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                  <text>JUNTA PARA AMPLIACIÓN DB ESTUDIOS B IKVBSTIGACIOKBS CIBNTÍFICAS

REVISTA

CENTRO DE ESTUDIOS HISTÓRICOS

DE

TEATRO ANTIGUO ESPAÑOL

FILOLOGÍA. ESPANOLA

TEXTOS Y ESTUDIOS
OCTUBRE-DICIEMBRE 1918

Tomo V.

Cuaderno 4.0

En esta colección se publican estudios sobre el teatro español, y se reproducen aquellas obras dramáticas que merecen no permanecer inéditas
o ser publicadas de nuevo.

Primeros volúmenes:

NÓTULAS SOBRE CANTARES E VILHANCICOS PE-

La Serrana de la Vera, de Luis VI/e,: de Guevara, publicada por R. MBNANDBZ PmAL y M.• GovR1 oa MaNÉNoaz PmAL. Un vol. en 8.0 de vu-176 págs.,

NINSULARES E A RESPEITO DE JUAN DEL ENZINA

4

ptas.

Cada cual lo que le toca y La vii'la de Nabot, de Francisco de Hojas Zorrilla,

publicadas por A1dR1co CASTRO. Un vol. en 8.0 de

270

págs., 5 ptas.

REVISTA DE FILOLOüfA ESPAÑOLA
SE ADMITEN SUSCRIPCIONES A PARTIR DE

TI RADA ~ P ARTE

DE LA

1918

A LA

B I B LI OORAF f A

As paginas que vou enviar boje ao ilustre director da
Revista de Filología Espaí'io!a - folhas desgarradas do meu
Cancioneiro peninsular - dizem respeito, na primei~a ~e-tade
ao Cancionero de Uppsa!a 1, ou seja a algumas das lind1ss1mas
«cincuenta y cuatro canciones españolas del siglo xv» 2 , publicadas e abundantemente (quanto a parte musical) comentadas por Rafael Mitjana (1909). A segunda metade ~efere-se a
poesías erroneamente atribuidas a Jua_n ~el Enz1na, como
fazendo parte da .Égloga de Plácida e Vitoriano.
.
Ao redigi-las, em junho de 1914, destinava-as aRevue H~spaniqzte a qual já dedicara varias investigar,,oes sobre poes1as

Esta tirada aparte se imprime sólo por un lado, para facilitar la
incorporación individual de las paee1etas o fichas en los catálogos
bibliográficos.
Las tiradas aparte correspondientes a los años 1914-1916- tomos I-III-y al cuaderno I.0 del tomo N, 1917, están agotadas.
0

Las de los cuadernos 2. y 4.º de 1917 se enviarán gratis a los
suscriptores de 1918.

Precio: 4 pesetas anuales.

1 No Cancionero de Uppsala reimprimem-se todos os textos d_e
,uma edicao veneziana de , 556, cujo unico exemplar até hoje c?nhec:•do foi descoberto na Biblioteca da Universidade Sueca pelo mvest1gador musicografo Rafael l\litjana.
2
Na realidade só 52, porque duas pec;as sao repetic;oes, quan~o
ao texto; espanholas no sentido lato de !iispánicas, por que o Cancwnero é trilingüe, como o Musical de Barbieri e muitos outros. Prevalece todavía a Jingua castelhana. A par de 46 poesías castelhanas, ha
só 2 portuguesas e 4 catalanescas.

TOMO

V.

22

�CAROLINA JIIICHA!!LIS DE VASCONCELLOS

castelhanas e portuguesas 1 . Previamente entendera-me com
E. Staaff o ilustre Upsalense (que num artigo 2 havia prometido, alem de observac,;oes metricas e linguisticas, contribuc,;oes.
literar-historicas) podendo por isso informar os interessados.
de que outros trabalhos de vulto o tinham desviado por ora
do campo tao florido dos vilhancicos e cantares da Musa
meridional.
As dificuldades e incertezas postaes e literarias destes terriveis anos de guerra inibiram-me todavia de despachar o
meu manuscrito.
A leitura das Nuevas notas al Cancionero musical de Barbieri 3, que &lt;levemos ao editor do Cancionero de Uppsala, recordou-me agora essa esquecida prosa. Supon&lt;lo que ainda
poderá ser de alguma utilidade, resolví oferece-la á feliz Revista que nao teve de interromper-se.
Porto, outubro de 1918.

I
I. Cómo puedo yo bivir? - Este vilancete ja fara comunicado aos estudiosos por Salvá, que o extraiu da Silva de Sirenas de Valderrábano (r547). Na reimpressao (Catálogo, numero 2549) que lhe &lt;levemos, ha variantes que melhoram o
texto contido no C. U."'· Nos versos 2 e 9 ha qu'el (em vez
de si el), e no 5º El cuando se ha de esperar.
II. Y dezid, serranicas, he! - Ja li essa serranilha de tipo
popular 5, mas com a variante Ya dezid (em que ya deve ser
1 Vid. Vol. VI: Recuerde el alma dormida; VII: Notas aos sonetos
anónimos; VIII: Pedro de Andrade Caminha; XXI: Notas ao Cancioneru
inédito (publicado no vol. XVI por Aarao Wittstens); XXII, lnvestiga;oes sobre sonetos e sonetistas portugueses e castelltanos.
2 Literaturblatt, 191 1, p. 409.
s P. 113-132 &lt;leste volume da RFE.
' É assim que designarei o Cancionero de Uppsala.
5 Mas, infelizmente, nao sei onde.

CANTARES B VlLHANCICOS E A RESPBITO DE JUAN DEL ENZINA

339

a interjeic,;ao de origem arabe), e serranica no singular, em
harmonia com a volta segunda. A forma estrófica AAbbbaA
parece ser, depois de AAbbbA e AbbbA, a mais antiga do
vilancete. Em ambas junta-se ao Mote ou Tema apenas um
tristico 1 , ao passo que posteriormente esse foi substituido
por urna quadra; a principio somente quando o mote constava
de tres versos (sendo um, ou nao, de pé quebrado), mas posteriormente em todos os casos 2 •
III. Di-me, robadora. - É cantiga de redondilha menor
abab: cdcdabab.
N. No soy yo quien veis bivir.....-Sombra soy de quien murió.-0 1° verso da volta nao rima, como &lt;leve, como 4º e 5°.
Julgo que &lt;levemos ler: Señora, no soy yo ya, ou melhor: Señora,
yo no soy ya. A ideia expressa oeste mote, tanto no verso inicial como no final, é um lugar comum poetico usadissimo, tanto
no sec. XVI, como no xrv e xv: no fundo urna versao do vergiliano Quantum mutatus ab illo 3 •
Darei as provas de que tomei nota, certa todavía de que
ha muitas mais; nem de longe exgoto o assunto.
O arcediano de Toro (que floreceu entre 1380 e 1390,
e cujo nome, longamente de balde procurado, se apurou ha
pouco) 4, dizia no meio de urna das suas cantigas 5 :
1 Conforme ao tipo AAbbbaA sao no C. U. os nº V, XVI, XXI,
XXXIX, XLIV, XLV. Nº XI (AAbbbaAA) e XII (AAbcbcAA) sao formas de transi1;ao.
2
Conforme ao tipo (quadra e tristico) que finalmente prevaleceu
(volta bccbbAA) sao p. ex. os nº' I, IV, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV,
XV, XXII, XXV. O tipo quintilha e dístico é mera variante.
3 En. II, 274.
4
Embora falte ainda a verdadeira documenta\;lio, parece que o
fecundo poeta assim designado no Cancionero de Baena, é o mesmo
arcediago de Toro Gon;alo Rodríguez, que em 1383 assinou ero Salvaterra o tratado entre Portugal e Espanha, relativo ao casamento
da infanta D. Beatriz (filha de D. Fernando e Leonor Telles) con
D. Jolio I de Caste1a. - Vid. Attbrey F. G. Bel!: Gon;alo Rodríguez,
Archdeacon of Toro, em Jvlodern Language Review, 1917 (vol. XII,
p. 357-359).
5 Por Deus mesura! (Canc. de Baena, nº 311 vol. II, p. 6.)
1

�340

CANTARES E VILHANCICOS E A RESPBITO DE JUAN DEL ENZINA

34 l

CAROLINA MICHAftllS DB VASCONCBLLOS

Los que seguides la vía
alegre de bien amar
una ora sola del día
vos plazca de contemplar
en la triste canción mía,
Non so ya quien ser solía.

atan cuytado
soy e asy peresco
qtte non soy ya nin paresco
quem solía, ¡mal pecado!,

ou, com restaurai;;ao do original galiziano:
atan cuitado
sóo e assí peresco
que non sou ja nem paresco
quen soía, ¡mal pecado! 1

No reinado de D. Juan II já houve quem ritmasse a ideia,
cantando No soya quien ser solía. É Juan Rodríguez de la Cámara (ou del Padrón), que em uma das poesias intercaladas nanovela do Siervo libre de amor, declara que um seu coevo e amigo
El gentil Juan de Padilla 2
quando de amor se partía
dixo, con pura mancilla:
No so ya quien se,· solía 3.

Declarai;;ao que é confirmada amplamente em urna obra do
proprio Padilla 4, em que, como apostolo da tristeza, provoca
um seu companheiro, de nome Sarnes 5, a defender a madama
a Alegría 6 , cantando o seguinte:
1 Vid. H. R. LANG, Cancioneiro Gallego-Castelhano, New York, 1902.
Escrevo á moderna sou em vez de soo &lt; soo, forma analogica que suplantou a fonetica e arcaica som sum, por julgar que passou a ser
de urna só silaba só depois de -o final átono ter sido reduzido a -u.
l\fas conservo a escrita soo onde conta por duas silabas.
2 Alfonso Álvarez de Villasandino tambero se dirige «al gentil
Juan de Padilla• . (Canc. de Baena, nº 212, vol. I, p. 189.)
3
P. 43 da edicao da Sociedad de Bibliófilos Españoles.
4 A respeito desse fidalgo, muito bem visto na corte de D. Juan II,
camareiro do infante D. Enrique, aio do infante D. Alfonso e Adelantado mayor de Castilla, ha notas biograficas tanto no Cancionero de
Baena (298 e 313), como no Cancionero de Estúñiga (p. 413).
5
Quanto ao Sarnes, gentilhomem aragones, ao qua! um anonimo
do Cancionero de Estúñiga (p. 260 e 453) dirigiu urna pregunta a que
ele respondeu, ninguem o conhece.
6 Outra replica a Juan de Padilla seria o Siempre soy quien ser solia,
de Juan Fernández de Heredia. (Gane. General, nº 606.)

&lt;

Desafio ao qua! o Sarnes replica alegando urna sua composii;;ao que principia:
Pues mi señora me guía
servirla he todavía!

E assim discutem em mais cinco senhas estrofes (decimas)

1

.

Mas onde estarao as canc;;oes dos dois antagonistas? lgno3
ramus et ignorabimus, creio eu 2 • O mote tornado.proverbial
diz variando:
Ya no soy quien ser solía,
no, no, no,
del muerto la sombra soy,

com duas voltas graciosas de um anonimo na Silva de varios
romances de IS 50 (f. 204) 4 •
1 Veja-se em Obras de Padrdn, p. 411, seg. a nota de Antonio Paz
y Melia relativa á composicao acima citada (de p. 43). Nela ha transcricao critica do Diálogo entre Padilla e Sarnes que tamben figura na
edicao do ms. A-VII-3 da Biblioteca Regia de Madrid, publicada
em 1854 por certo A. Pérez Gómez Nieva, nao preparado para tal empresa (p. 112-117). No Cancionero de Estúñiga (á p . 249) ha alem disso,
fragmentos da mesma poesía: o Mote de Padilla, a decima 2ª de Sarnes e a 3ª de Padilla, e tudo isso atribuido a um Mendoza sobre cuja
identidade ha longa dissertacao nas notas finaes (p. 449, seg.).
2
Amador de los Ríos indica como contendo versos de Padilla e Sarnes, o ms. 48 da Biblioteca Nacional e o publicado por Nieva. E nenhum outro, de sorte que nao ha esperan,;as de descubrirmos os textos
indicados. :Mesmo nos Cancioneiros manuscritos da Biblioteca Nacional de Paris nada achei.
Eis as redaccoes em que o ouvi citar: Ya no soy quien ser solfa,
3
ya tengo la sangre fn"a. Já nao sou q1tem ser soia, mudei como a noite
do dia. Já nao sou quem ser soia, sombra sou do que viveu.
Foi traduzida para alemao por Mutzl (1830). O no, no, no está
4
tambero na redaccao de Jorge de Montemór, citada por Mitjana.

�342

CANTARES

CAROLINA MICHA1!LIS DE VASCONCELLOS

E no Cancioneiro de Evora transformou-se por capricho
de qualquer versificador ou por culpa de copistas em
Solía a ser bien querido
qu' aora no
que no soy yo
que no, no, no :
soy sombra del que morió 1.
No Cancionero do duque de Estrada (de Napoles, f. rn7) 2
ha urna quadra alegre ou letrilla que brincando com o tema
reza assim:
Ya no soy quien ser solía,
mozuelas &lt;leste lugar,
que no es para cada día
morir y resuscitar.

1

Ed. Hardung, Porto, 1875. A volta que destaco da desordenada
impressao parece-me ser a mesma da Silva de romances (que nao me
é dado consultar) :
Soy ánima que anda en peoa
fuera de [la] sepuhura;

E A RESPEITO

DE JUAN DEL ENZINA

343

&lt;lez 1; ainda outra no romance sentimental: 0ft, si tú me desconsuelas 2 , etc., etc.
VII. No tienen vado mis rnale~. - Conhec;;o este vilancete
do Espejo de enamorados (nº 34) S, antigo, mas precioso cancioneirinho de que ha um exemplar, tal vez unico, na Biblioteca
Nacional de Lisboa 4 •

IX. Mal se cura muito mal. - É um dos dois textos portugueses da coleci;ao 5 • Nao está no Cancionero de Resende.
Como de costume, a impressao é defeituosa. Entendo que deveremos l~r:
Mal se cura muito mal,
mas o pouco, quando dura,
muit'é, mas peor se cura.
O muito mal, quando vem
nao póde muito durar,
por que tem de acabar
muito presto a quem-no tem.
Acabar é grande bem,
pois o pouco, quando dura,
muit'é, mas peor se cura.

Transposto ao divino por Gregorio Silvestre, é que ternos
o mote:
Ya no soy quien ser solía;
pues mi Dios tanto me quiere,
no quiero más alegría
que la que de él me viniere 3.
Quanto a meras citai;oes das duas frases feitas, mais vezes
de Ya no soy do que de Sombra soy, tomei nota de urna de
Bernardim Ribeiro, na qual a rima em -ia lembra a redaci;ao
de Juan Padilla 4, outra no Auto de Prabos de Lucas Fernán-

E VILHANCICOS

Hesito, comtudo, com relai;ao a durar (por turar) e qtlanto ao ultimo verso do mote. Turar em vez de ditrar, por influxo de aturar&gt; obturare, é mais usado em Castela do que
em Portugal, embora aquí tambem se cit~ frequentemente a
formula Vem, ventura, veme tura, configurada por Garci Sánchez de Badajoz. No ultimo verso do mote, a copulativa e seria
preferivel á conjuni;ao adversativa mas. Em lugar da lic;;ao que
escolhi, tambem dava sentido perfeito mas o pouco, qztando
dura 111u1to, mais peor se cura, embora o comparativo fraco de

soy u.na voz que resueoa

en la noche m¡is escura¡
aquel que huvo ventura,
otro que en dicha se vió,
que no soy yo, que no, no¡
soy sombra del que muri6.

2

Revista de Arc!tivos, vol. VI, p. 327, e ALFONSO M10LLA, Afanoscritti
neolatini della Biblioteca NaJionale di Napolt, 1895, p. 4 1.
3
Biblioteca de Autores Espat"ioles, vol. 35, nº 890.
' Egloga IV, decima 16: Já niio sou quem ser soia- Os días vivo c!torando, - As noites mal as donnia.

Ed. da Academia Espanhola, p . 86. Ya1io soy quien ser solla.
Durán, nº 1455 (4ª assonancia).
3
Ulysippo, f. 218; SIMíi.o MACHADO, Aifea, f. 135, etc.
' Reservados 126, q uaodo dele me servi.
5
Cfr. nº LIV. Outros dois ha no Canc. Musical: nº 437, Meu naranjedo non ten fnda; e 458, Afeus oll1os van pelo mare (fragmento de só
tres versos). Ambos entraram no Gane. Gallego- Castel!tano de Lang
(nº 73 e 74). Cfr. lara11jal, íb., 894.
1

2

�344

CAROLINA MICHAELJS DE VASCONCELLOS

u_m co_mparativo forte seja um vulgarismo, e a continuac;;aosmtacbca de um verso no imediato nao fosse usada nos genero~ p~pulares. A lic;;ao mui muito peor se cura (a maneira
de Gil Vicente) alteraria demasiadamente o texto transmitido.
X. Para verme con ventura. - O segundo verso (que 111e
de~e con querella) nao deve ter ponto final; só vírgula. Confenndo o mote com a sua repetic;;ao alterada no fim da volta
(ou das voltas, porque no Canc. Jfusical, nº 230, elas sao tres),
parece que o sentido (mal expresso) é: l\fais valeria viver sem
ventura, do que ter sido feliz e depois abandonado.
XI. U1t ~olor tengo en el alma, - No saldrá sin qu'ella
!alg~. - O lmdo mote, seguramente antigo e muito cantado,.
msp1rou varios poetas. No Canc. de évora ha duas voltas diversas, ambas anonimas. Urna (nº 22) principia: Un dolor tengo_en _la vida; a outra: Que me queda por lzacer? (nº 4o). Nét
pnme1ra ha a variante lzasta qu'ella salga. Nas Flores do Lima
de Diogo Bernardes (p. 167), existe mais urna: Mas él la trat;
de suerte.

CANTARES E VILBANCICOS E A RESPEITO DE JUAN DEL ENZINA

usado. Os primeiros versos, aparentemente de singeleza arcaica, rezam:
Véome desamparada;
gran passión tengo conmigo.
¿Cómo no venís, amigo?

Ao passo que a segunda parte deixa de repetir a pregunta, e
diz apenas:
Si la media noche es pasada,
mi ventura lo detiene,
porque soy muy desdichada.

Visto que Gallardo e Mitjana concordam nisso, nao posso
duvidar que esteja realmente assim no Libro de nzusica de
vihuela. Mas se está, está mal. Falta um verso para os sete
tradicionaes. Seguramente falta entre l e 2 o verso y el que
me pena no viene. Aproveitando-o fac;;amos a transposic;;ao das
duas metades, lendo, com supressao do si inicial (que é silaba
a mais) :
La media noche es pasada
y el que me pena no viene.
Mi ventura lo detiene,
porque soy muy desdichada.
Véome desamparada,
gran paRión tengo conmigo.
¿Cómo no venís, amigo?

XN e XLVIII. Si la noche !tace escura.-Musicalmente é,
segundo o editor, a mais perfeita e expressiva obra de todoo Cancioneiro.
Da grande aceitac;;ao que teve é prova, p. ex., a repetic;;ao
cantada do 3° verso: Cómo no veuís, amigo? no curioso Auto do
Procurador, de Antonio Prestes. Um escudeiro, solt;irao, diz,.
em conversa engrac;ada com outro, casado, com respeito a
dama que estava a espera dele:
Por Sao Fernando
que está agora cantando
Cómo no venís, amigo? 1.

Tambem entrou num dos pliegos sueltos do Catálogo deDurán (nº 56), em que ha Coplas de un galá1t ..... y unos adagios y muclzos villancicos (p. Lxxu). Como letra de urna composic;;ao de Pisador, entrou no Ensayo de Gallardo (vol. III,col. 1235). A volta aí impressa intriga-me pelo seu feitio des1 Ed. de 1871, p. 115.

345

XVI. Desdeízado soy de amor, - Guárdeos Dios de tal dolor. - Conhe&lt;;;o tres parafraseadores quinhentistas &lt;leste cautar velho, que todos se distinguiram como cultores entusiastas da musica: :Jorge de Monte1nór, Luis Milán e Pedro de
Andrade Caminlza. O primeiro utilizou apenas o segundo verso do mote no livro II da sua Diana (p. 95 da ed. de Barcelona); o segundo glosou-o todo em duas novenas (que principiam El mayor mal de los -males), colocadas na boca de
D . Diego Ladrón no seu Cortesano 1 (que in nuce é um livro
de motes para damas e cavaleiros). O rival de Carnees, esse
1

P. r44 da ed. de 1874.

�CANTARES R VJLIIANCICOS B A RRSPlllTO DB JUAN DBL BNZINA

CAROLINA MICRüLIS DB VASCONCBLLOS

fez, duas voltas, assaz banaes, que comec;an: Dolor que quita
la vida 1 .
XIX. Alta eslava la peña.-Nesta cantiga, aparentemente
incompleta - fragmento talvez de urna das paralelisticas, no
gosto da primeira epoca lirica peninsular - fala-se da malva,
mas nao se brinca coma formula explicativa: mal va. Por isso
ela nao tem nada comum comas quadras populares nem com
as decimas artisticas em que ha tal anfibología.
XXV. Ojos gar;os ha la niiza, - ¿Quién se los (ou melhor
á antiga : gelos) enamoraría? - R. Mitjana meteu por baixo
da letra o nome de Yuan del Enzina e dá a entender no comentario (p. 50) que tanto o texto como a musica sao do
grande Mestre. Creio todavia que se engana. Positivo é apenas
que o mote foi invenr,;ao do patriarca do drama musical. Positivo tambero que Jhe teceu u mas voltas; positivo que escreveu
musica para todo o seu texto. Mas como as voJtas sejam de
estructura diversa - quatro triadas acompanhadas de um
verso em -ia que corresponde ao mote (bbba)-é certo que a
musica tambem era diversa da do C U Pensanüo assim,
tenho de expar as minhas razoes.
Vejamos primeiro o texto do C U. A volta consta de sete
versos, a moderna; mas como as rimas, desordenadas, sejam
bivos cativos dellos sentidos esqztivos - alegría enamoraría,
algo está mal. Sustituindo bivos por bellos, lendo, portanto,
Son tan lindos y ta1t bellos 2 , e pontuando a minha maneira,
teremos o seguinte texto aceitavel 3 :

que roban el alegría.
¿Quién se los enamoraría?

Outra volta-moldada sobre o mesmo padrao (bcbccaa) e
que portanto poderia. servir para a musica do_C U _e foi provavelmente feita para esse fim - anda em vanos Pliegos sueltos, e entrou na Comedia Selvagia, onde é cantada de noite na
rua por um rapaz, que se acompan h a a, gu1ºtarra 1..
Es tan linda y tan hermosa
la niña con su mirar,
que causa pena rabiosa
sólo por la contemplar.
A todos quiere matar
con sus ojos de alegría.
¡Quién se los enamoraría?

Eis agora a poesia que é de Juan del Enzina, incontestavelmente:
Son tan bellos y tan vivos
que a todos tienen cativos;
mas muéstralos tan esquivos
que roban el alegría.
Roban el placer y gloria,
los sentidos y mem·oria;
de todos llevan vitoria
con su gentil galanía.
Con su gentil gentileza
pónense con más firmeza;
hacen vivir en tristeza
al que alegre ser solía.

Son tan lindos y tan bellos
que a todos tienen cautivos,
y sólo la Yista dellos
me ha robado los sentidos.
Y los hace tan esquivos 4
1
Poesías inlditas de Pero ,dndrade Caminha, pub!. pelo doctor
Priebsch, Halle, 1898, nº 273.
2 Esse mesmo verso ocorre no nº v do C. U. Nas triadas de Enzina ha: Son tan bellos y tan vivos.
3 A assonancia sentidos nao tem nada de extraordinario.
4
Quem: os olhos?, os sentidos? ou a vista dos olhos? Ponto depois
de sentidos (como pcnso)? ou apenas vírgula?

J.

347

No hay ninguno que los vea
que su cautivo no sea;
todo el mundo los desea
contemplar de noche a día.

Essa poesia _ de que a do C. U é evidentemente imitar,;ao ou transformar,;ao (metrica) - anda anonima em di versas
1

Acto I, scena 2ª (p. 38 da impressao de 1873. Cfr. Ensayo, nº 433 1 ,

VI, c.

1071).

�CAROLINA NICHAELIS DE VASCONCELLOS

folhas vol~ntes 1 e delas passou sem nome á Antología de Menéndez Pelayo 2 •
Mas está autenticada como obra de Enzina em antigas impressoes das suas obras 3 : urna vez no Cancionero entre os
vilancetes e varias vezes como desfecho musical de urna das
suas melhores representac:;oes dramaticas, a Egloga de Amor
ou Representatio Amoris 4 • E com o nome do autor figura na
Floresta de Boehl de Faber 5; e traduzida para alemao no
Liederbucli de Geibel 6 •
Como Menéndez Pelayo 7 , e Cotarelo 8 , e Kohler 9, creio
que a dita egloga 10 , em que pela primeira vez intervém um
1
P. ex., num pliego que Gallardo descrcve como nº 569 (Ensayo,
vol. I, c. 698). Provavelmente estará tambem no que regista como
nº 4516, visto que em ambos aos vilancetes se seguem as Coplas de
Antón o Vaqueiro de l\forana.
2
Vol. IV, p. 373.
3
Nao no Cancionero impresso em Burgos, 1 505, f. 35, como as vezes se diz; mas sim no de 1507 (e provavelmente tambero no de 1509)
e no de 15 16, f. 7 3 1 como se vé no Ensayo, nº 207 3 ( vol. 11, c. 8 58). Infelizmente o teso uro das 172 liricas de Eozina nao entrou nem na velha
nem na Nova Biblioteca de Autores Espa110/es. Ele faz falta a todos os
hispanofilos.
' No Ensayo, II, c. 863, nada se indica a este respeito; mas sim em
tres edii,;oes avulsas (goticas s. l. n. a.), duas das quaes foram descritas
por Salvá (nº 1228), ao passo que a terceira pertencenteá Biblioteca
do Porto foi por mim examinada.
s Nº 223.
6
Nº XXXV.
7 Antología, VII, p. v, XLII e Lxxxm.
8 Estudios de Historia literaria, 1911 p. 179 seg.
1
1
9 Da. E. KoHLER, Sieben Dramatische Eklogen, Dresden, 1 9 11, p. 30.
10 É costume dar a esta egloga o titulo de Triunfo del Amor, desde
que Gallardo lho apos (no Criticón, V, 1835), sem se importar como
facto de Enzina ha ver dado a mesma epigrafe a outra composii,;ao sua,
nao dramatica, no Cancionero de 1496, f. 61: Et triunfo de Amor, con u1l
prólogo al príncipe D. García de Toledo, hijo primogénito del duque de
Alba.-Representatio Amoris é, salvo erro, a epigrafe coma qua! Fernán
Colón registou judiciosamente no catalogo da sua preciosa biblioteca
o exemplar que adquirira. Cingia-se assim ao titulo dado á pei,;a no
Cancionero :
«Representación, por Juan del Enzina, ante el muy esclarescido y

CANTARES 1! VILHANCICOS 1! A RESPl!ITO DE JUAN DEL ENZINA

349

personagem alegorico, o Amor, foi composta ant~s da ida a
Roma na mocidade de Enzina, emquanto era mus1co do duque de Alba, e representada em 1497, quer em Salamanca,
quer em Alba de T ormes, durante o curto matrimonio do
príncipe D. Juan de Castela, seu ?11ecenas, com D.ª Margarida
de Austria 1 .
Indo mais longe, imagino até que o cantar dos Ojos garfOS, entoado por todos os representantes da pe&lt;;a, visava os
olhos claros e expressivos da princesa 2 : azues ou esverdeados.
muy illustre príncipe don Juan, nuestro soberano señ_or. Introdúcense
dos pastores, Eras e Juanillo, é con ellos un Escudero que a las voces
de otro pastor, Pelayo llamado, intervinieron, el cual de las doradas
frechas del Amor mal herido se quejaba, al cual, andaDdo por vedada,
con sus frechas e arco, de su gran poder afanándose el sobredicho
pastor había querido prendar.•
Nas tres edii,;ües avulsas, de que sei, quasi identicas urna a outra, o
titulo é o seguiote:
«Égloga trobada por Juan del Encina, en la qual representa el Amor
d' cómo andaua a tirar en una selua. E de cómo salió un pastor llamado
Pelayo a dezille que por qué andaua a tirar en lugar deuedado. E después cómo lo firió el Amor. E cómo vino otro pastor llamado Brasa consolallo e otro pastor llamado Juanillo e un escudero que llegó a ellos.•
Duas foram descritas por Salvá, Dº 1228; a terceira encontra-se na
Biblioteca da cidade do Porto, numa Miscelanea e marcada L-2-70,
rotulada «Torres Naharro» por contér em primeiro lugar a Tinelaria,
descrita no Catálogo de Barrera y Leirado segundo apontamentos de
Gayangos.
.
1 Foi em Burgos, a 2 de abril de 1497, que as nupcias se cel~brararn. Nos festejos houve representai,;ao de um drama de Anosto.
o auto pastoril, mas nacional, de Enzina talvez fosse representado
quando os noivos fizeram a sua entrada em Salamanca. Ero todo o
caso deve ter sido entre a data indicada e 4 de outubro do mesmo
ano, 'ern que faleceu prematuramente o malogrado herdeiro das coroas
de Fernando e Isabel.
..
2 Tomando garfO em conta de derivado de garfa eu traduzma
ainda assim Reilleraugen (Falkenaugen) e nao blaue Augen, olhos a~ues,
como fez Geibel. O verdadeiro sentido é olhos de cór, dara, clzezos de
viveza e alegría e corno estes tao diversos dos olhos pretos tantas vezes melancolicos, sejam em regra azulados ou esverdeados, garyo
tomou este sentido. Olhos amarelos, alaranjados como os da gari,;a,
creio que nao existem.

�350

É depois do fim do verdadeiro drama, que ha um curto
epilogo, postre, ou seja a Deshecha musical 1 . O pastor Bras
declara, dirigindose ao escudeiro, em linguagem pastoril do
Sayago:
A botas que yo cantase
por tu pracer con Juanillo
de amores un cantarcillo,
si hallase
otro que nos ayudase!

e o escudeiro reforc;;a a vontade dos dois pastores, dizendo:
Eh cantad, cantad pastores
que para cantar de amores
ayudar vos he yo luego!

E todos os tres 2 entoam o villancico e as quatro triadas que
já transcrevi 3•
Qual dos tres textos comunicados fosse utilizado por Juan
Vázquez, é pormenor que ignoro, porque conhec;;o apenas
o Índice da Recopilación, elaborado por Gallardo, Ensayo,
nº 4186, vol. N, col. 931.
XXIX. Con qué la lavaré la flor de mi cara?-Salvá já extraira a letra do Libro de Música de Fuenllana (vid. nº 2515);
e Gallardo a registara no Índice da Recopilación de l 560, de
Juan Vázquez (nº 4186).
XXXI. Si te vas a bañar, :Juanilla, - Dime a qzl-é baiios
vas. - Alem das versoes de Pisador, com a variante :Juanica,
1

CANTARl!S B VILHANCICOS B A RESl'BITO DI! JUAN DEL ENZINA

CAROLINA MICHAi!LIS DB VASCONCl!LLOS

Todas as eglogas e representa¡;oes de Enzina acabam coro mus'.ca, can:3res e bailados que formam, como digo no texto, urna especie de epilogo (Nacltsjiel). Vejamos Villtancicos das paginas Ir, 24 e 2 8,
46, 57, 72, 87, 100, 114,132,364,407. Fazem excepcao apenas a Agloga de las grandes lluvias (p. 155); a tragedia de Fileno e Zambardo
(p. 226); e aparentemente a Representación del Amor, a que pertence
o cantar dos Ojos garfos.
2
O cantar era cantado a tres vozes portanto.
3
Ainda nao foi bem examinado o texto das edii;oes avulsas. Ha
nelas bastantes lic;;oes divergentes. Onde, p. ex. (a p. 178 da ed. da Academia Espanbola), o sermao do escudeiro aos pastores consta de apenas cinco versos, é de trinta nos Pliegos sueltos!

351

(Ensayo, III, c. 1235, Vázqu.ez e Daza), apontadas por Mitjana,
conhec;;o o vilancete de urna folha volante de urna Míscelanea
da Biblioteca do Porto (parcela 12ª). O seu titulo notavel é:
Aquí comienran unas coplas que dizen «Si te vas bañar, '.luanica», y han se de cantar al tono de «Los vuestros cabellos,
ni1ia», feclzas por Rodrigo de Reínoso.
XXXII. Tan mala noclze me distes!-Serrana, dónde dormistesr - A líc;;ao portuguesa, a meu ver mais arcaica, diz
Serrana, onde jouvestes?, - Que tam má noite me destes. Sá de
Miranda imitou-a, preguntando: Corarao, onde estivestesr, etc.
Vid. Poesías, ed. C. M. de V asconcellos, p. 27 e 680, e Novos
Estudos, p. 125 e 176. Na Recopilación de Juan Vázquez de 1559,
ha a variante Qué mala noche me distesr (Ensayo, nº 4185).
Na reproduc;;ao de Gallardo faltam dois versos indispensaveís,
o 3º da volta: Fuera la congo:xa mía, e o 5°: No por lo que
havéis dormido.
XXXIV. A 1, Pelayo! Qué desmayo! - Este vilhancico
dialogado foi realmente muíto popular. Ás preciosas indicac;;oes dadas pelo editor, relativas ao Cani. Musical, nº 348,
e as Obras de Jorge de Montemór posso acrescentar alguns
topicos. O principal é que a figura de Pelayo provern direítamente da Representayao do Amor de Enzina de que já me ocupei. O leitor viu no titulo que comuníquei acima que o assunto
dela é exactamente o desmaio do pastor Pelayo, ferido pela
seta do deus do amor.
Depois de una briga violenta entre ambos, causada pela
entrada do Amor numa devesa vedada, esse desfere o arco
exclamando:
Pues toma agora, villano,
porque amagues!
Pues que tal !taces, tal pagues!

E o ferido comec;;a a dar ais doridos:
Ay, ay, ay, que muerto soy!

1

Claro que esse A é a interjeisao alt.

�352

CAROLINA MICHAELIS DI! VASCONCl!LLOS
CANTARES E VILBANCICOS E A RESPBITO DE JUAN DEL ENZINA

Assi~ nas edic,;oes avulsas. Na, comum (do Cancionero e na
reproduc,;ao do Teatro completo, por l\1. Cañete e Barbieri)
PeJayo repete mais tres vezes o seu Ay, e Amor arremata a
estrofe com os versos:
Así, don villano vil,
porque castiguen cien mil,
en ti tal castigo doy 1.

E continua:
Quédate agora, villano,
en ese suelo tendido
de mi mano mal herido,
señalado,
para siempre lastimado.
Yo haré que no fenezca,
mas que crezca
tu dolor, aunque recia mes;
yo haré que feo 11me,;
y hermoso te parezca.

Os pastores amigos que sobrevem, gritam pasmados Alz
Pe/ayo!, e depois de exclamac,;oes que culminam na pregunta'
Muestra donde te firió? e na res posta afamada:
De dentro tengo mi mal,
que de fuera no hay señal 21

o pobrecito desfalece, suspirando:
Ay, ay, ay, que me desmayo!

e Bras torna novamente: Qué Izas, Pe/ayo?
Desses versos 3 ou dessas rimas sairam os ou as que cons1

Gallardo escreveu Ay, uy, oy!, para assim ganhar a rima com soy,

doy.
2

Foi Luis ~e Caméies quem a parafraseou, provocando tradu,;;éies
da parte de Ge1bel, Heyse e Schlegel.
3
Elas voltam na scena final onde é o escudeiro que enuncia os
versos:
Di, Pdayo,
c6mo quedas del desmayo}

353

tituem o mote dos vilhancicos contidos no C. U, no Musicat
-e num manuscrito de Gallardo:
A[h], Pelayo! - Qué desmayo!
- De qué, di?
--O'una zagala que vi 1•

A impressao forte, produzida pela singela mas nov1Ss1ma
·personificac,;ao dramatica do Amor, e pelo lindo soliloquio coro
,que principia a primeira scena da egloga que foi representada
.ao príncipe, de certo num Pac;,o, vemo-la na Farsa quasi comedia de Lucas Fernández que nao é senao outra Representa.ti.o Amoris. Um dos protagonistas, o rusticoPrabos (=Pablos),
roui magoado de paixao, menciona como doentes de amor,
varias figuras do teatro de Enzina (ou de outros autores coevos); entre elas o pastor Pelayo:
También me ñembra Petayo
aquel que el Amor hirió,
y en aquel suelo quedó
tendido con gran desmayo 2 .

No Canc. de Evora ha urna transposi&lt;,íio do mote, bastante deturpada (nº 9), já meia parodia, visto que o pastor está
transformado em fidalgo! E nos Autos de Antonio Prestes ha
-0utra burlesca e bilingue. É no Auto dos Cantarinhos que o
moc,;o Duarte, aludindo perante sua ama, a urna saia dela, destinada a ser empenhada pelo marido bebedor, entoa diversas
·vezes a musica do vilancete cantando:
1 É assim que reparto e pontuo o texto. Nas voltas continua, a meu
ver, o dialogo principiado no mote.
2
Na scena imediata ha um soldado (sucessor do escudeiro de En.zina) que emite outra alusao ao mesmo caso, dizendo a respeito do
Amor, rapaz de ruim manha:
Este cuido en la montaña
ogaño a un pastor hirió.

Cotarelo refere a alusao ao principe D. Juan, opiniao nao aceite por
Kohler.
23
TOMO V.

�354

CAROLINA MICHAELIS DE VASCONCELLOS

CANTARES B VILBANCICOS E A RESPl!ITO DB JUAN DEL BNZINA

355

Ah, Pelayo! - Qué desmayo! t

De qué, dii'
D'un saio que ha de ir de aqttí!

Ah, Pelayo, si lo viesses!
Tanta é sua desventura
que nem saio nem costura
volverá, por mais que desses!
Leva feito uns alicesses.
- De qué, di?
De uns restos que eu ja vi! 2_

XXXV. Que farem del pobre 'loan - De la fararirzmfan? - Está no Libro de Música de Fuenllana e já foi reimpresso por Salvá, Catálogo, nº 2515, que declara haver recomposto, adivinhando, o cantar catalao ou valenciano, enormemente estropeado pelos impressores de Castela. Ele le:
Quéfarán del pobre '.Juan.
LII. Si de vos mi bien me aparto.- Parafraseado por Pedro
de Andrade Caminha, nº 276.
LIV. Leíamos:
Falai meus olbos, se me quereis bem!
¿Cómo falará quem tempo nao tem?
- Desejo falar-vos,
minh'-alma, escutai-me.
- Nao posso olvidar-vos
minh'-alma, falai-me.
Vivo desejando a vos, meu bem.
¿Cómo falará quem tempo nao tem?
1
É emenda minha. O editor da impressao de 1871, p. 439, imprimiu
Apelaeo, que desmaio, e Epifanio Dias nao emendou o erro (Zeitschrift,
V, 566). As rimas saio, desmaio ocorrem tambem a p. 4381 441,447.
2 As rimas indicam ás claras que o texto imitado é o musicado por
Aldomar (Barbieri, 348) ou o do C. U.; tambero indica que havia li1;ao•
variante com a rima -iesses em lugar de -ieras.

II
Intercaladas na scena final, ou antes acrescentadas a Farsa
tragicómica de Plácida e Vitoriano, que por ser a mais extensa
e propositadamente complicada de Enzina passa por ser a sua
melhor obra dramatica, existem (na unica edi~o de que sobrevive um unico exemplar), segundo o titulo, urnas doze coplas,
que nao tinham saido nas edi&lt;;;oes anteriores. Infelizmente,
essas edi&lt;;;oes estao completamente perdidas, talvez em virtude
de proibi&lt;;;a:o eclesiastica 1 .
Esse titulo dizia: &lt;,Égloga nueuamente trovada por Juan del
Enzina. En la qual se introduzen dos enamorados, llamada ella
Plácida y él Vitoriano. Agora nuevamente emendada y añadido un argumento siquier introdución de toda la obra, en
coplas: y más otras doze coplas que faltauan en las otras que
de antes eran impressas. Con el Nunc dimittis trabado por el
bachiller Fernando de Yanguas 2 ». A prova de que os pios
leitores do seculo xvr atribuiam a Enzina as taes coplas acrescentadas, temo'-la, p. ex., no Registo da esplendida biblioteca
de Fernán Colón, visto nele se dizer expressamente (nº 4044):
«It. se siguen otras I 2 coplas sz¡,yas 3 ».
1 A prova de que Enzina submetia as suas obras a censura, temola, p. ex., na edi\;aO de 1505 do Cancionero de todas las obras de Juan
del Encina, visto que tem a «salva• seguinte: «Fué vista esta obra y
aprobada por los reverendos señores el licenciado Alonso de Fuentes,
tesorero de la iglesia mayor de Burgos, y provisor en su obispado, e
Pedro Fernández de Villegas, arcediano de Burgos&gt;. É sabido que essa
Farfa de Plácida é a unica obra de Enzina posta no lndex de 1559.
Vid. Ed. Reusch, p. 233.
2 Em Salvá, Catálogo, nº 1227, ha fac-simile do ejemplar «intonso• ,
que era una das preciosidades da sua biblioteca. Reproduzida na edi~o da Academia do Teatro co-mpleto (Madrid, 18931 p. 257), passou de
ai a todas as obras relativas ao primeiro verdadeiro dramaturgo da
literatura española.
3 Vid. Ensayo, nº 1870 1 vol. II, c. 506.

�CAROLINA MICHAilLIS DE VASCONCELLOS

E dos leitores modernos tambero nem um, que eu saiba,
duvidou da autenticidade dos textos. Per ante a estructura
realmente disparatada dessa Farfa (superior as outras apenas
em extensa.o e numero das pessoas), em que Mercurio e Venus
intervem, resuscitando a protagonista que se suicidara por
mal de amores nem faltam escenas crús, celestinescas, e em
que a par de urna poesia profana em Ecos, ha numerosissimos versos em latim, e urna sacra Vigilia da namorada morta,
parodia do oficio de defuntos, que preenchendo mais de vinte
paginas, consta de perto de quinhentos versos nao admira
que todos julgassem possivel que na scena final fossem cantadas em Roma diante um publico de cardeaes e bispos,
mais doze canc;;oes, sem outro nexo com a pec;;a do que «serem
de amor»!
Em 1897 eu tive o prazer de demonstrar que as doze coplas sao apenas dez 1, e que entr.e essas ha sete cujos autores
todos nós conhecemos, visto que Cartagena, Garci Sánchez,
Núñez e o Almirante figuram no Cancionero General e foram
assunto de belos estudos literarios da parte de Menéndez
Pelayo 2 •
De balde! Os eruditos que posteriormente se ocuparam de
Enzina, nao me leram e continuam a falar dessas coplas como
de obras dele; ou pelo menos nao mencionam a minha descoberta.
Pertence ao ultimo grupo o Sr. Cotarelo y Mori. Na segunda edic;;ao, corregida e ampliada 3 de um estudo de 1894,
o erudito castelhano- cujo modo d_e ver em geral, e em especial quanto a Égloga-Farfa de Plácida y Vitoriano muito me
agrada - menciona as coplas do titulo sem critica alguma.
Pertence ao primeiro grupo o Sr. Eugenio Kohler, autor
de um valioso estudo sobre os principios do drama espa1

Essa demonstracao foi laconicamente feita num estudo sobre o
Cancionero del siglo XV, de A. Rennert, no Literaturólatt, XVIII,
p. 127-143.
2 Antolog{a, VII.
' Vid. Estudios de Historia literaria de España: Juan del Encina y
los orígenes del Teatro espaiial, p. 103-181.

CANTARES E VILHANCICOS E A RIISPEITO DE JUAN DEL ENZINA

357

nhol 1 • No capitulo dedicado a Enzina ve-se as claras, no paragrafo relativo a Plácida, que ele tero em conta de verdadeiras
obras dele as doze coplas 2 •
Eis a lista delas :
r. Es amor donde se esfuerza (6 octavillas), p. 365 do
Teatro completo.
2. Acordar me desacuerda (coro a glosa: No sé cuál me
sea mejor), p. 367.
3. Voluntad no os fatiguéis (canción, 5 X 9), p. 367.
4. No os parezca desamor (canción, 5 X 9), p. 368.
5. La vida fuera p erdella (canciqn, 4 X 8), p. 368.
6. Si por acaso no moriere (canción, 4 X 9), p. 368.
7. Bien sé que me ha de acabar (canción, 5 x 10) , p. 369.
8. Quien no estuviere en presencia (canción, 4 X 8),
p. 369.
9. El triste que se partió (canción, 4 X 8), p. 370.
10. En dos peligros me veo (canción, 4 X 8) 3, p. 370.
Depois de Vitoriano haver anunciado aos seus companheiros a ressurreic;;ao da amada ha naturalmente alegria geral.
Um pastor se presta a ir procurar um gaitero
que nos faga fuertes sones.

E os outros resolvem cantar i. O autor nao diz o que. Como
em tantos outros autos ha apenas a rubrica Fin. Esperando
pelo do gaitero todos danc;;am, entrando no bailado a propria
Plácida, que enuncia o verso final:
Soy contenta e muy de grado!
1 Acompanha a edi«;a'.o de sete eglogas dramati~as de_ imitadores
de Juan del Enzina (Yanguas, Pradilla, Diego de Ávila, Diego Durán,
Femando Díaz, Juan de París e um Anónimo.) S ieóen spanisclze ~ramatische Eklogen. Mit einer Einleitung über die Anfiinge des Spamschen
Dramas. Anmerkungen und Glossar: Vol. XXVII da Gesellschaft für
Romanische Literatur (Dresden, 1911).
2 P. 39, nota, e p. 44 e 140.
3
Como se vé nem todas essas can\;oes sao do tipo 8 X 12 (como
afirma E. Kohler).
' Se aqui faltar alguma cousa deve ser um Villtancico alegre.

�358

CANTARES ll VJLHANCICOS ll A RESPEITO DE JUAN Dl!L ENZINA

359

CAROLINA MICHAÍ!LIS DB VASCONCELLOS

(Bom será dizer que para Fernán Colón o drama terminava positivamente com essas palavras.) Sem qualquer explicac;;ao ou epigrafe segue-se Qué cosa es amor? Trovas seguidas
das restantes noves can&lt;;;oes.
Em seguida, depois de Fin de las coplas vero duas decimas narrativas que come&lt;;;am:
Desque la canción acabó
aquel aflicto amador
yo vi cómo se acostó.....

sem que se perceba qua! é a canyíi.o, nem quem seja o aflicto
amador, que cae ao chao, morto de dor. O autor, que continua a falar, passa indiferente. Na segunda estrofe todavia despertam o seu interesse dois namorados que cheios de tristeza
se despedem um do outro:
Ella dél se despedía
(no sé qué ocasión teaía)
y él quedaba lastimado
y su tormento y cuidado
por Nunc dimittis decía.

Sem nexo algum nem com as coplas alheias transcritas,
nem com a far&lt;;;a profano-sacra de Enzina, formam urna especie de introdu&lt;_;ao, incompleta no principio, ao Nunc dimittis
do bacharel Fernán de Yanguas. Nao a sei completar visto
que ainda nao apareceu em outra parte, quer avulsa, em
folha volante, quer a acompanbar qualquer das numerosas
obras desse dramaturgo 1 . É bem possivel que logo fosse
proibido, juntamente com a Plácida, esse Diálogo entre un
galán e sua dama em cujas dezasete estrofes os últimos versos latinos compoem (se carinhosa e piadosamente os juntamos) a prece do velho Simeao do Evangelho ao ver e abra&lt;_;ar
no templo de Jerusalem ao Salvador, no menino Jesus:

1 Kobler, que se ocupa largamente de Yanguas, tambem conbece
o Nunc di1nittis exclusivamente como anexo de Plácida y Vitoriano.
Vid. Ensayo, nº 2809-2813.

Nunc dimittis - servum tuum - domine - secundum verbum
1:uum - in pace - . Quia viderunt - oculi mei - salutare tuum quod parasti-ante faciem-omnium populorum-lumen-ad revelationem - gentium - et gloriam - plebis tuae- Israel 1•

Mas deixando Y anguas e o seu Nzenc dimittis, vejamos as
coplas 2 :
I. Es amor donde s'esfuerza é obra de Cartagena sobrescritada Otras suyas a una señora que le preguntó qué cosa era
amor.-Canc. Gen., nº 160 (vol. I, c. 356), e Rennert, nº 176.
No C. G. tem variantes e falta-lhe a ultima estrofe da ed. de
Plácida.
2. Acordar me desacuerda é do mesmo autor. No C. G.,
nº 293 (I, 491), comec;;a todavía No sé cuál sea mejor, porque
se omite comp de costume o mote primario da qua&lt;lra.
3. Tambem estas coplas Volzmtad no os trabajéis sao de
Cartagena (C. G., 313), onde ha diversas variantes. No Canc.
de Resende, fol. 83", é atribuido a um Pero Secutor, que desconhe&lt;_;o, e serve de tema a urna glosa do conde de Vimioso.
Tambero diverge no texto.
4. No os parezca desamor é do Almirante de Castela (pro•
vavelmente D. Fadrique Enríquez, fa!. em 1538). No C. G.
-esta galante cantiga é sobrescritada: Otra de un galán porque,
.estando con su amiga, ella le puso la mano sobre el corayón Y
/talló qu'estava seguro y dí:role que era de poco amor que le
tenía.
5. La vida fuera perdel!a, do ingenioso Núñez, C. G., 160*
{vol. II, p. 468) com variantes; Rennert, nº 127 e 134.
6. Si por acaso no nzoriere é de Garci Sánchez. C. G., 189*
{vol. II, p. 490: Si por acaso yo biviese). Com variantes.
7. Quien no estuviere en presencia, de Jorge Manrique,
-como ja füra dito por K. Vollmé:iller, Cancionero de ,"1-fodena,
nº 22h. C. G., 281 (vol. I, 488) 3 • Conforme eu disse num estudo

1 Lucas, II, 29-32.
2 Repito, como ja disse, o que expliquei em 1897, sendo aqui um
pouco mais extensa.
3
Tambem está no ms. parisiense 601, f. 288,.

�CAROLINA NICHAELIS D8 VASCONCRLLOS

sobre esta colecc;;ao foi parafraseado por Castillejo 1 , Gregori&lt;&gt;
Silvestre 2 , Padilla 9 e o duque de Rivas; e nos tempos de
Enzina, por Lope de Rueda 4 •
As tres composic;;oes (7, 9, ro) cujas autores eu desconhecia em 1897, desconhec;;o-os ainda hoje.
Sete de dez bastam todavía, creio eu, para colocarmos no.
pilorinho como falsificador e mistificador o editor da egloga 5
e para julgarmos pouco provavel (sem infelizmente sabermos.
quaes foram os privilegios de autor de Enzina 6) que O exemplar de Salvá de urna edic;;ao relativamente tardia, saisse realmente em vida de Enzina, e com a sua autorizac;;ao 7_
Em I 524, em I 520 ou cerca de r 520, supoe o possuidor,
baseando-se em cinco razoes :
I. Nos tipos que lhc parecen ser anteriores ainda aquela
data.
2. Na nota de Fernán Colón em que se diz ter sido comprado o exemplar dele cm 1524, em Medina del Campo.
3. Na portada que é igual, mesmo em pequeninas imperfeic;;oes a da Historia de Paris e Viana, impressa em Burgos
por Alonso de Melgar em 1524 6 •

1

Biblioteca de Autores Castellanos, vol. XXXII, p. 135.

2

lb{d, nota.

3

Romancero, p. 425 da ed. 1880.
Ed. 1895, vol. II, p. 147. Glosa: Si algún favor alcan;amos.
5
Quanto ao erro de calculo no titulo, é possivel que o editor, recebendo o original dos acrescentos, que nem leu, contasse as duasestrofes narrativas como nº XI, e o Nunc dimittis como nº XII. Nesse
caso a preposi,;ao con tem o significado de incluindo; ou entre elas.
6
De Gil Vicente sabemos boje que teve privilegio de D. Manuef
para todas as suas obras, com multas para quem dentro ou fora dopais as imprimisse sem sua Iicen,;a.
7
A coajectura que Enzina fosse apenas compositor musical das
coplas (e do Ntmc dimittisr) fica inaceitavel em quanto nao for prorado que o elegante poeta, de tao notavel facilidade, costumava prestar
taes homenagens a inven,;éíes albeias.
·
8
Da actividade desse impressor (continuador provavelmente de
Fradique de Basilea e predecessor de Juan de Junta) ha documentos
que abrangem os anos 1519-26. Faleceu ero fins de 1525, visto que a

•

CANTARES E VILHANCICOS 8 A RESP81TO DE JUAN DEL ENZIMA

361

4. Na observac;;ao de Juan de Valdés, 1533, a respeito
de Enzina: «Juan del Enzina escrivió mucho, y assí tiene de
todo; Jo que me contenta más es la farsa de Plácida y Vito·
riano que compuso en Roma 1 .
5. Na afirmac;;ao que tambero lá ela se imprimiu pela primeira vez em 1514, feita por Moratín 2•
Ainda ha outro e realmente importante pormenor, que
só veio o lume de 1877 em &lt;liante 3 • Tal como sabemos da
representac;;ao do auto do :Jubileu de amor de Gil Vicente
em Bruxelas por urna carta de Aleandro, nuncio do papa
Clemente VII, conhecemos algo acerca da representa&lt;;;ao de
urna comedia de Juan del Enzina por urna carla dirigida a
Francisco Gonzaga,. marqués de Mantua, por um seu agenle
romano.
É do ano 15 I 3, I I de Janeiro, e foi escrita por Stazio Gadio ao marqués de Mantua, Francisco Gonzaga. Diz: «Quinta
feira, dia de Reis, o senhor Frederico ..... foi as 23 horas a casa
do cardeal de Arborea, convidado por ele para urna comedia ... Depois da ceia todos passaram a urna sala onde se havia
de representar a comedia. O reverendissimo ficou sentado entre o senhor Frederico, a sua direita, e o embaixador de Espanha a sua esquerda; e muitos bispos, todos espanhoes, em
volta dele. A sala estava cheissima de gente, e mais de duas
partes eram espanhoes e estavam lá mais cortesas espanholas
do que homens italianos, porque a comedia era recitada em
linguagem castelhana, composta por Yori.o del Enzina que entreveio pessoa!mente dizendo as forr;as e os acidentes de amor. E
4 de janeiro de 1526 apareceu um livro impreso «expensis honestae

viduae quondam mulieris Alfonsí de Melgan.
1 Diálogo de la lengua, edic. de 18601 pág. 171; edic. E. Bohmer, página 406, 17 •
2 On'genes del Teatro espa1iol, edic. de París, ¡8381 pág. 62: cEsta
obra, de la cual sólo queda la noticia, se imprimió en Roma en el año
de 1514.•
3
Vid. A. Luzw, Federicu Gonzaga ostaggio alla corte di Giulio II,
Roma, 1877, p. 46. -A. GRAF, Attraverso il Cinr¡utcento, Torino, 1888,
p. 264 .-A. o'ANcoNA, Origini del Teatro italiano, 1891, vol. II, p. 81.

�CAROLINA MICHAilLIS DI! VASCONCELLOS

segundo os espanhoes nao foi mui bela (molto bella) e pouco
agradou ao senhor Frederico» 1 .
Segundo todos quantos se referiram até hoje a esta carta
-Menéndez Pelayo, Cotarelo, Mitjana, Stiefel e Kohler 2 - nao
pode haver duvida a respeito da comedia: só pode ter sido
aquela de que falaram Juan de Valdés e Moratín! Atendendo
as ultimas frases da carta, que todos alegam convictos, a favor
da sua hipotesi, julgando que a frase sobre as foryas e acidentes
de amor indica o assunto da comedia (vid. Zeitschrift, 586) eu
acho todavía muito duvidoso, e de maneira nenhuma indubitavel, que a representada fosse a de Plácida y Vitoriano.
Se interpreto bem a formula qua! intervenne fui, referindo-a a Enzina, que como actor tomou parte na representac,ao,
recitando como tal um passo ou trecho sobre as forc;:as e os
acidentes do amor- nao vejo onde esse passo se encontre na
dita comedia 3 •
Mesmo se estivesse provado que ela foi composta e impressa em Roma, e lá representada, nao acreditava na sua representac,ao a 6 de janeiro de I5 IJ 4 •
Basta dizer que a I 5 de novembro de I 512 Enzina ainda
estava em Málaga, ansioso embora de !he virar costas. E a pesar de todas as pressas, cincuenta e dois dias para a viagem a
1

O original italiano ja foi reproduzido por MI!NÉNDEZ PELAYO, Antotog{a, VII, p. v111; CoTAR!!LO, p. 128, e M1TJANA, p. 44.
2
Veja-se a nota anterior, KoHLER, p. 13 e 41; ST1I!FEL, ZRPh, XVII,
p. 573 e 586; l\f1TJANA, RFE, J, 282.-Acresce ainda \Vickersham Crawford, en RHi, XXX. A data 10 de agosto é errada.
3
MlTJANA, Rev. de Filo!. Esp., I, 281 diz que cEncina brilló en la
corte romana bajo el triple aspecto de poeta, músico y actor-. E mais:
que representou a Plácida em presenfa do Sumo Pontifice, o que é mera
hipotese (p. 282); e ainda que nao obstante a sua dignidade eclesiastica, intervinha por si mesmo na interpretacao das suas obras (p. 283).
É portanto da minha opiniao quanto ao principal.
' Menéndez Pelayo acredita em que algumas pecas de Enzina foram representadas em Roma. E como ele lá estivesse cinco vezes,
entre 1500 e 1520 (cálculo redondo) nada haveria mais natural. Seriam
principalmente aquelas pecas em que a arte italiana influiu: Fileno e
Zambardo, Cristino y Febea.

CANTARI!S

!!

VILHANCICOS E A NESPI!ITO DI! JUAN DEL ENZINA

363

Roma, donde me place el bivir, segundo confessa, sua_ instal~~o e visitas aí, a composic,ao de uma comedia mm:o ma'.s
complexa do que todas quantas até entao fizera, e mu1to ma1s
extensa tambem, visto que consta de mais de 2500 versos, e
por cima disso a inscenac;:ao e aclestrac;:ao de nove interlocutores, realmente parecem-me ser um prazo muito curto!
Mal chegado quando recebeu o convite do cardeal de ~~­
borea _ um espanhol de Valencia, com o seu nome de fam1ha
Jaime Serra 1 _ Enzina nao teve outro remedio, a m~u :er,
senao fazer representar ao prelado e seu hospede, o pnnc1pezinho Federico Gonzaga, algo de pastoril, já pronto 2 e de poucas figuras, com tanto que para eles fosse novidade, embora
em realidade «manjar fiambre».
E qual das suas treze eglogas se prestava melhor para
um pequeno italiano de dez anos do que o desmayo de _Pelay~,
ou seja O Triunfo de Amori' 3 . Essa era de mais a ma1s a pnmeira pec;:a de Enzina, de assunto profano, em que entrava urna
figura alegorica; a primeira que fora represent~da per_ ante
testas coroaveis, num pac;:o quer regio, quer anstocrabco, e
·dentemente a melhor que o poeta-musico salmantino escreev1
V d d .
vera até 1500, antes da sua primeira ida a Roma. er a eiramente espanhola.
Mas sobretudo a unica que abre lindamente com versos
sobre as Jor(as e os acidentes do a11wr: o soliloquio do propr~o
Amor, gabado por todos os criticos, e'.11 que ha coplas tao
expressivas e apropriadas como as segu1ntes:
Yo pongo e quito esperanza;
quito e pongo cadena.
Yo doy gloria, yo doy pena,
sin holganza;
1 Vid. RFE, I, 282, nota 2•.
. .
.
2 Cotarelo inclina-se a crer que Enziua levava a comedia Jª fe1ta,
nao por causa da escassez do prazo que indico, m_as porque o argumento em coplas a maneira italiana, foi añadido postenorn:iente, segundo
05 dizeres da unica edicao tardia e emendada que subsiste.
s Nem chega, mesmo na redaccao mais e~tensa a 500 versos. Passa-se entre cinco pessoas. E acaba com musica.

�CAROLINA IIIICHAl!LJS DB VASCONCBLLOS

yo firmeza, yo mudanza,
yo deleites e tristuras
e amarguras,
sospechas, celos, recelos,
yo consuelos, desconsuelos,
yo venturas, desventuras.
Doy dichosa e triste suerte
a quien yo quiero e me pago
con castigo, con falago:
yo soy fuerte!
Yo doy vida, yo doy muerte,
e cebo los corazones
de pasiones,
de sospiros e cuidados.
Yo sostengo los penados
esperando gualardones 1.

Bern sei que me poderiam responder que na ultima scena
da Plácida tambem se canta urna composi~o que responde a
pregunta Qué cosa es amorr:
Es amor donde se esfuerza
una poderosa fuerza
del forzado consentida, etc.

Mas já deixei demonstrado que essa nao é de Enzina e
foi anexa a urna edi~o tardia por um editor industrioso. '
Verd:de, verda~e: se realmente Enzina aos 46 figurou de
Amor (nao de Cupido!), zagal e garzon de bel mirar seria um
Amor bem maduro. A mascara do bom actor é todavia todopoderosa como o proprio Amor.
. Quanto a edi~o da egloga, basta dizer que a portada aludida (como passarinho de bico defeituoso) nao prova nada.
Quanta~ ~e co~se~varam e utilizaram durante decenios (p. ex.,
a da ed1~0-prmc1pe dos Lusiadas com a panoplia nas colunas,
usada desde 15 So)! E quantos tipos goticos serviam ainda
em 1530 e depoisl Seria preciso examinar novamente nao só
os tipos e a portada, comparando tudo com as outras edi~oes
1

Estrofe 4 e 5 da impresao avulsa da Biblioteca do Porto. Falta
nela a 9ª do Teatro completo (cujos versos 2 e 3 sao iguaes a 2 e 3

da

sª).

CANTARES 1!. VllHANCICOS K A RKSPEITO DK JUAN DEL ENZINA

36 5

avulsas de obras de Enzina da primeira metade do seculo xv1,
mas tambero o papel 1 .
Com rela~ao a composi~o da Plácida nao seria de modo
algum de estranharse, depois de haver feito fiasco, no pa~o do
cardeal espanhol italianizado, com essa singela representa~o
de Amor 2, Enzina, provocado e instigado pela atmosfera cada
vez mais pagamente culta da corte dos Pontífices, tivesse tentado, quer ainda ern 1513 (antes de agosto), quer em 1514,
cingir-se mais de perto ao gosto romano, e tentar materia mais
arrojada.
Essa Plácida, nao &lt;levemos esquece-lo, foi a ultima obra
dramática do poeta-musical que até entao fora clerigo pouco
serio (nao ordenado de sacerdote). Agradando embora a Juan
de Valdés e aos modernos, essa, e s6 essa, foi proibida.
Aos cincuenta, quando pela quarta vez estava em Roma,
o hachare! ou licenciado, que pelo favor de Julio II fóra
erguido de mero «racionero de la iglesia de Salamanca» a
«arcediano de la iglesia de Málaga», depois «beneficiado» na
de Morón, passou, pela protec~o de Leao X a prior-mór da
catedral de León, _sendo substituido nesse posto durante a sua
ausencia 3• Foi entao que disposto a preparar~se «a dar a Dios
cuenta» foi a Jerusalem em traje de romeiro onde finalmente
ordenado leu a sua primeira missa:
con fe protestando mudar de costume
dejando de darme a coisas livianas.

Entao deixaria de ser actor e autor. De regresso em 1521,
s6 publicou a narra~o da pía viagem nas Duzentas da Tribagia.
Bem possivel é que ao seu emmudecer contribuisse a consciencia adquirida, com as experiencias feitas (nao s6 com a
1 Sobretudo as impressoes que Salvá classificou como de hacia I530 (Catdlogo, nº 24, 37, 46, 47, 81, 87), e os textos em romance
de outros autores, impressos em Burgos.
2 Com respeito a representap}es quasi todos os críticos opinam que
houve varias e diversas em Roma. Portanto.....
3 Vid. Etov DfAz-JudNEZ y MottEDA, 'Juan del Encina en León, Madrid, 1909.

�CAROLINA MICHAELIS DE VASCONCRLLOS

Plácida, mas já anteriormente com Fileno e Zambardo 1 e
Cristino e Febea) que se, como fundador do drama pastoril
castelhano, ganhara louros, e concorrera com bom exito com
Phi!. Gallo e Antonio Tebaldeo 2 o nao era capaz de, mudando
de rumo, concorrer com Torres Naharro e muito menos com
dramaturgos como Ariosto, Bibbiena, :Machiavelli. Como poeta lirico a sua veia se esgotara em 173 composic,;oes.
Apraz-me crer todavia que no posto de León, onde o vemos de 1526 a 29, continuasse a deleitar-se em conversa intima con Madonna Música 3•
A promessa ou o plano, feíto em l 521, de coleccionar e
publicar a sua obra toda
del advenimiento de aquella labor
de todas mis obras que ya están a raya,

nao a realizou. Infelizmente. Se a houvesse realizado, talvez
soubessemos ao certo pelas Didascalias, quando e onde escrevera e representara as prodw;;oes posteriores a primeira
ida a Roma.
CAROLINA MICHAELIS DE VASCONCELLOS.

Porto, junho de 1914 e outubro de 1918.
1

Esta egloga foi, depois da de Plácida, a que mais satisfez o criterio do autor do Diálogo de la Lengua: «Muchas otras cosas ay escritas
en metro que se podrían alabar, pero, assí porque muchas dellas no
están impressas como por no ser prolixo, os diré solamente esto: que
aquella comedia o farsa que llaman de Fileno y Zambardo me contenta.~
Está escrita em oitavas de arte maior. E era a primeira representacao pastoril peninsular de desfecho tragico (com suicidio e epitafio); a
primeira tanbem ero que o scenario é urna vaga Arcadta cujos habitantes, familiarizados com mitologias e assuntos novelescos, falam
como palacianos.
2
Vid. J. P. \V1cKERSHAM CRAWFORo, Tlu source of Juan del Encina's
Égloga de Fileno y Zambardo, New York, París, 1914. Nesse estudo o
autor prova que Enzina imitou a segunda Egloga de Tebaldeo (publicada em 1499, ou pouco depois).
3 Estando_provado que até principios de 1516 o nome de Juan del
Enzina nao figura nas listas dos cantores da capela dos Pontífices,
torna-se provavel que estivesse agregado ao servico particular de
Leao X, na qualidade de musico.

DIFERENCIAS DE DURACIÓN
ENTRE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

Basta considerar en unos cuantos casos las diferencias de
duración que aparecen dentro de cualquier vocablo entre las
consonantes españolas, para comprender que no pueden tenerse por insignificantes dichas diferencias en lo que se refiere a la estructura cuantitativa de las palabras en este idioma 1 .
Las siguientes formas corresponden todas a una misma inscripción quimográfica, según mi propia pronunciación (RFE,
III, 5 I, nota). Las cifras, como de costumbre, indican centésimas de segundo:
zapato
garrote
gui1,apo
lacayo
cigarro
caballo
tama11o
refajo
potasa
lechuga

p
i'

u
k

g
b
m
f
t

e

9,1
7,5
7,9
8,5
7,4
5
7
9,2
7,2
10

t 10
t 10,5
p I 1, 1
y 6,2
i' 13,6
! 10,7
u 10
X 12,8
s 11,7
g 6

mojama
bellaco
cadena
moneda
bayeta
despacho
pesado
jirafa
pelota
disparo

X

ID1 2

!

6,3
5,7
8
5
8,5
7,8
2,5

d

n
y

p
s
r

1 6
p

8,5

m 9,5
k 11,2
n 8,6
d 6,5
t 10,5
e 12,5
d 6,3
f 13,5
t 10
r 2,5

En las oclusivas sordas intervocálicas (apodo, pitada, etc.),
la implosión o transición articulatoria entre la vocal precedente
y la consonante se verifica, por lo que respecta a las conso1
Es ya cosa comúnmente reconocida que aunque de ordinario,
siguiendo la tradición de los gramáticos antiguos, sólo se babia de la
cantidad de la sílaba o de las vocales, hay también en todos los idiomas diferencias de cantidad entre las consonantes; véase S1svERS,
Grundzüge der Plwnetik, § 692; VriiToR, Elemente de1· Plzonetik, § 148·
RounRT, Élémmts de phonétique générale, § 120.

�368

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

T. NAVARRO TOMÁS

nantes p, t, de una manera brusca e instantánea. Lo mismo
ocurre con la explosión o transición entre la consonante y la
segunda vocal. La duración de ambos momentos es generalmente análoga, oscilando en la mayor parte de los casos entre I y 2 centésimas de segundo 1 • La explosión de la t es
algo más corta que la de la p. Cualquiera que sea la posición
&lt;le estos sonidos en la palabra, la duración de la implosión y
de la explosión permanece siempre casi invariable 2 • Las modificaciones de la cantidad en ambas consonantes afectan sólo
a la oclusión.
La explosión de la k intervocálica no es tan brusca ni tan
breve como la de las consonantes p, t; según los datos de Gili,
loe. cit. 2, la duración de aquélla viene a ser un 30 °fo superior a la de estas últimas; el oído, en efecto, halla con frecuencia en la explosión de la k un principio de africación que
no aparece en la de las otras oclusivas; pero la diferencia más
importante entre estas consonantes, consideradas en posición
intervocálica, se manifiesta principalmente en lo que se refiere
a la implosión. La implosión de la k es variable; no tiene la
uniformidad de la de p, t; su duración ha sido en atacaba, recatado, séquito y tópico I,5 c. s., en secreto 2, en arquero 3,5,
en atraco 4, y en seco y opaco 5 y 5,5, respectivamente; detrás
&lt;le la vocal acentuada, como aparece en estos últimos casos,
es donde dicha parte del sonido alcanza de ordinario mayor
duración; a veces llega a ocupar la mitad del tiempo empleado
en la articulación total de la consonante; el tiempo empleado
en la implosión de lato de la p en casos semejantes (nota,
bata, etapa, etc.) ha sido, en fin, generalmente tres o cuatro
veces menor que el empleado en la implosión de la k.
La comparación entre la k de opaco y la p de etapa en las
figuras adjuntas muestra claramente esta diferencia; en el
caso de la p, el trazo del quimógrafo, terminada la primera a,
RouoET, .É'/éments, § 76, refiriéndose sin duda al francés, señala a
dichos momentos una duración de 3 c. s.; RoussELOT, Principes, página 998 1 dice, sin embargo, que en su pronunciación no llegan a 2 c. s.
2 Véase S. G1u, Algunas observaciones sobre la explosión de las oclusivas sordas, en Rev. de Filo!. Esp., V, 1918, pág. 46.

desciende súbitamente, llegando en el primer momento, con
el impulso adquirido, hasta un punto algo más bajo que la
línea de oclusión; el trazo de la k, por el contrario, desciende
con cierta lentitud, hasta llegar suave y gradualmente al nivel
de dicha línea. El principio de la k intervocálica considerada

a

e

p

a

sobre el quimógrafo es en este sentido muy semejante al de
cualquier consonante fricativa. La lentitud con que dicha articulación se desarrolla, tanto en su implosión como en su

o

p

a

c

o

explosión, puede sin duda atribuirse al hecho de que los órganos que la forman, aparte de no tener la agilidad de los que
forman la t o la p, necesitan realizar un contacto mucho más
extenso que el que estas otras consonantes requieren.
La duración de la p y de la t va, pues, medida a partir
del punto en que el trazo que desciende de la vocal alcanza
el nivel de la línea de oclusión, y la de la k desde el punto
en que dicho trazo, un poco después de la vocal, empieza definitivamente su descenso.
Inicial de sílaba acentuada:

1

intervocálica:
precedida des:
precedida de r:
seguida de r:
TOMO V.

apodo
10
espada
9,5
carpeta 10,5
supremo 9,2

pitada 8
pestaña 8 15
cartero 9,3
atraco ·8

recado 9,2
escudo 8,7
arquero 10,7
secreto 7,5
24

9,1

8,9
10,2
8,2

�T.

370

NAVARRO

DURACIÓN DE

TOMÁS

Inicial de sílaba inacentuada:
protónica: apagado 7,3
9,7
postónica: tópico
final:
etapa ~

atacaba 5,8
ático
8,4
recato 10,5

recatado 6,9
séquito 8,3
opaco 10,9

9,5

8.4

8.9

6,6
8,8
10,6

La oclusiva p resulta generalmente un poco más larga que
k, t, siendo la t la más breve de las tres oclusivas 1 . La oclusiva inicial de sílaba acentuada, tanto entre vocales como precedida des o r, presenta siempre una duración bastante uniforme; seguida de líquida es algo más breve que seguida de
vocal 2 •
En posición protónica, entre vocales inacentuadas, la oclusiva alcanza su mayor brevedad; la p de apagado, por ejemplo, es un 27 °fo más corta que la de apodo; en posición postónica, precedida inmediatamente de la vocal acentuada (etapa,
recato, opaco), la oclusiva resulta, de un modo general, más
larga que en ningún otro caso, y entre la vocal acentuada y
la postónica en las palabras esdrújulas (tópico, ático, séquito)
resulta asimismo bastante más larga que en posición protónica. Comparando dentro de una misma palabra las dos oclusivas inmediatas a la vocal acentuada, se advierte fácilmente
que la que va delante de dicha vocal como inicial de la sílaba
fuerte es siempre algo más breve que la que va después de
ella como inicial de la sílaba siguiente:
k 10,9
p I0,5
t 10,5
10,6

opaco p 9,5
etapa t 8,1
recato k 8,2
8,6
O

La p de apagado es un 3 I / 0 más breve que la de etapa,
no obstante pertenecer una y otra a sílabas gramaticalmente
t Análogas diferencias fueron comprobadas respecto al inglés por
E. A. MaY&amp;R, Englische Lautda1ter, Upsala, 1903, pág. 107.
2 Lo contrario se halla en A. GREGOIRE, Variations de dude dans la
syllabe franfaise, en La Parole, 1899, Extrait, pág. 44: cL'occlusion
préparatoire a un groupe de consonnes demande d'ordinaire plus de
temps que celle qui précede une consonne suivie d'une voyelle.•

LAS

CONSONANTES ESPAXOLAS

371

inacentuadas. También la oclusiva inicial de la última sílaba
-en las formas esdrújulas supera un poco en duración a la ini-cial de la sílaba postónica en esa misma clase de palabras:
ático
t 8,4
tópico
P 9,7
séquito k 8,3
8,8

k 10
k 10,5
t 9,5

'i"o,6

Los trazos del quimógrafo no ofrecen datos para poder
medir la oclusión de las explosivas sordas en posición inicial
absoluta; lo único perceptible es la parte correspondiente a la
explosión 1. Final de sílaba interior, la pronunciación corriente
sólo presenta una verdadera oclusiva en el caso de p seguida
de t: apto, concepto, etc.; la p ortográfica en palabras como
opción, acepción, eclipsar, etc., se pronuncia, en general, como
una b más o menos sorda y relajada; para que en tales casos
resulte una p propiamente oclusiva se necesita hablar con marcada afectación.
El movimiento de los órganos para pasar de la articulación
-de la p a la de la t en formas como apto, concepto, etc., resulta
.asimismo imperceptible sobre la inscripción quimográfica; la

a

p

o

J.engua forma la oclusión de la t antes de que los labios deshagan la de la p precedente; la medida total de ambas oclusiones reunidas, en igualdad de circunstancias que los casos
anteriores, ha sido, por término medio, 22 c. s. En aptitudes,
-en que el grupo pt va inacentuado, el empalme entre ambas
1 Rouss&amp;LOT, Princi.pts, pág. 993, cree probable que la duración de
&lt;licha oclusión inicial sea igual a la que corresponde en esos mismos
casos a las oclusivas sonoras correspondientes.

�373

T. NAVARRO TOMÁS

DURACIÓN DI!. LAS CONSONAI\TES ESPAÑOLAS

oclusiones no ha resultado tan perfecto como en apto, etc.,.
habiéndose señalado en el trazado el fin de la p con una pe-

La k final absoluta en cok, vivac, etc., ha resultado generalmente implosiva, sin que haya sido posible en la mayor
parte de los casos advertir sobre el trazado el fin de la oclusión; en un caso en que se ha hecho explosiva, su duración

372

a

p

u

d

e

(s)

queña explosión; la duración total de pt ha sido en este caso19,5 c. s., correspondiendo a la p II,5 y a la t 8.
La e final de sílaba no es completamente oclusiva ni aun
en el grupo et. En lección, dicción, etc., se pronuncia de ordinario una g que, como la b (p) de opción, etc., suele con frecuencia debilitarse hasta resultar muy poco perceptible.
En formas como tacto, doctorado, etc., el quimógrafo acusa
asimismo en el lugar correspondiente a la e una g más o menos sonora, cuya presencia resulta también, en general, para
el oído fácil de percibir. Parece, sin embargo, que al fin de

t

a

e

o

dicha g, cuya articulación se cierra gradualmente, llega a producirse, pasando acaso por la articulación de la g oclusiva, una
breve k; en tacto, por ejemplo, la duración del elemento fricativo g sólo ha sido 7 c. s., mientras que la de la oclusión
siguiente, comprendiendo hasta el fin de la t, ha llegado a
14,5 c. s., lo cual viene a ser casi un 40 °fo más de lo que la t
ha durado por sí misma en formas como pasto, disgusto, etc.
El hecho de que el sonido de la e en las indicadas circunstancias acabe, como parece, en una k, tanto más marcada cuanto
mayor sea el énfasis con que se hable, influye sin duda para
que ordinariamente se atribuya carácter oclusivo a toda la.
articulación.

a

e

l1a sido 13 c. s., un 30 °fo aproximadamente sobre la de los
casos apuntados en la página 370.
La t de etnología, atlas, ritmo, etc., se ha pronunciado coi-rientemente como d; ritmo, dicho con cierto énfasis, ha dado,
.sin embargo, una t oclusiva con 8 c. s.
Las consonantes sonoras b, d, g, sólo son normalmente
-oclusivas en posición inicial absoluta y en contacto con una
nasal anterior; fuera de estos casos la oclusión completa de
&lt;fichas consonantes se produce rara vez en la conversación
-ordinaria. La d, en contacto con una / precedente, resulta también oclusiva. Las variantes fricativas y africadas próximas a
la forma oclusiva propiamente dicha se producen en determinadas circunstancias respecto a las tres consonantes citadas
-con bastante frecuencia. Se ha dicho 1 que en la pronuncia-ción madrileña, la d, aun en los grupos nd, Id, hace siempre
el efecto de una fricativa. De mis notas resulta, por el con.trario, que en palabras como conde, pandero, condenado, etc.,
pronunciadas por personas de Madrid y de otras partes de
Castílla, la d ha sido constantemente oclusiva. La n y la d tienen en estos casos el mismo punto de articulación, r;id; ambas
se forman contra la cara interior de los incisivos superiores.
Los bordes de la lengua, una vez formado el contacto necesario para la r;i, se mantienen en esa misma posición hasta el
fin de la d, de suerte que la oclusión de ésta, en lo que se
refiere a dicho contacto linguodental, no es sino una continua1

1\1. A.

COLTON,

La pl,onétique castiltane, Paris, 1909, pigs. 94-95.

�375

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

374

T. NAVARRO TOMÁS

ción de la oclusión formada para la !}; el velo del paladar,..
abierto para la l} y cerrado para la d, es el único órgano que
necesita entretanto cambiar de posición para pasar del uno
al otro sonido. No sería difícil que en pronunciación muy relajada llegase a producirse en dichos casos una n con oclusión
incompleta, lo cual haría, sin duda, que la d siguiente tampocoresultase totalmente oclusiva; pero en mi pronunciación y en
la de las personas a que me he referido, sin tratarse ciertamente de pronunciación afectada, no he hallado ejemplos deesa especie. La articulación de la d en una palabra como
venda, por ejemplo, termina, según puede verse en la figura
adjunta, con una explosión muy semejante a la de la b inicial.
/
-

'

' .

,
'

V

•

-

n

e

-

j

'

. ..
•

.

!' ¡-

laterales de la lengua y los lados del paladar. La pronunciación de una / sin contacto ápicodental podría hacer, como en
el caso de nd, que la d siguiente resultase fricativa, Id; pero
de esto tampoco he hallado ejemplos entre mis notas. El examen de las inscripciones quimográficas no deja duda respecto
al carácter explosivo de dicha d. En la palabra soldado puede

o

s

-

Acentuadas:
9,7
5,3

doce
vendido

8,5
6

gasa
angosto

s
5,6

8,T
5,7

Inacentuadas:
bocado
Inicial:
7,6
Protónica : ambos
7,2
Postónica: embozado 4,5
6,9

d

o

a

d

de la misma palabra; una y otra sacuden súbitamente la plumadel quimógrafo, haciéndole describir un trazo casi perpendi-cular a la línea neutra. La explosión de la g, como la de la k,
muestra, por el contrario, una marcada tendencia a la africación-

base
embozo

a

hacerse la comparación entre la primera d, oclusiva, y la segunda, fricativa. En la mayor parte de los casos la forma de la
curva permite reconocer entre la l y la d la estrechez progresiva de los órganos hasta el punto en que empieza la oclusión.
prot6nica

Inicial:
Interior:

d

domingo 7
venda
7,5
condenado 3,5
6,5

ganado
7,z
hongo
7,5
angostura 4,2
6,5

7;57,7

4,1

En el grupo Id (Jd) ambas articulaciones tienen también decomún el contacto de la punta de la lengua con la cara interior de los incisivos superiores; pero se diferem;ian, como es:
sabido, por lo que se refiere a la abertura u oclusión, según.
se trate respectivamente de / o d, formada entre los bordes

aldeano 3
calderero 3
soldadura 11
3,2

t6nica

faldero 4,7
caldero 3,5
soldado 4
4,1

post6oica

falda 6
caldo 6,2
sueldo 6

6,1

Tanto la l como la m y la 1t suelen prolongar en estos
casos su duración a expensas de la consonante siguiente, la
cual no llega de ordinario a conseguir una oclusión completa
sino muy poco antes de producirse la vocal inmediata posterior 1 ; pero esta oclusión, aunque momentánea, basta para que
se verifique la explosión correspondiente, que es en suma la
que caracteriza al sonido. Las tres oclusivas b, d, g son, por
su duración, muy semejantes entre sí. ~fo posición inicial
2
acentuada son un poco más largas que en los demás casos ;
1 El desarrollo que este proceso alcanza en algunos casos explica
fácilmente formas como 1u m bu ) lomo, etc., y las vulgares tamiln
(también), comenencia (conveniencia), comersación (conversación), etc.
2
CoLTON, ob. cit., pág. 163, dice a este propósito: «Les plosives a
l'initial absolue sont toujours breves. En contact, en arriere, nous

�inmediatamente detrás del acento (ambos, caldo, etc.) son asimismo algo más largas que delante de él (emboz o, caldero, etc.);
dándose su mayor brevedad en sílaba protónica interior (embozado, calderero, etc.).
En la inscripción de la africada e (ch), interior de grupo,
pueden distinguirse sin dificultad los dos elementos que constituyen esta articulación; la oclusión que aparece en primer
lugar no se forma bruscamente, como la de las consonantes p, t,
sino de una manera gradual, como la de la k; la fricación que
sigue a la oclusión se manifiesta mediante una curva que, partiendo de la posición cerrada, se va elevando con relativa lentitud a medida que aumenta la abertura del canal bucal. La

m

u

ch

a

ch

dechado 10,2 (3,7)
marc!tito 10 (3,5)
muchacho 13,7 (5)
hechicero 8 ( 2,5)

La oclusión y la fricación varían en proporción análoga según
]a posición del sonido con respecto al acento; en igualdad de
circunstancias, sin embargo, la pronunciación enfática favorece el alargamiento de la oclusión, y la pronunciación relajada
el de la fricación. En posición inicial absoluta sólo resulta perceptible la parte fricativa, cuya duración ha sido en chapa 4,
en chusma 3,5 y en chiflado 3.
La africada y en la pronunciación española corriente sólo
aparece dentro de palabra, de una manera normal, en contacto con una n anterior (inyecta, conyugal, etc.); también
ocurre precedida de l en grupos sintácticos como el yeso, nzal
yerno, etc.; en posición inicial absoluta, y sobre todo formando
parte en este caso de la sílaba acentuada (yeso, yunque, etc.)

N

o

duración de este segundo elemento viene a ser por término
medio en mi pronunciación un tercio de la duración total del
sonido; pero esta proporción varía en la pronunciación de
otras personas, siendo causa principal, entre otras circunstancias, de las muchas diferencias que la e presenta en nuestra
lengua. En los ejemplos siguientes, al lado de las cifras que
indican la duración total del sonido, va indicada entre paréntesis la parte correspondiente a la fricación:
·
machete
11
corchete 12
despacito 12,5
luchadores 8

377

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

T. NAVARRO TOMÁS

10,6
11
13,1
8

La e más larga ha sido la postónica en contacto inmediato
con la vocal acentuada, y la más breve, la protónica interior.
avons vu que cette plosive devient souvent une fricative, c'est-a-dire,
une consonne plus longue.• La oclusiva inicial absoluta, sobre todo en
sílaba acentuada, resulta precisamente, como se ha visto, la más larga;
b, d, g, fricativas, no son más largas, sino algo más breves que sus respectivas oclusivas en posición inicial absoluta; véase adelante, pág. 381.

B

n

y

e

a

c

aparece as1m1smo con bastante frecuencia; la pronunciación
enfática puede por lo demás convertir en y la y fricativa en
cualquier otra posición.
La parte fricativa de la y es más breve que la de la e, resultando en general muy semejante a la explosión de la g oclusiva. Su timbre, aparte de lo que se refiere a la sonoridad, es
también algo distinto del de la. e, pues mientras la fricación
de ésta viene a tener el sonido de una s, la fricación de la y
tiene ordinariamente más de y que de z. La y con fricación
semejante a z suele, sin embargo, ocurrir en pronunciación
enfática. El habla vulgar ofrece en este punto, como en el caso
de la e, numerosas variantes:
yeso
yesero
inyecta
conyugal

12,5

9,5
6

4

yunque
yuntero
inyectan
inyección

12 18

9 15
5,3
:s,5

12,6
9,5

5,6
3,7

�378

379

DURACIÓ)I DI!. LAS CONSO)IANTKS l!SPAÑOLAS

T. NAVARRO TOIIIÁS

La y más larga, según estos datos, es la inicial absoluta en
sílaba fuerte; en esta misma posición, sin acento, es un 2 5 °/ 0
más breve; precedida de nasal la reducción de la y ha sido aún
mayor, llegando al 56 º/0 en sílaba acentuada y al 70 °fo en
sílaba inacentuada; en cónyuge ha dado casi la misma duración
que en inyecta; la nasal reduce la oclusión de la y del mismo
modo que la de las oclusivas b, d, g.
La medida de las fricativas sordas f, 9, s es difícil de obtener en posición inicial absoluta, pues en la mayor parte de los
casos el trazo del quimógrafo se desvía tan suave y gradualmente de la línea de reposo, que no hay modo de distinguir
con seguridad el principio de la articulación. Los pocos casos
en que dicha desviación se ha acusado desde el principio con

22,7, etc.

acaso la primera cuarta parte únicamente representa una fricación perceptible. Por razones análogas puede
pensarse que una mitad por lo menos de la curva correspondiente a la consonante inicial absoluta debe ser muda, no empezando en realidad el sonido sino allí donde el trazo, ya cerca
de la vocal siguiente, muestra una cierta sacudida que le hace
elevarse con mayor rapidez que la hasta ese punto empleada.
1,

Sílaba acentuada:
/aja
zapa
sapo
jota

final absoluta

intervocálica

ioicial absoluta

r~fajo
gazapo
peseta
m¡y'eza

12
13,5
14
12,2
12,9

•

9,8
8,2
8,2
9,2
8,8

feroz 24,5
jamás 23,2
carcaj 22,7

post6nica intervocálica

entre la tónica
y la final

2 3,5

final de sílaba

nafta
nazca
pasta

10
9,5
8,2

•
9,2

Sílaba inacentuada :
µrot6nica in ter-

vocálica

s

a

p

o

relativa claridad han servido para determinar las cantidades
que abajo se indican. La fricativa x (j, g) inicial absoluta se
marca en general sobre el trazado mejor que las demás fricativas. La dificultad es análoga por lo que se refiere a la posición final absoluta, en donde la curva que representa la fricación acaba generalmente con un suave descenso que le hace
confundirse con la línea de reposo. La duración de dicha
curva en este último caso es mayor que la que aparece en la
inscripción de las fricativas sordas en cualquier otra posición;
pero el efecto acústico correspondiente resulta para nuestro
oído positivamente breve, dejando de percibirse el sonido
mucho antes- de que cese la posición de los órganos y la
corriente espirada. Si se examinan estas curvas finales se
advierte que todas ellas, poco después de empezar, experimentan un descenso relativamente brusco, lo cual, unido a
la impresión acústica que el oído recibe, hace suponer que de
las medidas totales que muestran en el trazado, 24,5, 23,2,

afanoso
cacería
pasadizo
majadero

sáfico
pócima
pésimo
mágico

9,2
8,7
1,i

8.5
8,5

estafa
pere.ea
espeso
linaje

11
10
10,2
10,5
10,4

I 3,5
12,2
12
13
12,7

final de sílaba

8,2
naftalina
gozq uecillo 6,2
pastoreo
4,7
6,4

Prescindiendo de la posición inicial y final absolutas, las
fricativas más largas son, como se ve, aquellas que se pronun-

p

a

s

o

cian en posición intervocálica; entre la vocal acentuada Y la
final (espeso), las cuales han superado en un tercio aproximadamente a las iniciales de sílaba acentuada (peseta) y a las protónicas intervocálicas (pasadizo); las que se hallan entre lavo1 En posición inacentuada, lunes, ldpiz, etc., la duración ha sido
algo menor, oscilando entre 15 y 20 c. s.

�380

T. NAVARRO TOMÁS

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

cal acentuada y la postónica interior (pésimo) tienen una duración intermedia entre los dos términos anteriores.
Contra lo que podía suponerse, dada la diferencia del
acento, las iniciales de sílaba acentuada y las protónicas intervocálicas son muy semejantes entre sí; semejanza que se extiende también a las finales de sílaba acentuada (pasta). El

de su articulación, varían fácilmente según la relajación o el
énfasis con que se pronuncian, pudiendo recorrer distintos
grados, desde una posición casi vocálica a una forma muy
próxima a la oclusión; la oclusión completa la alcanzan rara
vez, aun en casos de pronunciación afectada; la d, cuya articulación requiere entre dichas fricativas la mayor actividad lin-

p

a

s

a

d

z

o

acento determina, por el contrario, en este último caso una
diferencia considerable entre formas como pasta 8,2 y pastoreo 4,7, o entre nazca 9,5 y g ozquecillo 6,2, etc.
De las, especialmente en esta posición final, puede advertirse la distinta manera de enlazarse con una t siguiente, en
que la curva de la s desciende suavemente a medida que la
abertura apicodental, estrechándose más y más, se acerca a la
oclusión, y la manera de enlazarse con una p (aspa), en donde
la curva de la s, cuando se halla en toda su tensión, es súbitamente interrumpida por la oclusión bilabial.
La s experimenta su máxima reducción ante las demás
fricativas sordas, y sobre todo ante la f y la 8; en formas como,
por ejemplo, esfera, esfinge, ascenso, escena, etc., pronunciadas con la rapidez ordinaria de la conversación corriente, la s
resulta, en efecto, muy poco perceptible, yendo en gran parte,
según los casos, cubierta por la f o asimilada a la articulación
de la 8; así, en esfera y escena la duración de las no ha pasado
de 3 ó 4 c. s., mientras que la de f y 8 ha sido II c. s.; la
diferencia entre esta última cifra y la de 9 c. s., duración media de estas consonantes en palabras como refajo y gazapo,
indica que la f y la 8, al absorber parte de la s, han alargado
un poco su propia duración.
La f y la x (j, g) son, en general, un poco más largas que
las dentales s y 8 (c, z ).
Las fricativas sonoras b, d, y, g, en cuanto a la estrechez

o

d

a

r

d

a

o

gua!, es precisamente la que más tendencia muestra a la relajación. La duración de estas consonantes es tanto mayor cuanto más se acercan a la forma oclusiva, a lo cual contribuye,
naturalmente, el hecho de que el aumento de la estrechez bucal va unido de ordinario a una mayor fuerza o lentitud en
la expresión. En la pronunciación que aquí sirve de base, la
duración de dichas consonantes ha sido la que muestran los
siguientes datos:
cabeza
pedazo
bayeta
migaja

6
5,7
5
6,2

caballero
adorado
payasada
regalado

entre la tónica
y la final

6,4
6,7
7,2
8,5
7,2

5,5
4,5
4,2
6

-

hábito
médico
náyade
águila

5

5,7

tomaba
espada
desmayo
amago

postónica

protónica

t6nica

final de sílaba

observante
admirable
dogmatismo
ignorante

5,5
7,6
7,5
6,8
6,8

7
6-,5
5,7
7,1
6,6

sorda sonorizada

esbelto
rasgado
esmeralda
juzgaría

5,6
6,5
5, 7
5,5

5,8

Todas las fricativas sonoras, incluyendo la s y la z sonorizadas, han dado, como se ve, medidas muy semejantes
dentro de las distintas posiciones en que van consideradas;

�DURACIÓN DK LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

T. NAVARRO TOMÁS

pero también aquí puede percibirse, aunque en menor proporción que en otros casos, que la posición más favorable al
alargamiento de las consonantes es la posición intervocálica
entre la sílaba acentuada y la final, siendo, por el contrario, la
intervocálica protónica la más propicia a la reducción.
La d final absoluta, cuando no se omite por completo,
suele dar sobre el trazado curvas de longitud variable, las cuales en virtud han oscilado entre 12 y 17 c. s., en césped entre
9 y 15, etc.; la articulación de dicha d según estas curvas ha
resultado en su mayor parte muda o muy débilmente sonora;
no ha habido casos de 0 por d (verdaz por verdad, etc.).
Al lado de d.ogmatismo 7, 5, rasgado 6, 5, juzgaría 5, 5, etc.,
han producido dogma 8, S, asno 9 y diezmo 8; en lo cual se
manifiesta también la influencia del acento. La p y la c, pronunciadas respectivamente como b y g semisordas, han durado en inepcia 7, eclipse 7, sección 8,2.
La l es, a este respecto, más variable que otras consonantes 1; basta considerar, por ejemplo, que la l protónica en alabanza, colorado, etc., suele ser aproximadamente un 50 °fo

como en caldo, sueldo, falda, etc., resulta, en general, a costa
de la d siguiente, algo más larga que ante las demás consonantes. La pronunciación enfática, por su parte, alarga considerablemente toda l final de sílaba fuerte y cerrada: ¡calma!,
j'L'álgame!, etc.; pero en la pronunciación ordinaria, la l no
experimenta en esta posición, según mis datos, ningún alargamiento especial, así como tampoco determina ninguna diferencia considerable el hecho de que sea sorda o sonora la
consonante que sigue a la l 1: calco 8, salgo 9, falta 8,5, fa!_
da 9,5,puJpa 8,2, bulbo 8,5.
En pronunciación relajada, la l toma un carácter vocálico
que hace difícil determinar sobre el trazado los límites entre
su articulación y la de los sonidos contiguos; véase a este propósito la curva correspondiente a la palabra alabanza. En ge-

a

a

e

s

c

a

a

más breve que la postónica en formas como pala, tela, etc.
La l intervocálica, inicial de sílaba acentuada, como en lzelado,
palacio, etc., y la interior de sílaba, acentuada o inacentuada,
como en clavo, plegadera, etc., forman con dicha protónica el
grupo más breve. Las que siguen a la vocal acentuada en contacto inmediato con el1a, como en calma, pálido, etc., se agrupan, por el contrario, con la indicada postónica en cuanto a la
semejanza de su duración. La l final de sílaba seguida de una d,
1 De la duración de la /, entre otras notas acerca de este sonido,
traté en un artículo Sobre la articulación de la I castellana, en Estttdis
Fonetics, Barcelona, 1917 1 I, 265-275.

b

a

n

a

z

neral el paso de los órganos desde una l a una vocal siguiente
determina sobre el trazado una transición más violenta que la
que ocurre entre una vocal y una l siguiente, como se ve, por
ejemplo, en el caso de pálido.
Acentuada:
inicial absoluta

intervocálica

lazo 12
lana 11,6
lonja 10,5
lista 10

helado 7
palacio 6
pelota 6,5
colina 6.5
6,5

11

final de sílaba

calma
salsa
alto
alba

9
8

7,5
7,8

8,I

interior de sílaba

clavo
plano
pliego
plomo

6
5,4
5,9
6
5,8

1 En formas análogas, la I inglesa ante consonante sorda resulta
aproximadamente un tercio más corta que ante consonante sonora.
E. A. MaYER, Englische Lautdauer, Upsala, 1903, págs. 28 Y 29.

�DURACIÓN

T. NAVARRO TOMÁS

Inacentuada:
entre la tónica
y la final

pala
cota
tela
escala

post6oica

protónica

10
9,3
9,5
9

alabanza
colorado
valeroso
elegido

pálido 9
cálido 8,5
cólico 8

4,5

5
4,7
4,3

5,5
5,5
4,2

5

5

4,6

9,4

interior de sílaba

plegadera
aplicado
suplicar
obligar

La 1 inicial absoluta, acentuada, como puede apreciarse
por los datos precedentes, es en general bastante larga; inacentuada, ha resultado casi un 30 º/0 más breve: lejanía 8,2,
limadura 8, latigazo 7, 5, etc. La sonoridad de la I en esta posición va precedida ordinariamente de una leve corriente de
aire sordo que se acusa con claridad sobre el trazado; las vibraciones de la I en las formas acentuadas arrancan de una manera
limpia y precisa; en pronunciación descuidada el principio de
dichas vibraciones resulta algo más débil y la duración del
sonido es menor.
Final absoluta, la l, como era de esperar, ha dado las curvas
Ínás largas: peral 22,5, débil 16; pero acústicamente sólo en
casos de pronunciación enfática corresponde el sonido en realidad a la duración que estas medidas indican. En las inscripciones correspondientes a las citadas palabras se advierte de
un modo general que las primeras vibraciones de la l se dan
casi con la misma frecuencia que las de la vocal anterior;
pero después descienden gradualmente hasta acabar en una
línea muda que ocupa el último tercio de la curva; esta parte
muda puede ser mayor en casos de pronunciación relajada;
sabido es que en la pronunciación de ciertas regiones españolas la l final ha llegado hasta la desaparición.

g

a

11

e

t

a

El trazo de la ll, inicial e intervocálica, demuestra en general, como el de la l, una gran sonoridad; su duración ha dado
las medidas siguientes:

-llave 9
llano 9,2
lleno 7,5
8,6

DB

LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

fallecido 6,2
callejuela 6
pillería
6,5
6,2

galleta 7,7
mellado 8
billete 8,2
8

385

10
agalla
escollo
9
destello 11,5
10,2

Lar en mis inscripciones ha resultado siempre vibrante y
·sonora, constando de una sola vibración, que en la mayor parte de los casos ha durado 2,5 ó 3 c. s. Lar fricativa tiene también bastante uso en la pronunciación correcta, pero es menos frecuente de lo que cree Colton, ob. cit., pág. I 16.
En posición intervocálica ( caro, espera, pareja), la vibra-&lt;:ión de la r en los trazos del quimógrafo se destaca clara.mente de las vocales contiguas. No he hallado forma alguna
en mi pronunciación ni en la de otras varias personas, en que
.una r intervocálica haya presentado más de una vibración;
bastarían, por lo demás, sólo dos vibraciones para que el oído
.español confundiese este sonido con el de la i' (pero-perro, etc.);

p

e

r

o

Josselyn 1 dice haber hallado de vez en cuando en español
una r intervocálica con dos vibraciones; pero la figura que
,cita como ejemplo (pág. 33 de su libro), hecha al parecer con
,una membrana demasiado floja o con un tambor de excesivo
-diámetro, y llena por esta causa de giros superfluos, se presta,
-en mi opinión, a distintas interpretaciones.
La vibración de la r interior de sílaba (prado, tropa, bra.zo, etc.) tiene aproximadamente igual duración que la de la
T intervocálica; pero dicha vibración nó sigue inmediatamente
a la explosión de la consonante anterior, sino que entre una
y otra se produce generalmente un pequeño elemento vocáli~o, cuya duración iguala con frecuencia y aun a veces supera
1

F.-M. JossBLYN, Études de p!wnttique espagnole, Paris, r907, pág. r r 2.
TOMO V.
25

�T.

386

NAVARRO

TOMÁS

a la de la misma r. Del desarrollo de este elemento dan testimonio algunas palabras españolas 1. Dadas las condiciones de
las figuras de Josselyn, ob. cit., págs. 52, 57, II3, se comprende que el autor no se diese cuenta de la presencia de este elemento. En cuanto a su opinión (pág. I 12), de la cual parece

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

absoluta, como puede verse, por ejemplo, en, las palabras nácar
y abdicar entre las figuras adjuntas 1 . Sabido es, por lo de-

á

ll

t

r

p

o

a

participar Colton (pág. 117), respecto a la existencia de una r
de dos vibraciones también en esta posición, creo necesaria
una demostración más completa; desde luego no aparece en
mi pronunciación, por grande que sea el énfasis con que hable,
ni tampoco entre mis notas sobre la pronunciación de otras.
personas 2 •
Delante de consonante (curva, perla, parte, etc.), lar presenta variantes dialectales; Araujo, como salmantino, pronunciaba por lo visto en esta posición una r con varias vibra-

u

e

r

d

a

ciones 3 ; en otras partes predomina, por el contrario, la r fricativa; en mi caso es vibrante y consta de una sola vibración,
produciéndose también entre ella y la consonante siguiente uo
elemento vocálico análogo al que se produce entre la r y una
consonante anterior. Este elemento, con duración y sonoridad
variables, se manifiesta especialmente después de la r final
Rev. de Filol. Esp., IV, 1917, pág. 374.
2 Recuerdo, sin embargo, haber oído en dichos casos una r con
más de una vibración a un actor, que se servía de éste y de otros detalles de pronunciación para producir efecto cómico.
3 F. DR .ARAuJo, Fonética castellana, Toledo, 1894, pág. 51.

r

a

más, que en esta posición final la r de la conversación ordinaria resulta corrientemente fricativa y relajada.

r

a

c

d

b

a

La duración de la r experimenta diferencias considerables
según la posición del sonido en la palabra; las medidas obte(l-..\\\',1,•.v.,••.\~1\'•
- - -

1

'~,,,,,-

.1,

A"

.,.,,.._/."

~--'

rr

e

p

c

c

o

nidas oscilan entre 7 ,2 y I 5,2 c. s., que corresponden a 2 y
4 vibraciones respectivamente 2; en formas como herramien-

c

a

rr

e

e

r

o

ta, carretero, etc., la r ha sido un 50 °fo más breve que en parra, carro, etc.; cada vibración de la r viene a durar por término medio unas 3,5 c. s.:

1

1 Hacen también notar este elemento final AaAuJo, ob. cit., pág. 51,

y JossELYN, ob. cit., pág. 111; Araujo lo representa con una :i.
2 Para las vibraciones de lar, véase Rev. de Filo/. Esp., III, 1916, pá-

gina 166.

�DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

risa
rosa
rama
roble

389

T. NAVARRO TOMÁS

388
7,8
8,2
7,7
8

7,9

herrero 7,5
carreta 9,8
derrota 8,5
arrope 10,I
9

herramienta
carretero
derrotero
cerradura

6 13
8
7,2
7,5
7,5

parra
carro
perro
cerro

14,7
1512
1416
14,2
14,7

Resulta, pues, de una manera constante que, prescindiendo
de la posición final e inicial absolutas, cuyas curvas, como queda dicho, no siempre suelen representar con exactitud la duración perceptible del sonido, las consonantes en posición
postónica intervocálica, entre la vocal acentuada y la final, son
bastante más largas que en cualquier otra posición, superando
en un 49 º/0 , por término medio, según puede verse en el siguiente resumen, a la duración de las consonantes protónicas,
y en un 36 ó 33 °fo, respectivamente, a la de las consonantes
iniciales o finales de sílaba acentuada.

oclusivas sordas
africada e
fricativas sordas
fricati vas sono ras
lateral 1
lateral!
vibrante r

t6nica
intervocálica

t6nica final
de sílaba

protónica
intervocálica

postónica
intervocálica

(Peseta)

(pasta)

(Pasadizo)

(espeso)

&gt;
&gt;

6,6
8

I0,6
13,1

8,8

9,2

8,5

5,7
6,5

8,5
8,1

5
4,6
6,2
7,5

12,7
7,2
9,4

9,1
10,6

8

9

8,2
0,74

&gt;
&gt;

8,6

6,6

0,77

0,51

10,2

~
ll,l

I

Josselyn advirtió ya la existencia de consonantes largas
(dobles) en la pronunciación española: «Dans le fram;;ais et
l'italien une consonne double est en réalité une consonne
simple plus intense et plus longue et qui fait que la voyelle
qui précede perd un quart ou un tiers de sa durée. Si nous
acceptons cette définition pour l' espagnol, les consonnes doubles sont loin d'etre rares dans le parler courant. L' oreille
seule suffit pour remarquer une prononciation que l'on entend
souvent, et dans laquelle queso=qttesso, avec le raccourcissement de la voyelle et la prolongation de la consonne. Le
nombre considérable de ces prononciations qu'on entend semblerait indiquer un manque d'appréciation de la valeur de la

consonne double, appréciation qui est si forte en italien .....
On nous dit qu'il n'y a plus qu'une consonne double (nn) en
castillan. L'oreille constate qu'il y a des cas ou, bien que l'orthographe réclame une consonne simple, le parler courant a
une consonne double» (págs. 187-188). Colton señaló más
concretamente las circunstancias de dicho alargamiento, relacionándolo con la división de las sílabas y con el acento de
intensidad: «La consonne simple unie par la liaison vocalique avec la voyelle précédente est relativement longue et
elle appartient généralement aux deux syllabes. Exemples:
cese-0ésse, cede- 0édde, teme-témme, lindísinzo- lindíssimo, etc.»
(pág. 163). «Dans la division des syllabes l'accent joue un tres
grand role. D'apres les conditions que nous décrivons, il a
tendance a attirer a luí soit la consonne précédente, soit la
consonne suivante, soit toutes les deux» (pág. 176).
El acento de intensidad atrae, en efecto, la consonante
intervocálica siguiente ·hacia la vocal acentuada; pero como
al mismo tiempo esta consonante mantiene su enlace silábico
con la segunda vocal, el resultado es un desdoblamiento de
dicha consonante, cuya articulación queda de este modo repartida entre las sílabas formadas por las dos vocales contiguas.
El alargamiento de la consonante no es, pues, debido únicamente a la atracción del acento, sino también al hecho de que
la consonante no pierda su contacto con la vocal siguiente.
Contra la observación de Colton de que «en général, apres
une voyelle breve en syllabe fermée la consonne est longue»
(pág. 163)., mis notas indican que en formas como pasta, dogma, diezmo, etc., las consonantes finales de sílaba, si no han
sido las más breves, han resultado, en realidad, más cerca de
éstas que de las consonantes largas, demostrándose con ello
que la atracción del acento, cuya influencia no ha podido faltar en estos casos, no siempre implica alargamiento de la consonante 1 . La pronunciación enfática puede, por lo demás,
1 Colton dice también que «les consonnes vocaliques qui suivent
une voyelle breve sont tres longues en castillan, et surtout celles qui
suivent la voyelle breve tonique. On peut noter particulierement 1, r,

�391

T. NAVARRO TOMÁS

DURACIÓN DB LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

alargar las consonantes tanto en ésta como en cualquier otra
posición.
La atracción del acento alcanza a la consonante inicial de
la sílaba inmediata siguiente, aun cuando entre ésta y la vocal
acentuada se intercale otra consonante; la diferencia entre
formas como pecho, tapa, -poso, etc., y percha, aspa, torso, etc.,
aun mostrando constantemente una cierta ventaja a favor de
las primeras, puede tenerse en realidad por insignificante:

la consonante simple en posición postónica intervocálica, aunque más larga que en cualquier otra posición, dista también
bastante de la medida absoluta ordinariamente alcanzada por
la consonante doble. Ya se ha visto que, a excepción de la f,
ban sido muy pocos los casos en que la consonante postónica
ba resultado superior a 13 c. s.; para obtener la impresión de
una consonante doble se necesita sin duda una duración absoluta algo mayor. En las medidas de C. Metz 1, la consonante
doble italiana da en general una duración superior a 20 c. s.:
foco ro, sacco 23; tttío 13, buffo 26,5; pace 15,5, boccio 28,5;
coda 7,/reddo 23;.fi10 7, calle 22,5, etc.
Comparadas las consonantes entre sí dentro de una misma inscripción en la posición postónica intervocálica, he obtenido los resultados siguientes:

390

pecho
tapa
pato
vaca
poso
pozo

14
11
11

10,2
13

~
12,1

percha 12
aspa
10,5
pasto IO
vasco
9,5
torso 12,5
corzo 13
11,2

La consonante postónica en pala, espeso, etc., es, según
se ha visto, casi tan larga como dos veces la protónica en
colorado, pesaroso, etc.; pero el oído español, como ya dice
Josselyn, no siente dicha consonante postónica como una consonante doble. Una consonante reconocidamente doble en
español es la que se pronuncia, por ejemplo, en innecesario,
innoble, y en grupos sintácticos como dos señores, luz cenital,
el lazo, etc. La comparación entre esta consonante doble y la
consonante simple intervocálica da las siguientes medidas:
innoble
innecesario
vas solo
dos señoras
las sombras
haz cinco

19,7
16,2
20

16,5
16,7
22,2

18,5

enojo
inanimado
va solo
no señora
la sombra
da cinco

r

a

cigarro 13,6
despacho 12,5

f jirafa
8 pedazo
s potasa
X refajo

La duración de la consonante doble es siempre considerablemente mayor que la de la consonante simple, cualquiera
que sea la posición en que dichos sonidos sean considerados;
n, d, IJ&gt; (pág. 163). l\fis datos sobre colorado 51 cólico 8, medico 6,5, adorado 415, etc., no dan fundamento para poder llamar muy la1·gas1 ni aun
siquiera largas, a dichas consonantes en esta posición.

13,5
13,2

13,5
12,2
13
13,5

13,5
11 17
12,3
13,1

gafo
caeo
paso
paja

12,6
p guiñapo

t zapato
k bellaco

11,1
10
11,2

tapa
bata
taco

11,5
10,5
11,5

11 13
10,2
11,3

10,9
!! tamaño

8
6,5
13
11
I0,7
11,7
10,1

13,3
11,5
11,7
12,8

carro 13,5
tacita 14

!

cabal/o

m mojama
n ventana
1 escala

10
10,7

pa1io 10
talla 10,5

10
10,6

10,3
9,5
8,8
9,3

cama
cana
pala

9,5
9
9,5

9,5
8,9
9,4

9,3
b escoba
d espada
y desmayo
f lechuga

6,5
6
6,5
6,7

r disparo

2,5

cabo
lado
mayo
vago

7,2
5,7
6,5
7,3

6,8
5,8
6,5
7

6,5
ca1·0

2,5

2,5

1 C. MBTz, Ein experimmtell-phonetisc!ter Beitrag wr U11tersuclr.ung
áer italienischen Konsonanten-Gemination, Vox, 1914.

�392

393

T. NAVARRO TOMÁS

DURACIÓN DE LAS CONSONANTES ESPAÑOLAS

La r es la más breve de todas las consonantes; la r figura,.
por el contrario, entre las más largas. Prescindiendo de lar,.
las consonantes sonoras son, en general, más breves que las
consonantes sordas; la duración de las fricativas sonoras b d
y, g es, en la posición en que aquí van consideradas, un
menor que la de las fricativas sordas f, 0, s, ~, y un 40 °fo menor que la de las oclusivas sordas p, t, k; la y es un 50 º/0 más
corta qu~ la c. Las fricativas sordas son algo más largas que
las oclusivas sordas 1 ; la diferencia entre f, 0, s, x y p, t, k es
un I 5 °lo a favor de las primeras. La africada e resulta por su.
duración muy semejante a las fricativas sordas, siendo también, por consiguiente, más larga que las oclusivas p, t, k. Las
nasales y laterales m, n, g, 1, !, aunque más cortas que las consonantes sordas, son bastante más largas que las fricativas
sonoras. De las consonantes nasales trataré especialmente en
otra ocasión.
Aplicando a las consonantes la misma clasificación adoptada para las vocales 2, se advierte desde luego que, a juzgar
por los datos aquí reunidos, no hay en mi pronunciación consonantes simples que propiamente puedan ser consideradas
como largas, si se prescinde de la consonante relajada que
aparece en posición final absoluta. Mientras las vocales alcanzan a veces una duración de 20 c. s., las consonantes rara vez
pasan de 13 c. s.; lar, la I y las fricativas sonoras b, d, y, g son
siempre breves, inferiores a ro c s.; las oclusivas sordas p, t ' k
llegan con frecuencia en posición postónica a ro c. s., peroapenas exceden de esta duración; la r, la e y las fricativas sordas f, 0, s, x son semilargas, superiores a I0 c. s., cuando se
hallan en posición postónica, y breves ordinariamente en los
demás casos.
Si se comparan entre sí dentro de estos límites las consonantes y las vocales, resulta que en determinadas circunstan-

cías la duración de aquéllas excede con frecuencia a la de
estas últimas:
perro
casa
faja
caza
bata
sapo

YER,

2

Análoga observación hace también respecto al inglés E. A. MxEnglische Lautdauer, Upsala, 1903, pág. 107.

Largas, de 15 a 20 c. s.; semilargas, de 10 a 15; breves, de 5 a 10_

Rev. de Filo!. Esp., III, 1916, pág. 405.

r

O

s

a
a
a
a

12
10
13,5
13
13
12
12,3

10

14,6
12
X 13
0 13,5
t 10,5
p 12
12,6

o 7,2
e 8
e 8,5
7,9

P 9,5
t 8,1
k 8 12
8,6

á 12,5
á 11,2
á 11,2
~

k 10,9
p 10,5
t 10,5
10,6

o 13
a 11 1 7
o 12,7
12,5

ático
á 8,9
tópico ó 7,7
séquito é 9,5

t 8,4
P 9,7
k 8,3
8,8

6
5,7
4,2
5,3

k IO
k 101 5
t ~

11
10
o 10,8
10,6

k 9

á 11
á 12
á 12

4d º/:

1

~ 13

opaco
etapa
recato

8,7

atacaba
afanado
machacado
fallecido

a 6 15
a 6 15
a 7,5
a 8

7, 1

t 5,5
f 9
e 7,5
! 6,2
7

á 11,5
~ 12

á 12
á 12
á ~

a 6
a 5
a 615
e 7
6,1

n 8,5

k 9,5
0 10
9,2

O

10

10,5
11,4

O
O

b
d
d
d

8
7
7,5
8,5
7,7

a

11

o 10
o 11,5
O 10
10,6

La r y las consonantes sordas en posición postónica intervocálica (perro, opaco, etc.), presentan en general una duración
muy semejante a la de la precedente vocal acentuada; las consonantes sonoras, y especialmente la r y las fricativas b, d, y,
g, son en esta misma posición más ~reves que dicha vocal. La
vocal postónica interior, en formas como ático, séquito, etc., es
siempre más corta que las dos consonantes contiguas. La consonante inicial de la sílaba acentuada en palabras como etapa,
fallecido, etc., es más corta que la vocal de esa misma sílaba.
En posición protónica (machacado, fallecido, etc.), las consonantes y las vocales vienen a resultar casi igualmente breves.
T. NAVARRO TOMÁS.

�MISCELÁNEA

MISCELÁNEA

LE MARQUIS DE MARIGNAN
Dans la Comedia famosa de La Entretenida, jornada primera, le lacayo Ocaña dit:
Lacayo soy, Dios mediante;
pero lacayo discreto,
y, a pocos lances, prometo
ser para marqués bastante,
corno aquel &lt;l.e Marinán,
de dinan, e pizi dinare,
si la suerte no estorvare
este bien que no me dan.

Sur cette expression-l'une des assez nombreuses qui ont
passé au xvl" siecle de l'italien a l'espagnol et ont été citées,
en espagnol, d'apres l'italien-M. Rodolf Schevill fait la remarque suivante, dans son édition des Comedias y entremeses
de Cervantes, t. III, p. 253, qui vient de paraHre:
Nada hemos hallado aún sobre la anécdota del [marqués?) de Marinán, a que se refiere Cervantes. Quiñones de Benavente, en su entremés de Los sacristanes Cosquillas y 1 alego/e, trae otra alusión a la
frase:
Ni Herodías, ni Absalón,
que murió de repelón,
de mi asadura se ampare:
que ha de tener piu dina1·e
quien quisiere mi afición.

Le marquis de Marignan est bien connu. C'est Giovanni
Giacomo Medichino, qui né a Milan en 1497, y mourut le

395

8 novembre l 55 5. 11 fut enterré au Dome avec son frere, le
pape Pie IV. Capitana di ventura, il entra au service de Charles Quint, qui Je créa marquis de Marignan, ou de Melegnano,
en 1532. 11 combattit toujours pour J'empereur, en 1540 a
Gand, en l 542 en Autriche, et a Metz et a Sienne en l 5 52.
C'est dans cettc derniere ville qu'il exeri;;a, sur des Siennois,
de véritables atrocités, qui lui aliénerent l'empereur.
Juan Vitrian, dans sa traduction avec commentaire des Mémoires de Commines 1 , dit, a propos du secours en argent que
le duc de Bourgogne, Philippe le Bon, donna a son fils Charles
le Téméraire, de «six vingt mil escus contens sur dix sommiers» (liv. I, ch. XIII, t. I, p. 86 de l' édition de B. Mandrot):
Este también significava el marqués de Mariñano, grande soldado
gentil, que por todas las dificultades y guerras ni pedía otro socorro
ni dava otro consejo, sino: JJinari e piu dinari, e se fara ogni cosa.

Cette locution est la bonne, car de dinare e piu dinare ne
signifie ríen. Marignan, au sujet de dépenses extraordinaires
nécessitées par une entreprise guerriere, s'est écrié: «Dinari
e piu dinari, e se fara ogni cosa! De !'argent et encore plus
d'argent, et nous en viendrons bien a bout! »
L'expression de La Entretenida, nous la retrouvons aussi
dans la Primera parte de las Flores de poetas ilustres de Espaiza, ordenada por Pedro de Erpinosa (1605, t. I, p. 57, nº 42,
édit. de Rodríguez Marín), rondelets de Diegp de la Chica sur
!'argent, tout a fait dans le goOt de la fameuse letrilla de Quevedo, Poderoso caballero Es don Dinero:
Cual dice el de Mariñano:
am dinare e piu dinare.

l\1ais ou le marquis de Marignan l'a-t-il dit? Il est probable
que si l'on ne trouve pas la locution dans quelque livre italien
de l'époque-je n'ai pas eu le temps de vérifier dans d'autres
1 Las Memorias de Felipe de Camines, suior de Argentom, de los !teclios y empresas de Luis undécimo....., por D. Juan Vitrian, Amberes,
1713, t. I, p. 80.

�ll!lSCELÁNBA

livres que la vie du marquis par Antonio Miosaglia, Milan, 1605,
ou elle n'est pas 1 - des soldats espagnols ont dO rapporter
d'Italie ce mot du celebre chef de bande, et c'est la que Cervantes l'a pris. ALFRED MoREL-F.nro.

SOBRE «RONCESVALLES»
Y LA CRÍTICA DE LOS ROMANCES CAROLINGIOS
En una muy interesante y comprensiva reseña de mi estudio sobre el poema de Roncesvalles 2, el Sr. S. G. Morley
(Romanic Review, IX, 350) cree que no he comprendido bien
el pensamiento de Menéndez Pelayo al atribuir a este autor la
idea de que el espíritu de los romances carolingios pertenece
en general al siglo xv y no entronca con las gestas viejas. Cree
el Sr. Morley que las palabras de la Antología de líricos, XII,
362-363, se refieren tan sólo a romances como los de Claros, Guiomar y Marqués de Mantua, de que se habla inmediatamente antes; pero el pasaje no admite ni por un momento
esta interpretación, pues en aquel caso no hubiera escrito Menéndez Pelayo: «Todas las condiciones..... de los romances
carolingios impiden suponerlos muy antiguos», sino que en
lugar de los hubiera escrito estos; además, tampoco hubiera
mencionado el Mainete, como poema desligado de esos por
una solución de continuidad, pues tal poema no tiene relación
especial con ninguno de esos romances de Claros, Guiomar,
Mantua, etc., y sólo puede ser invocado como representante
de las gestas viejas enfrente de los romances carolingios en
general. Si esto necesitase comprobación, podrían compulsarse las otras citas que hago de la misma Antología, XII, 3 57,
y XI, 7 5, donde siempre se habla de los romances carolingios
en conjunto como productos tardíos y no ligados inmediata1
2

Vita di J. J. Medie/tino, Milán, 1605.
Revista de Filología Española, IV, 196.

MISCELÁNEA

397

mente con las gestas. A mayor abundamiento, el pasaje en
cuestión de la Antología es mero trasunto de la opinión de Milá,
según el mismo Menéndez Pelayo declara (pág. 364), y en la
obra de Milá (De la Poesía, págs. 37 5, 379 y 481) podrá verse
la opinión de este crítico, que colocaba los comienzos de los
romances carolingios en la primera mitad del siglo xv, como
producción independiente en general de los antiguos poemas
españoles de Mainete y de Roldán. De modo que el referido
pasaje de la Antología no puede entenderse sino como yo lo
entendí, ora lo consideremos en sí mismo, ora en sus fuentes.
Pero todavía el Sr. Morley cree, además, que yo debiera
haber considerado como complementaria la afirmación de la
Antología, XII, 367, en que Menéndez Pelayo se inclina a
creer que el romance del Rey Marsín deriva de una probable
adaptación perdida del Rolland. A estt propósito, rogaré al
Sr. Morley que repare que cuando yo hablaba de los romances carolingios en general, no debía fijarme en esa página. La cita de esa página debía yo hacerla al hablar en especial del Rey Marsín; y en efecto la hago para comentarla
(RFE, IV, 198) y para apreciar su significación, juntándola
con otra cita de la misma Antología, XII, 364 (RFE, IV, 197),
en donde se ve claramente que Menéndez Pelayo consideraba el caso del Rey Marsín como «notable excepción», como
caso aislado, no aplicable en modo alguno a los ro man ces
carolingios en general.
La continua cita y concordancia que hice de estos pasajes
de la Antología me permiten estar tranquilo de no haber considerado desatentamente el pensamiento de mi grande y buen
maestro Menéndez Pelayo respecto al origen de los romances
carolingios. Sólo siento no haber mencionado el pasaje que cita
el Sr. Morley de los Orígenes de la Novela, I, cxxvm, donde,
fijándose siempre la fecha de los romances carolingios actuales en el siglo xv, se cree «evidente que descansan en una
poesía anterior, en verdaderos Cantares de Gesta». Esta afirmación, a pesar de la vaguedad del verbo «descansan», parece contradecir aquella «solución evidente de continuidad» que
entre romances y cantares se admite en la Antología. De todos

�MISCELÁNEA

modos, esta afirmación de los Orígenes está hecha de un modo
incidental y de pasada, mientras que las de la Antología son
más amplias, más fundadas y, sobre todo, posteriores en fecha; a ellas, pues, debemos atenernos, como yo hice, para
juzgar el pensamiento definitivo de Menéndez Pelayo. R. MENÉNDEZ PIDAL.

DATOS PARA LA VIDA DE LOPE DE VEGA
I
UNA JUSTA POÉTICA EN TOLEDO

El 25 de junio de 1608 asistió Lope, en Toledo, a una Justa poética
que en honor del Santísimo Sacramento se celebró en la iglesia de
San Nicolás. He aquí la obra en que se describe esta fiesta:
Al Santis Isimo sacra Imento en su fiesta, 1 Justa poética qzee Lope
de Vega Car ¡pio y otros insignes poetas de la ciudad I de Toledo y fuera
dél tuuieron en la I parrocltial de San Nicolds de la I die/ta ciudad, a
veynte y cinco de junio de 1608 años. 1 Recopilado por Alonso García, 1 mercader de libros. 1 Din'gida a don Pedro López de Aya l la, conde
de Fuensalida. 1 Con privilegio. 1 En Toledo, por Pedro Rodrlgttez, 1 imp,-essor del rey N. S. J Año MDCIX. - [Bibl. Nac., R-4266.] Este libro
no se encuentra citado por C. Pérez Pastor, La Imprenta en Toledo,
Madrid, 1887, ni en otras bibliografias; tampoco se encuentra en la
Biblioteca Provincial de Toledo. La •suma del privilegio» está fechada
en Madrid a 1 5 de marzo de I 609.
Los biógrafos de Lope no se habían dado cuenta de esto, aunque
en las Obras sueltas, editadas por Sancha (tomo XX, pág. 171), se hubiese hecho mención de ese libro al publicar las poesías de Lope que
contiene. Son las siguientes : cAl Santíssimo Sacramento del altar,
canción de Lope de Vega Carpio, esclauo del Santíssimo Sacramento•
(fol. 15 v; Obras sueltas, XIII, 330). cA la descensión de Nuestra Señora
y al Santíssimo Sacramento, soneto de Lope de Vega Carpio (fol. 45 r;
Obras sueltas, XITI, 202). •Romance de burlas a San Juan Baptista, de
Lope de Vega Carpio. Entró en nombre de Hernando Gandío (fol. 52 v;
Obras sueltas, XX, 171 ). e Décimas a San Nicolás, que dió su casa para
esta fiesta• (fol. 71 r; Obras sueltas, XX, 178).
El llamarse Lope cesclauo del Santissimo Sacramento• indica que
J

MISCELÁNEA

399

ya había ingresado en una de las dos Congregaciones de ese nomb~e
que por esa época se fundaron en Madrid: la del Caballero de Gracia
y la que luego se denominó de la calle del Olivar. Fernández de Navarrete, Vida de Cervantes, 1819, pág. 479, dice haber leído en &lt;el libro
primero o más antiguo de recepciones• de la segunda Cofradía citada,
que Lope ingresó en ella el 24 de enero de 1610; La Barrera, Nueva
biografía, pág. 163, reproduce el dato. Por consiguiente, la Congregación a que pertenecía Lope antes de 1 5 de marzo de 1609, fecha del
privilegio de la Justa de Toledo, o quizá ya en 1608, en el momento
de celebrarse la Justa, debía ser la del Caballero de Gracia; La Barrera (loe. cit.) no sabía si esto había acontecido en 1609; las constituciones de esta Cofradía fueron aprobadas el 13 de noviembre de 1609;
pero podía existir desde antes.
Contiene este raro libro poesías de diversos autores, cuyo detalle
puede interesar al lector:
cA la imperial ciudad de Toledo, de Baltasar Elisio de l\fedinilla,
esclauo del Santíssimo Sacramento. Soneto• (fol. 3 v).
cRelación que hizo Martín Chacón de la Justa• (fol. 4 r).
clntroducción a la Justa, de Martín Chacón• (fol. 8 r).
«De la poesía. Soneto de Baltasar Elisio de Medinilla&gt; (fol. 11 _r).
«Justa literaria del Santíssimo Sacramento,. Asuntos y premios
(fol. 11 v).
«Entrada de la Justa, de Baltasar Elisio de Medinilla• (fol. 13 v).
Canción ya citada de Lope (fol. 15 v).
«De fray Nicolás Brauo. Canción al mesmo sugeto• (fol. 17 r).
«Del doctor Gregorio de Angulo, regidor de Toledo. Canción&gt;
(fol. 18 v).
cAl Santíssimo Sacramento, de Alonso Palomino• (fol. 20 r).
cDe don Luys Cernuscolo de Guzmán. Al Santíssimo Sacramento•
(fol. 21 v).
cDe Andrés de Balmaseda. Al Santíssimo Sacramento• (fol. 23 r).
«De Juan Ruyz de Santamaría, escriuano de número de Toledo.
Canción• (fol. 26 v).
cDel doctor don Pablo de Cespedosa, lector de theulugía en Salamanca. Canción• (fol. 28 v).
cCanción de Pedro Pantojo de Ayala• (fol. 29 v).
cDe Baltasar Elisio de Medinilla. Canción• (fol. 31 r).
«De Baltasar Nieto Pacheco. Canción• (fol. 33 r).
,De doña María Sarabia. Glossa• (fol. 35 r).
cDe don Luys Cernuscolo de Guzmán. Glossa&gt; (fol. 361·).
cDe doña Clara de Barrionueuo. Glossa• (fol. 37 r).
e De Jacinta Hypólita. Glossa• (fol. 38 r).
«De Christóual de Tena. Glossa• (fol. 39 r).
e De Julián de Almendárez. Glossa• (fol. 40 r).

�JIIISCBLÁNBA

MISCELÁNEA

e De Alonso de Ledesma, natural de Segouia. Glossa• (fol. 41 r).
cDe Marcos de Yepes Volaño. Glossa• (fol. 42 r).
«De Pedro de Vargas Machuca. Glossa• (fol. 43 r).
«De Agustín Castellano. Glossa• (fol. 44 r).
Soneto de Lope, ya citado arriba (fol. 45 r).
«De doña Clara de Varrionueuo. Soneto a la descensión• (fol. 45 r).
«De Jacinta Hypólita. Soneto• (fol. 45 v).
«De Alonso Palomino. Soneto, (fol. 46 r).
«Del mesmo, a la descensión de Nuestra Señora• (fol. 46r).
«De don Luys Cernuscolo, etc. Soneto. No escriue al precio,
(fol. 46 v).
«De don Juan Gaytán y Meneses. Soneto• (fol. 47 r).
«De don Rodrigo de Carranca Girón. Soneto a la descensión, en
español, latín, portugués, italiano, (fol. 47 r).
«De Pedro Ordóñez de San Pedro. Soneto• (fol. 47 v).
«De Francisco Jurado de Forres» (fol. 48 r).
«De Gaspar de la Fuente. Soneto• (fol. 48 v).
«De Gaspar de Butrón. Soneto• (fol. 48 v).
«Del maestro Lumbreras. Soneto. No escriue al precio&gt; (fol. 49 r).
«De Juan de Ceuadi1Ja. Soneto• (fol. 49 v).
«De Gabriel Gutiérrez. Soneto• (fol. 49 v).
,De Francisco Jurado de Forres. Soneto, (fol. 50 r).
«De don Juan Duque de Estrada y Portugal. Soneto• (fol. 50 v).
cDel licenciado Miguel Ruyz de la Vega. Soneto• (fol. 50v).
«De Pedro de Montes, Jurado de Toledo. Soneto• (fol. 51 r).
«De Marcos de Yepes Volaño. Soneto, (fol. 51 v).
,De doña Vriela de los Ángeles. Soneto. No escriue al precio,
(fol. 51 v).
Romance ya citado de Lope (fol. 52 v).
,De Alonso de Ledesma. Romance• (fol. 57 r).
cDel licenciado Miguel Ruyz de la Vega. Romance• (fol. 57r).
,De doña Vriela de los Ángeles. Romance. No escriue al precio,
(fol. 69 r).
·
«De Pedro de Vargas Machuca. Romance, (fol. 61r).
cClarinda Lisarda, serrana del Jordán. Romance&gt; (fol. 62 r),
,Sebastián de Soria, escriuano público. Romance, (fol. 64 v).
cDe Gaspar Butrón. Romance, (fol. 66 r).
cDe Gabriel Gutiérrez de Ontiueros. Romance• (fol. 68 r).
Décimas de Lope, ya citadas (fol. 71 r ).
,De Francisco Jurado de Porres. Décimas a señor San Nicolás,
(fol. 71 v).
,Del doctor don Francisco Faria. Décimas, (fol. 72 v).
«De Juan de Ceuadilla a San Nicolás, (fol. 73 v).
,De Agustín de Castellanos. Décima, (fol. 74 v).

..-T)e Juan Ramírez. Décimas, (fol. 75 r).
« De Luys Hurtado. Décimas, (fol. 76 r).
«De Francisco de Guzmán. No escriue al premio. Glossa, (fol. 77v).
• V examen de Martín Chacón, (fol. 78 v).
«Sentencia de la Justa• (fol. 83 v).
«Soneto de Thomé de Castellanos a la descensión de la Virgen,
&lt;ful. 86 v).
«De Gaspar de Fuentes. Canción al Santíssimo Sacramento» (folio 87 1).

401

La parte de este libro que interesa propiamente a Lope no fué
recogida en las Obras sueltas. En primer lugar, en la «relación que
hizo Martín Chacón de la Justa, se alude así a la presencia de nuestro poeta:
«Preuínose discretamente que quatro alguaziles guardassen muchas sillas de terciopelo bordadas; éstas ocuparon los caualleros y
gente principal; y muchos escaños, que estauan en puesto apartado,
1os poetas que auían escrito la Justa; donde se halló aquel cisne español, aquel diuino espíritu, el poeta castellano que por estas señas bien
se conoce que es Lope de Vega Carpio, cuya presencia fué bastante
a calificar la fiesta, (fol. 5 v).
El primer premio fué concedido a Lope. Dice la «sentencia,:
Primero precio.

Débese a Lope de Vega,
por más galán y devoto,
en primer lugar un corte
de jubón rico y costoso,
que sólo este Fénix puede
- entre tantos ingeniosos ser en méritos primero
como en el ingenio solo (fol. 83 v).
El cuarto premio también correspondió al romance de burlas de
Lope:
Hernar.do Gandío lleue
del rubí el prouecho, que oygo
dezir que se dé la gloria
a nuestro Vega famoso (fol. 85 v) .
En el vejamen de Martín Chacón se habla de las damas que con•currieron a la Justa, pero no de «Clarinda Lisarda, serrana del Jor&lt;Lín»; el romance que presentó recuerda el estilo y maestría de
TOMO

v.

26

�402

MISCELÁNEA

MISCELÁNEA

Lope; ,tendremos aquí otra vez a l\ficaela Luján?
afirmarlo.
De la glosa de o.a María Sarabia dice Chacón:

1

•

No me atrevo a

En fin, hay también aquí algún dato sobre Julián de Almendáriz,
que puede añadirse a los compilados por el Sr. Rosenberg en su edición de la comedia Las burlas veras (Filadelfia, 1917, pág. 38 y sigs.):

Aunque más ceñuda tope
la inuidia a doña María,
pueden dezir, a fe mía,
aquesta glossa es de Loje (fol. 81 r).

Desde Salamanca vino
Almeadáriz a justar,
mas ya se podrá tornar
con su pan para el camino (fol. 82 r).

Si, como es seguro, es de Loje se usa aquí como encarecimiento,
resultaría que ya en 1608 se usaba esta denominación elogiosa 2• También puede tratarse además de un juego de palabras, y que Lope fuese
realmente quien escribió la glosa.
Doña Clara de Varrionuevo tampoco recibió premio; pero le obsequian un requiebro:

Obtuvo Almendáriz el segundo premio; la &lt;sentencia&gt; dice:
A Julián de Almendárez,
por glossa e inuención honoro
con vn par de guantes de ámbar
que dexen a abril celoso.
Si no llegaren, es falta
del correo cudicioso,
que bien conoce Toledo
su ingenio y versos sonoros (fol. 85 r).

Y por Dios que a doña Clara
cuya habilidad celebro,
por vexamen un requiebro
dixera si me escuchara (fol. 81 r).
Realmente es dificil percibir con exactitud el sentido de las costumbres de aquella época. En un templo y en una fiesta dedicada al
Sacramento se toleraban mundanidades y poesías que manifiestamente dejaban traslucir más de una aventura.
Aún deben notarse más curiosidades:

Una edición moderna de este curioso librito, permitiría observar
más rasgos interesantes para el conocimiento de la poesia y de las costumbres literarias de la época.

II

Y luego una glossa hurtada
Jacinta Hypólita entona,
aunque me huele a Narbona,
porque biene bien hablada (fol. 79 r ).
Probablemente se alude aquí al D1·. Eugenio de Narbona, por esta
época párroco de San Cristóbal, en Toledo (N. Antonio, Nova, I, 361•
362), y uno de cuyos libros fué perseguido por la Inquisición (P. Pastor, La Imprenta en Toledo, pág. 184). ,Pero qué relación guardaba
con aquél Jacinta Hypólita?
Doña Vriela de los Ángeles
debe de ser
qual que embocada amacoaa,
que se anda a la vita bona
a justar y componer (fol. 81 r) .
1
2

Véase arriba, pág. 286.
Véase RENNERT y CASTRO, Vida de Loje, pág. 380.

LOPE DE VEGA Y LA CASA DE ALBA

Como es sabido, Lope de Vega estuvo al servicio del quinto duque de Alba, D. Antonio Álvarez de Toledo y Beaumont 1. La Barrera
supuso que Lope había entrado en la casa de Alba hacia 1584 ; pero
esta fecha ha sido rectificada al conocerse el Proceso que publicó Pérez Pastor 2• Hay que pensar ahora que el poeta comenzó a actuar de
secretario del duque hacia 15 90. Sin embargo, no se conocen, que yo
sepa, más que testimonios literarios sobre este período - Montalván,
las mismas obras de Lope - . Por eso juzgo interesante dar a conocer
el siguiente recibo, conservado en las vitrinas del palacio del actual
duque de Alba, a cuya benevolencia debo poder publicar aquí tan
precioso documento.
1
2

LA BARRERA, Nueva biografi'a, pág.
Proceso, págs. 195 y 196.

40.

�MISCELÁNEA
Se trata de una hoja de papel, doblada por la mitad. En la cara
exterior dice:
«De CCCC Rs. que di a Lope de Bega.•
El dorso está en blanco. En la tercera carilla se encuentra el
recibo:
«Digo yo Lope de Vega Carpio que rre&lt;;iuí del thesorero Francisco de Gante los quatrocientos Reales contenidos en la libranza de
atrás.
Fecho en 23 de abrill de 1592 años.
Lope de Vega Carpio.
Reciuiránse en quenta al Recaudador Juan Mendiz estos quatrocientos Reales por quanto él los pagó. Fecho en dicho día.
Anto. de la Fuente.•
En fin, al dorso de esta hoja figura la libranza a que se r efiere el
recibo de Lope :
«Juan Mendiz, Recaudador del duque mi señor, pagué a Lope de
Vega quatrocientos Reales a quenta de lo que hubo de haber de su
salario del año pasado de nobenta y uno, que con su carta de pago
se pagarán en quenta. Fecho en 22 de abrill de 92 años.
Antonio de la Fuente.»
Tenemos, pues, la prueba de que en 1591 ya estaba Lope adscrito
a la casa de Alba. Hubiese sido curioso saber qué cantidad le pagaban como «salario&gt;; no nos lo dice el documento, pues estos 400 reales son únicamente una parte de lo que se adeudaba a Lope del año
anterior.
Otra particularidad del documento es darnos la firma más antigua
que se conoce de nuestro poeta, que no está precedida - puedo asegurarlo - de letra simbólica de ninguna clase. AMÉRICO CASTRO.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

QuEVEDO V1tLEGAS, D. FRANc1sco DE.-La 'llida del Bttscón.-NewYork, G.P. Putnam's Sons, 1917 1 1x-207 págs. = Esta edición, publicada
bajo los auspicios de cThe Hispanic Society», se debe al Sr. R. Foulché-Delbosc, que ha tenido a su disposición elementos nuevos 1 . Por
lo visto existía aún en el siglo xrx un manuscrito del Buscón, no
autógrafo, que perteneció a un Sr. Bueno. A. Fernández-Guerra escribió en un ejemplar de su edición .variantes de ese manuscrito; esas
variantes fueron copiadas en otro ejemplar por A. Bonilla, y sirviéndose de ellas, enmienda F.-D. el texto de la edición de 1626. Hay que
reconocer que esas variantes enmiendan y dan sentido a inlinidad de
pasajes de la edición príncipe, y en muchos casos es posible intentar
ahora una interpretación mucho más acertada. Pero por importantes
que sean dichas variantes, que tanto han peregrinado antes de llegar
al editor, su valor como texto no puede ser otro que el de notas sueltas tomadas por F.-Guerra. E~ gratuito lo que escribe F.-D.: «le texte
inaltéréde Quevedo [est] conservé dans une copie manuscrite• (Prólogo de la edición, pág. vn). A esta categórica afirmación no podría servir
ni aun de leve pretexto un pasaje de una carta de Menéndez Pelayo,
en la cual describe el manuscrito: «no era autógrafo de Quevedo ni
tenía notas suyas. Parecía un ejemplar de regalo, escrito de muy gallarda letra, bajo la inspección de su autor [rJ•.
Es incomprensible que F .-D. haya creído que tenia que restablecer
en la nueva edición «l'ortographe normale du début du xv11• siecle,,
procedimiento arbitrario, ya que el editor, en este caso, sólo estaba
autorizado a reproducir, con cuanta exactitud quisiera, los textos que
tenía a la vista. Y así ha resultado un texto artificial, pues es seguro
que si poseyéramos el autógrafo de Que1·edo·, la edición de F.-D. se
apartaría de la ortografía de aquél, lo mismo que se aparta de la de las
ediciones impresas. Es más: esta fantasía ortográfica de F.-D. no respeta
ni aun el texto de las variantes del manuscrito: «confeffo» (F.-D., 9 4 );
1 Según explica el editor en un artículo de la Revue Hispanique, 1917, «Notes
sur le Buscón•.

�NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

&lt;Confeso• (ms. Bueno). Lo «normal&gt; en la ortografia de comienzos del
siglo xvn y de todas las épocas es la vacilación, que ha durado en
los impresos hasta tanto que la Academia Española dió unidad a la
forma de la escritura. Y en último término muchas cosas serian harto
discutibles en esa pretendida ortografía normal; ante todo el uso y
abuso de mayúsculas. Tal como aparece ahora el Buscón, semeja más
a un códice de la Edad Media que a un texto del siglo xvn.
No sólo en esto se aparta la edición de lo que sería el original
inaltéré de Quevedo; el editor, cuando no ha tenido a su disposición
las variantes del perdido manuscrito, se limita a seguir la edición de
Zaragoza, 1626, e imprime, por ejemplo, brengena, 713, 10 29 , 11 22 ; adre;ados, 10 19; adre;ar, 59 21 ; pero estas formas, lo más probable es que
sean aragonesismos 1 del impresor de Zaragoza, a quien también se
debe la forma vulcos, que F.-D. ha corregido buelcos, 1017 •
Para dar una edición crítica de este texto habría hecho falta analizar muchas expresiones que aún siguen sin tener sentido; F.-D. cree
estar dispensado de este trabajo, a juzgar por lo que escribe: «nous
en serions réduits a l'ingeniosité de la critique de restitution - et
cette critique met d'ordinaire une prudente lenteur a se manifester
[iY tanta!] - si le texte inaltéré de Quevedo ne nous avait été conservé• (pág. vm). No obstante esta sentencia perentoria, los lectores
seguirán pensando que no poseemos aquí ele texte inaltéré&gt; de Quevedo, y que no le hubiese venido mal a F.-D. ejercitarse en la «critique de restitution•, usando cuanta «prudente lenteur&gt; fuere del caso.
Pág. 176: «He aquí a la ma1'íana amanece a mi cabecera la huéspeda
de casa, vieja de bien, edad de Mar\;o, cinquenla y cinco, con s u Rosario grande.&gt; Naturalmente, esto no significa nada; en mi edición
del Buscón ( 1911 2 , pág. 233) declaré no comprender el pasaje; pero
1 Recuérdese dreito, tan frecuente en textos aragoneses. Compárese este
caso con los valencianismos de la edición de Lope de Rueda hecha por Timoneda.
2 F.-D., en su artículo de la RHi, 1917, Notes sur le Buscón, hace una crítica
minuciosa de mi edición y de la de Fernández-Guerra, y pone justamente dl'
relieve ciertos descuidos; éstos son en buena parte erratas no salvadas (poyo,
'pollo', pág. 78 16, no citado por F.-D.); por otra parte, y sin que esto sea una
excusa, aquel trabajo de índole elemental y vulgarizadora, carecía de toda aspiración científica-no puede decirse lo mismo de la actual edición de F.-D.).-A pesar de todo, F.-D. ha ido demasiado lejos en su crítica, y me achaca culpas que
no tengo. En el prólogo digo servirme de varias ediciones además de la de Zaragoza, 1626; entre ellas de la de Barcelona, Cormellas, 1626. Dada la índole de
mi edición, muchas veces no puse en nota de dónde tomaba las variantes. Así,
por ejemplo, de «iban mezcladas con risas• (mi edic. 1911, pág. 145) dice F.-D.
{RHi, 1917, pág. 270) •un mot altéré: risa•; pero la edic. Barcelona, 1626 [Bibl.
Nac., R-u538), fol. 42 r, dice «con risas•. Otras veces la causa de algunos de esos

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

ahora se puede enmendar este texto cinaltéré•, leyendo en vez de
mar;o, mazo, que es en el juego de la primera «la suerte en que concurren el seis, el siete y el as de un palo, que valen cincuenta
y cinco puntos • (Dice. Aut.). Tal explicación podía ser conocida
de F .-D., ya que foé propuesta por l\I. Agostino en un «diplóme d'ét udes supérieures•, según informó E. Mérimée en el Bulletin Hispanique de 1913, pág. 227. Por aparentar ignorarla, da como nueva tal explicación el Sr. Peseux:-Richard en la Revue Hispanique, agosto, 1918,
pág. 565. Y sirviéndome yo ahora del mismo tono impertinente con
que el Sr. P.-R. me obsequia en su artículo 1 de dicha Revue Hispanique
de 1918, Une traduction italienne du .:Buscón», le diré que •¿par quelle
étourderie• se lanza a dar como suyas explicaciones que debía haber
encontrado en una revista francesa, cuya lectura es exigible a un hispanista? Además, se queda este señor tan orondo con su descubrimiento, que al final de ese artículo escribe, con un aplomo rayano en
la inconsciencia: cj'ai pensé qu'il était inutile de pousser plus loin mes
recherches et qu 'on pou,•ait considérer comme éclairci le seul passage
du Buscón qui fút re~té jusqu'icí completement inintelligible&gt;. Quien
siga leyendo juzgará de lo infundado de esa afirmación del Sr. P.-R.
Hay un caso que nos hace pensar que todas las variantes usadas
por F.-D. no son igualmente buenas. Dice mi edición (pág. 181), siguiendo la de Zaragoza, 1626: ci\Ias sacóle de la puja don Lorenzo del
Pedroso, el cual entró con una capa muy buena, la cual había trocado
errores que se me señalan es que hay dos edicio nes de Zaragoza, 1626:
de una hay dos ejemplares en la Biblioteca Nacional (R-9164 y R-n983);
de otra hay uno [R-10747). Xo haciendo yo en aquella edición popular un trabajo crítico, no distinguí ese detalle; y F.-D. ha cotejado mi te..,cto sólo con el
correspondiente a (R-10747). He aquí algunos ejemplos: •y entrando• (edición 19n, pág. 201), •un mot omis: y en entrando• (RHi, pág. 272); pero la edición Zaragoza, 1626 [Bibl. Nac., R-9164), fol. 61 v, trae •y entrando•, lección tan
admisible como •Y en entrando• (fol. 6o r). Lo mismo ocurre con «el señor del
\ºalcerrado• (pág. 203), conforme con Zaragoza, 1626, fol. 62 v; pero no obstante,
F.-D. obsen·a (pág. 273): •un mot omis: el ser señor•. Katuralmente, F.-D. no
indica cuándo mi edición se anticipa a las variantes que le han obsequiado; por
ejemplo, las ediciones antiguas imprimen •Sartas de cristal de las dos Pascuas•;
en mi edición enmendé: «Sartas de cristal de [llos]. Las dos Pascuas• (pág. 74);
F.-D. imprime ahora: •Sartas de crystal dellos. Las Pascuas• (pág. 47). No veo
razón para suprimir dos, que da un sentido claro; ¿quién asegurará que dos no
estaba en el original de Quevedo? El que la edición príncipe se equivoque a
menudo no indica que haya que rechazar su lección cuando contenga un sentido
posible, con mayor razón no disponiendo directamente del manuscrito que fué
del Sr. Bueno.
1 Bastantes de las afirmaciones del Sr. P.-R. en ese artículo, en contra mía,
son más que discutibles; no quiero meterme ahora en ello, por no aumentar el
per~onalismo de esta nota, ine,·itablc por otra parte.

�NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

en una mesa de trucos a la suya, que 110 se la cubría pelo al que la llevó,
por ser desbarbada , ; declaré no comprender la frase en cursiva. Ahora
F.-D. da como variante: cque 110 se la cubriera pelo» (RHi, pág. 288), y
al parecer cree haber resuelto la dificultad. No obstante, sigo sin comprender el sentido, y estoy seguro de que F.-D. y P.-R. tampoco lo
han comprendido. :\ie parece indispensable ensayar una conjetura,
partiendo de un defecto en la edición: «no se la [cambiara] pelo [apelo]
al que la llevó, por ser desbarbada•. La expresión e pelo a pelo» vale
'sin adehala o añadidura en los trueques o cambios'; y «pelo• , como
se sabe, es 'en los paños la parte que sobresale en el haz y cubre el
hilo'. Es decir, D. Lorenzo del Pedroso no hubiera podido cambiar
sencillamente su capa raída por la muy buena que traia; el juego de
palabras seria muy propio de Quevedo. Haría más verosímil mi hipótesis suponer que el original, en vez de «pelo a pelo,, &lt;leda sencillamente «a pelo,, forma abreviada que aún se emplea al hablar de trueques de caballerías.
Muchos puntos menudos, que F.-D. resuelve dogmáticamente,
podrían ser discutidos.
Puntúo yo: • mi madre, pues, no tuvo calamidades• (pág. 13) .
Y dice F.-D. (RHi, pág. 266) : «La phrase ne peut étre comprise comme une conséquence de ce qui précede..... En réalité cette phrase est
interrogative,. ¡Por qué? El sentido es más bien exclamativo o simplemente consecutivo con valor irónico. Y en todo caso, para quien.
tenga sentido del español, lo peor que puede hacerse con esa frase
es ponerle una interrogación.
Muchas de las observaciones de F.-D. son tan vanas como la anterior, y sería prolijo ir discutiéndolas en detalle; pero el nuevo editor
hace afirmaciones tan categóricas, que no parece sino que el texto del
Buscón, a menudo de estilo impreciso y hasta incoherente, es para
él clarísimo; por esto citaré aún algún ejemplo para probar bien que
F.-D. se encuentra respecto del Buscón en el caso de cualquier modesto editor. Por ejemplo: en la página 211 de mi edición, cuando los
amigos de Pablos quieren buscarle mujer rica, se lee: «añadieron que
ellos me encaminarían [a] parte conveniente y que me estuviese bien,.
Y observa F.-D.: eLa préposition ajoutée transforme fautivement le
premier me de complément indirect en complément direct, alors que
le seos est celui-ci: «ils ajouterent qu'ils m'adresseraient un parti (il
,s'agit d'un mariage) qui me coll\·iendrait&gt;. Pero F.-D. se equivoca a
fondo; no creo que el galán, lejos de andar buscando novia, esperase
a que unos amigos le remitiesen una bien acondicionada. F.-D. hace
además, arbitrariamente, que parte signifique 'partido matrimonial'.
El probarlo le costaría trabajo.
En bastantes casos el texto de las nueyas variantes es indiferente
para el sentido; mas no vale la pena entrar en detalles excesivos.

Enmiéndese, empero, pág. 106 3: cno te se&gt;, en vez de «no le se, (una
palabra alterada: &lt;te•). Pág. 139 13 : cen toda la noche me avían dexado cerrar los ojos•, en lugar de «no me avían&gt;. ¿Por qué variar el texto
de 1626 [R-10¡47], fol. 68v, en este caso? La arbitrariedad dela corrección, que supone crasa ignorancia de nuestra sintaxis, está probada por
el mismo editor, que imprime: •Y en todo el día ..... acabamos de contar la cena passada» (pág. 35 4). «Rezadora• (pág. 23 17), «re,;;adera&gt;
(edic. 1626, fol. 12 r: una palabra alterada), etc., etc. Un cotejo minucioso entre la edición de F.-D. y la de 1626, eleva a numerosos los
casos de palal&gt;ras alteradas o añadidas; lo citado sirve ya para probar
a F.-D. que, a pesar de su tono suficiente, resulta un editor del Buscón
bastante mediocre.
Pág. 15810 : «vn lacayo en menudos dos lacayuelos,. Así puntuada,
la frase no se entiende; léase: «un lacayo en menudos (dos lacayuelos)•.
Es decir, sale Pablos con dos lacayos de poca importancia; «menudos•
era el nombre de la «calderilla, .
En resumen, para no citar más detalles, el Sr. F.-D. ha dado una
edición del Buscón en parte mejor que las anteriores, por haber podido disponer de trozos de un manuscrito que muchas veces mejora la edición príncipe; pero el Sr. F.-D. falsea los textos cuando le
conviene, y además su labor propia es escasa, arbitraria y carece de
método:
1 .º
Por emplear una ortografía anacrónicamente uniforme, dando
al texto un aspecto que nunca pudo tener. Por otra parte, en muchos casos no se ve por qué las palabras han de escribirse así y no de
otro modo.
2.º Por no distinguir en el texto lo que procede de las diversas
ediciones antiguas, de las variantes del manuscrito o de la cosecha del
editor 1• Sobre las variantes del manuscrito no hay más datos que los
del artículo de la RHi, referidos a los capítulos del libro, sin siquiera
indicar la página. Y asi, cuando nos encontramos con variaciones no
señaladas en el artículo de la RHi, hay que suponer, o que el editor
no cita todas las variantes del manuscrito en aquel artículo, o que
añade por su cuenta: cestaua más en su juyzio• (pág. 973); «en juyzio,
(edic. Zaragoza, 1626, fol. 48 r: una palabra añadida). «Cachondas»
(pág. 103 14 ); «chaondas, (edic. 1626, fol. 50 v); la corrección está bien;
,pero de dónde la toma F.-D.? •Enternecieron&gt; (pág. I05 6) ; centretuuieron• (edic. 1626, fol. 51 v: una palabra sustituída). •Vandean
(pág. 112 29); «vadean (edic. 1626, fol. 55 r: una palabra alterada).
3. 0 Por no intentar dar una explicación de los muchos pasajes
1 Cuando puedan consultarse los libros de la biblioteca de Menéndez Pelayo,
en Santander, veremos el ejemplar que fué de Fernández-Guerra. Entonces se
podrá apreciar exactamente la fonna cómo ha sido hecha esta edición.

�410

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

oscuros del texto, sin lo cual, como hemos visto, es prematuro tratar
de dar una reproducción del «texte inaltéré de Quevedo•.
El Sr. F.-D. habrá de cumplir con los tres requisitos anteriores,
evidentes para todo el mundo, antes de editar seriamente el Buscón. Y
desde luego no consideraremos logradas dichas elementales condiciones hasta que realmente no estén cumplidas; no basta que el Sr. F.-D.
quiera sustituirlas por ademanes dogmáticos, ni que el Sr. PeseuxRichard aplauda por su lado. Américo Castro.
ARMENDÁRIZ, Juu,(N DE. - Comedia.famosa de Las bu,/as veras. Edited from the manuscript in the R. Biblioteca Palatina at Parma, with
a Introduction, etc., by S. L. l\lillard Rosenberg.-Philadelphia, 1917 1
4.º, 206 págs., 1,50 $. (Publications of the University of Pennsilvania.)=
El Sr. Rosenberg viene estudiando desde hace at'íos varias comedias,
cuyo principal rasgo común es llevar el título de Burlas veras. Ahora
se ocupa de la comedia de Armendáriz, escritor de escasa importancia; los datos que se conocen sobre su vida han sido cuidadosamente
recopilados por R. (págs. 36-53) 1 quien analiza además, con acierto,
las cuestiones de erudición y bibliografía I que plantea la obra. Prescindiendo de discutir la cuestión del parentesco de esas comedia~,
nos fijaremos en varios puntos del texto, que necesita ser revisado
con atención.
Pág. 106, ,·. ¡72-773:
¿Qué más? ¿Ponen a vn rozín
quando le Jleuan al prado?
Estas palabras las dice Lamparilla, a quien los corchetes llevan a
la cárcel, después de ponerle grillos. El editor traduce en nota: Do
they harness a ltorse wllen they take him to pasturer (¿Enjaezan un caballo cuando lo llevan a pastar?) Es evidente que debe leerse:
¿Qué más ponen a un rozín,
quando le llevan al prado?;
lo cual no necesita explicación.
1 Es extraño que R. cite laflist01·ia de lit lit,raluf'a de Cejador, en la página 38.
No queremos pensar que los eruditos norteamericanos, tan cultos y bien informados en general, se dejen impresionar por el volumen de esa obra, fruto de
la rapiña literaria. Las breves líneas que Cejador (tomo IV, pág. 228) dedica a Armendáriz: «poema m cua,-/elas y ditz cantos, en estilo castizo y propio•, proceden
de Gallardo (Ensayo, I, 303): «co11s/11 de diez cantos m rtdondillas..... Armendáriz es escritor puro, propio, castizo•. Bastaba, pues, con la cita de Gallardo que
hace R. Precisamente en el momento de redactar esta nota se hace público
que Cejador y Frauca ha sido llevado ante los tribunales de justicia, acusado del
delito de plagio literario, hecho insólito en los anales de nuestra justicia. Véase
El lmfarcial {diario madrileño) del 21 de noviembre de 1918.

411

Pág. 112 1 v. 906-909:
Oye, hablemos a la clara:
mañana, señor lechal,
venga una torta real,
o tortearé/e la cara.
(Lamparilla amenaza al novato D. Rafael, para obligarle a pagar la
patente.) El editor no se habría visto tan apurado para traducir tortear, ni habría redactado esa larga nota, si conociera las frases vulgares cdar una torta• o «un tortazo&gt;, sinónimas de 'abofetear'. Como
estas acepciones no figuran en los diccionarios, es explicable la vacilación de R., quien por lo ,·isto conoce mal el español como lengua
viva. Pero i:io es admisible que quiera enmendar el verso en
o torturaréle la cara,
porque entonces aquél tendría nueve sílabas.
Pág. 131, v. 1452-1455:
Tan discreto fué mi padre,
y de tan claro juicio,
que si dos dedos metía
es a poco sacar cinco.
Y traduce el editor (pág. 132) : che would always be cahead of the
game• (tomaba siempre la delantera). Basta conocer la expresión, tan
corriente en los clásicos, «meter dos y sacar cinco•, para restaurar lo
que sin duda dirá el manuscrito:
que si dos dedos metía
era para sacar cinco.
Otros muchos detalles revelan que el Sr. R., tan versado en cuestiones de erudición dramática, tropieza aún bastante al interpretar un
manuscrito. Por ejemplo, pág. 1331 v. 1496-1499 :
Allí estudié nueve cursos
con tan estudioso estilo,
que decoré del antífona
pretéritos y supinos.
Observa el editor que «the word does not appear clear by in the Ms.
It Jooks more like así.fonio U) or asitonio (?)•. Naturalmente, debe leerse Antonio, nombre vulgar de la Gramática de Antonio de Nebrija.
Aunque son muy frecuentes los ejemplos (Cervantes lo trae), recordaremos Villalóo, Viaje de Turquía (N.B. AA. EE., II, 98 b;.
Pág. 1391 v. 1680:
aurá choca, moi;:a y juego.

�412

NOTAS

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

Dice el editor: «choca= i. e. chocarrería, fooling, buffonery•. De
ningún modo. Si el manuscrito dice clioca, ¿no se trataría del chocar
de los vasos? El verso aludiría al vino, a las mujeres y al juego.
Pág. 167, nota 2461. Todas esas formas que extrañan al editor
(sigún, deligencias, desimular, etc.) son formas corrientes en el siglo xvu;
quizá debió tener en cuenta R. que Armendáriz era de región leonesa (quesiera).
Las malas correcciones, por no entender el texto, son frecuentes.
Pág. , 16:
¡Pardiez! que me atreuo yo,
pues nunca hasta aquf te vió
a que te siente[s] a su mesa.
Esta corrección revela, como en otros casos, que R. no percibe el
verso español. Debe leerse:
¡Pardiez que me atreuo yo,
pues nunca basta aquí te vió,
a que te siente a su mesa!
Esta puntuación salva la métrica y el sentido.
No tiene objeto aumentar estas observaciones. Sobran notas de
índole elemental, que quitan a esta edición el carácter de un texto
erudito, y en cambio quedan algunos pasajes incomprensibles, que
probablemente cobrarían sentido si se examinara más atentamente el
manuscrito. A. C.
GONZÁLRZ PALENCIA, A.- lndice de la Espaiia &amp;grada.-i\Iadrid, Fortanet, 1918, 4.0 , vrn-361 págs. = Publicación de la «Hispanic Society of
America», encaminada a obviar las dificultades con que tropezábamos
al querer hacer uso de la Espmia &amp;grada. Su autor, el Sr. González
Palencia, práctico conocedor de las ventajas y desventajas de los varios sistemas seguidos en esta clase de índices, ha optado por la forma
más sencilla, que es a la vez la más práctica, dada la estructura de la
obra del P. Flórez y de sus continuadores: un solo índice, por riguroso orden alfabético, de todos los nombres de lugar, perso11a, diócesis, iglesia, convento, obispo, etc., de que en la obra se dé noticia,
incluyendo además en este índice general, en su lugar alfabético correspondiente, los conceptos característicos de las principales materias
de que en la obra se trata. Dentro del orden alfabético se ha seguido
el cronológico en cada artículo; y para evitar que las citas constituyeran una columna de números de enojosa consulta para el investigador,
se ha añadido a cada cita una sumaria nota explicativa del.contenido.
El Sr. P. ha conservado la forma antigua de los nombres de las diócesis y pueblos; pero en su lugar repite la nota encabezada con la forma

BIBLIOGRÁFICAS

moderna, huyendo, por sistema, de la referencia, que siempre representa pérdida de tiempo. En los nombres propios ha conservado la
ortografía del original, lo cual hace que estén repartidos en varios
lugares nombres equivalentes; a nuestro juicio; hubiera sido mejor
uniformarlos, aunque hubiera habido que recurrir a la referencia de
las formas diversas.
Los investigadores que utilicen la Espa11a Sagrada sabrán agradecer el servicio que con esta publicación se les presta. 'J. G. R .
•
'&gt; 1
OssoRro, A. - Los liombres de toga en el proceso de D. Rodrigo Calderón. - Madrid, «Biblioteca Nueva•, 19181 8. 0 , 260 págs.± El título
de este libro parece desequilibrar hacia lo secundario el asunto principal del proceso. Es que el autor, como abogado, ve en la toga el
objeto más importante en la indumentaria de aquella época; y como
erudito quiere llamarnos la atención sobre la novedad documental
de su obra, que está en ciertas aclaraciones relativas a la personalidad - algo confusa antes - de los defensores de Calderón. El autor
escribe cpour son plaisir• y en vista del público general. La lectura
de esta obra debe comenzarse por el apéndice núm. 1, que contiene
un resumen de la vida de Calderón y su proceso. Tiene especial interés el apéndice núm. 5, donde bay una extensa bibliografía de la materia. Allí advertirá el lector que el autor ignora las poesías que dedicó
Góngora a Rodrigo Calderón, y también, en las páginas 254 a 257, la
mención de ciertos documentos recién publicados en el Bolet{n de la
Academia de la Historia (marzo de 1918) y que, según explica el señor
Ossorio, constan ya impresos en la Biblioteca de la misma Academia,
estante 22, grada 2.ª, núm. 27. También recuerda que cierto soneto
que el Boletín da como anónimo es un conocido soneto de Villame
diana. El libro resulta de fácil lectura y es una útil popularización.
Además del retrato de Calderón hecho por Ezpeleta, que el autor
da como único, hay la estatua orante de D. Rodrigo acompañado de
su mujer, en el monasterio de monjas de Portacreli, estatua mandada
labrar por su hijo el conde de Oliva. (Véase Estatuas tumula,·es de
\ "icente Poleró, Madrid, 1902, pág. 37.) También pudo reproducirse
el retrato de D. Diego de Corral hecho por Velázquez.

r
• '

¡{

)

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Pubs. Vol. 10.)
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1918, I, 144-156.

PUBLICACIONES RECIBIDAS
POR LA

«REVISTA DE FILOLOGÍA ESPAÑ'OLA:t
DURANTB BL

CUARTO TRlM{!STRB DB 1918

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1917, XX, 298-315. - V. núm. 5565.
7027. BLAKE, M. - T/1e E/ves of Old llfexico. - JAF, 1914, XX.VII,
237· 239,
7028. BREUIL, H. - Algttnas leyendas y cremcias populares españolas
relacionadas con serpientes y lagartos. - BSEHN, XVIII, 1918,
63-6¡.
7029. CA:11Ps v MERCADAL, F. - Folk-lore me11orq1ti. De la pagesia. Rl\len, 1918, XIII, 124-131, 140-147 1 177-178. (Extr.: Mahón,
l\L Sintes Rotger, 19181 4.0 , x.m-343 págs., 3,50 ptas.) - Véase núm. 5566.
7030. L'oracionaire popular (continuación). -BCECat, 1918, XXVIII,
72. - V . núm. 6634.
7031. P1RES DE L1MA1 A. C. - Tradi;oes populares de Santo Tirso. Segunda serie. IV: Bruxas, feitic;aria e Mouras encantadas.
V: Várias superstic;oes. VI: Provérbios e ditos populares.
VII: Romanceiro e anfiguris. VIII: Janeiras e Reis. IX: Orac;oes e Romances religiosos. X: Orac;oes irónicas. - RLu,
1917, XX, 5-39. - V. núm. 5570.
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IV, 139-142.

Libros.
CASARES, J. - Crilka eft,nera. Divertimientos filológicos. La Academia, R ~
Mario, Cavia, Cejador, Valbuena, etc. Prólogo de R. Menéndez Pida!. - Madriil;'~
ción •Saturnino Calleja•, 1918, 8.º, 320 págs. 4,50 ptas.
C!loca, B. -A per/eifílo e a itnperfeifé'lu. Nota de Estética. Tradu1;'áo e prefa~~ dé-:&lt;
F. de Figueiredo. - Coimbra, Imp. da Universidade, 1918, 4-º, 12 págs. (Acadenua dá¡l
Sciencias de Lisboa. Separata do «Boletim da Segunda Oasse•. Vol. XII.)
CROCI!, B,_..:_Storie e ltggende napotet,,,u.-Barl, G. Laterza &amp; Figli, 1919,JI.º, $11 ~~
ginas, 12 liras. (Scritti di Stori~ Letteraria e Política. Vol. XL)
G.ut !A, L. J.-Pérts Bayer y Salamanca. Datos para la biobibliografía del hebrúlta
valenciano. - Salamanca, Tip. de Calatrava, 1918, 4-º, 271 págs., 3 ptas.
GoNtiLEZ PALENCIA, A. - Índice dt la &amp;paiia Sagrada. - Madrid, Fortanet; 1918,
4.0 , vm-361 págs. (Publicación de «The Hispanic Society of America•.)
Gu,crÁN, BALTASAR.- Tratados: Ei Mroe. El discreto. El, oráculo. Edición Y ~
go de A. Reyes.-Madrid, Calleja, 19111 8.0 , 301 págs., 1,50 ptas. (•Biblioteca Calleja..,
Segunda serie.)
HuARTE, JUAN DE Dios. - &amp;amen de ingmios. Obra escrita en 1575. _Refpndida Y
prologada por F. Oiment Terrer. -Barcelona, Libr. Farera, 1917, 8.º, J19 ~ - (•lflblioteca de Cultura y Civismo.•)
Lowst. v PEDRAJA, J. R. -Mariano José de Larra (fiigaro) como eKri/H' foliJii:tl. Madrid, Tip. de. la •Revista de Archivos•, 1918, 4-º, 78 págs. (De La Lectura.)
RoMKRA X AV AllO, M.- El !,ispanismo m Norte-Améri&amp;a. Exposición Y critica de Slt:
aspecto literario.-Madrid, •Renacimiento•, 1917, 8.º, xrr-451 págs., 4 ptas.
SuíilÉ BBNAGl!S, J., y J. SuÑÉ FoNBUl!NA, - Bi6liografía crilica tk edicio,us del•~
jote&gt; impresas desde r6o5 kasta r9r7. - Barcelona, EdiL Perelló, 1917, 4-•, xxxt-486 pá,-

ginas, 15 ptas.
URQUIJO g leARRA, J. DI!. - Ertado actual de los estudio, relatioos a la lengua f/41(0;
Discurso. - Bilbao, Elexpuru Hermanos, 1918, 4-º, 35 págs.

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Bollettino delle Publicazioni ltaliane. -Firenze, 1918, 2o8-20I),
Bulletin Hispanique. - Bordeaux, 1918, XX, 2-4.
Catálogo mensual de ta Librería Nacional y Extranjera de Fernando Fe. -Madnd,

.

1918, XXXIX, 7-8.
La Ciencia Tomista. - Madrid, 1918, XVIl, 54·
La Ciudad de Dios. -Real Monasterio del Escorial, 1918, XV, 1o8:,¡-1094.
La Critica. -Napoli, 1918, XVI, 6.
Cuba Contemporánea. -Habana, 1918, XVIII&gt; 3-4.
Cuba Intelectual. - Habana, 1918, X, 57-58.
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Don Lope de Sosa. - Jaén, 1918, VI, 71-72.
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Lusa. - Viana-do-Castello, ·1918, Il, 37-38.
Il Marzo~co. -Firenze, 191.8, XXIII, 41-52.
Modern Languáge Notes. -Baltimore, Md., 1918, XXXUI, 8.
The Modem Language Review. -Cambridge, 1918, XUI, 4·
Modern Language Teaching. -London, 1918, XIV, 6.
Modero Philology. - Chicago, 1918, XVI, 6--8.
Nuestro Tiempo. - Madrid, 1918, XVIII, 239'"240.
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Publications of the Modern Language Association of America.-Cambndge, Mass.,
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Razón y Fe. -Madrid, 1918, LII, 4·
Rendiconti della Reale Accademia dei Lincei. -Roma, 1918, XXVII, 3-4.

TEXTOS LATINOS DE LA EDAD MEDIA ESPAAOLA
SECCIÓN PRL\fERA: CRÓNICAS
RASCÍCl1LO PRIMRRO

CRÓNICA DE ALFONSO 111
EDICIÓN PREPARADA POR Í. GARC!A VILLADA, S.

J.

Contiene este fascfculo el texto crítico de la Crónica de Al-

fonso III en sus cuatro distintas redacciones, con qn estudio preliminar sobre su trasmisión manuscrita, su valor histórico y su

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CUADERNOS DE TRABAJOS
CUADERNO 1

J. - Miniatu,·as espa-iiolas en manuscritos de la Biblioteca Vaticana.
I: El manuscrito &lt;123 Regio.e latinum,.
PE.REA, J. M. - Frescos descubiertos .en la sacristía de la i'glesia nacional de Espatia en Roma.
ALÓS, R. DE. -El cardenal de Aragdn Fr. Nicolás Rosett. Ensayo bibliográfico, seguido de un apéndice de do~umentos inéditos.
.MARTÍN ROBLES, P. Á, - Del epistolario de A1olinos. Para 1a bistoria del misti-

PtJOÁN,

cismo español.
F.-Fragmentos inéditos de la ,Ordinatio Ecclesia Valentinrz•, S pe-

'MARTORELL,

setas.

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A QUARTERLY 70URNAL DEVOTED TO THE STUDY
OF MEDIEVAL AND JIODERN LTTERATURE AND PH/LOLOGY
EDITED BY J. G. ROBERTSON, G. c. MOORE Sl,IlTH
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The Text of 'Cleanness', B~i: HARTLEY BATESON.
The Date of'Love's Labour's Lost'. By H. B. CHARLTON.
A Seventeeath Century Play-list. By, ALBERT C. B.o.OGH.
Lapp Songs 1n English Literature. By flERBE.RT \VRTGKT,
Dante and the 'Cursus': A new Argumcnt in favour of the Authenticity of the
'Quaestio de Aqua et Terra' . By PAGET ToYNAEE·
Ra~elais' ;..ists_ of Fowls,. Fi~hes, Serpents and \Vi.Id i easts. By W. F. 5?.uTH.
Grimarest s 'L1fe of Mohere. By ARTHUR Tn,LEY.
Lope de Vega's Comedias 'Los Pleitos de Ingalaterra' and 'La Corona de Hungría'.
By HoGo A. RENNERT.

'\V alter '\'on der Vogelweide: 'Abscbied von der \Velt' (Lachmann 1001 24· Paul 91).
By R. PRIEBSCH.

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J. -

SERRANO,

Miniaturas espaiiolas en manuscritos de la Biblioteca Vaticana .
L.-Primeras negociaciones de Carlos v; rey de Esj01ia1 con la Santa

Sede (ISIÓ-IJI8).
ALós, R. DB.-El manuscrito ottoboníano tat. 405. Contribución a la bibliografía

luliaoa,

s ptas.

CUADERNO Ill

L. -Alfonso XI y el papa Clemente VI durante el cerco de Algeciras.
PAcuaco v oE LsvvA, E.-La intervencWn de Floridabla1tc~ en la redacddn del
Breve para la supresidn de los jesuitas (I772·I773), S ptas.

SERRANO,

CUADERNO IV

L. - Causas de la guerra entre el papa Paulo IV y Felipe JI.
PAcHEco y DE LttvvA, E. - Relaciones vaticanas de Hacienáa espafiola del
siglo X VI, S ptas.

SERRANO,

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61

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PARIS
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REVUE DE L'ENSEIGNEMENT
DES LANGUES VlVANTES

CUADERNO Il
P1JOÁN,

'

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MJNoR NOTICES.

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A. WOLFROMM
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DIRECTEURS:

H. LOISEAU

1

Professeur de Lángue et Littérature allemande
a l'Université de Toulouse.

0,-H. CAMERLYNCK
Professeur agrég-é d' Anglais
au Lycée Sa111t-Lou11 et' h l'l::cole Co!oniale.

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GARCILASO. Obras. Prólogo y notas por D. Tomás Navarro.
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CERVANTES. - Don Quijote de la 1l-fancha. Prólogo y notas por D. F ran~1sco
Rodríguez Mario, de la Real Academia Españ_ola. 8 tomo~.
Qusvsno. -- Vida dd Buscón. Prólogo y notas por D. Amé~1co Castr~.
TORRES VJLLARROEL. Vida. Prólogo y notas por D. Federico de Oms.
DuQuit DE R1vAs.-Romances. Prólogo y notas por D. C. Rivas Cberif. 2 tomos.
BEATO JuAN DE Áv1u.-Epistolan'o espiritual. Prólogo y notas por D. V, Garda de Diego.
.
ARCIPRbSTE nE HtTA. -Libro de Buen Amor. Prólogo y notas por D. Juho
Cejador. 2 tomos.
,
GuiuÉN DB CASTRO. - Las mocedades del Cid. Prólogo y notas por D. V1ctor
Said Armesto.
MARQU.b oE SANTILLANA.-Canciones y decires. Prólogo y notas por D. V. Gar• cía de Diego.
.
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FxaN.\NDO DE RoJAs. -La Celestina. Prólogo y notas por D. Julio Cejador.
2 tomos.
ViLLEGAS. - Eróticas o amatorias. Prólogo y notas por D. N. ~lonso Cortés.
Poema de Mio Cid. Prólogo y notas por D. Ramón Menéndez P1dal, de la Real
Academia Española.
.
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La vida de Lazarillo de Tormes. Prólogo y notas por D. Juho Cejador. .
FERNANDO DB HERRERA.-Poesúis. Prólogo y notas por D. V. G31:da de J?iego.
CEavANTss.-NOtJelas efemplares: LaGitanilla,Rinconete y Cortadtflo, La tlu:tre
fregona, El Ucenciado Vidriera, El u/oso extremeño, El casamiento enganoso
y Novela y coloquio que pasó entre Cipión y Berganz_a. Pról~go y notas por
D. Francisco Rodríguez Marín, de la Real Academia Espanola. 2 tomos.
FaAY LUJs ox L:xóN. - De los nombres de Cristo. Tomos I y U. Prólogo y notas
por D. Federico de Onis.
GuEVARA. - Menosprecio de corte y alabanza de aldea. Prólogo y notas por
D.M. Martinez Burgos.
.
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NIBREMBKRG. - Epistolario. Prólogo y notas por D. _N. A1:onso Cortes.
Qu 6 v1mo. ~ Los sueños. Prólogo y notas por D. Julio Cejador. 2 tomos.
MoaaTo.-Teatro: El lindo D. D,·ego y El desdén con el desdén. Prólogo y notas
por p. N. Alonso Cortés.
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RoJAS. - Teah·o: Del Rey aóafo ninguno y Entre bobos anda el ;uego. Prólogo
y notas por D. Federico Ruiz Morcuende.
Rurz DE AuRCÓN. - Teatro: La verdad sospechosa y Las paredes oyen. Prólogo
y notas por D. Alfonso Reyes.
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Luis VÉLEZ DE GuRVARA.-E/ Diablo Cojuelo. Prólogo y notas por D. FranCtsCo
Rodríguez Marín, de la Real Academia Española.

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INDICE DE SECCIONES
INGLESA... . . . . Mayo, septiembre, enero.
GERMÁNTCA... Junio, octubrei febrero.
ROMÁNICA . ... Julio, noviembre, marzo.
GENERAL...... .Agosto, diciembre, abril.

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precio de suscripción de MODERN PHILOLOGY es de$ 3,00 al año;
. los eJemplares sueltos se venden a 0 140 centavos. Franqueo para suscripciones al extranjero, 0 1 50 cts. más al año, y 0 105 por ejemplar suelto.
Dos secciones . . . . . . . . . . . . . . . . . $ 1,50
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25
THE UNIVERSlTY OF CHICAGO PRE.SS • . CH(CAGO,
ILLINOIS.

THE MOOERN LANGUAGE ASSOCIATION OF AMERICA
FUNDADA

por

EN 1883

Consta actualmente esta Sociedad de unos mil quinientos socios de América y Europa., Se admite como socio a toda persona interesada. La cuota
anual es de tres dólares. Las pubiiéaciones de la Sociedad (Publications o/ tite
Mode,·n Language Association o/ America) se envían trimestralmente gnttis a
los socios¡ se venden a razón de un dólar por cada número suelto y ti-es dólares por tomo, compuesto de cuatro números. En estas publicaciones aparecen artículos relacionados con las literaturas y las lenguas romances, y
con las filologías inglesa y germánica, que pueden interesar a los eruditos
españoles.
Diríjase toda la correspondencia al secretario de la Sociedad ;
Profesor WILLIAM GUILD HOWARD,

5

39, Klrkland Street.

Paseo de Récoletos, 25. - MADRID
t

La revista MODERN PHILOLOGY publica trabajos sobre principios y
métodos de crítica literaria, sobre relaciones entre las literaturas modernas
Y. sobre problemas ~enerales de lingüística moderna. Su sistema de publica~
c1ón ~frece la yentaJa d~ presentar los artículos ya distribuídos en secciones
especiales, en vez de dispersarlos por todo el volumen; de suerte que Jos
que se oc_upen de lengua y literatura inglesas, germánicas o románicas, pueden adqumr aquellas secciones que especialmente les interesen.

100.

Estados Unidos de Norte-América.

Cambridge, Mass.

�;WIIIT.l PAR,\ AMPLIACIÓN DS IISTUDIOS B lllVBSTIGACIONSII CIENTÍFICAS

CENTRO DE ESTUDIOS HISTÓRICOS

TEATRO ANTIGUO ESPAÑOL
TEXTOS Y ESTUDIOS
colección se publican estudios sobre el teatro español, ,, ~e reaquellas obras dramáticas que merecen no permanecér inéditas
ublicadas de nuevo.
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Primeros volúmenes:
La Serrana de la Vera, de Luis Vélez de Guevara, publicada por R.
baz PIDAL y

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pada cual lo que le toca y La villa de Nabot, de Francisco de Rf!ias Zorrilla,
publicadas por Ama1co CASTRO, Un vol. en 8.0 de 270 págs., s ptas.

REVISTA DE FILOLOOfA ESPAÑOLA
SE AD~UTEN SUSCRIPCIONES A' PARTIR OE

TIRADA APARTE

oE LA

1918

A LA

BIBLIOORAFfA

Esta tirada aparte se imprime sólo por un lado, para facilitar la
lRcorporación. individual de las papeletas o fichas en los catálogos

bibliográficos.
Las tiradas aparte correspondientes a los años 1914-1917, tomos 1-IV, están agotadas.
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              <text>El diseño y los contenidos de La hemeroteca Digital UANL están protegidos por la Ley de derechos de autor, Cap. III. De dominio público. Art. 152. Las obras del dominio público pueden ser libremente utilizadas por cualquier persona, con la sola restricción de respetar los derechos morales de los respectivos autores.</text>
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