DE DON APOSTOL DE CASTILLA, QUE HIZO EN CIERTA MANERA
PARA CONSEJO

Y REPREHE.NSION

DE

SU

HIJO, CONTRAHECHOS A LOS DEL

MARQUES DE SANTILLANA 1 •

Hijo mio muy amado,
para mit:ntes
que vivas• entre las gentes
desamado;
preciate de mal criado,
y haras
quantas vilezas querras
a tu grado.

No parecer eloquente
bien sera,
mas menos te converna
ser prudente;
muestra partes de ynocente,
que los tales
privan con los principales
largamente.

1. B. Proverbios de don Apostol de Castilla para su hijo don Alonso de
Castilla, contrahechos a los que hizo el Marques de Santillana - 2. B. vives.

�620

VARIA

VARIA

Hijo, pues que poco cuesta
bien hablar s,
lo mesmo deves de dar
por repuesta ;
toda· vergüença pospuesta 4,
ten por bueno
de tener lengua sin freno
desh:mesta.

Procura de ser malquist09
si pudieres,
y de hombres y 10 mugeres
nunca visto;
no digas que te enemisto
por escusa,
pues del traje que se husa
te me visto".

Al pobre que te pidiere
no le creas,
au-1que de ambre k veas
que se muere;
si voluntad te vioiere
para dar,
da sin tiempo y sin lugar
de do diere.

Todo vivir virtuoses
te aconsejo,
que huyas pues de la viejo
no sabroso;
con el que fuere' vicioso
te concierta,
y con el cierra tu puerta
muy gozoso.

Huye la conversacion
virtuosa,
y seguiras" la viciosa
sin razon;
todo tahur y ladron
te contente,
y al templado y'l continente
da baldon• ♦•

Todas obras virtuo~
a mi ver
las deves àe' 0 aborrecer
en tus cosas ;
y las pesimas daf1osas
sin provecho,
que las guard es en tu pecho
como rosas.

Consejos de buena mano
uo los mires,
mira 7 que siernpre sus pires
de liviano;
conozcante por tirano s
de ta! suerte
que te desehen la muerte
muy temprano.

Donde vieres gentilezas
no te muevas,
mas alla por las calnuevas' s
haz proezas;
malas manas y torpezas
te despierten,
las quales en si convierten 16
las noblezas.

No te sienta criatura
ser constante
de palabra, ni mediante
qualquier jura ;
de tu firma o" escriptura
. con tu sello,
no tengas en un cavello
la" ratura.

De muy mala condicion

Creer 1 1 presto vanidades
te encomiendo,
Forque mueras 18 no saviendo
las verdades ;
distincion en las hedade~
no la hagas,
en todas'9 hagan tus plagas
novedades.

Gaza de la compaiiia
de los locos,
que los' J cuerdos dan muy pocos
alegria;
al ciego toma par guia,
porque oyo
que va camino del oyo
la su via.

te guameze,
que es alhaja que parece
de varon;
no tiemples con discrecion
tus passiones,
sin mostràr alteraciones
de passion.

3. B. O hijo ! qué poco cuesta bien hablar ! - 4. Ce 11ers manque dans A 5. B. brioso - 6. B. fuese - 7. B . para - 8. B. liviano - 9. B. Procura
ser mal criado - 10. B. ni - 11. A. se reviste - 12. B. y sigue tras 13 . B.(y)-14. B. balcon[!!] - 15. B.calmebas- 16_ B. conciertenr7. B. Cree - 18. B. en veras - 19. A. que todos.

Si te Jiere Dios potencia
que pose:is,

20.
-

2;.

B. (de) B. \' ~i -

21.
26.

621

gastala '+ por las aldeas
sin prudencia;
que es muy gran rnagnificencia
no tener
con · 10s brutos en el ser
difereocia.
Si Dios•; te diere vassallos
que goviemes,
puedes de viernes a viernes
desoUa llos• 6,
oyllos y no librallos
ni creellos,
si les nacieren cavellos
tresquilallos.
No seas caritati bo
n\ devoto,
mas de todo muy remoto
y aun esquiva,
muy escaso y muy captiva
tu dinera
te tenga por prisionero
mientras vivo.
De todas siete virtudes
te defiendan
los vicias que nos remiendan ' 7
las saludes;
de liviallas joventudes
te govierna,
porque de la vida tieroa
no te mudes.
Grandezas de corazon
virtuose,
no las hagas con reposso
ni sazon;

B. y - 22. B. su - 23. B. pues de A. desolallos - 27. B. remedian.

24.

B. gozala

�622

•

VARIA

VARIA

mas subjeta la razon
y la• 8 verdad
a solas•9 la vol untad
y ]a;0 opinionJt.

pues aun Dios esn tu possada
nunca more,
porque toda se desdore
de plagadai~.

del politico blason
de aquel necio
que nos dio por poco precio
tan gran don4'.

Aparta siempre los viejos
de tu lado,
pues conservan buen estado
sus consejos :
de mozuelos bocalejos
te rodea,
conformes a la ralea
de consejosP .

Obras de misericordia
no se hagao,
huye de los que se pagao
de concordia ;
sea lleoa de discordia
tu doctrina,
nunca bagas cosa digna
de memoria.

Economica•' rnanera
de vivir
no la deves de seguir,
pues do quiera
hallaras regla casera
para dar
y en tu casa que llorar
y aun de fuera.

Fee no tengas de christiano
verdadero,
pero como cavallero
sera sano
que la traygas en la mano
por mostrar
que no la puedes guardar
a tu hermaao.

Pi~dad para la genten
no la tengas,
sepan todos que te vengas
largamente,
sin orden, pori8 azidente
como Nero,
pues fue Cessar un aguero
de paciente.

No te cares desperanza,
que es virtud
para poner la salud
en balanza;
husa de desconfinançan
si tus hechos
quisieres hazer estrechos
de libranza .

Para curar tus defectosl9
nunca leas
en las Eticas, ni creas
sus preceptos;
dar parte de tus secretos
a qualquiera
es regla muy verdadera
de discretos-i0 •

Charid,td bien ordenada,
yo te digo
que con otros ai contigo
valgaH nada ;

Para la governacion
cibdadana,
reprueva por cosa vana
la leccion

tu te ten,
si no me tienes ya bien
entendido,
que quise+1 dar al oydo
confussion,
porque juzgue ]a razon
del sonido .

Y que te pinto los males

Nunca hables concertado
ni polido
si no quieres ser tenido
por pessado,
que los tiempos han mudado
la manera
deH hablar, y va de fuera
lo nombrado.
CONCLUYE

porque veas
tiguradas cosas feas
de vestiales,
y en el enves de las tales
puedas ver
de loque deves hazer
las sei'iales.

Y porque los mal mandados
ya saveys
que deveys45 ser al rebes
consejados46,
que si los vicias pintados
se47 aborrecen,
muy mas disformes parezen
los obrados.

APLICANDO SU YNTENCION.

Por de muy poco sentido

Copias de despedida
Les coplas suivantes ont été copiées par moi dans le ms 4317
(ff. 83-84) de la Bibliothèque de Sir Thomas Phillips, à Cheltenham;
elles sont à rapprocher des célébres quintillas commençant par Puesto
ya el pie en el estribo, publiées ici-même (VI, pp. 319-321 et 507-508;
VIll,p. 512).
R. FouLCHÉ- DELBosc .

28. B. (la) - 29. B. a so]a - 30. B. (la) - 31. Cette stropbe est ai1ant les
deux précédentes dans B - p. Cette stropbe manque dans A - 3 3. B. descon34. B. vale - 3 5, B. pues con Dios en - 36. B. d.; la plaga
37. B. las gentes - 38. A . con- 39. A. effectos - 40. B. de secreto.
fianza -

41. A.
-

tan gradon - 42. B. Y la unica - 43. B. del 45.B. debcn-46. A. aconsejados - 47. B. (se).

44. B. que quiero

�VARIA

Enfadado de uibir,
a dura muenc cercano,
contente coD cl morir,
torno la pluma en la rnano,
se1iora, para escribir.

Que podras claro lo enticndo,
pues procuras enbiarme
la. muerte que estoy pidiendo,
di que 11cabe de acabarme,
y no penes atendiendo.

No os escribo por rogar
que se alargue mi panida,
pues ya no puedo quedar,
que Do tiene en mi la uida
lugar donde pueda estar.

No te quedaras riendo
de la muene que recibo,
yo salgo de estar muriendo,
pues mas peoo estando uibo
que sigun [?] peno partiendo.

La muerte tiene tomados
los aposeDtos mayores,
y a su rigor confiscados,
fueron aposentadores
uuestro olvido y mis cuidados .

Presto muerto me ueras,
mas no dejar de quererte :
en el alma puesta bas,
de suerte aborrecerte
ya no esperes que jamas.

Y asi me ulln despidiendo
uuestra fe y mis esperanças ;

Quando mi muerte ueras,
cruel y bella sirena,
se que contenta diras,
no para gloria ni pena,
te uere ni me ueras.

la muertc viene corriendo :
quierole pcdir fianças
porque no se budba ... uie'ldO (?).
No le pido piedad,
qui! rn la muerte no se espera,
mas uos y ella me escuchad
de mi triste uoz postrcr.i
mi fe y uuestra crueldad,
No pudo estendersc mas
mis estremos y su suertc
y pues andan en coupas
tu aborreces yo a que::rerte
uibe leda si podras.

FIN

Quien partir llamo al partir,
errole el nombre a la clara;
cierto mejor acertara
si le llamara morir,
y al rnorir partir bastara.

C OMPTES RENDUS

Alfonso Dan vila. Estudios espaiioles del siglo xvm.
Luisa Isabel de Orleans y Luis 1. Madrid: Fernand.a Fe. r902. xv293 PP·
Fernando '1 y Dona Barbara de Braganza (17q-r748). Madrid;
]aimé Rates Martin. 1905. 292 pp.

Ces deux volumes sont l'œuvre d'un jeune écrivain che,: lequel le goût des
études historiques est une tradition de famille. Il est aisé de s'apercevoir que
l'autt.:ur a été à bonne école. Ses livres ne se recommandent pas seulement
par la richesse de la documen tation; on y trouve aussi une méthode, une clarté,
une teneur qui sont encore des qualités trop rares en Espagne pour qu'on ne
les note pas avec plaisir quand on a la chance de les rencontrer. Nous reprocht:rions seulement à M. D. de ne pas a,·oir fait précéder ses volumes d'une
notice bibliographique sur les sources consultées par lui ; c'est une lacune qu'il
lui eût été bien facile de combler, et quelques pages sur cc sujet auraient ajouté
beaucoup à la valeur scie11tifiquc de ses li\TCS. De même les nombreuses
notices bibliographiques mises en notes sont intéressantes, mais il n'eùt pas
~té maU\·ais de dire d'où elles sont tirées, comme l'ont fait MM. Morel-Fatio
et Léouardon dans leur Rt.cueil des i11strucfio11s ,uiressies OILY 111i,ûstres de. Fi-a11ce.
Quelques-u11es de ces notices, cdles du régent et de sa mère, par exemple,
sont tellement brèves qu'elles sont presque inutiles.
Les deux livres se font pour ainsi dire pendant et nous ne serions pas étonnés que, consciemment ou non, l'auteur ait cédé à la tentation d'opposer à
l'immoralité française, symbolisée en la personne de Louise Is.1belle, la vertu
hispanique représent~ par Ferdinand VI et la reine Barbara. Dans la préface
de son premier volume, M. D. ~e défend, il est vrai, de vouloir faire de l'histoire une moralité, mais l'opposition des figures choisies par lui est si tranchée,
le parallèle si facile et si classique qu'il n'aura pu résister à la tentation.
Louise-Isabelle d'Orléans avait été fon mal élevée et devait être une femme
parfaitement insupportable; nous ne voyons cependant pas qu'on ait à lui

�626

COMPTES RENDUS

COMPTES RENDUS

reprocher des fautes irrémédiables. Elle était aussi innocente que Don Luis
qunnd elle devint princesse des Asturies; elle se conduisit à peu près convenablement pendant deux ans, et nt! mécontenta son époux que du jour oü dit!
devint reine. On l'accuse de n'avoir eu aucune considération pour le roi, mais
on avoue que D. Luis était si timide qu'il faisait l'effet d'un sauvage, qu'il se
défiait de tous ceu1' qui l'entouraient, ne marquait d'amitié qu'à quelques
domestiques, avait un..: peine extrême à former une résolutiou et plus de pdnc
encore à s'y tenir. ll 11'est pas étonnant que la reice, vraie pensionnaire émancipée, insolente et hardie, ait fait peu de cas de ce farouche et maladroit garçon,
qui ne savait que la sermonner i.:t la menacer de la battre. On lui reproche son
dédain pour l'étiquette espagnole; je crois bien que nous touchons là au fond
du débat et il ne serait pas difficile de trouver à Louise Isabelle plus d'une circonstance atténuante. La Cour d'Espagne était alors le plus maussade et le plus
odieux des couvents, et les excentricités de la reine, se; ,ours,~s en
chemise dans la galerie, ses collations avec ses caméristes, son goût pour le
vin peuvent bien n'avoir été que de folles protestations comre la tyrannie des
usages de cour. Mettez une alouette en cage, elle se brisera la tête contre les
barreaux. Ajoutons, et c'est ici une lacune dans le trav:til de M. Dauvila, que
la jeune reine parait avoir été réellement malade. Ses capriœs, ses excès de
table, sa manie de boire du vinaigre et de mangcer de la cire à cacheter sembleut
bien prouver qu'dle était hystérique et partant, à pdne responsable. U ne
faudrait point oublier non plus que Philippe V lui - même donna l'e~emple de
d~sordres mentaux beaucoup plus graves, et que la cou r des« reyes padres " fut
de 1728 à t738 encore plus bizarre que celle de Louise-Isabelle. Philippe V,
loi aussi, voulait se promener en chemise dallS son palais, et il fallait le rejeter
de force dans son lit.
La femme que M. D. juge aYl!C le plus d'indulgence est l'infante MarieThérèse, qui fut dauphine de France, « n'avait apporté dans le mariage que sa
« paresse espagnole, si douce, si pleine de coquetterie, ne savait rien de rien tt
« ne montra jamais la moindre envie d'apprendre autre chose qu'à lire dans le
(&lt; cœur de son mari )&gt; (Pema11do VI y Do,ïa Ba,·bara, p. 232). Cette pauvre
amoureuse tenait en mépris tout ce qui n'était pas le dauplùn - del rey abajo,
1ri11g-11110 et ne montrait de confiance qu'à Ja nourrice et au frère de !ait de
son m:iri. Comme la duchesse de Chartres lui en demandait la raison, elle
répondait délibérément : « Les gens si fort au-dessous de moi, quelque bonté
(c que je leur témoigne ne manqueront jamais au respect qu' ils me doivent;
c&lt; mais les gens de la Cour prendraient des familiarités, que le Roi peut auto(( riser par sa. trop grande indulgence, et ces familiarités ue me plairaient pas»
(ibid., p. 2.31 ). - Cette paresse espagnole et ces manières hautaines peuvent
S&lt;:mbler le fin du fin en Castille ; un Fra.nç.1-is n'y verra jamais que sottise et
vanité.

M. D. touche en passant un point délicat ct important de l'histoire dc Philippe V : l'affairc de l'abdication de 172,t. On sait que l'lùstorien anglais Coxe
l'attribuc au secret désir de Philippe de de:;venir roi de France, et que M. Baudrillart l'attribue uniquement à l'étroite piété du roi. M. D. prouve que les
contemporains eux-mêmes crurent au motif politique et il fait obsen·er avec
raison que l'ambition et la dévotion se sont siétrangem&lt;!nt battues dans la pauvre
tète du roi qu'il est difficile de savoir laquèlk de ces deux passions a pu
l'emporter sur l'autre à tel ou tel moment de son histoire. C'est, à tlotre avis,
une vue très juste et trés ingénieuse.
L'étude consacré,;: par M. D. à Ferdinand VI et a Doiia Barbara de Braganœ
jusqu'à la paix d'Aix-la-Chapelle, est moins une biographie qu'une histoire
diplomatique des intrigues qui se nouèrent autour de Philippe V et d'Élisabeth
Farnèse pour disputer a la France.: l'alliance de l'Espagne. Cette histoire était
déjà écrite par M. Baudrillart et M. D. n'eo a pas changé les grandes lignes,
mais il l'a vue plus exclusivement du côté espagnol et a su faire rc,·h•re la physionomie: de cette époque bizarre, si favorable aux intrigues de cour et aux
longues négociations diplomatiques .
Dans la première parùe de son ouvrage, M. D. suit Ferdinand VI depuis sa
naissance jusqu'à son nuriage et nous donne, chemin faisant, de curieux détails
sur l'amitié de Ferdinand pour son frère D. Luis, sur l'antipathie qui régnait
entre les fils de Marie-Louise de SaYoie et ceux d'Élisabeth Farnèse, sur la
vie de cour et le mariage portugais, conséquence immédiate du renvoi de l'infante Marianita. Toute cette partie est bien suiyie et peut êtri.: considérée
co111me un modèle de narration diplomatique.
Dans la deuxième partie, Doiia Barbara entre en scène et se ré\'éle comme une
femme de tête et de grande prudence, bien décidée â régner sous le nom de
son époux. La démence croissante de Philippe V semblait à tout moment devoir
amener une abdication ou un changement de règne. Dona Barbara s'appuye sur
la France, pour n'a.,oir pas à craindre de la trouver sur son cht:min. Ses accointances awc l'ambassadeur Rottcmbourg entraînent sa complète disgrâce et celle
de son mari.
La troisième partie est consacrée aux débuts du règne de Fe rdi nand VI jusqu'à la signature de la paix d'Aix-la-Chapelle, et nous montre Ft:rdinand
moins ami de la France, craignant de plus en plus d tomber sous la dépendance de la France ou de l'Angleterre et ne songeant qu 'à passer en paix les
jours comptés qui lui restent à vivre .
M. D . , trop favorable à des princes aussi médiocres que Ferdiua□ d et Barb,1ra,
suit e□ cela la tradition des historiens espagnols, mais il a sur les choses du
xvm• siècle des vues beaucoup plus justes que la plupart de ses compatriotes.
S'il s'exagère l'importance des changements politiques survenus en Espagne à la
suite de la guerre de Succession, s'il se montre sévère pour les ministres de

�...

cœ.lPTES RE.'DUS

CO~IPTES RI:, 'DU

Philippe V, il reconnaît cependant que le règne de cc prince « tira l'Esp.1gne Je
« la misérable existenœ où die végétait sous Chari.: Il, pour la ranimer et lui
« faire occuper un poste éminent dans les de tinécs de l'Europe. "
, L D. · it chcrdu:r, sait composer, sait écrin!: s1.-s premiers livres promettull
à l'fapagne un historien de ulent, s'il veut bien faire a l'cx.1ctitudc de es rétërenccs une attention de plus en plus sérieuse, et se dégager dc plus cn plus des
vieux partis pris nationaux.

G.

DiiSOiiVISES DU Dt·.1.F.lff.

Ernest Gossart. L'établissement du régime espagnol dans les Pays13as et l'insurrection. Brnxelles: H. L-1111erli1t, 1905. in-8°, xn-331 pp.
L'insurrection d1.-s Pays-Bas contre Philippe Il a été un de) grands faits du

xv1• siècle et l'une des causes les plus puissantes de la décadence de l'Espagne.
Cette histoire a déja thé l'objet dt&gt; nombreux travaux en Bdgique, en France,
en Espagne et en Allemagne. M. Gossart les connait pre ·que tous et cn donne
la liste dans une abondante bibliographie . Il ne paraît pas s'être servi de !'Histoire de de Thou, ni de l'Hisli&gt;ria t'Ïlae Caroli l'alrsii G.illiaru111 m•is de Papire
Masson, ni des .\,fémoires ,t Corrrspo11da11u de Duplcssis-!'.fornay, ni de l'llisloif(
de Pl,ilippe [[ de Forneroo, ni du François dt la , 011e de M. Ha1..ser, ni de
ouvrages hollandais de J Van \loten, , ·uyens, Muller, \"an Groningcn,
Janssen et llcitsma, ui des histoires gènérales d'Arend et de • 'ami:chc, qui
conSJcrent cepend.int des volumes entiers à l'histoire du souli:,·ement des Pays•
Bas. li ne memiounc pas non plu le Philipp, JI ri la Btlgigur d:: Borgnet, ni
I' Hisloirt dt lu Rkolu1io11 Jrs Pay1-Bas de Th . Juste. Peut-être aussi la p;m
foi c aux ouvrages espagnols est-elle un peu mincc. Une étude critique sur 1:1
,·alcur des ouvrages consultés et les raisons qui lui avaient fait rejeter le autres
aurJÎt complété heureusement la bibliographie de, l. Gossart.
Dans ,on mtroduction, M. G. montre toute l'impertanet: de la po~scssion
des Flandres pour la monarchie esp;ismole; c'était pour l'Espagne« un toudkr
« qui lui permettait de rece\'Oir 11:s coups de l'Angletem:, de l'Allemagne ..:t dc
« la France, loin de la tête de la monarchie "· La lutte que Philippe JI a soutenue aux Pays-Bas est donc plus encore une lutte politique que religieuse d
constitue une page de l'histoire politique de l'Esp:igne.
Cc peint de ~-ue a certainement une part de ,·hité, mais il faut ajouter immédiatement que si Philippe II n'avait envisagé que ses int&lt;!réts politiques 11 eüt
lais é les Pavs-Bas tranquilles, et en fût d1.:meur.'.! le maitre incontesté, et quc
c'est bien pour une cause religieuse qu'il les a troublés et perdus. li a peut-être
cru faire de la politique espagnole aux P,1y~ •Bas, mais il y i urtout fait de la
politique religieuse. Le li\'re de M G. se termine d'ailleurs par une cit.uion d
Philippe li lui-même, qui m; laisse aucun doute a cc. sujet : • J'aimcra.i, mieux

« être privé dt:s Pays-Bas que de les pesséder sans qu'ils fussent catholiques,

" d'autant plus que je tiens pour assuré qu'en agissant ainsi dans une affaire
« qui est celle de Dieu, Lui, dans sa bontë, fera la mienne et m'aider:i à les

« maintenir dans la foi et à son scr\'ice. »
li y ;:wait antipathie naturelle entre les Flamands et les Espagnols. M. G. l'a
dèmontri: avec d'intéressants détails; le Fh1mand, raisonneur, jovial et sensuel
détestait !'Espagnol secret, grave et sobre, et l'E. pagnol, à son t0ur, méprisait
le Flamand qu'il trouvait grossier, s.1ns :imc et sans honneur, prêt à la rébellion
et à l'hérésie. , 'i Granvelle, ni ;\larguerite de Pam1e n'étaient propres à rendre
le joug espagnol plus supportable; l'un dépl:iisait par son c.uactère entier et
son humeur despotique, l'autre par sa fausseté italienne et son égoïsme. Ni
l'un ni l'autre n'avaient l'esprit flamand et ne respectaient les privilèges du pays.
C'est la question religieuse qui commence les troubles. L'inquisition exi~tait
aux P.i •s-Bas, non sous la forme perfectionnée qu'elle avait reçue en Espagne,
mais sous sa forme traditionnelle - dont M. G. aurait pu nous indiquer à
grands traits l'organis;Hion. - Les atteintes pe~t.'.!es aux libertés flamandes par
les inquisiteurs, surtout par Titelm,m, déterminèrent les protestations des
Flamands; le comte d'Egmont fit le voyage d'Esp:igne pour signaler le danger
au roi Philippe le berna comme il sa\'ait le faire, octroya le pardon aux fauteurs de troubles, et protesta secrètement par-devant notaire que son intention
i:tait, au contraire, de les châtier sitôt qu'il le pourrait. Au premier mou,·ement
des héri:tiques, Philippe envoya le duc d'Albe en Flandre.
Le duc était bien l'homme le plus anti-flamand que l'on pût trouver en
Espagne : « Chaque fois, disait-il au roi, que je ,·ois les lettres de ces seigneurs
« de Flandre, elles me transportent au peint que si je ne m'eftorçais de mai« triscr ma colère, mon opinion paraîtrait à Votre Majesté celle d' un homme
o: frénétique. • Il vint en Flandre avec l'intention de faire périr quiconque persévérerait dans la rèvolte et dans l'hérésie. M G. nous donne d'intéressants
Jc:ra1ls sur l'occupation militaire des Flandrés par l'année ' pagnole, sur l'organisation du Conseil des troubles et l'histoire de la terreur que le duc d'Albe fit
peser sur le pays. Il y eut des épisodes atroces. La ,·engeance du duc s'étendit
jusque sur les absents. Floris de Montmorency, comte de Montigny, et frère
c.1det du comte de Homes, fut étranglé dans sa prison de Simancas par ordre
de Philippe II. L'effet des proscriptions fut d'aborù terrible; le pays parut se
soumettre, le duc d' Albe triompha, et en hon scn;1eur prit peur lui tout
l'odicux des mesures de répression. Mais il voulut traiter lt:S Flandres en pays
conquis ct leur faire payer l'année qui les tyrannisait. Les Flamands, qui
s'étaient laissé impeser le catholicisme et qui avaient laissé tuer kurs princes,
e soulevèrent contre l'alcavala.
L·!S gueux de mer, organisés par Guillaume d'Or,mge dès 1568, s'emparèrent
de La Bridie et de Flessingue, et la guerre commença pour durer quaunte ans.

�COMPTES RENDUS

630

631

COMPTES IŒ.'DUS

M. G. a très bien déru h! lcs intêréts di: J"Anglc1crre et de la France dans la
question Jcs Pays-Bas, et donne sur la diplomatie d'Élisabeth et de Charles IX
des détails, qui sont la panic la plus intéressante de son livre. La reine
d'Angleterre parait avoir étt! plus habile et avoir eu plus de suite dans ks
idéc , ruais il n'est que juste d'observer qu'elle a l'avantage de régner sur une
ile, et que. la question rdigieuse est à peu près résolue chez elle, tandis que
Ch:irles IX a son royaume ouvert à tous les ,·ent · et dé,hiré par les factions.
Ce malheureux enfant parfois bien intentionné, m,1is per,•crti et mal conseillé,
entre,·it un moment ce qu'il avait à faire, et n'osa se jeta dans la guerre. Le
pouvait-il? .. C'est une qucstiou très délicate, et dont 1. G. ne parait pas
s"être mis 1'h:n en peine.
La ré,·oltc J,:s Pays-Bas amena k départ du duc d'.-\lbe. , 1. G. s'arrête à
cette date, aprês a,·oir esquissé l'amusant cpisodc de la ri,·alité d'Albc et de
Medinaceli, tous les deux gouverneurs des Fl:mdres, et qui ne \"OtJlaient se
connaitre ni l'un ni l'autre.
Cc li,·rc nous paraît ne répondre qu 'imparfaitem1.:nt à son titre. Il ne
semble pas qu'il y ait jamais eu en Flandre de« régime espagnol». Il faudrait
entendre par là une application des lois de CJstillc à la Fiamlre, et jamais rien
de pareil ne fut tenté. L'inquisition elle-mème rest.1 en Flandre organ[sc!e ~ur
un plan différent du plan espagnol.
L'établissement de l'alcavJla fut bien un essai d'intn&gt;duction aux Pays-Bas
d'une institution esp,tgnole, mais l'c!chec de cette tent.iti,·e fut si rapid~ e1 si
complet qu'il est impossible de s'y arri!ter. En réalité, les Pavs-Bas ont sut&gt;i
une dictature militaire espagnole, mais n'ont jamais éte soumis « au rc!girnc
espagnol. »
Si M. G. voulait faire l'histoire de cette dictature, les trois premiers chapitres
sont une pure introduction, et sont trop longs; et toute la panic relative aux
négociations de France et d'Angleterre est étrangère au sujet.
Si M. G. a voulu nous donner un chapitre de la politique générale Je
Philippe II, il s'occupe alors trop du duc d'Albe.
On ne sait où est le sujet, on ne sait d'où l'auteur se place pour le considérer.
Il semble que l'on soit eu prcseucc d'un premier ,·olume d'une histoire générale de la guerre de l'indépendance des Province -Unies. - Et l'on pourrait,
même en ce cas, se demander quelle serait l'utilité d'un pareil travail, venant
après tous ceux qui ont paru sur la question. M. G. n'apporte à cette histvire
aucun fait nouveau, et rkn d'inédit. Nous entendons bien qu' il c5t possible et
lé~time de publier des études d'ensemble d'après des travaux déjà connus,
mais pour que ces travaux soient intéressants, il faut que ces études d'ensemble
n'aient ~ncorc _ia_mais été faites - ou que le nouveau li"re se recommande par
d~ quala'.ês ?ngma!es tout à fait hors de pair On a dl!jà publié beaucoup de
sohdes h1s101rcs de la gucrrc des Pays-Bas: le livre de :M. G., fort com.:ct et

d'une lecture tri:s agréJble, ni! dépare certes pas la collection, mais n'en fera pas
non plus oublier ccrtains ouvrages.

G.

DESDEV!SES DV DEZERT.

Colcccion de documentos para el estudio de la historia de Aragon.
Torno IL Forum Turolii, regnantc in Aragonia Adcfonso rege, anno
dominice n.ttivitatis MCLXXVI. Transcripcion y cstudio prcliminar
de Fr.rncisco Aznar y Navarre. Z11ragota : tip M. Escar, 1905, in-8,
x1.v1-~oo pp. et deux fac-similés.
De l'avis de M. A. y N. (p. v1) le fuero latin de Teruel est « el fuero mas
importante de nucma Edad Media y aun de toda la E&lt;lad Media espaiiola ».
li était donc nécessaire de le publier intégralcment.
L'édition de M. A. y N. est très sobre el très sage; l'éditeur n'a poiut cherché à étaler Son savoir; il s'est borné àreproduirc aVL'C exactitude le ms. des
archives municipales de Teruel et il relever, quand il y avait lieu, les
variantes du ms. de Madrid. Ce faisant, il a montré une réelle mode5tie, qui
est toute à son honneur, et su éviter le défaut qui consiste à rédiger un commentaire prolixe et, le plus souvent, inutile.
Le texte est accompagné d'une préface substantielle. L'examen des ouvrages
dans lesquels le fuero de Teruel a été peu fidèlement traduit ou analysé (pp.
, 11-:-m), de même que la description des manuscrits (pp. XL1-xu11) sont faits
a\'ec un soin minutieux. Mais il convient de recommander d'une façon spéciale
ks pages pénétrantes dans lesquelles l'auteur étudie « l'origine, l'existence et
l'abolition du fuero ll (pp. XJ1-xx1), et celles dans lesquelles il détermine
les rapports existant entre les trois coutumiers de Teruel, de Cuenca et de
S.:pulveda (pp. xx1-xL1). Ces dernières, notamment, constituent une dissertation très solide, dont voici les conclusions : le fucro de Teruel, qui est luimême une « magna ampliacion del de Daroca ", a été plus t.ird appliqué à
Cuenca et plus tard encore à Sepu!veda. « Por el intcrmedio de aquellaciudad
· de esta villa castellanas lo recibieron otras de aquel reino, como Consuegra,
B.1e1.:1, Aldzar, Plascncia y .-\larc6n. Por el reino aragonés se extend/a :1 la
Comunidad de Albarrado, à la extinguida de Mosqueruela, en parte a la villa
de Alfambra ... • (p. XLI).
Il n'y a pas lieu d'adresser à ce volume de critiques graves. Toutefois il est
un point sur lequel nous devons attirer l'attention de M. A. v N. ous lisons
p. XLIII · « En la transcripci6n nos hemos aten.ido ciegame~te :1 la matcrialidad de los codiccs, no modificando una letra, guardandonos de reformar la

�632

COMPTES RENDUS

puntuaciôn. Se nos podra discutir esta 111a11era », etc. Quoi qu'en pense M. A.
y N. (p . xuv), l'idéal, « en esta clase de publicaciones )), n'est point la
reproduction photographique ni, à défaut de celle-ci, l'édition dite diplo-matique.
lin éditeur n'a pas besoin, ainsi que nous l'indiquions plus haut, de commenter le texte qu'il met au jour; mais il doit commencer à l'interpréter en y
introduisant les divisions, les majuscules et la ponctuation nécessaires.
Puisque M. A. y N. n'a pas hésité, et il a eu grandement raison, à c( numerar las leyes dd fuero », pourquoi a-t·il respecté la ponctuation des manuscrits? A l'avenir, que M. A. y N. ponctue lui-même les textes édités par
ses soins, qu'il fas5e un usage rationnel des majuscules et qu'il corrige hardiment l'original quand celui-ci est manifestemem altéré! Hâtons-nous
d'ajouter d'ailleurs que la réserve formulée par nous ne diminue en aucune
manière la valeur de l'excellent volume dont il vient d'être que~tion.
En terminant ce bref compte rendu, nous tenons à souhaiter, de tout cœur,
longue et heureuse vie à la Coleccion de documwtos para el estudio de la historia
de Aragon. Il y a quelques mois, nous signalions ici même l'apparition du premier volume : nous désirerions avoir désonnais à mentionner tous les six
mois, ou tous les ans au plus tard, la publication d'un nouveau tome aussi
bien con~u et aussi soigneusement exécuté que ceux dont nous avons parlé
jusqu'à présent.

L.

BARRAU-DIHIGO.

TABLES
DU TOME XIII

I. TABLE PAR NUMÉROS

NUMÉRO 43.
Los origenes de El sombrero de tres
picas .. ..... . ...................................... . . . .. . . .
Rafael SALILLAS. - Poesia rufianesca Qacaras y Bailes) ... . . .. .. .. .
Joaquiu M1R1IT y SANS. - Négociations de Pierre IV d'Aragon avec
A. BoNILLA y SAN MARTIN. -

5
18

la couT de France (1366-1367) .................. . ...... .. .... .
TEXTES

Curiosidades literarias de los siglos xvr y xvrr, reimpresas por A.
Bonilla y San Martin. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Los vicias de Madrid (t'807)............. . ...... . . . . . . ... ... ...
Carta critica sobre la obra del Quixote. . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . .

q6
163
229

VARIA

R. FoutcHÉ-DELBosc. - Fragment d'un romance inconnu. . . . . . . . .
James F1TZMAURICE-KEUY. - Note on three sonnèts. Il........ . ..

256
257

COMPTES RENDUS

Cirot (Georges). Les histoires générales d'Espagne entre Alphonse X
et Philippe II (1284-1 S56). Bordeaux, Paris, r904 [L. BARRAUDrnmo)............. . ..... . . .. ........... .... ...... . ......
Homenaje a D. Francisco Codera. Zaragoza, 1904 [J. CHASTENAY]...
J. Saroihandy. Remarques sur la conjugaison catalane (Bulletin bispa11iqu.e de Bordeaux), 1905 [P. FABRA]..................... .... .

261
267
269

�TABLE DES MATIÈRES

Irénée Lameire. Les occupations militaires en Espagne pendant les
guerres de l'ancien droit. Paris, 1905 [G. DESDEVISES nu DEZERT]..
Derecl-10 consuetudinario y economfa popular de la provincia de Alicante, por D. Rafael Altamira y Crevea. Madrid, 1905 [G. DESDEVISES Dù DEZERT]. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Correspondance du comte de la Forest, ambassadeur de France en
Espagne (1808-1813), publiée par M. Geoffroy de Grandmaisoo.
Tome l. Paris, 1905 [G. DESDEVISES nu DEZERT]..... . . . . . . . . . .
El Coronel de Mondrag6n, por D. Angel Sakedo Ruiz. Madrid, 1905
[G. DESDEVISES DU DEZERT)....... . ... . ........ . ... . ..... . ..

TABLE DES MATIÈRES

276

284
286

289
596

Raz.on de a111or, con los Denuestos del agua y el vino. Nueva edici6n por
602

VARIA
Proverbios de don Apostol de Castilla. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Copias de despedida............ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . .

PAR NOMS D'AUTEURS
Anonymes

TEXTE

Ram6n Menéndez Pidal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TABLE

280

NUMÉRO 44.
Ch. GRAUX. - Correspondance d'Espagne, publiée par L. BARRAUDrHlGO......................................... ... . . . . . . . . .
Julio MOREIRA. - Factos de syntaxe do português popular. I-III.. . . . . .

II.

6 r9
623

COMPTES RENDUS
Alfonso Danvila. Luisa Isabel de Orleans y Luis I. Madrid, 1902 . Fernando VI y Doûa Barbara de Braganza. Madrid, 1905 [G. D.ESDEVISES
DU DEZERT].... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 625
Ernest Gossart. L'établissement du régime espagnol dans les Pays-Bas et
l'insurrection. Bruxelles, 1905 [G. DESDEVlSES DU DEZERT].. . . . . . . . 628
Coleccion de documentos para el estudio de la historia de Aragon.
Torno Il. Forum Turolii. Transcripcion y estudio preliminar de Francisco Aznar y Navarro. Zaragoza, 1905 [L. BARRAU-DIHIGO]. . . . . . . 63 1

Curiosidades literarias de los siglos XVl y XVII, reimpresas por A.
Bonilla y San Martin ........ . .... . . . .............. . .. .. ...... •
Los vicios de Madrid (1807), publiés par R. Foulché-Delbosc..........
Carta critica sobre la obra àel Quixote, publiée par R. Foulché-Ddbosc.
Fragment d'un romance inconnu, publié par R. Foulché-Delbosc. . . . . .
Razcfo de am01·, con los Denuestos del agua y el vino. Nueva edici6n por
Ram6n Meoéndez Pidal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Copias de despedida 1 publiées par R. Foulché-Delbosc....... . .... . ..

136
229
229
256
602
623

Barrau-Dihigo (L.)
Ch. Graux. Correspondance d'Espagne. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289
COMPTE RENDU. Cirot (Georges). Les histoires générales d'Espagne entre
Alphonse X et Philippe II ( 1284-15 56). Bordeaux, Paris, 1904.. . . . . 261
COMPTE RENDU. Colt!ccion de documentes para el estudio de la historia
de Aragon. Torno II. Forum Turolii. Trânscripcion y estudio prelin1inar de Francisco Aznar y Navarro. Zaragoza, 1905 . . . . . . . . . . . . . . . . 631

Bonilla y San Martin (A.)
Los origenes de El sombrero de Ires picos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
TEXTE. Curiosidades literarias de los siglos XVI y XVII ..... .•. . ,...

5
136

Castilla ( Apostol de)
Proverbios, publiés par R. Foulché-Delbosc.... . ... .. .. . . . . .... . . ..

619

Chastenay (J.)
COMPTE RENDU. Hommage à D . Francisco Codera . Zaragoza, 1904 . ..

267

Desdevises du Dezert (G )
COMPTE RENDU. Irénée Lameire. Les occupations militaires en Espagne
pendant les guerres de l'ancien droit. Paris , 1905 . . . . . . . . . . . . . . . . .

276

�---------- - - - - - - - - -- - -

Co~wrE RENDU. Derccho consuetudinario y economia poptùar de la provincia de Alicante, por D. Rafael Altamira y Crevea. Madrid, 1905. . .
COMPTE RE!ŒU. Correspondance du comte de la Forest, ambassadeur de
France en Espague (18o8-1813), publiée par M. Geoffroy de Grandmaison, Tome I. Paris, 1905 ...... , .. , .. . ...... , . . . . . . . . . . . . . .
COMPTE RENDU. El Coronel de Mondr,1g611, por D. Angel Salcedo
Ruiz. Madrid, 1905. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
COMPTE RENDU. Alfonso Danvila. Luisa Isabel de Orleans y Luis I.
Madrid, 1902. Fanando VI y Dona Barbara de Bragania. Madrid,

284

1905 .... .... ..... ' ... .... ............ ' .. ' .. ' '......... . . . • .

625

COMPTE RENDU. Ernest Gossart. L'établissement du régime espagnol
dans les Pays-Bas et l' insurrection. Bruxelles, 1905................

628

280

J.

--Moreira (Julio)

Factos de syntaxe do portuguf:s popular. J-JII. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

286

Salillas (Rafael)
Poesia rufianesca (Jâcaras y Bailes) .. . , .. . , .. . .. . ... .. . . ,.. . . . ......

I

f

269

•

---

Fitzmaurice-Kelly (James)
Note on three s9nnets. II., ... , , , , . .. .... . . . . ......... , . .. . . , . . . .

257

Foulché-Delbosc (R.)
TEXTE. Los vicios de Madrid (1807) ... . . . , ... :... .. . ........ .. . . ..

163

Quixote .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

229
256

TEXTE. Carta cririca sobre la obra del

TEXTE. Fragment d'un romance inconnu, , .... .... ...... . ... .. . . . ,
TElfTE. Proverbios de don Apostol de Ca tilla.. . ...... . .. ... . .. .. . ..
TEXTE. Coplas de despedida.... . . . . . . ....... . .. .. .... _... ... . . . .

Graux

6t9
623

(Ch.)

Correspondance c:!'Espagne, publiée par L. Barrau-D.ihigo.. ....... ....

289

Le Gérant : M. -A. DEsso1s .

Menéndez Pidal (Ram.6n)
TEXTE. Raz.ôn de amor, con los Demustos del agua y el vù10 . . , , . . . . . . . . .

602

Miret y Sans (Joaquin)
Négociations de Pierre IV d'Aragon avec la cour de Fr:mce (1366-1367).

18

III. PLANCHES HORS TEXTE

Saroîhandy. Remarques sur la conjugaison catalane

(Bullrtin hispanique de Bordeaux), r905 . . . . . . . . . . . . . . . .

596

1-5. Raz6n de .u11or, con los Denuestos del agua y el ,·ino, .. ..

Fabra (P.)
COMPTE RENDU.

637

TABLE DES MATIÈRES

TABLE DES MATIERES

76

MACON, PllOTAT flR ERES 1 1..14.PKIJIU?: URS

��'--'

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:;;..,,.r X
· o &amp; ,Melibea (Uclco t~to
tico dè la Clusli1111 _.
blicada por R. Foulché-Delbosc.. . • . . . . • • • • • . . . . 8 peseta$.
Lsoldado e.paiiol Miguel-de Castro (1593-16u), escriu por
cada Jl'&lt;)r A. Paz y Mélia.. . . . . .. .. • • .. • . . .. . 12 pësetas.
a de ~rillo de !ormes, y de sus fortunas y aduersidade$.
ediclôn principe por R. Foulché-Delbosc. . . . . . . 4 ~etas.
l'"f.Îei'. i!u fapon (n• l

à

25). ••· ..... ..... •• . , ... , .• ;, ... •• . . ·2S p~.

de Negueruela. Parsa 1lamada Ardamisa. Rêimpression publiée
et .....•.•• , •..•.• , , ... , .••.. , , • · .. , . . ..•. , . 4 pesetas.
Vill. - Co1eçci6a de Autos, Fanas, y Coloquios del siglo XVI,
Rouanet. Les quatre volumes •.••..•.. , . . . . . . · 6o pesew.

res poetiques de Jotdi de Sant Jordi (segles x1v•-xv&lt;&gt;), recullides i
4 pesetas. ·

per J. Massa Torrents ..•. , ...•••.... , .•.. , . . . . . . .
r

~

Pl'Pior'dn japon (n,. r -à u) ..... . .... , .... . ........ , .• . . . .... •• • époiœ

Pedro Manuel de Urrea. Penitencia de amor (Burgos, 1 s14). Reimpublicada por R. Foulché-Delbosc. . . • • . . . . . • • . . . . . . . . . 4 pesetas .
• - Jorge Manrrique. Copias por la muerte de su padre. Primera edkiôn
• Publkala R. Foukhé-Delbosc•. ..•. ; . • . • . . . . . . . . . • . • . 4 pesetaS.
Tinge sar grand l"'pier dn Japon (n°" 1 à 2,).,. . ...................... ,. . • • • • . 20 pesetas.

Xll. - Comedia de Calisto r Melibea (Burgos. 1499). Reimpresiôn pubticada
10 pesetas.

t&gt;.91' lt Foulche-Delbosc.. . . . • . . . . . • . . . . . . . . . . • . . . • . . . . • . • .
'llrago sar grand papier

du Japon {11.. r l .is) .•..•.• ,. • . . .. . . .. .. • .. .. . .. . . . .

so pclet40.

Xlll. -Perâlvarez de Ayllôn y Luis Hurtado de Toledo. Comedia Tibalda,

ahora por primera vez publicada segün la forma original por Adolfo Bonilla y
San Màfün . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 pesetas.
XIV~ - Libro de los engàfios -r los asayamientos de las mugeri!s. Publicalo
Adolfo Bonilla y San Martin.. .. . . .. .. .. .. . . . .. .. . . .. .. .. . 4 pesetaS.
lV. - Diego dè San Pedro. Carcel de amor (Sevilla, 1492). . .

4 pesetas.

•s pesetas.
Obras poéticas de D. Luis de Gongora, publicadas por

Tu,ige sur gtalld papier du Japon (n .. r Il u). .• ..... .... • ..... . . • •. . .. . . ... ..
1

XVJ, XVII. 1l. Foiüébé--Delbosc .........•.. ~ ... • , . • . . . . . . . . . • . . . . . . . Sous presse.
XVID. - Spill ~ Libre de les D®es per Mestre Jacme Roig. Edîci6n aitka
.:ortlas variantes de todas las-publicadas y las del Ms. de la Vaticana, prôlogo,
~ y comentarios por Roque Chabâs.. • • . . . . . . . . . . . . • • . 20 pesew.

t.es volumes de 1a Bibliotbtca hi'spanica sont en vente à BARCELONE (Librairie
de « ,....~vent; ., Ronda de l'U!Üversitat, 20), et à MADRID (Lfürairie de
AL :Murillo, AkaU., 7).

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          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                  <text>Editada en París, fue fundada en 1894 por Raymond Foulché-Delbosc, quien sería su primer director.  En ella colaboraron firmas como las del propio Foulché-Delbosc, Gonçalves Viana, Ernest Mérimée,  Marcelino Menéndez Pelayo, Louis Barrau-Dihigo, Léo Rouanet, Georges Desdevises du Dézert, Adolphe Coster, James Fitzmaurice-Kelly, Arturo Farinelli o Alexander Haggerty Krappe, entre otros muchos. Fue rival del Bulletin Hispanique editado en Burdeos. Cesó su publicación en 1933. La revista estadounidense Hispanic Review es considerada una continuación de la Revue hispanique. </text>
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                <text>Revue Hispanique, recueil consacré à l'étude des langues, des littératures et de l'histoire des pays castillans, catalans et portugais, 1905, Tomo 13, No 44</text>
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                <text>Editada en París, fue fundada en 1894 por Raymond Foulché-Delbosc, quien sería su primer director.  En ella colaboraron firmas como las del propio Foulché-Delbosc, Gonçalves Viana, Ernest Mérimée,  Marcelino Menéndez Pelayo, Louis Barrau-Dihigo, Léo Rouanet, Georges Desdevises du Dézert, Adolphe Coster, James Fitzmaurice-Kelly, Arturo Farinelli o Alexander Haggerty Krappe, entre otros muchos. Fue rival del Bulletin Hispanique editado en Burdeos. Cesó su publicación en 1933. La revista estadounidense Hispanic Review es considerada una continuación de la Revue hispanique. </text>
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                <text>El diseño y los contenidos de La hemeroteca Digital UANL están protegidos por la Ley de derechos de autor, Cap. III. De dominio público. Art. 152. Las obras del dominio público pueden ser libremente utilizadas por cualquier persona, con la sola restricción de respetar los derechos morales de los respectivos autores.</text>
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