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                  <text>línea agustiniana y platonizante, debido especialmente al influjo de los maestros franciscanos. Entre los que Alberto Magno llama "amigos de Plat6n", se
encuentran los oxonienses Roberto Kilwardy y Roger Bacon. De hecho, ellos
nunca se consideraron explícitamente platónicos, pero enseñaban un Aristé).
teles tergiversado.
Podemos concluir que la recepción de la obra aristotélica en Oxford tuvo
caracteres especiales que la distinguen del proceso cumplido en otras áreas
geográficas. Se orientó principalmente a los temas físicos y científicos, no modificó la línea metafísico-teológica tradicional ni suscitó polémicas ideológicas,
sospechas o condenaciones. Sin embargo, el sedimiento teórico fue a la postre
significativamente fértil, ·sobre todo en la medida en que constituye un marco
metodológico adecuado para investigaciones filosóficas posteriores.

Sección Segunda
LETRAS

90

�O ACERCAMENTO HISTÓRICO DA L1NGUA PORTUGUESA
DRA.

ALMA

SILVIA RODRÍGUEZ DE FLORES

A PENÍNSULA IBÉRICA ou Hispánica foi habitada desde os mais remotos tempos. Embora a pré-história e a história pré-romana da Península seja obscura
e nebulosa. As hipóteses encontram-se ainda no período de conjecturas e de
opinioes. Com os dados que se dispoem chegou-se a conclusao que uma série
de invasoes se processaram aí, aparecendo os nomes dos ligures, ilírios, ibéricos,
celtas, fenícios, cartagineses e gregos.
Das linguas desses povos quase nada conservam-se. Com relativa seguran9a
atribuí-se origem pré-romana apenas a uns quantos toponimos que revelam
formar;ao céltica. "No vocabulário geral nao é menor a contribuir;ao deste povo:
camisa (camisa), saio, saia (sagum), cabana ( cappana), cerveja ( cervisia),
légua (leuca), salmáo (salmo), carro ( carrus), carpinteiro ( carpentarius), brío
(brigos) . .. Devese notar que muitos destes vocábulos celtas entraram na lingua
portuguesa através do latim que recebeu-os e acomodou-os a sua fonética.
Por isto, evoluíram foneticamente como os genuinamente latinos". 1
O que aconteceu na Península Ibérica, aconteceu semelhantemente em
grande parte da Romanía. Iniciada a conquista da Península pelos romanos
no século III a. C., os conquistadores ao mesmo tempo que conquistavam,
íam implantando nele a sua civiliza9áo e a sua Iingua.
Como efeito da conquista os dominadores dividiram a Península em províncias: Terraconense, Cartaginense e Galéica (Citerior ) , Bética e Lusitania
(Ulterior) . Os mais antigos testemunhos históricos da luta dos romanos com
os lusitanos datam do ano 193 a. C., mas os romanos só conseguiram dominar
a Lusitania em 25, quando Augusto, em pessoa, comandou as suas legioes.
DA SrLVEIRA BuENO, Francisco, A Formai;:áo Hist6rica da Lingua Portuguesa. Biblioteca Brasileira de Filologia No. 6. Livraria Academica, Río de J aneiro,, 1958, p. 24.
1

93

�Como se ve, os contactos entre os romanos e lusitanos tiveram início mais de
século e meio depois do desembarque das tropas romanas no sul da Espanha.
Foi, entao, a partir de Augusto que o latim tomou-se a língua comun de
quase toda a Península. Da propagaQáo do latim temos o texto do geográfo
grego Estrabíio e milbares de inscriQ('&gt;es. Mas o latim encontrado ero Portugal
já se diferenciava daquele entrado na Bética no século 111 a. C.
O Iatim divulgado na Lusitania apresentava caracteristicas muito suas e
profundamente diferenciadas: era arcaico, isto é, o latim dos primeiros tempos; e muito dialectal, mas ero evolu9íio. Como consequencia o idioma apresentava: "mudan~ de acentuac,;:ao tónica, sonorizac,;:ao das surdas, síncope
das sonoras, vocaliza9íio da gutural surda e e da vibrante l, da hipértese do
iod", 2 além dos factos fonéticos que continuaram a produzir-se na época da
romanizaQíio, prolongando-se ainda no romance portugues.
Dentro deste quadro geral, ao mesmo tempo que o latim se transformava
ero galego-portugues na Lusitania, outras línguas se desenvolveram pela Romania. Os factos históricos vieram contribuir para ativar o processo de dialectalizac,;:ao, de tal forma que, em fins do século V, os falares regionais já estavaro mais próximos das línguas románicas do que do própio Latim. Come~
entao uma fase de transiQíio que termina coro o aparecimiento das linguas
chamadas romanicas, romances ou neolatinas. Segundo Meyer-Lübke, as linguas dividem-se ero: frances (séc. IX), espanhol (séc. X ) , italiano (séc. X),
sardo (séc. XI), provenc,;:al (séc. XII), rético (séc. XII), catalao (séc. XIII),
portugues (séc. XIII), dálmata (séc. XIV) e rumeno (séc. XVI).
Ternos pois como o latim transformou-se em tantas linguas para acomodar-se
a antigos hábitos de pronúncia dos povos que o adoptaram.
Pelo que toca a Portugal, antes de comeQar a usar-se o portugues, falava-se
urna lingua em evoluc_;:íio e se escrevia em latin. Este é o periodo pre-histórico.
O trac,;:o do latim nesta época aparece muito acentuado e nao é licito falar
ainda do portugues como idioma quando Portugal ainda nao existe.
Séculos precederam a fundac,;:íio do Condado Portucalense. Portanto neste
periodo somente podemos falar da formaQÍÍ.O do portugues pre-( das origens
até o séc. IX) o proto-hist6rico (IX-XII).
No século V despejaram-se sobre a Península
407 vieram Lusitania os álanos, exterminados
fixaram-se na Galizia tendo fundado uro reino
foram vencidos pelos visigados. E os vándalos

a

passaram a Africa onde destruiram Cartago.

as hordas bárbaras. No ano
ero pouco tempo; os suevos
que durou até 456, quando
que abandonaram a Bética,

Os mais importantes de todos foram os visigodos. Establecidos na ProvenQa
por ~ secul~s, a ~o~quía visigoda foi desenvolvendo-se, até que, enfraqueCJda por distensoes mtemas, foram vencidos pelos árabes.
Os godos, arianos a princípio, esquivaram-se de convivir coro a populaQíio
mas.ªº cabo de algúm tempo (coro Recaredo, 568) irmanarom-se coro o;
vencidos e acabaram por aceitar deles a cultura e a fala. Adoptando po '
• hi áni
'
rem,
o la t.Jm. sp co.
Por este e ~utros factores, a contribuc,;:ao germanica foi pequena e de pouca
mon_ta. Exclumdo os nomes próprios de pessoas e de lugar, Menéndez Pidal
~valia em
o~ :Vocábulos de origem goda. Boro número de nomes designatlvo_s d~ :1~ª rmli1":r: guerra, bandeira, dardo, trégua, luva, albergue, etc.;
de ,ms~twQoes polít1~s, sociais, judiciárias: bedel, feudo, bando, embaixada,
escarnio, orgulho, esp1a, etc.; e de coisas da casa, o vestido e os utensílos: albergue, coifa, sala, banco, roupa, ataviar, etc.8

:ºº

Em_ 711, surgem no sul de Espanha, vindos da Africa, os primeiros berberes.
Em 01to seculos de dominaQíio ( 711-1492), os árabes desenvolveram urna civilizac;:ao notabilíssima no sul da Península. A dominac;:ao foi predominante no
su~ e no centro; o norte e o noroeste permaneceraID isentos desta domina9ao
ate ~77. Por esta. raza.o foi justamente desse norte e noreste da Espanha que
partm a re~nq~ta.. Vese, portanto, que a influencia árabe nao poderá ser
de grande unportanc1a. A sua dominac,;:ao nao se manteve mais de quarenta
anos nos territórios de Galízia e Portugal. O contacto foi com os mo9árabes.
Mas, de certo, com os árabes floresceram na Península as ciencias e as
artes;
grande
· .
· od houve
•
. , incermento da agricultura, da indústria e do coroérc10,
mtr uzrram-se mumeras palavras para designar novos e variados conheci1;11entos. Calcula-se em quatro mil o número de vocábulos espanhóis de origem
excluidos os toponimos; e entre quatrocentos e mil termos em portugues.
Foi durante o domínio árabe que se acentuaram as características distintivas
dos romances peninsulares. No portugues, depois do latim, foi O árabe que
f~mece~ o maior contingente de palavras para a formac;:ao do léxico. A razao
d~sto fo1 q_ue a recepQao dos arabismos ocurren numa época em que já se hav i ~ realizado as mundan~ esenciais na disposiQíio fonética das palavras
launas.'

ª1:be,

Os empréstimos de origem árabe, quase todas substantivos, referem-se:
a) guerra: alcácar, adaga, arsenal, alferes, adail, etc.
' Cfr. Ibid., p. 118.
• Cfr, Ibid., p. 120.

• !bid., p. 30.

95
94

�b)
c)
d)
e)

que o portugues se formou em época muito anterior. Mas os documentos escritos mais antigos que se conhecem datam do século XII.

alimentos: arroz, acelga, azeite, alcachofra, a~úcar, etc.
casa: adobe, azulejo, a~oteia, alcova, saguao, etc.
profissoes: alfaiate, algibebe, albardeiro, etc.
vida social: aldeia, aduana, alfándega, alambique, etc.

O período histórico vero do século XII sos nossos días e, como o indica
o nome, caracteriza-se pela documenta~ao dos textos já inteiramente lavrados
em portugues.

f) música: alaúde, tambor, anafil, etc.
g) administra~ao: califa, emir, vizir, aguazil, etc.
5
h) ciencia: álgebra, algarismo, cifra, zero, etc.
F oi vária a sorte da Jíngua portuguesa. O ·dialecto que compreendia ~ Galízia e a faixa lusitana entre o Douro e o Minho, constituiu-se_ em urna urud~de
linguística. "Os documentos em romance, testa~entos, partilhas, gene~logias,
cantigas díamor e d'amigo, d'escárnio e maldizer... podem ser tidos. • •
galeo-portugueses. A diferencia~áo dialectal já se anuncia numa e noutra
margen do Minho, mas somente do século XV em &lt;liante, :stendendeu-s~ para
sul até O Algarve, assimilando os m~árabes, pondo Lisboa ~or capital, é
0
que a expressao se torna portuguesa, lusa, nao só por ser, a lingua de
mas sobretudo porque os seus fenomenos caractensEst ado, de urna N ª"ªº
Y
,
nf did
ticos já de tal modo se acentuaram que nao podem mais ser co un os coro

u:n

os do galego".6 •
Estamos entao em plena fase de diferencia~ao. As cruzadas contra os ~oures já havvian comezado D. Henrique, Conde Borgonha, recebe do re~ D.
Alfonso VI a mao de sua filha D. Tareja e o Condado Portucalense. Libertado da tu;ela de D. Raimundo, senhor da Galizia, D. Henrique pasa a obedecer ao reí de Leao. Depois assuroe o governo do Condado. Ero 1128,.. seu
filho, D. Alfonso Henriques, toma as rédeas do govemo. Ero 1139 fez-se
proclamar reí de Portugal e em 1143, Alfonso VII reconhece-lhe a sua realeza,
atificada em 1179 pelo Papa Alexandre III.
D. Alfonso Henriquez e os seus sucessores prosseguem na luta contra _os
mouros até 1250, quando D. Alfonso III fixa os limites do Portugal de hoJe.
Com a independecia de Portugal o galego-portugues foi estendendo-se/ara
sul
tomando-se como Jíngua oficial do reino. Mas o galego-portugues do
0
norte' continuou a sua própria história, por isso, o que até o século XII era.. a
mesma lingua, já sao duas linguas no século XVI: o galego e o portugues.

o

º..

idioma provavelmente, teria contornos definidos desde_ sé?ulo VI, mas
é só a partir do século IX que podemos assegurar ~ sua ,existencia por al~ns
vestígios que se encontraram en documentos de latrm barbaro. Por eles ve-se

"As principais cria~óes romanicas para o portugues sao: a) cria9ao do
artigo definido e indefenido; b) cria9áo de urna conjuga~o especifica para
o verbo por e compostos; c) cria~áo do futuro simples e do condicional; d)
form~áo do plural pelos do acusativo plural latino das cinco declin~óes; e)
cria~ao do pretérito perfeito e maisque-perfeito compostos do indicativo e do
subjuntivo, bem como do condicional composto e do futuro de subjuntivo;
f) cria~ao do infinito pessoal, que constituí um idiotismo na lingua; g) aparecimento do verbo haver com significa9ao de existir, substituindoo verbo ser
latino (outro idiotismo) : sunt homines - há homens, etc.; h) criaQáo do futuro
do indicativo e do condicional. O povo devido a ligeira semelhanca flexiona!
do futuro imperfeito do indicativo comas do pretérito imperfeito, confundiu-as:
Fut. do l. amabo, amabis, amabit, etc. lmperf. do lnd. amabam, amabas,
amabat, etc. Dessa confusao desapareceu o futuro, que por ser menos usado
foi substituído pelo infinito do verbo que se conjugava com o presente do indicativo do verbo habere: Latim: Amare-habeo, amare-habes, amare-habet.
Portugues: amar-hei -amarei, amar-has- amarás, amar-ha - amará, amarehabemus, amare-habetis, mare-habent (amar-havemos), ( amar-haveis), amarhemos -amaremos, amar-heis- amareis, amar-háo -amaráo, laudare-habeo,
debere-habeo, partire-habemos, pónere-habeo, louvar-hei, dever-hei, partirhemos, por-hei, deverei, partiremos, porei, etc. Nao possuindo o latim o condicional, por analogía a cria9áo do futuro, o povo romano, formou-o, unindo
ao tema infinitivo as formas do imperf. do ind. do verbo habere: Amarehabebam, legar habebant, amare (hav)ia, ler-(hav)iam, que em latim vulgar
seria amare-hia, amaria, leriam, etc.".7
Mas voltando ao século XII como início do portugues histórico, distinguiremos na evolu9áo do idioma as sigintes etapas:
1) Latim lusitanico, Iíngua falada na Lusitania, desde a implanta~ao do
latim até o século V;
2) Romance Jusitanico, língua falada na Lusitania, do século VI ao século
IX, da qua!, como da fase anterior, nao há nenhum documento escrito;
' MESQUITA DE CARVALHO,

• Cfr. lbid., p. 121.
• lbid., p. 58.

J., Diccionário

Práctico Da Lingua Nacional, Ed. Egéria,

S. A., Sao Paulo, 1968, p. 1017.

97

96

Humanitas-7

�3) Portugues proto-hist6rico, lingua falada na Lusitania, do século IX até
fins do século XII;
4) Portugues arcaico, que vai de principios de século XII até

1) Língua comun:

a) Portugal
b) Brasil

a primeira

matarle do século XVI, quando a lingua come~a a ser codificada gramaticalmente;

2) Linguagem regional:

5) e o portugues moderno, que se estende da segunda metade do século

A) Falares:

XVI até a os nossos dias.
O Periodo proto-histórico, caracteriza-se pela documenta~o indirecta. Isto é,
as palavras portuguesas insertas nos textos latinos da Idade Média. O portugues arcaico, ou propriamente histórico, legou a história: os textos de leis,
Cancioneros, a hist6ria do Santo Graal, a de Santo Amaro, o Livro de Esopo,
as Cr6nicas de Fema.o Lopes e várias outras obras que datam de meados do
século XVI, tempo da morte de Gil Vicente ( 1536), e o aparecimento da
primeira gramática, Grammatica da Linguagem Portuguesa de Femao de Oliveira. O início do portugues moderno foi sobretudo fecundo no género pr6priamente poético e em narra~oes e descri9oes relativas as conquistas do ultramar. Aparece Luís de Camoes coro o imortal poema Os Lusíadas publicado
ero 1572. Camoes foi quem deu fei~ao nova e definitiva a língua literária.
Reconhecida a superioridade da linguagem camoniano, a sua influencia fez-se
sentir na literatura de entáo até aos nossos dias. Por fins do século XVI e
primeiros anos do século XVII, escreveram Frei Luis de Sousa, Rodríguez
Lobo, Grabriel Pereira de Castro, Manuel Bemardes· e outros. O século XVIII
é o das academias literárias. Aparecem os famosos ortógrafos Monte Carmelo
e Madureira Feijó. A cultura francesa passa a ser, em Portugal como ero outras partes, a principal fonte de inspira~áo. Floresce a poesía e os novos rumos
literários haverao de ter grande influencia no futuro da lingua portuguesa no
Brasil.
A primeira das línguas que se expandiram fora da Europa foi, pois, a portuguesa, Com os descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, os portugueses ampliaram enormemente o império da sua lingua levando-la a Africa,
América e Oceanía.
Ternos assirn que por efeito da expansáo lusitana, a lingua portuguesa é
falada actualmente ero: A~ores, Madeira, e no Brasil; na Africa, em CaboVerde, Guiné e ilhas de S. Tomé, Príncipe e Ano-Bom, Angola, Mo~ambique,
Zanzibar, Momba9a, Melinde e Quíloa; na Asia ero Diu, Dama.o, Bombaim,
Caul, B~im, Goa Mongalor, Cananar, Maé, Cochim, costa de Coroma'ndel
(India), Ceilao e Macau (China); na Malásia, ero Java, Malaca, Singapura,
e ero Timor. Nesse ordem pode-se gizar o siguinte esquema da lingua:

98

1) de Portugal
2) do Brasil
3) aCioriano
4) madeirense
B) Crioulos :
1) indo-portugues
2) malaio-portugues
3) caboverdiano
4) guineense

5) Sao Tomé, Príncipe,
Ano Bom, Macau.R
O portugues entrou no Brasil ero convivencia com o tupi-guarani. Tornado
língua da comunicaCiªº conservaram-se as formas que em Portugal ficaram
documentadas nos textos do século XV. As diferen9as foram entáo de ida '
• fl ,. .
v sa
m uencia do elemento indígena e do africano. Embora &lt;liante da história do
~rasi! S~lva N~to afirm~ que: "no portugues brasileiro nao há, positivamente,
mfluencia de linguas afncanas ou amerindias. O que há sao cicatrizes da tosca
ap~en~gen que da lingua portuguesa, por causa de sua misera condi~áo
social, fizeram os negros e os indios".9
D~qui mesmo é_ necesário conceituar que a lingua brasileira é pois a port~guesa com ~ upo ger~l de pronúnica diverso, com o vocabulário enriquecido com os idiomas africanos-principalmente o banto-e coro algumas diferencas sintácticas. lsto é, a "lingua brasileira".
A fei~o literária da lingua foi cultivada desde os primórdios. No século
XVIII escritores brasileiros alcan~aram já os portugueses. Daí nasce um

?fr.

~~ SILVA NETO, Serafim, Introdufáo ao Estudo da Lingua Portugu2sa no
Brasil. Biblioteca Cientüica Brasileira. (Ministério da Edu~ao e Cultura Rio de
Janeiro, 1963), p. 30.
'
1

' lbid., p. 107.

99

�anseio por literatura própria, uro anseio por uma expressáo linguística reflexo
da sensibilidade do brasileiro. "O brasileirismo literário é, pois, uma atitude
ero face do material linguístico, uma atitude ero face da concep&lt;táo da vida
10

e da visáo do mundo".
A chegada de D. Joáo VI, em 1807 veio alargar os horizontes. O govémo
providenciou a criaQáo de escolas e a ascensáo social domesti&lt;tº• A ~ao das
escolas, além de outros factores propiciou a evolu&lt;táo política e literária do

ELEMENTOS PARA UNA TEOR1A DE LA TRADUCCIÓN

Brasil.

Mas o que tero enorme importancia é que, por sobre a estagna&lt;táo do ambiente, desde o século XVI, surgiram as primeiras manifesta&lt;téíes literárias.
Lembramos-nos de Bento Teixera, Gregório de Matos, Vicente do Salvador e
António Vieira. No século XVIII, António Gonzaga, Manuel da Costa, Matías Aires e outros.
Mas a literatura realmente nacional só come&lt;ta coro os Romanticos. Formada o espirito nacional, eles foram os primeiros em trabalhar a língua brasileira. Macedo, Alencar, Guimaráes, Humberto de Campos, Machado de
Assis, Afranio Peixoto, afirmaram a lingua literária fundada na linguagem
adquirida.
Machado de Assis, sem dúvida o mais perfeito modelo de língua brasileira,
soube criar urna arte sóbria e harmoniosa onde conseguiu-se fundir a linguagem transmitida, com a linguagem adquirida.
Ero 1920, surge a gera&lt;;áo modernista coro Mário de Andrade. Tristáo de
Ataíde, que acompanhou-a de perto, caracteriza-a como uro movimiento acima
de tudo, anti. Esse espírito brasileiro nao se caracteriza pelo contra, mas pelo

anseio de independencia literaria.U
Pode-se assim afirmar que esta expressáo imbuída de forte espírito de nacionalismo regional, de rebeldía literária, tomou-se a matéria-prima da nova
literatura nascente no Brasil, hoje urna das mais ricas literaturas modernas.
BIBLIOGRAFIA
DA SILVA NETO, Serafim, lntrodufáO ao Estudo da Lingua Portugu2sa no Brasil. Biblioteca Cientifica Brasileira. (Ministério da Educa&lt;,íío e Cultura, Rio de Janeiro,
1963.
DA SILVEIRA BuENO, Francisco. A Formafáo Hist6rica da Lingua Portugu2sa. Biblioteca
Brasileira de Filología No. 6. Livraria Acaderoica, Rio de Janeiro, 1958. .
MEsQUITA DE CARVALHO, J., Diccionário Práctico Da Lingua Nacional, Ed. Egéria,
S. A., Sao Paulo, 1968.
º !bid., p,. 107.
Cfr. lbid., pp. 241-269.

Lic. HEaóN

PÉREZ MARTÍNEZ

I. Presupuestos lingüísticos del traducir
I. 1 TRADucm.-Suele entenderse por traducir una "transposición de ideas"
de una lengua a otra. Sin que la formulación anterior sea una "definición" en
el sentido estricto del término, en la práctica este concepto está implícito y
a veces no tanto, en la actividad de los traductores y en los "tratados" mis~os
de teoría de la traducción. Por ejemplo, la conocida Intrüducción a la traiductología de Vázquez Ayora describe la acción de "traducir'' como "la trans~
feren~i~ de ~n m,e~saje de una lengua a otra" (pág. 10). Este "mensaje" es
:spec1f1~do ~p~1c.1tam:nte en el texto entendiéndolo como "sentido" (ibid)
_p~nsanuento (1b1d, pag. 11), etc. Pero en la página 4 7 al referirse al análisis contrastivo dice: "al traductor le interesa saber en cual de ellos (se refiere
a los '_n~v~les' e~tendiendo por tales la 'estructura profunda' y la 'estructura
superf1c1al de tipo chomskyano) debe realizar la TRANSFERENCIA de las ideas
de una lengua a otra". Así, pues, se da una identificación implícita entre
1
, " pensam1en
Independientemente de lo
"'dea"
· t o" , " senti"do" y " mensaJe".
·
sostenible o no de una teoría basada en la distinción chomskyana entre 'estructura profunda" y "estructura superficial" como si los elementos de la "estructura profunda" fueran constantes en una transferencia donde lo variable sería
la "estructura superficial" (la traducción consistiría en acomodar o "trasladar" l~s el~~en~os de la "estructura profunda" de una lengua a otra), todas
estas 1dentif1cac1ones, presupuestos, hipótesis y formulaciones del problema
son vagas y requieren de una serie de precisiones para evitar el cúmulo de
contradicciones a que conducen.
En primer lugar, concebir la traducción simplemente como el cambio de
un '.'contenido" de una envoltura a otra, es una simplificación en la que no
se tienen en cuenta todos los elementos del "acto de habla" que es la tra-

1

11

100

101

�1

ducción ni de su peculiaridad. Esta concepc1on conduce como aspiración
máxima al "método de equivalencias dinámicas" cuya incapacidad para
resolver ciertos problemas de traducción es fácilmente demostrable. En esta
exposición trataremos de mostrar algunas de las incoherencias a que conduce este planteamiento y formularemos principios en otras direcciones. En
el mencionado manual, a que hicimos referencia más arriba, hay una explicitaci6n interesante por la que empezaremos; dice así: "la SIGNIFICACIÓN
o SENTIDO, que no se debe confundir con el 'significado' que es la faz conceptual -el signo lingüístico, puede ser de varias clases. En primer lugar, la
'significación' es 'lingüística', y con ésto se indica que no se refiere a nada
que esté fuera de la lengua propiamente dicha, sino que emana de las relaciones significantes de las partes constituyentes de las construcciones gra•
maticales". (Vázquez-Ayora, op. cit., pág. 54). Hay aquí algunas graves imprecisiones conceptuales que poco a poco, acumuladas a las demás; hacen
imposible que se construya una teoría de la traducción que sea válida. Antes
había identificado implícitamente sentido e idea. Ahora el conceptb de "sentido" es muy diverso:

1) Es igual que "significación.
2) No es Ío mismo que ''significado", faz conceptual del signo lingüístico.
3) No se refiere, sin embargo, a nada extralingüístico.
4) "Emana de las relaciones significantes de las partes constituyentes de
las construcciones gramaticales".
Este "esquema" del mecanismo de la traducción corresponde "grosso modo"
al planteamiento renacentista tal cual aparece en Vives (cfr. Coseriu, Vives y
el problema de la traducción, en tradición y novedad en la ciencia del lenguaje,
Gredas) o en Lutero y que sigue siendo sostenida durante el Romanticismo.
Pondré como ejemplo los planteamientos de Vives a partir de Coseriu (op.
cit.).
Su definición de traducción: "Versio esta lingua in linguam verborum traductio sensu servato". Esta definición sostiene en el fondo dos elementos en
un texto: verba y sensus. Todo texto estaría constituido de estos dos elementos
combinados según distintas posibilidades. De hecho no es difícil remitir este
binomio sensus et verba al ámbito de la vieja ret6rica en donde el mismo bino•
mio res et verba aparece determinando el discurso y al mismo tiempo · sirve
de osamenta estructurante a la retórica: INVENTIO, elocutio et dispositio. La
primera se refiere a las res (ideas); la segunda se ocupa de las verba (palabras
que exteriorizan ideas) y la DISPOSITIO se refiere tanto a res como a verba. Cito a Quintiliano: "Orationem omnen constare rebus et verbis: in rebus in-

102

tuenda~, inventionem, in verbis elocutionem, in utraque collocationem". (Toda _orac10~ consta de res y verba: con re_specto a la res hay que tener en cuenta
la inventio, en las ~alabras la elocutio y en ambas la dispositio". Las palabras
(v~rb~) son enten~1~as &lt;;orno el ropaje lingüístico que cubre las ideas (res) 0
~a._5 b1~~ la ~tenahzaci(m de las "ideas". Vives entiende por sensus "la sign~Ílcac1on partlcu~ar de ~n texto o de alguna de sus ¡&gt;artes" (Coseriu, op. cit.,
Pª&amp;· 89).
Vives hay tr~s tipos de traducciones y tres tipos de textos: tres
maneras d1stlntas de traducir textos ~ fin de conservar el "sentido":

~3:ª

1) Aquella manera de traducir en la que '.'solus spectatur sensus": "solo
se atiende al 'sentido' del texto original" ( Coseriu, op. cit., pág. 89).
Corresponde a la inventio.

2) · Aquella manera de traducir en la que "sola phrasis, et dictio (spectatur"
solo se toma en cuenta la 'forma', la expresión como tal" (ibid) . Corresponde a la elocutio.
3) Aquella manei:a de traducir "ubi res et verba ponderantur" "se atiende
tanto al sent~do como a la expresión" (ibid.) dado q~e la expresión
afec,ta al sentido. Corresponde a la dispositio.
A esta, tipología de "maneras de traducir" corresponde una clasificación de
los textos según convengan a una o a otra.
_De pasada queremos mencionar el obvio paralelismo entre "estructura profunda" /"estructura superficial" y "res''¡"verba".
Este '.:quema simplificado de lo que "Normalmente" se ha entendido por
traducc1on se presta y ha prestado a muchas confusiones. A continuación
esbozaremos algunos elementos que pueden servir como puntos de referencia
desde la teoría lingüística para avanzar en la formulación de una teoría de
la traducci6n como parte de una "lingüística del texto". Estos elementos nos
pe~tirán. por tanto evaluar los planteamientos a que hemos hecho alusión y
al m1s~o tiempo mostraremos que, en torno a ellos se puede organizar todo el
material que en buenas cantidades se produce sobre el problema de la traducción.

l. 2 Elementos para una teoría de la traducción

En esta exposición nos ceñiremos a la teoría de la traducción formulada
por Coseriu en distintas ocasiones, y ubicada por él mismo como parte de una
lingüística del texto.

103

�Partimos de esta consideración: todo acto de habla debe ser concebido en
el ámbito del lenguaje como actividad humana universal que se realiza según
la tradición histórica de una cierta comunidad lingüística por un individuo o
individuos concretos en un contexto determinado. En otras palabras todo acto
del hablar en general de acuerdo a una lengua histórica en una situación y
contexto determinados. Un acto de habla es o constituye un texto.
Hablar en general, lengua histórica y texto (hablado o escrito) son los
contextos de todo acto de habla. Estos tres "contextos" del acto de habla se
convierten por ello en "planos semánticos". Es decir hay un "contenido" correspondiente al hablar en general, otro contenido en el plano de la lengua y
otro correspondiente a cada texto dado a través de los contenidos de la lengua
y del hablar en general. Coseriu llama designaci6n al primero, significado al
segundo y sentido al tercero. Es decir que en todo acto de habla, y por tanto,
en todo texto, nos referimos a (designamos) la realidad extralingüística (a
un determinado "estado de cosas") ; esa designación se presenta bajo la forma de una lengua concreta. Significado entonces es el contenido de un signo
en cuanto dado por la lengua: cada lengua realiza su "corte" de fa. realidad
extralingüística. En cambio el sentido "es el contenido particular de un texto
o de una unidad textual, en la medida en que este contenido no coincide simplemente con el significado y con la designación". (El hombre y el lenguaje,
pág. 221).
Cada uno de estos planos (hablar en general, lengua histórica y texto tienen
categorías funcionales. Estos planos con sus categorías funcionales remiten a
los planos del contenido lingüístico ya mencionados: "planos semánticos".
Son categorías funcionales del hablar por ejemplo: agente, objeto, instrumento, etc., son categorías extralingüísticas. Cuando una lengua expresa categorías extralingüísticas lo hace por medio de categorías idiomáticas: el "estado de cosas" extralingüístico, la realidad, es "cuadriculada" en categorías
que son expresadas por medio de otras categorías: las idiomáticas. Las categorías del hablar son innumerables; en cambio las categorías idiomáticas son un
conjunto muy limitado: las categorías idiomáticas por su cantidad y calidad
indican el "corte" que una determinada lengua histórica realiza en la inmensa gama de la realidad extralingüística. Varias categorías del hablar se
expresan por medio de una sola categoría idiomática y habrá categorías del
hablar que no sean expresadas de ninguna manera por ninguna categoría de
alguna lengua o lenguas. Otras categorías del hablar pueden ser expresadas
sólo por el contexto y situación del acto de habla. El hablar es un plano in•
dependiente de las lenguas. Las lenguas se realizan en "textos": los textos
expresan el plano de la lengua: Hay tradiciones lingüísticas ( cada lengua

histórica) y tradiciones textuales no circunscritas a una lengua E d .
idiomáticas.
• s ec1r no
m~os ll~ados "géneros lite~os", por ejemplo, pueden ser considerados cotrad1c1ones textuales: son tipos generales de textos def·~esm~~~
.bl . d
di
temente
.
· 1m d e la lengua. Las categorías idiomáticas, por tanto, se d.1st1nguen
1~ ente _de las categorías textuales: una función idiomática puede expresar
varias
. , textual
d , funciones. textuales según el contexto y al revés una f uncion
po ra usar vanas categorías idiomáticas. En los textos hay categorías a 1
que ~o corresponden, ni hay, categorías idiomáticas. Un texto se compone :
func~ones textuales más que de oraciones: una misma oración puede asumir
funciones
completamente diferentes. Los textos están, pues, cond1.
c·
d
.textuales
.
10na ~ s1tuac1onalmente por sus funciones. En este sentido todo texto tiene
categonas textuales, categorías idiomáticas y categorías del babi
1 . d
entre si.
ar re ac1ona as

HABLAR
LENGUA

REALIDAD EXTRALING

TEXTO

EJE DE LOS CONTEXTOS

Y SITUACIONES

Las categorías idiomáticas son propias de cada lengua. Habrá pues lenguas
que no expre~n ciertas categorías del hablar: la pluralidad, por ejemplo. Ha~r~ len~as sm la categoría idiomática del plural. Pero a su vez una categoría
i~omática, el plural, por ejemplo, puede en un texto tener una función ¿·
tinta de la expresión de la pluralidad como categoría del hablar: el plu:i
en ~n texto debe ser interpretado de acuerdo a la tradición textual. Puede
ser mterpretado por ejemplo como un "plural majestático", etc.

105
104

�CONCEPTUS (LENGUA)
SIGNIFICADO
DESIGNACION
(TEXTO) VERBUM
RES (REALIDAD Extraling)

.
1
alid d (res) mediante el sig•
El verbum (texto) se refiere o expresa a re
a
nificado de lengua ( conceptus) en una situación o contexto con~re:º·. La, ~ro"ó di cr'n1·ca del hablar en general a través de las categonas idiomaticas
yeco n a o
d" "ó
xtu 1
en el eje de los contextos y situaciones constituye la tra ici n te a .
Los "contextos'' del acto de habla y las corrientes de la lengüística

Et tres planos del lenguaje o "contexto" del acto de habla (hablar en
s o~ 1
texto) con sus categorías funcionales, se corresponden con
gener~' e_ngua,d 1 r' .. , tica actual: gramática generativo-transformacional
tres direcciones e a mgrus
)
lin ··' t" a del
(hablar en general), lingüística estructofuncional (lengua . '.. gms ic d
texto (texto) . Con ésto aparece. d; ~anera evidente las pos1b1hdades de ca a
corriente, por ejemplo a nivel d1dact1co.
::i) Gramática generativo-transformacional
y el hablar en general

. li t la "estructura profunda" contiene todos los
Para los transformac1ona s. as
.
.
,
, ·
Ha dos corrientes
en la actua11elementos para la interpretac1on semantica.
y
. "
dºf
.
dad. la chomskyana y la denominada "semántica generativa . ~ª- i ere~,c1a
más. notable es que la "semántica generati':a'' elimina en 1~ practica la estructura rofunda" como estructura sintáctica y sus categonas son llev~d~s .ª
un rango pextralingüístico de universalización de modo que sé las hace c~mc1~ir
con cate orías del pensamiento (cfr. Coserieu, el_ hombre_ y su lenguaJe,. pag.
,
&lt;T~
• se trataría de contenidos de pensamiento umveri:ales es decir de
249_ ) s,, .) ' .
1
habría que confundir con los umversales del len•
designata umversa es que no
f d "
e
. p
t bº, en el caso de mantener la , "estructura pro un a· qu
guaJe ero am 1en
• •
1
..
l
. . la "estructura profunda" como intermediario entre a
determine e meaning •
, f
·
.. l"
1 "meanin,.,,' también aquí las categonas uncionarf
"estructura supe icia y e
5

106

les de la "estructura profunda" no se identifican con "categorías idiomáticas"
sino más bien se remiten al contenido del pensamiento. Es decir, a la designación extralingüística. Así, en la gramática generativo-transformacional el
"meaning" se identifica con el objeto real designado o con los estados de cosas
designados; ésto es: con la realidad extralingüística. Para la perspectiva generativo transformacional cuando se habla de "~ntido" se entiende "designación". Una teoría de la traducción que entiende el traducir, desde esta perspectiva, como la transferencia de sentido de una lengua a otra, entiende las
lenguas como "estructuras superficiales" y el sentido como "contenido de pensamiento" identificado con la realidad extranlingüística o estados de cosas
designados: el traductor desde esta perspectiva, traduce designaciones no sentidos y difícilmente explica la función del significádo en el acto de habla.
b) La lingüística estructo-funcional y las lenguas.

La lingüística estructo-funcional estudia la variedad de estructuras idiomáticas y sus funciones estructurales. Para esta lingüística los significados están
condicionados por las estructuras: la estructura modela al significado. Por
tanto la diversidad de estructuras implica paralelamente diversidad de significados. Para esta lingüística dos formas idiomáticas que designasen a la misma realidad extralingüística como las formas activa y pasiva de una misma
oración, no serían sinónimas sino que tendrían un signif~cado diferente. Si
una lengua tiene varias estructuras idiomáticas para una categoría del hablar en
general, esas estructuras no son equivalentes. La categoría "instrumentp" que se
refiere a la realidad extranlingillstica puede ser expresada en español por las
siguientes estructuras idiomáticas: con +sN, por medio .de +sN, con el, auxilio
de
SN, usando +sN, sirviéndose de
SN, etc., en donde SN sei:-ía idéntico
en todos los casos. La lingillstica estructo-funcional considera la diversidad de
esas expresiones desde el punto de vista idiomático. Lo importante para esta
lingillstica son las funciones idiomáticas .. En español la expresión "de X" puede referirse a: a) la propiedad: "esta casa es de mi hermano"; b) la proveniencia: "mi hermano viene de su casa", c) el origen' "mi abue)o es de
España; d) la materia de que se hace algo: "su casa es de ladrillo" ; 1 etc.,
todas estas posibilidades de designación, son tenidas por esta lingüística como
"variantes de habla" correspondientes a un mismo significado. "Se comprueba, dice Coseriu, que, en tales casos, las lenguas correspondientes ( se refiere
al español y al inglés) no hacen ciertas distinciones, sino que las dejan por
cuenta de la situación, del contexto y del conocimiento del mundo (!bid.,

+

+

107

�pág. 253). Comparando esta lingüística con la transformacional en su comportamiento para con los contenidos tenemos: la gramática funcional hace
prevalecer la funci6n idiomática sobre la unidad de designaci6n, la gramática
transformacional hace prevalecer la unidad de designaci6n sobre la función.
Si una unidad de designaci6n "no cabe" ( no corresponde) en la función
idiomática la gramática estructo-funcional "sacrifica", dividiendo la unidad
de designación; mientras que la gramática transformacional respeta la designación. La gramática estructo-funcional describe "la lengua como estructura
paradigmática'' (ibid) "no el hablar por medio de una lengua" (ibid). La
perspectiva de esta lingüística son las categorías idiomáticas "no cómo se
habla por medio de las lenguas" ( ibid) . Esta lingüística no será una buena
perspectiva para elaborar una teoría de la traducción por la razón antes
indicada.

l. Otras relaciones del signo
a) R~laciones con. otro~ signos. Se trata de una categoría de un tanto complicada en el mtenor de las cuales es posible encontrar distinciones:
a.l Relaciones con signos aislados tanto desde el punto de vista material
( asonancia, aliteración, etc.) como del contenido; a.2 Relaciones con
~pos o categorías de signos; a.3 Relaciones con sistemas completos de
signos: un texto "evoca'' (connota) .
b) ~elaciones con signos en otros textos. Las relaciones de este tipo no consisten, como las anteriores, en un signo actualizado en un tex'to con otro
signo no actualizado, sino entre el signo en el texto y el signo en otros
textos.
c) Relaciones entre signos y "cosas".
d) Relaciones entre signos y "conocimiento de las cosas".
e) El ámbito del discurso: contexto, situación, universo del discurso, región.

c) La lingüística del texto

2. El "sentido" como combinación de todas las relaciones del signo
Como ya se ha dicho es una lingüística del hablar concreto o lingüí&amp;tica de
la "parole". Su punto de partida es el texto entendido como "un acto de hablar o una serie conexa de actos de hablar de un individuo en una situación
determinada" (Coseriu, op. cit., 242). La lingüística del texto es una "lingüística del sentido". El "sentido", como se ha dicho "es el contenido particular de un texto o de una unidad textual, en la medida en que este contenido
no coincide simplemente con el significado y con la designación" (Coseriu,
op. cit., pág. 221). Esta lingüística es la menos conocida de las tres, la más
reciente, la más vasta en cuanto a su alcance y la menos elaborada, por su
extensión. Por ser ésta la mejor perspectiva para una teoría de la traducción"
y por las razones anteriores me detendré un poco más en ella. Para su exposición me valdré de la obra de Coseriu T extlinguistik. Eine Einfuhurung, publicada este año en Tubingen por la editorial Gunter Narr.
El punto de partida de una "lingüística del texto" es la cuestión del cómo
se forma el sentido en un texto y cómo captar el "sentido" de un texto dado
que todo texto tiene "sentido".
El "sentido", contenido específico de los textos, proviene de las relaciones
a través de las cuales el signo lingüístico funciona en el acto de habla (p. 69).
El modelo de Buhler y las modificaciones hechas por Jakobson y Kainz a
dicho modelo, no bastan para solucionar la cuestión de la formación y captación del sentido, de una manera plena. La razón es porque existen una serie
de otras relaciones constitutivas del fenómeno "sentido" a través de las cuales

Para explicar la formación de "sentido" no basta ni el modelo de Buhl
ni su, ~f,lificaci~n por Rom~n J~k~bs~n en su célebre artículo "Lingüísti:
Y poeuca . ~1- origen de esta msuf1ciencia, ya vista por Kainz, radica en que
Buhl_er no d1st~gue claramente entre funciones del signo "en la lengua" y b.s
funoones
"en el texto":
·
"
,, del signo
.
. . . entre funciones "virtuales" y f unciones
actuales del signo cuya multiplicidad se ha mencionado arriba. Coseriu llama al conjunto de esas funciones no reductibles directamente a la función de
"representación" . (Dars~ellungsfunktion) , EVOCACIÓN . Es la evocación la que
aporta al !enguaJe la nqueza denmninada polisemia; esta función evocativa
del lenguaje se funda en la posibilidad de sobreentender algo con ayuda de la
lengua, sin hablar propiamente de ello. El "sentido" se forma de la combinación de las funciones de Buhler (representación, expresión y llamada) y la
evocación.
. En la. "evocaci6n", corno en la " connotaci"6n" , se trata de una función del
signo mientras que el sentido es una función del texto. Es por ello que para
cada texto es_~ ~portante el contexto que solo a través de él (ya se trate
de contexto lmguíst1co o extralingüístico) recibe el texto su sentido.

II. T eoría de la traducción y lingüística del texto
La traducción es un texto especial : de las variables semánticas de todo
texto ( designación, significado, sentido) hay que "variar" el significado pero

el signo lingüístico funciona en el acto de habla.
109

�dejar intactos la designaci6n y el sentido. En otras palabras, lo que hay que
traducir son la designación y el sentido. Lo singular de este tipo de texto denominado "traducción" es que hay que ajustarse a ciertos parámetros dados
("designación" y "sentido) y, asegurados ellos, usar las categorías de la len-

guaje si "in abstracto" aceptamos una distinción entre "designación" y "'sentido" peró en la realidad identificamos simplemente el "sentido" con la designación. Acudiendo a la gráfica anteriormente propuesta tenemos:
LENGUA

gua de llegada: a través de sus significados.
Traducir es denominar la misma realidad extralingüística, el mismo estado
de cosas la misma "RES" en la misma situación con los medios lingüísticos de

' de llegada.
la lengua
En el acto del traducir se pueden distinguir dos momentos: a) Identifica,.
ci6n del hecho designado en una situación concreta; b) Denominación de ese
hecho en esa situación concreta mediante los significados de la lengua de llegada. El primer paso es semasi6logico: identificación de lo designado por el
texto original ; el segundo es onomasiológico: buscar las categorías correspondientes, en la otra lengua, a la misma designación.
El texto, en cuanto "acto de habla" en una situación particular condiciona
y ubica la designaci6n. Conservados la designación y el significado pero variando el contexto tenemos un texto distinto: el sentido de la designación
expresada por tales categorías lingüísticas cambia.
En otras palabras, el sentido no es más que la designación circunscrita por
el contexto. Sentido y designación se refieren a la realidad extralingüística.
Sin embargo, la única manera de darse de la designación es mediante el sentido: el sentido siempre modifica la designación. En todo texto, por definición,
siempre hay dos elementos: "sentido" (la designación de la realidad extralingüística en un contexto determinado dada a través de categorías lingüísticas)
y "significado" (las categorías de cada lengua para expresar la realidad extralingüística en un contexto determinado) . Esta explicación de las relaciones
entre designación y sentido no tiene como objeto la eliminación de ninguna
de las dos sino la de mostrar cómo funcionan. Habrá contextos en los que
designación y sentido coinciden pero habrá otros en los que el "alcance" de
la designación es "reducido" o "cambiado" por el contexto (lingüístico o
extralingüístico) de modo el "sentido" no coincide con ella. La explicación
de ésto tiene que ver con el mecanismo presupuesto del lenguaje. Se piensa
como sí una realidad extralingüística al "filtrarse" por las categorías de
una lengua se convirtiera en "texto". Se sigue pensando, pues, que un texto
tiene dos componentes: "rel' et "uerbum" (entendido éste como categoría
de una lengua regidas por las reglas de ella misma) . Pero este modelo no describe lo que de hecho pasa en un acto de habla en una situación concreta:
si no se hacen las debidas distinciones se caerá en muchas contradicciones.
Tampoco se podría dar una explicación adecuada del mecanismo del len-

REALIDAD
EXTRALINGüISTICA

texto( c)
texto(a)

texto(b)
EJE DE LOS CONTEXTOS
y
SITUACIONES
La expresión de una misma "realidad extralingüística" mediante las categorías lingüísticas de una determinada lengua puede tener varios "sentidos"
según los contextos. Eso significará que en cada caso tendremos un texto distinto y al decir que cada texto distinto tendrá un "sentido" distinto diremos
que mediante ciertas categorías del hablar en general expresadas por las categorías de una de~rminada lengua se pueden "indicar" distintos estados de
cosas extralingüísticos.
De acuerdo con lo anterior lo traducible es la "designación" en una situa~ón -~ete~ada. Es decir la "designación" con el "sentido" que esa
des1gnacion uene en el contexto del texto. Esa "designación" y "sentido" deberán a su vez expresarse en las categorías de la lengua de llegada.
La traducción no puede ser, pues, simplemente comprendida como una
substi_tu~ón en el plano de la expresión como si los contenidos expresados por
las d1Stintas lenguas fueran idénticos. Esta era la concepción medieval en
tiempos de las "gramáticas especulativas" y los "modistas": la realidad que
es una y única para todos es captada por la razón humana, idéntica en todos
los hombres por lo que los conceptos de las cosas son siempre los mismos independientemente de la lengua que los expresa. A esta idea se adscribe implícitamente el binomio chomskyano "estructura profunda" - "estructura superficial".
En base a lo anterior diremos que los contenidos de lengua, los significados,
no se traducen en sí, que la traducción no está en el plano de la lengua sino
del texto: se traducen textos. Como ya se dijo un texto es un acto del hablar

111
110

�mediante una lengua en una situación concreta. Ese acto del hablar en esas
condiciones tiene una designación con un sentido determinado que hay que
expresar a su vez en las categorías de la lengua de llegada. Un texto está
constituido con medios lingüísticos y medios extralingüísticos. Estos medios
extralingüísticos cuando entran implícitamente en la producción de un texto
al tener una validez limitada o bien al no funcionar la lengua del original
sólo de manera instrumental como sistema de designación, pueden provocar
conflictos entre designación y sentido que mencionaremos enseguida para que
aparezca clara la relación entre ambos. Primer caso: "las cosas designadas
tienen a su vez valores simbólicos" (Coseriu, op. cit., 228) que funcionan de
distinta manera en las dos comunidades idiomáticas ( lengua original y lengua
de llegada) . Por ejemplo (cfr. Coseriu, ibid) negro se asocia a muerte, frecuentemente, mientras que blanco con frecuencia en las mismas comunidades
idiomáticas significa felicidad, alegría, vida, etc. (el luto es negro, la boda es
blanca) . Pero en otras comunidades negro y blanco tienen valores asociados inversos; en un texto como "todo es negro a mi alrededor. Arboles negros,
pájaros negros, flores negras, nubes negras en el cielo". (Textos de esta naturaleza son abundantes en el género apocalíptico, por ejemplo, en donde los
colores, los números, etc., tienen asociaciones además de designación). Un
' texto de esta naturaleza muestra bien que la "realidad extralingüística" designada (negrura) con su valor simbólico asociado (muerte) expresados a
través de una lengua en un texto pone en conflicto al traductor de si atender
la "designación" (negrura) o el "sentido" asociado a ella en cierta comunidad idiomática y utilizado por el texto (muerte). El problema existe cuando
la comunidad idiomática de llegada asocia a la misma designación otro sentido que incluso puede ser opuesto. Si se "traduce" el sentido habrá que poner "blanco" donde el texto original dice "negro": "Todo es blanco a mi
alrededor ... " Si conserva el sentido deberá cambiar la designación o al revés
si quiere conservar la designación tendrá que indicar de alguna manera la

gorías i~iomáticas de la lengua de llegada la realidad extralingüística que d,
el "sentido" del texto original. Habrá qué traducir por tanto "todo es bla e
'
'
neo. . . " o b'1en " terco como una chiva", etc.
"adaptaciones"
de las que forma parte la denomm·ada "transpos1·
·'Estas
"
1
c~on s~n. e problema más importante de la traducción y desde el punto de
VISta teonco s~ dan.:uando: 1) la realidad designáda tiene valor simbólico:
cuando la des1gnac1on es a su vez signo; 2) cuando la realidad ex
d
o 1
t
, 1· ,., •
presa a
r
as,
ca
:~ona_s
.
mgwstlcas
de
la
lengua
original
no
es
expresada
por
las
P
categon~ 1d1omat1cas de la lengua de llegada; 3) cuando el texto usa como m~d10 de expresión otro texto en la lengua original sobre el que descansa
el sentido del texto a traducir.
CoNCLUSIÓ~: Al concluir este breve ensayo debemos decir que estos elementos bosqu:}ados deben ser desarrollados para la elaboración de una teoría
de la . traducc1on
como parte de una lingu"ística del tex t o. Nos remitimos
··
.
a un
sm
espacio ulterior para llevar a cabo esta tarea. No queremos termmar
·
·
enumerar algunas de las tareas más urgentes de esta teoría de trad 'ó .
1) D b
•
ucc1 n.
e e suponer un mventario de contextos textuales a partir de una hi t ·
d 1 t d
.,
s ona
e a ra ucc1.~n textual; 2) resolver el problema de los géneros textuales y
s~ estructurac1on en cuanto al sentido; 3) el problema de la función "" , _
tica"
y la traductibilidad
de lo "icástico", etc· El desarrollo d eunateona
ica~
d
.,
e la traducc1on depende de los niveles de desarrollo de una lingüística d l
texto.
e
Monterrey, junio de 1981.
Lic. HERÓN PÉREZ MARTÍNEZ

diversidad de "sentidos".
Un segundo caso sería cuando los hechos idiomáticos tienen en el texto
original una función simbólica directa además de la designativa pero que
funciona de distinta manera según las diversas comunidades idiomáticas; expresiones como: "terco como una mula", "estúpido como un asno", "listo
como un zorro", etc. Estas expresiones plantearían idéntico dilema si en una
comunidad idiomática por ejemplo la mula es símbolo de la docilidad. La
expresión entonces "terco como una mula" se interpretaría como si no hubiera nada de terquedad sino todo lo contrario. La cuestión está de nuevo
en decidir si se debe traducir la designación o el sentido. En ambos casos solo
se puede mantener el sentido "adaptando" el texto: expresando con las cate-

113
112
Humanitas-8

�IMAGEN DE st MISMO EN EL Nrno M:~XICO-AMERICANO
ANA

MARÍA

HERRERA ARREDONDO

Universidad Autónoma de Nuevo León..

INTRODUCCION
DESDE HACE varios años los estudios relacionados con la formación y la valía
del estudiante México-americano han atraído mi atención en grado sumo,
Investigaciones hechas por distintos centros culturales preocupados por este
tema como: United States Commissions on Civil Rights, South Central Region Educational Laboratory, A Synthesis of Current Research in Education,
Educational Resources Information Center y otros, han estudiado y analizado
las dificultades en las relaciones socio-escolares del México-americano.
La escuela para el México-americano ha creado en ocasiones un ambiente
cerrado al desarrollo de la capacidad intelectual del niño México-americano.
¿Por qué?
Porque se le ha negado al niño la expresión franca y sencilla de sus pensamientos en el idioma que mejor sabe. De esta manera el niño en formación
r sensible a este rechazo va resintiendo en su "yo" interno.
Su personalidad en pleno desarrollo se ve en variadas ocasiones opacada.
La escuela puede ayudar a formar la personalidad del niño, dándole mejores
relaciones socio-escolares.
A propósito los estudios sociales hacen fácil esta tarea porque examinan la
personalidad del niño en todos sus aspectos. Como el sentido del "sí mismo"
es uno de los aspectos de la personalidad del niño, el Programa de Estudio
Social de "Region One" se encarga de estudiar el dicho aspecto.
En el presente escrito haré un estudio del "sí mismo" en el niño Méxicoamericano dentro del Programa de Estudio Social.

115

�sarrollo de este estudio consulté a las autoridades en las mat_erias
Para el de
.,
d , de las lecciones
de Psicología, Pedagogía, Sociología de la Educac1on, ª. emas .
del Programa del Estudio Social dentro de los tres pruneros mveles.
Estas lecciones han estado experimentándose desde hace cuatro anos en
·as escuelas dependientes de este Centro Educativo, ya que se les propor•
van
.
d
·
1 s maestros
ciona materiales y se les ofrece seminanos e ucatlvos a o
.
. . .
borar IIDS aprec1ac1ones
De aquí mi estudio tiene bases concretas para corro
Y juicios del asunto en cuestión.
#

UN ESTUDIO DEL "S1 MISMO" EN EL NI:f.3O MtXICOAMERICANO DENTRO DEL PROGRAMA DE ESTUDIO
SOCIAL DE "REGIÓN ONE"

La mayoría de los desequilibrios emocionales se originan en la edad infantil.
Estos se agravan a medida que transcurre el tiempo. No se debe pues, permitir, que estos problemas se desarrollen en el niño, es necesario curarlos rápidamente para que no se dañe su personalidad.
Un aspecto muy importante de la personalidad es el sentido del "sí mismo".
Como dice Allport: "El primer criterio de nuestra existencia personal, y de
nuestra identidad, el único seguro radica en nuestro sentido del "sí mismo" .1
En efecto, el individuo desde su más tierna edad comienza a desenvolverse.
Cada experiencia que tiene se localiza en el cerebro y hace que se identifique
con el momento en que se ejecutó esa acción. Consideremos lo dicho por
Allport : "Hoy recuerdo algunos de mis pensamientos de ayer, y mañana recordaré algunos de mis pensamientos de ayer y de hoy. Estoy seguro de que
son pensamientos de una misma persona (de mí mismo)".2
Ciertamente aunque nuestro organismo crezca y asimismo cambie nuestra
personalidad, los recuerdos, las experiencias, nos identifican con nosotros mismos. Esto lo explica Allport cuando dice que:
"Hay en la psicología de la personalidad un terrible enigma, el problema del 'sí mismo'. El 'sí mismo' es algo del que no nos damos cuenta
inmediata. L o concebimos como la zona central, íntima 'cálida' de nuestra vida. Como tal, desempeña un papel primordial en nuestra conciencia, en nuestra personalidad y en nuestro organismo".ª
1

W.

ALLPORT,

Gordon, La personalidad, p. 142.

' lbid., p. 146.
• Ibid., p. 147.

117
116

�De acuerdo a la cita anterior "el sí mismo" a la vez que constituye un
problema para la psicología de la personalidad, es de suma importancia analizarlo para llegar a su conocimiento. Del conocimiento del "sí mismo" se
llega al desarrollo psíquico y físico del individuo. Psíquico en cuanto el individuo puede orientar _sus emociones y actitudes, y físico en cuanto crece su
organismo. Naturalmente que en el desarrollo del "sí mismo" van a intervenir
directamente las relaciones que el individuo tenga desde pequeño con las demás personas. Así dice Young: "El individuo mismo ... , no es primero una
persona y luego un miembro de la sociedad, ya su existencia y sus cualidades
personales son el resultado de su vida junto a sus congéneres y de su partí. ·' con e11os en 1a cultura" .4
c1pac1on
Observando lo dicho por el eminente educador las cualidades personales
del individuo nacen de la convivencia con los componentes de los distintos
grupos a quienes pertenece. Entre los grupos aparece primero la familia, luego
la escuela, después la sociedad misma.
Santillana dice que la socialización del hombre comienza con:

t

~' ... el nacimiento del niño. La lactancia, el destete, el aprendizaje
de la lengua, etc., son los primeros hechos socializadores, incluso el ingreso a la escuela. El separar al niño de su ambiente inmedi~to . Y
enfrentarlo con un mundo desconocido para él es una nueva experiencia.
Estos primeros contactos y descubrimientos son precisamente los que
conducen al niño a tomar conciencia del mundo que le rodea ... y son
decisivas en la formación de su carácter social. De ellas se derivarán sin
duda, consecuencias que han de facilitar o dificultar las posteriores adap-

1

taciones". 5

Considerando la cita anterior evidentemente observamos que el mno, durante el período inicial de aprendizaje se va adaptando al ambiente en que
vive. Encuentra problemas, dificultades y obstáculos. Para poderlos vencer
necesita poner en juego su capacidad. Esta se reflejará en la forma como el
niño se comporte.
Siguiendo los conceptos de Detjen se sabe que:
"Un niño que empuja, atropella, golpea y lucha puede estar indicán-

Siempre existe un motivo oculto cuando los niños parecen impulsados
a pegar a todos . ..
Los maestros deben reconocer el derecho de los niños a experimentar
fuertes emociones y a reforzar el sentimiento de poder . .. deben guiarlo.J
para encontrar una forma más aceptable de liberar sus sentimientos mezquinol'.6

Analizando la cita anterior se comprende de inmediato que las causas fundamentales físicas y emocionales del niño motivan sus acciones. En la familia,
los padres deben saber guiarlo; en la escuela, el maestro. Al guiarlo lo irán
educando. Esta acción educativa debe ayudar al niño a analizar, estudiar y
comprender sus propios sentimientos para ir formando el sentido del "sí
mismo", que como ya dijimos, es un aspecto importante de la personalidad.
Solo así podrá el niño identificarse en la sociedad en que viva.
La sociedad escolar de Norteamérica muchas veces ha devaluado la acción
educativa al incorporar en ella al niño México-americano. No quiere comprender que las actitudes y comportamientos del niño México-americano son
diferentes a las que el anglo-sajón presenta, pero no por ello son inferiores.
Según el educador Luis F. Hernández: "Muchos niños México-americanos
desarrollan una imagen negativa de "sí mismo" por razón de haber experimentado una frustración en su conciencia personal".7
De acuerdo a lo anteriormente dicho, los niños México-americanos en algunas ocasiones se sienten impotentes ante las situaciones que se les presentan,
y como no tienen acumuladas experiencias· agradables que compensen aquel
mal rato, no pueden enfrentarse a vencer sus frustraciones. De esta manera
se van formando niños México-americanos deficientes en las aulas de clase.
Para el educador ya citado, las deficiencias que encontramos en el niño
México-americano como posibleS' reveladoras del fracaso en el aula de clase
pueden ser entre otras: "1) una imagen muy pobre de 'sí mismo', 2) falta de
motivación, 3) falta de comprensión de parte del maestro, 4) falta de programas educativos que se adapten a las necesidades del niño".8
Tomando en cuenta esto, es conveniente deslindar una por una estas deficiencias para comprender el estudio del "sí mismo" en el niño Méxicoamericano.

donos que necesita desesperadamente ayuda ...

Orientación Educacional en la escuela primaria, p. 106.
Luis, A Forgotten American, p . 36.
A Forgotten American, p. &amp;.

• ERVIN AND MARY DETJEN,

' F.

• Enciclopedia Técnica de la Educación, Tomo II, P,. 327.

1

HERNÁNDEZ,

HERNÁNDEZ,

• Ibid., p. 328.

119

118

�1. Imagen muy pobre del "sí mismo"

1
• "se ve a 'sí misLa psicología ha catalogado al niño normal como e que•
mo' de un modo positivo se siente querido, respetado, aceptado, capaz Y con
dignidad".9
Estas emociones y sentimientos que se acaban de leer en el niño no1:11al
ermiten que éste supere todos los problemas que se le presenten e~ la_ vid~.
P
·
· ' nf
en "s1 mismo .
Al saber que alguien lo quiere y que lo respeta sentrra r;' i ~
.d d d
Al ver que es aceptado, evidentemente se desarrollara en el ~u ~apaci a . _e
, ·
orden y digmdad. El mno
acción. Sus acciones entonces demostraran siempre
así, reafirmará su personalidad.
.
En cambio el niño que presenta lo opuesto, generalmente siente frustraciones que lo hacen incompatible en el medio ambiente donde se ~esarrolla.
· , ·
h
11 ado a cabo por peritos en la
Investigaciones psicologicas que se an ev
.
.
1
materia han encontrado que los niños México-america~os durante ~ pn'
escolar presentan ciertos desequilibrios emocionales al sentir que
mera et apa
,
.
.
· dignos
nadie los quiere, que no son aceptados, y que se sienten incapaces e m
.

¿ Hasta qué punto estos niños se sienten. ~elegad~ a. s~~u~do plan~0:l ~~e~:
la escuela? Respecto al ambiente familiar se dice. Mas del 5 ¡o
d' •, h 'Id " 10 Sus escasos recursos
T México-americanos son de con icion umi e .
.
:::~ que se formen ciertas frustraciones en los niños. Así ~an cr~ciendo. con
personalidades psicopáticas. E,sto traerá como consecuencia la mcapac1dad

ª

para relacionarse con los demas.
Lle an a la escuela y el primer problema con el que se pres~~ta el, ~mo
es el ~dioma. Como dice Carlton E. McQuagge acerca del m~~ Mexico.
. "
reacciona con mucho temor, desconfianza y hostilidad, a la
americano. . . •
.
b ,, 11
vez que tiene un vocabulario muy po re ·
.
.
.
De aquí que resulte la beligerancia en la escuela. No siente importancia
. d No quiere sobresalir en ·sus tareas escolares. En
sobre un asunto d etermma o.
una palabra no da muestras de animación.
.
·- o México-americano en ocasiones ofrece graves
1
Se ve claramente que e mn
. d d
desventajas que perjudican en sí la' acción educativa. Ha: pues neces1da d'e
.
.
decuadas de comprender las necesidades de su me 10
proveer situaciones a
,
,
, .
ambiente, de ayudarle en su idioma, solo as1 podra triunfar.

• Jbid., p. 39.
line, and others, Educational Resources Jnformation Center,
1º JoNES KAYSER, Pau
3
p. · M Q
earltonl Education for the Culturally Disadvantaged, p. 32.
11 L.
C UAGOE,

El adelanto del niño México-americano dependen en grado sumo de la manera como reacciona a sus incapacidades. Por ejemplo si el niño llega tarde
a la escuela y el maestro lo castiga, su reacción será de temor. Entonces en
vez de castigarle, el maestro debe aprovechar esta circunstancia que originó
una conducta negativa en el niño para dar una lección sobre la puntualidad.
Melby dice en su libro: "Sabemos que el buen concepto de 'sí mismo' está
íntimamente relacionado con el éxito, ... y esto está asociado con los principios básicos de aprendizaje". 12 Realmente el niño para que pueda aprender
con facilidad y llegar al éxito debe estimarse a "sí mismo". Esto se logrará
si el maestro ayuda a formar un medio ambiente favorable a la instrucción
dentro del salón de clase, así como los padres procurarán ofrecer este mismo
ambiente en la casa.
El maestro y. los padres de familia pueden ofrecer este ambiente al niño
México-americano mostrando interés en los programas educativos que mejor
se acoplen a las necesidades del niño en formación.
Una necesidad importantísima es la formación positiva del sentido del "sí
mismo" en el niño México-americano. El programa educativo que desde el
comienzo, o sea desde que el niño entra al Jardín de Niños satisface esa necesidad, es como ya dijimos antes, el Programa de Estudio Social de "Región
One".
El niño México-americano adquiere del medio cultural los hábitos, las
normas generales de ·comportamiento, en una palabra las características personales que lo identifican. Estas características las adquiere gradualmente:
primero en el hogar cuando aprende a andar, a hablar, lo que le conviene
comer, lo que le gusta más, en fin los modos_ de conducta. Tanto los rasgos
como la,s orientaciones personales que el niño aprende en casa, deben continuarse luego en la escuela. El Programa de Estudio Social responde a esta
necesidad porque como dice el Sr. Alfonso Ramírez, director del programa:
"Estas lecciones están encauzadas a preparar a los niños para que su actuación en los dos ambientes (hogar y escuela) y en las dos lenguas, sea eficiente.
Ellos necesitan conocer más acerca de 'sí mismo', acerca de las relaciones con
los demás y acerca de las instituciones ... " 18
Reflexionando sobre estas palabras el enfoque que se le da al estudio social
va dirigido no solo al desarrollo social del niño México-americano, sino que
va dirigido también a reconocer que como el niño de este grupo, permanecerá
en la escuela muchos años, deberá establecer relaciones humanas a través de
todo ese tiempo. Las enseñanzas que adquiere son el resultado de una se12

O.

11

RAMÍREz,

Ernest, El maestro y la educaci6n, p. 14.
Alfonso, Social Education and Bilingual Program, p. 2.

MELBY,

121
120

�ríe de sus experiencias durante un período de varios años. El Programa de
Estudio Social de "Region One" está planeado para: " ... cinco años con
una serie de actividades destinadas a practicar.;e en salones de clase donde
la enseñanza sea bilingüe" .u
El niño México-americano dentro de este Programa es colocado en situaciones donde ejerce su independencia, emplea su lenguaje y aprende a trabajar con los demás. Cada nivel de planeaci6n conserva las relaciones apropiadas con el siguiente nivel y hace posibles las adaptaciones del programa,
ocasionadas por las diferentes necesidades en materia de educación. Evidentemente el Programa de Estudio Social de "Region One" pertenece a la
categoría de programas que, como dice Jarolimek, " ... se preocupan por las
tareas de desarrollo del niño proporcionándole las experiencias que lo ayuden
a dominar una tarea en el momento en que esté listo fisiológica, social, emo15
cional y psicol6gicamente para desempeñarla".
Considerando estos pensamientos, el niño México-americano dentro del
Programa es educado en lo fisiológico, social, emocional así como en lo psicol6gico. Los cuatro aspectos entran en la composici6n de la imagen que el
niño se presenta de "sí mismo". Una vez realizada esta tarde, el niño está
listo para el aprendizaje.
Naturalmente que éste es más lento según la edad del niño. Allport nos
dice:

" . . . de cuatro a seis años va construyendo los fundamentos de sus
intenciones, objetivos, sentido de responsabilidad moral y conocimiento
de 'sí mismo' ... de los seis a los doce el sentido de identidad, la imagen
de 'sí mismo' y la capacidad de extensi6n de 'sí mismo' son considerable16
mente favorecidos por el ingreso del niño a la escuela".
Subrayando lo dicho por el autor el niño de cuatro a seis años apenas comienza a conocerse a "sí mismo". La imagen del "sí mismo" está en germen.
Así es que la escuela debe comenzar ahí donde el niño está, para luego ayudarle a desarrollar su capacidad mental.
Todas las lecciones del Programa de Estudio Social de "Region One", están
condicionadas para desarrollar esta capacidad mental, ayudando al niño a
. ".
que forme un buen concepto de "'
s1 mismo
" Ibid., 1974.
11

JAlloLJMEK,

" ALLPORT,

í22

John, Las ciencias sociales en la educaci6n elemental, p. 61.

La personalidad, p¡;\. 154-5-6.

A con~uaci6n procederé a escribir pasajes de las lecciones del programa
que enfatizan este concepto: "Para el siguiente juego, se sugiere que la maestra haga una corona de rey para cada niño. . . escribirá en el frente de la
corona
el nombre del niño. . . Colocando la corona en la cabeza del nmo
·.,
11
dira: - - - - - - Juan García es rey" .
Aquí el niño siente que es alguien en su grupo, pero también que pertenece
a grupos. "~a~os a hacer de cuenta que algunos de ustedes son conejitos,
otros son paJantos y otros son gatitos''.18
~fectivamente al pertenec_er a grupos distintos el niño se va sintiendo que
es el una parte de la comurudad, pero también que él es independiente de los
demás. Es decir, el niño va a estar al lado de los demás y no junto a los demás, porque él es él y nadie más. Una cita más, "---¿ ... por qué no
pu~des come~ lo q~e me gus~ a mí? ---Porque entonces yo, no sería yo,
sena como tú, y rru mamá dice que no hay otro en el mundo como yo" .11
Se puede observar que las experiencias que se le presentan al niño Méxicoamericano son casuales, informales, por medio de juegos y dramatizaciones.
~e ~sta ma~:ra se ,le_ desarrol!an actitudes, pos~tivas capacitándolo en el aprend1~aJe. El nmo. M:extco-amencano se vera estimulado a reflejar con espontaneidad sus sentimientos y sus emociones.
Al hablar ~e "sí mismo" le dará oportunidad de emplear su lenguaje y a
la vez se sentirá adaptado a la situaci6n en que se encuentre. El Programa
de Estudio Social de "Region One" forma y vigoriza el sentido del "sí mismo"
~n el niño México-americano, que, como ya he enfatizado es un aspecto muy
importante de su personalidad.
Por muchos años no se había reparado en el valor que tiene para el individuo :'1éxico-americano el que se le respete desde pequeño su cultura y su
len~uaJe. Numerosas dificultades se han presentado en la actuación del México-americano en la sociedad escolar.
Dentro de estas dificultades están según Luis F. Hemández la falta de
motivación por parte del maestro.

2. Falta de motivaci6n y falta de comprensi6n del maestro
La motivación se ha definido en psicología como "toda condici6n interna
en el individuo que le induce a la acci6n o al pensamiento".2º
" Manual de Estudio Social para el Jard!n de Niños, p. 1.
• Ibid., p. 10.
'" Ibid., p. 31.
• ALLPORT, La personalidad, p. 23S..

123

�Con lo anteriormente dicho comprendemos pues, que el individuo solo
actúa y piensa si se le dispone y prepara efectivamente para ello. Es pues, de
vital importancia que desde los primeros días de escuela se le motive al niño
México-americano. Para ello deberá comenzar a hablársele en su propio idioma. Fijándose en lo que dice José Bernal se aprecia que: "Infinidad de desafortunadas y desagradables situaciones se han creado en el salón de clase
simplemente porque el maestro no quiere reconocer que el español es el idioma del estudiante México-americano".21
Se ve enseguida que el autor analiza una dificultad muy interesante para
el proceso de las motivaciones en el aprendizaje: la actitud negativa del
maestro. El maestro al prohibirle al niño México-americano que hable español, crea una tensión mucho muy fuerte en el pequeño. El niño al sentirse
oprimido en esta forma, no podrá desarrollar su capacidad mental para el
aprendizaje. Esta opresión ayuda a formar en el niño una imagen muy pobre de "sí mismo". En cambio hace crecer una barrera que va a obstruir toda
comunicación entre el maestro y el niño. Por eso como dice Luis F. Hemández:
"El maestro anglo-sajón al trabajar con estudiantes México-americanos ha de observar y reconocer sus sentimientos y analizar la situación
a que se enfrenta. Ha de ser consciente de ciertas actitudes que él pueda
tener . .. Además el maestro ha de ver la realidad fuera de 'sí mismo' y
22
a.ceptar y procurar comprender al estudiante México-americano".

1

Comentando la cita anterior se observa la posición social del niño Méxicoamericano frente a las exigencias que la escuela le impone aquí en los Estados
Unidos. El niño no está preparado para enfrentarse a dichas exigencias; entre
ellas está la del idioma. Como sus expresiones en inglés son muy cortas se siente frustrado cuando trata de expresarse en la escuela. Sin embargo Joe Bemal
refiriéndose a esta frustración nos dice que: "Mucho se puede hacer en el
salón de clase para ayudar al estudiante México-americano a combatir el
conflicto del idioma. El uso del idioma español en el proceso de educación
ayudará en parte".23
Repitiendo esto último en efecto una parte de la educación del niño Méxic~americano es su idioma, así como su cultura. La tarea del maestro será mas
fácil y tropezará con menos problemas de comp~rtamien~~ si trata de es_tu~iar
en sus alumnos su ambiente hogareño, sus necesidades f1s1cas y sus sent1m1en21

,.

u

124

Joe, "1 am Mexican American", p. 476.
HERNÁNDEZ, A Forgotten American, p. 30.
BERNAL, Joe, "l am Mexican American", p. 477.

BERNAL,

tos, en suma su posición social. Solo así podrá motivar a sus alumnos. Las
lecciones del Primer Nivel de Estudio Social de "Region One" tratan directamente de instruir al niño en su posición social, como cuando se le pregunta
sobre su ambiente hogareño, por ejemplo: "¿ Qué necesitan para formar un
grupo de familia? RL: Necesitan un papá y una mamá ... cuando hay en
casa una persona adulta que cuide de los niños, entonces sí es un grupo de
familia". 2½
Por la contestación del niño se deduce que a esta edad ( cinco-seis años)
todavía no tiene confianza en "sí mismo" como ser independiente. Necesita
verse protegido para precisar su identidad. Afirma con orgullo la existencia
de sus padres y sus hermanos si los tiene. El "sí mismo" del niño se µtiende
hacia su familia. Es de notarse una observación que hicieron maestros de niños
México-americanos en una encuesta para investigar la personalidad de este
grupo: "El niño México-americano depende en grado sumo del consejo que
le dé la persona mayor de la familia, así como también de las órdenes que imponga el padre. . . La familia representa un papel muy importante en la vida
del México-americano siendo a la vez causa de motivación".211
Es indudable el hecho de que el niño México-americano hereda su lengua
y su cultura de la familia de la cual procede. Cuando llega a la escuela los
maestros no cuentan para nada con lo que él trae, entonces su "yo" que según
Freud "es la porción consciente de la personalidad", se mantiene a la defensiva. Es decir, sus razonamientos no funcionan plenamente, porque no encuentran lógico que al llegar a la escuela le priven de hablar en su forma
común. Así dice Luis F. Hemández que: "El maestro ha de comprender que
el México-americano se desarrolla en dos idiomas, en dos culturas. . . que
funciona dentro de dos mundos". 26
El maestro puede sacar provecho de las diferentes culturas que halla entre
los alumnos de su clase, desarrollando la imagen de "sí mismo" de cada niño,
y luego la de cada cultura. Esto lo llevará sin duda a una mejor comprensión
de todas las culturas en general. Es muy importante el acercamiento entre
maestro y alumno. Si los maestros aceptan a los niños en la escuela tales
como son, crearán en el salón de clase un ambiente libre de tensiones, y ayudarán a los alumnos a formar su personalidad.
Naturalmente que el maestro está sujeto muchas veces al programa que le
señalen. Como dice Joe Bemal: "¡ Cuántas veces se ha oído decir! -Estás
en los Estados Unidos, habla inglés -cuando se podía muy bien decir-: Sí,
,. Manual de Estudio Social para el pri~r nivel, Lección VI, p. 2.
and others, Educational Resov.rces lnformation Center, pp. 5-6.
• HERNÁNDEZ, A Forgotten American, p. 36.

.. K.AYSER

125

�el español es un idioma muy bello, pero necesitamos aprender el inglés para
vivir y trabajar en los Estados Unidos".27
Evidentemente la sociedad en varias ocasiones no acepta un ambiente escolar multilingüista multi-cultural. Sin embargo como la escuela está formada
por el niño y el maestro no puede desentenderse de cuanto el niño lleva a ella.
En este caso el niño México-americano lo que lleva es el resultado de sus
experiencias anteriores.
Por eso los programas educativos comprenderán las necesidades del niño
no aisladas entre sí, sino unas insertas en otras. Si el programa no hace caso
de esto, creará niños frustrados para el resto de su vida.
3. Falta de programas educativos

Se ha observado que los cambios sociales ocurridos en el mundo, pueden
afectar terriblemente al individuo psicológicamente. La personalidad no está
aislada, sino que se inserta en el medio social y depende del "sí mismo''.
Leamos lo que dice el psicólogo Santiago Ramírez acerca de ello: "El ser
humano no es una identidad independiente en el tiempo, sino anclada al
pasado y determinada por él".28
En efecto, el hombre tiene un pasado y no puede prescindir de él. Con él
se identifica en el tiempo y en el espacio. El niño México-americano tampoco
puede prescindir de su pasado. De él heredó la riqueza de su lengua y de su
cultura.
Estos valores no pueden destruirse de ninguna manera. Como dice Allport:
"Semejante destrucción de los hábitos y sentimientos es inconcebible. . . se necesita mucho tiempo y terribles sufrimientos para invertir creencias y valores
establecidos".29
Repasando lo anterior se comprende que el poder de una sociedad d~pende
del tiempo que lleve de establecida. En nuestro caso la Región del Valle del
Río Grande tiene poco más o menos doscientos años de existencia. Sus colonizadores fueron españoles, esto quiere decir que tanto los hábitos como los
sentimientos, las creencias como los valores, a partir de aquella fecha han
sido heredados de generación en generación.
Desafortunadamente como dice el investigador Armando Rodríguez: " ... el
México-americano está considerado como un extranjero en su propio país,

aún aquél que nació en el suroeste de los Estados Unidos, donde la cultura y
la herencia traen el recuerdo constante de España y México, cuando estos
dos países intervinieron en la formación de esta nación".ªº
De acuerdo a lo aquí expuesto es pues menester que los maestros, educadores y directores de programas observen de cerca el origen del alumno México-americano, y sepan distinguirlo desde el comienzo de su, educación. Algunos
educadores han admitido la falta de conocimiento del problema educativo.
Repasemos lo que dice el Doctor Braud: "Hasta ahora, muchos de nosotros
habíamos señalado con el dedo al México-americano como el único culpable
de la deserción en la escuela. Hay que enfrentarnos a la realidad, y es que los
programas educativos existentes han frustado, al México-americano". 31
Por consiguiente, para que el niño no se sienta frustrado el plan de enseñanza debe determinar y organizar los conocimientos que se le deben impartir.
La amplitud que se le dé al programa va de acuerdo a la capacidad de los
niños y a la naturaleza de sus necesidades. Al establecer un programa educativo su contenido está expuesto a cambios o reformas. De esta manera se ve
beneficiado por las innovaciones que presente tanto en métodos de educación
como en técnicas de enseñanza. Francisco Larroyo expone que: "Los programas deberán ser abiertos, a fin de facilitar las adiciones, supresiones y modificaciones de su contenido".32
En efecto, es pertinente la idea de un programa abierto para adaptarlo al
niño México-americano. El maestro conseguirá que el niño capte con confianza los conocimientos. Después de que esto suceda el niño podrá proyectarse
hacia el futuro. Sin duda alguna la probabilidad del triunfo en el niño dependerá del Programa que el maestro adopte. Puesto que como expresa Santillana: "La meta educativa. . . es la de proporcionar al educando una perfecta madurez psicológica. Esto quiere decir. . . que consiga valerse por "sí
mismo", afrontando los problemas que se le presenten".33
La opinión de este autor es convincente ya que el niño madura mental y
psíquicamente si pone en práctica su energía productiva. Según el programa
de Estudio Social de "Region One" el método que sigue pone en función el
lenguaje permitiendo que la individualidad del niño se afirme. A la vez pregunta para informarse, para dar ocasión a cada uno de decir todo lo que
sabe, todo lo que ha experimentado.
30

"I am Mexican American", p. 477.
Santiago, El Mexicano Psicolog!a de sus motiuaciones, p. 19.
ALLPORT, La personalidad, p. 232.

81

.., BERNAL,

,. RAMÍREZ,

"

,.

ª

126

RoDRÍou&amp;z, Armando, "Who is la raza", p. 496.
Lara, The San Antonio Conference Bilingual Bicultural Education, p. 7.
LARROYO, La Ciencia de la Educaci6n, p. 248.
SANTILLANA, Tomo I, p. 225.
BRAUD,

127

�Para comunicar al niño los conocimientos el programa prepara una serie
de materiales didácticos. $antillana al tratar sobre este tema nos dice: "Gracias a los materiales, la informaci6n es más exacta, al mismo tiempo se aclaran
3
los concept06 y se estimula el interés y la actividad del educando". '
Afirmando lo anterior, opino que la gran variedad de materiales y actividades son en sí un factor importante en el desarrollo de operaciones mentales.
Los materiales entran en juego para despertar el interés en el niño y el deseo
de trabajar.
Las escuelas norteamericanas se han equipado con innumerables aparatos
audio-visuales. Sin embargo como dice el educador Luis F. Hernández: "La
mayor parte de los materiales instructivos que se usan en las escuelas no son
interesantes para el niño México-americano pues no tienen ninguna relaci6n
con su cultura.35
El autor advierte de hecho la falta de preparaci6n de materiales de enseñanza para el México-americano. Esto puede afectar la personalidad del niño
al sentir que este recurso instructivo no tiene relaci6n directa con lo que a él
podría interesar.
Conviene pues organizar el material de enseñanza de manera que sea el
catalizador de los conocimientos que el niño México-americano hereda, aún
aquéllos que recibi6 indirectamente de sus antepasados.
El Programa de Estudio Social de "Region One" provee material de enseñanza asociado siempre con el conocimiento del niño. Dicho programa considera el concepto de planear experiencias en funci6n de los intereses y necesidades de los niños. Esto le da al maestro responsabilidad de crear interés
cuando no existe. Las necesidades van apareciendo y creciendo proporcionalmente a la edad del niño. Esto quiere decir que ya para el Segundo Nivel,
el programa se va extendiendo hacia el pasado del niño. Leamos : "Hace
algunos años que estos pueblos del Valle no existían, no había tiendas de ropa, ni comestibles. . . Entonces, ¿ c6mo creen ustedes que estaba aquí? RL:
Era monte ... " ... Vamos a hacer de cuenta que Uds. son las familias que
· vinieron aquí al Valle del Río Grande cuando era selva (monte). Formaremos cuatro familias ... " 86
En efecto los alumnos estimulados por el tema de la lecci6n responderán
positivamente a lo que el maestro le pida. Estos impulsos espontáneos en el
niño hacen que su sentido del "sí mismo" se expanda hacia sus antepasados.

Las lecciones siguiendo la forma oral dialogada, una tras otra van adiestrando
al niño en el desarrollo de su intelecto. Mientras adquiere conocimientos siem~re a~ alcance de su mentalidad México-americana, lo preparan para que
mvesugue sobre el lugar donde naci6, en nuestro caso la Regi6n del Valle de
Río Grande. La creaci6n dramática aclara la idea, lo mismo que fomenta el
desarrollo social entre los alumnos. C6mo él va a participar personalmente en
una actividad tan importante, como es la representaci6n de sus antepasados,
su personalidad va a verse fortificada porque van a hablarle sobre la comunidad donde él vive; sobre esta comunidad bilingüe. En oposici6n a esto hay:
" ... programas bilingües aquí en el suroeste de Texas donde se hace uso de
textos en español que muchas veces son incomprensibles para el niño como lo
son los de la traducci6n del inglés. Además muchos de estos programas hacen
uso del mismo currículo de inglés traduciéndolo al español".37
Dentro de estas consideraciones se advierte la urgencia de establecer un
sistema educativo que procure tener método y técnica apropiados a la formación del alumno México-americano, basados en el currículo que él presenta. Como dice Francisco Larroyo :
'La escuela inicia el niño en la vida social, pero esta iniciación es
lenta y limitada. Con todo, constituye un punto de apoyo en la educación general del tratado social de la niñez. . . Vemos cómo el niño es
impulsado por sus propios intereses y cómo desea vivamente realizar
otras actividades y pertenecer a otras formas de asociaciones distintas a
las que le ofrece la escuela. Además hay ciertos aspectos de la existencia
colectiva que deben ser revelados al niño desde temprana edad . .. Solo
así alcanzará el desarrollo de su ser peculiar''.38

Subrayando lo expuesto por el autor se define a la escuela como punto de
apoyo en la educación general de la niñez, motivará al niño haciendo que éste descubra el mundo al que va entrar y en donde va a dejar las huellas de
su experiencia.
Ninguna teoría del niño México-americano de esta comunidad puede prescindir de sus elementos de verdad. ¿ Cómo podemos ver al niño en su totalidad si no incluimos toda su naturaleza?
La psicología del niño cuya misión es estudiar su conducta total no puede
realizar un estudio del "sí mismo" sin referir los estados y procesos que ca17

"' !bid., Tomo III, p. 27.
• HERNÁNDEZ, A Forgotten American, p. 33.
• Manual de Estudio Social para el segundo nivel, Lecciones 1 'Y 2, pp. 1 y 6.

RAMÍREZ,

Manuel, The San Antonio Conference Bilingual Bicultural Education,

pp. 53-4.

"' LARROYo, La Ciencia de la Educación, pp. 140-1.

129
128

,

Humanitas-9

�racterizan a la persona. Entre estos estados y procesos está el origen de la
persona que servirá de portador y regulador. Según Arthur Combes dice que:
"En la psicología humanista moderna existen grandes posibilidades
para hacer investigaciones acerca de cómo se trabaja con personas para
ayudarles a desarrollar el concepto de 'sí mismas' ... Necesitamos hacer
uso de nuestro capital y esfuerzo para resolver el problema del 'sí mismo'
y todo lo que esto implica. De qué le sirve al niño saber todo lo concer89

niente al mundo si no puede manejarlo con eficiencia''.

Conclusiones

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Editorial Sopena,
Diccionario de Sin6nimos, 3a. edici6n Bibli
Gaya, 1968.
'
ograf, S.

Hasta aquí he expuesto juicios y criterios personales y de otros autores que
creí convenientes para desarrollar mi estudio sobre el "sí mismo" del niño
México-americano dentro del Programa de Estudio Social de "Region One".
Por una parte analicé las fuentes de motivación en el "sí mismo", experiencias, materiales didácticos, programas educativos. Por otra parte expliqué
los factores que intervienen en la evolución social del niño; hogar, escuela,
sociedad del Valle del Río Grande.
Ambos tópicos de estudio fueron necesarios para un examen que no se
puede efectuar aisladamente de la personalidad del individuo.
El individuo es al propio tiempo un reflejo de la cultura del medio y una
luz para el "sí mismo". En nuestro caso, el "sí mismo" del México-americano
no debe aparecer como un "yo" cerrado hacia la sociedad, sino como dice Luis
F. Hemández: "Un cambio de perspectiva contribuirá inmensamente para
desarrollar una imagen más positiva de "sí mismo" a la vez que será causa de gran motivación y servirá de llave para el aprendizaje y el éxito".'°
Afortunadamente se está comenzando a ver un adelanto en la educación
del niño México-americano. Puesto que no puede haber adaptación sin algo
que se adapte, ni organización sin organizador, ni memoria sin continuidad
del "sí mismo", ni aprendizaje sin cambio en la persona, ni evaluación sin
algo que posea el deseo y la capacidad de evaluarse, el Programa de Estudio
Social de "Region One" responde a todo ello para desarrollar el buen sentido del "sí mismo".
• McQuAOGE, Education for the Culturally Disadvantaged, p. 53.
" liERNÁNDEZ, A Forgotten American, p. 38.

130

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131

�PRESENCIA DE CALDERÓN DE LA BARCA EN MÉXICO
DRA. LETICIA PÉREz GuTIÉRREZ

Universidad de Missouri.

UN AUTOR LITERARIO puede hacerse presente en un país de varias maneras:
por medio de la publicación de sus libros, por la traducción de los mismos a
idiomas nativos por la influencia que puede ejercer en otros autores pudiendo
ser emulado e imitado, y en el caso de un dramaturgo como Calderón de la
Barca, por las representaciones que de sus obras se hicieron en el país. En todas estas formas se encuentra presente Calderón de la Barca- en la Nueva
España, hoy México. Al examen de estas modalidades va encaminado este
estudio como un homenaje al gran dramaturgo español en este año en que
se celebra el tercer centenario de su muerte.
La primer noticia de Calderón en América se halla en una lista de comedias enviadas a Lima, Perú, en 1640.1 Tres comedias suyas se mencionan en
dicha ijsta. Con un año de diferencia, en 1641, en la Nueva España aparece
una traducción al náhuatl de El Gran Teatro del Mundo, obra que fue no
sólo traducida, sino también representada en Chapa de Mota.2 Existe un
excelente estudio doctoral de William A. Hunter sobre esta obra. Esta traducción estuvo perdida durante mucho tiempo y fue descubierta en 1942 por
Robert Barlow en la Biblioteca Bancroft de la Universidad de _California. Se
hallaba entre tres comedias de Lope de Vega.-La comedia estaba dedicada
al R. P. Jacome Ba~ilio, y el traductor fue Don Bartolomé de Alva, ilustre
descendiente del historiador Fernando de Alva Ixtlixóchitl. En su estudio Hunter hace una comparación entre la obra de Calderón y la obra traducida lle1

Cfr. LEONARD, Irving. Notes in Lope's Works in the Spanish Indies. Hispania Re-

view. VI pp. 277-293 (Philadelphia).

• Cfr. Cronología de Teatro Náhuatl. Fernando Horcasitas El Teatro Náhuatl época
novo-hispana y Moderna. UNAM. Instituto de Investigaciones hist6ricas. México,
1975, p. 79.

133

�gando a ~lgunas conclusiones como las siguientes: La traducción y adaptación
de Alva es muy buena. Algunas partes están parafraseadas y en otras el texto
náhuatl es más conciso. Se omite a uno de los personajes, el Labrador, aunque
en algunos pasajes se siente su ausencia. La Belleza, el Hombre rico y el Niño,
corresponden con exactitud a los de la obra española. Se hacen referencias
a la flora y la fauna de América para acercarse más a la idiosincracia indígena. "El lenguaje calderoniano -explica Hunter- es parafraseado, mientras que el náhuatl mantiene un riguroso balance en las ideas.8 Con la exclusión
de el Labrador, la adaptación de Alva coloca a sólo dos personajes en el purgatorio, y el único condenado al fuego eterno es el hombre rico. De la comparación entre el texto calderoniano y el nahuatlaco se concluye que Alva lo
respetó en todo lo esencial y que no existen diferencias significantes excepto en
la omisión del personaje de el Labrador. Por lo que toca al lenguaje náhuatl,
éste prestó su flexibilidad y agudeza y en las manos de Bartolomé de Alva
pudo reflejar perfectamente el mensaje calderoniano. Esta obra se convierte
en el primer encuentro entre Calderón y Nueva España. Un encuentro del
cual sale Calderón impregnado de sabor indígena. Este encuentro fecundará
los siglos posteriores. Esta obra traducida de Calderón marca ya el "canto
del cisne" de las lenguas indígenas que a partir de este momento quedarán
reducidas en la práctica a grupos pequeños, en comunidades lingüísticas aisladas, o fuera de los grandes centros de población.
En el teatro durante la época colonial, la sombra de Calderón se cierne en
algunos dramaturgos como el jesuita Matías de Bocanegra ( 1616-1668) quien
escribe una comedia con el mismo tema del auto de Calderón El Gran Duque de Gandía. Pocos datos biográficos de Bocanegra se consignan en las
historias como en la Biblioteca Hispano-Americana Septentrional de Beristáin,
en la de Francisco Zambrano, la de Méndez Plancarte, y aún en el Diccionario de Escritores Mexicanos. Se sabe que nació en Puebla de los Angeles y
fue muy estimado por virreyes y obispos, ya que se le menciona con referencia
al proceso que la Inquisición siguió a Guillén de Lampart. Se conoce solamente la fecha de su entrada en religión, 1628. Su fama ha estado cimentada
en su "Canción a la vista de un desengaño", incluida en numerosas antologías.
Escribió otras obras, entre ellas la Comedia de San Francisco de Borja; dicha
comedia se encontraba extraviada hasta hace pocos años. Ni siquiera se
la menciona en las bibliografías más conocidas, porque según apunta el investigador José Juan Arrom, se hallaba en las páginas interiores de una pequeña edición del "Viaje por tierra y mar del excelentísimo señor don Diego
• A. HuNTER, William. The Calderonian Auto Sacramental El Gran Teatro del
Mundo: An edition and traslation of a lnstitute Tulane University, 1960, p. 138.

134

López Pacheco y Bobadilla".' La obra se representó en el Colegio de San
Pedro y San Pablo con motivo de la venida del Marqués de Villena como
Virrey a la Nueva España.
En el estudio preliminar 5 José Juan Arrom indica entre otros el propósito
de la comedia. El tema central es el desengaño de Borja ante la inexorable
visita de la muerte.6 La estructura sigue en todo el patrón establecido por
Lope de Vega, pero el parentesco en ideas y temática con Calderón es innegable. Al analizar ambas obras saltan a la vista varios problemas. La cercanía
en el tiempo de las dos obras, ya que se le atribuye al auto de Calderón
la fecha de composición de 1640, y la obra de Bocanegra lJeva la fecha de
1641 como la de su publicación. Los mismos personajes como el paraíso o
el Emperador, la naturaleza humana o la Emperatriz, la Vanidad o Flora, el
Hombre o Francisco Borja, la Religión, la Compañía y Otoño el gracioso en
la figura de Sansón Lacayo se encuentran en ambas obras.
El desdoblamiento de un personaje en dos que es uno de los recursos utilizados por Calderón de la Barca en algunos de sus Autos, sirvió de ejemplo
a Bocanegra quién también usa este recurso. Entre otras coincidencias pueden
apuntarse: el sueño premonitorio de la Naturaleza humana-Emperatriz; la
muerte, el transporte del cadáver de la Naturaleza Humana, la aparición de
un esqueleto humano; y en el aspecto temático el mismo desengaño de las
cosas mortales. La escena que corresponde a la tentación del demonio en el
auto de Calderón tiene semejanza a la escena de Belisa y Flora tentando a
Borja, y la relación de la muerte de la Naturaleza humana en Calderón coincide con la de la Emperatriz en Bocanegra.
Otros rasgos calderonianos son la alusión por parte de Borja de "hacer
el papel que le han dado en la representación"; el estribillo "si es o no es"
de los versos que empiezan con: "Nunca, amigo la osadía/ midas con el interés, pues nunca en si es no es/ repara la fantasía''. 7 Al final de la comedia,
como un recurso "deus ex machina" se presenta en la comedia de Bocanegra un paraninfo. En ambas obras la de Calderón y la de Bocanegra, existe
el personaje alegórico, símbolo de la Compañía de Jesús.
Explica Arrom que "fácil es percibir en las décimas finales de la primera
jornada "El influjo formal del soliloquio del Segismundo en la primera jornada de La Vida es Sueño. Existe una cierta divergencia temática entre aro• ARRoM, Jos6 Juan, en Prólogo a Comedia de San Francisco de Borja en Tres piezaJ
Teatrales del Virreinato. México: UNAM, 1976, p. 53.
' /bid., p. 53.
' /bid., p. 228.
' I bid., p. 244.

135

�bos ya que en Calderón el soliloquio de Segismundo "es un desesperado deseo
de libertad en medio de una agobiante condición de prisionero".8 Y en Bocanegra es solamente "una angustiosa meditación sobre la fragilidad de la vida,
la fugacidad del deleite y la certidumbre de la muerte". Siguiendo al mismo
Arrom se puede apuntar como probable fuente ideológica del soliloquio en
Bocanegra la obra de Hemán Pérez de Oliva intitulada Diálogo de la dignidad del hombre.
La influencia de Calderón sobre la "Canción a la vista de un desengaño"
de Bocanegra ya ha sido apuntada por críticos como Alfonso Méndez Plancarte. Se confrontan rasgos calderonianos en ciertos versos por ejemplo cuando
al referirse al arroyuelo que se despeña, Bocanegra lo llama "sierpe de vidrio",
y la cuádruple imagen del arroyo, la rosa, el pez y el ave, que aunque no del
todo caldemoniana sin embargo se halla en la misma tendencia barroca, y
como apunta Alfonso Méndez Plancarte apunta o imita "demasiado fielmente
el monólogo de Segismundo en La Vida es Sueño.
Entre los poetas del barroco hispanoamericano una de las figuras más interesantes es la poetisa mexicana Sor Juana Inés de la Cruz (1651-1695). La
fama de su genialidad la coloca en cumbre cimera. Su obra se derrama en
los géneros de la poesía lírica, el teatro y la prosa. Ya se ha repetido innumerables veces que Sor Juana es más gongorista que calderoniana y estamos
totalmente de acuerdo. Sin embargo la influencia de Calderón se palpa en la
obra de la monja jerónima porque estaba en el ambiente de la época. Habiéndose ya agotado aquel vivir regocijado del momento presente, el "carpe
diem" la mirada del barroco trasciende los límites del espacio en búsqueda
de lo 'infinito, de algo más imperecedero. Espigamos un ejemplo en el Romance: "Estos versos lector mío" de Sor Juana que imita a Calderón en la
técnica de la acentuación del monosílabo átono como final agudo de verso.
Ejemplo: En "que ferían al ocio las/ precisiones de mi estado".
Sobre todo la influencia calderoniana en Sor Juana se reserva a las ideas
de alguno que otro verso. Alfonso Méndez Plancarte señaló muchas concor10
dancias entre la obra de Calderón y Sor Juana.
Hacia fines del siglo diecisiete en México cunde "la gustosa primavera de
villancicos" como los llama Alfonso Reyes. Tanto los villancicos anónimos
como los firmados llevan el sello innegable del ambiente de la época. Cultis• Ibid., p. 232.
' Ibid., p. 232.
,. MÉNDEZ PLANCARTE, Alfonso, señala versos e ideas en los que Calder6n y Sor .
Juana coinciden en: Obras Completas de Sor Juana Inés de la Cruz.. México. Fondo
de Cultura Econ6mica, 1952.

136

mos, acrobacias verbales, aztequismos, simbolismos religiosos y teológicos, macarronismos y manías latinizantes, son comunes en los villancicos. De canciones sólo navideñas, los villancicos se abren ahora a celebrar otras fiestas y
conmemoraciones religiosas.
En los villancicos poco conocidos de la época colonial se hallan huellas
de Calderón, pero éstas se circunscriben como en el caso de Sor Juana a
rasgos de estilo, repeticiones, o versos con estructuras parecidas a las de Calderón. En villancicos fechados entre 1682 a 1720 debidos a autores poco
conocidos como Joseph de la Barrera Varaona, Silvestre Florido, Joseff de
Mora y Cuéllar, Juan Alejo Téllez Girón, Pedro de Soto Espihola y Francisco de Atiza y Pinedo, 11 y que fueron cantados en diversas festividades en
la Catedral de México o en la Catedral de Puebla de los Angeles, se hallan
estos rasgos. Coplas con asíndetos como: "Vuela, vuela, vuela" o "Victoria,
victoria"; alusiones a los cuatro elementos; versos como el siguiente: "Basilisco entre flores/ fue la serpiente"; utilización de frases macarrónicas que
hablan a las claras de una ascendencia calderoniana. Y lo que se aplica a los
villancicos se puede hacer a las pastorelas. Olavarría Ferrara en su Reseña
histórica del Teatro en México 12 menciona una pastorela anónima, sin título
en la que el estribillo recuerda a Calderón:
¡ Vivan Luzbel y sus tropas!
¡Soldados míos, alerta!
que están el contrario en compañía
¡Arma! ¡Arma! ¡guerra! ¡guerra! 13

El siglo XVIII llega como un siglo de transformaciones en el orbe hispánico. Al advenimiento de los Borbones se significan cambios profundos. En
la Nueva España se advierten también éstos. A los intereses poéticos de la
cultura se suceden ahora los intereses sociales. Los hombres de este siglo piensan ya por sí mismos. Quieren edificar una nueva conciencia pública. Recogen por un lado las novedades del pensamiento europeo y las unen a su
naciente espíritu de mexicanidad. Se sienten más alejados que nunca de España. Son rasgos de la época -dice Alfonso Junco- "la adopción de una
filosofía inmanente que no niega lo trascendente, la concepción del filósofo
u Consultados en Andrés Estrada Jasso. "Antología de Villancicos en la época Colonial. ( En preparaci6n).
12
ÜLAVARRÍA v FERRARA. Reseña hist6rica del Teatro en México. 3a. edici6n ilustrada y puesta al día de 1911 a 1961. México. Editori~l Porrúa.. Biblioteca Porrúa
No. 25, 1961. Tomo I, p. 120.
,. Ibid., p. 120.

137

�como ciudadano del mundo, la noción revolucionaria de que la autoridad se
origina en la voluntad del pueblo, la condenación de la cultura pre-hispánica,
el sentido de la nacionalidad mexicana, y por último, el auge de la cultura
clásica, la cual vino a ser, si no la determinante, al menos la noble madrina
de la futura independencia".14 En el aspecto literario en la Nueva España,
desde fines del siglo XVII hasta el XVIII el gusto y la imitación de las obras
de Calderón sigue latente. Junto a él, como su sombra está Moreto, a veces Rojas Zorrilla, Lope, Tirso, o Alarcón.
Una de las figuras más relevantes del teatro en México durante el siglo
XVIII fue Eusebio Vela, natural de Toledo ( 1688). Vela perteneció a una
familia de arraigo en el teatro pues su hermano José fue actor y tenían relaciones con parientes y amigos de los círculos teatrales de España. Eusebio
se casó con Tomasa Mange en primeras nupcias y tuvo un hijo Pedro. Se
cree que para 1713 vino a la Nueva España. El primer dato de su estancia
en América es un contrato fechado el 16 de marzo de 1716 en el cual se
hallan su hermano José y él, adscritos a la Compañía de Teatro del Coliseo
de México, como primer galán y gracioso. Desde esa fecha 1716 hasta la de
1745 Vela figuró ya como actor, empresario o comediógrafo en dicho teatro.
Eusebio se encuentra tan vinculado al Coliseo Viejo, que la terminación de su
contrato con el teatro puede decirse que concluye una época, pues también
el mismo edificio fue reemplazado por otra construcción nueva.
Del éxito de Eusebio Vela como escritor y empresario da buena cuenta la
Gazeta de México 15 que en junio de 1733 lo mencionaba como autor entre
otras de El Apostolado de las Indias. Aunque Vela es un autor español por
ascendencia, su labor fructífera en el teatro la realizó en Nueva España.
En la búsqueda de raíces calderonianas su obra, antes mencionada, está emparentada en el tema con La Aurora de Copacabana de Calderón, _Yª_ que
ambas obras persiguen por igual un fin religioso. Calderón y Vela se smt1eron
atraídos por un tema del momento imbricado en el sentir barroco. El tema
de la Aurora, del triunfo de la ley sobre las tinieblas nocturnas, tuvo mucha vida durante la época. La comedia brasileña de Calderón se llama "La
Aurora de Copacabana: triunfo de la luz católica sobre las tinieblas de la herejía calvinista".16
14

REYES,

AlfonsQ. Letras de la Nueva España. México. Editorial Fondo de Cultura

Económica, 1948, pp. 119-120.
" En Gazeta de México. Núm. 67. Junio de 1733, p. 533.
" ALATORRE, Antonio. Los 1001 años de la Lengua Española. México. Edición Ban-

La obra de Vela presenta también el triunfo de la fe sobre las tinieblas
de la idolatría. La Aurora de Copacabana recoge tres momentos de la historia
. del Perú: la llegada de los españoles, la invasión y la implantación de la fe
cristiana por medio del culto a la Virgen de Copacabana. La de Eusebio
Vela presenta por su parte a los españoles ya en plena conquista esperando la
llegada de los misioneros que vinieron a efectuar la conquista espiritual de los
indígenas. A su vez toma episodios históricos para darle veracidad a la obra,
la del martirio de Cristóbal, el hijo del cacique Axoténcatl, y la vuelta a la
vida de un joven indígena por Fray Martín de Valencia, episodio narrado
en la Historia Eclesiástica Indiana de G. de Mendieta (México 1870) . Se
pueden identificar entre las dos obras rasgos de semejanza como la aparatosidad escénica en la presentación de ángeles rodeando el cuadro de la Virg&lt;!n
en ambas obras; la espera de cuatro días para el sacrificio de Gualcolda
(en Calderón) y de Cristóbal (en Vela). Los estribillos de "¡Guerra! ¡Guerra!" tan comunes en obras de Calderón; la inclusión del demonio en disfraz
de Idolatría en Calderón, y del indígena Ixcóhuatl, en Vela. En ambos es
esencial el tema de la propagación del culto mariano, pues por intermedio
de María, tanto Gualcolda como Cristóbal llegan a salvarse del rigor de sus
enemigos. Los personajes de Vela, tanto españoles como indígenas usan un
lenguaje similar al calderoniano, las frases y oraciones en ambas obras se emparentan así, poniendo a Vela en la lírica post-calderoniana.
En el siglo XVIII el sacerdote Cayetano de Cabrera y Quintero se muestra seguidor de Calderón. El padre Cabrera nació a fines del siglo dieciocho
y murió entre 1776 o 1778, en el convento de los padres Hospitalarios Bethlemitas de la ciudad de México.17 Entre 1720 y 1766 se produce la obra literaria de Cabrera. Claudia Parodi, en el estudio introductorio a la publicación
de la obra-dramática de este autor menciona entre otras la comedia El Iris
de Salamanca, así como también obras en verso latino y castellano, amén de
una singular y copiosa producción de manuscritos atribuibles a Cabrera y
Quintero.
Por la heterogeneidad de sus temas profanos y divinos, la obra de este
autor resulta fértil campo de estudio. Cabrera y Quintero puede adscribirse a
la escuela post-calderoniana. La comedia española de la época concede más
importancia a la verdad poética sobre la histórica y esto se puede constatar
en la obra de Calderón, tanto como en El Iris de Salamanca de Cabrera. Los
17

Cfr. en José Beristáin y Souza Navarro. "Don Cayetano de Cabrera y Quintero".
Biblioteca Hispano-americana Septentrional. VI México 1816; y Francisco Sosa Biografía de mexicanos distinguidos. México 1884; además en Eguiara y Eguren Biblioteca
Mexicana.

comer. Nov. 1979, p. 285.

139

�materiales de utilería necesarios para la veracidad de los elementos mágicos
en la comedia de Cabrera, como en las obras de Calderón, son sumamente
exagerados y complicados. En la caracteru.ación de personajes Cabrera se
significa como seguidor de las normas del teatro español. El personaje de María es "similar a la mujer hombruna del teatro calderoniano y post-calderoniano; la Rosaura de La Vida es sueño pretende por sí misma lavar su honra
mancillada".18 Cabrera sigue a Calderón en el juego entre apuestas, equívocos
y correspondencias y la utilización de partes musicales en la obra.
Las obras menores de Cabrera llevan también la huella del español. Dos de
las pequeñas comedias de Cabrera fueron escritas precisamente para representarse antes de las comedias de Calderón intituladas Dando todo y no dand9
nada y El escondido y la tapada. Estas comedias o loas presentan personajes
alegóricos como la Fama, la Poesía, el Gozo, la Pintura, la Historia y en todo
siguen a los modelos calderonianos.
En nuestro recorrido en busca de la presencia de Calderón en México debemos considerar las representaciones que de sus obras se hicieron en la Nueva
España. La primera representación fue la de El gran teatro del mundo en
náhuatl, en 1655 en Chapa de Mota. No vuelve a haber en la historia del
teatro en México mención de Calderón hasta 1728 cuando en el Real Palacio
del Virrey se representó Celos aún del aire matan. De que era bien conocido
Calderón en México, nos habla el expediente de un Auto del 15 de diciembre
de 1728 firmado por don Basilio Venegas, oidor de la Real Audiencia. En el
acta de dicho Auto se mencionan las comedias más en boga en Nueva España,
entre 1755 y 1786 y éstas son: La vida es sueño, La Dama Duende, y El
mayor monstruo los celos.19 Las carteleras del teatro "El Coliseo Nuevo" del
domino-o
27 de marzo de 1785 a febrero de 1786 señalan las presentaciones de
o
La niña de Gómez Arias, La Vida es sueño y La Dama duende.
De las fuertes restricciones y censuras que las obras de todos los dramaturgos
sufrieron durante el siglo XVIII no se salva Calderón. En el documento firmado en el Santo Oficio en enero 20 de 1791 el censor don Ramón Fernández
del Rincón, hablando de las obras de teatro representadas en la Nueva España señala que La Niña de Gómez Arias de Calderón y La Raquel de García de la Huerta son obras en las cuales no obstante los horrores que en ellas
cometen los personajes nadie ha prohibido su representación aunque sobrados
motivos habría para prohibirlas.20
u PARoor, Claudia. Prólogo a Cabrera y Quintero Cayetano Javier de Obra Dramática. Teatro Novohispano del Siglo XVIII. México: UNAM, 1976, p. XXXV.
11

ÜLAVARRÍA,

.. !bid., p. 86.

140

p. 80.

La primera mitad del siglo XIX se muestra raquítico en cuanto a espectáculos. Parte por los movimientos libertarios, y luego por la consolidación de
la República. Entre agosto de 1806 cuando se presentó en el Coliseo Nuevo L os
Empeños de un acaso. Y la temporada de 1826 en el Teatro Principal que
tuvo en cartelera El Alcalde De Zalamea se abre un silencio. Este fue debido
a la confrontación armada de la Independencia de España. Como un comentario de Olavarría al epílogo de la lucha armada escribe en su Reseña Histórica . .. 21 : "Con la severidad del Segismundo de Calderón de la Barca, los
políticos mexicanos habían derrocado a don Agustín de Iturbide y ofrecido,
si bien a regañadientes, el planteamiento del sistema federal". 22
En la época de la Independencia la preocupaci6n mayor que absorbió la
inteligencia de todos fue la consolidación de lo establecido. El teatro, en esta época, no fue más que un recurso de distracción y esparcimiento en horas
determinadas. En abril de 1826 el Teatro Principal vuelve a abrir su temporada con El Alcalde de Zalamea. En agosto de ese mismo año la sección
coreográfica presentó entre otros bailes Ni amor se libra de amor de Calderón.
Esta fue llamada "fiesta de zarzuela" y en ellas alternaba canto, danza y diálogo. Calderón fue el creador de este tipo de obras que mezclaban elementos
cortesanos, mitológicos, rústicos y populares. La obra fue presentada por Andrés Pautrct y fue todo un éxito.
Hacia 1855 vuelve al Teatro Nacional la temporada teatral anunciando
entre otras Casa con dos puertas. De 1865 a final de siglo el espectáculo teatral en México fue acaparado por las compañías de ópera italianas, que
fueron siempre bien recibidas en México. Junto a ellas la ·escena teatral muestra también relativa actividad. Se destacan varias compañías de teatro que
vinieron de la madre Patria: la compañía española de José Valero, la de Bernía-Buerón, la compañía de Leopoldo Burón, la de Antonio Vico. Todas ellas
traían en sus carteleras obras de Calderón. Las obras de este dramaturgo
que más se representaron fueron: El Alcalde de Zalamea, La vida es sueño,
A secreto agravio, secreta venganza. Estas obras fueron presentadas en el Teatro Nacional, Iturbide, Principal y Arbeu.
Los periódicos de la época y las revistas literarias comentan las obras de
Calderón. El Domingo, semanario de Literatura, Ciencias y Mejoras Materiales presenta en el número del domingo 29 de junio de 1873, 23 un artículo
de "Calibán" (Gustavo Adolfo Baz) en el que comenta el éxito del Alcalde
u ÜLAVARRÍA, op. cit.

" Cfr.

p. 185.
Gustavo Adolfo. Teatros: El Domingo. 4a. época, núm. 29 (junio 29 de
1873), pp. 389-391.
ÜLAVARRÍA,

" BA:z,

141

�de Zalamea, en el cual el autor se muestra partidario con Schlegel de llamarlo
"gran poeta y genio" porque retrató con una maestría sin igual al corazón
humano".2• Así mismo el Duque Job (Manuel Gutiérrez Nájera) en El Partido Liberal el 26 de abril de 1885 escribió sobre la obra A secreto agravio,
secreta venganza, analizando la obra desde el punto de vista de la moral.
El siglo XX se inaugura con Casa con dos puertas es mala de guardar con
la compañía de María Guerrero. En lo que va del siglo veinte, siguen las
compañías españolas presentando en sus repertorios obras de Calderón, pero
además de las obras ya mencionadas se han agregado las siguientes: El gran
teatro del mundo, La hidalga del valle, El mágico prodigioso, y presentando
como teatro leído en "Poesía en Alta Voo" La Cena de Baltazar.
Se puede concluir que desde la época colonial hasta 1970 la pervivencia
de Calderón se ha debido sobre todo a la influencia directa de España en el
intercambio de directores de teatro y compañías, del grupo de Teatro Español en México.
La década de 1970 marca ya un cambio en las presentaciones. Por primera
vez son mexicanos los actores y los directores. Como sucediera años atras en
que el elemento indígena se unió al español forjando un nuevo hombre, el
mexicano, las ideas de Calderón han penetrado a este mexicano hasta llegar
a ser parte integrante de su Ser. El gran dramaturgo Rodolfo Usigli escribió
Buenos días, lS'eñor Presidente con calco calderoniano presentando el candente
problema del individuo frente al "establishment". Los aciagos días de Tial25
telolco (octubre 2, 1968) proporcionaron la anécdota para la obra de teatro.
En nuestro análisis de la presencia de Calderón en México podemos concluir que se hallan cuatro fases bien diferenciadas. La primera la del siglo
XVII en la cual la imagen de Calderón se disfraza de copal e incienso. Para
ser aceptado por el indígena era necesario presentarse bajo un ropaje conocido
y en la lengua nativa. La segunda, la époc~ Colonial que es
fase de ~~ulación y de imitación. Los autores, ya peninsulares o ya nativos de Amenca,
tratan de imitar el tono, las ideas, el estilo de este epígono del Siglo de Oro.
Los siglos XIX y parte del XX constituyen una tercera fase donde el elemento
español todavía latente en México, mantuvo viva la presencia de este autor
mediante las representaciones teatrales de sus obras. La cuarta fase arranca
de la década pasada (1970). Ahora es el mexicano quien se ha vuelto con

1:1°ª

u Ibid., p. 390.
21 GuTIÉRREZ NÁJERA, Manuel. "A secreto agravio, secreta venganza". Partido
liberal. (Abril 26-1885).
" Leer un interesante artículo. Schanzer George O. "Usigli, Calderón and the Revolution". Kentucky Romance Quaterly. 26 ( 1979), pp. 189-201.

142

admiración hacia la obra de Calderón haciendo suyos sus pensamientos. Los
valores universales de las obras de Calderón son siempre antiguos y siempre
nuevos. Por eso Calderón vive en el espíritu del mexicano, ya no con el ropaje
del indígena, ni del español, sino con un alma netamente mexicana.

BIBLIOGRAF1A
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DRA. MA. GUADALUPE MARTÍNEZ DE RODRÍGUEZ

CARLOS FUENTES, en su ensayo sobre "La nueva novela hispanoamericana"
dice: "Curiosamente, solo dos escuelas literarias se han empeñado en prolongar la vida del realismo burgués y sus procedimientos: el llamado realismo
socialista. . . y la antinovela francesa, que lleva los procedimientos realistas
a su expresión final: la de un mundo descriptivo de objetos vistos por personajes en la etapa sicologista más fragmentada: el nouveau roman francés
bien podría llamarse la novela del realismo neo-capitalista" .1 Entre estos novelistas franceses podríamos señalar a Robbe-Grillet, Nathalie Sarraut, Marguerite Duras, quienes manejan esta técnica literaria.
Ahora bien, Carlos Fuentes, conscientemente capta las grandes directrices
de esta evolución novelística internacional: europea, francesa, hispanoamericana y mexicana a la vez, considerando nosotros su novela La muerte de
Artemio Cruz como nueva novela, tesis que sostenemos en esta ponencia,
cuyas características principales técnico-literarias son: el uso del monólogo
interior, la mitificación de personajes, la ambigüedad humana, la proyección
universalista de los personajes como sucede con el cacique Pedro Páramo o
el terrateniente Artemio Cruz; el uso del flash-baek, la técnica cinematográfica, el manejo de las imágenes y asociaciones, los contrapuntos de estilo
y de tiempo, el lenguaje populista, etc.

1

FUENTES, Carlos. La nueva novela hispanoamericana. Ed. J. Mortiz. Méx. la.
ed., 1969, p. 19.

144

145
Humanitas-10

�I. Datos Bio-bibliográficos de Carlos Fuentes 1928-19 ?
Carlos Fuentes nació en México, en 1928. Hizo sus estudios primarios Y
secundarios en diversos países lo que le ha permitido el manejo de varios
idiomas como el español, el inglés y el francés.
Su infancia y juventud las pasó en gira por diversas capitales: Washington Santiago de Chile, Buenos Aires, Montevideo, Quito, Roma, etc., . en
do~de su padre ejerció funciones como diplomático. "Recibió una educación
esmerada en algunas de las mejores escuelas del continente, en las que no
podía faltar el exclusivo Colegio Grange de Chile. Se inició t~mprano a. los
cuatro años en el inglés en Washington. El francés que maneja menos bien,
lo fue reco;ilando de sus lecturas, a partir de 1950 cuando acometió 1~ Peau
de Chagrín de Balzac con un diccionario en alta mar navegando hacia Europa", 2 dice Luis Harss.
En 1950 en Ginebra estudió Derecho Internacional y fue miembro de
la Delegac:ón Mexicana en la Ofna. Internacional del Trabajo y Agregado
Cultural de la Embajada Mexicana.
A su regreso a México, ocupó varios "puestos burocráticos" en la UNAM.
Luego, fue nombrado Jefe del Departamento de Relaciones Cultu_rales. del
Ministerio de Asuntos Exteriores. En 1955 recibió su título de L1cencia~o
en Derecho en la UNAM. En 1975 fue Embajador de México en Francia.
Desde joven se ha dedicado, asimismo a la literatura, habiendo sido fund dor de la Revista Mexicana de Literatura. Ha escrito que "una cultura
a
.
l" s
sólo puede ser provechosamente nacional si es generosamente universa •
Ha cultivado la novela, el cuento, el ensayo, el teatro, el artículo literario
y es guionista de cine.
De su vida familiar sabemos que estuvo casado con Rita Macedo, con
quien procreó una hija, más luego se divorció casándose nuevamente con
Sylvia Lemus, con la que ha procreado tres hijos.
De sus antepasados por la línea paterna, C ar1os F uentes. alude
. . , a un bisahuelo, socialista alemán exiliado en México en 1875, quien vivi~ en Ve:acruz dedicándose al cultivo del café, de quien, uno d~ sus ~i!os se ~izo
banquero y en la época revolucionaria mexicana se mudo a Mex1co, capital.
y por el lado materno, alude, Carlos Fuentes, a un bisabuelo que fue co• HARss, Luis. Los Nuestros. Ed. Sudamericana. B. Aires, 4a. ed. 1971, P· 344.
• HARSS,

merciante en Mazatlán, cuya esposa, maestra de escuela, era una típica
"souche petite bourgoise" .4
Actualmente vive en EE.UU., continuando con su actividad literaria. Sus
novelas han sido "traducidas a varias lenguas" que "han logrado dar a conocer la imagen de la sociedad mexicana con sus virtudes y defectos, pero
mediante apreciaciones en las cuales por encima de la desesperación y la
protesta, sobresale la esperanza de un futuro mejor". 5 Entre ellas, las principales son: La región más transparente -1958-, en la cual utiliza ya el
"flash-back", el monólogo interior, las imágenes y asociaciones y la técnica
cinematográfica; Las buenas conciencias -1959- una crítica social de la
vida de una familia burguesa de Guanajuato y la problemática de la pubertad de Jaime Ceballos, el principal protagonista, en la que utiliza aun la
técnica realista; La muerte de Artemio Cruz -1962-, "nueva novela",
núcleo de esta ponencia; Aura -1962-, en· la que se plantea el problema
de la identidad -que ya Unamuno enfocaba en su novela "Niebla"-,
Zona sagrada -1967-, con la temática de Edipo. Cambio de piel -1967-,
Tierra nostra -1975-, etc.
Dentro de los cuentos señalaremos : Los días enmascarados -1954- colección de relatos de tema mitológico entre los cuales sobresale "Chac Mool",
en honor al dios de la lluvia de la mitología azteca; Cantar de ciegos -1964-,
etc.
En el ensayo tenemos La nueva novela hispanoamericana -1969-, y en
la obra dramática: Todos los gatos son pardos -1970-, y El tuerto es rey.
Como vemos Carlos Fuentes es uno de los escritores polifacéticos mexicanos contemporáneos digno de ser estudiado y un eminente intelectual universalizado.
A continuación vamos a analizar La muerte de Artemio Cruz, "nueva novela", tesis de esta ponencia:
II. Análisis de La muerte de Artemio Cruz, "Nueva novela".
Carlos Fuentes en La muerte de Artemio Cruz, editada por primera vez
en México por el F. C. E., en 1962, maneja ya la técnica de la "nueva novela":
El "flash-back", el contrapunto, el monólogo interior, las imágenes y asociaciones, el tiempo en una triplicidad de planos y el enfoque de su personaje
• HARss, Luis. Los nuestros. Ed. Sudamericana. B. Aires. 4a. ed., 1971,'-pp. 343 y
sigts.
• FUENTES, Carlos. La muerte de Artemio Cruz. F.C.E. Méx. la. ed. 1962. Portada.

Luis. Op. cit., p. 344.

147
146

�principal en la etapa psicologista más fragmentada como lo vamos a ver a
continuación.
El tema de la obra es la muerte y la meditación de la misma que conlleva

la ~oledad.
Así el autor señala en su primera página:
"La préméditation de la mort est préméditation de liberté".
~-{ONTAIGNE.

Ensayos.
Hombres que salis al suelo
por una cuna de hielo
y por un sepulcro entráis
ve:l como representáis . ..

,,"

CALDERÓN.

El gran teatro del mundo.

"Moi seul, je sais ce que j'aurais pu faire. . . Pour les autres, Je ne sms
tout au p 1us qu' un peu t -e"tre" .
STENDHAL.

Rojo y negro.
... de mí y di:: ;c;·,z y de nosotros
tres
siemjne tres! . ..

GcROSTIZA.

M uerte sin fin.

"No vale nada la vida: la vida no vale nada" Canción pojJUlar.
El relato de La muerte de Artemio Cruz es la vida, el asee~~º al pode:, la

muerte de Artemio Cruz, terrateniente mexicano h1JO del cacique
so1edad Y
.
· · al
Anastasio y la mulata Isabel Cruz. Artemio _C~z, el ~rotagorusta prmc1p ,
en unas cuantas horas de agonía retoma conc1enc1a de s1 y nos va contando a
grandes trancos con introspecciones temporales cómo conoció a su esposa, las
relaciones con los demás a través de su vida, evocaciones de su madre Y de
sus hijos y una visión futura de su existencia.

El tiempo lo maneja en una triplicidad de planos, ya que la obra está escrita en apartados que se separan por las fechas cronológicas como sigue:

P. 18.-1941.-Julio 6.
P. 36.-1919.-Mayo 20.
PP. 63-64.-1913.-Dic. 4.
P. 93.-1924.-Junio 3.
P. 125.-1927.-Nov. 23.
P. 147.-1947.-Sept. 11.
P. 170.-1915.-Oct. 22.
P. 210.-1934.-Agto. 12.
P. 228.-1939.-Feb. 13.
P. 250.-1955.-Dic. 31.
P. 280.-1903.-Enero 18.
-P. 314.-1889.-Abril 9.
O sea que la evocación de Artemio Cruz es desde diciembre 31 de 1955
fecha de su muerte hasta abril 9 de 1889, fecha de su nacimiento: 66 años,
que sería el Tiempo Sy,bjetivo y el Tiempo objetivo es de un día, aproximadamente 24 horas.
Veamos la triplicidad de planos en el Tiempo. El autor utiliza los pronombres Yo, Tú, Él, que representan estados de conciencia: el Y o, el presente;
el Tú, la voz de la conciencia y el Él, las relaciones de personas en su vida
social. Este tiempo multiforme se fusiona en un determinado momento en la
proximidad de la muerte de A. C. como lo captamos en los siguientes pasajes:
"Yo no sé . . . no sé . . . si él soy yo . . . si tú fue él. . . si yo soy los tres . .
Tú,. . . te traigo dentro de mí y vas a morir conmigo. . . Dios. . . Él. . . lo
traje adentro y va a morir conmigo . . . los tres .. . que hablaron ... Yo ...
lo traeré adentro y morirá conmigo. . . sólo ... " 6
"Tú ya no sabrás: no conocerás tu corazón abierto, esta noche, tu corazón
abierto. . . Dicen 'bisturí, bisturí'. . . Yo sí lo escucho, yo que sigo sabiendo
cuando tú ya no sabes, antes de que tú sepas. . . yo que fui él, seré tú. . . yo
escucho, en el fondo del cristal, detrás del espejo, al fondo, debajo, encima
de ti y de él. . . 'Bisturí' . . . te abren te cauterizan. . . te abren las paredes
abdominales. . . las separa el cuchillo delgado, frío, exacto. . . encuentran ese
líquido en el vientre ... separan tu fosa iliaca ... encuentran ese paquete de

El espacio. El autor enfoca o señala México y algunas evocaciones de Es-

paña, en relación con su hijo que muere allá, y París.
148

• FUENTES,

Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., p. 315.

149

�asas intestinales irritadas, hinchadas, ligadas a tu mesenterio duro e inyectado
de sangre. . . encuentran esa placa de gangrena circular. . . bañada en un
líquido de olor fétido. . . dicen, repiten. . . 'infarto'. . . 'infarto al mesenterio".7
En estos pasajes como vemos, tenemos la etapa psicologista fragmentada
del personaje principal como elemento de la "nueva novela".
Como contrapunto en el tiempo, se señala la época de Don Adolfo López
Mateos -1958-64--- como Presidente de la República Mexicana Y. en paralelismo, el tiempo del relato de Artemio Cruz, o sea el de los acontecimientos:
1889-1955.

3a. La incomprensión de su hija, Teresa:
"Ytú'T
. ..
, eresa, s1. a pesar de que te mantengo me odias, me insultas,
me insultas, ¿ qué habrías hecho odiándome en la miseria, insultándome en
la pobreza? ... " 10

4a. "Los óleos santos".
5a. "El cólico nefrítico".
6a. "La operación. "Repito: son vólvulos. Ese dolor sólo lo causa el retorcimiento de las asas intestinales, y de allí la oclusión ...
-En ese &lt;;aso, habría que operar ...
-Puede estarse desarrollando la gangrena, sm que la evitemos.

El leit-motif es la meditación de la muerte. Veamos:

"Muerto en su origen lo que estará vivo en tus sentidos . . . Perdido, calcinado, el manantial de luz que seguirá viajando, ya sin origen, hacia los
ojos de un muchacho en una noche de otro tiempo. . . De otro tiempo ...
Tiempo que se llenará de vida, de actos, de ideas, pero que jamás será un
flujo inexorable entre el primer hito del pasado y el último del porvenir ...
Tiempo que sólo existirá en la reconstrucción de la memoria aislada, en el
vuelo del deseo aislado, perdido una vez que la oportunidad de vivir se agote,
encarnado en este ser singular que eres tú, un niño, ya un viejo moribundo,
que ligas en una ceremonia misteriosa. . . esta noche, a los pequeños insectos
que se encaraman por las rocas de la vertiente y a los inmensos astros que giran en silencio sobre el fondo infinito del espacio ... " 8

- La cianosis ya es evidente ...
-Facies.-'·
-Hipotermia .. .
-Lipotimia . . .
-Cállense ... ¡ Cállense!
-Abran las ventanas".11
7a. El "infarto al mesenterio" ... dicen, repiten. . . "infarto" "infarto al
mesenterio" ... 12
El mensaje que captamos es la incomprensión humana que A. C. experi-

Las motivaciones podrían ser:

menta y la que debe atacarse ya que conlleva a la des-humanización y a la
tragedia íntima del personaje central y, consecuentemente, universalizado. Artemio Cruz se muere en su soledad desgarradora y trágica.

l a. La soledad del principal personaje.

Asimismo captamos la crítica social en relación al poder, al Caciquismo, a
la Revolución mexicana de 1910, a la religión y a la familia desunida.

2a. La incomprensión y frialdad de su esposa Catalina: "Me tocas. Me
tocas la mano y siento la tuya sin sentir la mía. Me toca. Catalina me acaricia la mano. Será amor. Me pregunto. No entiendo. ¿Será a~or? Estábamos
tan acostumbrados. A que si yo ofrecía amor, ella devolviese reproche; a que
si ella ofrecía amor, yo devolviese orgullo:: quizás dos mitades y un solo sentimiento, quizás ... " 9

El lenguaje que utiliza C. F., es claro, senciIIo, familiar a menudo, meditativo en la problemática de la muerte, popular en ocasiones y salpicado de
expresiones extranjeras.
El estilo es vigoroso, directo, crudo a veces, dando mayor fuerza a la ex-

presión lingüística.
1

' FUENTES,
• FUENTES,
• FUENTES,

150

Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., p. 315.
Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., p. 312.
Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit. p. 222.

•

FUENTES,

u
u

FUENTES,
FUENTES,

Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., pp. 85-86.
Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., p, 244.
Carlos. La muerte de Artemio Cruz. Op. cit., p. 315.

151

�III. Conclusiones
la. La muerte de Artemio Cruz, es una "nueva novela" ya que u tiliza la
técnica de este tipo de novela.
2a. La meditación de la muerte conlleva a una actitud filosófica del ser
humano ante el "más allá". Carlos Fuentes supone esa dualidad del hombre:
materia-espíritu más no traspasa los límites temporales. Su metafísica termina
con la muerte.
3a. Podríamos catalogar a Carlos Fuentes como escritor existencial. Asimismo es un escritor de protesta social.
4a. Tiene influencias de Montaigne, Calderón de la Barca, Stendhal, José
Gorostiza y del pueblo mexicano como lo vimos en la primera página de la
obra analizada: La muerte de Artemio Cruz.
5a. Dentro de las características de la "nueva novela" que señalamos a
través de esta ponencia y que encontramos en esta obra analizada están: el
monólogo interior, el contrapunto, el manejo del tiempo en una triplicidad
de planos, la etapa psicologista más fragmentada del personaje principal, el
lenguaje populista y el uso de imágenes y asociaciones.
Como corolario podríamos decir que Carlos Fuentes es un escritor contemporáneo valioso, digno representante de la intelectualidad mexican1 de nuestros días.
1'fon,e;ry, X L .. noviembre de 1980.

BLOCH, M1cHEL,

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Luis. Los nuestros. Ed. Sudamericana. B. Aires. 4a. ed.., 1971.

FUENTES,
HARS,

(resumen)
EUGENIO CoSERIU

Universidad de Tübingen.

l. EN _LA EPISTEMOLOGÍA implícita o explícita de la lingüística actual se tiende
a considerar la li~güística del texto como lingüística general ( ciencia general
~e los textos) aplicada a los textos individuales. Esto no es aceptable sin dis~mgos, ya que en la lingüística del texto, por la naturaleza misma de su obJeto, .lo individual se da antes ( y es fundamento) de lo general. El sentido
propio de la lingüística del texto, su alcance y sus límites también en relación con la literatura y la "ideología", sólo pueden establec:rse de forma satisfact~ri~ a. p~rtir del hecho de que tal lingüística concierne al plano por excelencia mdivzdual de los discursos.

2. En efecto, con respecto a lo individual considerado en sí mismo ("obJ'etos", .no. ," conce~t~s." m· " cIases") , no puede haber ciencia general, sino sólo
descrzpcion y analms: un objeto sólo puede ser analizado y descrito.

BIBLIOGRAF1A
l.

LA LING01STICA DEL TEXTO
COMO HERMENÉUTICA LITERARIA

" .3.1: _Un d~curso es un hecho semiótico, consta de signos, mejor dicho, de
1
s1gmficantes que apuntan a un "contenic;lo", el cual, a su vez, no se presenta
como tal en el discurso mismo considerado en su realidad exterior y empíricamente comprobable. Por ello, como en todo el dominio de los hechos semióticos
~n~lizar y describir un discurso significa propiamente interpretarlo, 0 sea, iden~
tif1car de manera fundada el contenido al que apunta (o que "expresa") . En
este sen~ido, la lingüística del texto -como, por otra parte, toda lingüística
concerniente a las dos faces de los signos- es hermenéutica, revelación sistemática y fundada de un contenido: precisamente, en este caso, hermenéutica
del discurso (o "texto") .
3.~.l. Hay t~es ti.pos de contenido lingüístico: designación, significado y
sentido. La des1gnac1ón es la referencia a la realidad "extralingüística", 0 bien
153

�esta realidad misma (en cuanto "representación", "hecho", "estado de cosas"),
independientemente de su estructuración por medio de tal cual lengua, Y es
propia del hablar en general. El significado es el conteru~o dado . en cada
caso por una lengua determinada. El se~tido
el con_te~~o propio de_ un
discurso en cuanto manifestado por la des1gnac1on y el s1gnif1cad~: la ª;titud
humana que el discurso implica o la finalidad con que se realiza. As1, por
' 1·1ca" , "'mv1'tac1'6n" , "re•
·
¡o, " pregunta", "respuesta" , "mandato" ' " sup
e1emp
.
.
" "saludo" "comprobación" son unidades mírumas de sentido. Por coneh azo ,
,
'd
,
¡
· · te la lingüística del texto es hermenéutica del senti o, as1 como a
sigu1en ,
.
.
lin .. , · d ¡
lingüística del hablar es hermenéutica de la designación y la gwstlca e as
Íemruas
hermenéutica del significado.
o
'
.
3.2.2. En el sentido, la relación semiótica es doble: P~; un l~d~'., l~s ~~gnos
significan algo (en la lengua) y designan algo (~orno ext_ralmgmstico )
por otro lado, lo significado y designado por los signos funciona a su_vez co
mo "significante" para un contenido de segundo_ ord~n, ~ue es precisa~ente
el sentido. Por tanto, la hermenéutica del sentido implica como preVI~ el
conocimiento del significado y de la designación, y, con ello~ las corr~spondientes hermenéuticas. Por otra parte, en un discurso compleJo, las urud~des
de sentido se combinan ("articulan") unas con otras en unidades de _ruvel
cada vez superior, hasta el sentido global del discurso considerado. La mt.~rpretación de un discurso debe s~r, p~~ tanto, en_ cada caso, comprobacion
fundada y justificación de la articulacion del sentido.
3.3. El sentido se da sólo en los discursos, pero en todos los discursos, no sól_o
en los literarios. Con todo, el texto literario ocupa a este respecto una posición privilegiada, ya que la poesía ( la "liter,a~ra" com~ arte) es el luga: -~e
la plenitud funcional del lenguaje: del maximo despliegue de sus pos1b1hdades · cf. nuestras "Tesis sobre el tema 'lenguaje y poesía'", en El hombre Y
su le~guaje, Madrid 1977, págs. 201-207.' Po: ello'. la lingüística del texto es
( 0 debe ser) en primer lugar hermenéutica literaria.
.
.
4.1. Como toda hermenéutica, la lingüística de_l texto implica un! metod~logía y una heurística, y son éstas las que constituyen su as~ecto general •
En la heurística, en particular, se trata de establecer el registr~ de lo que
cabe esperar, 0 sea, de los tipos comprobados o posibles de sentid? y de los
procedimientos que suelen conllevarlo~, los ..h~n conllevado, en discursos ya
experimentados· cf. nuestra Textlingutstik, Tubmgen 1980, pags. 68-111. Tal
registro debe, sin embargo, entenderse como "abierto": . en nuev~ textos podrán identificarse nuevos procedimientos y tipos de sentido, o sentidos nuevos

?

.:s

Y:

..,
~

de las lenguas. También en este caso, la "gramática general" es, en realidad
heurística, registro abierto de posibilidades, y la descripción de una lengu~
es hermenéu~ca_: identificación de las funciones semánticas de esa lengua y
de los proceduruentos que las manifiestan. La ilusión de que la gramática sea
ciencia propiamente dicha y no hermenéutica depende del hecho de que la
heurística gramatical está mucho más adelantada que la textual, 0 sea, de
que_ c?nocemos ya _un gran número de posibilidades del significado y de procedimientos expresivos, de suerte que, en lenguas no estudiadas aún, encontramos las más de las veces tipos de significado y procedimientos ya comprobados en otras lenguas. La diferencia real es más bien de índole cuantitativa:
reside en que la variedad de los textos es muy superior a la variedad de las
lenguas.
5.1. Un discurso es un hecho de hablar. Pero el hablar es una actividad
compleja que va más allá de lo lingüístico en sentido estricto; no se habla
sólo con signos lingüísticos (pertenecientes a una lengua determinada) , sino
también mediante actividades expresivas complementarias, de acuerdo con
determinados principios generales del pensar y con ayuda del conocimiento
de las "cosas", mejor dicho, de ideas y creencias acerca de las cosas, de una
determinada "ideología" (estratificada en una serie de ideologías de alcance
más o menos amplio) , todo lo cual contribuye al contenido de los discursos.
5.2. En este sentido, todo discurso "refleja" ( es decir que manifiesta) una
ideología, exactamente del mismo modo como manifiesta una lengua (o varias lenguas) : se trata de una ideología "instrumental", que pertenece al "significante" de los discursos.

5.3. De esta ideología con la que se hacen los discursos, hay que distinguir
la ideología que se hace en los discursos y que no pertenece a su "significante",
sino a su "significado", es decir, a su sentido. En el texto literario tal ideología
puede corresponder a ( resultar reinterpretable en términos de) una ideología "común" o "general", pero, en cuanto literariamente manifestada es
.
'
siempre "singular", es decir, al mismo tiempo individual y universal.
6. Algunos ejemplos de hermenéutica literaria en relación con las dos "ideologías" (poesía griega, Cervantes, Kafka, poesía popular); cf. T extlinguistik,
págs. 126-140.

=

?

de procedimientos ya comprobados.
.
.
. .
4.2. Contrariamente a lo que se piensa, esto no constituye nmguna ~~t;·
ción de la lingüística del texto y no se presenta de otro modo en la descnpc1on

154

155

�ESTUDIOS AZORINIANOS
CAR.Los GoNZÁLEz

SALAs

Diplomado en Letras Hispánicas.
Universidad de Salamanca, España

l. VIDA
NACE EN Mo:-.ÓYAR, ALICANTE, en 1873. Pasa su infancia y hace los primeros
estudios en Yecla con los padres escolapios. Cursa ahí el bachillerato cuyo
certificado se le expide en Murcia. Empieza los estudios de derecho en Valencia donde imprime sus dos primeras obritas, luego de trasladarse a Granada
y volver a Valencia. Se le concede el traslado de estudios a Salamanca, pero
sólo va ahí para conocerla; a poco, el expediente va a Madrid donde Azorín
termina sus estudios iniciándose en el periodismo y entablando amistad con los
literatos del momento. Marcha después a Granada y de ahí a Monóvar. Viaja
por toda España. Recorre con especial beneplácito "la ruta del Quijote".
Participa en la política: cinco veces como diputado a Cortes (1907-1919) y
dos veces como sub-secretario de Instrucción Pública ( 1917-1918). Se distingue por su laboriosidad. En 1908 casa con Doña Julia Urzanqui Guinda, a
quien conocimos en Madrid en nuestro vano intento de entrevistarnos con el
escritor y estilista. Sale a París en 1936 y regresa más tarde a Madrid. Colabora intensamente en periódicos de América Hispana (La Nación de Buenos
Aires, Colaboraciones Amunco para varios países). Radica por mucho tiempo
en Madrid donde se distrae viendo cinematógrafo y haciendo crítica de cine.
Deja un pequeño y nutrido volumen de sus apreciaciones. Concurre a la Academia de la Lengua. Sufre en las postrimerías de su vida espaciosas lagunas
mentales. Intentamos entrevistarlo repetidas ocasiones y por desdicha, no fue
posible el encuentro. Su nombre es el de Don José Martínez Ruiz. Escogió
el seudónimo de Azorín, desde que se inicia en la pluma. Muere en Madrid,
en 1960.
157

�II.

!DEAs SOBRE EL EsnLO

Expresar con la menor cantidad dt
t,rminos la mayor suma de ideas.
AzoRÍN, El Enfermo, Cap. XI.

A menudo Azorín hace consideraciones sobre el estilo. Ha sid~ una de s~s
preocupaciones más constantes. y su propio estilo uno d~ sus mas caros cm~
dados. Azorín es, sin duda, un estilista en ambos _sentidos de ~a palabra.
creador de estilo y creador de teoría del estilo. Escribe en un estilo persona,
· hasta 1a desespelísimo, de propio cuño que ahorra parrafos
y elige 1a elipSlS
.
· 'n EJ·emplo llano y exacto de ellos es Pueblo, novela de los que trabajan Y
racio .
lí ·
sufren que si bien discutible en cuanto a técnica y logros nove sticos, ro~pe
moldes y señala nuevos caminos. Crea su_ propi? estilo y diser~ ~on repetida
frecuencia sobre el estilo. Sus consideraciones irrumpe a proposito de nada,
porque sí, como emerge a flor de conciencia aquello que abu~da dentro_En esta revisión del pensar y sentir azorinianos que venunos trabaJ~ndo
toca hoy su turno a las ideas sobre el estilo en que habremos de seleccionar
por fuerza.
.
.
No se pretende ahora un estudio exhaustivo sobre las consideraciones que
el autor dispensa al estilo. Cronológicamente, de tarde en tard,e, p~ndera :-:0 •
rín su sentir respecto a lingüística y así ha sido posible a su mas ~s,iduo ~ntico,
ruz Rueda reunir en un bello tomito de la Coleccion Crisol de
D on Ange1 C
'
· ,·
"El A f ta
·1 ese "centón de cavilaciones" titulado JUStlsimamente:
r is Y
Agui ar
.
.
. . d
tren
el Estilo" ( 1946) que nosotros disfrutamos por primera vez viaJan o en
de Tampico a San Luis ida y vuelta. Aparece en el Tomo VIII de las Obras
Co:npletas de nuestro autor.
.
Excluimos aquí lo que el escritor de Monóvar siente en l? tocante a . graática vocabulario y lenguaje en general. En este acercamiento a sus ideas
:port~ sorprenderlo en sus consideraciones genéricas. Descenderíase más tarde a las diversas parcelas.
Así como a las palabras ( véase "La vida de las palabras" en Pensando en
España (Biblioteca Nueva, Madrid, 1940), dedica Azorín capítulos de ~u
obra en que expresamente diserta sobre el estilo. Una de las ocho partes ,e
Un pueblecito la consagra a elaborar una "Teoría del Estilo" que habna
que redondear con otras múltiples expresiones desparramadas e~ su obra.
En Una hora de España, asienta: "Cada escritor tiene su esti!º· Cada escritor defiende su estilo. Toda defensa de un estilo es una ~onfes1ó~ p~rs~n~1;
. En qué consistirá el problema del estilo? ¿En el vocabula~io o en a s~táxls:
Escritores de caudaloso vocabulario pueden tener un estilo enfadoso' escn-

tores de una sintáxis clara y precisa pueden tener un estilo cansado. El campo
de las letras es muy ancho. La riqueza de vocabulario en escritores de una sintáxis variada compone un estilo admirable. Admiramos, en efecto a Lope y
a Quevedo. Pero el autor del Libro de la Oraci6n (Fray Luis de Granada),
con sobriedad de vocabulario, con vocabulario corriente, ha llegado a dar
a la sintáxis una sensibilidad exquisita. Y el estilo, en último resultado, no
es sino la reacción del escritor ante las cosas. El estilo es la emotividad''.1
Recorriendo las páginas azorinianas podrían formularse las características
que la estética del autor prefiere para el estilo. En El Escritor hace hablar al
escritor viejo y al escritor joven y describe las reacciones de ambos trazando
por modo evidente su propio programa. "Escribamos sencillamente, no seamos afectados. Pocos son los escritores que se libran del pecado de afectación".2
Todo escritor pretende dar eternidad a lo que escribe, pero ¿ cómo? He ahí
el secreto del arte del estilo. "Y es que tú, escritor, podrás tener esa perennidad? ¿ Y es que tu obra podrá trasmitirse como estos cántaros, de 'mano en
mano', a lo largo de las generaciones?" El escritor tiene enfrente de sí tres
cántaros, está en una casa de campo; en la cantera, sobre la losa arenisca y
húmeda se yerguen los cántaros; escribe sobre la influencia de las cosas en el
escritor. Las influencias son un capítulo imprescindible en el estudio de cualquier autor. ¿Cuáles son las influencias de Azorón? ¿A qué autores prefiere?
El prosigue y pregunta: "¿ Y es que tu prosa tendrá la pureza, la sencillez, la
simplicidad de estas deleznables vasijas?" 8 Se van presentando las cualidades
asignadas por él al estilo: emotividad, pureza, sencillez, simplicidad.
Tiene páginas Azorín en las cuales expresa opiniones sobre el estilo en obras
como La Voluntad, Un Pueblecito, Valencia, El Enfermo, Memorias inmemoriales, París, Ante Baroja, Clásicos y Modernos, Una Hora de España. Casi
no hay obra donde no exprese su sentir en cuanto al estilo. En ciertas expresiones, como dijimos, delinea su propio programa; tarea grata, mas fuera de
este lugar, el seguirlo y ejemplificarlo tratando de espigar en su copiosa mies.
Transcribamos, sin comentarios, algunas: "El estilo de un artista está íntimamente ligado a su espíritu. Son una misma cosa".• "Lo .que debemos desear al escribir es ser claros, precisos y concisos. No olvide el lector esas tres
condiciones. A estas tres condiciones debemos sacrificarlo todo". 5 En ese mismo
' AzoRÍN, Una hora de España, 2a. Edic. Col. Austral, Vol. 801, 1957, p. 43.
• AzolÚN, El Escritor, Col. Austral, Vol. 221, p. 20.
• AzoRÍN, El Escritor, op. cit., p. 87.
• AzoRÍN, Leyendo a los poetas, 1910.
• AzoRÍN, Clásicos y Modernos, Ed. Losada, Biblioteca Contemporánea, Buenos
Aires, 1943, p. 132.

159
158

�artículo, comenta: "Olvide cuanto ha leído; no se proponga hacer estilo, y
deje que el tesoro del subconsciente se vaya manifestando, exteriorizando, como a bien tenga" .6
Pero donde encuentro mayor identificación entre teoría y práctica, entre
lo que predica y lo que realiza el escritor es en el párrafo siguiente; aquí está
todo Azorín:
"¿ Qué cómo ha de ser el estilo? Pues el estilo. . . mirad la blancura de esa
nieve de las montañas, tan suave, tan nítida; mirad la transparencia del agua de
este regato de la montaña, tan límpida, tan diáfana. El estilo es eso; el estilo
no es nada. El estilo es escribir de tal modo que quien lea piense: Esto no
es nada. Que piense: Esto lo hago yo. Y que sin embargo no pueda hacer
eso tan sencilla -quién así lo crea-; y que eso que no es nada, sea lo más
7
difícil, lo más trabajoso, lo más complicado" .

....

III. LÉxrco

DE

AzoRÍN

,\

,,,

Hemos leído a Azorín. Lo hemos leído y releído. Junco asienta: sólo merece
leerse lo que merece releerse. Azorín merece releerse por varios y diversos
capítulos. En su estilo admiramos la sencillez del arte, lo maravilloso de la
evocación, su toque de emoción, la sensación del pormenor. Ahora queremos
referirnos a su léxico, a su vocabulario de asombro.
Riquísimo. Ha renovado el lenguaje, con neologismos y arcaísmos, lo ha
extraído de los clásicos, de sus lecturas incesantes, vivaces; lo ha ido a buscar
a las fuentes del habla popular para encontrarlo vivo, palpitante, en fraguas,
mercados, pañerías, plazas; tal como lo hablan curtidores, fundidores, perchadores, cargadores, chicarreros, boteros, guarnicioneros, perailes y otros tantos oficios que quizá van siendo barridos por la civilización y el avance del
progreso. ¡ También sobre el lenguaje actúa la industrialización! ¡ Ni duda
cabe que los cambios sociales se muestran implacables!
Extráelo de libros anónimos y oscuros y de los clásicos a quienes lee con
asiduidad. Observa Azorín la naturaleza, le da su nombre a cada elemento, a
cada animalejo de los muchos que la pueblan, y por lo mismo tiene derecho
a invitarnos de esta forma: "Observémoslo todo con detención y orden. Lo

primero son las alcamonías, es decir, el azafrán, la pimienta, el clavo, el to~illo salsero, los vivaces cominos, los ajos. Sin las alcamonías no se puede
nacer nada. Tendremos tiernas y frescas verduras. Pero no nos servirán de
nada".8
Ahora anda Azorín en el mercado. Gusta ir al mercado por vía de descanso.
Después vendrá a la habitación y escribirá. O preferirá ir al campo; extasiarse en el paisaje; conversar con los labriegos y arrancarles aquellas palabras
que sólo ellos usan en su léxico. Al mercado Azorín acude con frecuencia. Lo
aturden los gritos y arrebatos de l_os vendedores. "Entre los puestecillos de
hortalizas, abriéndonos paso entre la gente, vamos caminando", nos dice.
Azorín va al mercado a descansar. Nos lo confiesa ingenuamente: "Después
de una visita al mercado, de una hora olvidados de nosotros mismos, apacentándonos de colores vivaces, es cuando nos recobramos. Al volver a las cuartillas, la pluma ya no cespita o titubea".º
A algo más va al mercado el escritor: a aprender vocablos, giro expresiones
de la parla popular. "El mercado nos ayuda a comprender una ciudad; el
mercado es vivero de lingüística y color". Aquí se torna sola por fin la razón
de sus idas y venidas. "En el mercado escuchamos la parla popular con sus
modismos y refranes; en el mercado, los ojos se complacen en la visión del
color que nos ofrecen los frutos de la tierra" .10
No se inclina el escritor sólo al léxico de los clásicos: oscila entre arcaísmo
y neologismo. Si los dos son señalados por los preceptistas como vicios del lenguaje, hay que tomar eso cummica salís. (Con un grano de sal, o, lo que es
lo mismo, con uno de cal y una de arena) . No se decide por un criterio francamente innovador proscribiendo del todo el uso de palabras antiguas. No,
la vida en su dinámica cotidiana se impone. No se puede viajar al pasado de
espaldas al presente y en olvido del porvenir. La vida camina, marcha. Con
ella, el lenguaje. Por eso lo repetimos con frecuencia: el lenguaje es dinámico.
Azorín, autoridad en materia de lingüística, lo recuerda y luego afirma: "Cada cosa en el lenguaje escrito debe ser nombrada por su nombre propio ...
Pero para poder nombrar cada cosa .con su nombre. . . debemos saber el nombre de las cosas". "Echemos una mirada por la casa y por el campo; a centenares se nos ofrecerán las cosas, los detalles, los particulares, las faenas y
operaciones que no sabemos nombrar. Y, sin embargo, todo eso tiene o ha
tenido su nombre; debemos conocer y usar esos nombres. Si están esos voca• AzoRÍN, M adrid, Biblioteca Nueva, 1941, p. 63.

• Ibídem, p. 133.
• AzoRÍN, Un pueblecito: R!o Frío de íivila. Teoría del Estilo: La nieve Y el agua,

• AzoRÍN, Ibídem, pp. 64,65
10 AzoafN, Parls, Biblioteca nueva, Los mercados, Madrid, 1945, p. 123.

Col. Austral, Vol. 611, pp. 41-42.

161
160

Humanitas-11

�blos en el habla baja popular, llevémoslos sin vacilar al lenguaje literario; 11
si
están en libros viejos --en los clásicos-, exhumémoslos también sin reparo" .
Habrá sin duda, conflictos, se dudará entre nombres antiguos y nombres
modernos. No hay regla segura, dice Azorín. Brotará aquí y allá lo nuevo y
lo arcaico. Ya irá aconsejando la misma experiencia lo que se acepta y lo que
se rechaza. Ni puro arcaísmo ni pura innovación. La lengua es algo vivo,
fluente. "Las palabras pasan también, cansan, se rompen. Las palabras nadan,
duran, desaparecen".

12

IV.

IDEAS F1LosóF1c:\S DE

AzmÚN

Haremos una distinción entre ideas y temas; podrían confundirse ambos
cuando vemos que un escritor vuelve a menudo sobre ellas: son su tema

....

.. .

.....

predilecto.
Debemos decir que las ideas en Azorín son como la atmósfera en que va
descorriendo sus visiones de la vida, del paisaje, de los momentos vividos.
Cierta neblina de nostalgia irrumpe a cada paso en sus obras. El regusto
amarguillo del correr de los instantes, el fluir implacable del tiempo, el repetirse de las cosas. Este caballero pensativo, con la mano en la barbilla y el
codo en la pierna, acodado frente al crepúsculo se repetirá, otro caballero,
en la misma actitud, con la misma parsimonia estará en el mismo lugar contemplando la tarde dentro de cien años; lo eterno humano en el sentido de
permanencia, de reiteración .
Sorprendámoslo en sus ideas filosóficas, en aquellas constancias que le preocuparon a lo largo de sus trabajos y los días. Un escritor va abrigando, a medida del paso del tiempo, nuevas actitudes, nuevos puntos de vista. Sería
mucho pedir a unas cuantas paginillas periodísticas un análisis de la personalidad evolutiva de Azorín. Como humano, cambió de actitudes. Las tuvo
en un momento dado, las tuvo algunas demasiado endebles y ligeras, por
ejemplo, al final de Las Confesiones de un pequeño fil6sof o cuando en el
Epílogo de los canes trata de resumir, llegado a la madurez de su vida, "toda
su filosofía en este coloquio" desliza esta idea, aunque pónela en boca de perro: "Yo no tengo más criterio de moralidad que el traje". Eso porque dijo
u AzoRÍN, Del arcaísmo y del neologismo, Lecturas universitarias No. 5, Antología
de textos y de lengua y literatura, U.N.A.M., México, 1971, p. 73.
u AzoRÍN, Pensando en España, Biblioteca Nueva, Madrid, 1940, p. 7.

que ladraba furiosamente a los
mente".11
que se acercaban a él vistiendo "traspilladaVeamos sus ideas del tiem o la
.
'
mos tratados, sino momento~ y e~ernidad.. 'Pequeño filósofo", no espere' sensaciones actitudes Az ,
pormenor, aun en esto.
'
·
onn es maestro del
a) El Tiempo. Siente Azorín hondamen
.
hombres, de las horas. Todo pasa Al
te la f~gac1dad de las cosas, de los
h b
. go queda sm embar
De
om res, queda lo humano. Lo • di .d
'
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.
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b.,
'
ay taro 1en una rea1 a. universal que enlaza el pasado con el presente
1
vemr. Alude con frecuencia a I
y e presente con lo por.
as manos que estarán b
l
.
.
so re e teclado dentro
de cien o más años' quizá sobre el nusmo
piano· al b 11
to a1 balcón imagen de 1
'
ca a ero pensativo jun.
'
o permanente en el suced
d 1 •
tiempos, de las edades. se refe
las
erse e os instantes, de los
.
'
t re a
nubes "que son
l
pre vanas y siempre las mismas".
-como e mar- siemLa sensación del tiempo está presente e
h
leyó una página "soberbia .
. d
n mue as de sus páginas desde que
"A
' mqweta ora" de su bisab 1 " 1
saber lo que es el tiempo h d d.
ue o, e abuelo Azorín" .
Azorm'•
e e icado largas meditaciones", ha escrito
.
Busca la inalterabilidad de las cosas no en lo
.
.
hechos de la vida cotidia
1
.
grandioso, smo en los menudos
na que a repetirse a través d I d'
aseguran la continuidad de lo h
A,
e os ias, anos y siglos
umano. si el peque~ d 11 l .
'
en medio de la marcha inexorable d 1 •
no eta e f! sirve de asidero
cho tiempo diluido y tenue esce ti . e ner_np~. En esto, como en su por mutaigne. Así lo confesó abiertampctetSmo, eJem6 gran influjo Miguel de Monen en 1904· "Yo
I
re 1eo por tercera por cuarta
.
.
no eo a Montaigne, lo
'
' por quinta por sexta vez p
fl,
que puedan soportar esta prueb .
'
.
. ocos i osofos hay
tracto, de lo confuso, de lo oscu:~ p;:º1o~o~tai~n~ no es filósofo de lo abslo fantástico. Montaigne es
f'l: f d rmnte!tg1ble, de lo inescrutable, de
· ·
'
un i oso O e lo concret d 1
trivial, del detalle prosaico de I
o, e o menudo, de Jo
,
o que vemos y palp
d
,
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casa
y
en
la
calle"
B
ames to os los d1as en
1
. uen apunte para un existenc· Ji
ver si la filosofía sobre todo c
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ta sta, pero habría que
'
uan
ace metafísica
f'l f'
creto. Azorín decididame t
.
' sea i oso ta de lo con.,
'
n e es un escntor' u n exce1ente escritor,
.
f1lcsofo.
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°

. Azorín ha expresado sus sensaciones del tiem o
ro.

u

162

.

tilla; por ejemplo· Un
. d d
p en vanos relatos de Gas.
a ctu a y un balc6n Una fl t
l
bes y es ese quizá su meJ·or lib
,
au a en a noche, Las nu-

AzoRÍN, Las confesiones de un pequeño fil6sof o, Col. Austral, Vol. 491, p. 149.

163

�"A la madrugada -escribe- la campana del convento llama a Maitines ...
Estas campanaditas cristalinas que resuenan en la soledad de la noche. . . han
venido sonando desde el siglo XIII al XIX. Todo es fugaz y perece. Perece
por lo que semejaba más duradero. Y sin embargo estos sones dulces, sones
fugaces permanecen y son como un nexo que une lo caduco, a lo largo del
tiempo, con lo inconmovible. La continuidad histórica en esta amada España,
no puede tener un signo más expresivo. Se desvanecen las campanadas en el
aire y se suceden otras campanadas a lo largo de las generaciones".
Frente a la expresión "es ya tarde", cuenta Azorín una anécdota en Las
confesiones de un pequeño filósofo. No hay campo a la narración, oigámosle
sólo: "Yo, al oírlas, he experimentado una ligera conmoción. Es ya tarde.
Toda mi infancia, toda mi juventud, toda mi vida han surgido en un instante.
Y he sentido -no sonriáis- esa sensación vaga, que a veces me obsesiona,
14
del tiempo y de las cosas que pasan en una carrera vertiginosa y formidable" .

....

..

b) La Eternidad. No le inquieta la eternidad en el sentido del más allá,
por Jo menos eso se deduce de una apresurada lectura, y de dar todo su sentido a lo eterno. Ya lo hemos oído decir que, al par del tiempo, lo inquieta la
eternidad desde niño. Siempre se mantiene sereno; no lo preocupa la ultravida. Piensa más bien en la eternidad como la permanencia y reiteración de
los sucesos, de las actitudes, de las cosas. Ya lo escuchamos a propósito de las
campanas; así de los templos de España. A menudo aparece en sus escritos
el vocablo, parece ser que en ese sentido. Así habla de la "Insondable eternidad
del dolor".
Todo esto debido a su escepticismo sutil, con los años, variaron sus ~piniones incluso, Azorín se convirtió en creyente católico.

V.

desea conservarlo exigiendo siem re "un 1
.
Siente el dolor de España en
p - d azo, sutil que nos una a Europa".
sus anos e Par1s y al d
'l f
v. gr. en Españoles en París "P , ,,
'
u e a e recuentcmente,
1
Sintiendo a España donde :vOC:r~i ' : os tuentos de Pensando en España,
sus libros nos hablan claro d
gu
y ugares amados. Los nombres de
e su amor a España y él mismo ha
.
"
amor a España respondan nuestros libros" As'1 tamb., 1
escnto: Del
pvr el paisaje español.
·
ien ° proclama su cariño
b) El paisaje de España

Una gran simpatía y cariño lo lleva a em rend
.
Y pueblos de España. Levante C ~ll
d' P
er caminatas por ciudades
,
'
Y as.. a se ISputan su '
d d
•-

Recuerdese el retrato de Zulo
10 .
mas acen ra o canno.
castellano árido pelado En te~ª- qu~
P~~ sobre el fondo de un paisaje
'
·
cmca rmpres1omsta ha · dO
de Castilla. Castilla es una de sus
d"l .
pmta los pueblecitos
.
pre 1 ccc10nes la adora "T ¡
,
-dice- Laín Entral o" el , .
'
·
a vez sea Azonn
Pero también siente g
·- m~ mventor entre los inventores de Castilla.u
un carmo mmenso por las f
1
.
cariño de intimidad familiar d tib"
.
ierr~ evannnas, un delicado
"Llegada" y "Monóvar'' d; ,; ia y li~f:J~a am1~tad. Léanse los capítulos
. . .
uperrea smo El hbro sob C till
JUICIO de no pocos su "obra cumbre".16 En El
r:_ a_s a es a
Españoles, al par que antología
losa I
aisa!e de Espana visto por los
da una visión general de las má '. g
as sens_aCiones de varios escritores,
s rmportantes reg10nes españ ¡
,
otros de sus libros habla de Cas u'lla. En esto se he
o as, ¡as1 como
. en
del 98 ( que el bautizó de Generación, con la ~rotesta r;::~na. con p~s ;;cn~ores
Unamuno, Maeztu, Valle Inclán Zuloa
mismo io aroJa):
Lanza ( tal vez Darío de Rego ' l _ga, Machado, Manuel Bueno, Silverio
yos, e pmtor) · ellos f
J
• •
para convertirlo en protagonista de
ch
ueron a pa1saJe espanol
dense Visiones y Andanzas esp - l mdu Uas e sus novelas y libros. Recuérano as e namuno La M
ha l
.
con emoción: "La Ruta del Quijote".
·
anc
a recornó

p. .

d

ÜTROS TEMAS AZORINIANOS

c) La moral
a) España
Si como paisaje le atrae más al principio, después como presente y porvenir.
Joven, lanza ataques contra la tradición; es la época del Azorín anarquista
en sus discursos o terriblemente implacable con la situación española en lo
económico y social de "Andalucía trágica" que inserta en su libro Los Pueblos
pero aparece primero en los periódicos. Aboga por el progreso y europeización
de España; después valora el pasado nacional, se muestra su admirador y

Su maestro predilecto fue el ensayista francés Monta·
critor y filósofo· a él debe • ,
h d
.
igne, el Alcalde rs.
'
qu1za mue o e su tranquilo y amable esce ti .
.
cismo.
Guardó siempre un gran respeto con las ideas relig1osas
y morales de pEsp
con sus monumentos eclesiásticos: desde París, escribe.· "No podr'1a sentir,
ana,
: LGAÍNfENTRALoo, Pedro, la generaci6n del 98, Col. Austral Vol 784
ARCA LóPEZ

1955, p. 420.
" AzoRÍN, Las confesiones, op. cit. p. 139.

164

•

J·, H'ISt orza
. de la Literatura
.
. "d ' p.
Española 'Ed T
B
'

·

C1

e,

36

.

arcelona,

165

�al pensar en España y en todo -lo que hay en España.=- el pr~fundo_ dolor
que siento". "Pero me acuerdo de las iglesitas ,de Es~ana.. ¿Que ha sido de
muchas de esas iglesias? Como seres vivos, habran gemido, 1IDplorado Y_muerto". Cree como valores supremos de la vida, en la bondad, la comprens16n, la
tolerancia apartándose de rotundas afirmaciones metafísicas o religiosas. No
faltaron algunas críticas a las autoridades eclesiásticas sobre tod? por ~1 ?e~cuido de los monumentos artísticos, cuadros, catedrales, etc. Y s1 al pnnc1p10
0 durante su vida ha sido un poco escéptico, declina ya más maduro y se recuesta en las creencias tradicionales españolas.
Durante la guerra española parece acercarse a la fe religiosa. "No perdamos nunca la fe, dice. No abandonemos nunca la esperanza. Las vías del
Señor son misteriosas". "¡ Qué grande es una española c~~ndo _alienta en su
corazón la fe y qué cosa tan grande y maravillosa es la fe! Recientemente ha
aludido a su "cat'.&gt;licismo firme, limpio y tranquilo".

tualizarlos o elevarlos a esa categoría, la obra Los clásicos redivivos, Los clás:cos futuros.

VI. "EL Poúnoo"

d) Los clásicos

...

Las páginas que a ellos ha dedicado no son pocas, y tienen la rara virtud
de acercarnos a ellos y hacérnoslos familiares. Quiere destacar por sobre todo
"el espíritu, el ambiente de la obra", interpretarlos más que criticarlos; .as~ sus
numerosos ensayos críticos sobre otros autores. Sabe despertar su cur10s1dad
y el deseo de gustarlos. Los hace actuales porque en ell~s refleja se~sibilidad.
Respecto a estas ideas, ha escrito: "¿He hecho yo crítica? ~o se; he m:e~tado
expresar la impresión que en mi producía u~a obra de arte , y .ª.~ro~,sit?. de
) , ·cos· "Un autor clásico es un refleJO de nuestra sens1b1lidad ·. Un
1oscas1.
l
autor clásico es un autor que siempre está formando. No han escrito as
obras clásicas los autores; las va escribiendo la posteridad". Sus juicios, por
·
· · tas, muchas veces se han modificado y con toda honradez;
ser 1mpres1oms
pongamos por caso frente a Fray Luis de Granada; Quevedo;_ y frente . al~unos modernos como Valera. "He estado mucho tiempo ~um:e .º :ei~te
~ños- , sin querer acercarme a Fray Luis de Granada; sentia por_ el mstmtiva
ojeriza; le creía palabrero, retórico, altisonante. Poco a poco he ido entr~ndo
en él. Poco a poco -lo verá el lector a lo largo de estas notas- sus libros
se han ido apoderando de mi espíritu".
No son tampoco escasos sus libros sobre crítica de modernos y aú~ de _escritores extranjeros. Sus libros Clásicos y Modernos, Los .Valores Literarios,
Al margen de los clásicos, Lecturas Españolas,_ Los do_s Luises, r:e Granada
Castelar, Rivas y Larra, así como el cuadernito Racme y Moliere ~an te~tlmonio copioso de sus labores de crítico literario, m~y ~ su manera ,unpresionista y sobre todo, como ejemplo preclaro de esto ultlillo en el afan de ac-

:u

r

...

.ª

166

DE

AzoRÍN

Azorín fue político mas no había nacido para político. Hemos visto en su
biografía que fue Diputado en cinco legislaturas: por Purchena (Almería);
por Puenteares (Pontevedra) (1914); por elección parcial en Sorbas (Almería) en 1918; por tercera vez por el pueblo almeriense en 1919. Desempeñó
la Subsecretaría de Instrucción Pública con cuidado sumo de noviembre 13
de 1917 al 26 de marzo de 1918. Escasos cinco meses ¿por qué paso tan fugaz?
La ocupa por segunda vez del 17 de abril al 27 de junio de 1919. Obedecían
esos cambios rápidos a los cambios de la política española de ese tiempo.
Por la ejemplaridad mostrada en esos puestos, cosa muy digna e imitable,
se pudo escribir de Azorín esta frase: "Caballero sin tacha, que ha entrado
en los cargos públicos y ha salido de ellos sin inspirar dudas" ( Manuel Bueno) .
Más que de político, llevaba en la sangre ser crítico de política. Honda y
henchida vena de escritor social y político fluye por su obra, si desconocida
y menos puesta a plena luz. Siempre que de él se habla se le concibe como
artífice de prosa breve, maestro de la brevedad y la concisión, de la crítica
literaria impresionista, paisajista, etc. Como artista, en suma.
Y no. La admiración y la amistad de gente de política, como Pi y Margal!
y Don Juan de la Cierva le despertaron gran simpatía y admiración.

En 1897 escribe larga carta de adhesión "a los principios que sustenta el
gran república Pi y Margall". De simpatizador del anarquismo brincó, honesta y sinceramente, a las ideas conservadoras.
Hondamente preocupado por cuestiones políticas, como todos los del noventa y ocho, escribió abundantemente de ellas tanto las que daban pábulo a
la diaria polémica partidista y parlamentaria como las que se prestaban al
comento doctrinario. De esa abundante literatura cuyo más completo estudio
dejamos para otra oportunidad, descuellan dos libros: El Político, publicado en
1908 y El Chirri6n de los Políticos editado en 1923 a los pocos días de haberse
implantado la Dictadura del General Primo de Rivera.
No se trata, creemos, de obras de ideario político. El segundo trata a la
manera azoriniana de novelar acontecimientos. Incapaz de sufrir los altibajos
de la política, el escritor de Monóvar parece salir de retirada hacia lo ideal
cuyo anuncio se refleja en el Epílogo de esa obra, esos epílogos que casi nunca
faltan en la obra azoriniana y donde se concentra la mayoría de las veces su

167

�verdadero ideario. En ese caso Don Pascual encarna al escritor. Azorín ha
tomado una cita de Quevedo en su "Defensa de Epicuro" que figura en el libro quevedesco Epicteto y Phocílides, en español con consonantes (Madrid,
1635). Hela aquí: "Ninguno dijo primero que Epicuro que el mejor solitario
era el que sabía estar solo entre la gente". Azorín se retira de la política.
Esforcémonos, dice Don Pascual, en tener ideas. Ofrendemos nuestras ideas
a nuestra patria. A nuestra patria y a la humanidad. Lo demás es baldío y
desdeñable".17 Antes había dicho: "Caminar modestamente a pie entre sus
conciudadanos, querido y respetado por todos, ¿ no vale más que pasar raudo
en un coche oficial?" 18 Sí, se trata de una fantasía moral, a la verdad, preñada
de realidad española.
Escrito durante larga convalecencia en el campo. EL Político se nos ofrece
como un libro depurado, menos circunstancial, limpio de mezquindades, intereses o partidarismos. Va en pos de un conducto ideal para normar el ser y
el aparecer, de la vida del político. Es la suma de experiencias tal como surgieron en el espíritu de quien las escribió en el retiro y lejos del mundo. Aquí
está un Azorín quintaesenciado en su experiencia del trato del político, en
uno de los estilos más puros, destilados y logrados de su larga carrera. Retrata
al político ideal según lo concibe. Lo escribe más como literato que como político. Más aún: es un libro que desborda en sus 42 breves y jugosísimos capítu\rs y e:1 su Epílogo futurista -ese Epílogo que difícilmente suprime el
escritor de Monóvar- el modo del deber ser del político y puede convertirse
en numerosas cosas, en norma serena de todo homQre recto, aliñado, seguro
•

1

......

de sí mismo.
Azorín viene de leer atentamente a Gracián. Azor'm y Gracián guardan
semejanzas. Azorín habla siempre con elogio de Gracián. Tiene la misma sequedad y desnudez de lenguaje. Sólo articulación de frases breves, con sustantivos, adjetivos, verbos con nervio. Ninguna imagen, casi ninguna metáfora.
Lenguaje directo. Pero un gran estilo. Un modelo de estilo y de vocabulario.
Azorín aconseja al político la fortaleza: "el político ha de ser sano y fuerte";
"sea el político mañanero; acuéstese temprano"; la templanza: "Ha de comer poco también, sea frugal"; "para estar sano y conservar la fortaleza ha
de amar el campo". El arte de vestir que es la elegancia; la primera ·regla de
ésta es la simplicidad; la camisa ha de ser "nítida, inmaculada"; en fin, "sencillez y naturalidad" es la síntesis de la elegancia. Le sugiere "no prodigarse".
"Al hombre de mérito se le estima tanto más cuanto menos podemos apreciar
u AzoRÍN, El chirri6n de los Pol!ticos, fantasía moral, Rafael Coro Raggio, Ed.
Madrid, s/f., p. 209.
21 AzoRÍN, El chirri6n de los Políticos, op. cit., pp. 208-9.

168

los detalles pequeños, inevitables ue 1
"No se prodigue ni en la call ' ~
el asemejan a los hombres vulgares".1•
.
e, ru en os paseos, ru. en 1os espectáculos públicos".
20
Tenga el político la virtud d I " b . "
lengua, en ser cauto en ser resee ªa eu oha que consiste en ser "discreto de
'
rva o en no de · · ¡
"Es achaque de hombres vul
I 'a
. crr smo o que conviene decir".
,
gares e escubnr a todos sus pe
.
" 21
No están lejos de esta oh
. .
nsanuentos .
ra azonruana Baltasar Gracián Do
con su "Idea de
, .
Y
n Diego Saaved ra Fajardo
•
un prmcipe político cristi " A 11
e1 escritor español más que a M .
ano • e os se inclina
..
.
aqmavelo. Recuerda a F
B .
.
ray emto Gerónimo
F e13óo qmen en su Maquiaverismo de los antiguos
n se b I d 1
que M aquiavelo "ha enturb' d O
ur a e os que dicen
ia
Y perturbado al mundo" "S
que Iadran sin saber por qué" y 'ta 1
·
on unos canes
.
·
ci e texto de Fi3'6o· "El
•
.
, .
.
maqUiavelismo
d ebe su prunera existencia a los más anti
quiavelo sólo el nombre Su ,
,
guas pnnc1pes del mundo, y a Masiglos". 2s
•
raiz está en nuestra naturaleza y no ha menester
¿ Está con él del todo Azorín?• t. Estuv1eron
.
en pro de tod
G .
o esto rac1án y
Saaved ra Fajardo?

VII. EL

CUENTISTA

Escribió cuentos desde muy temprana d d
de Racine, autor que tanto infl
e a prop~niéndose aquella norma
L''
.
uye en su concepción del te
"T
mvent1on consiste a faire qu ¡
h
ar • • •
oute
uan") H
e que e ose de rien" ( en el lema de "Don
. a expresado
muchas veces la t'ecruca
. con que quie
J
.
'b' 1
re
D esd e e 1 comienzo' como en el tea tr0 , e1 1ector de "e trar"
¡ escr1 ir os.
llegado a la conclusión que esen'b'1r cuentos " es cosa ndif' il" end e cuento. Ha
&lt;ladero cuento' el más artístico, es el que e1 cuentista
.
ic 'd e que el. "verforia
.
e ¡ cuento con argumento de cierta t
l .
·J
e una mmuc1a;
rucu enc1a está al alean d od
ra1mente que la minucia ha de ser cosa d e¡·1cada" p
ce b e t os, natutodo, la sencillez, "el hacer arte de nada" D d ~ or ~so usca, como en
de un enfermo ( 1897) son unos seis lib
d. es e ohemia ( 1897) y Diario
ros e cuentos Blanco en Azul ( 1929)
I No. 68, Madrid, 1968,
p. ,.17.AzoafN, El PoUtico, con un Epílogo futurista' C 0 I· AUStta,
"Ibidem.
21
El Político, p. 19.
,. FEIJÓo, Teatro critico, Vol V. Cit. por AzoRÍN El p lí .
:za AzoRÍN, El Político, p . 60.
,
o tzco, p. 59.

169

�es quizá el más definido, ya que muchos son relatos con no poco de autobiografía como Pensando en España y Sintiendo a España.

VIII.

EL NOVELISTA

Fiel en sus novelas a la teoría expuesta en el cuento, son éstas simples y
muchas veces pretexto para hablar de sí mismo, del paisaje o gentes de España. La trama es simple casi no pasa nada. Para el maestro glosa, Angel
Cruz Rueda ... -biógrafo y fiel crítico de Azorín- la novela novelesca
donde "pasan muchas cosas", es decir, "las novelas corrientes, las que leemos
todos, en las cuales "hay una fábula más o menos intrincada", dan lugar a la
novela policiaca, y si no nos ofrecen más que un enredo feliz, carecen de todo
valor literario. "La sorpresa, elemento constitutivo de esas novelas, es un recurso extraliterario se haya fuera de la literatura. Y si las novelas de sucesos
nos interesan, si poseen valor estético, es porque a la intriga que no nos importa en defintiva, se añade algo que es esencial: en Balzac, por ejemplo,
el análisis social; en Sthendal, el análisis psicológico; deseándoles de esos elementos, dejadlas reducidas a la intriga y su valor será nulo. La verdadera
aportación de los tiempos modernos al género novelesco es la novela donde
no pasa nada. De un Conan Doyle -equivalente a Pirandello en el teatro-a una Catalina Moansfield, ¡ qué inmensa distancia!"
Los entrecomillados son de Azorín; así nos ahorramos el comentario. Don
Juan es de los libros más bellos de Azorín, a juicio de Cruz Rueda; Félix
V argas (epopeya) marca una nueva modalidad de Azorín. Superrealismo
(prenovela) "Es la sensación de la novela en su estado predcfinitivo", sorprendente introspección en la conciencia Pueblo es un esfuerzo. Como la
anterior, de encontrar nuevos procedimientos para la novela. Casi no hay
frases, solo sustantivos para que el lector forme los cuadros. El escritor casi
no es novela; los personajes Antonio Quiroga -escritor viejo- y Luis Dávila
--escritor joven- dan motivo a que el autor exponga a cada paso teorías
literarias sobre el estilo y hable de la muralla entre los nuevos y viejos escritores
y al final termina derrumbándola. En El Enfermo no hay tal enfermo, es casi
una deliciosa autobiografía junto al valle del Elda con muchos lances y sentimientos cotidianos; Capricho es, como dice su autor, un divertimiento en los
personajes, en la fábula y en el léxico; La Isla sin autora narra cómo el barco
en que se embarca el autor y un autor dramático, se llama "sin retomo" y en
el ve el símbolo del mundo, "porque no se vuelve a la ilusión, a la juventud,
al fervor". "Hagamos lo que hagamos, ya esos momentos han pasado y no
pueden volver"; resta siempre la sensación del tiempo en Azorín, como agri170

dulce sabor de la vida con el claroscuro de 1
.
metafísica. Doña Inés M , F
a nostalgia pero sin inquietud
.
'
,
arta ontana y Salvado d Olb
tipos de mujer. Tomás R d
.
ra e
ena no son sino
.
ue a que puede situarse en Sal
otra ciudad castellana es casi autobiografía.
amanea o en alguna

IX.

TEATRO DE AZORÍN

Poca
fortuna
ha teru"do en sus representaciones
..
canno y tiene esperanzas de
b .
' pero el autor Je gu:!rda
.
que so reviva "Creo
·
ovo, es superior muy superior a
h
.
que rm teatro, tan comba.
' mue as muchísimas d las b
en estos tiempos. Esas obras no pueden 'ya leerse
o ras aplaudiJas
·e
sentará en lo porvenir- resiste la lectura" "Vale:-~ teatro --:1ue se preno puede negársele originalidad Az , . (
c1a ' 1941). Sm embargo
d
.
·
orm mtenta hace
.
e persona1es abstractos como la muerte en la
. , rnos sen~- la presencia
una trama sencillísima
d
Tnlogia, lo Invisible mediante
' recor emos El Segador·
h b
llamando a todas las puertas del p bl . 1
. un om re, un segador, va
ue O , as madres se ab
••
razan a sus hijos•
todos temen·' una' sobre todo, 1o estrecha fuertem t
'
da vez que siente las llamadas
1 f'
.,
en e contra su corazón ca, Y a m tamb1en llama el
d (
,
de 1a muerte) a su puerta.· su hi.JO muere· y creo
1 sega
. or .el s1mbolo
temente no habrá mucha ac •,
h ·
que ogra rmpres10nar fuercion pero ay co t "d
1 .
Old Spain comedia en tres actos' y
'l n em o; e tiempo en Angelita.
viembre de 1926 en San Sebas•=á unMprdo _odgo se estrena en septiembre y nou n Y
a n respecti
una alabanza a la vida tranquila d 1
bl
vamente: es, en el fondo
· l'
e pue o castellano U
t ·
mg es, llega a un pueblo castellano donde t odo es tran. ·¡n ex ranJero,
. un
aque
la
serenidad
al
principio
contr
t
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apacible,
y
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as a uertemente a su m d d ..
tenor, pero por fin acaba gustán'doIe Y se queda a · ·
o
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vivrr
an'l
Brandy, sainete sentimental en tres a t
f
~ivrr en e . Brandy, mucho
juventud; entre los jóvenes bullicioso:º:: ue acogido con las protestas de la
la Universidad de Salamanca Don R ' f leLn:~ntraba el profesor de arte en
· •
'
ª ae amez
Alcalá 1
J
recrmunaran
sus protestas contra e1 maestro gritó·
.
.
"Al M ª cua como
. se le
Comedia del Arte fue aplaudida
. b
.
aestro i cuchillada!;
en noV1em re de 1927 Fue
, .
.
.en~rme el _ex1to
de El doctor Frégoli o la comedia de la fe(icid d
traducida por Azorín y que tuvo una notable . a ob~ de Nicolas Ev~moff,
teatro en España. Escribió además El Clamo~nf!~enc1a en 1~ ,concepción del
Seca aplaudida por el pu'blico
b ºd
colaborac1on con Muñoz
Y com ati a por lo 'ti
(acto Sacramental) que se representa en su ueb: en cos; en 1930 Angelita
segunda de las tres Marinas de Simón Gantill' p E o natal. Traduce Maya, la
cena con aplausos a La Cu ·¡¡ E
º~· n enero de 1936 lleva a la esem a. n Madnd e 1942 F
Burgos, intentando siempre el teatro pero siempre
. ' n con muy
' arsa
Decente, en
escasa
fortuna.
171

�Ha escrito y no se han representado jamás: Judit, obra anterior a las citadas,
y Cervantes o la casa encantada.
Los cuentos, las novelas y el teatro son el campo que menos gloria ha dado
al Maestro, y en el que, en realidad es menos brillante el escritor; sus páginas
inmortales son aquellas en las que bulle la vida provinciana de sus pueblecitos españoles y las de crítica literaria.
La obra total de Azorín se compone de unos noventa y tantos libros, unos
cuatrocientos cuentos, no todos coleccionados en los volúmenes que hemos mencionado; e innumerables artículos y ensayos; sigue su laboriosa tarea de escribir
en sus avanzados años y publica sobre cine El cine (1954) y otros temas. Omitimos otros aspectos de su personalidad como orador, cuando sus tiempos de
político y sus escritos de índole parlamentaria y política cuya crítica frecuent6
desde sus años mozos. Laborioso artesano, incansable obrero de la pluma,
~u lema ":;:.spaña y Trabajo" ennoblecen y nimban los últimos años de su

fé:til existencia.

-Reyes, Alfonso, Apuntes sobre Azorín Ob
C
caminos,_ pp. 241-257. Comprende: 1.-Ras' os dr;-5 o~pletas, FCE, Los dos
3.-El Licenciado Vidri
.
g
Azonn. 2.-Algunos reparos
5
,
.
era VISto por Azorín. 4.-Una
l' .
.
.
.-Azorm y los escntores de Am' .
6
po emtca mteresante.
Azorín.
enea. .-Notas sueltas. 7.-El "Don Juan" de
-1
-40Re4yes,
. Alfonso, La Sátira política de Azorín' O ·C·, IV, R e1OJ. de so1, pp.

40

-Reyes, Alfonso, De ¡
·
pp. 380-382.
a gunas sociedades secretas, Reloj de sol, O.C., IV,
Los análisis y juicios críticos de Re
de estos artículos las citas se ro lti ~ son certeros, preciosos, valiosos. Aparte
anécdotas, de ell~s dice Reyes.
can ~uí y en otros volúmenes. Cuenta
menos que hacen es dive t"
. N ay que mteresarse por las anécdotas. Lo
r irnos. os ayudan a vivir a 1 "d
tantes: ¿Hay mayor piedad?" 25
,
o v1 ar por unos ins-

~,fi

-González Salas Carlos u
l'b
Abside, VI, 2, Mé~co 1942, p.n2;tvo ' ro sobre Azorín: Madrid íntimo,
BIBLIOGRAFÍA SOBRE

AzoRÍN

Una buena guía para conocerla la constituye, sin duda, la que ha present.:.do
Luis S. Granjel en su Retrato de Azorín.24 Sin embargo esta fecha va resultando ya lejana y, por tanto, incompleta esa bibliografía.
Buen complemento para el conocimiento de cualquier autor y para posteriores investigaciones es una bibliografía crítica. Pero esta misma de Granjel,
con ser muy buena, no es completa en las mismas fechas bajo las que se presenta ya que adolece de lagunas y citaciones como las formadas por los ensayes de Alfonso Reyes, Enrique Anderson lmbert, Rufino Blanco Fombona y
otros que enseguida mencionaremos.
No pretendemos en este primer asedio al tema que nos ocupa ahora decir
la última palabra ya que en este rincón del mundo en que vivimos no contemos con biblioteca a la altura de estas investigaciones ni con noticias considerables de la literatura centro y sudamericana sobre este particular.
Ofrecemos lo que en nuestros husmeos se ha logrado obtener.
Iniciamos con los autores mexicanos que, según nuestras parvas noticias,
nos hemos ocupado de Azorín en forma más o menos considerable, es decir,

-González Salas, Carlos, Entre Azorín M .
.
Montezuma Seminary. Mont ti
N
y, . ail/efert, RevISta Montezuma
,
ez ma, ew Mexico, Nov. 1940.
'
-Gonzalez Salas, Carlos Carta a A ,
.
na, Año XXII, No. l.
,
zorm, Abside, revista de cultura mexica-González Salas, Carlos Azorín (José M ,
.
y su obra escrita para el ex:une
I
artmez Rmz, Síntesis de su vida
febrero 1955 mayo 1956 Salan ora eEn el _:'I Curso de Fisología Hispánita,
'
'
manca, spana, 1956.
C., El desdoblamiento
.
.
, -Meehan
C d , Thomas
.
interior
en "Doña Inés" d A
nn, ua ernos H1spanoamerican
N 237
.
e zo644-668.
os, o.
' Madrid, septiembre, 1969, pp.
(Thomas C. Meehan es profesor del De artam
.
tuguese en la Universidad de Illin .
dt
ento of Spamsch and Por.
o1s y ra ca en Urbana, Illinois, USA).
-Anderson, Imbert Enrique El
d ¡¡
.
( 1930), 273-281.
'
pasa O terano de Azorín, Nosotros LXIX
- Anderson, Imbert Enrique, Crítica Interna (Madrid 1960)
-Blanco, Fombona Rufino "Doñ ¡ 's''
. '
·
(Madrid, 1_930).
'
a ne , en Motivos y Letras de España
-Martínez Cabrero, José María, Las novelas de Azorín Madrid
particularmente pp. 188-202.
'
, 1960,

esquivando generalidades.
.. GRANJEL, Luis S., Retrato de Azorln, Colecci6n Guadarrama de crítica y ensayo,
No. 13. Ed. Guadarrama, S. L., Madrid, 1958.

172

,. _REYES, Alfonso, Obras Completas, Vol. IV, Relo.
1 de Sol E l
MeXIcanos Fondo de Cultura Económica, p.
_
' P grafe, p. 359. Libros
359

173

�-Linvigstone, León, "Tiempo contra Historia en las novelas de José Martínez Ruiz". Homenaje a Rodríguez Moñino, Madrid, 1966, I, 325-338.
-Madariaga, Pilar de, Las novelas de Azorín, estudio de sus temas y su
técnica (tesis doctoral inédita, Milddelbury Colegge, Vt. 1949.
-Eguidanos, Miguel, "Azorín en busca del tiempo divinal", Papeles de
San Armadan_s, año IV, Tomo XV, No. XLIII, 94, oct., 1959.
-Rubluo, Luis, Juego de Palabras (Antología inquieta de ensayos. Entre
los maestros españoles en mi biblioteca incluyo el capitulillo Azorín. Azorín
y el cien Mexicano, Azorinianos de México, Guadalupanismo de Azorín. Ediciones Al Voleo de Monterrey, N. L., 1978.

mismo dígase de otro ensayo nue t
b "
cado en Abside, México, D. F.21 s ro so re l,a Generación de 1898", publiPor cierto que en la Bibliografía crítica de
.
mado por María del Rosario T ,
Az ' GranJel aparece un trabajo firrapaga onn en su b a·
Azorín; 2-13. Universidad de G
d G
o ra. meo ensayos sobre
'
rana a. ranada 1955.
autora sea pariente de Don An el Sá.inz T , '
' no es remoto que la
que en 1881 donó a la parroqui! d T
. rapaga, n_oble señor tampiqueño
tualidad "rondan los palomos coli e ~p1?0 ~l reloJ que todavía en la acmilia Trápaga-Maade.
pavos . D1luc1dar el enigma toca a la fa-

Post data

A lo ya dicho habrá que añadir sin duda numerosísimos estudios y, desde
luego, la bibliografía crítica ofrecida por Luis S. Granjel en su citado libro
Retrato de .Azorín que, por razones obvias omito y que por ahora es lo más
completo sobre esta materia.
Habrá que añadir las obras Entrevista con Azorín, del reportero y escritor
mexicano René Tirado Fuentes que logró esa entrevista que no nos fue posible a nosotros con el Maestro en Madrid, y el último diálogo sostenido con
Azorín por Jorge Campos y que luego ha visto la luz con el rubro de Conversaciones con Azorín.26

...

r '

Finalmente, el libro de nuestro autor, Crítica de años cercanos del que se
ha escrito: "En su preocupación ininterrumpida por las letras, Azorín vivió
siempre atento a lo nuevo, tanto en su época de rebelde como en la serenidad
de sus últimos años. En estos artículos, aparte de otros autores y temas, se
ocupa de la primera obra de Alberti, Altolaguirre, Jorge Guillén, Bergamín,
García Lorca, etc., en los que saluda y analiza una nueva poesía, en su opi27
nión, la más avanzada de Europa en aquellos momentos".
En artículos y libros de crítica literaria se alude a menudo a Azorín, como
en el caso de Ermilo Abreu Gómez, Joaquín Antonio Peñalosa (entre otros
mexicanos) y segundo Serrano Poncela en El Secreto de Melibea, un ensayo
agudo en tomo a la razón existencial por la que Rojas escribió La Celestina al
que siguen páginas sobre Silverio Lanza, Unamuno, Baraja, Azorín, etc. Lo
"" Cfr. Cuadernos Hispan oamericanos, Revista mensual de cultura hispánica, Madrid, 1955.
11

GoNzÁLEZ SALAS,

Carlos, La generaci6n de I 898, Abside, Revista de Cultura Me-

xicana, Año XI, Núm. 4, pp. 421-435.

174

175

�NOTICIA DE OTRO JUICIO SOBRE LA TERESA DE CLAR1N
PRoFR.

DAVID

ToRREs

Angelo State Univenity.

'I' 1

.,!.

EN su ESMERADA edición de Teresa, Avecilla, y El hombre de los estrenos (Madrid: Castalia, 1975), el Dr. Leonardo Romero Tobar ofrece abundantes datos
sobre el estreno del drama de Clarín y una nutrida bibliografía de estudios y
crítica sobre el mismo. A las seis críticas del estreno que recoge en el apéndice
habría que añadir las exhumadas por José María Martínez Cachero 1 y la
que ahora damos a conocer.
Nadie ignora la mala acogida -y hasta pateo- que sufrió el estreno de
Teresa en el Teatro Español la noche del 20 de marzo de 1895. Haciendo un
resumen de la crítica del estreno, el profesor Romero cita como los cargos
principales contra la pieza de Clarín la monotonía, el tono melodramático,
la falsedad de los caracteres, la impericia técnica, y el lenguaje artificioso,
retórico, y falso. 2 El crítico anónimo de El País (21-111-1895) aprovechó la
ocasión para recordar lo que el novel dramaturgo había hecho con obras ajenas: "Indudablemente, una cosa es predicar y otra es dar trigo; pues Clarín,
que tanto ha criticado a escritores dramáticos y tan bien ha visto los defectos
de muchas obras, ha escrito una desprovista por completo de las condiciones teatrales".8
Leopoldo Alas no llegó a escribir un prólogo como el que Galdós puso a
su fracasado drama, Los condenados, pocos meses antes, pero sí la emprendió
contra Arimón, Blasco, Bremón, y otros gacetilleros a quienes suponía cómplices de la silba. En carta a Galdós afirma: "También creo necesario, tal
' MARTÍNEZ CACHERO, Jos6 María, "Noticia del estreno de Teresa .. . y de algunas
críticas periodísticas", Archivum, XIX ( 1969), 243-273.
• ROMERO TOBAR, Leonardo, "lntroducci6n" a Teresa, Avecilla, y El hombre d,
los estrenos, de Clarín (Madrid, 1975), p. 33.
1
Recogido por ROMERO ToBAR, op. cit., p. 174.

177
Humanitas-12

�....

.
testar siempre, y dar cien
como se h a puesto la cosa'. .tomar ,,por
, s1Stema con
alos por uno . . . a los cnticantes .
p
- 11 da a cabo por Alas, Salvador Canals declara:
Recordando la campana eva
f d
idoso.
,
od . esta derrota fue pro un o . . . y ru
"El efecto que en Clarm pr UJO , d
. d;,.'1a
ventana de vecin., dº
uso cate ra me3or "
···
En no sé cuántos_peno _ic~s p abominar' de los críticos. No fue mal servido
dad para maldeclI' al publico y
de 1·usticia confesarlo-- algunos pa. le faltaron tampoco -es
.
l , li
en a rep ca, ru
" 5 El
ltado fue una larga y agresiva
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.
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1 1 21 de abril de 1895 por un tal Lms
ma de "carta abierta" a Leopoldo A a~e 98 de La Gran Vía ( 12-V-1895)'
Al~rto, y publicada_ en el Vo\ ~!dril;fia duró sólo tres años, del 2 de juli~
página 314. Esta revista semana
dº t r a la sazón era un adm1de 1893 al 14 de diciembre d:0189i y dsu E1t::t7lo inteligente de la carta y
rador de Clarín, el poeta Salv or ue a. h
e tras esta firma se oculta
. ºlºd d d 1 tor nos hacen sospec ar qu
Ja fina sensib1 i a e au
.
ºd de la república de las letras:
, .
d CI ín y miembro conoci o
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13 de enero del cornente ano .
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amistad Le a
ra a, '
jamás me he honra o con su .
. r tes artículos de crítica, llenos de una
tos; y sobre todo, en los enérgicos y va iedn hi . an y sigan haciendo mucho
. T dad y de un fondo, que Compren o cier , ,
~ : en las huestes de los escritores de menor cuantia.
Galdós (Madrid, 1964) , P· 2 76 Soledad, Cartas a
.
896)
101-102.
l - te tral (Madnd, 1
, PP·
E
• CANALS, Salvador,
ano a
F á d l recoaido en Obras completas,
l , " en La ar n u a,
o·
, .
• AzoRÍN, "La Teresa de e arm '
Cl nn su ensayo: Estudio critico
1
VII (Madrid, 1948), 163-168; y Juan !orrendel' a
)1
(Barcelona, 1895), un folleto de 70 páginas.
• ÜRTEOA,

178

Si a todo esto añado el que nadie me conoce en la llamada república de
las letras; el que no tengo pretensión alguna de literato, y el que no visito
escenarios, saloncillos, cafés ni círculo alguno o reunión donde se fragua el
mortífero rayo de la crítica, se comprenderá que, libre de todo prejuicio y
sin apasionamiento alguno, ocupara en el Teatro Español una butaca (que
me cost6 el dinero) para presenciar el estreno de Teresa.

Y como sobre esta obra todos los críticos, periodistas, escritores, etc., etc.,
han emitido su opinión, permítame V. que un espectador vulgar, sencillo, que
asiste a los estrenos por proporcionarse solaz y pasatiempo; por gozar, sintiendo en su alma la emoción estética, diga su leal parecer que, claro está,
nada vale ni significa para el sublime are6pago de la opinión pública, la cual,
dicho sea de paso, se va estropeando un poquillo, y hasta parece que chochea
algo, por sus peregrinas observaciones y por alguno que otro traspiés que la
hace zozobrar y hasta caerse.
Pero dejemos eso, que no quiero abusar de su paciencia, si por casualidad
lec estos desaliñados párrafos, y paso a decirle lo que pensé de su ensayo dramático, al salir del teatro, la noche del beneficio de la Srita. Guerrero.
Lo primero que pensé fue en los hermosos pensamientos, en la castiza prosa,
en los profundos conceptos que esmaltan y enriquecen la obra. ¡ Esto es escribir, señor mío! ... ¡ Eso es un lenguaje propio y levantado, señores críticos! .. .
Sin lirismos que obscurezcan la idea, sin abusar de comparaciones ni de metáforas, el diálogo brilla con los resplandores de la verdad, que irradian al
choque de las situaciones del drama.
Deleitándome en estas bellezas, llegué a la escena VI, que me hizo levantar de la butaca, experimentando mi alma una profunda emoción. El
que no se entusiasme en aquellos momentos, no debe pisar el Teatro Español,
sino los circos ecuestres. Aquellas asechanzas de Fernando y aquella defensa
de Teresa, que comprende lo que el señorito quiere, y que, sin embargo,
pretende salir victoriosa, pero sin humillar al vencido, recordándole que ella
no se encerraba por las noches en su cuarto fiada en la honradez de él;
que la señora era pura y digna como una santa; que él, de seguro, no habría
hecho nada en aquellos años por lo que tenga que avergonzarse ... , etc., etc.,
son detalles tan humanos, tan naturales, tan propios en la boca de aquella
antigua criada, que yo, extático y entusiasmado, no comprendía el silencio
del público.
Desde este momento, la figura de Teresa es gigantesca; toma un relieve
de primera magnitud y se hace interesante, adquiriendo un vigor dramático
como pocas. Al presentarla sufriendo con resignación los bárbaros tratos de
Roque cruel, borracho, vicioso; al devolverle caricias por violencias, dul-

179

�zuras por insultos, cuidados de esposa solícita por injurias de marido salvaje,
veía yo la lucha, el contraste de ciertas ideas que hace tiempo batallan en
nuestra sociedad.
Sí (quizás esto V. ni lo pensara al escribir su obra); se me figuraba ver
representadas en aquellas dos figuras al socialismo y aJ cristianismo. Al uno
rechazando la limosna; diciendo que Jesucristo predicaba en las tabernas;
quejándose de falta de justicia en este pícaro mundo, para el cual pide un
nuevo grisou, como el que tantos estragos suele causar en el fondo de la
mina; y al otro, en la mujer honrada, trabajadora, mártir, que cura las
heridas del primero, que lo consuela y acaricia, y dice que aquella sangre
es de los dos, y todo lo disculpa por el envenenado aguardiente que despachaba el Chinto. ¡ Hermosa y purísima resignaci6n, que V. pinta de un modo magistral, con la vista puesta, sin duda alguna, en horizontes muy elevados!
Cuando la dura realidad se presenta de esta manera; cuando se dice al
espectador, de un modo tácito, sí, pero con arte exquisito: "mira lo que
pueden las ideas de una moral divina que sólo ella es capaz de dar fuerzas
a esa infeliz mujer"; cuando se presentan en la escena esas miserias del tugurio y de la choza para enriquecerlas con los tesoros inmensos de un cariño
que todo lo sufre y de un alma que lleva su cruz con paciencia; cuando se
hace todo esto, el autor que eso concibe sólo debe merecer aplauso de las
personas inteligentes; respeto, por 1- menos, de las que, no comprendiendo
aquello, sospechan que allí palpite algo extraordinario que choca y admira
en esta época, donde sólo se rinde culto a los apetitos materiales, dejando
que el espíritu se muera de hambre.
Nada de esto ha pasado, ¿ qué le hemos de hacer? ¿ Que al público de
los lunes no le gust6 su obra de V.? No hay que tomarlo en cuenta. A esa
gente la basta y la sobra con leer las Cr6nicas de Salones. ¿ Que el público
en general rechazó su obra? Como si no; bien sabe V. que el sufragio universal está muy desacreditado hace mucho tiempo, pues por aclamación
libertó a Barrabás con tal de condenar a Cristo.
Más, mucho más le diría; pero el temor de cansar a V. y a los lectores
detiene mi pluma.
Queda admirándole, como siempre, su atento s.s., q.b.s.m.,
Luis

180

ALBERTO

Sección Tercera

HISTORIA

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